Revista de la CEPAL no.43 PDF - CEPAL - Repositorio

Loading...
Revista de la

CEPAL Secretario Ejecutivo G ert R o sen th a l

Secretario Ejecutivo Adjunto C a r lo s M a s s a d

Director de la Revista A n íb a l P in to

Secretario Técnico E u g e n io L a h e r a

N A C IO N E S U N ID A S C O M IS IO N E C O N O M IC A P A R A A M E R IC A L A T IN A Y E L C A R IB E

SANTIAGO DE CHILE, ABRIL DE 1991

La Secretaría de la Comisión Económica para América Latina y el Caribe prepara la Revista de la . Las opiniones expresadas en los artículos firmados son las de los autores y no reflejan necesariamente los puntos de vista de la organización. Las denominaciones empleadas y la forma en que aparecen presentados los datos no implican, de parte de la Secretaría, Juicio alguno sobre la condición jurídica de países, territorios, ciudades o zonas, o de sus autoridades, ni respecto de la delimitación de sus fronteras o límites. c e p a l

Notas explicativas En los cuadros del presente trabajo se han empleado los siguientes signos: Tres puntos (...) indican que los datos faltan o no constan por separado. La raya indica que la cantidad es nula o despreciable. Un espacio en blanco en un cuadro indica que el concepto de que se trata no es aplicable. Un signo menos indica déficit o disminución, salvo que se especifique otra cosa. El punto (.) se usa para separar los decimales. La raya inclinada (/) indica un año agrícola o fiscal (por ejemplo 1970/1971). El guión (-) puesto entre cifras que expresen años, por ejemplo, 1971-1973, indica que se trata de todo el período considerado, ambos años inclusive. La palabra “toneladas” Índica toneladas métricas, y la palabra “dólares”, dólares de los Estados Unidos, salvo indicación contraria. Salvo indicación en contrario, las referencias a tasas anuales de crecimiento o variación corresponden a tasas anuales compuestas. Debido a que a veces se redondean las cifras, los datos parciales y los porcentajes presentados en los cuadros no siempre suman el total correspondiente.

LC/G. 1654-P Abril de 1991

PUBLICACIONES DE LAS NACIONES UNIDAS ISSN 0251-0257 ISBN 92 - 1-321348-4

La autorización para reproducir total o parcialmente esta obra debe solicitarse al Secretario de la Junta de Publicacione.s, Sede de las Naciones Unidas, Nueva York, N.Y. 10017, EE.UU, Los Estados miembros y sus instituciones gubernamentales pueden reproducir esta obra sin autorización previa. Sólo se les solicita que mencionen la fuente e infórmen a las Naciones Unidas de tal reproducción. Copyright © Naciones Unidas 1990 Todos los derechos están reservados Impreso en Santiago de (Tile

Revista de la

CEPAL S a n t ia g o d e C h ile

A b r il d e 1 9 9 1

N úm ero 43

SUMARIO A D e m o c r a c i a y e c o n o m í a . S e c r e t a r i o E j e c u t i v o d e la C E P A L , G ert R o sen íh a L ^ . H e c h o s e x t e r n o s , p o l í t i c a s i n t e r n a s y a j u s t e e s t r u c t u r a l . C arlos M a ssa d .

7 11

A m é r i c a L a t i n a y la s n u e v a s c o r r i e n t e s f i n a n c i e r a s y c o m e r c i a l e s . R o h eri D e v lin y M a r tin e G u e rg u il.

23

C o m p e t i t i v i d a d d e la i n d u s t r i a l a t i n o a m e r i c a n a . G éra rd F ichet.

51

E u r o p a 9 2 y la e c o n o m í a l a t i n o a m e r i c a n a . M ig u e l Iza m .

67

L a c o m p e t i t i v i d a d d e la s e c o n o m í a s p e q u e ñ a s d e la r e g i ó n . R u d o l f B u ite la a r y J u a n A lb e rto F u en tes. T r a n s f e r e n c i a d e t e c n o l o g í a : e l c a s o d e la F u n d a c i ó n C h i l e . T o rb en H u ss.

83 99

C o n v e r s i ó n d e l a d e u d a y c o n v e r s i ó n t e r r i t o r i a l . A n to n io D a h er.

121

E l E s t a d o y la p o b r e z a e n C o s t a R i c a . M a r v in T a ylo r-D o rm o n d .

133

P r e b i s c h y l a s r e l a c i o n e s a g r i c u l t u r a - i n d u s t r i a . G arlos C attaneo.

151

C e l s o F u r t a d o : D o c t o r H o n o r i s C a u s a . W ilso n C a n o .

167

O r i e n t a c i o n e s p a r a l o s c o l a b o r a d o r e s d e la R e v ista de la c e p a l .

171

Democracia y economía* Secretario Ejecutivo de la CEPAL, El te m a q u e n o s c o n v o c a

a

G e r t R o s e n th a l

e s t a M e s a R e d o n d a o r g a n i z a d a p o r l a elacso n o e s t r i v i a l . E n

p r i m e r l u g a r , la c r i s i s q u e h a n v i v i d o l a s s o c i e d a d e s l a t i n o a m e r i c a n a s y l o s v e r t i g i n o s o s c a m b io s q u e s e e s t á n d a n d o e n e l m u n d o h a n p u e s t o e n e n t r e d ic h o t o d o s lo s e n f o q u e s t r a d i c i o n a l e s d e l a s c i e n c i a s s o c i a l e s . E n e s e s e n t i d o , h a c e f a l t a r e f l e x i o n a r a c e r c a d e la s p r e m is a s b á s ic a s d e la s d iv e r s a s d is c ip lin a s , c o m o a s im is m o s o b r e la c o o p e r a c i ó n i n t e r d is c i ­ p lin a r ia p a r a a b o r d a r la r e a lid a d s o c ia l. E n s e g u n d o lu g a r , u n e x a m e n d e l t e m a c o n c r e t o q u e n o s b a r e u n i d o ( la r e l a c i ó n e n t r e la s c i e n c i a s s o c i a l e s y l a d e m o c r a t i z a c i ó n ) e s e s p e c i a l ­ m e n t e o p o r t u n o e n e l c o n t e x t o l a t i n o a m e r i c a n o c o n t e m p o r á n e o , e n e l q u e r e n a c e la d e m o erad a. E n g e n e r a l , t o d a s l a s d i s c i p l i n a s s o c i a l e s t i e n e n u n a c o n t r i b u c i ó n q u e h a c e r a la d e m o ­ c r a t i z a c i ó n . P o r e j e m p l o , e n t r e o t r o s a s p e c t o s , la sociología d e b e r í a i d e n t i f i c a r c u á l e s s o n la s m e j o r e s y la s m á s e f i c a c e s f o r m a s d e p a r t i c i p a c i ó n ; l a a n tro p o lo g ía d e b e r í a i n d i c a r c u á l e s s o n l a s m i c r o r r e l a c i o n e s m á s i d ó n e a s p a r a e l s u s t e n t o g l o b a l d e la d e m o c r a c i a ; l a sicología social d e b e r í a a y u d a r a c o m p r e n d e r la s o s c i l a c i o n e s d e l a o p i n i ó n p ú b l i c a y a e n c o n t r a r la s r a í c e s p r o f u n d a s d e l o s f e n ó m e n o s d e m a s a s , y la ciencia p o lítica d e b e r í a i d e n t i f i c a r l a s f o r m a s d e o r g a n i z a c i ó n c a p a c e s d e m e d i a r d e m o c r á t i c a m e n t e e n t r e la s o c i e d a d c iv il y e l E s t a d o . P ie n s o q u e , p o r m i p r o f e s ió n y p o r m i a c tu a l r e s p o n s a b ilid a d c o m o S e c r e t a r io E je c u tiv o d e la C o m i s i ó n E c o n ó m i c a p a r a A m é r i c a L a t i n a y e l C a r i b e , m e c o r r e s p o n d e a b o r d a r la d e m o c r a t i z a c i ó n d e s d e e l p u n t o d e v i s t a d e la econom ía, c o n m i r a s a e s t a b l e c e r l a i n t e r a c c i ó n e n t r e l o s f e n ó m e n o s e c o n ó m i c o s y l o s p o l í t i c o s , e n t r e e l d e s a r r o l l o y la d e m o c r a c i a . T r á t a s e d e u n a d ifíc il ta r e a , q u e al m e n o s e n n u e s tr a p r o p ia c a sa f u e tr a ta d a c o n p r o f u n d id a d y s in g u la r e le g a n c ia p o r J o s é M e d in a E c b a v a r r ía (G u r r ie r i, 1 9 8 0 ). A s im is m o , v ie n e a m i m e n t e la m o n u m e n t a l o b r a d e A l b e r t O . H i r s c h m a n , q u i e n d e u n a u o t r a m a n e r a b a d e d i c a d o u n a b u e n a p a r t e d e s u v i d a a e x p l o r a r l o s v í n c u l o s e n t r e la e c o n o m í a y l a p o l í t i c a . T a n t o la s c o n t r i b u c i o n e s d e M e d i n a E c h a v a r r í a c o m o l a s d e H i r s c h m a n i n s p i r a r o n l a s r e f l e x i o n e s q u e c o m p a r t i r é e n s e g u i d a c o n u s t e d e s . M e r e f e r i r é , b á s i c a m e n t e , a la b ú s q u e d a , t o d a v í a i n c o n c lu s a , d e r e l a c i o n e s c a u s a le s e n t r e d o s d is c ip lin a s , la e c o n o m í a y la p o lít ic a : lo q u e s e c o n o c ió

o r ig in a lm e n te c o m o

e c o n o m ía

p o l í t i c a , a n t e s d e la s e p a r a c i ó n a c a d é m i c a e n t r e

a m b a s c ie n c ia s s o c ia le s . H a s t a h a c e p o c o t i e m p o , la s r e l a c i o n e s e n t r e la e c o n o m í a y l a p o l í t i c a p a r e c í a n t e n e r u n c a r á c t e r u n í v o c o , s e g ú n e l c u a l l o s f e n ó m e n o s e c o n ó m i c o s d e t e r m i n a b a n la e v o l u c i ó n p o l í t i c a , o v i c e v e r s a . P a r a c i t a r t a n s ó l o u n e j e m p l o , r e c u é r d e s e c ó m o s e s o s t u v o q u e la s f o r m a s d e p r o p ie d a d d e lo s m e d io s d e p r o d u c c ió n d e t e r m in a r ía n e l c a r á c te r d e l r é g im e n p o l í t i c o i m p e r a n t e . ‘ O , e n u n a i l u s t r a c i ó n m á s r e c i e n t e , c ó m o G u i l l e r m o O ’D o n n e l l p o s t u l ó q u e la s p o lít ic a s s u b s t it u t iv a s d e im p o r t a c io n e s e r a n c o n g r u e n t e s c o n c ie r t o t ip o d e r é g im e n p o l í t i c o , e l a u t o r i t a r i s m o b u r o c r á t i c o ( O ’D o n n e l l , 1 9 7 5 ) . Q u i z á s e l c o m p l e j o i n s t r u m e n t a l m e t o d o l ó g i c o c o n q u e c u e n t a la e c o n o m í a , m á s d e s a r r o l l a d o q u e e l d e t o d a s l a s d e m á s d i s c i p l i n a s s o c i a l e s , b a y a c o n t r i b u i d o a i m p u l s a r l a b ú s q u e d a d e l o s f u n d a m e n t o s d e la p o l í t i c a e n l o s p r i n c i p i o s d e la e c o n o m í a . T a m b i é n s e h a n p la n t e a d o e x p lic a c io n e s p o lít ic a s d e f e n ó m e n o s e c o n ó m ic o s , c o m o lo s e r ía , p o r e j e m p lo , e l e f e c t o i n f la c io n a r io d e lo s i n c r e m e n t o s d e l g a s t o p ú b lic o a n t e s d e u n

* Intervención en la Mesa Redonda sobre las Ciencias Sociales en él Proceso de Democratización, realizada durante la XIV Reunión del Consejo Superior de la Facultad Latinoamericana de Ciencias Sociales (klacso) e inaugurada en Santiago de Chile el 12 de noviembre de 1990, 'E n los términos simplificados de un marxismo esquemático, por ejemplo, recuérdese que la esclavitud corresponde al modo de producción antiguo y al despotismo absoluto; la servidumbre corresponde al feudalismo y a la monarquía, y el proletariado corresponde al capitalismo y a la democracia burguesa.

REVISTA DE LA CEPAL N" 43 / A b ril de 1 9 9 1

p r o c e s o e le c t o r a l. I n c l u s o h a h a b i d o p o lít ic o s q u e h a n s o s t e n i d o q u e la e c o n o m í a d e b e s e r p u e s t a a l s e r v i c i o d e l a p o l í t ic a .^ E s t e d e t e r m i n i s m o u n í v o c o e n t r e l o q u e s e c o n o c í a c o m o la s f u e r z a s p r o d u c t i v a s y l a s r e l a c i o n e s d e p r o d u c c i ó n , o e n t r e l a i n f r a e s t r u c t u r a y l a s u p e ­ r e s t r u c t u r a , o e n t r e la s c o n d i c i o n e s o b j e t iv a s y la i d e o lo g í a , n o s e c ir c u n s c r ib ió a l t e r r e n o a c a d é m i c o . S i r v i ó d e r a c i o n a l i z a c i ó n p a r a j u s t i f i c a r la i m p l a n t a c i ó n d e a q u e l l o s r e g í m e n e s b u r o c r á t ic o - a u t o r it a r i o s q u e s e t r a n s f o r m a r o n e n la c a r a c t e r ís t ic a m á s i m p o r t a n t e d e lo q u e . s e c o n o c ía h a s ta h a c e m u y p o c o c o m o e l “s o c ia lis m o r e a l” . I g u a lm e n t e d e t e r m in is t a s , a u n q u e e n e l o t r o e x t r e m o d e l e s p e c t r o i d e o ló g i c o , s o n lo s p l a n t e a m i e n t o s q u e s o s t ie n e n q u e la d e m o c r a c ia e s e l r é g i m e n p o l í t ic o m á s c o m p a t i b l e c o n e l f u n c i o n a m i e n t o e x i t o s o d e l m e r c a d o .^ P a r a s u s t e n t a r e s t a a f i r m a c i ó n s e t r a e a c u e n t a e l h e c h o d e q u e la s e c o n o m ía s in d u s t r ia liz a d a s m á s a v a n z a d a s s o n to d a s d e m o c r a c ia s r e p r e ­ s e n t a t iv a s . A s im is m o , se s o s t ie n e q u e e l m e r c a d o a lc a n z a e l m a y o r p o t e n c ia l e n a q u e llo s r e g í m e n e s p o l í t i c o s q u e a n t e p o n e n la d e f e n s a d e l o s d e r e c h o s i n d i v i d u a l e s a l a r a c i o n a l i d a d d e l E s ta d o . E sto s r e g ím e n e s se in s p ir a n e n u n d e te r m in is m o n e g a tiv o q u e s o s tie n e q u e e l m e j o r E s t a d o e s e l m e n o r E s t a d o .^ S in e m b a r g o , la e x p e r i e n c i a a p o r t a f u n d a m e n t o s p a r a d u d a r d e l d e t e r m i n i s m o u n í v o c o . E l e j e m p l o d e la I n d i a d e m u e s t r a q u e la d e m o c r a c i a t a m b i é n p u e d e f u n c i o n a r e n s o c i e d a d e s c o n n iv e le s d e in g r e s o m u y b a jo s. M ú ltip le s c a s o s e n A m é r ic a L a tin a h a n d e m o s t r a d o q u e e l lib r e f u n c io n a m ie n t o d e l m e c a n is m o d e l m e r c a d o f r e c u e n t e m e n t e v ie n e a p a r e ja d o c o n d e s i g u a l d a d e s m u y p r o n u n c ia d a s e n lo s n iv e le s d e in g r e s o , lo q u e a la p o s t r e p u e d e s e r d i s f u n c i o n a l p a r a l a d e m o c r a c i a . C a b e r e c o r d a r q u e l a d e m o c r a c i a y la d e m o c r a t i z a c i ó n s u p o n e n n o t a n s ó l o la e x i s t e n c i a d e la s r e g l a s b á s i c a s d e l a d e m o c r a c i a r e p r e s e n t a t i v a , s i n o t a m b ié n c o n c e p t o s d e e q u id a d , p a r tic ip a c ió n y c iu d a d a n ía c o m p le ta . A l g u n o s a c o n t e c i m i e n t o s d e 1 9 8 9 h a n d e s v i r t u a d o , e n e f e c t o , la i d e a d e q u e h a y a u n s o l o c o n j u n t o d e f a c t o r e s d e t e r m i n a n t e s e c o n ó m ic o s y p o lít ic o s q u e e s t a b le z c a n la v i n c u l a c i ó n e n t r e a m b a s d is c ip lin a s , o d e q u e e x is t a u n p a r a d ig m a g lo b a l q u e j u z g u e d e a n t e m a n o e l g r a d o e n e l c u a l la e c o n o m í a d e t e r m i n a la p o lít ic a , o v ic e v e r s a . T a l y c o m o n o s lo r e c o r d ó A d a m M ic h n ik , t a n v i n c u l a d o c o n la s e c u e la d e a c o n t e c i m ie n t o s q u e s a c u d ie r o n a P o lo n ia y a l r e s to d e E u r o p a c e n t r a l y o r ie n t a l e n lo s ú lt im o s t ie m p o s , “lo q u e h e m o s a p r e n d id o d u r a n t e e l a ñ o p a s a d o (e l m á s e x t r a o r d in a r io d e lo s c u a r e n t a y c u a t r o a ñ o s d e m i v id a ) e s q u e e n l a h i s t o r i a n o h a y d e t e r m i n i s m o . ” ( M i c h n i k , 1 9 9 0 , p . 7 .) A

r a íz d e l o s u c e d i d o t a n t o e n e l m u n d o s o c ia lis t a c o m o e n

A m é r ic a L a tin a , se h a

c o m p r o b a d o a m p l i a m e n t e q u e la s r e la c io n e s e n t r e la e c o n o m í a y la p o lít ic a s o n i n d e t e r m i ­ n a d a s y q u e la b ú s q u e d a d e p a r a d i g m a s t o t a l i z a d o r e s p u e d e c o n v e r t i r s e e n u n o b s t á c u l o a l e n t e n d im ie n t o , c o m o lo s o s t u v o H ir s c h m a n

h a c e y a v e in t e a ñ o s (H ir s c h m a n ,

1971, pp.

3 4 2 - 3 6 0 ) . M á s b i e n , s e r e i v i n d i c a la i d e a d e q u e e n v e z d e h a c e r u n n u e v o l l a m a d o e n f a v o r d e u n a s o l a “c i e n c i a s o c i a l i n t e g r a d a ” , e s m á s f r u c t í f e r o c o n s t r u i r e n f o r m a “ d e s c e n t r a l i z a d a ” p u e n t e s t a n t o e n t r e a m b a s d i s c i p l i n a s c o m o h a c i a e l r e s t o d e l a s c i e n c i a s s o c i a l e s {ibid., p p .

Iy2). P r o c e d e r d e e s ta m a n e r a y p r e s c in d ir d e u n a té c n ic a u n iv e r s a l e in f a lib le p a r a p o n d e r a r la i n f l u e n c i a d e u n o s f e n ó m e n o s s o b r e o t r o s s ig n if ic a a b a n d o n a r la q u i m e r a d e a lc a n z a r u n p a r a d i g m a s i n t é t i c o ú n i c o q u e i n t e g r e a t o d a s la s d i s c i p l i n a s s o c i a l e s . E n e s t e o r d e n d e i d e a s , a p r o p ó s i t o d e la c o n s o l i d a c ió n d e la d e m o c r a c ia e n A m é r ic a L a t in a , H ir s c h m a n h a o f r e c i d o

2“E1 objetivo del socialismo consiste en dominar la supuesta autonomía de lo económico predicada por el liberalismo" (Aron, 1972, p. 86), ^Porque, supuestamente, el mercado descentraliza mientras que la planeación centraliza. Sin embargo. Charles Lindblom ha demostrado que esta distinción no es tan nítida {Lindblom, 1977). "•El argumento es que “el orden generado sin designio puede superar por bastante los planes que los hombres inventan” debido a la “capacidad superior (del capitalismo) de utilizar el conocimiento disperso” (Hayek, 1988, p. 8).

DEMOCRACIA Y ECONOMIA IG .R o sen th a l

a l g u n a s s u g e r e n c i a s s o b r e la s r e l a c i o n e s e n t r e l a e c o n o m í a y l a p o l í t i c a q u e s o n m u y p e r t i ­ n e n t e s p a r a e l t e m a d e e s t e c o lo q u io ( H ir s c h m a n , 1 9 8 6 , p p . 1 7 6 -1 8 2 ). E n p r i m e r l u g a r , n o n e c e s a r i a m e n t e “t o d a s la s c o s a s b u e n a s v i e n e n j u n t a s ” . P o r e j e m p l o , e n t r e l o s e c o n o m i s t a s s e h a d e b a t i d o l a r g a m e n t e s o b r e la s p o s i b l e s o p o s i c i o n e s e n t r e c r e c i ­ m i e n t o y e q u i d a d . E l d e b a t e n o e s t á r e s u e lt o , p e r o c a b r ía a d m it ir a l m e n o s la p o s ib ilid a d d e q u e a n t e la p r o s e c u c ió n d e d o s o b j e t iv o s a l t a m e n t e d e s e a b l e s , t a le s c o m o e l c r e c i m i e n t o e c o n ó m i c o y la e q u i d a d s o c ia l, a v e c e s d e b a a c e p t a r s e q u e p u e d a p r e v a le c e r e l c u m p l i m i e n t o d e u n o d e lo s o b je tiv o s s o b r e e l d e l o tr o , a u n q u e d e s d e lu e g o , s e p o d r á c o r r e g ir p o s t e r io r ­ m e n t e la d e f i c i e n c i a a s í g e n e r a d a . En segu n d o

l u g a r , y e n e l m i s m o o r d e n d e i d e a s , n o p o r f u e r z a e l d e s a r r o l l o y la

d e m o c r a c i a v a n d e la m a n o . A s í , e l d e c e n i o d e

1 9 8 0 , la l l a m a d a “ d é c a d a p e r d i d a ” d e l

d e s a r r o llo , c o in c id ió c o n u n p r o c e s o d e a p e r tu r a d e m o c r á tic a y d e t r a n s ic ió n d e s d e g o b ie r n o s a u t o r i t a r i o s a r e g í m e n e s c iv ile s , e n c o n t r a s t e c o n lo s u c e d i d o e n la g r a n c r is is d e lo s a ñ o s t r e in t a , e n q u e la r e c e s ió n e c o n ó m ic a s e h iz o a c o m p a ñ a r d e g o b i e r n o s a u t o r it a r io s . E n t e r c e r l u g a r , la i n c e r t i d u m b r e r e s u l t a s e r u n a “ v i r t u d d e m o c r á t i c a ” , t a n t o r e s p e c t o a l o s c a m i n o s p o r s e g u i r c o m o a la f i r m e z a d e l a s o p i n i o n e s . D e a h í q u e l o s p r o g r a m a s d e a c c ió n d e m a s i a d o a c a b a d o s p u e d a n r e s u lt a r i n c o m p a t ib le s c o n la n e g o c ia c i ó n c o n s t a n t e q u e d e m a n d a l a d e m o c r a c i a , y d e a h í t a m b i é n q u e l a t e c n o c r a c i a h a y a r e d e s c u b i e r t o la s v i r t u d e s d e l p r a g m a tis m o . F in a lm e n t e , e s t a v o c a c ió n p o r la in c e r t id u m b r e c a lz a m u y b i e n c o n la d e f i n i c i ó n d e d e m o c r a c ia p r o p u e s t a p o r E . P . T h o m p s o n : u n p r o c e s o q u e se e c h a a a n d a r s in q u e n a d ie s e p a c o n c e r te z a d ó n d e p r e c is a m e n te va a te r m in a r (T h o m p s o n , 1 9 6 6 , p . 1 0 1 ). E sto a p u n ta a q u e e n lo s r e g ím e n e s d e m o c r á t ic o s , e n c o n t r a s t e c o n lo q u e s u c e d e e n lo s te c n o c r á tic o s , e s p r e f e r i b l e q u e la s p r e t e n s i o n e s d e t o d a s la s c i e n c i a s s o c i a l e s s e a n m o d e s t a s . ¿ C ó m o s e r e f l e j a n l a s c o n s i d e r a c i o n e s a n t e r i o r e s e n l o s t r a b a j o s r e c i e n t e s d e l a c epa l ? Q u i s i e r a r e f e r i r m e , e n e s e s e n t i d o , a n u e s t r o p l a n t e a m i e n t o i n t i t u l a d o T ra n sfo rm a c ió n p ro ­

d u c tiv a con eq u id a d (cepa l , 1 9 9 0 ) . A h í s o s t e n e m o s q u e l a t a r e a p r i m o r d i a l y c o m ú n d e l o s p a í s e s d e A m é r i c a L a t i n a y e l C a r i b e , q u e e s la t r a n s f o r m a c i ó n d e la s e s t r u c t u r a s p r o d u c t i v a s e n u n m a r c o d e p r o g r e s iv a e q u id a d s o c ia l, d e b e o c u r r ir e n u n c o n t e x t o d e m o c r á t ic o , p l u ­ r a lis ta y p a r t ic ip a t iv o . E s te ú lt im o r e q u is it o e s tá p la n t e a d o c o m o u n a o p c i ó n d e lib e r a d a , n o c o m o e l r e s u lta d o fa ta l d e l s u r g im ie n to d e o tr a s c o n d ic io n e s . D ic h o d e o tr a m a n e r a , d e s e a m o s q u e e l d e s a r r o llo o c u r r a e n d e m o c r a c ia , y p r o p o n e m o s e s f u e r z o s e s p e c í f i c o s o r i e n t a d o s a l o g r a r q u e la t r a n s f o r m a c i ó n p r o d u c t i v a , l a e q u i d a d y la d e m o c r a c ia s e r e f u e r c e n m u t u a m e n t e . S in e m b a r g o , r e c o n o c e m o s e x p r e s a m e n t e q u e n o h a y n a d a a u t o m á t ic o o p r e d e t e r m in a d o e n e llo . H a c e r f r e n t e a t a le s e x ig e n c i a s d e m a n e r a s im u ltá n e a , c o n s titu y e m á s b ie n u n e n o r m e d e s a fío , c u y a s u p e r a c ió n n o a d m ite u n p a r a d ig m a ú n ic o u n iv e r s a lm e n t e v á lid o . E n c o n c lu s i ó n , n u e s t r a p r o p u e s t a tr a z a u n h o r i z o n t e y a la v e z a b r e u n a m p lio c a m p o d e r e f l e x i ó n y d e a c c i ó n p a r a la s c i e n c i a s s o c i a l e s , d o n d e a p a r e c e n c o n m u c h a f u e r z a a l g u n o s t e m a s c e n t r a l e s p a r a la s o c i o l o g í a y la s c i e n c i a s p o l í t i c a s : la r e f o r m a d e l E s t a d o , l a t r a n s f o r ­ m a c i ó n d e l s i s t e m a e d u c a c i o n a l , y la s f o r m a s d e c o n c e r t a c i ó n s o c i a l y d e p a r t i c i p a c i ó n . E n t o d o s e s t o s á m b it o s la r e f l e x i ó n y la a c c ió n s ó lo p u e d e n r e a liz a r s e c o n c o o p e r a c ió n in t e r ­ d is c ip lin a r ia . P e r o e s t o n o s ig n ific a , in s is to , q u e e s t e m o s p e r s ig u ie n d o u n p a r a d ig m a s in t é t ic o q u e i n t e g r e a t o d a s la s d i s c i p l i n a s s o c i a l e s y q u e p r o p o r c i o n e u n a t é c n i c a u n i v e r s a l e i n f a l i b l e p a r a p o n d e r a r la i n f l u e n c i a d e u n o s f e n ó m e n o s s o b r e o t r o s . S i m p l e m e n t e s i g n i f i c a q u e h e m o s a b ie r to e n t o r n o a e s to s te m a s , ta n c r u c ia le s p a r a n u e s t r o s t ie m p o s , u n n u e v o c a m p o d e c o o p e r a c i ó n e n t r e la s in s t i t u c i o n e s r e g i o n a l e s y la s in s t a n c ia s a c a d é m ic a s p a r a la s c ie n c ia s s o c ia le s e n la r e g i ó n .

REVISTA DE LA CEPAL N" 43 / A b ril de 1 9 9 1

10

Bibliografia Aron, Raymond (1972); Politique et économie dans la doc­ trine marxiste, Etudes politiques, Paris, Gallimard, CEPAL (Comisión

Económica para América Latina y el Caribe) (1990): Transformación Productiva con equidad (I.C/G.1601—P), Santiago de Chile, marzo. Publicación de las Naciones Unidas, N" de venta: S.90,

Gurrieri, Adolfo (ed.) (1980): La obra de José Medina Echavarría, Madrid, Ediciones (jultura Hispánica del Instituto de Cooperación Iberoamericana (ici). Hayek, F.A, (1988); The fatal conceit, W.W. Partly m {ed.):7’/ie collected works of F.A. Hayek, vol. 1, t^hicago, The University of Chicago Press. Hirschman, Albert O. (1971): The search for paradigms as

a hindrance to understanding, A èidi/or Hope, New Hea­ ven, Yale University Press. ______ (1986): Notes on consolidating democracy in Latin America, Rival Views of Market Society, Nueva York, Vi­ king, Lindblom, Charles (1977); Politics and Markets, Nueva York, Basic Books, Michnik, Adam (1990): The two faces of Europe, /Vejv York Review of Books, voi, XXXVii, N" 12, 19 de julio, O’Donnell, Guillermo (1975); Reflexiones sobre las tendencias generales de cambio en el estado burocrático-autoritario, Bue­ nos Aires, Centro de estudios de Estado y Sociedad (CEDES), agosto. Thompson, E.P. (1966): The Making of the English Working Class, Nueva York, Vantage Books,

Introducción REVISTA DE LA CEPAL N" 43 L o s h e c h o s , e n t r e e llo s lo s a c o n t e c im ie n t o s p o lí­ tic o s , h a n o b li g a d o a la m a y o r p a r t e d e la s n a ­

Hechos externos, políticas internas y ajuste estructural

c io n e s

la t in o a m e r ic a n a s

a a p lic a r

p o lític a s

de

a ju s te e s tr u c tu r a l. L a s r e fo r m a s s e h ic ie r o n la n ­ z á n d o s e e n c ie r to m o d o a lo d e s c o n o c id o , p o r c u a n t o n o s e h a b ía e la b o r a d o u n

p e n s a m ie n to

t e ó r i c o , y l o s p a í s e s d e la r e g i ó n n o e s t a b a n e n c o n d ic io n e s d e e le g ir p o lít ic a s c o n lib e r t a d n i d e p r e o c u p a r s e m a y o r m e n t e r e s p e c t o d e la o p o r t u ­

Carlos Massad *

n i d a d , e i r i t m o y la s e c u e n c i a m á s a d e c u a d o s p a r a a p lic a r la s . A u n q u e e n la a c t u a l i d a d c o m i e n z a a s u r g i r

En este artículo se examina la caída del producto por habitante de la región a partir de 1981, debido tanto al estancamiento de la capacidad productiva por ha­ bitante, como al hecho de que el producto efectivo estuvo por debajo del producto potencial. La capaci­ dad productiva se estancó porque la inversión descen­ dió a niveles insuficientes para acrecentar el producto potencial por habitante. Este descenso, a su vez, se debió fundamentalmente a las transferencias netas de recursos al exterior generadas por la crisis de la deuda, y al fuerte deterioro de la relación de precios del in­ tercambio a partir de 1982. En el artículo se postula que, para que la región cre/xa 5% por año, habría que invertir entre 75 000 y 85 000 millones de dólares más que los que se in­ vierten actualmente. Estos recursos no podrían obte­ nerse de una sola fuente. Resolver el problema de la deuda hasta el punto de eliminar las transferencias netas negativas de recursos aportaría sólo un tercio de la inversión adicional necesaria. Recuperar los niveles de 1980 en la relación de precios del intercambio, para lo cual se requeriría efectuar difíciles negociaciones y aplicar políticas internas, contribuiría sólo con otro tercio del fínanciamiento necesario. Aún más, el hecho de que tales recursos estuviesen disponibles no garan­ tizaría el incremento de la inversión, para cuyo efecto se requerirían políticas específicas estrictas. El tercio de la inversión adicional necesaria que aún faltaría por financiar exigiría más endeudamiento, o más aho­ rro, o ambas cosas a la vez. Y también requeriría in­ crementos de la productividad y el apoyo de políticas internas adecuadas.

u n l i m i t a d o c o n s e n s o e n e s t a m a t e r i a , la t e o r í a e c o n ó m i c a a ú n n o p u e d e r e s p o n d e r a t o d a s la s i n t e r r o g a n t e s s o b r e la d i n á m i c a d e l a j u s t e e c o ­ n ó m i c o o s o b r e la o p o r t u n i d a d y s e c u e n c i a d e la s r e f o r m a s n e c e s a r ia s ( B a n c o M u n d ia l,

1985;

F e in b e r g , 1 9 8 6 ; H e lle in e r , 1 9 8 6 ), A s í , p o r e j e m p l o , la p r o f u n d i d a d y l a s e c u e n ­ c ia d e l a s r e f o r m a s t e n d i e n t e s a la l i b e r a l i z a c i ó n c o m e r c ia l y fin a n c ie r a p la n te a n d ile m a s d e p o lí­ tic a e c o n ó m ic a . E l e f e c t o n e t o d e e lla s c o n t in ú a s u je to a u n a im p o r t a n t e d o s is d e in c e r t id u m b r e e n la t e o r í a ( Z a h l e r , 1 9 8 0 ; M c K i n n o n , 1 9 8 2 ; B l e j e r y S a g a r i, 1 9 8 8 ). E d w a r d s ( 1 9 8 7 ) a b o g a p o r l i b e r a l i z a r la c u e n t a c o r r i e n t e a n t e s q u e la c u e n t a d e c a p ita l, y p r o p o n e u n a s e c u e n c ia e s p e c íf ic a d e p o lític a s : p r im e r o , c o n t r o la r e l d é f i c i t fis c a l; e n s e g u id a , r e fo r m a r e l m e r c a d o fin a n c ie r o in te r n o y a u m e n t a r la ta s a d e in t e r é s , y , f i n a l m e n t e , li ­ b e r a liz a r la c u e n t a d e c a p it a l. Una

o p in ió n

d is tin ta

e s la

de

L al (1 9 8 7 ),

q u ie n s u g ie r e e n f r e n t a r p r im e r o e l d é f ic it fis c a l y la s d is t o r s i o n e s d e l m e r c a d o i n t e r n o d e c a p it a ­ le s , y lu e g o p r o c e d e r a u n a lib e r a liz a c ió n s im u l­ tá n e a y d r á s tic a d e

la s c u e n t a s c o r r i e n t e y d e

c a p ita l, m a n t e n i e n d o u n t ip o d e c a m b io f lo t a n t e d u r a n t e la t r a n s i c i ó n . L a s r a z o n e s s e r í a n d e e c o n o m íá

p o lític a , p u e s p o r tr a ta r s e d e

r efo r m a s

q u e a fe c ta r ía n a in t e r e s e s s e c to r ia le s , s e d e b e r ía a c tu a r c o n c e le r id a d p a r a e v ita r q u e é s t o s l o g r a ­ r a n o r g a n iz a r s e . P e r m a n e c e n e n e l c a m p o d e l d e b a te m a cro ec o n ó m ic o , te m a s c o m o lo s v ín c u lo s e n t r e lib e r a ­ liz a c ió n fin a n c ie r a y a h o r r o - in v e r s ió n (M a s s a d y

’ Secretario Ejecutivo Adjunto de la (^EPAL. El autor agra­ dece a Jaime (hampos su ayuda coniputadonal y general, y a Osvaldo Rosales por sus comentarios y asistencia bibliográfica.

H e ld , (K h a n

1 9 9 0 ), y e n tr e a h o r r o y ta sa d e in te r é s y K n ig h t,

1985;

M a ssa d

y

E y z a g u ir r e ,

1 9 9 0 ) ; la i n t e n s i d a d d e l o s p r o c e s o s d e l i b e r a l i ­ z a c ió n , e s d e c ir , lo s n iv e le s f in a le s d e la s v a r ia b le s

REVISTA DE LA CEPAL N" 43 / Airi/ de 1 9 9 1

12

y p la z o s d e a j u s t e ( E d w a r d s , 1 9 8 8 ) ; la d i m e n s i ó n

a u n a se n d a d e c r e c im ie n to m á s r á p id o y su s te n -

y g r a d o ó p t im o s d e in te r v e n c ió n g u b e r n a m e n ta l

ta b le .

( R a m , 1 9 8 6 ) , y la c o m p l e m e n t a r i e d a d y e l c o n ­

L a p r im e r a s e c c i ó n d e l a r t íc u lo e x p l o r a lo s

f lic to e n t r e in v e r s ió n p ú b lic a e in v e r s ió n p r iv a d a

e f e c t o s d e l o s a c o n t e c i m i e n t o s e x t e r n o s s o b r e la

( B le j e r y K h a n , 1 9 8 4 ). S in u n a f ir m e b a s e te ó r ic a ,

c a p a c id a d p r o d u c t iv a . L a s e g u n d a e x a m in a lo s

e s m u y d ifíc il d ilu c id a r q u é c o s to s p u e d e n a tr i­

f a c t o r e s q u e i n f l u y e n e n e l d e s c e n s o d e la t a s a

b u ir s e a la s p o lít ic a s d e r e f o r m a y c u á le s d e b e n

d e u tiliz a c ió n d e e s a c a p a c id a d . L a te r c e r a in t e n t a

a c h a c a r s e a a c o n te c im ie n to s q u e se p r o d u z c a n

p r o p o r c io n a r a lg u n o s ó r d e n e s d e m a g n itu d r e s ­

e n fo r m a s im u ltá n e a , s e a n e llo s e x te r n o s o in te r ­

p e c t o d e la s n e c e s id a d e s d e c r e c i m i e n t o y d e lo s

n os.

r e c u r s o s c o n q u e p o d r ía c o n ta r s e p a r a a t e n d e r ­ E l p r e s e n t e t r a b a j o e x a m in a la i n f l u e n c ia d e

d ic h o s a c o n te c im ie n to s e n

la s . L a c u a r t a s e c c i ó n , p o r ú l t i m o , i n t r o d u c e e n

el p r o d u c to , d is tin ­

e l a n á lis is c o n s i d e r a c i o n e s r e la t iv a s a la e q u i d a d ,

g u i e n d o e n t r e l o s e f e c t o s s o b r e la c a p a c i d a d p r o ­

y p r e s e n t a la s c o n c lu s i o n e s m á s i m p o r t a n t e s . E l

d u c t iv a y lo s e f e c t o s s o b r e e l p r o d u c t o e f e c t iv o ,

e s t u d io c o n s id e r a A m é r ic a L a tin a y e l C a r ib e e n

e in te n ta n d o

s e ñ a la r lo s p r in c ip a le s e le m e n t o s

s u c o n j u n t o , p e r o la s c o n c lu s i o n e s p r i n c ip a le s s e

q u e i n f l u y e n e n u n o s y o t r o s , a s í c o m o la s o p c i o ­

h a n c o n fir m a d o m e d ia n te e s tu d io s d e d e t e r m i­

n e s q u e t i e n e n lo s p a ís e s d e la r e g i ó n p a r a v o lv e r

n a d o s p a ís e s , q u e n o s e p r e s e n t a n a q u í.

I Los acontecimientos externos y el estancamiento de la capacidad productiva D o s f u e r o n lo s p r in c ip a le s a c o n t e c im ie n t o s e x ­

a l d e 1 9 8 0 .*

t e r n o s q u e a f e c t a r o n a la s e c o n o m í a s l a t i n o a m e ­

lo s q u e h a n lle v a d o a a f ir m a r q u e lo s a ñ o s o c h e n ­

D a to s d e s a le n ta d o r e s c o m o é ste so n

r ic a n a s e n lo s a ñ o s o c h e n t a : la c r is is d e la d e u d a ,

ta f u e r o n u n a d é c a d a p e r d id a p a r a e l d e s a r r o llo .

y e l d e t e r i o r o d e la r e l a c i ó n d e p r e c io s d e l i n t e r ­

S i n e m b a r g o , é s t a n o e s t o d a la h i s t o r i a . H a y

c a m b io . E n e s t e p e r í o d o s e a p lic ó la m a y o r p a r t e

d o s f a c t o r e s p r i n c i p a l e s q u e p u e d e n e x p l i c a r la

d e la s p o lít ic a s d e a ju s te . L a c r is is d e l e n d e u d a ­

e v o l u c i ó n d e s f a v o r a b l e d e l pib p o r h a b i t a n t e : e l

m ie n to e n el d e c e n io d e 1 9 8 0 , y su s c o n s e c u e n ­

e s t a n c a m i e n t o d e la c a p a c id a d p r o d u c t i v a , y u n a

c ia s , h a n s id o o b j e t o d e m u c h o a n á lis is e n p u b li­

p r o d u c c i ó n e f e c t iv a i n f e r i o r a la c a p a c id a d e x i s ­

c a c i o n e s e c o n ó m i c a s r e c i e n t e s ; p o r s u p a r t e , la s

te n te . P a ra d is tin g u ir e n tr e lo s e fe c to s d e e s to s

v a r ia c i o n e s d e la r e l a c i ó n d e p r e c io s d e l i n t e r ­

d o s fa c to r e s , se p u e d e h a c e r u n e j e r c ic io m u y

c a m b i o y s u s e f e c t o s s o b r e la s e c o n o m ía s e n d e ­

s im p le : e s t im a r la c a p a c id a d u t i l iz a n d o c if r a s d e

s a r r o llo h a n s id o m o t iv o d e e s t u d io d e s d e h a c e

in v e r s ió n n e ta y c ie r to s s u p u e s t o s s o b r e lo s c o e ­

m á s d e m e d io s ig lo .

fic ie n te s p r o d u c to /c a p ita l (R a m o s y E y z a g u ir r e ,

U n a f o r m a d e a p r e c ia r la s c o n s e c u e n c ia s t a n ­ t o d e l a c r i s i s d e la d e u d a c o m o d e l d e t e r i o r o d e la r e l a c i ó n d e p r e c i o s d e l i n t e r c a m b i o e s la d e e x a m in a r e n u n a p e r s p e c tiv a h is tó r ic a e l c o m ­ p o r ta m ie n to d e l p r o d u c to in te r n o b r u to p o r h a ­ b ita n te .

1 9 8 9 ). S i se c o n s id e r a v á lid o p a r a lo s a ñ o s o c h e n ­ ta e l c o e f i c i e n t e p r o d u c t o /c a p it a l r e g i s t r a d o e n lo s a ñ o s s e t e n t a , s e p u e d e c a lc u la r la c a p a c id a d p r o d u c t iv a d e lo s a ñ o s o c h e n t a , s u p o n ie n d o t a m ­ b ié n q u e se m a n tie n e e l n iv e l d e e m p le o d e 1 9 8 0 . (V é a s e e l a p é n d ic e .) E l g r á fic o 1 m u e s t r a ta m b ié n

E l g r á f i c o 1 m u e s t r a l a e v o l u c i ó n d e l pib p o r h a b i t a n t e e n lo s p a ís e s d e la r e g i ó n d u r a n t e e l p e r ío d o c o m p r e n d i d o e n t r e 1 9 7 0 y 1 9 8 9 . A llí se o b s e r v a q u e e n 1 9 8 9 d ic h o p r o d u c to f u e in fe r io r

De acuerdo con informaciones entregadas por la cepal en diciembre de 1990, los resultados para ese año son aún peores (CEPAL, 1990b).

HECHOS EXTERNOS, POLITICAS INTERNAS Y AJUSTE / C .M a ssa d

13

Grdfico 1

AMERICA

L A TIN A : EVOLUCION

INTERNO BRUTO

POTENCIAL

DEL PRODUCTO Y DEL (po r

INTERNO

BRUTO, DEL PRODUCTO

PRODUCTO INTERNO BRUTO TENDENCIAL habitante)

lo s r e s u lt a d o s d e d ic h o e j e r c ic io , y u n a c o m p a ­

d e b i d o a l a r e d u c c i ó n d e l p ib p o r h a b i t a n t e . D e

r a c i ó n e n t r e e l p ib e f e c t i v o y e l p ib p o t e n c i a l ( o

h e c h o , la s f u n c i o n e s d e c o n s u m o m á s a c e p t a d a s

c a p a c id a d p r o d u c tiv a ). E n é l se a p r e c ia q u e e n

s u p o n e n q u e lo s c o n s u m id o r e s , a n t e u n a b a ja

1 9 8 9 e l PiB p o t e n c i a l p o r h a b i t a n t e s u p e r ó a l e f e c ­

tr a n s ito r ia d e su in g r e s o , r e d u c e n s u a h o r r o y

tiv o e n a lr e d e d o r d e 17 p u n to s p o r c e n tu a le s . D e e s t e r e s u l t a d o s e d e s p r e n d e q u e la s p o l í ­ t i c a s a p l i c a d a s p o r l o s p a í s e s d e la r e g i ó n e n l o s a ñ o s o c h e n t a n o lo g r a r o n a p r o v e c h a r e n fo r m a

n o s u c o n s u m o . C a b r ía e n t o n c e s e s p e r a r u n d e s ­ c e n s o d e l a h o r r o y la c o n s i g u i e n t e b a ja d e la i n ­ v e r s i ó n , e n la m e j o r t r a d i c i ó n d e l a n á l i s i s c l á s i c o y n e o c l á s i c o , d a d a la f a l t a d e f i n a n c i a m i e n t o e x ­ te r n o .

c a b a l la c a p a c i d a d p r o d u c t i v a . A ú n m á s , e l m i s m o g r á fic o m u e s tr a q u e e l p r o d u c to p o te n c ia l p o r h a b ita n t e t a m b ié n s e e s t a n c ó a p a r tir d e qu ed and o b asad as en

1983,

m u y p o r d e b a j o d e la s e x p e c t a t i v a s la s t e n d e n c i a s d e lo s a ñ o s s e t e n t a ,

ilu s t r a d a s p o r la l ín e a s u p e r i o r d e l g r á f ic o .

E x i s t e o t r a p o s i b i l i d a d : q u e la i n v e r s i ó n h a y a b a ja d o a m e d id a q u e d e s a p a r e c ía n la s o p o r t u n i ­ d a d e s d e e x p a n d i r la c a p a c id a d

p r o d u c tiv a e n

f o r m a r e n t a b le . L a c a íd a d e l p r o d u c t o e m p e o r a la s o p o r t u n id a d e s d e in v e r s ió n , r e d u c ie n d o

la

p r o d u c t iv id a d m a r g in a l d e l c a p ita l; e s t o e s , d a d a

p o te n c ia l

la ta s a d e i n t e r é s , b a ja e l a c e r v o d e c a p it a l d e s e a ­

p o r h a b ita n t e ? U n a p o s ib ilid a d e s q u e la in v e r ­

d o , y p o r lo t a n t o , d i s m i n u y e la i n v e r s ió n n e t a .

s ió n , c o m o p o r c e n t a je d e l p ib , h a y a d is m in u id o

C o m o a d e m á s s u b e la t a s a d e in t e r é s , p a r a lo g r a r

¿P or q u é se e sta n c ó el p r o d u c to

14

REVISTA DE LA CEPAL N" 43 / A b r il de 1 9 9 1 Grafico 2

AMERICA LATINA : AHORRO E INVERSION t P orcenfoje del producto interno bruto )

e l e q u i l i b r i o e n la d e m a n d a d e i n v e r s i ó n s e r e ­

in v e r tir a n u a lm e n t e a lr e d e d o r d e 2 4 % d e l m is ­

q u i e r e u n a b a j a a d i c i o n a l d e la i n v e r s i ó n

m o.

n e ta

c o n e l f i n d e ig u a la r la s ta s a s r e a le s d e in t e r é s y

E l e x c e s o d e l a h o r r o s o b r e la i n v e r s i ó n d u ­

d e r e n d i m i e n t o n e t o d e la i n v e r s i ó n . E l g r á f i c o 2

r a n t e l o s a ñ o s o c h e n t a s e m u e s t r a e n e l c u a d r o 1.

m u e s t r a la r e l a c i ó n d e l a h o r r o y la i n v e r s i ó n c o n

P u e d e a p r e c i a r s e a l lí q u e l o s p a g o s n e t o s d e i n ­

el

te r e s e s y u t ilid a d e s al e x t r a n je r o , y e l e f e c t o c a u ­

p r o d u cto

in te r n o

b r u to ,

d esd e

1980

h a sta

1 9 8 8 . E n é l se p u e d e a p r e c ia r c o n c la r id a d q u e

s a d o p o r e l d e t e r i o r o d e la r e l a c i ó n d e p r e c i o s

e l a h o r r o , c o m o p o r c e n ta je d e l p r o d u c to in te r n o

d e l in te r c a m b io , d e d u c id o e l a h o r r o e x t e r n o , e x ­

b r u to ,

años

p l i c a n la t o t a l i d a d d e d i c h o e x c e s o ; e n 1 9 8 8 , c a d a

o c h e n t a (a r e la c io n e s d e p r e c io s d e l in t e r c a m b io

s ig u ió

a u m e n ta n d o

d u ra n te

lo s

u n o d e e sto s d o s fa c to r e s c a u s ó a lr e d e d o r d e l

d a d a s ) , y q u e e n 1 9 8 8 a lc a n z ó la p r o p o r c ió n m á s

5 0 % d e la d i f e r e n c i a r e g i s t r a d a .

a lta d e l p e r ío d o : s o b r e 2 5 % . E n o t r a s p a la b r a s , en

S o r p r e n d e u n ta n to e l im p o r ta n te e fe c to d e l

1 9 8 8 lo s p a ís e s d e la r e g i ó n e n s u c o n j u n t o ,

d e t e r i o r o d e la r e l a c i ó n d e p r e c i o s d e l i n t e r c a m ­

r e d u j e r o n s u c o n s u m o m á s q u e e n c u a lq u ie r o tr o

b i o , p o r c u a n t o la m a y o r í a d e l o s a n a l i s t a s a t r i ­

m o m e n t o d e l p e r ío d o c o n s id e r a d o . S in e m b a r g o ,

b u y e t o d o e l d e s c e n s o d e l pib p o r h a b i t a n t e a la

la i n v e r s i ó n h a b í a c a í d o a u n n i v e l m u y b a j o , d e

c r is is d e l e n d e u d a m i e n t o , a la s p o lít ic a s in t e r n a s

m e n o s d e 1 6 % d e l pib e n 1 9 8 3 , y s u r e c u p e r a c i ó n

o a u n a c o m b in a c ió n d e a m b a s c o sa s (C o r b o y d e

f u e m o d e s t a , lle g a n d o a a lr e d e d o r d e 17% p o r

M e l o , 1 9 8 7 ) . S i n e m b a r g o , a l c o n s i d e r a r la e v o ­

a ñ o . A m o d o d e r e fe r e n c ia , c a b e r e c o r d a r q u e

l u c i ó n d e la r e l a c i ó n d e p r e c i o s d e l i n t e r c a m b i o

c o n a n t e r io r id a d , p a r a lo g r a r u n c r e c im ie n t o s o s ­

s e d i s i p a la m a y o r p a r t e d e la s d u d a s . E l g r á f i c o

PiB c e r c a n o a l 5 % a n u a l , e r a n e c e s a r i o

3 m u e s t r a d ic h a r e la c ió n p a r a lo s p a ís e s la tin o a -

te n id o d e l

HECHOS EXTERNOS, POLITICAS INTERNAS Y AJUSTE / C .M a ssa d

15

Cuadro 1 AMERICA LATINA: ORKiEN, COMPOSICION Y FINANCIAMIENTO DE LA INVERSION INTERNA BRUTA, ^980-1989 {Porcentaje del producto interno bruto) 1980

1981

1982

Inversión interna bruta

24.0

23.6

20.3

15.6

15.7

16.4

16.4

17.0

17.0

16.3

Ahorro interno bruto

22.6

22,6

22,8

22.8

23,5

24.3

23.5

24.5

25.2

24.8

Ingresos netos por el servicio de los factores

-2.7

-3.9

-6.5

-5.3

-5,5

-5.1

-4.6

-4.1

-4.2

-4.3

Efecto de la relación de precios del intercambifé

1983

1984

1985

1986

1987

1988

1989'"

0.1

-0.7

-2.7

-3.0

-2.4

-3,1

-4.6

-4.8

-5,3

-4.9

Ahorro nacional bruto

19.9

18.1

14.7

14.6

15.6

16.1

14,2

15.6

15.7

15,6

Ahorro externo

4.1

5.5

5.6

1.0

0.1

0.4

2.2

1.4

1.2

0.7

Fuente: cf.pai, sobre la base de datos oficiales. ^ A precios de mercado, en dólares constantes de 1980, al tipo de cambio ajustado, (afras preliminares. ^ Incluye las transferencias unilaterales privadas.

m e r ic a n o s

e n tr e

d e m o d i f i c a r la e s t r u c t u r a d e l a p r o d u c c i ó n , a

1 9 3 0 y 1 9 8 9 . R e v e la u n a le v e t e n d e n c ia n e g a tiv a

no

e x p o r ta d o r es d e

p e tr ó le o

f i n d e q u e la s e c o n o m í a s d e la r e g i ó n s e a n m e n o s

d u r a n te el p e r ío d o e n su c o n ju n to ; p e r o m u e str a

v u ln e r a b le s a e s a s v a r ia c io n e s .

a d e m á s q u e e n lo s a ñ o s o c h e n t a la r e la c ió n d e p r e c io s d e l in te r c a m b io lle g ó a n iv e le s ta n to o

Si

s e c o m p a r a la e v o lu c i ó n r e c ie n t e d e la r e ­

la c ió n d e p r e c io s d e l in t e r c a m b io d e la s e c o n o ­

m á s b a j o s q u e l o s r e g i s t r a d o s d u r a n t e la g r a n

m ía s a s iá tic a s y d e

c r is is d e lo s a ñ o s tr e in ta . S i s e in c lu y e n lo s p a ís e s

ca n a s,

e x p o r ta d o r es d e

p e tr ó le o , c o m o se h a c e e n el

d e s fa v o r a b le p a r a e s ta s ú ltim a s . T a l e v o lu c ió n

g r á f ic o 4 , lo s r e s u lt a d o s m e jo r a n u n ta n to , p e r o

s i g u e d e c e r c a la e s t r u c t u r a d e l a s e x p o r t a c i o n e s ,

la c o n c lu s i ó n g e n e r a l n o v a r ía . A u n q u e la p é r d i ­

a fe c ta n d o a d v e r s a m e n te a lo s e x p o r t a d o r e s d e

d a p o r e f e c t o d e l d e t e r i o r o d e la r e la c ió n d e p r e ­

p r o d u c t o s p r im a r io s y f a v o r e c ie n d o a lo s e x p o r ­

c io s d e l in t e r c a m b io n o p u e d e a s ig n a r s e e s tr ic ta ­

ta d o r e s d e m a n u f a c t u r a s ( c u a d r o 2 ). E n e f e c t o ,

m e n te a c o n su m o y a h o rro , n o cab e d u d a d e q u e

m ie n tr a s e n 1 9 8 8 lo s p a ís e s e n d e s a r r o llo e x p o r ­

u n m e j o r a m ie n t o d e e s a r e la c ió n a u m e n t a r ía lo s

ta d o r e s d e m a n u f a c t u r a s e n f r e n t a b a n u n ín d ic e

r e c u r s o s d is p o n ib le s p a r a a h o r r a r , s in m a y o r d e ­

d e 1 0 3 e n la r e l a c i ó n d e p r e c i o s d e l i n t e r c a m b i o

tr im e n to d e l c o n s u m o .

( s ie n d o 1 9 8 0 = 1 0 0 ) , p a r a a q u é llo s q u e e x p o r t a ­

N o e s t á c l a r o s i e s t e c o m p o r t a m i e n t o d e la r e la c ió n d e p r e c io s d e l in te r c a m b io e s u n a m o ­

su rge

un

la s e c o n o m í a s l a t i n o a m e r i ­ e s c e n a r io

c la r a m e n te

b a n p r o d u c t o s p r im a r io s e l ín d ic e a lc a n z a b a a s ó lo 8 3

( fm i , 1 9 8 8 ) .

d if ic a c ió n e n u n a t e n d e n c ia d e la r g o p la z o q u e a n t e s n o h a b ía t e n i d o m a y o r e s v a r ia c io n e s , e n

E n e s t e p u n t o , p u e d o c o n c l u i r q u e la c a p a ­

c u y o c a s o s e j u s t if ic a r ía u n p r o n u n c ia d o c a m b io

c id a d p r o d u c t iv a ( e n lo s t é r m i n o s e n q u e a q u í se

d e e s t r a t e g i a s p r o d u c t i v a s , o si s e t r a t a s ó l o d e

d e fin ió ) se e s ta n c ó c o n p o s te r io r id a d a 1 9 8 3 d e ­

o t r o p e r ío d o t r a n s it o r io d e v a c a s fla c a s . S e a c u a l

b id o b á s ic a m e n t e a d o s f a c t o r e s e x t e r n o s : la c r is is

f u e r e la r e s p u e s t a a e s t a i n t e r r o g a n t e , l o s g r á f i c o s

d e l e n d e u d a m i e n t o y e l d e t e r i o r o d e la r e la c ió n

3 y 4 m u e s t r a n t a m b ié n q u e lo s m o v im ie n t o s ta n ­

d e p r e c io s d e l in te r c a m b io . A m b o s fa c to r e s p u e ­

t o p o s i t i v o s c o m o n e g a t i v o s d e la r e l a c i ó n d e p r e ­

d e n v i n c u l a r s e e n t r e sí: l o s e s f u e r z o s s i m u l t á n e o s

c io s d e l i n t e r c a m b io t i e n d e n a a g r u p a r s e e n c ic lo s

d e v a r io s p a ís e s p o r e x p o r t a r p r o d u c t o s s im ila ­

l a r g o s . E s t e h e c h o e n s í, a p u n t a a la n e c e s i d a d

r e s , a n t e la c r i s i s d e l a d e u d a , p u e d e n h a b e r i n -

REVISTA DE LA CEPAL N“ 43 / A b ril de 1 9 9 1

16

Gràfico 3

PAISES LATINOAMERICANOS NO EXPORTADORES DE PETROLEO; RELACION DE PRECIOS DEL INTERCAMBIO

Gráfico 4

AMERICA LATINA:

RELACION

DE PRECIOS

DEL

INTERCAMBIO

HECHOS EXTERNOS, POLITICAS INTERNAS Y AJUSTE / C .M a ssa d

17

Cuadro 2 ASIA Y AMERICA LATINA: EVOLUCION COMPARADA DE LA RELACION DE PRECIOS DEL INTERCAMBIO {1980=100} Estructura de las exportaciones en 1987 (porcentaje det total)

Corea Filipinas Malasia Taiwàn (Ch.) Argentina Brasil Bolivia Colombia Chile Ecuador Guatemala Honduras México Perú Venezuela

Productos Maquinaria y primarios equipo de transporte

Otras manufacturas

1985

1987

106 92 86 104

105 98 72 103

7 38 61 7

33 16 27 30

59 56 12 63

90 89 84 98 79 94 87 93 98 81 93

81 97 51 70 77 61 80 83 73 69 54

69 55 98

6 17

25 28 2

91 96 65 88 53 82 92

3 1 3

-

-

28 3 2

6 3 32 12 19 16 6

Fuente: Banco Mundial, World Development Report 1989, Washington, D.C., cuadrosl4-16.

f l u i d o e n e l d e s c e n s o d e lo s p r e c io s d e la s e x p o r ­

y M o n t t , 1 9 8 9 ) . L o d i c h o s ig n i f i c a q u e , si v a r io s

t a c i o n e s , q u e s e h a p r o d u c i d o a p e s a r d e q u e la

p a ís e s r e a liz a n e n f o r m a s im u lt á n e a r e f o r m a s e s ­

e c o n o m ía

e l p e r ío d o d e

tr u c tu r a le s o r ie n ta d a s a e x p a n d ir s u s e x p o r t a c io ­

c r e c im ie n t o m á s p r o lo n g a d o d e su h is to r ia r e ­

n e s , e s te h e c h o p u e d e r e s u lta r c o n t r a p r o d u c e n ­

c ie n te . H ic e e s ta o b s e r v a c ió n h a c e a lr e d e d o r d e

te , p o r c u a n t o t e n d r á e f e c t o s a d v e r s o s s o b r e lo s

s e is a ñ o s , e n u n a c o n f e r e n c ia r e a liz a d a c o n o c a ­

p r e c i o s d e la s e x p o r t a c i o n e s . U n a p a r t e d e l d e ­

s ió n

t e r i o r o d e la r e l a c i ó n d e p r e c i o s d e l i n t e r c a m b i o

m u n d ia l e x p e r im e n ta

d e l q u in c u a g é s im o

a n iv e r s a r io d e l B a n c o

C e n tr a l d e E l S a lv a d o r . L a in v e s tig a c ió n e m p ír ic a

p u e d e d e b e r s e a d ic h a s r e fo r m a s e s tr u c tu r a le s y

h a a p o y a d o d ic h a a s e v e r a c ió n (S c h m id t-H e b b e l

c o n s titu ir , p o r lo t a n to , u n o d e s u s c o s to s .

II El descenso de la tasa de utilización de la capacidad existente A d e m á s d e l e s t a n c a m i e n t o d e la p r o d u c c i ó n p o ­

e x tr a n je r o n o p u e d e n fin a n c ia r s e c o n r e c u r s o s

t e n c ia l , y a s e ñ a l a d o , c a b e c o n s i d e r a r la d if e r e n c ia

c a p ta d o s d e l s e c to r p r iv a d o , lo s g o b ie r n o s s e v e n

e x i s t e n t e e n t r e la p r o d u c c i ó n p o t e n c i a l y la p r o ­

o b lig a d o s a a d o p t a r p o lític a s in f la c io n a r ia s q u e

d u c c i ó n e f e c t i v a { g r á f i c o 1 ). E s t a d i f e r e n c i a p u e ­

a f e c t a n n e g a t i v a m e n t e la i n v e r s i ó n y , a l a l a r g a ,

d e d e b e r s e e n p a r te a lo s m is m o s fa c to r e s q u e

e l n iv e l d e a c tiv id a d . P o r o t r o la d o , c u a n d o lo s

p o n e n d i s t a n c i a e n t r e l a s c i f r a s d e a h o r r o y la s

g o b ie r n o s lo g r a n o b t e n e r f in a n c ia m ie n to n o in ­

d e in v e r s ió n . C u a n d o lo s p a g o s d e in t e r e s e s al

fla c io n a r io , a u m e n t a n d o su d e u d a in te r n a c o n

18

REVISTA DE LA CEPAL N“ 43 / A b ril de 1 9 9 1

e l s e c t o r p r i v a d o , s e e le v a n la s ta s a s d e in t e r é s ,

U n a sp e c to q u e se ha a b o r d a d o m e n o s e s e l

d i s m i n u y e n d o a s í la i n v e r s i ó n i n t e r n a ( e f e c t o y a

t ie m p o n e c e s a r io p a r a q u e é s ta s y o tr a s p o lític a s

t o m a d o e n c u e n t a ) , y r e d u c i e n d o a d e m á s la t a s a

d e n r e s u lta d o s . L a e x p e r ie n c ia c h ile n a p a r e c e in ­

d e u t iliz a c ió n d e la c a p a c id a d e x is t e n t e .

d i c a r q u e s e n e c e s i t a n p l a z o s l a r g o s p a r a q u e la s

N o t e n g o d u d a s , s i n e m b a r g o , d e q u e e n la

p o lític a s c u m p la n s u s o b je tiv o s . A s í, p o r e j e m p lo ,

d i f e r e n c i a e n t r e la p r o d u c c i ó n p o t e n c i a l y la e f e c ­

la d i v e r s i f i c a c i ó n d e la s e x p o r t a c i o n e s a g r í c o l a s

tiv a i n f l u y e n a d e m á s o t r a s p o lít ic a s , a p lic a d a s c o n

c h ile n a s p r in c ip ió a m e d ia d o s d é l o s a ñ o s s e s e n ta ,

a p r e s u r a m i e n t o . E n t r e e l l a s e s t á n : i) la s r e d u c ­

c u a n d o se in ic ió u n p r o g r a m a d e e x p a n s ió n d e

c i o n e s r á p i d a s d e lo s a r a n c e l e s a la s im p o r t a c i o ­

la p r o d u c c i ó n f r u t í c o l a y s e d i o c o m i e n z o a la

n e s s in u n m a n e j o a d e c u a d o d e lo s tip o s d e c a m ­

r e f o r m a a g r a r ia , c r e á n d o s e u n v e r d a d e r o m e r ­

b io ;

s is te m a

c a d o p a r a la s t i e r r a s a g r í c o l a s . P o r s u p a r t e , e l

fin a n c ie r o , s in a d e c u a d a s u p e r v is ió n y e n u n a m ­

p u n t o d e p a r tid a p a r a e l c r e c im ie n t o d e la s e x ­

ii)

la

d e s r e g u la c ió n

r á p id a

del

b i e n t e d e p o l í t i c a s d e “ a r r i n c o n a m i e n t o ” (crow-

p o r t a c io n e s f o r e s ta le s d e b e r a s tr e a r s e e n lo s c o ­

d in g o u t) , c o n l o c u a l l a s t a s a s d e i n t e r é s s u b e n a

m ie n z o s d e lo s a ñ o s s e s e n t a , c u a n d o se e s t a b le c ió

n i v e le s in c r e í b l e s e n t é r m i n o s r e a le s y la s c a r t e r a s

u n a m b ic io s o p r o g r a m a d e s u b s id io s p a r a n u e v a s

d e l s i s t e m a f i n a n c i e r o s e d e t e r i o r a n , y iii) t a m b i é n

z o n a s fo r e s ta le s , y s e in d u jo a sí u n r á p id o a u ­

la s r e d u c c i o n e s d e l t a m a ñ o d e l s e c t o r p ú b lic o ,

m e n t o d e la p l a n t a c i ó n

q u e c r e a n d e s e m p le o e n m o m e n to s d e p r e s iv o s

r e d u c c io n e s a r a n c e la r ia s s e in ic ia r o n e n C h ile d u ­

p a r a e l c o n j u n t o d e la e c o n o m í a .

d e p in o s . T a m b ié n

la s

r a n t e la s e g u n d a m i t a d d e l o s a ñ o s s e s e n t a ; s e

E s p e r o q u e n o s e m a le n tie n d a m i a r g u m e n ­

in te r r u m p ie r o n a c o m ie n z o s d e l d e c e n io s ig u ie n ­

t o . T o d a s la s p o l í t i c a s m e n c i o n a d a s s o n d e p o r

te , p e r o se r e a n u d a r o n

sí n e c e s a r ia s y a p r o p ia d a s e n d e t e r m in a d a s c ir ­

fija d a s a m e d ia d o s d e lo s a ñ o s s e t e n t a , c o n u n

c u n s t a n c ia s . N o

r etr o ce so

o b s ta n te , e s p r e c is o to m a r e n

tr a n s ito r io

y lle g a r o n

a la s m e t a s

a c o m ie n z o s d e

lo s

años

c u e n ta ta n to e l m e d io e c o n ó m ic o g e n e r a l e n el

o c h e n t a . T o d o e s t o n o s d e j a u n a e n s e ñ a n z a : la s

q u e h a n d e a p lic a r s e , c o m o e l h e c h o ya r e c o n o ­

r e fo r m a s e s tr u c tu r a le s d e m o r a n e n p r o d u c ir r e ­

c i d o d e q u e e x i s t e n s e r i a s d u d a s r e s p e c t o d e la

s u lt a d o s y, sin e l a d e c u a d o f i n a n c i a m ie n t o , p u e ­

s e c u e n c ia d e su a p lic a c ió n .

d e n t e n e r a lto s c o s t o s e n e l c o r t o p la z o .

III El costo de recuperar el ritmo de crecimiento en los años noventa L a m a g n it u d d e lo s p r o b le m a s q u e h o y e n f r e n ta n

P o r lo t a n t o , e s n e c e s a r io a d o p t a r p o lític a s q u e

lo s p a ís e s , d e A m é r i c a L a t in a s e p u e d e d e t e r m i n a r

a t a q u e n v a r i o s f r e n t e s a la v e z .

p o r la d i f e r e n c i a e n t r e e l a h o r r o a c t u a l y la i n ­

L o s s ig u ie n te s e je m p lo s p u e d e n s e r ú tile s p a ­

v e r s ió n n e c e s a r ia p a r a e le v a r e l p r o d u c t o in t e r n o

ra ilu s tr a r e l t ip o d e p o lít ic a s q u e lo s p a ís e s la ti­

b r u to e n 5% p o r a ñ o . E sa d ife r e n c ia e s c e r c a n a

n o a m e r ic a n o s n e c e s it a n p a r a r e t o m a r e l c a m in o

al 7% u 8% d e l p r o d u c t o in t e r n o b r u t o , lo c u a l,

d e c r e c im ie n t o d e lo s a ñ o s s e te n ta : a) si s e r e s o l­

d a d o s l o s n i v e l e s a c t u a l e s d e é s t e e n la r e g i ó n ,

v i e r a e l p r o b l e m a d e la d e u d a h a s t a u n p u n t o

r e p r e s e n t a e n t r e 7 5 0 0 0 y 8 5 0 0 0 m illo n e s d e

q u e p e r m i t i e r a e l i m i n a r la t r a n s f e r e n c i a n e g a t i v a

d ó l a r e s a n u a l e s , s i s e s u p o n e q u e la p r o d u c t i v i ­

d e r e c u r s o s d e s d e la r e g i ó n a l m u n d o d e s a r r o ­

d a d d e la e c o n o m í a s e m a n t i e n e c o n s t a n t e . E s e v id e n te q u e r e c u r so s d e e sta m a g n itu d no p u ed en

p r o v e n i r d e u n a s o la f u e n t e . S e r ía

l l a d o ( p o r e j e m p l o , m e d i a n t e l a r e d u c c i ó n d e la d e u d a o d e l a s t a s a s d e i n t e r é s a a l r e d e d o r d e la m ita d d e s u a c tu a l n iv e l) , h a b r ía 2 5 0 0 0 a 2 8 0 0 0

u n a to ta l fa lta d e r e a lis m o e s p e r a r m a y o r e s in ­

m illo n e s d e d ó la r e s d is p o n ib le s p a r a in v e r s ió n ;

c r e m e n t o s d e l a h o r r o , y n o c a b r ía c o n t a r c o n

e s ta c ifr a r e s o lv e r ía s ó lo u n t e r c io d e l p r o b le m a

n u e v o s p r é s ta m o s e n c a n tid a d e s c o n s id e r a b le s .

t o ta l, y b ) s i la r e la c ió n d e p r e c i o s d e l i n t e r c a m b i o

HECHOS EXTERNOS, POLITICAS INTERNAS Y AJUSTE / C M a s s a d

v o lv ie r a a su n iv e l d e 25

000

1 9 8 0 , se a ñ a d ir ía n o tr o s

Si

m illo n e s d e d ó la r e s a lo s f o n d o s p a r a

19

la s p o l í t i c a s r e l a t i v a s a d e u d a , c o m e r c i o y

p r o d u c tiv id a d m e n c io n a d a s c u m p lie r a n c o n su s

in v e r s ió n , lo q u e c u b r ir ía o t r o t e r c io d e l p r o b le -

o b je tiv o s , q u e d a r ía n d is p o n ib le s p a r a in v e r s ió n

m a to ta l. S in e m b a r g o , e s ta s o lu c ió n n o s u r g ir ía

u n o s 6 5 0 0 0 a 7 0 0 0 0 m illo n e s d e d ó la r e s . E l r e s ­

p o r a r te d e m a g ia : e x ig ir ía a p e r tu r a d e lo s m e r -

to n e c e s a r io ( 1 0 0 0 0 a 15 0 0 0 m illo n e s ) p o d r ía

c a d o s e x t r a n j e r o s , r á p id o c r e c im ie n t o d e la e c o ­

o b te n e r s e d e o r g a n iz a c io n e s p r iv a d a s e in te r n a ­

n o m ía m u n d ia l, y p o lític a s in te r n a s a p r o p ia d a s

c io n a le s e n fo r m a d e n u e v o e n d e u d a m ie n t o , p o r

p a r a p o d e r a p r o v e c h a r la s o p o r t u n i d a d e s q u e s e

c u a n t o s ó l o r e p r e s e n t a e n t r e 2 .5 %

c r e a r a n e n e l á m b ito e x te r n o .

y 3%

d e la

d e u d a a c t u a l, y e n t r e 5% y 7% d e la d e u d a r e s ­

V e m o s a sí q u e a u n si s e lo g r a r a n a m b a s c o s a s ,

t a n t e tr a s s u r e d u c c ió n . P o r c ie r t o , la s o la i n t e ­

c o n t o d a s la s d if ic u lt a d e s e n v u e lt a s , s ó lo se c u ­

r a c c ió n p o s it iv a e n t r e e s t o s t r e s e n f o q u e s p o d r ía

b r i r í a n d o s t e r c i o s d e l a d i f e r e n c i a e n t r e la i n ­

c o n t r i b u i r m u c h o a la s o l u c i ó n d e l p r o b l e m a .

v e r s i ó n a c t u a l y la q u e e f e c t i v a m e n t e s e n e c e s i t a . E l h e c h o d e d is p o n e r d e l f ín a n c ia m ie n to n e ­

G e n e r a r e l ú lt im o t e r c io s e r ía e s e n c ia lm e n t e u n a

c e s a r i o p a r a a u m e n t a r la i n v e r s i ó n n o s i g n i f i c a

r e s p o n s a b ilid a d in t e r n a , q u e e x ig ir ía a p lic a r p o ­

n e c e s a r ia m e n te q u e é s te h a y a d e se r d e s tin a d o

lític a s p a r a a c r e c e n t a r la e f ic ie n c i a d e la s e c o n o ­

e s p e c ífic a m e n te

m ía s n a c io n a le s , y d e s p le g a r n u e v o s e s f u e r z o s p a r a o b t e n e r a lg ú n fín a n c ia m ie n to e x te r n o .

b r u t o ( p o r s o b r e lo s in c r e m e n t o s r e g is tr a d o s e n r e d u c ir ía

en

a lr e d e d o r

p r e c is o

u n t e m a q u e n o d e s a r r o lla r é a q u í.

p o r c e n tu a l e l c r e c im ie n to d e l p r o d u c to in te r n o

se ten ta )

Será

m a n t e n g a n lo s e s f u e r z o s a c t u a le s d e a h o r r o . E s

d e la p r o d u c t i v i d a d q u e e le v a r a e n m e d i o p u n t o

años

p r o p ó s ito .

p r iv a d o y p ú b lic o , d e m o d o q u e , a l m e n o s , se

T a m b ié n a m o d o d e e je m p lo , u n in c r e m e n to

lo s

a ese

a p lic a r p o lític a s p a r a d e s in c e n t iv a r e l c o n s u m o

L a s p o lític a s s e ñ a la d a s e n m a t e r ia d e c o m e r ­

de

c io

y

p r o d u c tiv id a d

c o n lle v a n

una

tra n s­

1 5 0 0 0 m i l l o n e s d e d ó l a r e s la i n v e r s i ó n n e c e s a r i a

f o r m a c i ó n p r o d u c t i v a e n la r e g i ó n . E l t e m a f u e

p a r a lo g r a r u n c r e c im ie n t o d e 5% a n u a l. E n tr e

e x p u e s t o e n d e t a l l e e n u n r e c i e n t e e s t u d i o d e la

l a s p o l í t i c a s q u e e l e v a n la p r o d u c t i v i d a d s e c u e n ­

CEPAL t i t u l a d o T ra n sfo rm a c ió n p ro d u c tiv a co n eq u i­

t a n la p r i v a t i z a c i ó n , l a s p o l í t i c a s d e p r e c i o s a d e ­

d a d (cEPAL, 1 9 9 0 ) , q u e s e p r e s e n t ó a l v i g é s i m o

c u a d a s , la e l i m i n a c i ó n d e s u b s i d i o s i n e f i c i e n t e s ,

t e r c e r p e r í o d o d e s e s i o n e s d e la C o m i s i ó n E c o ­

e l e s t í m u l o a la i n n o v a c i ó n t é c n i c a y o t r a s s i m i ­

n ó m ic a p a r a A m é r ic a L a tin a y e l C a r ib e r e a liz a d o

la r e s .

e n C aracas, e n m a y o d e 1 9 9 0 .

IV Equidad y competitividad E n m i a r g u m e n ta c ió n a n te r io r n o h e in c o r p o r a ­

la r e l a c i ó n e n t r e e l s a l a r i o m í n i m o r e a l y e l p r o ­

d o c o n s i d e r a c i o n e s r e la t iv a s a la e q u i d a d , a u n q u e

d u c to in te r n o b r u to p o r h a b ita n te s e d e t e r io r ó

t o d o in d ic a q u e e l e s f u e r z o d e r e d u c c ió n d e l c o n ­

a ú n m á s , lo q u e e s o t r o i n d ic io d e la d i s t r i b u c i ó n

s u m o s e h a c o n c e n t r a d o e n lo s g r u p o s d e m e n o ­

d e s i g u a l d e la c a r g a .

r e s i n g r e s o s d e la p o b l a c i ó n . L a s e n c u e s t a s d e

N o h e lo g r a d o ta m p o c o , e n e ste c a so , e n c o n ­

h o g a r e s s e ñ a la n q u e h a a u m e n ta d o ta n to e l n ú ­

tr a r u n a f o r m a fá c il d e d i s t in g u ir c u á le s e f e c t o s

m e r o a b s o l u t o c o m o e l r e l a t i v o d e la s f a m i l i a s

s o b r e la e q u i d a d

q u e v i v e n b a j o la l í n e a d e p o b r e z a e n A m é r i c a

d e b e n a la s r e f o r m a s e s t r u c t u r a le s , y c u á le s p u e ­

y s o b r e lo s c o s t o s s o c ia le s s e

L a tin a . E n

b a jo

d e n a tr ib u ir s e a o t r o s a c o n t e c im ie n t o s . N o o b s ­

d ic h a lín e a e r a n 1 3 6 m illo n e s ; e n 1 9 8 6 s u p e r a b a n

t a n t e , p a r e c e h a b e r i n d ic io s d e q u e la s v a r ia c io n e s

l o s 1 7 0 m i l l o n e s ; c o m o p o r c e n t a j e d e la p o b l a c i ó n

d e l t ip o d e c a m b i o y d e la s ta s a s d e i n t e r é s p r o ­

1 9 8 0 , la s p e r s o n a s q u e

v iv ía n

(c e -

d u c id a s e n u n m e d io e x t e r n o a d v e r s o t ie n d e n a

p a iVp n u d , 1 9 9 0 ) . E l d e s e m p l e o a u m e n t ó e n f o r m a

e s t a b le c e r n iv e le s d e s a la r io s r e a le s y d e e m p l e o

p r o n u n c ia d a d u r a n te e l p e r ío d o , m ie n tr a s q u e

in f e r io r e s a lo s c o m p a t ib le s c o n u n s is te m a d e -

p asaron

d el 41%

al 43%

e n tr e

esos añ os

REVISTA DE LA CEPAL N" 43 / A b ril de 1 9 9 1

20

m o c r à tic o d e r e s o lu c ió n d e c o n flic to s . L a c o m -

v e r ta n to c o n e l g r a d o d e in te g r a c ió n d e d iv e r s o s

p e t i t iv i d a d q u e s e a d q u i e r e m e d i a n t e la r e d u c -

s e c t o r e s d e la e c o n o m ía , c o m o c o n e l d e p a ís e s y

dòn

r e g io n e s .

d e lo s s a la r io s r e a le s s e r á n e c e s a r ia m e n t e

e fím e r a e n u n s is te m a d e m o c r á tic o . M á s a ú n , d e

S ó lo p u e d o c o n c lu ir q u e la s r e f o r m a s e s t r u c ­

to d o s m o d o s se d e te r io r a r ía c o n r a p id e z d e b id o

t u r a le s d e s t i n a d a s a a u m e n t a r la c o m p e t i t i v id a d

a c a m b io s e n la s p r e f e r e n c ia s d e lo s c o n s u m id o ­

e n la e c o n o m í a m u n d i a l s u p o n e n e f e c t i v a m e n t e

r e s , e n la s t a s a s d e c r e c i m i e n t o d e la e c o n o m ía

m u c h o m á s q u e r e b a ja s a r a n c e la r ia s , d e s r e g u la ­

m u n d i a l o e n la t e c n o lo g í a . Y p e o r t o d a v ía : e n ­

c ió n , c o r r e c c io n e s d e p r e c io s y r e d u c c ió n d e l s e c ­

f r e n t a r ía r á p id a s r e a c c io n e s d e r e p r e s a lia e n lo s

to r p ú b lic o . A f ir m o , a d e m á s , q u e n o s e p u e d e

p r in c ip a le s m e r c a d o s , c o m o

e s p e r a r q u e d ic h a s r e fo r m a s d e n r e s u lta d o s p o ­

parecen

in d ic a r lo

e x p e r ie n c ia s la t in o a m e r ic a n a s r e c ie n t e s .

sitiv o s e n u n t ie m p o b r e v e . E s to s a s p e c t o s t ie n e n

L a c o m p e t it iv id a d a la r g o p la z o e n m a te r ia

i m p o r t a n c ia p a r a la c o n s i d e r a c i ó n d e lo s c o s t o s

d e c o m e r c io e x t e r io r e s u n a s u n to s is tè m ic o , q u e

d e la s r e f o r m a s . L o m is m o s u c e d e c o n e l te m a

c o m p r e n d e n o s ó lo p o lític a s d e tip o d e c a m b io y

d e l f i n a n c i a m ie n t o , p o r c u a n t o la r e a s ig n a c i ó n

a c c io n e s p o r p a r te d e d e te r m in a d a s e m p r e sa s ,

d e r e c u r s o s e s o n e r o s a d e s d e e l p u n t o d e v is ta

s in o e l f u n c io n a m ie n t o d e to d o u n s is te m a d e

fin a n c ie r o y c o n lle v a p e r ío d o s d e e s p e r a y d e

r e l a c i o n e s r e c í p r o c a s d e n t r o d e la e c o n o m í a : la s

r e d u c c i ó n d e l c o n s u m o , d e p e n d i e n d o d e la c o n -

r e d e s v ia le s , lo s p u e r t o s , lo s s is te m a s d e p r e c io s

d i c io n a li d a d y la d i s p o n i b i l id a d d e l f i n a n c i a m ie n -

y d e t r ib u t a c ió n , la s e g u r i d a d i n t e r n a y e x t e r n a ,

to . T o d o e s to m e r e c e u n a c o n s id e r a c ió n m u y s e ­

e l s is t e m a f i n a n c i e r o , la a b s o r c i ó n d e t e c n o lo g í a ,

r ia , d e la q u e a ú n n o h a s i d o o b j e t o , a m i v e r , e n

la e d u c a c i ó n , e i n c lu s o e l s is t e m a j u d ic i a l y s u

lo s f o r o s f in a n c ie r o s , s e a n é s t o s b ila te r a le s o m u l­

c a p a c id a d p a r a r e s o lv e r c o n tr o v e r s ia s . T ie n e q u e

t ila te r a le s .

HECHOS EXTERNOS, POLITICAS INTERNAS Y AJUSTE / C M a s s a d

21

A p é n d ic e

PROCEDIMIENTO PARA EL CÁLCULO DEL PRODUCTO INTERNO BRUTO, DEL PRODUCTO INTERNO BRUTO POTENCIAL Y DEL PRODUCTO INTERNO BRUTO TENDENCIAL (POR HABITANTE) Producto interno bruto efectivo (p ib ) es aquel que se obtiene de las cuentas nacionales. Producto interno bruto potencial (p ib p ) es aquel que se habría registrado desde 1980 en adelante con la inversión neta generada en ese período, pero al nivel de empleo de 1980 y con la productividad media del período 1970-1980. Producto interno bruto tendencial (PiBT) es aquel que se habría registrado desde 1980 en adelante sí se hubieran mantenido los niveles de inversión neta y productividad del período 1975-1980, y el nivel de ocupación de 1980. Antes de generar las series del PIBP y del PIBT, fue preciso calcular el coeficiente marginal producto-capital (CMPC), esto es, la variación del producto por unidad de variación en la formación neta de capital fijo. Este último concepto excluye la inversión en inventarios. La formación interna neta de capital fyo (IN) se obtiene restando de la formación interna bruta d e capital fijo ( ib f ) la tasa de depreciación, la cual se supone igual a 10% del p i b . Esto es IN, = IBF, - 0,1*PIB,

Para obtener el coeficiente marginal producto-capital (CMPC) se utilizó un método iterativo ad hoc, que considera los siguientes supuestos: i) las economías latinoamericanas funcionaron al mismo nivel de empleo en los años 1970 y 1980, y ii) dicho coeficiente es constante para el período que se considera. El método consiste en obtener un coeficiente marginal capital-producto tal que, partiendo de que pib = pibp para el año 1970 y considerando la tasa de formación neta de capital fyo (IN) efectiva para los años setenta, genere para el año 1980 un pibp igual al PiB de ese mismo año. Una vez efectuados los cálculos correspondientes, se proyecta el pibp para el período de 1981 en adelante. Esto se obtiene aplicando la siguiente fórmula: PIBPj = PIBI\.[(l + CMPC * kj) en donde:

=

(in / p ib p )j

j

El siguiente paso es la proyección del PIB'F para el período 1981 en adelante, mediante la siguiente fórmula: PIBTj ^ PIBTj.j (1

en donde:

kT

=

(1/6)

[(in/ pib)

CMPC * kT)

+. . .+ (in/pib)

Es decir, kT es el promedio de las tasas de inversión neta del período 1975-1980, incluyendo ambos años. Los cálculos por habitante se realizaron utilizando cifras de población del Centro Latinoamericano de Demografía (c ela d e ) para cada año. Las cifras de producto e inversión son de la CEPAL.

REVISTA DE LA CEPAL N- 43 / A b r il de 1 9 9 1

22

Bibliografia Banco Mundial (1985): Structural adjustment lending and evaluation of program design, World Bank Staff Working Papers, N" 735, Washington, D.C. Blejer, Mario y Mohsin Khan (1984); Government policy and private investment in developing countries, ¡mf Staff Papers, voi. 31, N" 2, Washington, D.C., Junio, Blejer, Mario y Silvia Sagari (1988); El orden en la liberalización de los mercados financieros, Finanzas y desarrollo, voi. 25, N" 1, Washington, D.C., Fondo Monetario In­ ternacional (FMi), marzo, c e i 'A L / p n u d (1990); Magnitud de la pobreza en América La­ tina en los años ochenta {LC/L.533), Santiago de Chile, mayo. Corbo, Vittorio y Jaime de Melo (1987): Lessons from the Southern Cone policy reforms, Research Obsewer, voi. 2, N“ 2, Washington, D.C., Banco Mundial, Julio. Edwards, Sebastián (1987); El orden sucesivo en la liberaUzación económica en países en desarrollo. Finanzas y desarrollo, voi. 24, N" 1, Washington, D.C., Fondo Mo­ netario Internacional (KMi), marzo. _______ (1988); La crisis de la deuda externa y las políticas de ajuste estructural en América Latina, Colección Estudios CIEPLAN N” 23, Santiago de Chile, marzo. Feinberg, Richard (1986): An open letter to the World Bank’s new President, Between Two Worlds: the World Bank’s Next Decade, Richard Feinberg (ed,), U.S. Third World Policy Perspectives, N" 7, Washington, D.C., Consejo de Desa­ rrollo de Ultramar. FMi (Fondo Monetario Internacional) (1988): World Economie Outlook, Washington, D.C., abril. Frenkel, Jacob (1982): The order of economic liberalization: discussion. Economic Policy in a World of Change, K, Brun­ ner and A.H. Meltzer (eds.), North Holland. Helleiner, Gerald (1986): Policy-based program lending; a look at the Bank’s new role. Between Two Worlds: the World Bank's Next Decade, Richard Feinberg (ed,), U.S. Third World Policy Perspectives, N“ 7, Washington, D.C., Consejo de Desarrollo de Ultramar,

Khan, Mohsin and Malcolm Knight (1985): Fund-supported adjustment programs and economic growth, Occasional Paper, N" 41, Washington, D.C., Fondo Monetario In ­ ternacional (F M i) , noviembre. Lai, Deepak (1987); The politicai economy of economie li­ beralization, The World Bank Economie Review, voi, I, N" 2, Washington, D.C., Banco Mundial. Massad, Carlos y Nicolás Eyzaguirre (eds.) (1990); Ahorro y formación de capitai. ExperienciasLattnoamericanas, Buenos Aires, Grupo Editor Latinoamericano, Massad, Carlos y Gunther Held (eds.) (1990); Sistema finan­ ciero y asignación de recursos. Experiencias latinoamericanas y del Caribe, Buenos Aires, Grupo Editor Latinoameri­ cano. Me Kinnon, Ronald (1982): The order of economic liberali­ zation: lessons from Chile and Argentina, Economic Po­ licy in a World of Change, K. Brunner and A.H. Meltzer (eds.). North Holland. Ram, Rati (1986): Government size and economic growth: a new framework and some evidence from cross-section and time-series data, American Economic Review, voi. 76, N" 1, Princeton, Nueva Jersey, marzo. Ramos, Joseph y Nicolás Eyzaguirre (1989): Restauración y mantenimiento de los equilibrios macroeconómicos bá­ sicos, Santiago de Chile, cepai, noviembre, mimeo.. (En vías de publicación en TrimestreEconómico, México, D.F.) Schmidt-Hebbel, Klaus y Felipe Montt (1989): Impactos ex­ ternos, devaluaciones y precios de materias primas, Ni­ colás Eyzaguirre y Mario Valdivia Políticas macroeconómicasy brecha externa: América Latina en los años ochenta {[.C/G.1532-P), Santiago de (^hile, cf.pal, marzo. Publi­ cación de las Naciones Unidas, N" de venta; S.89.II.G.10. Zahler, Roberto (1980): Repercusiones monetarias y reales de la apertura financiera al exterior. El caso chileno Ì915-Ì97S, Revista de la cepai., N” 10 (E/cepai/G.! 110), Santiago de Chile, abril. Publicación de las Naciones Unidas, N” de venta: E.80,ii,G.2.

REVISTA DE LA CEPAL N° 43

Introducción L a d é c a d a d e lo s o c h e n t a f u e d e g r a v e c r is is p a r a A m é r ic a L a tin a . P o r s u e x t r a o r d in a r ia a m p lit u d ,

América Latina y las nuevas corrientes financieras y comerciales

e s ta c r is is p la n t e ó d e s a f ío s e n m u c h o s f r e n t e s a la v e z . P o r u n l a d o , s e d e s a t ó u n a c r i s i s f i n a n c i e r a d e e n o r m e e n v e r g a d u r a , q u e o b lig ó a r e c u r r ir a c in c o r o n d a s d e r e n e g o c i a c i o n e s d e la d e u d a e x ­ te r n a c o n lo s a c r e e d o r e s , y s e r e f le j ó e n e l p r e ­ c a r i o e s t a d o d e la s c u e n t a s d e l s e c t o r p ú b l i c o . ^ P o r o t r o , la a g u d a c r is is e c o n ó m ic a q u e e n s e g u i d a s a c u d i ó a la r e g i ó n s u b r a y ó l a n e c e s i d a d d e r e ­ p e n s a r la e s t r a t e g i a d e d e s a r r o l l o e n b o g a d e s d e

Robert D evlin y M artine Guerguil*

lo s a ñ o s tr e in ta . E n c o n s e c u e n c ia , a h o r a e x is t e c o n c ie n c ia g e n e r a liz a d a e n t o r n o a la n e c e s id a d d e e f e c t u a r u n a t r a n s f o r m a c i ó n p r o f u n d a d e la s e c o n o m ía s p a r a q u e é sta s p u e d a n m o d e r n iz a r s e y h a c e r s e m á s c o m p e titiv a s e n e l p la n o in te r n a ­

Este artículo explora las perspectivas de América La­ tina en materia de financiamiento y de comercio in­ ternacionales en los años noventa. Se concluye que el ambiente externo será probablemente poco propicio, si bien habrá oportunidades para apoyar los procesos de ajuste estructural en los países de la región. Las perspectivas de financiamiento externo son sombrías para la mayoría de los países de la región, que todavía padece de sobreendeudamiento; los ma­ yores flujos flnanderos provendrán ínicialmente de la disminución del valor presente de la deuda antigua, mediante acciones concertadas o unilaterales. No obs­ tante, los países de la región pueden aprovechar ciertos mecanismos crediticios y de inversión ("financiamiento de nicho”) que dan acceso al capital extranjero a pesar del sobreendeudamiento existente. Los pocos que han superado esta última condición tienen posi­ bilidades de iniciar una nueva inserción en los merca­ dos internacionales de capital. Como es probable que el acceso a financiamiento externo se vea constreñido, la promoción de las ex­ portaciones y la búsqueda de una mejor forma de inserción en el comercio mundial serán elementos ine­ ludibles de la política económica en los años noventa. Dadas las tendencias recientes del comercio mundial, es posible que la política de apertura no baste para mejorar dicha inserción de modo estable, y que sean necesarias dos líneas adicionales de acción: la primera, reforzar la capacidad negociadora de América Latina con los demás países y regiones, sobre todo ante la creciente emergencia de bloques regionales; la segun­ da, aplicar una activa política industrial tendiente a incorporar el progreso técnico y elevar la calificación de la mano de obra, para así lograr una competitividad auténtica que permita acrecentar la participación en el comercio internacional y a la vez aumentar los ni­ veles de vida de la población. ^Fundonarios de la División de Desarrollo Económico y de la División Conjunta CEPAiVoNUDi de Industria y Tecnología de la CKPAL, respectivamente.

c i o n a l . E l a l t o c o s t o d e la c r i s i s e c o n ó m i c a , j u n t o c o n la h e r e n c i a d e la s p o lít ic a s e c o n ó m ic a s e x c lu y e n te s d e l p a s a d o , d e t o n ó a s im is m o u n a g r a v e c r is is s o c i a l . F i n a l m e n t e , la r e g i ó n t u v o q u e e n ­ f r e n t a r a d e m á s u n a c r is is p o lít ic a , c o n s e c u e n c ia d e lo s e s q u e m a s a u to r it a r io s d e lo s a ñ o s s e t e n t a , d a n d o p a s o e n c a s i t o d o s lo s p a ís e s a u n a f r á g il e in c ie r ta a p e r t u r a d e m o c r á t ic a . L a c r is is a f e c t ó a t a n t o s f r e n t e s , q u e s u m a ­ n e jo h a s id o s u m a m e n t e c o m p lic a d o . E n lo s a ñ o s o c h e n ta , h u b o d e te r io r o e n m u c h a s á r ea s, p e r o ta m b ié n h u b o a lg u n o s p r o g r e s o s . N o o b s ta n te , la s t r a n s f o r m a c i o n e s e c o n ó m ic a s , p o lít ic a s y s o ­ c ia le s n e c e s a r ia s s i g u e n s i e n d o e n o r m e s , y c o n s ­ t itu y e n lo s d e s a f ío s r e a le s d e lo s a ñ o s n o v e n t a . U n o d e lo s fa c to r e s q u e m á s c o n d ic io n a r á n e s a s tr a n s fo r m a c io n e s , ta n to p o r e l la d o c o m e r c ia l c o ­ m o p o r e l fin a n c ie r o , se r á e l s e c to r e x t e r n o . E ste a r tíc u lo c o n t ie n e a lg u n a s r e f l e x i o n e s s o b r e e l a m ­ b ie n t e e x t e r n o q u e lo s p a ís e s la t in o a m e r ic a n o s

Este estudio fue preparado para el seminario inter­ nacional América Latina en el Nuevo Contexto Internacional, patrocinado por CORDES (Quito, 2 a 4 de julio de 1990). Los autores agradecen la valiosa asistencia de Mario Paredes, División de Desarrollo Económico d e la c e p a l , y lo,s útiles comentarios de Nora Lustig, Michael Moriimore, Ana María Alvarez, Alfred Watkins y los funcionarios de la Oficina de la CEPAL en Washington. *Véase una historia detallada de la crisis y de las rondas de renegociaciones con los acreedores en CEPAi, 1984, 1988, 1989c y 1990a. ^ Véase un análisis de lacrisíseconómica, con propuestas para lograr la transformación productiva de la región en CEPAL, 1990b.

24

REVISTA DE LA CEPAL N” 43 / A b ril de 1 9 9 1

p r o b a b le m e n t e e n f r e n t e n e n lo s a ñ o s n o v e n t a e n

a l g u n o s c a m in o s p a r a a p r o v e c h a r la s o p o r t u n i -

m a te r ia d e f ín a n c ia m ie n to y c o m e r c io , y s u g ie r e

d a d e s q u e p u e d a n p r e se n ta r se .

I El financiamiento externo L a s p e r s p e c t iv a s d e c a p t a r f in a n c ia m ie n t o e n lo s

t e a 3% d e l p r o d u c t o i n t e r n o b r u t o d e la r e g i ó n )

a ñ o s n o v e n t a s o n , e n g e n e r a l, s o m b r ía s . P o r u n a

r ep re se n ta

p a r te , e s p r o b a b le q u e e l a c c e s o d e A m é r ic a L a ­

que

tin a a lo s m e r c a d o s p r iv a d o s in t e r n a c io n a le s d e

tr a n s fo r m a c ió n . P o r lo ta n to , e n lo q u e se r e f ie r e

c a p ita l s e

a l f i n a n c i a m ie n t o e x t e r n o , la p r i m e r a p r io r id a d

m a n te n g a

r e la tiv a m e n te

r e s tr in g id o

u n a s a n g r ía

in u s ita d a d e

d e b ilita c o n s id e r a b le m e n t e s u

recu rso s,

proceso d e

p o r la p r o p i a c r is is e n la r e g i ó n y p o r e l p e r s is ­

p a r a m u c h o s p a ís e s e n lo s a ñ o s n o v e n t a s e r á r e ­

te n te

Por

d u c ir , o m e jo r a ú n e lim in a r , d ic h a t r a n s f e r e n c ia

p r o b le m a

d e l s o b r e e n d e u d a m ie n to .

o tr a p a r t e , e l f i n a n c ia m ie n t o p r o v e n ie n t e d e lo s

c r e d i t i c i a n e g a t i v a .^ P a r a e l l o , e x i s t e n e n t e o r í a

o r g a n is m o s p ú b lic o s b ila te r a le s y m u ltila te r a le s

d o s o p c io n e s : e l d e s e m b o ls o d e n u e v o s p r é sta ­

( q u e , p o r lo g e n e r a l, n o e s tá ta n e s tr ic ta m e n te

m o s , o u n a r e d u c c i ó n d e la d e u d a y d e s u s e r v ic io .

r e g i d o p o r lo s c r it e r io s p r iv a d o s d e r ie s g o ) p o d r ía

P a r a la m a y o r ía d e lo s p a ís e s d e la r e g i ó n , e s e s a

v e r s e c o n s t r e ñ i d o p o r v a r io s f a c to r e s : e n p r im e r

ú l t i m a o p c i ó n l a q u e p r o b a b l e m e n t e o f r e z c a la s

lu g a r , la s s e r ia s lim it a c io n e s f is c a le s d e lo s p a ís e s

m a y o r e s o p o r t u n id a d e s e n lo s p r ó x im o s a ñ o s .

a c r e e d o r e s ya está n

g e n e r a n d o r e s i s t e n c i a a la

a s ig n a c ió n d e n u e v o s r e c u r s o s p a r a e l fin a n c ia ­ m ie n t o d e l d e s a r r o llo ; s e g u n d o , n o s e p u e d e d e s ­

a)

L o s in c en tivo s p a r a b u sca r la red u cció n de la d eu d a

c a r t a r la p o s ib i li d a d d e q u e la s n u e v a s p r i o r i d a ­ des

p o lític a s d e

te r m in e n

c ie r to s

d e s v ia n d o

p a ís e s

recu rso s

in d u s tr ia liz a d o s o fic ia le s

d esd e

A m é r ic a L a tin a h a c ia E u r o p a o r ie n t a l, y p o r ú l­ t i m o , s e a c r e c i e n t a la t e n d e n c i a a v i n c u l a r e l d e ­ s e m b o ls o

de

lo s

c o n d ic io n a lid a d

p ré sta m o s que

lo s

o fic ia le s

p a ís e s

con

una

r e c e p to r e s e n ­

c u e n tr a n a m e n u d o d ifíc il y o n e r o s a . C o n to d o , e s r a z o n a b l e e s p e r a r q u e la s t r a n s f o r m a c i o n e s d e la r e g i ó n e n lo s a ñ o s n o v e n t a t e n g a n q u e r e a li­ z a r s e e n e l m a r c o d e u n a s e r ia r e s tr ic c ió n f i n a n ­ c ie r a e x t e r n a . N o o b s t a n t e , a ú n d e n t r o d e e s e m a r c o e x is t e n o p o r t u n id a d e s p a r a q u e lo s p a ís e s la tin o a m e r ic a n o s o b te n g a n m o n to s m a y o r e s d e f in a n c ia m ie n t o e n e s o s a ñ o s . D e h e c h o , e s p o s ib le q u e a l g u n o s p a í s e s d e la r e g i ó n y a e s t é n i n i c i a n d o u n a n u e v a in s e r c ió n

en

el m e r c a d o fin a n c ie r o

in te r n a c io n a l. 1 . L a re d u cc ió n de la d e u d a y de s u servicio

M u c h o s p a ís e s la t in o a m e r ic a n o s e s t á n s o b r e ­ e n d e u d a d o s , h e c h o r e c o n o c id o p o r lo s m e r c a d o s d e c a p ita le s y q u e s e h a r e f le j a d o e n lo s g r a n d e s d e s c u e n t o s c o n q u e s e t r a n s a la d e u d a b a n c a r i a d e e s o s p a ís e s e n lo s m e r c a d o s s e c u n d a r io s (c u a ­ d r o 2 ). L a e x is t e n c ia d e u n e v id e n t e e s t a d o d e s o b r e e n d e u d a m i e n t o d e b i l i t a s i n d u d a a l g u n a la d is p o s ic ió n d e lo s a c r e e d o r e s a o t o r g a r n u e v o s c r é d ito s . L a m a y o r ía d e lo s b a n c o s a c r e e d o r e s p e r c i­ b e n s u n iv e l d e e x p o s ic ió n e n A m é r ic a L a tin a c o m o e x c e s iv o , y e s ló g ic o q u e q u ie r a n e n t o n c e s r e d u c ir s u s c o m p r o m is o s e n p a ís e s c u y a s it u a c ió n e c o n ó m ic a se v e d ifíc il. A d e m á s , lo s b a n c o s n o r ­ t e a m e r ic a n o s , j a p o n e s e s e in g le s e s s e e n c u e n t r a n e n u n a s it u a c ió n fin a n c ie r a s u m a m e n t e d e lic a d a , d e b id o a lo s n u e v o s r e q u is ito s d e l C o m it é d e B a s ile a r e s p e c t o a n iv e le s m ín im o s d e c a p ita l, y al g r a n n ú m e r o d e p r é s ta m o s d e d u d o s o v a lo r q u e d ic h o s b a n c o s h a n o to r g a d o a c lie n te s e n s u s r e s-

D e s d e 1 9 8 2 , A m é r ic a L a tin a h a t r a n s f e r id o r e ­ c u r so s n e to s a su s a c r e e d o r e s e x tr a n je r o s p o r u n m o n t o d e c a s i 2 0 m il m illo n e s d e d ó la r e s p o r a ñ o ( c u a d r o 1 ). E s t a t r a n s f e r e n c i a m a s i v a ( e q u i v a l e n ­

Para orientarse respecto al efecto perverso de la trans­ ferencia de recursos sobre el futuro comportamiento de las economías latinoamericanas, véase CEPAl/SELA, 1989.

A. LATINA Y LAS CORRIENTES FINANCIERAS Y COMERCIALES / R .D e v lin y M .G u e r g u il

25

Cuadro 1 AMERICA LATINA: TRANSFERENCIA CREDITICIA NETA“ iPAillones de dólares) 1970-1973

1974-1979

1980-1982

1983-1987'"

América Latina

6 506

15 108

13 081

(19 819)

Países exportadores de petróleo Bolivia Ecuador México Perú Venezuela

2 253 192 76 1 306 250 429

7 496 286 423 3 397 658 2 732

6 372 45 213 4 834 (291) 1 571

(9 851) (123) (167) (6 583) 33 (3 011)

Países no exportadores de petróleo Argentina Brasil Colombia Costa Rica Chile El Salvador Guatemala Haití Honduras Nicaragua Paraguay República Dominicana Uruguay

4 253 (380) 3 856 302 78 128 61 46 2 72 99 25 (11) (25)

7 612 447 5 335 231 243 349 145 168 49 172 193 111 138 31

6 709 2 927 (506) 986 118 1 331 193 240 51 117 424 208 171 449

(9 968) (3 309) (5 904) 22 (146) (872) (7) (105) 22 51 479 127 (199) (127)

Fuente; CKi’AL, División de Desarrollo Económico. ^ Flujos netos de préstamos de corto y mediano plazo menos intereses. El paréntesis indica signo negativo.

p e c t iv o s

m ercados

in te r n o s

{F in a n c ia l

T im es,

1 9 9 0 a , b y c y T h e E co n o m ist, 1 9 9 0 ) . U n o d e lo s p o c o s m o tiv o s p o r lo s c u a le s u n b a n c o p o d r í a c o n s i d e r a r la a u t o r iz a c ió n d e u n p r é s t a m o n u e v o s in g a r a n tía s e r ía e l d e e v ita r u n i n c u m p l i m i e n t o , y la s c o n s i g u i e n t e s p é r d i d a s q u e s u f r ir ía c o n la s u s p e n s i ó n d e lo s p a g o s d e in t e ­ r e s e s s o b r e la d e u d a a n t i g u a . E s t e t ip o d e p r é s ­ ta m o “in v o lu n ta r io ” r e p r e s e n ta u n e s fu e r z o p o r p a r t e d e la b a n c a p a r a r e s c a t a r e l v a lo r d e s u c a r te r a e x is t e n t e d e p r é s ta m o s . V is to d e s d e o tr o á n g u lo , e s t e n u e v o p r é s ta m o fo r z o s o e q u iv a le a u n a r e p r o g r a m a c ió n d is fr a z a d a d e to d o o p a r te d e lo s p a g o s d e i n t e r e s e s s o b r e la d e u d a e x i s t e n ­ te .^ S i b i e n l a b a n c a p r i v a d a o t o r g ó u n n ú m e r o

s ig n ific a tiv o d e p r é s ta m o s in v o lu n ta r io s e n

lo s

a ñ o s o c h e n t a , d u r a n t e la s d is t in ta s r o n d a s d e r e ­ p r o g r a m a c i ó n d e la d e u d a la t in o a m e r i c a n a , la fr e c u e n c ia y e l m o n to d e e llo s f u e r o n d is m in u ­ y e n d o p r o g r e s iv a m e n t e a lo la r g o d e la d é c a d a , a m e d i d a q u e la f u e r t e a c u m u l a c ió n d e r e s e r v a s c o n tr a p é r d id a s r e a liz a d a p o r e l s is te m a b a n c a r io in t e r n a c io n a l a u m e n t ó su c a p a c id a d d e a b s o r b e r m o r a s e n e l s e r v ic io d e la d e u d a ( c u a d r o 3 ). H o y , a u n lo s d e u d o r e s m á s g r a n d e s , c u y o c u m p lim ie n ­ to o in c u m p lim ie n to to d a v ía tie n e r e p e r c u s io n e s e n lo s b a la n c e s c o n t a b le s d e la b a n c a , e n f r e n t a n g r a n d e s d ific u lta d e s p a r a o b t e n e r n u e v o s p r é s ­ t a m o s (CEPAL, 1 9 8 9 b ) . E n e f e c t o , e l b a j o m o n t o d e l fin a n c ia m ie n to n u e v o q u e c o n s ig u e n a h o r a lo s p a ís e s d e u d o r e s e n e l m e r c a d o b a n c a r io Í n d ic a e l h e c h o d e q u e la m a y o r ía d e l o s b a n c o s , e n

^ Véase un análisis de la reprogramación de la deuda y del papel de los préstamos involuntarios en Devlin, 1989, cap. 5.

lu g a r d e a u to r iz a r n u e v o s p r é s t a m o s , p r e f ie r e a d m itir p é r d id a s a t r a v é s d e la s o p c i o n e s d e r e ­ d u c c i ó n d e la d e u d a e n e l m a r c o d e l P la n B r a d y .

Cuadro 2 AMERICA LATINA Y EL CARIBE; PRECIOS EN EL MERCADO SECUNDARIO DE LOS PAGARES DE LA DEUDA EXTERNA {Porcentaje de su valor nominal)

E n e ro A rg e n tin a

62

Bolivia

J u n io

1988

1987

1986 D iciem b re

E n e ro

J u n io

D iciem b re

E n e ro

J u n io

1990

1989 D iciem b re

E n e ro

J u n io

D iciem b re

E n e ro

J u n io

O c tu b re 13.5

65

66

64

52

35

32

25

21

20

13

13

12

13

6

7

8

9

11

11

11

10

10

11

11

11

...

...

74

74

72

62

46

46

31

41

37

31

22

25

24

22.8

B rasil

75

C olom bia

82

81

86

86

85

65

55

65

57

36

57

64

60

64

63.5

Cosca Rica



48

35

35

36

15

15

11

12

13

14

17

18

C hile

65

67

67

68

70

61

61

60

56

60

61

59

62

— 65

74.5

Ecuador

68

64

65

65

50

37

35

27

13

13

12

14

14

16

18.1

52

60

61

67

77

57

...

-*

...

...

...

G u atem ala

...



40

40

40

39

22

22

22

22

22

17

20

21

...

Ja m a ica



45

45

45

38

33

33

38

40

40

41

40

40

44

M éxico

69

59

56

57

57

51

50

51

43

40

40

36

37

45

42.7

N icarag u a

...

4

4

4

5

4

4

2

2

2

1

1

1

...

69

68

68

67

39

39

24

21

19

10

12

19

— 12

20

18

18

14

7

7

6

5

5

3

6

6

4

45

43

45

45

23

23

20

22

22

22

13

13

17

H o n d u ra s

Panam á P erú

25

...

10.8 3.3

R epública D om inicana

51.3

U ru g u a y



63

66

68

74

60

59

60

60

60

57

50

50

49

V 'enezuela

80

76

74

75

71

58

55

55

41

38

37

34

35

46



Prom edio^

...

63.7

58.5

46 .5

45.1

45 .4

37 .7

35.2

31.9

28.0

29.5

33.3

33.2

64 .9

64.2

Fuente: N aciones U n id a s, D e p a r ta m e n to d e A su n to s E co n ó m ico s y Sociales In te rn a c io n a le s , s o b re la base d e los p recio s d e o fe rta co m p ilad o s p o r S o lo m on B ro th e rs . H ig h Y ield D e p a rtm e n t. “ P o n d e ra d o p o r el m o n to d e la d e u d a b a n c aria.

M < CA > O m o

m >

r

X

A. LATINA Y LAS CORRIENTES FINANCIERAS Y COMERCIALES / R .D e v Iin y M X h ie r g u il

Cuadro 3 BANCOS INTERNACIONALES: RESERVAS ESTIMADAS PARA CUBRIR PERDIDAS POR PRESTAMOSA PAISES EN DESARROLLO RESPECTO DE LOS CREDITOS COMPROMETIDOS EN ESOS PAISES“’ {Porcentajes)

27

E n c u a n t o a lo s a c r e e d o r e s n u e v o s y p o t e n ­ c ia le s , e llo s p u e d e n f á c ilm e n t e o b s e r v a r c u a n d o u n p a ís e s tá s o b r e e n d e u d a d o y e s e n t o n c e s n a ­ tu r a l q u e n o q u ie r a n in v o lu c r a r s e e n e l p r o b le m a . E sto s p r e s ta d o r e s s e r á n r e n u e n t e s a e x t e n d e r lí­ n e a s d e c r é d it o , a m e n o s q u e d e s c u b r a n u n “n i­ c h o ” e s p e c ia l q u e le s o t o r g u e a c c e s o p r e f e r e n c ia l a la s e s c a s a s d i v i s a s d e l p a í s .

Francia (BNP) (Credit Lyonnais) (Société Générale) (Banque Paribas)

41-52 (52) (46)'’ (53) (41)'’

Alemania (Deutsche Bank) (Dresdner)

50-80

Suiza

(7 7 )

(50) 80‘

Reino Unido (Midland Bank) (Barclays) (Lloyds Bank) (Standard (Chartered) (National Westminster)

4.5-72 (58) (48) (72) (46) (65)

Canadá (Royal Bank of Canada) (Canadian Imperial) (Bank of Montreal) (Bank of Nova Scotia)

45-70 (70) (45)^' (41)‘' (45)‘*

japónf

15

A s í, e n

el m a rco

d e l s e r io

so b reen d eu d a ­

m i e n t o q u e a f e c t a a la m a y o r í a d e l o s p a í s e s l a ­ tin o a m e r ic a n o s , c a b e s u p o n e r q u e e l flu jo d e c r é ­ d ito n u e v o s e r á r e s tr in g id o , e s p e c ia lm e n te e l q u e p r o v ie n e d e lo s m e r c a d o s c r e d it ic io s p r iv a d o s . P o r l o d e m á s , la r e n o v a c i ó n d e l a c c e s o g e n e r a l al c r é d ito s in g a r a n tía s e s p e c ia le s e s p o r n a t u r a ­ le z a u n p r o c e s o le n t o , y s ó lo p o d r á in ic ia r s e c u a n ­ d o e n lo s c ír c u lo s f in a n c ie r o s s e p e r c ib a q u e e l p r o b le m a d e l s o b r e e n d e u d a m ie n t o s e h a e lim i­ n a d o . E n ta le s c ir c u n s t a n c ia s , e l p a ís s o b r e e n d e u ­ d a d o p o d r á a p r o v e c h a r al m á x im o e l v a lo r p r e ­ s e n t e d e l flu jo f u t u r o d e r e c u r s o s c r e d it ic io s a t r a v é s d e f ó r m u l a s d e r e d u c c i ó n d e la d e u d a e x i s ­ t e n t e y d e s u s e r v ic io . L o s p a ís e s q u e n o tie n e n p r o b le m a s d e s o ­ b r e e n d e u d a m ie n to ta m b ié n p o d r ía n e n c o n tr a r m o tiv o s p a r a p r o m o v e r u n a r e d u c c ió n d e su d e u ­ d a . S i lo s m e r c a d o s d e c a p it a le s f u e r a n e f ic ie n t e s , a lo s p a ís e s s o lv e n t e s n o le s c o n v e n d r ía r e d u c ir

Estados Unidos^

la d e u d a , l o q u e t e n d r í a u n e l e v a d o c o s t o d e o p o r ­

Bancos establecidos en las principales plazas financiera.s (Citicorp) (Bank of America) (Manufacturers Hanover) (Chase Manhattan) (Chemical Bank) (Bankers Trust) (J.P. Morgan) (First Chicago) (Bank of New York)

30-70 (30) (32) (29) (39) (33) (70) (64) (53) (-)

Suprarregionales (Security Pacific) (Bank of Boston)

30-75 (30) (75)

tu n id a d : e n e s e c a s o , e l v a lo r p r e s e n t e d e l a h o r r o e n e l s e r v ic io d e la d e u d a c o n s e g u i d o a t r a v é s d e l o s m e c a n i s m o s d e r e d u c c i ó n d e la s o b l i g a c i o n e s e x t e r n a s b ie n p o d r ía s e r in f e r io r a l v a lo r p r e s e n t e d e l flu j o f u t u r o d e c a p ita l e x t r a n j e r o p e r d id o d e b i d o a la r e a c c i ó n n e g a t i v a d e i o s a c r e e d o r e s f r e n t e a u n a b a ja d e l v a lo r d e lo s a c tiv o s f i n a n ­ c ie r o s . S in e m b a r g o , lo s m e r c a d o s d e c a p ita l a lo s c u a le s A m é r ic a L a tin a t ie n e a c c e s o a l p a r e c e r n o s o n t a n e f i c i e n t e s , y e l l o s e r e f l e j a e n la d i f i c u l t a d d e lo s a c r e e d o r e s p a r a d is c r im in a r e n t r e lo s d i ­ f e r e n t e s p a í s e s d e la r e g i ó n e n

fu n c ió n

d e su

s o lv e n c ia . A s í, a u n p a ís e s l a t in o a m e r i c a n o s c la ­

Fuente: c e p a l , 1990a. ^ Noviembre de 1989. Diciembre de 1988. Septiembre de 1989. Junio de 1989. ^ Uniforme para todos los bancos japoneses. El Ministerio de Hacienda del japón ha sugerido como pauta una re­ serva de 25% para marzo de 1990. ^ Diciembre de 1989.

r a m e n te s o lv e n te s , c o m o C o lo m b ia , h a n e n f r e n ­ t a d o u n a e n o r m e r e s is te n c ia r e s p e c t o a s u s s o li­ c itu d e s

de

c r é d ito s

n u e v o s .^

A p a r e n te m e n te ,

^ Esta situación, vinculada a las externalidade,s negativas que suelen ocurrir en las crisis financieras sistémicas, también se observó en América Latina durante el gran colapso de los años treinta. Véase cEpau 196.5, caps. 1 y 2.

28

REVISTA DE LA CEPAL N'

! A b r il de 1 9 9 1

m u c h o s a c r e e d o r e s c o m e t e n e l e r r o r d e p e r c ib ir

lo s p r im e r o s a ñ o s s e h a tr a ta d o e n lo s c ír c u lo s

a to d o

o fic ia le s c o m o u n a s u n to e x c lu s iv o d e l m e r c a d o

p a ís d e la r e g i ó n , a u n

s ie n d o s o lv e n te ,

c o m o u n a e c o n o m í a m á s e n u n a r e g i ó n e n c r is is .

p r iv a d o ,

A n t e e s t a fa lla d e lo s m e c a n is m o s d e e v a lu a c ió n

a c r e e d o r e s y d e u d o r e s , c o n u n a p a r tic ip a c ió n m í­

que

d e b e r ía

ser

r e s u e lto

s ó lo

e n tr e

d e r ie s g o d e l m e r c a d o , lo s p a ís e s s o lv e n t e s c a e n

n im a d e l s e c to r p ú b lic o in t e r n a c io n a l. A u n c u a n ­

v íc t im a s d e la s e x t e r n a l id a d e s n e g a t iv a s g e n e r a ­

d o se h iz o e v id e n te e l c o la p s o d e l m e r c a d o c r e ­

d a s p o r l a c r i s i s f i n a n c i e r a s i s t è m i c a q u e s u f r e la

d itic io

r e g ió n ; e llo s p o d r ía n e n to n c e s v e r s e e s tim u la d o s

i n s i s t i e n d o e n la n e c e s id a d d e r e s p e t a r lo s c r i t e ­

en

to r n o

a

A m é r ic a

L a tin a ,

se

sig u ió

a c o m p o r ta r s e c o m o si fu e r a n d e u d o r e s in s o l­

r io s p r iv a d o s , o s t e n s i b l e m e n t e c o n m ir a s a r e s t a ­

v e n te s , y s o lic ita r u n a r e d u c c ió n d e su d e u d a . A l

b le c e r e l a c c e s o d e lo s p a ís e s d e u d o r e s a n u e v o s

p a r e c e r , lo s in v e r s io n is t a s e s t á n in c o r p o r a n d o e s ­

p r é s t a m o s . D e h e c h o , la o b t e n c i ó n d e l n u e v o f i ­

t e f e n ó m e n o p e r v e r s o e n e l c á lc u lo d e l v a lo r d e

n a n c ia m ie n t o s o lía j u s t if ic a r e l d i s e ñ o d e e s t r a ­

la d e u d a , y a q u e i n c lu s o la s o b l i g a c i o n e s b a n c a -

t e g ia s c u y o p r o p ó s it o c a si e x c lu s iv o e r a e l d e e v i­

r ía s d e io s p a ís e s l a t in o a m e r i c a n o s a p a r e n t e m e n ­

t a r p é r d i d a s a la b a n c a p r i v a d a ( D e v l i n ,

te s o lv e n t e s c ir c u la n c o n g r a n d e s d e s c u e n t o s e n

c a p . 5 ) . L a o t r a c a r a d e la m o n e d a f u e u n a g r a n

lo s m e r c a d o s s e c u n d a r io s .

tr a n s f e r e n c ia n e ta d e r e c u r s o s d e lo s p a ís e s d e u ­

1989,

d o r e s a lo s a c r e e d o r e s . b)

F ó rm u la s co n sen sú a les de red u cció n de la d e u d a

L a v e r d a d e s q u e , e n v i s t a d e la n a t u r a l e z a s is tè m ic a d e l p r o b le m a d e s o b r e e n d e u d a m ie n t o , a l i n i c i o d e la c r i s i s s e d e b i ó h a b e r b u s c a d o u n a

C o m o se h a s e ñ a la d o , lo s m e r c a d o s d e c a p ita l

r e d u c c i ó n d e la d e u d a o d e s u s e r v ic io . E s a m o ­

a p a r e n t e m e n t e n o e s tá n e n b u e n a s c o n d ic io n e s

d a lid a d , d e u s o b a s ta n te c o m ú n p a r a r e s o lv e r u n

p a r a o t o r g a r n u e v o f i n a n c i a m i e n t o a la r e g i ó n

p r o b le m a s is t è m ic o e n lo s m e r c a d o s c r e d it ic io s

e n f o r m a g lo b a l.* ^ E l p r o b l e m a d e l s o b r e e n d e u ­

in t e r n o s d e lo s p a ís e s in d u s tr ia liz a d o s ,^ c o n s t it u ­

d a m ie n t o q u e e stá e n g r a n p a r te d e tr á s d e e sta

y e la ú n i c a m a n e r a d e p r o m o v e r u n a j u s t e e f i ­

s itu a c ió n t ie n e u n c a r á c te r s is tè m ic o ta n to e n su s

c i e n t e p a r a t o d a s la s p a r t e s d e l s i s t e m a , y d e a l lí

o r í g e n e s c o m o e n s u s s o l u c i o n e s : la e x p a n s i ó n

r e p a r tir e q u it a t iv a m e n t e lo s c o s to s d e u n a s o lu ­

e x c e s i v a d e l a s o b l i g a c i o n e s e x t e r n a s s u r g i ó d e la

c ió n . D e s g r a c ia d a m e n t e , s ó lo e n 1 9 8 9 , c o n e l s u r ­

i n t e r a c c i ó n d e la s p o lít ic a s d e lo s p a ís e s d e u d o r e s ,

g i m ie n t o d e l P la n B r a d y , e s e e n f o q u e p ú b lic o

d e lo s b a n c o s p r iv a d o s y d e lo s p a ís e s in d u s t r ia ­

m á s a m p lio g a n ó le g itim id a d c o m o r e s p u e s ta al

l i z a d o s (cEPAL, 1 9 9 0 a ) . P o r e n d e , f u e e l m e r c a d o ,

p r o b le m a d e l s o b r e e n d e u d a m ie n t o la tin o a m e r i­

y n o u n b a n q u e r o o u n p r e s t a t a r io , e l q u e f a lló

cano.

e n u n d e t e r m in a d o c o n t e x t o in s titu c io n a l. P o r

i) E l P la n B ra d y . S i b i e n e s c i e r t o q u e l o s i n ­

o tr a p a r te , e l s o b r e e n d e u d a m ie n t o n o s ó lo p e r ­

c e n t i v o s p a r a r e d u c i r la d e u d a h a n e x i s t i d o p o r

j u d i c a la s r e l a c i o n e s e n t r e l o s d e u d o r e s y l o s b a n ­

m u c h o s a ñ o s , a h o r a , e n v ir t u d d e l P la n B r a d y ,

c o s i n v o l u c r a d o s , s i n o q u e t a m b i é n e n t o r p e c e la s

lo s p a ís e s d e u d o r e s p u e d e n e n p r in c ip io p e r s e ­

a c t iv id a d e s d e lo s a g e n t e s e c o n ó m ic o s q u e n o e s ­

g u ir u n a p o lític a d e r e d u c c ió n c o n e l p l e n o a p o y o

tá n s o b r e e x te n d id o s e n e l s e n tid o fin a n c ie r o ; el

d e la c o m u n i d a d i n t e r n a c i o n a l . E n e f e c t o , e l n u e ­

c a r á c t e r s o c ia l, o p ú b lic o , d e l p r o b le m a e x ig e u n a

v o p la n c o m p r o m e t e r e c u r s o s f in a n c ie r o s e in s ­

g e s t ió n p ú b lic a q u e r e p a r ta lo s c o s to s d e u n a s o ­

t itu c io n a le s d e l s e c to r p ú b lic o in t e r n a c io n a l c o n

lu c ió n

e n t r e l o s d e u d o r e s , l o s a c r e e d o r e s , y si

e l p r o c e s o d e r e d u c c i ó n d e la d e u d a b a n c a r ia .

fu e r a n e c e s a r io , e l s e c to r p ú b lic o in te r n a c io n a l

Y a se h a n c o m p le ta d o c u a tr o a c u e r d o s d e r e d u c ­

e n g e n e r a l.

c i ó n d e la d e u d a ( e n M é x i c o , l a s F i l i p i n a s , C o s t a

A u n q u e e l c a r á c te r s is tè m ic o d e l p r o b le m a s e p u d o p e r c i b i r d e s d e e l i n i c i o d e la c r is is ,^ e n

R ic a y V e n e z u e l a ) f in a n c i a d o s e n c o n j u n t o c o n m á s d e 8 m il m illo n e s d e d ó l a r e s d e p r é s t a m o s d e l B a n c o M u n d ia l, d e l F o n d o M o n e t a r io I n t e r ­ n a c io n a l y d e d iv e r s o s g o b ie r n o s (e s p e c ia lm e n te

®Sin embargo, hay oportunidades para nuevo fínanciamiento que se examinan más adelante. ^ La CEPA L lo reconoció desde el principio: véase c e p a l , 1982.

“ Por ejemplo, las medidas de rescate para la Chrysler y la ciudad de Nueva York. Véase cepal, 1990a, cuadro 4.

A. LATINA Y LAS CORRIENTES FINANCIERAS Y COMERCIALES / R.Devlin y M.Guergml

e l d e l J a p ó n ) .® A d e m á s , U r u g u a y y M a r r u e c o s

29

t o , lo q u e q u ie r e d e c ir q u e m u c h o s p a ís e s la ti­

h a n f ir m a d o a c u e r d o s e n p r in c ip io c o n s u s b a n ­

n o a m e r ic a n o s s ó lo p o d r ía n lo g r a r u n a d is m in u ­

cos a creed ores.

c ió n p a r c ia l d e s u e x c e s o d e o b l i g a c i o n e s e x t e r ­

L a e x is t e n c ia d e l P la n B r a d y d a a lo s p a ís e s

n as.

D e sa fo r tu n a d a m e n te ,

ta l

esq u em a

de

l a t in o a m e r i c a n o s la o p o r t u n i d a d d e r e d u c ir s u s

r e d u c c ió n in s u fic ie n te p o d r ía a fin d e c u e n ta s

p a g o s d e s e r v i c i o d e l a d e u d a (y l a t r a n s f e r e n c i a

tr a e r m á s p r o b le m a s q u e s o lu c io n e s .* *

n e g a tiv a d e r e c u r so s) e n fo r m a c o n s e n s ú a ! y n o

L o s b e n e f i c i o s d e la r e d u c c i ó n d e la d e u d a

c o n f lic t iv a . E n lo s a ñ o s n o v e n t a , s in d u d a m á s

se tr a n s m it e n a l p a ís d e u d o r a tr a v é s d e d o s c a ­

p a ís e s d e

s e r i a m e n t e la s

n a le s p r in c ip a le s : p o r u n a p a r t e , e l m e j o r a m ie n t o

n u e v a s o p o r tu n id a d e s d is p o n ib le s e n e s e c a m p o .

la r e g i ó n

e x p lo r a r á n

d e l f lu j o d e c a ja d e d iv is a s y d e la s c u e n t a s p ú ­

N o o b s t a n t e s e d e b e a d v e r t ir q u e e l P la n B r a d y

b lic a s , d e r iv a d o d e la d i s m i n u c ió n d e l s e r v ic io d e

p r e s e n t a a lg u n o s p r o b le m a s s e r io s , q u e p o d r ía n

la d e u d a ; y p o r o t r a , la r e d u c c i ó n d e la p r im a d e

c a u s a r d if ic u lt a d e s a lo s p a ís e s d e u d o r e s .

r ie s g o d e l s e c to r p r iv a d o . C o n e llo h a y e n p r in ­

E l P la n B r a d y e s b á s ic a m e n t e u n e s q u e m a v o lu n ta r io , e n e l c u a l se r e c o m p r a c o n d e s c u e n to ,

c ip io u n a m a y o r p r o b a b ilid a d d e lo g r a r u n a ju s te e s t r u c t u r a l e f e c t iv o y d e s e r v ir la d e u d a .

d i r e c t a o i n d i r e c t a m e n t e , l a d e u d a d e la b a n c a

S i n e m b a r g o , si l a o p e r a c i ó n p a r a r e d u c i r la

p r iv a d a .* ® E l m o n t o d e l a r e d u c c i ó n d e la d e u d a

d e u d a n o e li m i n a e n f o r m a c la r a e l s o b r e e n d e u ­

e s tá e n t o n c e s e s t r e c h a m e n t e c o n d ic io n a d o p o r

d a m ie n t o , lo s b e n e f ic io s d e e s a o p e r a c ió n p a r a

e l p r e c i o a l q u e s e t r a n s a la d e u d a e n e l m e r c a d o

e l p a ís d e u d o r p a r e c e n m á s b ie n a m b ig u o s . E n

s e c u n d a r io , y p o r e l f in a n c ia m ie n to d is p o n ib le

p r im e r lu g a r , e l e f e c t o d e c a ja s e r á p e q u e ñ o f r e n ­

p a r a e f e c t u a r la r e c o m p r a . L o s a c u e r d o s e n e l

te a l f in a n c ia m ie n to r e q u e r id o p a r a a p o y a r u n

m a r c o d e l P la n B r a d y r e a liz a d o s h a s ta a h o r a h a n

a ju s te e f ic ie n t e d e s d e e l p u n t o d e v is ta s o c ia l, e s

s id o o b je to d e in te n s o d e b a te , y a q u e u n n ú m e r o

d e c ir , u n o c o n c r e c im ie n t o . A d e m á s , s e s a b e q u e

s i g n i f i c a t i v o d e a n a l i s t a s c o n s i d e r a n q u e la s r e ­

la r e c o m p r a p a r c ia l d e l e x c e s o d e d e u d a p u e d e

d u c c io n e s n e ta s d e d e u d a q u e s e lo g r a r á n , y e l

te r m in a r s ie n d o u n m a l n e g o c io p a r a e l p a ís d e u ­

e f e c t o q u e e lla s t e n d r á n s o b r e e l flu j o d e d iv is a s ,

d o r , y a q u e e l v a lo r m a r g in a l d e la d e u d a r e s c a ­

s e r á n m á s b ie n lim ita d o s . T r e s fa c to r e s p r in c i­

ta d a p u e d e se r m e n o r q u e e l p r e c io p a g a d o p o r

p a le s c o n tr ib u y e n a q u e e s o s r e s u lta d o s p u e d a n

e lla .* ^ E n s e g u n d o l u g a r , l o s d e f e n s o r e s i n c o n d i ­

s e r in s a tis fa c to r io s : p r im e r o , u n a o f e r t a d e f ic it a ­

c io n a le s d e l P la n B r a d y s u e l e n s u p o n e r e n f o r m a

r ia d e f i n a n c i a m i e n t o

p ú b l i c o p a r a e f e c t u a r la

r e c o m p r a d e la d e u d a b a n c a r ia ; s e g u n d o , u n a c o o r d in a c ió n in a d e c u a d a d e lo s b a n c o s p o r p a r te d e lo s o r g a n is m o s p ú b lic o s , lo q u e p e r m it e a lo s p r im e r o s s o s la y a r o p c i o n e s q u e e f e c t iv a m e n t e r e ­ d u c i r ía n la d e u d a a n i v e le s a d e c u a d o s p a r a s u s e r v ic io , y t e r c e r o , la a u s e n c ia d e m e d id a s e s p e ­ c ífic a s p a r a e n f r e n t a r e l p r o b le m a d e l s e r v ic io d e la d e u d a o f ic ia l, q u e t ie n e u n p e s o e x c e s iv o e n m u c h o s p a ís e s . E n v is ta d e e s ta s tr e s g r a v e s d e f ic ie n c ia s , e s p o s ib l e q u e e l P la n B r a d y n o p e r m it a e lim in a r to ta lm e n te e l p r o b le m a d e l s o b r e e n d e u d a m ie n -

®Respecto a los detalles de cómo funcionad Plan Brady,

véase cepal, 1990a. *^ En un esquema de reducción voluntaria, la conversión de la deuda a bonos con descuento, ilustrada en el acuerdo suscrito por México, es una operación “indirecta” de recom­ pra de deuda. Véase un análisis de la equivalencia entre la recompra directa y la conversión a bonos en Dooley, 1988, pp. 714-722.

La CEPAL h a estimado que con el nivel de Financiamiento público actual (30 a 35 mil millones de dólares), el Plan Brady puede reducir la deuda neta de la región sólo entre 13 y 15%. Véase c e p a l , 1990a, pp. 115-116. ’^Cuando la probabilidad de pago de un país latinoa­ mericano es incierta, el descuento registrado sobre la deuda en los mercados secundarios refleja esta incertidumbre. Su­ pongamos que, en el escenario optimista, el país pueda pagar 1 0 0 % de la deuda, mientras que en el pesimista pueda pagar solamente 25%, Supongamos además que existe un cuarto de probabilidad de que se cumpla con el escenario optimista, y tres cuartos de que se caiga en el pesimista. El precio de un dólar de deuda en el mercado secundario será de cuarenta y cuatro centavos, o sea, el promedio ponderado de los dos escenarios. En la operación de recompra, el país pagará por lo menos 44 centavos por dólar de deuda, aunque el valor marginal de un dólar rescatado para el deudor sea solamente de 25 centavos, debido a la baja probabilidad (25%) de que se cumpla con la totalidad del servicio de la deuda. Sólo en el caso de que se elimine definitivamente el problema del sobreendeudamiento se logra superar este dilema. Para un análisis más a fondo de ese problema, véase Bülow y Rogoff, pp. 675-704.

REVISTA DE LA CEPAL N* 43 I Abril de 1991

30

i m p l í c i t a q u e l a r e l a c i ó n e n t r e l a r e d u c c i ó n d e la

pago

d e u d a y la b a ja d e la p r im a d e r ie s g o d e l s e c t o r

m á s p o s ib ilid a d e s d e s e r r e s u e lt o s a tr a v é s d e u n

p r i v a d o e s d e n a t u r a le z a c o n t in u a : a s í, p o r e j e m ­

in c u m p lim ie n t o f o r m a l. E n v is ta d e q u e lo s t e ­

p lo , u n a r e d u c c ió n d e 30 % e n e l s o b r e e n d e u d a ­

n e d o r e s d e b o n o s so n tr a d ic io n a lm e n te p o c o to ­

m i e n t o c o n s e g u i r í a u n a b a j a s i m i l a r d e la s e x p e c ­

le r a n te s f r e n t e al in c u m p lim ie n t o , e l p a ís d e u d o r

ta tiv a s

m o r o s o p o d r ía e v e n t u a lm e n t e e n c o n tr a r s e a b r u ­

a d v ersa s

de

lo s

in v e r s io n is t a s .

S in

que

su rja n

p o s te r io r m e n te

te n d r á n

aún

e m b a r g o , s i s e t o m a n e n c u e n t a la e x is t e n c i a d e

m a d o c o n d e m a n d a s le g a le s in ic ia d a s p o r a c r e e ­

b a r r e r a s a l a i n f o r m a c i ó n , la f i r m e z a d e l a s e x ­

d o r e s d e sc o n te n to s.

p e c t a t iv a s a d v e r s a s d e s p u é s d e o c h o a ñ o s d e c r is is y la i n t e r d e p e n d e n c i a

d e lo s in v e r s io n is ta s e n

L a s d ific u lta d e s s e ñ a la d a s m u e s tr a n q u e e l l'la n B r a d y , tr a s c r e a r e x p e c t a t iv a s d e q u e o f r e ­

c u a n t o a la t o m a d e d e c i s i o n e s , l o p r o b a b l e e s

c e r ía u n

q u e e n l a p r á c t i c a e s a r e l a c i ó n n o f u n c i o n e a s í.

con

O s e a , la r e d u c c i ó n d e la d e u d a d e b e lle g a r a u n

A m é r ic a L a tin a , n o s e r á n e c e s a r ia m e n t e u n a p a ­

u m b r a l c r ít ic o a n t e s d e q u e t r a ig a c o n s i g o u n a

n a c e a p a r a e l p r o b l e m a d e la t r a n s f e r e n c i a n e ­

m e r m a s ig n i f i c a t i v a d e la p r im a d e r ie s g o a m e ­

g a tiv a d e r e c u r s o s . A d e m á s , e l P la n c r e a n u e v o s

d ia n o p la z o d e l s e c to r p r iv a d o .

d ile m a s p a r a lo s p a ís e s d e u d o r e s ( e n t o r n o a c ó ­

A s í, e n e l c a s o d e q u e e l P la n B r a d y p e r m it a

m e c a n is m o c o n s e n s u a l p a r a te r m in a r

e l p r o b le m a

del

s o b r e e n d e u d a m ie n to

en

m o u t iliz a r m e j o r lo s e s c a s o s p r é s t a m o s o f ic ia le s )

l o g r a r s ó l o u n a r e d u c c i ó n p a r c ia l d e l s o b r e e n ­

y ta m b ié n

d e u d a m i e n t o , s u s b e n e f i c i o s s e r á n p o r lo g e n e r a l

c u a le s s e e n c u e n tr a n a h o r a p r e s io n a d a s p a r a e x ­

i n c ie r t o s . P o r e s e m o t i v o , la p a r t ic ip a c ió n d e lo s

p a n d ir s u s p r é s ta m o s a a c tiv id a d e s q u e p o s ib le ­

p a r a la s a g e n c ia s m u l t ila t e r a le s , la s

p a ís e s d e u d o r e s e n e l p la n p o d r ía c o n s t it u ir ta n

m e n t e s e a n d e d u d o s a r e n ta b ilid a d . L o s b a n c o s ,

s ó lo u n a c to d e fe . E sta c o n c lu s ió n t ie n e r e p e r ­

e n c a m b io , tie n e n m a y o r e s p e r s p e c tiv a s d e t e r ­

c u s io n e s r e a le s p a r a lo s p a ís e s la t in o a m e r ic a n o s ,

m in a r e n u n a p o s ic ió n r e la t iv a m e n t e m á s f a v o ­

y a q u e e l P la n B r a d y in s ta a lo s d e u d o r e s a u tiliz a r

r a b le , d a d o q u e , si a sí lo d e s e a n , p u e d e n v e n d e r

p a r te d e su s e s c a s a s r e s e r v a s in te r n a c io n a le s , d e

s u s p r é s t a m o s e n m a s a , y a le ja r s e a sí d e lo s p r o ­

l o s p r é s t a m o s d e a p o y o a la b a l a n z a d e p a g o s

b le m a s d e A m é r ic a L a tin a .

p r o v e n ie n t e s d e l B a n c o M u n d ia l y e l F o n d o M o ­ n e t a r io I n t e r n a c i o n a l , y d e la a y u d a b ila t e r a l, p a ­ r a f i n a n c i a r l a s o p e r a c i o n e s d e r e d u c c i ó n d e la d e u d a . S in e m b a r g o , d e s d e e l p u n t o d e v is ta d e l u s o a lt e r n a t iv o d e d iv is a s e s c a s a s , e s p o s ib le q u e la a s ig n a c i ó n d ir e c t a d e d i c h o s r e c u r s o s a s u p r o ­ p ó s it o o r ig in a l (e s d e c ir , a l f in a n c ia m ie n t o d e l b a la n c e d e p a g o s y d e p r o y e c t o s d e in v e r s ió n ) p e r m it ie s e u n r e n d im ie n t o m a y o r q u e lo s b e n e ­ fic io s a m b ig u o s q u e p u e d e b r in d a r e l e s q u e m a d e r e d u c c i ó n p a r c ia l d e l s o b r e e n d e u d a m ie n t o . O t r o i n c o n v e n i e n t e d e la s r e d u c c i o n e s p a r ­ c ia le s d e l s o b r e e n d e u d a m ie n t o t ie n e q u e v e r c o n la c o n v e r s i ó n

P a ra s u p e r a r e sa s d ific u lta d e s y e le v a r su e f i ­ c ie n c ia c o m o v e h í c u lo d e r e d u c c i ó n d e la d e u d a e in s t r u m e n t o d e r e a c t iv a c ió n e c o n ó m ic a , e l P la n B r a d y , e n t r e o tr a s c o s a s , t e n d r ía q u e h a c e r lo s ig u ie n t e : p r im e r o , tr ip lic a r , a u n a s u m a d e a l­ r e d e d o r d e 9 0 m il m illo n e s d é d ó la r e s , lo s r e c u r ­ so s p ú b lic o s d is p o n ib le s p a r a fin a n c ia r e l r e s c a te d e lo s títu lo s b a n c a r io s e n e l m e r c a d o s e c u n d a ­ r io ;* ^ s e g u n d o , r e f o r z a r l a c a p a c i d a d d e l F o n d o M o n e ta r io

In te r n a c io n a l p a r a

a p r o b a r o fic ia l­

m e n t e la a c u m u l a c ió n d e a t r a s o s p o r p a r t e d e p a ís e s c u y o s p r o c e s o s d e a ju s te ( c o n c r e c im ie n t o ) s e v e n o b s t a c u liz a d o s p o r la f a lt a d e c o o p e r a c i ó n

d e la s o b lig a c io n e s e x is t e n t e s e n

b o n o s , c o m o i n s t r u m e n t o p a r a la r e c o m p r a d e la d e u d a e n e l m e r c a d o s e c u n d a r i o . E n e s a s it u a ­ c i ó n , e i n d e p e n d i e n t e m e n t e d e la m a g n i t u d d e l d e s c u e n t o , e l p a ís d e u d o r te r m in a r ía e n f r e n t a n ­ d o e n e l f u t u r o u n a m a y o r r ig i d e z e n la a d m i ­ n i s t r a c ió n d e s u d e u d a . E s to s u c e d e r á p o r q u e lo s b o n o s (a d i f e r e n c i a d e l o s p r é s t a m o s ) s o n d i f í c i l e s d e r e p r o g r a m a r y d e s u j e t a r a la p o lít ic a a n t e s m e n c io n a d a d e p r é s ta m o s in v o lu n ta r io s . C u a n d o e l d e s c u e n t o e s in s u f ic ie n t e p a r a e lim in a r e l e x ­ c e s o d e lo s p a s iv o s e x t e r n o s , lo s p r o b le m a s d e

^ En cuanto a la meta de lograr una rápida eliminación del sobreendeudamiento, la alternativa de más fmanciamiento público para la reducción de la deuda es un esquema oficial basado en la plena coerción; por ejemplo, una nueva legislación en los países acreedores que obligue a los bancos comerciales a ajustar la deuda a niveles que los países deu­ dores puedan servir. Sin embargo, la posibilidad de que se adopte un esquema tan conflictivo en países como los del Norte, donde suelen regir las decisiones consensúales, es aún más remota que la introducción de un esquema voluntario bien financiado.

A. LATINA Y LAS CORRIENTES FINANCIERAS Y COMERCIALES / R.Devlin y M.Guerguü

31

Cuadro 4 PAISES EN DESARROLLO; CONVERSION DE LA DEUDA EXTERNA A INVERSIONES O MONEDA LOCAL {Millones de dólares) 1985

1986

1987

Conversión de la deuda a capital

497

815

3 167

Conversión de la deuda a moneda local

156

438

796

1988

1989

198

4 500

8

1 639

2 238

1 244

6

1990

853

Fuente: Michael Bouchet, “Transnational banks and external indebtedness of developing coun­ tries”, Nueva York, Centro de las Naciones Unidas sobre Empresas Transnacionales (c e t ), no­ viembre de 1990,

d e la b a n c a p r iv a d a e n m a t e r ia d e r e d u c c i ó n d e

h a c e v a r io s a ñ o s la c o n v e r s ió n d e la d e u d a b a n -

la d e u d a , y t e r c e r o , p e r m it i r u n a f u e r t e r e d u c ­

c a r ia a in v e r s io n e s e s o t r a m o d a lid a d c o n s e n s u a l

c i ó n d e la d e u d a b i l a t e r a l , a s í c o m o la c r e a c i ó n

d e r e d u c c ió n d e lo s p a s iv o s e x t e r n o s . E l m o n t o

d e n u e v o s m e c a n is m o s d e s t i n a d o s a a liv ia r la c a r ­

d e e sta s c o n v e r s io n e s c r e c ió d e 5 0 0 m illo n e s d e

g a d e l a s o b l i g a c i o n e s m u lt i la t e r a l e s .* '^

d ó la r e s e n 1 9 8 5 a 9 m il m illo n e s e n 1 9 9 0 (c u a d r o

E s t a s y o t r a s r e f o r m a s p o d r í a n m e j o r a r la

4 ). L o s b a n c o s c o m e r c ia le s h a n p r o m o v i d o a c ti­

e f ic ie n c i a d e l P la n B r a d y , y e s c la r e c e r s u s b e n e ­

v a m e n t e ta le s tr a n s a c c io n e s , p o r q u e le s p e r m it e

fic io s p a r a lo s p a ís e s d e u d o r e s . L a m e n ta b le m e n ­

s a l i r d e l p r o b l e m a d e la d e u d a c o n d e s c u e n t o s

t e , la s p e r s p e c t iv a s d e q u e s e f o r t a le z c a a s í e l P la n

i n f e r i o r e s a lo s q u e s e e s t á n r e g i s t r a n d o e n la s

n o s o n m u y b u e n a s . E n fr e n ta d o s a su s p r o p io s

o p e r a c io n e s d e l m e r c a d o s e c u n d a r io . E n c a m b io ,

d e s e q u i l i b r i o s f is c a le s , io s g o b i e r n o s d e la m a y o ­

lo s p a ís e s d e u d o r e s a m e n u d o

han

exp resad o

r ía d e i o s p a í s e s a c r e e d o r e s s e h a n m o s t r a d o r e ­

r e s e r v a s r e s p e c to a d ic h a m o d a lid a d d e c o n v e r ­

a c io s a f in a n c ia r

s ió n c ita n d o , e n t r e o tr a s c o s a s , e l s u b s id io q u e

in ic ia tiv a s in t e r n a c io n a le s d e s u v e z , la p o s ib ilid a d d e

e lla r e p r e s e n t a p a r a lo s i n v e r s io n is t a s e x t r a n j e ­

q u e lo s g o b ie r n o s a c r e e d o r e s y lo s o r g a n is m o s

r o s , s u i m p a c t o s o b r e l a o f e r t a m o n e t a r i a y la s

gran

envergad ura. A

m u ltila te r a le s d e

fin a n c ia m ie n to

a p liq u e n

una

p r e s i ó n o f i c i a l f u e r t e y s o s t e n id a s o b r e la b a n c a

ta s a s in t e r n a s d e in t e r é s y la c u e s t ió n d e la s o b e ­ r a n ía .* * ’

d e p e n d e d e u n c o m p lic a d o j u e g o d e in te r e s e s y

E n v e r d a d , lo s e f e c t o s a d v e r s o s d e r iv a d o s d e

d e f u e r z a s p o lític a s q u e s o n e n e f e c t o m u y d if í­

la c o n v e r s i ó n d e l a d e u d a a i n v e r s i o n e s j u s t i f i c a n

c ile s d e c o n tr o la r .

q u e s e r e s tr in ja e l u s o d e e s ta m o d a lid a d c o m o

P o r lo t a n t o , a l in ic ia r s e lo s a ñ o s n o v e n t a , e l

m e c a n is m o g e n e r a l d e r e d u c c i ó n d e la s o b l i g a ­

c a m in o h a c ia u n a s o lu c ió n c o n c e r t a d a y e fic a z a l

c io n e s e x t e r n a s ; n o o b s t a n t e , a p lic a d a s e le c t iv a ­

p r o b le m a d e l s o b r e e n d e u d a m ie n t o s e v e to d a v ía

m e n t e p a r a lo g r a r o b je tiv o s b ie n

lle n o d e o b s tá c u lo s . L o s p a ís e s la t in o a m e r ic a n o s

in v e r s ió n , p u e d e o f r e c e r r e a le s o p o r t u n id a d e s .

d e b e n tr a n s ita r p o r d ic h o c a m in o c o n m u c h a c a u ­

P o r e je m p lo , h a y c a s o s e n lo s c u a le s ta l v e z s e a

d e fin id o s d e

te la , y a q u e la s o p c i o n e s o f r e c id a s p o r e l e s q u e m a

n e c e s a r io o t o r g a r u n s u b s id io p a r a a tr a e r c ie r ta s

o f i c i a l d e r e d u c c i ó n d e la d e u d a p o d r í a n e n a l­

in v e r s io n e s e x tr a n je r a s ; e n e s ta s c ir c u n s ta n c ia s ,

g u n a s c ir c u n s t a n c ia s t e n e r r e p e r c u s io n e s in d e ­

u n a o p e r a c ió n d e c o n v e r s ió n d e d e u d a p u e d e

s e a d a s s o b r e e l f in a n c ia m ie n t o d e l d e s a r r o llo . ii)

C o n v e rsió n de la d e u d a a in versio n es. D e s d e

Véase éstas y otras propuestas para mejorar la ope­ ración del Plan Brady en c e p a i , 1990a, cap, 4, y Rosenthal, 1990, pp. 17-20.

ser c o n v e n ie n te c o m o c a n a l p a ra o to r g a r e l s u b ­ s id io . A s im is m o , si s e d e s e a

p r iv a tiz a r r á p id a -

’ Véase un análisis de algunos de estos problemas en Lahera, 1987 y Ffrench-Davis, 1987.

REVISTA DE LA CEPAL N“ 43 / Alml de 1991

32

m e n t e a lg u n a s e m p r e s a s p ú b lic a s , lo s p r o g r a m a s

in t r o d u c i r u n a r e s t r ic c ió n d e p a g o s e s la f a lta

de

m e c a n is m o s

d e o p c io n e s c o n s e n s ú a le s f r e n t e a lo s e x c e s iv o s

e f e c t i v o s p a r a a t r a e r la p a r t ic ip a c ió n d e lo s b a n ­

p a g o s d e s e r v ic io y a s u s e f e c t o s d e s e s t a b iliz a d o ­

c o s e x t r a n je r o s y d e o tr o s in v e r s io n is ta s .

res.

c o n v e r s ió n

p u ed en

c o n s titu ir

E v id e n t e m e n t e , e l s e r v ic io

de una

deuda

A tr a v é s d e p r o g r a m a s d e e s ta ín d o le p o d r ía

s o b r e v a lu a d a p e r ju d ic a m u c h o e l d e s a r r o llo d e

f o m e n t a r s e t a m b i é n la r e p a t r i a c i ó n d e c a p i t a l e s

lo s p r o g r a m a s d e t r a n s f o r m a c ió n e s t r u c t u r a l d e

fu g a d o s.

la s e c o n o m í a s l a t i n o a m e r i c a n a s . E n v i s t a d e l o s

P u e s t o q u e la b a n c a s e in c lin a a a p r o v e c h a r

p r o b le m a s o p e r a t iv o s d e l P la n B r a d y a n t e s m e n ­

l o s e s q u e m a s n a c i o n a l e s d e c o n v e r s i ó n d e la d e u ­

c io n a d o s , la r e s t r ic c ió n u n ila t e r a l d e p a g o s p u e d e

d a e n in v e r s io n e s , y d a d o q u e e s o s p r o g r a m a s

s e r a v e c e s la ú n ic a m a n e r a d e c o n s e g u i r e l f i ­

t r a e n c o n s i g o a lz a s e n la c o t iz a c ió n d e lo s t ít u lo s

n a n c ia m ie n to

de deuda

e n lo s m e r c a d o s s e c u n d a r io s , c a b r ía

c o n d ic io n a r e l in ic io d e u n p la n d e c o n v e r s ió n a

a d ic io n a l n e c e s a r io

para

apoyar

p r o g r a m a s e fic ie n te s d e a ju ste y d e tr a n s fo r m a ­ c i ó n e c o n ó m ic a .* ®

la a p r o b a c i ó n p r e v ia d e u n p a c t o g lo b a l d e r e ­

En seg u n d o

l u g a r , la r e s t r i c c i ó n d e p a g o s

d u c c i ó n d e f i n i t i v a d e la d e u d a . S e e l i m i n a r í a a s í

p u e d e s e r la e t a p a in ic ia l e n la n e g o c i a c i ó n d e

e l c a r á c te r a d h o c d e lo s p r o g r a m a s d e c o n v e r s ió n

u n a c u e r d o d e f i n i t i v o d e r e d u c c i ó n d e la d e u d a .

d e la d e u d a e n in v e r s io n e s , i n s e r t á n d o l o s e n u n a

C a b e r e c o r d a r q u e e s d ifíc il n e g o c ia r u n a g r a n

s o l u c i ó n g lo b a l q u e e x i g i e s e m a y o r e s s a c r ific io s

r e b a ja e n la d e u d a c u a n d o e l p a ís d e u d o r e s t á

a la b a n c a p r i v a d a .

s ir v ie n d o p u n tu a lm e n te s u d e u d a c o n tr a c tu a l. E sa c o n c lu s ió n , p o r p a r a d ó jic a q u e p a r e z c a , r e ­

c)

F ó rm u la s u n ila te ra le s de red u cció n de la d eu d a

fle ja e l h e c h o d e q u e lo s b a n c o s c o m p a r a n s ie m ­ p r e c u a lq u ie r a c u e r d o , p o r m o d e s t o q u e s e a , c o n

E n v is t a d e la s d e f i c i e n c i a s d e l P la n B r a d y , y d e la s in c ie r ta s p e r s p e c t iv a s d e q u e e m e r j a u n a v e r d a d e r a s o lu c ió n p ú b lic a c o n c e r t a d a f r e n t e al p r o b l e m a d e la d e u d a , n o p u e d e d e s c a r t a r s e u n a r e s t r i c c i ó n u n i l a t e r a l d e l s e r v i c i o d e la s o b l i g a ­ c io n e s e x t e r n a s c o m o m e d id a tr a n s ito r ia s u b ó p ­ tim a d e f in a n c ia m ie n t o p a r a lo s p a ís e s d e u d o r e s . D e h e c h o , la m a y o r í a d e l o s p a í s e s d e l a r e g i ó n h a n a p l i c a d o u n a r e s t r ic c ió n p a r c ia l o t o t a l d e s u s e r v ic io a lo s b a n c o s c o m e r c ia le s y a o t r o s a c r e e ­ d o r e s .* ® A s í , p a r a la m a y o r í a d e l o s p a í s e s l a t i ­ n o a m e r ic a n o s la c u e s t i ó n n o e s s i s e d e b e r e s t r in ­ g ir lo s p a g o s , s in o c ó m o r e s tr in g ir lo s y p o r c u á n t o tie m p o . E l t e m a e s d e lic a d o , y e s tá c la r o q u e lo s b e ­ n e f ic io s y lo s c o s t o s d e ta l r e s tr ic c ió n d e p e n d e r á n d e la s c ir c u n s t a n c ia s e s p e c íf ic a s d e c a d a p a ís. N o o b s t a n t e , si s e q u i e r e f o r m u l a r u n a e s t r a t e g ia n a ­ c io n a l a l r e s p e c t o , la e x p e r i e n c i a s e ñ a la q u e c o n ­ v i e n e t o m a r e n c u e n t a a l g u n a s c o n s i d e r a c i o n e s . *^ En

p r im e r lu g a r , e l m o t iv o p r in c ip a l p a r a

e l sta tu quo. E n e l c a s o d e q u e e l s e r v i c i o d e la d e u d a s e a p u n t u a l, c la r a m e n t e v a n a p r e f e r ir e l

sta tu quo. E n c a m b i o , l a r e s t r i c c i ó n d e l s e r v i c i o i n d i c a la i h c a p a c i d a d m a t e r i a l d e l d e u d o r d e s e r ­ v ir s u d e u d a . E n t a le s c ir c u n s t a n c ia s , la s d o s p a r ­ te s s a b e n q u e e l t ie m p o p u e d e f a v o r e c e r a l p a ís d e u d o r , p o r q u e c u a l q u i e r e s t a n c a m i e n t o d e la s n e g o c i a c i o n e s m a n t i e n e e l sta tu quo y a s í m a x i m i z a e l a l i v i o d e l s e r v i c i o d e la d e u d a . E n c a m b i o , t o d o a c u e r d o f o r m a l d e r e d u c c i ó n d e la d e u d a s ig n ific a r á u n a u m e n t o e n lo s p a g o s d e s e r v ic io r e s p e c t o a l sta tu q uo, m e j o r a n d o d e e s e m o d o la s itu a c ió n d e lo s b a n c o s , a u n c u a n d o la r e d u c c ió n f o r m a l d e la d e u d a s e a b a s t a n t e s ig n if ic a t iv a . E n t e r c e r lu g a r , lo s b e n e f ic io s q u e p u e d a n d e r iv a r d e u n a r e s tr ic c ió n d e p a g o s d e p e n d e r á n p r i n c ip a lm e n t e d e la e v o l u c i ó n d e f a c t o r e s i n t e r ­ n os.

P a r a q u e la r e s t r ic c ió n

se tr a n sfo r m e

en

fu e n t e e fe c tiv a d e f in a n c ia m ie n to e x t e r n o a d i­ c io n a l, y s ir v a d e b a s e p a r a u n e v e n t u a l a c u e r d o d e f i n i t iv o d e r e d u c c i ó n d e la d e u d a , l o s a c r e e ­ d o r e s t ie n e n q u e p e r c ib ir q u e d ic h a p o lít ic a u n i­

Los atrasos de América Latina sólo en lo que toca al pago de intereses sobre la deuda excedieron a los 18 mil millones de dólares en 1989. La cifra podría haber llegado a 25 mil millones de dólares de mediados de 1990. *^La CEPAL ha realizado algunos estudios sobre la ex­ periencia de los países en condiciones de restricción de pagos. Para algunos antecedentes preliminares, véase CEPAL 1990a, cap. 5, y Altimir y Devün (en prensa).

la te r a l e s v ia b le y s o s t e n ib le . S ó lo a sí t e n d r á n e llo s

®Es interesante anotar que en el contexto de los resul­ tados poco alentadores de la mayoría de los programas de ajuste en América Latina, dos de los casos considerados como “exitosos" (Costa Rica y Bolivia) utilizaron una moratoria para apoyar sus programas de ajuste y estabilización.

A, LATINA Y LAS CORRIENTES FINANCIERAS Y COMERCIALES / R.Devlin y M.Guerguil

33

i n c e n t iv o s p a r a in ic ia r n e g o c ia c i o n e s s e r ia s e n

A d e m á s d e e s ta b le c e r u n a b a se in te r n a s ó lid a

b u sc a d e u n a v e r d a d e r a s o lu c ió n al s o b r e e n d e u ­

p a r a s o s t e n e r la r e s t r ic c ió n d e p a g o s , s e n e c e s it a

d a m i e n t o . L a e s t a b ilid a d d e la p o lít ic a f r e n t e a l

p r o t e g e r e l fla n c o e x t e r n o . P u e d e s e r ú til to m a r

e x c e s i v o s e r v ic io d e la d e u d a a n t ig u a e s t a m b ié n

m e d id a s c o n c ilia to r ia s h a c ia lo s a c r e e d o r e s , p r e ­

u n fa c to r im p o r t a n t e p a r a m in im iz a r lo s e f e c t o s

s e n t a n d o p o r e j e m p l o la r e s t r ic c ió n c o n la m e n o r

n e g a tiv o s d e l s o b r e e n d e u d a m ie n to e n e l c o m p o r ­

fa n f a r r ia p o s ib le y h a c ie n d o h in c a p ié e n su n a ­

t a m i e n t o d e l o s i n v e r s io n is t a s p r iv a d o s ; o s e a , la

tu r a le z a e s p e c ia l, lig a d a a l p e s o in s o p o r t a b le d e

a d o p c ió n

d e r e g la s d e l j u e g o c la r a s y e s t a b le s

la t r a n s f e r e n c ia d e r e c u r s o s . S e p u e d e t a m b ié n

r e s p e c t o a l m a n e j o d e l s e r v i c i o d e la d e u d a a n ­

tr a ta r d e m a n t e n e r a b ie r t a s la s lín e a s d e c o m u ­

t ig u a p u e d e p e r m it ir a lo s n u e v o s in v e r s io n is ta s

n ic a c ió n c o n lo s a c r e e d o r e s , o f r e c ié n d o le s f ó r ­

id e n t if ic a r m á s f á c ilm e n t e “n ic h o s ” d e o p o r t u n i­

m u la s c o n s tr u c tiv a s p a r a s u p e r a r e l e x c e s iv o v a ­

d a d e n la e c o n o m ía d e l p a ís d e u d o r .

lo r n o m i n a l d e la d e u d a . C o m o u n s í m b o l o d e

S i e m p r e e n e l f r e n t e i n t e r n o , la e f ic ie n c i a d e

b u e n a v o lu n ta d se p u e d e fin a lm e n te c o n s id e r a r

l a r e s t r i c c i ó n d e p a g o s d e p e n d e r á m u c h o d e la

e l p a g o p a r c ia l d e l s e r v ic io d e la d e u d a c o n t r a c ­

e x is te n c ia d e u n p r o g r a m a e c o n ó m ic o c o h e r e n te ,

t u a l , s i e m p r e e n m o n t o s c o n g r u e n t e s c o n la c a ­

c u y o o b je tiv o se a lo g r a r u n a ju ste e str u c tu r a l e f i­

p a c id a d d e p a g o y c o n lo s r e q u e r im ie n to s d e l

c a z. L a c o h e r e n c ia d e l p r o g r a m a e c o n ó m ic o o to r ­

p r o g r a m a e c o n ó m ic o . E sto s p a g o s s im b ó lic o s d e ­

g a l e g i t i m id a d a la r e s t r ic c ió n d e p a g o s , y a q u e

b e r ía n s e r a d e m á s s o b r e e l s e r v ic io c o r r ie n t e y

c r e a u n a b a s e o b j e t i v a p a r a d e t e r m i n a r la c a p a ­

n o so b r e a tr a so s a c u m u la d o s , y a q u e e sto s ú ltim o s

c id a d d e p a g o d e l p a ís a m e d ia n o y la r g o p la z o ,

s o n p a r le in te g r a l d e l p r o b le m a d e s o b r e e n d e u ­

l a q u e s e r v i r á d e b a s e p a r a l a n e g o c i a c i ó n c o n la

d a m ie n to y, p o r e n d e , su s o lu c ió n d e b e r ía e s p e ­

b a n c a . A d e m á s , in s p ir a a lo s a g e n t e s e c o n ó m ic o s

r a r u n a c u e r d o g lo b a l d e f in it iv o c o n lo s a c r e e ­

n a c io n a le s u n c ie r t o r e s p e t o p o r la s d e c is io n e s

d o r e s . E n c ie r to s c a s o s ta l v e z c o n v e n d r ía in c lu s o

d e l e q u i p o e c o n ó m i c o , y g e n e r a la p e r c e p c i ó n d e

a n u n c ia r

q u e la r e s t r i c c i ó n d e p a g o s e s p a r t e d e u n a i n i ­

f o r m a c o n c ilia t o r ia , u n p la n d e p a g o p a r a c ie r t o s

c ia tiv a n a c io n a l m á s a m p lia p a r a m e jo r a r e l d e ­

a c r e e d o r e s (p o r e j e m p lo , d e c ir q u e se d e s tin a r á

s e m p e ñ o d e la e c o n o m í a , c o n la s c o r r e s p o n d i e n ­

a l s e r v ic io d e la d e u d a u n p o r c e n t a j e X d e la s

u n ila te r a lm e n te , a u n q u e s ie m p r e

en

te s o p o r t u n id a d e s p a r a o b t e n e r u t ilid a d e s . M ás

e x p o r ta c io n e s o d e l p r o d u c to in te r n o b r u to ), c o n

a ú n , s e h a o b s e r v a d o q u e lo s a c r e e d o r e s e x tr a n ­

m ir a s a e s t a b iliz a r la s e x p e c t a t i v a s d e lo s a g e n t e s

j e r o s y lo s o r g a n is m o s in t e r n a c io n a le s h a n m o s ­

p r i v a d o s r e s p e c t o a l a c c e s o a d iv is a s .^ ®

t r a d o c ie r t a r e n u e n c i a a d e n u n c i a r la r e s t r ic c ió n

E s n o r m a l q u e s e q u ie r a e x c l u i r d e la r e s t r ic ­

d e p a g o s d e u n p a ís c u a n d o é s t e h a v e n id o a p li­

c ió n d e p a g o s ia d e u d a c o n lo s o r g a n i s m o s m u l ­

cando un

tila te r a le s d e f in a n c ia m ie n t o . E s to s o r g a n is m o s

p r o g r a m a e c o n ó m ic o r e s p e ta b le . E n

c a m b i o , l a e x p e r i e n c i a h a d e m o s t r a d o q u e s i la

n o e s tá n c o n s t r e ñ id o s p o r lo s m is m o s c r ite r io s

r e s tr ic c ió n c a r e c e d e l r e s p a ld o d e u n p r o g r a m a

d e e v a lu a c ió n d e l r ie s g o q u e lo s c a p ita le s p r iv a ­

e c o n ó m ic o s e r io y s o s te n ib le , s e d e s p r e s tig ia r á ­

d o s , y p o r c o n s ig u ie n te c o n s titu y e n u n a f u e n te

p id a m e n t e y p u e d e e n t r a ñ a r c o s to s p o lític o s y

p o te n c ia lm e n te fle x ib le d e fin a n c ia m ie n to ; a d e ­

e c o n ó m ic o s m u y e le v a d o s , t e r m in a n d o c o m p le ­

m á s, in c u r r ir e n a tr a so s c o n in s titu c io n e s m u lti­

ta m e n te d e s a c r e d ita d a c o m o m e d io p a r a n e u tr a ­

la t e r a le s d e c r é d it o p o d r ía s e r i n t e r p r e t a d o p o r

liz a r e l s o b r e e n d e u d a m ie n t o .

te r c e r o s c o m o u n a c to d e d e s e s p e r a c ió n q u e d e ­

P o r o t r a p a r t e , p a r a q u e la r e s tr ic c ió n d e p a ­

s a c r e d ita r ía e l m a n e j o g e n e r a l d e l p r o c e s o

de

g o s s e a e f ic ie n t e s e n e c e s ita u n a c u id a d o s a g e s ­

a ju ste y tr a n s fo r m a c ió n . C o n v ie n e ta m b ié n t o ­

tió n p o lític a . E n e l f o n d o , e l m a n e j o o r d e n a d o

m a r m e d id a s p a r a p r e c a v e r s e d e u n a p o s ib le in -

d e la r e s t r ic c ió n d e p e n d e m u c h o d e l s u r g im ie n t o d e u n c o n s e n s o n a c io n a l q u e a p o y e e s ta m e d id a c o m o u n a o p c i ó n t r a n s i t o r i a r a z o n a b l e a la l u z d e la s lim it a d a s o p c i o n e s q u e o f r e c e n lo s a c r e e ­ d o r e s . D ic h o c o n s e n s o n o n a c e a u to m á tic a m e n te y r e q u ie r e u n e s f u e r z o p o lít ic o e in f o r m a t iv o d i­ r ig id o a lo s g r u p o s n a c io n a le s q u e m á s in f lu y e n s o b r e la o p i n i ó n p ú b lic a .

®El único país en América Latina que desarrolló un plan formal unilateral de pago fue Perú, Si bien la restricción funcionó relativamente bien al principio, sus beneficios en gran medida se disiparon debido a graves problemas en el programa económico del país. Para un análisis del plan uni­ lateral de pagos de Perú, véase Figueroa, en Altimir y Devlin (comp.) (en prensa).

REVISTA DE LA CEPAL N ' 43 / Abril de 1991

34

t e r r u p c i ó n d e l a c c e s o a la s lín e a s c o m e r c i a l e s d e

p a ís e s q u e n o h a b ía n f ir m a d o a c u e r d o a lg u n o

c r é d it o d e c o r t o p la z o . F in a lm e n t e , ta m b ié n e n

c o n s u s a c r e e d o r e s , a lg u n o s d e lo s c u a le s in c lu s o

e l fla n c o e x t e r n o , p u e d e n s e r ú tile s m e d id a s p a r a

m o s tr a b a n s e r io s a tr a s o s e n e l s e r v ic io d e s u d e u ­

p r o t e g e r la s r e s e r v a s in t e r n a c io n a le s e n c o n tr a

d a . L a b a n c a r e c ib ió d e m u y m a l g r a d o e s o s d e ­

d e la p o s i b i l i d a d d e a c c i o n e s h o s t i l e s p o r p a r t e

s e m b o ls o s , y a q u e d e b ilit a r o n s e n s ib le m e n t e s u

d e a l g u n o s a c r e e d o r e s p r iv a d o s (c e pa l , 1 9 9 0 a ,

p r o p io p o d e r d e n e g o c ia c ió n .

c a p . 5 ).

Si

b ie n e s ta n u e v a p o lít ic a d e l fm i e s p o t e n ­

E n c u a r t o lu g a r , e n u n a e s t r a te g ia o r d e n a d a

c ia lm e n t e v a lio s a p a r a lo s p a ís e s d e u d o r e s , h a y

p a r a la r e s t r i c c i ó n u n i l a t e r a l d e p a g o s e s p r e c i s o

q u e a d v e r tir , s in e m b a r g o , q u e s u a p lic a c ió n e s

c o n s id e r a r e l h o r iz o n te te m p o r a l d e d ic h a r e s ­

to d a v ía m u y in c ie r ta , y q u e a p a r e n t e m e n t e e x is ­

t r i c c i ó n . L i m i t a r u n i l a t e r a l m e n t e e l s e r v i d o d e la

te n e n e l d ir e c t o r io d e l F o n d o d e s a c u e r d o s s e r io s

d e u d a c o n s titu y e p o r d e fin ic ió n u n a e s tr a te g ia

r e s p e c to al p a p e l q u e d e b e r ía d e s e m p e ñ a r e sa

t r a n s it o r ia . L o s a t r a s o s p u e d e n a liv ia r u n o d e lo s

in s titu c ió n

p r in c ip a le s e f e c t o s n e g a tiv o s d e l s o b r e e n d e u d a ­

d e u d a . L a la m e n t a b le v a c ila c ió n d e l F o n d o , y d e

m ie n t o (e l d e l f lu j o d e c a ja ) p e r o n o n e c e s a r ia ­

o t r o s o r g a n is m o s m u lt ila t e r a le s , f r e n t e a la m o ­

e n l o s p r o c e s o s d e r e d u c c i ó n d e la

m e n t e e l o t r o ( la p r i m a d e r i e s g o d e l s e c t o r p r i ­

r a to r ia b r a s ile ñ a e n 1 9 9 0 , e s u n b u e n e j e m p lo d e

v a d o ). P o r lo ta n to , c o n v ie n e q u e e l p a ís lle g u e

c ó m o e sta s in s titu c io n e s p u e d e n e s ta r su je ta s a

a u n a c u e r d o d e fin itiv o d e r e d u c c i ó n d e s u d e u d a

p r e s io n e s c a m b ia n te s d e lo s p a ís e s in d u s t r ia liz a ­

lo a n t e s p o s ib le . N o o b s t a n t e , e s to p u e d e d e m o ­

d o s r e s p e c t o a lo s a tr a s o s e n

r a r , e s p e c i a l m e n t e si e l p a ís d e u d o r e s p e q u e ñ o

áeuá?L {F in a n c ia l T im es, 1 9 9 0 d ) .

e l s e r v i c i o d e la

y d e p o c a i m p o r t a n c i a r e l a t i v a p a r a l a b an ca.'^ ^

P o r lo ta n to , a n te s d e e n tr a r e n u n a c u e r d o

P o r e j e m p l o , C o s t a R ic a e s t u v o e n m o r a c in c o

d e c r é d ito c o n tin g e n te o d e c r é d ito a m p lia d o c o n

a ñ o s a n t e s d e f in a liz a r u n a c u e r d o c o n la b a n c a

e l FMI, l o s p a í s e s d e u d o r e s d e b e r í a n n e g o c i a r c o n

e n m a y o d e 1 9 9 0 . B o liv ia h a e s t a d o e n m o r a c o n

e s e o r g a n i s m o e l m o n t o d e l s e r v ic io d e la d e u d a

la b a n c a d e s d e 1 9 8 2 ; p e s e a d o s g r a n d e s r e c o m ­

q u e su p r o g r a m a e c o n ó m ic o p u e d e s o s te n e r e n

p r a s d e su d e u d a b a n c a r ia e n e l m e r c a d o s e c u n ­

e l m e d i a n o p la z o , i n c o r p o r a n d o e n e l c á lc u lo la s

d a r i o (a u n p r e c i o d e 11 c e n t a v o s p o r d ó l a r ) , u n a

n e c e s id a d e s d e in v e r s ió n y d e c r e c im ie n to . L a

te r c e r a p a r te d e s u s o b lig a c io n e s s ig u e a c tu a l­

r e s u lt a n t e e s t im a c ió n d e la c a p a c id a d d e p a g o

m e n t e a t r a s a d a , a la e s p e r a d e a l g ú n t ip o d e c o n ­

d e b e r ía s e r u n p a r á m e tr o f ir m e y e x p líc it o d e l

v e n i o . L a n a t u r a le z a d ila t a d a d e la r e s p u e s t a d e

p r o g r a m a d e a ju ste e str u c tu r a l c o n e l F o n d o , s u ­

la b a n c a e s o t r o m o t i v o p o r e l c u a l e l p a ís d e u d o r

j e t o a m o d ific a c ió n s ó lo d e s p u é s d e q u e s e d e ­

d e b e p r e o c u p a r s e d e q u e la r e s t r ic c ió n d e p a g o s

m o s t r a r a la e x is t e n c i a i n d is c u t ib le d e u n e x c e ­

s e a o r d e n a d a y s o s te n ib le , y fo r m e p a r te d e u n

d e n te

p r o g r a m a e c o n ó m ic o e x ito s o e n m a te r ia d e a ju s­

m e d ia n o p l a z o . P o r lo d e m á s , s e r ía ú til q u e e l

te y e s t a b iliz a c ió n . F in a lm e n t e , s e p u e d e d e s t a c a r q u e e l P la n B r a d y h a c r e a d o c i r c u n s t a n c i a s e n la s c u a l e s e l

FMi p u e d e c o n v e r t i r s e e n u n a l i a d o p o t e n c i a l d e p a ís e s c o n p r o b le m a s d e p a g o s . E n e f e c t o , e l F o n ­ d o a h o r a t ie n e a u t o r iz a c ió n g e n e r a l p a r a d e s e m ­ b o ls a r p r é s t a m o s a u n q u e e l p a ís r e c e p t o r n o h a y a l o g r a d o u n a c u e r d o p r e v io c o n la b a n c a p r iv a d a p a r a a t e n d e r a l s e r v ic io d e s u d e u d a . D e h e c h o ,

de

d iv is a s

y

de

recu rso s

f is c a le s

en

el

F o n d o se c o m p r o m e tie s e a d e f e n d e r e sa e s tim a ­ c ió n d e la c a p a c id a d d e p a g o , p a r a q u e e lla s e t r a n s f o r m a r a e n l a b a s e d e l a n e g o c i a c i ó n c o n la b a n c a p a r a la r e d u c c i ó n d e l a d e u d a . P o r ú l t i m o , e l F o n d o d e b e r ía a c e p ta r a tr a s o s s e le c t iv o s e n e l s e r v ic io d e la d e u d a d e lo s p a ís e s a l o s b a n c o s c u a n d o é sto s n o se m u e str a n d is p u e s to s a r e s p e ­ ta r la e s t i m a c i ó n d e la c a p a c id a d d e p a g o d e l p a ís deud or.

d ic h o o r g a n is m o e fe c tu ó d u r a n te 1 9 8 9 -1 9 9 0 d e ­ s e m b o ls o s p o r c o n c e p t o d e p r é s t a m o s a v a r io s

bancos a menudo demoran un acuerdo con un deudor pequeño para evitar ej establecimiento de preceden­ tes que podrían generalizarse en las negociaciones con los deudores grandes.

Por ejemplo, se puede considerar la posibilidad de un reajuste del nivel de pagos después del quinto año de un programa de ajuste estructural, siempre y cuando la situación objetiva del país lo justifique. De forma similar, las cláusulas de recaptura debieran ser simétricas, permitiendo así una reducción del servicio de la deuda si es que cae la capacidad de pago del país.

A. LATINA Y LAS CORRIENTES FINANCIERAS Y COMERCIALES ! R.Devlin y M.Guerguü

2.

O b ten c ió n de n u e v o fin a n c ia m ie n to

35

t a m e n t e , o d e a l g ú n a c t iv o s ó l i d o f u e r a d e la s f r o n t e r a s d e l p a ís d e u d o r . L o s p r é s t a m o s d e e s ta

C o m o s e m e n c io n ó a n t e s , la n a t u r a le z a s is tè m ic a

ín d o le se e fe c tú a n fr e c u e n t e m e n t e e n fo r m a d e

d e l p r o b l e m a d e la d e u d a e x t e r n a h a c e q u e t a n t o

b o n o s , ya q u e m u c h o s a c r e e d o r e s p ie n s a n q u e

l o s d e u d o r e s s o l v e n t e s c o m o l o s i n s o l v e n t e s d e la

e s to s in s t r u m e n t o s s o n m e n o s v u ln e r a b le s a l in -

r e g ió n e n f r e n t e n d ific u lta d e s p a r a o b te n e r n u e ­

c u m p lim ie n to .2 ^ E l c o s t o d e e s t o s n u e v o s c r é d it o s

v o s r e c u r s o s e n lo s m e r c a d o s d e c a p ita le s i n t e r ­

s u e l e s e r m u y a l t o ( v a r i o s p u n t o s s o b r e l a libor ),

n a c io n a le s . S a lv o q u e

y s u p la z o d e p a g o b a s ta n te c o r to (p o r e je m p lo ,

se

produ zca

un

c a m b io

e l á m b ito e x t e r n o , e s ta r e s tr ic c ió n

3 a 5 a ñ o s ). L o s in v e r s io n is t a s p r e f ie r e n a m e n u ­

p r o b a b le m e n te s e g u ir á s ie n d o se v e r a g r a n p a r te

d o e fe c tu a r e s te tip o d e tr a n s a c c ió n c o n e l s e c to r

d r á s tic o e n

d e lo s a ñ o s n o v e n t a . A u n a s í, sí e x is t ir á n o p o r ­

p r iv a d o , ya q u e e n c o n tr a s te c o n e l s e c to r p ú b lic o ,

t u n id a d e s p a r a c a p ta r r e c u r s o s e n e l e x t e r io r .

m u c h a s e m p r e s a s p r iv a d a s la t in o a m e r ic a n a s d is ­ fr u ta n d e u n a s itu a c ió n fin a n c ie r a r e la tiv a m e n te

a)

L o s m ercados p riv a d o s

s ó lid a .

i) F in a n c ia m ie n to crediticio, A l i n i c i o d e e s t e a r t íc u lo s e a lu d ió a la s d if ic u lt a d e s q u e e n f r e n ­ ta r ía n lo s p a ís e s p a r a a c c e d e r a l f in a n c ia m ie n t o e x ter n o .

En

e fe c to , n o

se

p u ed e esp erar u n a

a f lu e n c ia a b u n d a n t e d e c a p ita l p r iv a d o a u n a r e ­ g ió n

e v id e n te m e n te s o b r e e n d e u d a d a . N o o b s ­

t a n t e , s e d a r á n c ir c u n s t a n c ia s e n la s q u e s e f i n a n ­ c ia r á n e m p r e s a s y p r o y e c t o s e s p e c íf ic o s . H a b r á in v e r s io n is t a s e x t r a n je r o s d is p u e s t o s a a s u m ir u n r ie s g o s u p e r i o r a l p r o m e d i o si e s e r ie s g o s e c o m ­ p e n s a c o n u n m a y o r r e n d i m i e n t o . A la v e z , m u ­ c h o s d e e llo s b u s c a r á n a q u e lla s o p o r t u n id a d e s d e in v e r s ió n q u e le s p e r m it a n a is la r s e lo m á s p o s ib le d e l r i e s g o i n h e r e n t e a l p a í s {sovereign risk). E l f i ­

B^^sta n u e v a f o r m a d e f i n a n c i a m i e n t o p r i v a d o n o e s to ta lm e n te s a tis fa c to r ia , y a q u e e s tá c o n d i­ c io n a d a p o r a r r e g lo s e s p e c ia le s q u e s u e le n s e r d if íc ile s d e o r g a n iz a r y n e g o c ia r . S in e m b a r g o , e n m e r c a d o s d e c a p ita le s s u m a m e n t e r e s t r in g i­ d o s d a p o r lo m e n o s a lg ú n a liv io . D e h e c h o , e l f in a n c ia m ie n t o d e n ic h o d e lo s a ñ o s n o v e n t a r e ­ p ite e n b u e n a m e d id a lo s u c e d id o e n A m é r ic a L a tin a y e l C a r ib e e n lo s a ñ o s c in c u e n t a y s e s e n t a , c u a n d o la m a y o r p a r t e d e lo s p r é s t a m o s p r iv a d o s c o n ta b a , d ir e c ta o in d ir e c ta m e n te , c o n g a r a n tía s e x t r a o r d in a r ia s e n f o r m a d e a c tiv o s b lo q u e a d o s , o e sta b a v in c u la d a a p r o y e c to s d e in v e r s ió n e x ­ tr a n je r a d ir e c ta .

n a n c ia m ie n to d e e s t e tip o d e in v e r s io n e s e s e l q u e s e h a d e n o m in a d o “ fin a n c ia m ie n to d e n i­

P a ra p r o m o v e r e l fin a n c ia m ie n to d e n ic h o ,

c h o ” . (V é a n s e a lg u n o s e je m p lo s c o n c r e to s e n el

e s i m p o r t a n t e q u e e l p a ís d e u d o r d i s p o n g a d e

a p é n d ic e .)

n o r m a s p r e f e r e n c i a l e s p a r a t r a ta r la d e u d a n u e ­

T r a n s a c c io n e s c o m o é sta s se e stá n e f e c tu a n ­ d o y a c o n a l g u n a f r e c u e n c i a e n A m é r i c a L a t i n a .22 E n e s te tip o

de

f in a n c ia m ie n t o , lo s p r é s ta m o s

c u e n t a n c o n u n a g a r a n tía e x t e r n a e x t r a o r d in a r ia ( d ir e c t a o in d ir e c t a ) q u e p e r m it e al a c r e e d o r p r e ­ c a v e r s e d e l r ie s g o g l o b a l m e n t e a s o c ia d o a l p a ís . L a g a r a n t í a p u e d e t o m a r la f o r m a d e i n g r e s o s

v a , a f in d e a p a r ta r la lo m á s p o s ib le d e lo s p r o ­ b le m a s d e la d e u d a a n t ig u a . T a m b i é n e s n e c e s a ­ r ia

una

p o lític a

c la r a

de

p r o m o c ió n

de

la

in v e r s ió n e x tr a n je r a d ir e c ta o r ie n ta d a a a te n d e r la s p r i o r i d a d e s n a c i o n a l e s , p o r q u e la s e m p r e s a s e x tr a n je r a s,

in c lu id o s

lo s

bancos

c o m e r c ia le s ,

p u e d e n a sí a v a la r c o r r ie n t e s d e f in a n c ia m ie n t o

f u t u r o s d e e x p o r t a c ió n c o n g e la d o s e n e l lu g a r d e o r ig e n ; d e u n s o c io e x tr a n je r o s o lv e n te d is ­ p u e s t o a r e s p a ld a r e l p r é s t a m o d ir e c ta o in d ir e c -

Para una descripción más detallada de estas transac­ ciones, véase Business Latin America, 2 de abril de 1990, p. 102', América Económica, 1990, pp. 10-16; y The Economist, 2 de junio de 1990, p. 83, OCDE, Financial Market Trends (Pa­ rís), los números correspondientes a 1990 y Latin Finance, junio de 1990, p. 24.

Hasta el momento, ningún país en América Latina ha dejado de cumplir con el servicio de sus bonos interna­ cionales, Por este motivo, se suele considerar que los bonos disfrutan de un tratamiento preferencial. Sin embargo, la situación de los bonos evidentemente está vinculada al hecho de que representan una muy pequeña fracción de la deuda externa total de la región. Así, el optimismo de los inversio­ nistas en torno a los bonos podría tropezar con la misma falacia de composición que afectó las decisiones de los ban­ queros en los años setenta. Véase Friedman, 1977.

36

REVISTA DE LA CEPAL N” 43 / Abnl de 1991

n u e v o a t r a v é s d e s u s p r o y e c t o s d e in v e r s ió n e n

tiz a r ía la b a n c a n a c io n a l ( u n s í m b o l o p o lít ic o i m ­

e l p a ís d e u d o r .

p o r t a n t e d e la c o n s o l i d a c ió n d e l p r o g r a m a e c o ­

P o r o tr a p a r te , c a b e m e n c io n a r q u e a lg u n o s

n ó m ic o d e l g o b ie r n o ), y e l m a n ifie s to in te r é s d e ­

p a ís e s e s t á n o b t e n i e n d o c r é d it o in t e r n a c io n a l sin

m o s t r a d o p o r lo s E s ta d o s U n id o s e n m a te r ia d e

g a r a n tía s e x tr a o r d in a r ia s . E n 1 9 9 0 , M é x ic o e m i­

in t e g r a c ió n e c o n ó m ic a c o n su p a ís v e c in o , lo c u a l

tir á m á s d e 2 0 0 0 m illo n e s d e d ó la r e s e n b o n o s

a b r ir á m u c h a s n u e v a s o p o r t u n i d a d e s d e i n v e r ­

in t e r n a c io n a le s y o t r o s títu lo s , u n a p a r te s ig n if i­

s ió n . T a m b ié n in f lu y e r o n e n e s e s e n tid o e l r e ­

c a tiv a d e lo s c u a le s p a r e c e n o t e n e r g a r a n tía e s ­

c ie n te a u m e n t o d e l p r e c io d e l p e t r ó le o , q u e h a

p e c ia l. V e n e z u e l a t a m b ié n c o m e r c ia liz a r á p o r lo

p r o p o r c io n a d o a l p a ís u n a h o l g u r a a d ic io n a l d e s ­

m e n o s 1 5 0 m illo n e s d e d ó la r e s d e b o n o s e n 1 9 9 0 ,

p u é s d e l a liv io r e la t iv a m e n t e m o d e s t o l o g r a d o

s in a r r e g lo s e s p e c ia le s d e s e g u r id a d (W e st, 1 9 9 0 ).

c o n lo s c o n v e n i o s e n e l m a r c o d e l P la n B r a d y , y

P o r s u p a r te , C h ile o b tu v o e l p r im e r p r é s ta m o

la c u a n t i o s a a f l u e n c i a d e c a p i t a l m e x i c a n o e x i s ­

v o l u n t a r i o d e la b a n c a p r iv a d a e n A m é r ic a L a tin a

t e n t e e n e l e x t e r io r , a t r a íd o p o r e l m u y a lto r e n ­

d esd e

d im ie n t o d e lo s b o n o s e m it id o s p o r e m p r e s a s p r i­

1982, por un

m o n t o d e 2 0 m illo n e s d e

v a d a s y e s ta ta le s m e x ic a n a s .

d ó l a r e s {L D C D eb t R e p o r t, 1 9 9 0 ) .

ii) In ve rsio n e s directas extra n jera s. E n v i s t a d e

M é x ic o e s c la r a m e n t e e l p a ís q u e m á s a c c e s o h a lo g r a d o a l c r é d it o in t e r n a c io n a l sin g a r a n tía s e s p e c i a l e s , p r i n c ip a lm e n t e b a j o la f o r m a d e e m i ­ s ió n

d e b o n o s . E n e sta n u e v a m o d a lid a d

(q u e

p o d r í a m a r c a r e l i n ic io d e u n n u e v o c ic lo c r e d i ­ tic io p a r a M é x ic o ) h a in f lu id o e l é x ito d e l a ju ste e s t r u c t u r a l r e a liz a d o p o r e s e p a ís. E l p u n t o d e in f le x ió n p a r a lo s a c r e e d o r e s p a r e c e h a b e r s id o e l a n u n c i o h e c h o p o r e l g o b i e r n o d e q u e p r iv a -

la r e s t r i c c i ó n c r e d i t i c i a e n A m é r i c a L a t i n a , s e e s ­ p e r a q u e e n lo s a ñ o s n o v e n t a lo s p a ís e s e x p l o t e n m ás

d e c id id a m e n te

la s

o p o r tu n id a d e s

para

a tr a e r in v e r s io n is ta s e x t r a n je r o s . L a v e r d a d

es

q u e m u c h o s p a í s e s d e la r e g i ó n n o h a n t e n i d o u n a p o lític a t r a n s p a r e n t e r e s p e c t o a e s t a f u e n t e d e íin a n c ia m ie n to ; e s to e x p lic a e n p a r te p o r q u é l o s n i v e l e s d e i n v e r s i ó n e x t r a n j e r a d i r e c t a e n la r e g i ó n s o n a p e n a s la m it a d d e a q u é l l o s e n A s ia ( c u a d r o 5 ). P a r e c e im p r e s c in d ib le a g iliz a r la s p o ­

24

' Por ejemplo, una línea aérea mexicana recientemente privatizada realizó una compra de nuevos aviones financiada en parte con un préstamo del Chase Manhattan Bank, un nuevo accionista de la empresa.

l ít i c a s s o b r e l a i n v e r s i ó n e x t r a n j e r a , p o r c u a n t o la s e m p r e s a s t r a n s n a c i o n a l e s s o n p o r t a d o r a s d e su p r o p io f in a n c ia m ie n t o , y lo s in v e r s io n is t a s e x ­ tr a n je r o s p u e d e n e str u c tu r a r p r o y e c to s y c o n se -

Cuadro 5 PAISES DE AMERICA LATINA: INVERSION EXTRANJERA DIRECTA COMO PORCENTAJE DEL PRODUCTO INTERNO BRUTO 1984 Argentina Brasil Chile Colombia Costa Rica Ecuador México Perú Uruguay Venezuela Promedio Asia^

0,3 0.7 0.3 1.5 1.4 0.4

1985

1986

1.4

0.7

0 .6

0 .1

1987

1988

1989

-

1 .2

1.9

0.4 4.9

1 ,6

0 .8

0.9 4,6 0.5

0 .8

1.5 0.7

5.0

1 .8

2 .0

0 .8

0 .8

0.9

1 .2

2.3

1,5

1.1

1.7 0 .2

0 .1

0 .1

0 .1

-

0 .1

0,7 2.9 1.7 0.4 0.3 -0 . 2

-0 . 1

0 .1

-0 . 2

0 .1

-

0 .1



-

0 .1

0 .2

0.5

0 ,6

0.5

0 .8

1 .0

0.7

0 .8

1.4

2 ,0

2 .6

0 ,2

-0.4

1 .1

0.9

6 .0

Fuente; Institute for International Finance, fostering Foreign Direct Investment in Latin America,

Washington, D.C., julio de 1990 ® Indonesia, Malasia, Filipinas, Singapur y Tailandia.

A. LATINA Y LAS CORRIENTES FINANCIERAS Y COMERCIALES / R.Devlin y M.Guerguil

37

g u ir fin a n c ia m ie n to a u n e n m e d io s e c o n ó m ic o s

fin d e c u e n t a s , e s ta s o r g a n iz a c io n e s o b e d e c e n a

d ifíc ile s .

c r ite r io s m á s a m p lio s q u e lo s d e l s e c to r p r iv a d o ,

V a l e la p e n a m e n c i o n a r b r e v e m e n t e u n n u e ­

d e m o d o q u e d e s e m b o ls a n su s r e c u r so s a u n e n

v o m e c a n is m o e n m a te r ia d e in v e r s ió n e x tr a n je r a

m e d io s e c o n ó m ic o s c o m p lic a d o s , c o m o e l la tin o a ­

q u e e s t á d a n d o f r u t o s e n v a r io s p a ís e s d e la r e ­

m e r ic a n o e n lo s a ñ o s o c h e n t a .

g ió n . S e tr a ta d e f o n d o s m u t u o s n a c io n a le s q u e

N o o b s t a n t e , la s m o d a lid a d e s d e a c c e s o a e s ­

c a n a liz a n i n v e r s i o n e s e x t r a n j e r a s h a c ia la s b o ls a s

to s o r g a n is m o s se h a n d e te r io r a d o r e c ie n te m e n te

d e v a lo r e s d e p a ís e s e n d e s a r r o llo . L o s f o n d o s

al h a b e r s id o n e g a tiv a su tr a n s fe r e n c ia n e ta d e

s o n “a b ie r t o s ” ( e n c u y o c a s o s e p e r m it e e l c r e c i­

r e c u r s o s a A m é r ic a L a tin a . L o s m o v im ie n t o s n e ­

m ie n t o d e l c a p ita l d e l f o n d o ) o “c e r r a d o s ” (su

t o s d e r e c u r s o s d e la r e g i ó n c o n e l B a n c o M u n d ia l

a c t iv id a d e s t á lim it a d a a la r e i n v e r s ió n d e l c a p it a l

y e l B a n c o I n t e r a m e r i c a n o d e D e s a r r o l l o (b id )

o r ig i n a l m e n t e a p r o b a d o p o r la s a u t o r id a d e s e c o ­

r e g is tr a r o n

n ó m ic a s d e l p a ís ). E n A m é r ic a L a tin a e s t o s f o n ­

1 9 8 7 - 1 9 8 8 y l o m i s m o s u c e d i ó c o n e l fm i e n 1 9 8 6 -

d o s , m u c h o s d e lo s c u a le s e s t á n r e g is t r a d o s e n

1 9 8 8 (c u a d r o 6 ). L a in f o r m a c ió n s u g ie r e q u e e n

s a ld o s n e g a t iv o s p a r a la r e g ió n

en

la s b o ls a s d e N u e v a Y o r k y L o n d r e s , a u m e n t a r o n

1 9 8 9 l a s t r a n s a c c i o n e s d e l bid c o n A m é r i c a L a t i n a

d e s ie te e n

d e j a r o n u n p e q u e ñ o s a l d o p o s it i v o p a r a la r e g i ó n ,

1 9 8 8 a 19 e n

se a u to r ic e n o tr o s e n

1 9 8 9 , y se e sp e r a q u e

1 9 9 0 { L a tín F in a n c e , 1 9 9 0 ,

m i e n t r a s q u e l a s d e l B a n c o M u n d i a l y e l fmi s i ­

p p . 2 8 - 5 6 ) . O f r e c e n o p c i o n e s a tr a c tiv a s p a r a lo s

g u ie r o n

i n v e r s i o n i s t a s q u e n o t i e n e n e l t i e m p o o la c a p a ­

r a b le s .

generan do

sa ld o s

n e g a tiv o s

c o n s id e ­

c id a d p a r a e v a lu a r d iv e r s a s o p o r t u n i d a d e s e n la s

E se r e s u lta d o d e s a le n ta d o r e s p r o d u c to d e

b o ls a s d e p a ís e s e n d e s a r r o llo . S o n ta m b ié n a tr a c ­

d o s f e n ó m e n o s : e l m o n t o c r e c ie n t e d e l s e r v ic io

tiv a s p a r a c ie r t a s n a c io n e s , y a q u e a b r e n u n n u e v o

d e la d e u d a d e l a r e g i ó n c o n e s o s o r g a n i s m o s , y

a c c e s o a u n c a p ita l q u e d e o tr a m a n e r a n o h u b ie r a

la s r e s t r i c c i o n e s a l d e s e m b o l s o d e n u e v o s p r é s t a ­

v e n i d o a l p a í s . E n C h i l e , la m i t a d d e l a i n v e r s i ó n

m o s. E ste ú ltim o e le m e n t o se r e la c io n a c o n m u ­

e x tr a n je r a d ir e c ta e n 1 9 9 0 (q u e f u e d e 6 0 0 m i­

c h o s o tr o s fa c to r e s, e n tr e lo s c u a le s se p u e d e n

llo n e s d e d ó la r e s ), p r o v in o d e d ic h o s fo n d o s .

c ita r lo s lím it e s s o b r e e l c a p it a l b á s ic o d e d i c h o s o r g a n i s m o s , y la s f ó r m u l a s r íg id a s v i g e n t e s p a r a

b)

L o s org a n ism o s m u ltila tera les de fin a n c ia m ie n to

e l d e s e m b o ls o

i) F in a n c ia m ie n to directo. T a l c o m o e n l o s a ñ o s

c o n d ic io n a lid a d a m e n u d o e x c e s iv a .

s e s e n t a , A m é r ic a L a tin a d e b e r ía e n c o n t r a r e n lo s

d e su s p r é s ta m o s , in c lu id a

una

E x is t e n s o l u c i o n e s p a r a q u e la t r a n s f e r e n c i a

o r g a n is m o s m u lt ila t e r a le s u n a d e s u s f u e n t e s m á s

de

im p o r ta n te s d e

v u e lv a a s e r p o s itiv a . U n a d e e lla s e s e l a u m e n t o

fin a n c ia m ie n to . E sto s o r g a n is ­

r e c u r so s d e e s o s o r g a n is m o s

m u lt ila t e r a le s

m o s y a h a n g a n a d o im p o r t a n c ia , c o m o lo m u e s tr a

d e s u c a p it a l. A e s e r e s p e c t o e l b id , q u e r e c ie n ­

s u p a r t ic ip a c ió n e n la d e u d a d e la r e g i ó n , q u e

t e m e n t e r e c ib ió m á s d e 2 0 m il m illo n e s d e d ó la r e s

s u b ió d e 6% e n 1 9 8 2 , a m á s d e 15% e n 1 9 8 8 . A

d e n u e v o c a p ita l, e s tá e n c o n d i c io n e s d e a u m e n -

Cuadro 6 AMERICA LATINA Y EL CARIBE; TRANSFERENCIA NETA DE RECURSOS CON INSTITUCIONES MULTILATERALES DE CREDITO (Miles de millones de dólares) 1983

1984

1985

1986

1987

1988

1989

Total FMI Banco Mundial

7.5 5.7

5.2 2.7

2.5

0 .8

1 .1

0.7

LO

1,4

1 .2

-2.5 -1.7 -0.5 -0 , 1

-2.9 -2 . 1 -0.7 -0 . 1

-2.6 -1.7 -1.1

BID

1.1 -0 . 8 1.4 0.5

0 .6

0 .2

Fuente: cepal sobre la base de datos proporcionados por el Banco Mundial, el Banco Interame­ ricano de Desarrollo (bid) y el Fondo Monetario Internacional (fmi). La cifra de 1989 para el fmi tiene su fuente en el Sistema Económico Latinoamericano (sela).

REVISTA DE LA CEPAL N" 43 / Abril de 1991

38

lo s a ñ o s n o v e n t a su s

c u r s o s p r iv a d o s e x tr a n je r o s p o d r ía te n e r g r a n

f lu j o s d e r e c u r s o s h a c ia lo s p a ís e s la t in o a m e r ic a ­

ta r s ig n if ic a t iv a m e n t e e n

im p o r t a n c ia e n lo s a ñ o s n o v e n t a . E x is t e n d e h e ­

n o s . E l FMi t a m b i é n r e c i b i r á n u e v o c a p i t a l p o r

c h o m u c h o s p r o g r a m a s , ta n to m u ltila te r a le s c o ­

6 0 m i l m i l l o n e s d e d ó l a r e s , d e b i d o a la r e c i e n t e

m o b ila t e r a le s , q u e i n t e n t a n in c e n t iv a r la p a r t i­

a p r o b a c i ó n d e u n a u m e n t o d e 5 0 % e n la s c u o t a s

c ip a c ió n

d e s u s m ie m b r o s . N o o b s ta n te , e s p r e c is o p r o ­

p a ís e s e n d e s a r r o llo , d á n d o le s e g u r id a d d ir e c ta

m o v e r u n f o r t a le c im ie n t o a ú n m a y o r d e lo s o r ­

o in d ir e c ta c o n a p o y o d e o r g a n is m o s o f ic ia le s .

g a n is m o s m u lt ila t e r a le s . E n p a r tic u la r , e l a u m e n ­

d e l c a p ita l p r iv a d o e x t r a n je r o e n

lo s

L a n a tu r a le z a d e e s o s p r o g r a m a s e s d iv e r s a .

t o d e la s c u o t a s d e l F o n d o f u e b a s t a n t e i n f e r i o r

T a n t o e l B a n c o M u n d ia l c o m o e l

a l s o lic ita d o in ic ia lm e n te p o r d ic h a in s titu c ió n ,

g r a m a s d e c o f in a n c ia m ie n t o e n lo s c u a le s p r e s ta n

b id

o fr e c e n p r o ­

c o n l o q u e s e t o r n a m u y p e r t i n e n t e la r e c ie n t e

r e c u r s o s c o n ju n ta m e n te c o n p r e s ta d o r e s p r iv a ­

lla m a d a d e lo s p a ís e s la tin o a m e r ic a n o s a q u e se

d o s . L a p a r tic ip a c ió n d e l o r g a n is m o m u ltila te r a l

r e d u z c a e l p la z o e s tip u la d o y q u e se h a g a u n a

e n lo s p r é s t a m o s , o s u g a r a n t ía d ir e c t a s o b r e p a r ­

n u e v a r e v i s i ó n d e la s c u o t a s a n t e s d e 1 9 9 3 ( sk la ,

te d e l c a le n d a r io d e p a g o s , a c tú a c o m o in c e n t iv o

1 9 9 0 ).

p a r a a tr a e r n u e v o f in a n c ia m ie n t o p r iv a d o h a c ia

T a m b i é n s e r í a i m p o r t a n t e f l e x i b i l i z a r la c o n d i c i o n a l i d a d p a r a r e v e r t i r la t r a n s f e r e n c i a n e g a ­ tiv a d e r e c u r s o s . C o n

lo s p a ís e s e n d e s a r r o llo . L o s d o s o r g a n is m o s m e n c io n a d o s ta m b ié n

m e t a s d e p o lític a m e n o s

t ie n e n o r g a n iz a c io n e s a f ilia d a s q u e a c t ú a n c o m o

p r e c i s a s y p l a z o s m á s l a r g o s , s e e v i t a r í a n la s s u s ­

c a ta liz a d o r e s d e in v e r s io n e s e n e l s e c t o r p r iv a d o

p e n s io n e s d e d e s e m b o ls o s , q u e h o y s o n fr e c u e n ­

d e l o s p a í s e s e n d e s a r r o l l o . P o r e j e m p l o , la C o r ­

te s , p o r in c u m p lim ie n t o d e lo s s e v e r o s c r ite r io s

p o r a c ió n F in a n c ie r a I n t e r n a c io n a l ( e n ) d e l B a n ­

c o n t e n id o s e n lo s p r o g r a m a s d e a ju s te e s tr u c tu ­

c o M u n d ia l p a r tic ip a c o m o a c c io n is ta e n n u e v a s

r a l.

e m p r e s a s e n lo s p a ís e s e n d e s a r r o llo , le s p r e s t a F in a lm e n te , s e d e b e r ía n b u s c a r m e d id a s m á s

su s p r o p io s r e c u r so s, y fin a lm e n te o r g a n iz a c r é ­

d i r e c t a s p a r a a l i v i a r e l s e r v i c i o d e la d e u d a c o n

d ito s d e c o n s o r c io (o s in d ic a d o s ) e n lo s m e r c a d o s

o r g a n i s m o s m u lt ila t e r a le s . E n v ista d e q u e e s t o s

d e c r é d ito in te r n a c io n a le s p a r a n u e v o s p r o y e c to s

o r g a n is m o s s e r á n a lg u n o s d e lo s p o c o s a c r e e d o ­

p r o p u e s t o s p o r e l s e c to r p r iv a d o e n lo s p a ís e s e n

r e s d is p u e s to s e n g e n e r a l a d e s e m b o ls a r p r é sta ­

d e s a r r o llo . L a m e r a p a r tic ip a c ió n d e ta le s o r g a ­

m o s a A m é r ic a L a tin a e n lo s a ñ o s n o v e n t a , q u iz á

n is m o s m u ltila te r a le s e n e l n u e v o p r o y e c t o ( c o m o

n o se a c o n v e n ie n te d e l to d o p r e se n ta r a h o r a u n a

a c c io n is ta , c o m o p r e s ta m is ta o c o m o c o r r e d o r )

s o l i c i t u d d e r e p r o g r a m a c i ó n d e la d e u d a m u l t i ­

c r e a m á s c o n f i a n z a y p o r l o t a n t o l o g r a a t r a e r la

l a t e r a l , p u e s p o d r í a a f e c t a r d i r e c t a m e n t e la c r e ­

p a r t ic ip a c ió n d e lo s in v e r s io n is t a s e x t r a n je r o s .

d ib ilid a d d e e s a s in s titu c io n e s c o m o a c r e e d o r e s

O tr a v e z u n e j e m p l o c o n c r e t o s e r á q u iz á s la

p r e f e r e n c i a l e s . N o o b s t a n t e , e n v i s t a d e la c r e ­

m e j o r m a n e r a d e d e s c r i b i r la s p o s i b i l i d a d e s d e

c ie n t e p r e s i ó n e j e r c id a p o r e l s e r v ic io d e la d e u d a

e s t e t ip o d e f i n a n c ia m ie n t o . E n 1 9 8 9 la e m p r e s a

m u lt ila t e r a l e n

C e lu lo s a A r a u c o y C o n s t it u c ió n d e C h ile lo g r ó

m u c h o s p a ís e s , e s u r g e n t e q u e

s u r ja n , e n lo s a ñ o s n o v e n t a , a lg u n o s m e c a n is m o s

fin a n c ia r u n n u e v o p r o y e c to d e in v e r s ió n d e 6 0 0

e s p e c ia le s p a r a r e f in a n c ia r e n fo r m a c o n c e s io n a l

m illo n e s d e d ó la r e s , e n p a r t e g r a c ia s a la p a r t i­

( d ir e c t a o i n d ir e c t a m e n t e ) la s d e u d a s p e n d i e n t e s

c i p a c i ó n d e la CFi. E l p a p e l c a t a l i z a d o r d e e s e

d e la r e g i ó n c o n e s t o s o r g a n i s m o s . S e s a b e q u e

o r g a n is m o o f ic ia l t u v o v a r ia s d i m e n s i o n e s . P o r

p a sa m u c h o tie m p o e n tr e el m o m e n to e n q u e

u n a p a r t e , la e n

a p a r e c e u n a b u e n a p r o p u esta y el m o m e n to en

n iz a r u n c r é d it o d e c o n s o r c io d e 4 1 m illo n e s d e

q u e e s a c e p t a d a p o r lo s o r g a n is m o s m u lt ila t e r a ­

d ó la r e s e n lo s m e r c a d o s in t e r n a c io n a le s , e l c u a l

u tiliz ó su s o lv e n c ia p a r a o r g a ­

l e s ; p o r e s o , e l t e m a d e l a r e n e g o c i a c i ó n d e la

f u e s u s c r ito p o r u n n ú m e r o c o n s id e r a b le d e b a n ­

d e u d a c o n e s o s o r g a n is m o s d e b e r ía s e r lle v a d o

c o s e x tr a n je r o s a u n q u e e l p r é s ta m o n o te n ía n in ­

a d e la n t e i n m e d ia t a m e n t e p o r lo s p a ís e s la t in o a ­

g u n a g a r a n tía e s p e c ia l. L a p a r t ic ip a c ió n d e lo s

m e r ic a n o s e n lo s f o r o s in t e r n a c io n a le s a p r o p ia ­

b a n c o s c o m e r c ia le s se v io a d e m á s e s t im u la d a p o r

d os.

la d e c i s i ó n d e l a e n d e o t o r g a r a la e m p r e s a u n ii) E l fin a n c ia m ie n to indirecto. E l p a p e l c a t a l i ­

p r é s ta m o d ir e c to d e 4 0 m illo n e s d e d ó la r e s , m á s

z a d o r q u e p u e d e n d e s e m p e ñ a r lo s o r g a n is m o s

1 5 m illo n e s d e d ó la r e s e n la f o r m a d e c u a s i- c a -

m u l t i la t e r a l e s o f i c i a l e s e n la m o v iliz a c ió n d e r e ­

p ita l.

A. LATINA Y LAS CORRIENTES FINANCIERAS Y COMERCIALES / R.Devlin > M.Guerguil

39

E l p a p e l c a ta liz a d o r q u e p u e d e n d e s e m p e ñ a r

a lg u n o s a n a lis ta s e s t im a n q u e su r e t o r n o e s u n

lo s o r g a n is m o s o f ic ia le s n o e s u n a in n o v a c ió n .

e le m e n t o d e s o lu c ió n a l p r o b le m a d e la t r a n s f e ­

S in e m b a r g o , n o s e h a a p r o v e c h a d o lo s u f ic ie n t e ,

r e n c ia n e ta d e r e c u r s o s . S in e m b a r g o , e l c a p ita l

q u iz á s p o r la a b u n d a n c ia d e f i n a n c ia m ie n t o p r i­

f u g a d o e s u n a c tiv o f i n a n c ie r o m u y v o lá t il, q u e

v a d o q u e h u b o e n lo s a ñ o s s e t e n t a . E n lo s a ñ o s

n o r m a lm a n t e e s e l p r im e r o e n sa lir d e l p a ís, y e l

n o v e n t a , lo s p a ís e s la tin o a m e r ic a n o s d e b e r ía n e x ­

ú ltim o e n r e g r e s a r e n fo r m a p e r m a n e n te . M ás

p lo r a r d e c id id a m e n t e o p o r tu n id a d e s d e e s a ín ­

q u e u n a s o l u c i ó n p o t e n c ia l a l p r o b l e m a d e la d e u ­

d o le , y p r e s io n a r a lo s o r g a n is m o s o f ic ia le s p a r a

d a , e l c a p ita l f u g a d o e s e n t o n c e s u n a d e r iv a c ió n

q u e a m p líe n lo a n t e s p o s ib le e l a lc a n c e d e d ic h o s

d e l m is m o . N o s e p u e d e e s p e r a r q u e r e g r e s e e n

p rogram as.

grandes

c a n tid a d e s ,

y en

fo r m a

p e r m a n e n te ,

m ie n tr a s n o h a y a e x p e c t a t iv a s d e q u e e l p a ís d e u ­ c)

L a rep a tria c ió n de capitales fu g a d o s

d o r p u e d a s e r v ir s u d e u d a y c r e c e r al m is m o t ie m p o . E n m u c h o s c a s o s , se p u e d e n lo g r a r e sta s

E s b ie n c o n o c id o q u e lo s r e s id e n t e s d e m u ­ chos

p a ís e s

la t in o a m e r ic a n o s

m a n tie n e n

c o n d ic io n e s s o la m e n te a tr a v é s d e u n a r e d u c c ió n

una

p r o f u n d a d e la d e u d a , e f e c t u a d a e n e l c o n t e x t o

g r a n c a n t id a d d e r e c u r s o s e n e l e x te r io r . S i b ie n

d e u n p r o g r a m a c o h e r e n t e d e a ju s te e s tr u c tu r a l.

t o d o s lo s e x p e r t o s c o n c u e r d a n e n q u e e s o s c a p i­ ta le s fu g a d o s h a n lle g a d o a r e p r e s e n ta r u n m o n to

El o rd en

d e cau sa y e fe c to

d e b e e n to n c e s

c o n s id e r a b le , n o lo g r a n p o n e r s e d e a c u e r d o r e s­

in v e r tir s e : u n a c o n d ic ió n p r e v ia p a r a e l r e t o r n o

p e c t o a la m a n e r a a d e c u a d a d e m e d i r l o s , p o r lo

d e e s e c a p ita l p o r p e r ío d o s s u p e r io r e s a a lg u n o s

c u a l n o s e p u e d e d a r c ifr a s p r e c is a s al r e s p e c t o .

m e s e s e s e l lo g r o d e u n a s o lu c ió n p a r a e l s o b r e ­

E s to n o i m p id e , s in e m b a r g o , q u e h a y a u n g r a n

e n d e u d a m ie n t o . L o g r a d a e s a c o n d i c ió n , e s c la r o

d e b a te e n to r n o a c ó m o p r o m o v e r su r e to r n o .

q u e e l r e g r e s o d e e s o s r e c u r s o s ta m b ié n d e p e n ­

N o c a b e d u d a d e q u e e s o s c a p ita le s p r iv a d o s c o n s titu y e n

una

fu e n te

p o te n c ia l d e

d e r á d e la a d o p c i ó n d e p o lít ic a s e c o n ó m i c a s c o ­

fm a n c ia -

h e r e n t e s y d e r e g la s c la r a s p a r a e l t r a t a m ie n t o d e l c a p ita l p r iv a d o .

m ie n t o e x t e r n o p a r a lo s a ñ o s n o v e n t a . D e h e c h o .

II El intercambio comercial C o m o e s p r o b a b le q u e lo s p a ís e s la tin o a m e r ic a ­

ú n ic a m a n e r a d in á m ic a d e a u m e n t a r la c a p a c i­

n o s t e n g a n s ó lo u n a c c e s o lim it a d o a l fín a n c ia -

d a d i m p o r t a d o r a d e la s e c o n o m í a s l a t i n o a m e r i ­

m ie n t o e x t e r n o e n lo s a ñ o s n o v e n t a , e l s e g u n d o

can as.

d e s a f ío p a r a e llo s e s q u e te n d r á n q u e g e n e r a r

L a c o n c ie n c i a d e q u e u r g e a u m e n t a r la s v e n ­

d iv is a s s u f ic i e n t e s c o m o p a r a c o m p e n s a r e s a b a ja

ta s e x t e r n a s s e h a g e n e r a liz a d o h a s t a e l p u n t o d e

e n la d i s p o n i b i l i d a d d e c a p i t a l e s . L a ú n i c a m a n e ­

q u e a h o r a la p r o m o c ió n d e la s e x p o r t a c i o n e s s e

ra s o s t e n ib le d e g e n e r a r d ic h a s d iv is a s e s a tr a v é s

h a c o n s t i t u i d o e n u n v e r d a d e r o leit m o tiv e n t o d a

d e la e x p a n s i ó n d e l a s e x p o r t a c i o n e s , p u e s t o q u e

la r e g i ó n . P a r a m u c h o s p a í s e s , s i n e m b a r g o , s e

l a s i m p o r t a c i o n e s d e la r e g i ó n y a h a n s i d o d i s ­

tr a ta d e u n a v o c a c ió n r e c ie n t e ; e n e s e c a s o n o e s

m in u id a s d r á s t ic a m e n te : e n 1 9 8 8 la s c o m p r a s e x ­

fá c il f o r m u l a r p o lít ic a s c o m e r c i a l e s q u e p e r m it a n

t e r n a s d e l o s p a í s e s d e la r e g i ó n a p e n a s a l c a n z a ­

a p r o v e c h a r o p o r tu n id a d e s e n m e r c a d o s in te r n a ­

r o n al 8 0 % d e l n iv e l r e g is tr a d o e n 1 9 8 0 . A d e m á s ,

c io n a le s c a m b ia n t e s e in c ie r to s . A n t e s d e e s b o z a r

a u n q u e la s m e d i d a s p a r a r e d u c i r e l s e r v i c i o d e

la s p e r s p e c t iv a s d e A m é r i c a L a t in a e n e s e c a m p o ,

la d e u d a t a l v e z r e b a j e n e n l o s a ñ o s n o v e n t a la

e s ú t il r e v is a r la s m o d a l i d a d e s d e la i n s e r c i ó n

t r a n s f e r e n c ia n e t a a l e x t e r io r , y c o n e llo e l n iv e l

a c tu a l d e la r e g ió n e n e l c o m e r c io in t e r n a c io n a l,

d e e x c e d e n t e c o m e r c i a l n e c e s a r i o p a r a s e r v i r la

y la s o r ie n t a c io n e s r e c ie n t e s d e s u p o lít ic a c o m e r ­

d e u d a , l a e x p a n s i ó n d e l a s e x p o r t a c i o n e s s e r á la

c ia l .

REVISTA DE LA CEPAL N” 43 / Abûl de 1991

40

1.

L a s d eficien cia s de la in serció n de A m éric a

E l e x a m e n d e la c o m p o s i c i ó n d e d ic h a s e x ­

L a tin a en el com ercio m u n d ia l

p o r t a c io n e s d e m a n u f a c t u r a s r e v e la o tr a s d e f i­ c ie n c ia s . A s í, la s v e n t a s e x t e r n a s d e p r o d u c t o s

L a r e v i s i ó n d e a l g u n a s c if r a s m u e s t r a q u e la p o ­

i n d u s t r i a l e s d e l o s p a í s e s d e l a aladi m u e s t r a n

s ic ió n d e A m é r ic a L a tin a e n e l c o m e r c io m u n d ia l

u n a e le v a d a c o n c e n t r a c ió n e n p r o d u c t o s s e m iin -

h a d e s m e jo r a d o e n e l p e r ío d o d e p o s g u e r r a . P o r

d u s t r ia le s y d e e s c a s a e la b o r a c ió n , e n p a r tic u la r

e j e m p l o , la p a r t i c i p a c i ó n d e lo s p a ís e s d e la A s o ­

m e t a le s . E n c a m b io , la p a r t ic ip a c ió n d e lo s b i e n e s

(aladi)

d e c o n s u m o e n g e n e r a l (ta n to lo s q u e r e q u ie r e n

e n la s e x p o r t a c io n e s m u n d ia le s b a jó d e l 6% a l

m u c h a m a n o d e o b r a c o m o lo s d e a lto c o n t e n id o

4 % e n t r e 1 9 6 0 y 1 9 8 0 , m ie n t r a s q u e la d e lo s

d e in v e s tig a c ió n y te c n o lo g ía ) e s b a s ta n te m e n o r ,

p a ís e s e n d e s a r r o llo a u m e n t ó d e l 2 2 % al 2 9 % e n

a u n q u e se a p r e c is a m e n te el c o m e r c io d e e s o s p r o ­

e s e m i s m o p e r í o d o . C o n e l l o , la p a r t i c i p a c i ó n d e

d u c to s el q u e m a y o r d in a m is m o h a m o s tr a d o e n

la s e x p o r t a c i o n e s e n e l p r o d u c t o in t e r n o b r u t o

la s d é c a d a s a n t e r io r e s . P o r e j e m p l o , e n

d e io s p r im e r o s s e m a n t u v o m á s b ie n e s ta n c a d a

r e g i ó n s ó l o e f e c t u a b a e l 4 % d e la s e x p o r t a c i o n e s

e n t r e e l 10% y e l 1 1% , m ie n tr a s q u e m á s q u e se

m u n d i a l e s d e t e x t ile s , e n t a n t o q u e la c if r a p a r a

c ia c ió n L a tin o a m e r ic a n a d e I n te g r a c ió n

1 9 8 0 la

d u p lic ó p a r a e l m u n d o e n d e s a r r o llo e n s u c o n ­

e l c o n ju n to d e l m u n d o e n d e s a r r o llo e r a d e 6 0 % .

j u n t o ( c u a d r o 7 ).

A s u v e z , l a p a r t i c i p a c i ó n d e l a aladi e n e l c o ­

E l h e c h o d e q u e l a p a r t i c i p a c i ó n d e la s m a ­

m e r c io d e b ie n e s c o n m á s c o n t e n id o te c n o ló g ic o

n u f a c t u r a s e n l a s v e n t a s e x t e r n a s d e l a aladi h a y a

s ó lo a u m e n t ó m a r g in a lm e n te y se m a n tu v o i n f e ­

a u m e n ta d o e n e s e p e r ío d o n o p r o c u r a m u c h o

r io r a l 1% , m ie n t r a s q u e la d e lo s p a ís e s e n d e ­

c o n s u e lo . P a r a e m p e z a r , e s e in c r e m e n to (d e l 18%

s a r r o llo e n

ai 34%

s u p e r a r e l 7% e n 1 9 8 0 .

d e la s e x p o r t a c io n e s n o p e t r o le r a s ) f u e

su c o n ju n to se d u p lic ó , lle g a n d o

a

m u y in f e r io r a l r e g is t r a d o p o r lo s p a ís e s e n d e ­

E n s ín t e s is , la p a r t ic ip a c ió n d e A m é r i c a L a ­

s a r r o llo ( d e l 2 1 % a l 4 8 % ). C o n e llo , la p a r t ic ip a ­

tin a e n e l in t e r c a m b io in t e r n a c io n a l h a s t a lo s a ñ o s

c ió n d e la r e g i ó n e n e l c o m e r c i o m u n d i a l d e m a ­

o c h e n ta fu e in s u fic ie n te e in a d e c u a d a . I n s u f i­

n u fa c tu r a s s e m a n tu v o e n s ó lo 3% , m ie n tr a s q u e

c ie n t e p o r q u e e n a q u e llo s a ñ o s e n q u e la s d e m á s

la d e lo s p a ís e s e n d e s a r r o ll o e n s u c o n j u n t o s u b ió

e c o n o m ía s a u m e n ta r o n su in te g r a c ió n al c o m e r ­

d e l 12% al 21% e n tr e 1 9 6 5 y 1 9 8 0 .

c io m u n d ia l, A m é r i c a L a t in a m á s b i e n la d is m i-

Cuadro 7 PAISES LATINOAMERICANOS Y OTROS PAISES EN DESARROLLO: ALGUNOS INDICADORES DEL COMERCIO EXTERIOR ALADI 1960 Participación de las exportaciones en el producto interno bruto

1970

9.7

Países en desarrollo 1980

1960

1970

1980

1 0 .8

10.3

10.7

23.4

21.9 10.9

18.4 13.4

28,6

2 1 .2

33.1

48.0

Participación en las exportaciones mundiales Totales De manufacturas

5.6 2.3

4.0 2.7

4.0 3.3

17.6

25.6

33.9

2 0 .6

Composición de las exportaciones Manu factu ras/ex portaciones no petroleras

Fuente: Elaboración propia sobre la base de cifras de las Naciones Unidas, International Trade Statistics Yearbook, y de la unc' i ad, Handbook of International Trade and Development Statistics.

A. LATINA Y LAS CORRIENTES FINANCIERAS Y COMERCIALES / R.Devlm y M.GuerguÜ

n u y ó . E in a d e c u a d a r e g ió n

p o r q u e e n e s e p e r í o d o la

41

fa lta d e a r t ic u la c ió n d e d ic h a e s t r a t e g ia d e in d u s ­

s e e s p e c ia liz ó p r e c is a m e n te e n a q u e llo s

tr ia liz a c ió n c o n u n a p o lít ic a c o h e r e n t e d e c o m e r ­

p r o d u c to s c u y o in te r c a m b io fu e m e n o s d in á m i­

c io e x t e r io r . E n A m é r ic a L a tin a , a l c o n t r a r io d e

co.

lo o b s e r v a d o e n v a r io s p a ís e s d e l s u d e s t e a s iá t ic o , ¿ C ó m o s e p u e d e n e x p lic a r e sa s d e fic ie n c ia s ?

la i n d u s t r i a l i z a c i ó n p o r l a v í a d e l a s u s t i t u c i ó n d e

L o s fa c to r e s e x te r n o s n o p a r e c e n h a b e r c o n tr i­

la s i m p o r t a c i o n e s s e c o n d i c i o n ó e s e n c i a l m e n t e a

b u i d o m u c h o a e lla s . L a s e x p o r t a c i o n e s m u n d i a ­

la d i n á m i c a d e la d e m a n d a i n t e r n a , d e j a n d o d e

le s s e e x p a n d ie r o n ca si 15% p o r a ñ o e n p r o m e d io

l a d o c a s i t o t a l m e n t e la s a m b i c io n e s e x p o r t a d o r a s .

e n e l p e r í o d o c i t a d o , y , c o m o s e d i j o a n t e s , la s

L a in d u s tr ia la tin o a m e r ic a n a s e d e s a r r o lló e n t o n ­

d e m á s r e g io n e s e n d e s a r r o llo p u d ie r o n a p r o v e ­

c e s al a m p a r o d e u n e le v a d o p r o te c c io n is m o q u e

c h a r e s e e x tr a o r d in a r io d in a m is m o p a r a a u m e n ­

a s e g u r a b a n iv e le s d e u tilid a d p o r e l m e r o c o n t r o l

ta r s u p a r tic ip a c ió n e n e l c o m e r c io m u n d ia l. L a

d e l m e r c a d o i n t e r n o . L a f a l t a d e e x p o s i c i ó n a la

d is p o n ib ilid a d d e r e c u r s o s ta m p o c o p a r e c e h a b e r

c o m p e t e n c ia d e m e r c a d o s e x t e r n o s in h ib ió lo s

c o n s t it u id o u n o b s tá c u lo ; c o m o s e sa b e , A m é r ic a

e s f u e r z o s p a r a m e j o r a r la e f i c i e n c i a y r e d u c i r l o s

L a t in a t i e n e u n a a b u n d a n c ia r e la tiv a d e r e c u r s o s

c o sto s, p r o b le m a e s p e c ia lm e n te a g u d o e n a q u e ­

n a t u r a le s ; lo s i n d ic a d o r e s d e s u d e s a r r o llo so c ia l

llo s p a ís e s c u y o t a m a ñ o n o p e r m it e e s c a la s s u f i ­

( e d u c a c ió n y s a lu d ) y e c o n ó m ic o (in g r e s o m e d io )

c i e n t e s p a r a c o n t r i b u i r a la r e d u c c i ó n d e c o s t o s .

t a m b i é n la u b ic a n e n u n a s it u a c i ó n r e la t iv a m e n t e

L a fa lta d e p a r t ic ip a c ió n e n e l c o m e r c i o e x t e r n o

fa v o r a b le e n c o m p a r a c ió n c o n o tr a s r e g io n e s e n

ta m b ié n in h ib ió e l lo g r o d e n iv e le s d e c a lid a d

d e s a r r o llo (M a d d is o n , e n

m á s a lto s y e l c u m p lim ie n t o d e n o r m a s y e s t á n ­

e n tr e

1960 y

1980

p r e n sa ); p o r ú ltim o ,

n o le f a lt a r o n

lo s r e c u r s o s

d a r e s in t e r n a c io n a le s , c o n lo c u a l la in d u s t r ia la ­

e x t e r n o s : e n lo s a ñ o s s e s e n t a A m é r ic a L a tin a f u e

t in o a m e r ic a n a se f u e m a r g in a n d o d e lo s a v a n c e s

u n r e c e p t o r p r e d i l e c t o d e la i n v e r s i ó n e x t r a n j e r a ,

t e c n o ló g ic o s (c e p a i,

m ie n tr a s q u e e n

f u e p e r d ie n d o c o m p e titiv id a d e n e l p la n o in te r ­

lo s a ñ o s s e t e n t a r e c ib ió p o c o

1989c).

C o n e ll o , la r e g i ó n

m e n o s d e d o s te r c io s d e lo s p r é s t a m o s b a n c a r io s

n a c io n a l. D e h e c h o , s e c a lc u la q u e e l c r e c im ie n t o

a lo s p a ís e s e n d e s a r r o llo (D e v lin , 1 9 8 9 , p p . 4 0 -

d e la p r o d u c t i v i d a d i n d u s t r i a l e n A m é r i c a L a t i n a

4 1 ) . E n e f e c t o , e l g r a d o d e in d u s tr ia liz a c ió n d e

e n t r e 1 9 5 0 y 1 9 8 0 f u e a p e n a s la m i t a d d e l r e g i s ­

la r e g i ó n ( y , p o r l o t a n t o , e l n i v e l d e p r o d u c c i ó n

t r a d o e n la e c o n o m í a m u n d i a l e n t r e e s o s m i s m o s

d e e s o s m is m o s b ie n e s q u e e s tá n n o to r ia m e n te

a ñ o s (M a d d is o n , e n p r e n s a ).

a u s e n t e s d e s u s e x p o r t a c io n e s ) , f u e a lo la r g o d e l p e r ío d o u n o d e lo s m á s a lto s d e l m u n d o e n d e ­

2.

L a s po lítica s com erciales en la re g ió n e n los a ñ o s ochenta

s a r r o llo . L a r e s p o n s a b ilid a d d e e s a d e fic ie n te in s e r ­ c ió n e n e l c o m e r c i o i n t e r n a c io n a l s e d e b e a tr ib u ir

S e p o d r ía e n c ie r t o s e n t id o a r g u m e n t a r q u e e l

e n t o n c e s a l m a n e j o d e lo s r e c u r s o s d is p o n ib le s ,

a c c e s o p r i v il e g ia d o q u e t u v o la r e g i ó n a lo s r e ­

e s d e c i r , a l a s p o l í t i c a s a p l i c a d a s . D e h e c h o , la

c u r so s e x te r n o s fu e u n e le m e n to n e g a tiv o , p u e s

e s t r a t e g ia d e d e s a r r o llo d e A m é r ic a L a tin a (c o ­

p e r m it i ó e s c o n d e r la s g r a v e s d e f i c i e n c i a s d e s u

n o c id a e n f o r m a g lo b a l c o m o la in d u s t r ia liz a c ió n

in s e r c ió n e n e l c o m e r c io in t e r n a c io n a l. S in e m ­

s u s t it u t iv a d e la s i m p o r t a c io n e s ) h a s id o o b j e t o

b a r g o , e l b r u s c o r e c o r te d e l fm a n d a m ie n to e x ­

d e m u c h a c r ít ic a e n lo s a ñ o s r e c ie n t e s . L a c r ític a ,

t e r n o a p a r t ir d e 1 9 8 2 r e v e ló c la r a m e n t e la a m ­

s in e m b a r g o , n o p u e d e a p lic a r s e in d is c r im in a ­

p litu d

d a m e n t e . E n e f e c t o , e s a e s tr a te g ia

f u e in ic ia l­

c o m e r c i o d e b i e n e s y s e r v i c i o s d e l o s p a í s e s d e la

d e l d e sfa se , c u a n d o

el m e jo r s a ld o

del

e x i t o s a , y a q u e p e r m i t i ó e l e v a r la

ALADi n o a l c a n z ó a c u b r i r n i l a c e n t é s i m a p a r t e

d is p o n ib ilid a d in te r n a d e r e c u r s o s q u e p o s te r io r ­

d e la t r a n s f e r e n c i a n e t a d e r e c u r s o s q u e la r e g i ó n

m e n t e d e b e r ía p e r m it ir u n a m e jo r p a r tic ip a c ió n

t u v o q u e r e a l i z a r e s e a ñ o ( c u a d r o 8 y g r á f i c o 1 ).

e n lo s m e r c a d o s in t e r n a c io n a le s . D e h e c h o , e n

L a r e s p u e s t a in ic ia l f r e n t e a e s e d e s e q u ilib r io f u e

m e n te m u y

lo s c ír c u lo s a c a d é m ic o s s e s u e le a h o r a r e c o n o c e r

una

la n e c e s id a d d e u n a f a s e s u s t it u t iv a d e la s i m p o r ­

c a m b io n o m in a le s , a c o m p a ñ a d a p o r v a r ia s m e ­

t a c io n e s p a r a in ic ia r u n p r o c e s o d e in d u s tr ia liz a ­

d id a s d e r e s tr ic c ió n c o m e r c ia l, c o m o la a p lic a c ió n

c ió n .

c a si g e n e r a liz a d a d e lo s c o n t r o le s c a m b ia r lo s , e l

L a f a l l a p a r e c e h a b e r e s t a d o , e n t o n c e s , e n la

p r o n u n c ia d a

d e v a lu a c ió n

de

lo s tip o s

de

a u m e n t o d e lo s a r a n c e le s y r e c a r g o s s o b r e lo s

42

REVISTA DE LA CEPAL N” 43 / Abril de 1991

d e r e c h o s d e i m p o r t a c i ó n , y u n m a y o r u s o d e la s b a r r e r a s n o a r a n c e la r ia s y d e lo s c o n t r o le s c u a n ­ t it a t iv o s . D a d a la m a g n i t u d d e l d e s e q u il i b r io e x ­ te r n o , se c o m p r e n d e q u e in ic ia lm e n te se h a y a

Cuadro 8 ASOCIACION LATINOAMERICANA DE INTEGRACION (ALADI): EVOLUCION DE LAS CUENTAS EXTERNAS {Millones de dólares)

p r e f e r id o r e c u r r ir a ta le s c o n t r o le s d ir e c to s , m á s

Saldo del comercio de bienes y servicios

f á c ile s d e m a n e ja r y d e e f e c t o m á s r á p id o . D e h e c h o , d e s p u é s d e a d o p ta r e sa s m e d id a s , A m é ­ r ic a L a t in a l o g r ó a m p lia r c o n s i d e r a b l e m e n t e s u s u p e r á v it c o m e r c ia l e n u n tie m p o e x tr a o r d in a ­ r i a m e n t e b r e v e ( g r á f i c o 1 ). L a g e n e r a c ió n d e e s e s u p e r á v it c o m e r c ia l se l o g r ó s in e m b a r g o , e n la m a y o r ía d e lo s p a ís e s , a c o s t a d e u n a f u e r t e r e d u c c i ó n d e la s i m p o r t a ­ c io n e s y d e u n a a g u d a r e c e s ió n in t e r n a . A n t e lo in s o s t e n ib le d e e sa s itu a c ió n , a p a r tir d e

1984-

1 9 8 5 s e c o m e n z ó a b u s c a r p o lític a s o p t a t iv a s q u e p e r m itie r a n m a n te n e r e l s u p e r á v it c o m e r c ia l y a la v e z f o m e n t a r e l c r e c i m i e n t o i n t e r n o . O b v i a ­

1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988

Transferencia neta de recursos hacia la región

-7 787 -10 303 148 28 336 37 266 32 822 15 873 20 917 23 435

Fuente;

c:e p a i ,

10 172 8 743 -19 765 -32 481 -28 1 2 0 -33 960 -23 819 -17 640 -30 539

s o b r e la b a se d e c ifr a s o fic ia le s.

m e n t e , c u a lq u ie r p r e s c r ip c ió n a l r e s p e c t o te n ía q u e t e n e r c o m o e je c e n t r a l u n a n u e v a p o lític a d e c o m e r c io .

En

la

p r á c tic a ,

s in

e m b a r g o , d ic h a

Gróficú 1 A SO C IAC IO N L A T IN O A M E R IC A N A DE INTEGRACION (ALAD!) SALDO CO M ERCIAL Y T R A N S F E R E N C IA NETA DE RECURSOS

(Miles de millones de dólares)

“ n u e v a ” p o lít ic a c o m e r c ia l s e r e s u m i ó e n la a p li­ c a c ió n d e u n a r e c e ta n o m u y n o v e d o s a : a c e le r a d a lib e r a liz a c ió n d e l c o m e r c io e x t e r io r , c o n e lim in a ­ c i ó n d e l o s c o n t r o l e s d i r e c t o s y d e la s b a r r e r a s n o a r a n c e la r ia s ; r e d u c c ió n d e l n iv e l m e d io y d e la d i s p e r s i ó n d e l o s a r a n c e l e s ; e l i m i n a c i ó n d e l o s p r o g r a m a s d e s u b s i d i o d i r e c t o a la s e x p o r t a c i o ­ n e s , y d e v a lu a c ió n . E sta f ó r m u la f u e a c t iv a m e n t e p r o m o v id a p o r lo s o r g a n is m o s

m u ltila te r a le s ,

p a r tic u la r m e n te

e n e l m a r c o d e lo s p r é s t a m o s d e a ju s te e s tr u c tu r a l d e l B a n c o M u n d ia l: d e h e c h o , la s m e d i d a s d e lib e r a liz a c ió n d e l c o m e r c io e x t e r io r h a n s id o in ­ c lu id a s e n t r e la s c o n d i c i o n e s d e c a s i e l 8 0 %

de

Fuente' Cuodro 0

ta le s p r é s t a m o s , y h a n r e p r e s e n t a d o c a si e l 30% de

e s a s c o n d ic io n e s ( B a n c o M u n d ia l,

1 9 8 8 , p.

5 9 ) . N o e s s o r p r e n d e n t e e n t o n c e s q u e la lib e r a ­ l i z a c i ó n h a y a s i d o l a p r i n c i p a l c a r a c t e r í s t i c a d e la p o lít ic a c o m e r c i a l d e la r e g i ó n d e s d e 1 9 8 5 , a u n ­ q u e c o n f o r m a s y r e s u lt a d o s d is p a r e s d e u n p a ís a o t r o . A s í, u n o tr a s o t r o , lo s p a ís e s la t in o a m e r i­ c a n o s s e h a n e n c a m i n a d o h a c i a la r e f o r m a , e n a lg u n o s c a s o s r a d ic a l, d e su r é g im e n c o m e r c ia l. E n c o n s e c u e n c i a , e l p e s o d e la s r e s t r ic c io n e s n o

c ia r o n u n a r e f o r m a c o m e r c ia l d e g r a n e n v e r g a ­ du ra,

m ie n tr a s

A r g e n tin a ,

B r a s il,

C o lo m b ia ,

E c u a d o r y U r u g u a y a m p lia r o n s ig n ific a tiv a m e n ­ t e la s m e d i d a s a n t e r io r e s d e lib e r a liz a c ió n . P o r l o t a n t o , s e p u e d e a f i r m a r q u e e l c o n j u n t o d e la r e g i ó n ( c o n la p o s i b l e e x c e p c i ó n d e l a R e p ú b l i c a D o m i n i c a n a ) t i e n e e n la a c t u a l i d a d u n r é g i m e n c o m e r c ia l b a s t a n t e m á s lib e r a l q u e e l v i g e n t e a l p r in c ip io d e lo s a ñ o s o c h e n t a

(c:epal, 1990c).

a r a n c e la r ia s y e l n iv e l d e l a r a n c e l m e d io b a jó e n m á s d e u n t e r c i o p a r a l o s p a í s e s d e l a ai.adi e n t r e 1 9 8 5 y 1 9 8 8 ( c u a d r o 9 ). L a r e d u c c i ó n e n la s r e s ­ t r i c c i o n e s a l c o m e r c i o s e r í a a ú n m á s m a r c a d a si

3.

R e su lta d o s y persp ectiva s d el com ercio in te rn a c io n a l de la re g ió n

s e p u d i e r a in c o r p o r a r c if r a s p a r a lo s a ñ o s 1 9 8 9 y 1 9 9 0 , d u r a n t e lo s c u a le s P e r ú y V e n e z u e l a in i-

N o s e d is p o n e to d a v ía d e lo s in d ic a d o r e s a d e c ú a -

A. LATINA Y LAS CORRIENTES FINANCIERAS Y COMERCIALES / R.DevHn y M.Guerguil

43

d o s p a r a m e d ir e l e f e c t o p r e c is o d e e s e c a m b io

H a c e a lg u n o s a ñ o s n a d ie h u b ie r a p e n s a d o q u e

d e p o lít ic a e n e l s e c t o r e x t e r n o . A p r im e r a v is ta ,

e sto s p r o d u c to s , c o n s id e r a d o s d e r a n g o m e n o r ,

s in e m b a r g o , lo s r e s u lt a d o s h a n s id o p o s itiv o s ,

p u d ie r a n c o n tr ib u ir e n

d a d o q u e la r e g i ó n r e g is t r ó e n t r e

e x p a n s ió n d e l s a ld o c o m e r c ia l la t in o a m e r ic a n o .

1986 y 1988

f o r m a t a n e x i t o s a a la

u n a f u e r te e x p a n s ió n d e su s e x p o r ta c io n e s , y e n

A s í, la p o lít ic a d e a p e r t u r a , a l r e v e la r e n f o r m a

p a r t ic u la r d e la s n o t r a d ic io n a le s , q u e s e in c r e ­

m á s e x p líc it a la s v e n t a j a s c o m p a r a t i v a s n a t u r a le s ,

m e n t a r o n e n m á s d e l 5 0 % ( c u a d r o 9 ). E s te é x it o

o m á s a m p l i a m e n t e la s v e n t a j a s d e la c a p a c id a d

s e d e b e al m e n o s p a r c ia lm e n t e a lo s d o s e f e c t o s

in s t a la d a d e l p a ís , r e v e la la d i s p o n i b i l id a d d e p r o ­

f a v o r a b l e s q u e s u e l e t e n e r la l i b e r a l i z a c i ó n d e l

d u c t o s c o n p o t e n c i a li d a d e s h a s t a la f e c h a i n s o s ­

c o m e r c io p a r a lo s e x p o r t a d o r e s . E n p r im e r lu ­

p e c h a d a s , p e r o s ig n ific a tiv a s , p a r a su v e n ta e n e l

g a r , ta l p o lític a e lim in a , o p o r lo m e n o s r e d u c e ,

e x t e r i o r . C o n e l l o , s e p u e d e n a u m e n t a r la s e x ­

la s t r a b a s a d m in is t r a t iv a s y la s i n c o h e r e n c i a s q u e

p o r t a c io n e s s in q u e e s t o e x ija n e c e s a r ia m e n t e u n

h a n s i d o u n r a s g o c a s i c o n s t a n t e d e la s e c o n o m ía s

i n c r e m e n t o d e la c a p a c i d a d i n s t a l a d a , o l a i n c o r ­

la tin o a m e r ic a n a s . P o r o tr a p a r te , a c a b a c o n b u e ­

p o r a c ió n d e n u e v a s t e c n o lo g ía s .

n a p a r t e d e la s d i s t o r s i o n e s d e p r e c io s , q u e g e ­

¿S e p u e d e d e d u c ir d e e s o s b u e n o s r e s u lta d o s

n e r a n in e f íc ie n c ia s e n la a s ig n a c ió n d e r e c u r s o s ,

q u e b a sta rá c o n e x t e n d e r y p r o fu n d iz a r el p r o ­

y p o r lo t a n t o , p e r m it e al p a ís a p r o v e c h a r m e jo r

c e s o d e lib e r a liz a c ió n

s u s v e n ta ja s c o m p a r a tiv a s .

m e n t e la p a r t ic ip a c ió n d e A m é r ic a L a tin a e n e l

D e h e c h o , u n a sp ec to m u y c o m e n ta d o d el

p a ra m e jo r a r a d e c u a d a ­

c o m e r c io m u n d ia l? U n e x a m e n m á s p r e c is o d e

c o m e r c io e x t e r io r d e A m é r ic a L a tin a e n lo s ú lt i­

lo s h e c h o s n o a v a la e s a c o n c lu s ió n . E n

m o s a ñ o s h a s id o e l c r e c im ie n to e s p e c ta c u la r d e

in tu itiv a , p u e d e d e c ir s e q u e n o p a r e c e e x is t ir u n a

fo r m a

la s e x p o r t a c i o n e s n o t r a d ic io n a le s d e p r o d u c t o s

r e la c ió n s is te m á tic a e n t r e e l g r a d o d e lib e r a liz a ­

p r i m a r i o s : p o r e j e m p l o , la f r u t a e n C h i l e , l a s f l o ­

c ió n o b t e n id o y lo s r e s u lt a d o s d e l s e c t o r e x p o r ­

res en

ta d o r : e s b ie n s a b id o , p o r e j e m p lo , q u e B r a s il,

C o lo m b ia y e l c a m a r ó n

en el E cuador.

Cuadro 9 ASOCIACION LATINOAMERICANA DE INTEGRACION (acadi): EFECTO DE LAS POLITICAS RECIENTES DE LIBERALIZACION COMERCIAL Restriccione,s no arancelarias'*

Total Argentina Bolivia Brasil Colombia Chile Ecuador México Paraguay Perú Uruguay Venezuela

Arancel medio

198.5

1988

1985

1988

32 50

21 31

51 28

31 26

20

34 96

1

16 74

1

38 19

27

50

53

1

1

30

33

12

20

20

81 83 35 50 34

42 48 17 49 16

54 32 17

Crecimiento de las exportaciones, 1987-1988*^ Tota­ No tra­ les dicionales 32 33 -7 51 68 1

52 18 4 62 35 51 20

29

64

66

6

29 18

29 14

17 26 34

Fuente: Elaboración propia, sobre la base de cifras de la CNC l'An, Trade and Development Report, 1989. “ Como porcenta.je de las importaciones. ** Porcentaje. Tasa de crecimiento acumulada para 1987 y 1988, ^ Porcentaje promedio ponderado según las importaciones de cada país. Excluye a Paraguay por falla de cifras comparables.

REVISTA DE LA CEPAL N* 43 ì Abnl de 1991

44

h a s ta h a c e p o c o u n o d e lo s p a ís e s la t in o a m e r ic a ­

a lr e d e d o r

n o s c o n m a y o r e s r e s tr ic c io n e s a l c o m e r c io , fu e

1984.

e l p r in c ip a l b e n e f ic ia r io d e l a u g e e x p o r t a d o r d e

la m a y o r ía d e lo s p a ís e s la t in o a m e r i c a n o s , q u e

del

10%

d e l c o m e r c io

m u n d ia l e n

S u e f e c t o e s e s p e c ia lm e n t e p e r ju d ic ia l p a r a

lo s a ñ o s o c h e n t a . P e r o t a m b ié n e x is t e n r a z o n e s

in te n ta n a h o r a a c r e c e n ta r su s v e n ta s e n lo s m e r ­

s u s ta n tiv a s p a r a ta le s d u d a s ; d e j a n d o d e la d o ,

c a d o s m u n d ia le s , y a q u e d ic h o s a c u e r d o s t ie n d e n

d a d o q u e e s c a p a n a l a lc a n c e d e e s e e s t u d io , lo s

a p r o t e g e r la p o s ic i ó n d e lo s e x p o r t a d o r e s e s t a ­

c o s t o s i n t e r n o s d e la p o lít ic a d e lib e r a liz a c ió n ,

b le c id o s e n d e s m e d r o d e lo s r e c ié n lle g a d o s .

q u e p u e d e n s e r s u m a m e n t e a lt o s , n o e s t á c la r o

E l e fe c t o a d v e r s o d e e s a c r e c ie n te a p lic a c ió n

q u e ta l p o lític a b a s te p a r a g a r a n tiz a r u n c r e c i­

d e lo s a c u e r d o s d e c o m e r c io a d m in is tr a d o s e v e

m i e n t o a d e c u a d o d e la s e x p o r t a c i o n e s a m e d i a n o

p o r lo d e m á s c o m p lic a d o p o r e l s u r g im ie n t o o

y la r g o p la z o . E n e f e c t o , e l m e jo r a p r o v e c h a m ie n ­

la c o n s o l i d a c i ó n d e g r a n d e s b l o q u e s r e g i o n a l e s

t o d e la s v e n t a j a s c o m p a r a t iv a s n a t u r a le s d e l p a ís

e n la e c o n o m ía a c t u a l. U n o d e e ll o s e s t á e f e c t i ­

( u n b e n e f i c i o y a s e ñ a l a d o d e la lib e r a liz a c ió n d e l

v a m e n te e m e r g ie n d o

c o m e r c io ), se v a a e n fr e n ta r r á p id a m e n te a d o s

a c u e r d o d e lib r e c o m e r c io f i r m a d o e n 1 9 8 8 e n t r e

t ip o s d e lím it e s , lo s p r im e r o s in t e r n o s y lo s s e ­

lo s E s ta d o s U n id o s y C a n a d á , y c o n la s p r e s e n t e s

g u n d o s e x te r n o s.

n e g o c ia c io n e s p a r a in c o r p o r a r a M é x ic o e n e s e

en

N o r te a m é r ic a , c o n

el

L o s lím it e s e x t e r n o s s o n lo s m á s fá c ile s d e

c u a d r o . U n o d e lo s o b j e t iv o s d e la lla m a d a I n i ­

id e n tific a r . L o s m e r c a d o s in te r n a c io n a le s d e p r o ­

c ia tiv a B u s h , a n u n c ia d a p o r e l P r e s id e n t e d e lo s

d u c t o s p r im a r io s o s e m iin d u s t r ia le s , e n lo s c u a le s

E sta d o s U n id o s a fin e s d e j u n io d e 1 9 9 0 , e s e x ­

A m é r ic a L a t in a t i e n e e n la a c t u a lid a d c la r a s v e n ­

t e n d e r e s a z o n a d e lib r e c o m e r c io “d e s d e A ia s k a

ta ja s c o m p a r a t iv a s , s o n p a r a d ó j ic a m e n t e t a m b ié n

h a s t a la T i e r r a d e l F u e g o ” , m e d i a n t e la n e g o c i a ­

lo s m á s r e s tr in g id o s y c o n t r o la d o s . S o n b ie n c o ­

c ió n d e c o n v e n io s c o m e r c ia le s b ila te r a le s , s e a n

n o c id o s , p o r e j e m p lo , lo s a c u e r d o s d e c o m e r c io

e llo s f r a n c a m e n t e d e lib r e c o m e r c io , o s im p le ­

a d m in is tr a d o q u e r ig e n e l in te r c a m b io d e p r o ­

m e n te a c u e r d o s -m a r c o q u e b u s c a n r e d u c ir e n

d u c t o s t e x tile s , c a lz a d o , a c e r o y a u t o m ó v ile s , p a r a

f o r m a p a u la tin a la s b a r r e r a s a l c o m e r c io e n t r e

c i t a r s ó l o a l g u n o s . E n e f e c t o , l a e x p a n s i ó n d e la s

lo s E s t a d o s U n i d o s y lo s d e m á s p a ís e s d e la r e ­

e x p o r ta c io n e s

g ió n .

la t in o a m e r ic a n a s

la s

ha

lle v a d o

c o n b a s ta n te r a p id e z a e n f r e n ta r r e s tr ic c io n e s e n

C o n la c o n s o l i d a c i ó n d e s i m i l a r e s b l o q u e s

e s o s s e c t o r e s , a m e d id a q u e lo s lím it e s e x is t e n t e s

r e g io n a le s e n E u r o p a y e n A s ia , y e l e s t a n c a m ie n ­

(p o r e je m p lo , e n e l c o m e r c io d e p r o d u c to s te x ­

to d e la s n e g o c ia c io n e s c o m e r c ia le s m u lt ila t e r a le s

tile s o a c e r o ) se h a n id o t o r n a n d o e f e c t iv a m e n t e

e n e l m a r c o d e l gatt , l a p e r s p e c t i v a d e u n a z o n a

r e s tr ic t iv o s a l e x p a n d ir s e la s e x p o r t a c io n e s d e

c o m e r c ia l p a r a e l c o n tin e n te a m e r ic a n o n o p u e d e

p a ís e s q u e h a s ta a h o r a h a b ía n e s t a d o a u s e n t e s o

s in o g e n e r a r b e n e p lá c it o e n p a ís e s q u e s in e lla

p o c o a c tiv o s e n e l in te r c a m b io . N u e v a s b a r r e r a s

c o r r e n e l r ie s g o d e q u e d a r s e m a r g in a d o s d e la s

h a n a p a r e c id o , a d e m á s , p a r a p r o t e g e r a lo s p r o ­

g r a n d e s c o r r ie n t e s d e c o m e r c io m u n d ia l. D e h e ­

d u c t o r e s n a c io n a le s d e b ie n e s a n t e r io r m e n t e v ír ­

c h o , a fin e s d e

g e n e s d e e s e t ip o d e r e s t r i c c i o n e s , c o m o la s f lo r e s

(B o liv ia , C o lo m b ia , C h ile , E c u a d o r y M é x ic o ) h a ­

o a l g u n a s f r u t a s e s p e c íf ic a s .'^ ^ D e h e c h o , l a p r á c ­

b ía n f ir m a d o y a a c u e r d o s - m a r c o c o n lo s E s ta d o s

tic a d e l c o m e r c io a d m in is t r a d o h a v e n id o c r e ­

U n id o s , y u n o d e e llo s (M é x ic o ) e s ta b a fir m e ­

c ie n d o e n lo s ú lt im o s a ñ o s , y lle g ó a c o n s titu ir

m e n t e e n c a m in a d o h a c ia la n e g o c i a c i ó n d e u n

Un ejemplo interesante es el del kiwi, una fruta hasta hace poco desconocida pero exitosamente introducida en los mercados estadounidense y europeo por los productores neo­ zelandeses. La creciente demanda de esa fruta incitó a varios agricultores californianos a iniciar la producción, y desde luego a presionar para que se introdujeran restricciones a la importación. A su vez, los exportadores colombianos de flores tuvieron que defenderse contra un intento de introducir una cuota a la importación de rosas, equivalente a 30% del con­ sumo interno. Para mayores detalle.s respecto a ese último caso, véase cepal, 1990b, p. 72.

r e g io n a l t ie n e a d e m á s s u ló g ic a e c o n ó m ic a : lo s

1 9 9 0 c in c o p a ís e s d e la r e g i ó n

a c u e r d o d e lib r e c o m e r c io . L a id e a d e u n b lo q u e

E s ta d o s U n id o s e s d e h e c h o e l p r in c ip a l m e r c a d o p a r a la s e x p o r t a c i o n e s d e la r e g i ó n , l l e g a n d o a a b s o r b e r 3 5 % d e l a s v e n t a s e x t e r n a s d e l a aladi e n 1 9 8 9 . E n c a m b io , la p a r t ic ip a c ió n d e e s o s m i s ­ m o s p a ís e s e n la s e x p o r t a c i o n e s t o t a l e s d e lo s E s ­ ta d o s U n id o s se h a m a n te n id o r e la tiv a m e n te m o ­ d e s ta (1 2 % ), d e ja n d o e n t o n c e s u n s ig n ific a tiv o p o te n c ia l d e e x p a n s ió n

(cepal,

1 9 9 0 d ).

N o s e v e t a n fá c il, s in e m b a r g o , e l c a m in o

A. LATINA Y LAS CORRIENTES FINANCIERAS Y COMERCIALES / R.Devlin y M.Guerguil

45

p a r a c o n c r e ta r e s e o b je tiv o te ó r ic a m e n te te n ta ­

id o r e la t iv a m e n t e d e s u n i d o s a la s n e g o c ia c io n e s

d o r . E n p r i m e r i u g a r , c a b e r e c o r d a r q u e la s n e ­

del

g o c ia c io n e s t e n d r á n q u e r e a liz a r s e e n t r e p a ís e s

m i r u n p a p e l p r o t a g ó n i c o e n la s n e g o c i a c i o n e s

c o n c a r a c te r ís tic a s e c o n ó m ic a s , c o m e r c ia le s y p o ­

r e l a t i v a s a la i i b e r a l i z a c i ó n d e l c o m e r c i o a g r í c o l a ,

lític a s m u y d i f e r e n t e s . L a s c o n c e s io n e s r e c íp r o c a s

u n se c to r e n el c u a l te n d r ía n m u c h o q u e g a n a r .

GATT, y e n

c o n s e c u e n c ia n o h a n lo g r a d o a s u ­

q u e c o n te n d r ía n d ic h o s a c u e r d o s p o d r ía n r e s u l­

P o r l o t a n t o , la i n i c i a t i v a e n e s e c a m p o h a q u e ­

t a r m u y d i s p a r e j a s , e n v i s t a , p o r e j e m p l o , d e la s

d a d o e n la s m a n o s d e lo s E s t a d o s U n i d o s y d e la

s ig n ific a tiv a s d ife r e n c ia s d e a r a n c e le s r e g is tr a d o s

C o m u n id a d E u r o p e a , m ie n tr a s q u e e l p a p e l d e

e n la a c t u a lid a d . P o r u n la d o , lo s a r a n c e le s la ti­

A m é r ic a L a tin a h a s id o lim it a d o a l d e a c e p ta r o

n o a m e r ic a n o s s o n to d a v ía r e la t iv a m e n t e a lto s y

r e c h a z a r la s o p c i o n e s c o n t e m p l a d a s p o r e s a s d o s

d i s p a r e j o s , a ú n d e s p u é s d e la s r e c i e n t e s r e f o r ­

p o t e n c ia s . A s im i s m o , c a b e d e s t a c a r q u e la lib e -

m a s . E n c a m b io , lo s i m p u e s t o s q u e a f e c t a n a la s

r a liz a c ió n a n t e s m e n c i o n a d a d e l c o m e r c i o d e la

e x p o r t a c i o n e s l a t in o a m e r ic a n a s h a c ia lo s E s ta d o s

r e g ió n se h a a p lic a d o e n f o r m a u n ila t e r a l, y n o

U n id o s s u e le n s e r r e la tiv a m e n te b a jo s, c o n lo q u e

h a i d o a c o m p a ñ a d a p o r la b ú s q u e d a d e c o n c e ­

e l g r u e s o d e la s c o n c e s i o n e s c o m e r c i a l e s q u e p u e ­

s i o n e s r e c í p r o c a s q u e s u e l e c a r a c t e r i z a r la r e d u c ­

d e o f r e c e r d ic h o p a ís se c o n c e n t r a , b á s ic a m e n t e ,

c ió n d e la s b a r r e r a s c o m e r c i a l e s .

e n la e li m i n a c ió n d e la s b a r r e r a s n o a r a n c e la r ia s ,

E s d e g r a n im p o r ta n c ia e n t o n c e s q u e A m é ­

e s p e c ia lm e n t e e n lo s s e c to r e s d e l a c e r o , lo s p r o ­

r ic a L a t i n a e m p i e c e a a r t i c u l a r e n

d u c t o s t e x t ile s y la s m a t e r ia s p r im a s a g r íc o la s .

e x p líc it a s u p o lític a d e n e g o c ia c ió n e x t e r n a c o n

N o s e p u e d e a s e g u r a r , s in e m b a r g o , q u e e l C o n ­

s u p o lític a d e c o m e r c io in t e r n a . A n iv e l n a c io n a l,

g r e s o e s t a d o u n id e n s e a c e p t e f á c ilm e n t e e lim in a r

a lg u n a s m e d id a s d e

fo r m a m á s

f á c il i m p l e m e n t a c ió n

po­

l a p r o t e c c i ó n a s e c t o r e s t a n s e n s ib l e s .^ ^ A d e m á s ,

d r ía n a y u d a r : p o r e je m p lo , u n u s o m á s e x t e n s o

a lg u n o s p a ís e s , c o m o lo s d e C e n t r o a m é r ic a y el

y s i s t e m á t i c o d e la r e d d i p l o m á t i c a p a r a d a r a

C a r ib e , p o d r ía n v e r s e p e r ju d ic a d o s a l p e r d e r el

c o n o c e r su s p r o d u c to s ; a s is te n c ia p a r a p e n e tr a r

a c c e so p r e fe r e n c ia l al m e r c a d o e s ta d o u n id e n s e

e n lo s m e r c a d o s y p r e v e n c ió n d e p o s ib le s a t a q u e s

d e l c u a l d is fr u ta n a c tu a lm e n te , y te n e r q u e c o m ­

p r o t e c c io n is t a s

p e t ir c o n e c o n o m ía s m á s g r a n d e s d e la r e g ió n .

la s c o s a s s e r á n s in d u d a

A

p e s a r d e e s a s d i f i c u l t a d e s e s p e c í f i c a s , la s

(cepal,

1 9 9 0 c ). A n iv e l r e g io n a l, a lg o m á s d ifíc ile s . S e

p u e d e a r g u m e n t a r q u e , d a d a s la s f u e r t e s d i s p a ­

n u e v a s c a r a c te r ís tic a s d e l c o m e r c io m u n d ia l h a n

r id a d e s e x is t e n t e s e n t r e la s e c o n o m í a s d e la r e ­

h e c h o d e la n e g o c ia c i ó n c o m e r c ia l n o t a n t o u n a

g ió n , ta n to r e s p e c to a su ta m a ñ o c o m o al g r a d o

o p c ió n , s in o m á s b ie n u n p a s o o b lig a d o p a r a lo ­

d e su a p e r tu r a c o m e r c ia l, n o h a y m u c h o e s p a c io

g r a r u n a in s e r c ió n e f ic ie n t e e n e l c o m e r c io in ­

p a r a u n a e s tr a te g ia c o n ju n ta d e n e g o c ia c ió n . E sto

te r n a c io n a l. E sto q u ie r e d e c ir q u e e n u n c o n t e x to

n o im p id e , s in e m b a r g o , d e f in ir u n

d e m á s c o m e r c io a d m in is tr a d o y d e b lo q u e s r e ­

r e fe r e n c ia c o m ú n , o fo r m a r b lo q u e s s u b r e g io n a ­

g io n a le s m á s c ir c u n s c r ito s , lo s fa c to r e s d e t e r m i­

le s d e n e g o c ia c ió n

n a n t e s d e la i n s e r c i ó n i n t e r n a c i o n a l h a n c a m b ia ­

d a d e s la d e q u e s e l le v e n

do;

p r á c tic a

a sí,

la

c a p a c id a d

n e g o c ia d o r a

del

p a ís

e x p o r t a d o r se v u e lv e a ú n m á s im p o r ta n te q u e

(cepal,

m arco d e

1 9 9 0 a ). O tr a p o s ib ili­

la s d e c la r a c i o n e s

e f e c t i v a m e n t e a la de

in te n c io n e s , f r e ­

c u e n t e m e n t e r e ite r a d a s p e r o p o c a s v e c e s c u m ­

s u v e n ta ja c o m p a r a tiv a fís ic a p a r a d e t e r m in a r s u

p lid a s , r e s p e c t o a u n a m a y o r a p e r t u r a d e l c o m e r ­

i n s e r c i ó n e n e l m e r c a d o . L a m e n t a b l e m e n t e , la

c io

m a y o r í a d e l o s p a í s e s d e la r e g i ó n n o h a n m o s ­

r e g io n a le s e x is t e n t e s p o d r ía n u tiliz a r s e n o s ó lo

tr a d o g ra n

c o m o f o r o s p a r a n e g o c ia c io n e s e n t r e p a ís e s la ti­

p e r ic ia e n e s e c a m p o . P a ra d a r u n

e j e m p lo r e c ie n t e , lo s p a ís e s la tin o a m e r ic a n o s h a n

in tr a r r e g io n a l. L o s n u m e r o s o s o r g a n is m o s

n o a m e r ic a n o s , s in o a d e m á s c o m o in s tr u m e n to d e n e g o c ia c i ó n c o n p a ís e s d e f u e r a d e la r e g i ó n . C u a lq u ie r a q u e s e a la m o d a l i d a d q u e s e a d o p t e ,

Las difíciles negociaciones sobre la renovación de los beneficios arancelarios en el marco de la Iniciativa para la Cuenca del Caribe, y la adopción por el Congreso de los Estados Unidos de una ley que aumentaría las restricciones a las importaciones textiles, luego vetada por el Presidente Bush, son ejemplos recientes de potenciales dificultades en ese campo.

e s in d is p e n s a b le in c o r p o r a r e n la p o lít ic a c o m e r ­ c ia l u n a e s t r a t e g i a a g r e s i v a d e n e g o c i a c i ó n , s i n la c u a l A m é r i c a L a t i n a c o r r e e l r i e s g o d e q u e d a r m a r g in a d a d e l s is te m a d e g r a n d e s b lo q u e s r e g io ­ n a le s q u e e s tá e m e r g ie n d o . E x is t e o t r o lím it e , m á s c u a lit a t iv o , a la e s t r a ­

46

REVISTA DE LA CEPAL N“ 43 / Abril de 1991

t e g ia d e a p r o v e c h a m i e n t o d e la s v e n t a j a s c o m ­

o b r a , la b a s e e m p r e s a r i a l i n t e r n a y l a c o n f i g u r a ­

p a r a tiv a s e x is t e n t e s . E s e s e g u n d o lím ite r e fle ja

c ió n in s t it u c io n a l d e l p a ís ) y , f i n a l m e n t e , la s p o ­

io s c a m b io s p e r m a n e n t e s q u e v ie n e n o c u r r ie n d o

s ib le s in t e r a c c io n e s d e e s t o s fa c to r e s . C o n t o d o ,

e n lo s p r o c e s o s d e p r o d u c c ió n y c o m e r c ia liz a c ió n

e l lo g r o d e u n a c o m p e titiv id a d a u té n tic a r e s p o n ­

a n iv e l m u n d ia l, d e b id o al c o n s ta n te d e s p la z a ­

d e a u n p r o c e s o d e c a r á c te r s is tè m ic o , e n e l s e n ­

m i e n t o d e la f r o n t e r a t e c n o l ó g i c a

(ci.i'al , 1 9 9 0 b ,

c a p . 4 ) . E n la s ú lt im a s d é c a d a s , p o r e j e m p l o , lo s

tid o d e q u e d e p e n d e d e u n c o n j u n t o d e s in e r g ia s y e x t e r n a lid a d e s d e d is tin to s tip o s .

r e c u r s o s n a t u r a l e s e in c lu s o la m a n o d e o b r a h a n e s ta d o h a c ie n d o u n a c o n tr ib u c ió n d e c r e c ie n te a la a c t i v i d a d i n d u s t r i a l . E s t o s e h a d e b i d o , e n t r e o tr a s c o s a s , a lo s e s f u e r z o s d e a h o r r o e n e l u s o d e la e n e r g í a y d e lo s r e c u r s o s n o r e n o v a b le s , a la c r e c i e n t e s u s t i t u c ió n d e m a t e r ia s p r im a s n a t u ­ r a l e s p o r m a t e r i a s s i n t é t i c a s , y a la m e c a n i z a c i ó n c a d a v e z m a y o r d e lo s p r o c e s o s in d u s t r ia le s . C o n e l l o , e l c o n t e n i d o e s t r i c t a m e n t e “ m a t e r i a l ” d e la a c t i v i d a d i n d u s t r i a l , y p o r c o n s i g u i e n t e d e la s m a ­ n u f a c t u r a s c o m e r c ia liz a d a s , se h a v e n id o r e d u ­ c ie n d o p a u la tin a m e n te e n b e n e íic io d e u n a m a ­ yor

p a r tic ip a c ió n

del

c o n te n id o

“in t a n g ib le ” ,

a s o c i a d o a la i n f o r m a c i ó n o a l c o n o c i m i e n t o c i e n ­ tífic o y t e c n o ló g ic o . D ic h a t e n d e n c ia s e h a v e n id o o b s e r v a n d o p o r lo d e m á s e n u n a g a m a a m p lia

P o r l o t a n t o , la a d o p c i ó n d e u n s i s t e m a d e p r e c i o s r e l a t i v o s a d e c u a d o s y la m a n t e n c i ó n d e lo s p r in c ip a le s e q u ilib r io s m a c r o e c o n ó m ic o s p u e ­ d e n a p a r e c e r c o m o u n a c o n d ic ió n n e c e s a r ia , p e ­ r o d e n i n g ú n m o d o s u f ic i e n t e , p a r a a u m e n t a r la c o m p e tit iv id a d d e A m é r ic a L a tin a , s o b r e t o d o si se c o n s id e r a el r e z a g o te c n o ló g ic o a c u m u la d o p o r la r e g i ó n a l o l a r g o d e l o s a ñ o s s e t e n t a y o c h e n t a . D i c h o r e z a g o s ó l o p o d r á s e r c o m p e n s a d o c o n la a d o p c ió n d e u n a p o lític a in d u s t r ia l, t e c n o ló g ic a y e d u c a c i o n a l a c t i v a , q u e s e c o o r d i n e c o n la p o ­ l ít i c a c o m e r c i a l p a r a p r o m o v e r la i n c o r p o r a c i ó n d e l p r o g r e s o t é c n ic o , e l a u m e n t o d e la c a lif ic a c ió n d e la m a n o d e o b r a , y la a r t i c u l a c i ó n d e l o s s e c ­ to r e s e x p o r ta d o r e s c o n e l r e s to d e l s is te m a p r o ­ d u c tiv o .

d e p r o d u c to s , in c lu s o e n s e c to r e s ta n tr a d ic io n a ­ l e s c o m o e l d e l o s a l i m e n t o s o d e l v e s t u a r i o {ibid.,

Tal p o lític a n o t ie n e p o r q u é s e r c o n t r a d ic ­

p . 7 1 ). A su v e z , e s o s c a m b io s h a n in flu id o p r o ­

to r ia

f u n d a m e n t e e n la p é r d i d a r e l a t i v a d e d i n a m i s m o

m e r c ia l: p o r e l c o n t r a r io , c o m o y a se m e n c io n ó ,

con

lo s

e sfu e r z o s

de

lib e r a liz a c ió n

co­

d e l c o m e r c io d e b ie n e s in d u s tr ia le s t r a d ic io n a le s

r e q u i e r e e l i m i n a r la s e x c e s i v a s b a r r e r a s a r a n c e ­

( m e t a l e s y a u t o m ó v i l e s , p o r e j e m p l o ) , f r e n t e a la s

la r ia s y n o a r a n c e la r ia s q u e h a n t r a b a d o b u e n a

r a m a s q u e in c o r p o r a n m a y o r in n o v a c ió n t e c n o ­

p a r t e d e la s e x p o r t a c i o n e s l a t i n o a m e r i c a n a s d e s ­

l ó g i c a ( la e l e c t r ó n i c a , la m i c r o c o m p u t a c i ó n , la i n ­

d e h a c e v a r ia s d é c a d a s . A d e m á s , la e x p a n s i ó n d e

f o r m á t i c a , la b i o t e c n o l o g í a y la i n g e n i e r í a d e n u e ­

la s e x p o r t a c i o n e s b a s a d a s e n la s v e n t a j a s c o m p a ­

v o s m a te r ia le s , e n t r e o tr a s).

r a tiv a s “ n a t u r a le s ” p u e d e t r a n s f o r m a r s e e n u n a

L a c o m p e titiv id a d b a s a d a e n e l a p r o v e c h a ­

v ía d e e n t r a d a h a c ia e x p o r t a c i o n e s d e m a y o r c o n ­

m ie n t o d e la s v e n ta ja s c o m p a r a tiv a s (se a a b u n ­

t e n i d o t e c n o ló g i c o e n la m e d i d a e n q u e s e a r t ic u le

d a n c ia d e r e c u r s o s n a tu r a le s o a b u n d a n c ia d e

c o n la s d e m á s a c t i v i d a d e s y p r o m u e v a l a d i f u s i ó n

m a n o d e o b r a ) y d e la c a p a c i d a d o c i o s a e x i s t e n t e s

d e u n a “m e n t a lid a d e x p o r t a d o r a ” . S in e m b a r g o ,

se d e b ilita r á

la

e n t o n c e s p r o g r e s iv a m e n te

por

la

m e n o r g r a v it a c ió n d e d ic h o s r e c u r s o s e n lo s n u e ­

lib e r a liz a c ió n

c o m e r c ia l

no

será

s u fic ie n te ;

t a m p o c o t i e n e q u e a s u m i r s i s t e m á t i c a m e n t e la

v o s p r o c e s o s p r o d u c tiv o s . P a ra p a sa r d e e sa c o m ­

f o r m a r a d ic a l q u e c o n f r e c u e n c ia s e h a in c lu id o

p e t it iv id a d e s p u r ia a o t r a m á s a u t é n t ic a e l p a ís

e n la s f ó r m u l a s a c t u a l m e n t e e n b o g a . A s í, e n v is ta

d e b e r á s e r c a p a z d e id e n t if ic a r , im ita r y a d a p t a r

d e lo s c o s t o s in t e r n o s d e u n a lib e r a liz a c ió n a c e ­

lo s n u e v o s p r o c e s o s d e p r o d u c c ió n , o s e a , d e in ­

le r a d a , a lg u n o s p a ís e s ta l v e z p r e f ie r a n u n a p o ­

c o r p o r a r e n fo r m a c o n tin u a a su s p r o p io s p r o ­

lític a d e a p e r t u r a g r a d u a l , e in c lu s o la m a n t e n ­

c e s o s e l p r o g r e s o té c n ic o q u e e m e r g e in te r n a c io ­

c ió n d e u n a p r o t e c c ió n

n a lm e n te

p a r a a lg u n a s a c t iv id a d e s p o r t a d o r a s d e p r o g r e s o

(F a jn z y lb e r ,

1988,

pp.

7 -2 4 ).

D ic h a

s e le c t iv a y c o n d ic io n a l

c a p a c i d a d d e p e n d e r á n o s o l a m e n t e d e la s r e a c ­

t é c n ic o , c o n m ir a s a a u m e n t a r s u c o m p e t it iv id a d

c i o n e s d e la s e m p r e s a s a lo s c a m b io s d e p r e c io s ,

e n la m e d i d a e n q u e e s a p o l í t i c a c o m e r c i a l p e r ­

s in o t a m b ié n d e m u c h o s fa c to r e s a d ic io n a le s ( e n ­

m ita a c c io n e s m á s d e c id id a s e n lo s c a m p o s in ­

t r e o t r o s e l g r a d o d e c a l i f i c a c i ó n d e la m a n o d e

d u s tr ia l, t e c n o ló g ic o y e d u c a t iv o .

A. LATINA Y LAS CORRIENTES FINANCIERAS Y COMERCIALES / R.Devlm y M.Guerfruil

47

III Conclusiones L o s a ñ o s n o v e n ta se r á n p r o b a b le m e n te d e r e s­

n u d o e n tr a b a su s d e s e m b o ls o s , y fo r ta le c e r y a m ­

tr ic c ió n f in a n c ie r a p a r a A m é r ic a L a tin a . E n e l

p lia r s u s p r o g r a m a s c a t a liz a d o r e s d e c a p it a l e x ­

á m b ito d e l f in a n c ia m ie n to c o n v e n c io n a l, e l a c c e ­

t r a n j e r o p r iv a d o ( c o m o lo s d e c o f in a n c ia m i e n t o

s o a lo s m e r c a d o s p r iv a d o s in t e r n a c io n a le s d e

y lo s q u e o t o r g a n c a p ita l d e r ie s g o p a r a e m p r e s a s

c a p ita l s e r á d ifíc il, d e b id o al p r o b le m a s is tè m ic o

p r iv a d a s e n lo s p a ís e s e n d e s a r r o llo ) .

d e s o b r e e n d e u d a m i e n t o d e la r e g i ó n , la s d i f i c u l ­

P o r ú lt im o , e n v is ta d e l e n o r m e s o b r e e n d e u ­

ta d e s fin a n c ie r a s d e m u c h o s b a n c o s c o m e r c ia le s ,

d a m i e n t o d e la r e g i ó n y d e la a c t u a l t r a n s f e r e n c i a

la s m u y c o m p lic a d a s t r a n s f o r m a c io n e s s o c i o e c o ­

n e g a t iv a d e r e c u r s o s a e lla , lo s e s q u e m a s d e r e ­

n ó m i c a s y p o lít ic a s q u e d e b e n r e a liz a r s e , y la tr a ­

d u c c i ó n d e la d e u d a y d e s u s e r v ic io s e r á n o t r a

d i c i o n a l m e n t e l e n t a r e c u p e r a c i ó n d e la c o n f ia n z a

f u e n t e im p o r ta n te d e fin a n c ia m ie n to . U n p r o ­

d e s p u é s d e u n a p e r t u r b a c ió n ta n g r a n d e c o m o

g r a m a c o n s e n s u a l d e r e d u c c i ó n d e la d e u d a c o n s ­

la q u e

lo s a ñ o s

t it u y e la o p c i ó n ó p t im a e n e s e f r e n t e . A u n q u e e l

N o o b s ta n te e s te c o m p le jo p a n o r a m a fin a n ­

e s ta n a tu r a le z a , s e e s tá v ie n d o a h o r a q u e n o d is ­

s a c u d ió

a A m é r ic a

L a tin a

en

o c h e n ta .

P la n B r a d y c r e ó e x p e c t a t i v a s d e u n a s o l u c i ó n d e

c ie r o , lo s p a ís e s d e la r e g i ó n t e n d r á n o p o r t u n i ­

p o n e d e lo s r e c u r s o s p ú b lic o s f in a n c ie r o s e in s ­

d a d e s p a r a e n c o n t r a r a l g ú n a liv io . E stá c o m p r o ­

titu c io n a le s

bado

in v e r s io n is ta s

s o b r e e n d e u d a m i e n t o d e la r e g i ó n . E n e s t a s c ir ­

e x t r a n j e r o s d i s p u e s t o s a c o m p r o m e t e r s e e n la r e ­

c u n s t a n c ia s , la r e s t r ic c ió n u n ila t e r a l d e l s e r v ic io

g ió n

a lg u n a s g a r a n tía s o

d e la d e u d a p o r p a r t e d e a l g u n o s p a ís e s l a t in o a ­

a v a le s e x t e r n o s q u e a p a r te n e l n u e v o fin a n c ia ­

m e r ic a n o s p u e d e c o n v e r tir s e e n u n a s o lu c ió n s u ­

m ie n to d e lo s r ie s g o s a s o c ia d o s a l s o b r e e n d e u d a ­

b ó p t i m a p e r o e f e c t i v a p a r a r e d u c i r la s a n g r í a d e

m ie n to . S i b ie n e s e f in a n c ia m ie n to d e n ic h o , q u e

r e c u r s o s q u e s u f r e la r e g ió n . D e h e c h o , e n 1 9 8 9 -

que

e x is te n

p r e sta d o r e s

m ie n tr a s e n c u e n t r e n

e

s u fic ie n te s c o m o

para

e lim in a r

el

i n c lu y e la i n v e r s ió n d ir e c t a e x t r a n j e r a , n o p e r ­

1 9 9 0 la m a y o r ía d e lo s p a ís e s la t in o a m e r i c a n o s

m i t e r e s o lv e r e l p r o b l e m a d e la r e s t r ic c ió n f i n a n ­

o p t a r o n p o r e s ta ú lt im a s o l u c i ó n . S i e l P la n B r a d y

c ie r a

m enos

n o se fo r ta le c e r á p id a m e n te , e s p r o b a b le q u e e n

o f r e c e la p o s ib ilid a d d e p r o m o v e r n u e v a s a c t iv i­

a l n iv e l m a c r o e c o n ó m ic o ,

por

lo

lo s a ñ o s n o v e n t a se a g u d ic e e s ta t e n d e n c ia , y q u e

d a d e s im p o r ta n te s a n iv e l m ic r o e c o n ó m ic o o s e c ­

l o s p a í s e s d e la r e g i ó n s e e s f u e r c e n p o r d e s a r r o ­

to r ia l. L o s i n c o n v e n i e n t e s d e e s t e f in a n c ia m ie n t o

l la r e s q u e m a s u n i l a t e r a l e s c a d a v e z m á s e f i c i e n t e s

s o n d o s : a m e n u d o e s d ifíc il d e o r g a n iz a r , y s u e le

y a p to s p a r a a p o y a r su s p r o g r a m a s e c o n ó m ic o s

s e r r e la t iv a m e n t e c a r o . P a ra lo s p a ís e s q u e lo g r e n

d e a ju ste y c r e c im ie n to .

e lim in a r , o p o r lo m e n o s c o n tr o la r , su p r o b le m a

P e s e a la s m e n c i o n a d a s p o s i b i l i d a d e s d e a l i ­

d e s o b r e e n d e u d a m ie n t o , h a y p e r s p e c tiv a s d e u n a

v i a r la r e s t r i c c i ó n f i n a n c i e r a , e l r e d u c i d o a c c e s o

le n t a y d ifíc il r e in s e r c ió n e n lo s m e r c a d o s p r iv a ­

d e la r e g i ó n a l c a p i t a l e x t r a n j e r o h a c e i m p r e s ­

d o s d e c a p ita l. D e h e c h o , h u b o s e ñ a le s e n 1 9 9 0

c in d ib le fo r m u la r u n a n u e v a p o lític a c o m e r c ia l,

d e q u e a l g u n o s p o c o s p a ís e s d e la r e g i ó n e s t a b a n

y a q u e s e r á e l in t e r c a m b io d e b ie n e s y d e s e r v ic io s

in ic ia n d o u n a n u e v a r e la c ió n v t)lu n ta r ia c o n e s o s

la a c t i v i d a d q u e o f r e c e r á m a y o r e s o p o r t u n i d a d e s p a r a a u m e n t a r la c a p a c i d a d i m p o r t a d o r a d e l a

m ercad os. L o s o r g a n is m o s m u ltila te r a le s d e f in a n c ia ­

r e g ió n . E l e n to r n o e x te r n o e n e s te c a m p o n o se

m ie n to p r o b a b le m e n te se c o n v e r tir á n e n u n a d e

v e ta n n e g a tiv o : s e e s p e r a q u e e n lo s a ñ o s n o v e n t a

la s f u e n t e s m á s im p o r t a n t e s d e c r é d it o p a r a A m é ­

e l c o m e r c io m u n d ia l c r e z c a e n p r o m e d io 6% p o r

r ic a L a t in a

a ñ o , r it m o s im ila r a l r e g is t r a d o e n lo s a ñ o s s e ­

en

lo s a ñ o s n o v e n ta . N o

o b s t a n t e ,,

p a r a q u e s u p e r e n la t r a n s f e r e n c ia n e g a t iv a d e

t e n t a . A u n a s í, p a r a a m p lia r la s v e n t a s e x t e r n a s

r e c u r s o s q u e r e g i s t r a n h o y e n d í a c o n la r e g i ó n ,

d e la r e g i ó n s e n e c e s i t a r á u n c a m b i o p r o f u n d o

e so s o r g a n is m o s d e b e n a u m e n ta r su s p r é sta m o s,

e n la p o l í t i c a d e c o m e r c i o e x t e r i o r , la q u e d u r a n t e

m e d ia n t e n u e v o s a c u e r d o s d e a m p lia c ió n d e su

la m a y o r p a r t e d e l p e r í o d o d e p o s g u e r r a h a h e ­

c a p it a l; f le x ib iliz a r la c o n d i c io n a li d a d q u e a m e ­

c h o u s o e x c e s i v o d e la s r e s t r ic c io n e s a d m i n i s t r a ­

REVISTA DE LA CEPAL N ' 43 / Almi de 1991

48

tiv a s y h a m a n t e n i d o u n s is te m a d e p r e c io s r e la ­

c a d a d ía c o n m á s fu e r z a u n n ú m e r o lim it a d o d e

t iv o s p o c o c o h e r e n t e s . E sa s c a r a c te r ís tic a s c la r a ­

b lo q u e s r e g i o n a l e s . L a s e g u n d a a f e c t a a la p o lít ic a

m e n t e h a n lim it a d o e l a p r o v e c h a m ie n t o e n lo s

in t e r n a : la e x p e r i e n c i a d e lo s p a ís e s q u e s e h a n

m e r c a d o s e x t e r n o s d e lo s a m p lio s r e c u r s o s n a t u ­

in s e r ta d o c o n é x it o e n e l c o m e r c io in te r n a c io n a l

r a l e s y h u m a n o s d e q u e d i s p o n e la r e g i ó n . C o n s ­

( e n p a r tic u la r lo s d e l S u d e s t e a s iá tic o ) m u e s t r a

c i e n t e s d e e ll o , la m a y o r ía d e lo s p a ís e s l a t in o a ­

q u e s e n e c e s it a u n a a c tiv a p o lít ic a in d u s t r ia l p a r a

m e r ic a n o s h a n

p r o m o v e r la i n c o r p o r a c i ó n d e l p r o g r e s o t é c n i c o ,

e m p e z a d o , a u n q u e e n d is tin to s

g r a d o s y m a g n it u d e s , a lib e r a liz a r s u s tr a n s a c c io ­

m e j o r a r la c a lif ic a c ió n d e la m a n o d e o b r a , y a s í

n e s c o m e r c ia le s y a a p o y a r e n f o r m a m á s d e c id id a

lo g r a r u n a c o m p e titiv id a d a u té n tic a y d u r a d e r a

su s e x p o r ta c io n e s , c o n a lg u n o s a le n ta d o r e s r e ­

q u e p e r m it a i n c r e m e n t a r la p a r t ic ip a c ió n e n e l

s u lt a d o s e n s u s v e n ta s e x t e r n a s n o tr a d ic io n a le s .

c o m e r c io m u n d ia l y a l m is m o t ie m p o e le v a r lo s n iv e le s d e v id a d e la p o b la c ió n .

No

e s n a d a e v i d e n t e , s i n e m b a r g o , q u e la

E n s ín te s is , e l m a n e j o d e l s e c to r e x t e r n o , t a n ­

m a n t e n c i ó n o la p r o f u n d i z a c i ó n d e e s t o s e s f u e r ­

to f in a n c ie r o c o m o c o m e r c ia l, e x ig ir á e n lo s a ñ o s

z o s lib e r a liz a d o r e s s e a n s u f ic ie n t e s p a r a a s e g u r a r

n o v e n ta u n g r a n e s f u e r z o d e im a g in a c ió n y m u ­

e l d e s e a d o i n c r e m e n t o d e la s e x p o r t a c i o n e s la t i­

c h o p r a g m a t is m o . I m a g in a c ió n p o r q u e la s c o n ­

n o a m e r ic a n a s . M á s b ie n , p a r a lo g r a r e s e r e s u lta ­

d ic io n e s e n a m b a s e s fe r a s v a n c a m b ia n d o c o n

d o s e r á p r e c is o e f e c t u a r p r o f u n d o s c a m b io s c u a ­

s u m a v e lo c id a d , y n o to le r a n e l u s o d e e s q u e m a s

lit a t iv o s e n e l t ip o d e i n s e r c i ó n d e la r e g i ó n e n

a n te r io r m e n te

e s ta b le c id o s .

P r a g m a tis m o

por­

la e c o n o m í a m u n d i a l . A l r e s p e c t o , s e p u e d e n d e s ­

q u e e n e sa s n u e v a s c o n d ic io n e s ta m p o c o s ir v e n

ta c a r d o s lín e a s d e a c c ió n p r in c ip a le s . L a p r im e r a

io s e s q u e m a s i d e o ló g i c o s r íg id o s q u e

t i e n e q u e v e r c o n l a s r e l a c i o n e s e x t e r n a s d e la

a p r o v e c h a r la s n u e v a s o p o r t u n id a d e s q u e v a n

r e g i ó n : e s p r e c i s o r e f o r z a r s i g n i f i c a t i v a m e n t e la

a p a r e c i e n d o . E n s u m a , la ta r e a n o e s f á c il, p e r o

c a p a c id a d

n e g o c ia d o r a d e A m é r ic a L a tin a c o n

c a b e e s p e r a r q u e A m é r ic a L a t in a , c o n la s e n o r ­

lo s d e m á s p a ís e s y r e g io n e s , c o m o ú n ic o m e d io

m e s r e se r v a s d e ta le n to h u m a n o d e q u e d is p o n e ,

p a r a q u e é s ta n o q u e d e m a r g in a d a e n u n m u n d o

l o g r e r e t o m a r e n lo s a ñ o s n o v e n t a la s e n d a d e l

e n q u e c r e c e el c o m e r c io a d m in is tr a d o y e m e r g e

c r e c im ie n t o e c o n ó m ic o y s o c ia l.

im p id e n

A. LATINA Y LAS CORRIENTES FINANCIERAS Y COMERCIALES / R,Devlin y M.Guerguil

49

Apéndice F IN A N C IA M IE N T O D E N IC H O E N A M E R IC A L A T IN A

Telmex E s ta e m p r e s a m e x ic a n a d e t e lé f o n o s c o n s i g u i ó 8 0 0 m illo n e s d e d ó la r e s d e f in a n c i a m ie n t o e x t e r n o e n 1 9 8 9 . E l s e c r e t o d e l a c u e r d o f u e la g a r a n t ía d e l p r é s t a m o c o n in g r e s o s f u t u r o s e n d ó l a r e s g e n e r a d o s e n e l e x t e r io r . E n e f e c t o , T e l m e x t i e n e u n a c u e r d o r e c íp r o c o c o n la e m p r e s a t e le f ó n i c a n o r t e a m e r ic a n a A T & T p a r a liq u id a r c u e n t a s r e la c io n a d a s c o n e l t r á fic o t e le f ó n i c o e n t r e M é x ic o y lo s E s ta d o s U n id o s . E n v ista d e q u e h a y m á s lla m a d a s o r ig i n a d a s e n lo s E s t a d o s U n i d o s , T e l m e x s u e l e a c u m u la r s a ld o s p o s it iv o s c o n A T & T , lo s c u a l e s h a n l l e g a d o e n lo s ú lt i m o s a ñ o s a u n m o n t o a n u a l d e m il m illo n e s d e d ó la r e s . T e l m e x u tiliz a s u s c u e n t a s p o r c o b r a r a A T & T c o m o g a r a n t ía p a r a e l n u e v o p r é s t a m o . A s í, e l v e r d a d e r o d e u d o r e n e s a t r a n s a c c ió n t e r m in a s i e n d o A T & T , q u e e n e l c a s o d e i n c u m p l i m ie n t o p o r p a r t e d e T e l m e x d e b e e n t r e g a r su s p a g o s d ir e c t a m e n t e a lo s a c r e e d o r e s d e la e m p r e s a m e x ic a n a . E n e f e c t o , e s a t r a n s a c c ió n c o n g a r a n tía r e p r e s e n t ó p a r a e s t o s ú lt im o s u n a o p e r a c i ó n d e p o c o r ie s g o .

Lan Chile U n a e m p r e s a c h ile n a p o s t u l ó a la c o m p r a d e L a n C h ile , lín e a a é r e a q u e q u is o p r tv a tiz a r e l g o b i e r n o , y c o n s i g u i ó p a r a e ll o 2 9 m i ll o n e s d e d ó l a r e s d e M o r g a n G u a r a n ty T r u s t B a n k . E sa in u s it a d a t r a n s a c c ió n g a n ó i m p u ls o d e b i d o a u n v ín c u lo e n t r e e l c o m p r a d o r c h i l e n o y S A S , la lín e a a é r e a e s c a n d in a v a : S A S , q u e e s u n c li e n t e i m p o r t a n t e d e M o r g a n , s e c o m p r o m e t i ó a d e m á s a c o m p r a r d ir e c t a m e n t e u n a p a r t e d e L a n C h ile . E s te c o m p r o ­ m is o d e S A S c o n L a n C h il e o t o r g ó al n e g o c io la s e g u r id a d n e c e s a r ia p a r a q u e e l c o m p r a d o r p u d i e s e o b t e n e r lo s r e c u r s o s e x t r a n j e r o s .

Comisión Federal de Electricidad de México (CFE) E s ta e m p r e s a e s t á p o r c o n s e g u i r 2 3 5 m illo n e s d e d ó la r e s e n e l e x t e r io r . S u e l e v e n d e r p a r t e d e s u c a p a c id a d o c io s a d e g e n e r a c ió n a l E s t a d o d e C a lif o r n ia e n lo s E s ta d o s U n id o s , y e s tá u t iliz a n d o s u s in g r e s o s e n e l e x t e r io r c o m o g a r a n t ía d e l p r é s t a m o e x t r a n je r o .

5Q

REVISTA DE LA CEPAL N" 43 / Abril de 1991

Bibliografia

Akimir, Oscar y Robert Devlin (comp.) (en prensa); Mora­ toria en América [.atina: experiencia en los países. América Económica (1990); México, D.F., marzo. Banco Mundial (1988); Adjustment Lending. An Evaluation of Ten Years of Experience, Policy and Research Series, N" 1, : ; i SfVashjpglQp, p.C,, diciembre. BuJoty, j^r^niy y Kenpeth Rogoff (1988); The buyback boondoggie, W.Q.Brainard y George L. Perry (eds.), Broo' ' ktT^sfàpèrs on Economic Activity, N“ 2, Washington, D.C., ^ ' '*The‘Byòci'kihgs iHsUtution. Bdsinèss'lntérrikiòhaì Co. (1990): Bminess Latin America, i A; Niieva: Vorky 2 d(^ abril. OEPjAL(CÒrhisióri Económica para América Latina y el Caribe) ■ (;L9.65):; finaiicianiiento externo de América Latina ' , , (j(/c;N.¡12(B4^(Rey,,l), Santiago de Chile, diciembre. Publicacióh de las Naciones Unidas, N“de venta: 65, n.c.4. ( 1982): Balance preliminar de la economía latinoameri­ cana durante 1982 (e/cepaul.279), Santiago de Chile, diciembre. ______ (1984): Políticas de ajmte y renegociación de la deuda wéxtemaen-AméridaLátina, Cuadernos de la cepai, N“ 48 !?3 nhago de Chile, diciembre. Publicación 1^^,rv¡aciqneí Unidas, N" de venta: S.84.K.G.18. .( 1.^8 ^) : ¿á evolución del problema de la deuda externa Aítténcfi Latina, y el Caribe, Estudios e Informes de la ’ ' " céi’aC Ñ'‘'^2'íi.Q'Gd487/Rev.2-P), Santiago de Chile, sep­ tiembre. Publicación de las Naciones Unidas, N" de ven­ ta: S.88.II.G.10. (1989a); Balance preliminar de la economía de América Latina y el Caribe 1989 (lc/g .1586), Santiago de Chile, ;^,.v,;diciqnibre...i. '' ‘ ^Í989b): Comercio iniemadomil e inserción de América ’ j[l¿¿/ttíi'(fícJ'lí.8¿2), Santiago de Chile, diciembre. ______ „ (1989c):E/ comportamiento de los bancos transnacionales y la crisis internacional de endeudamiento. Estudios e Infor­ mes de la CEPAL, N" 76 (Ltít;. 1553/Rev.l-p), Santiago de Chile, julio. Publicación de las Naciones Unidas, N" de venta: s .89.ii .g .12. _______ (1990a): América Latina y el Caribe¡opciones para re­ ducir el peso de la deuda (lc/g . 1605-p), Santiago de Chile, marzo. Publicación de las Naciones Unidas, N“ de venta: S.90.1I.G.7.

______ (1990b): América Latina frente a la iniciativa Bush: un examen inicial ([.c7r .924), Santiago de Chile, septiembre. (1990c): El cabildeo para el comercio internacional de América Latina y el Caribe en Washington, D.C. (LC / t;, 1632): Washington, D.C., octubre. _______ (Oficina de Washington) (1990d): Trade policy reform in Latin America in the 1980’s, ago.sto, mimeo. (1990e): Transformación productiva con equidad (lc/g. 1601-p), Santiago de Chile. Publicación de las Na­ ciones Unidas, N" de venta: S.90,ll.G.6. CEPAL/SELA(Sistema Económ ico L atinoam ericano) ( 1989): En­ deudamiento externo y crecimiento económico en América La­ tina y el Caribe: consecuencias económicas de la propuesta de

reducción de la carga de la deuda formulada por la .Secretaría ' Permanente del S e l a comparadas con las de escenarios alter­ nativos (LC/R.841), Nueva York, diciembre. CE'l' (Centro de las Naciones Unidas sobre las Empresas Transnacionales) (1987):An interview with Ricardo Ffrench-Davis, CTcReporter, N“ 23, Nueva York, segun­ do trimestre. Devlin, Robert (1989): Debt and the Crisis in Latin America: the Supply Side of the Story, Princeton, Nueva Jersey, Prince­ ton University Press. Dooley Michael (1988): Self-financed buybacks and asset exch'diigeslMFStaffPapers, vol.35, N“4, Washington D.C., Fondo Monetario Internacional (fmi), diciembre. Fajnzylber, Fernando (1988); Competitividad internacional: evolución y lecciones, Revista de la c e p a l , N" 36 (lc /g.1537-P), Santiago de Chile, diciembre. Financial Times (1990a): Banks struggle to achieve capital adecuacy, Londres, 30 de noviembre. _____ (1990b): The bankers house of cards, Londres, 12 de noviembre. „_____ . (1990c): U.S. banks feel the squeeze, Londres, 30 de octubre. (1990d): U.S. wants Brazil loans delayed because of worry overarrears, Londres, 16 de noviembre. Figueroa, Leonel (en prensa): La administración de la mo­ ratoria peruana, Oscar Altimir y Roben Devlin (comp.). Moratoria en América Latina. Friedman, Irving (1977): The Emerging Role of Private Banks in the Developing World, Nueva York, Citicorp. Lahera, Eugenio (consultor) (1987): La conversión de la deuda externa: antecedentes, evolución y perspectivas (lc/ r,614), Santiago de Chile, septiembre. Latin Finance (1990): Nueva York, Euromoney Ine., junio. LDC Debt Reporter (1990): nmb loan marks new era in Chile’s debt strategy, Washington, D.C., 18 de septiembre. Lustig, Nora (1990): Poverty and Income Distribution in Latin America in the 1980's: Selective Evidence and Policy Alter­ natives, Washington, D.C., Inter-American Dialogue, abril. Maddison, Angus (en prensa): Grornth and Slowdown in Latin America: a Long-run Comparative Perspective, cep al OCDE (Organización de Cooperación y Desarrollo Económi­ cos) 0990); Financial Market Trends, París. Rosenthal, Gert (1990): Beyond Brady, Latin Finance, Nueva York, Euromoney Inc., septiembre. SELA (1990): Propuesta de América Latina y el Caribe para una solución del problema de su deuda externa. Capí­ tulos del S E L A , N" 25, Caracas, abril-junio. The Economist (\990y. American banks thirst for capital, Lon­ dres, 3 de noviembre, West, Peter (consultor) (1990): El nuevo acceso de América Latina al mercado internacional de capitales privados: una nota preliminar, Santiago de Chile, cepal, diciem­ bre, mimeo.

Introducción

REVISTA DE LA CEPAL N” 43

E l e s f u e r z o d e in n o v a c ió n y d e s a r r o llo t e c n o ló ­ g i c o p e r m it e l o g r a r la t r a n s f o r m a c i ó n p r o d u c t i v a d e l s e c t o r i n d u s t r ia l y a c r e c e n t a r la p r o d u c t i v i ­

Competitividad de la industria latinoamericana

dad.

En

lo s p a ís e s

in d u s t r ia liz a d o s e x is t e

una

g r a n c o n v e r g e n c ia e n t r e c o m p e titiv id a d in te r n a ­ c io n a l e in c o r p o r a c ió n d e p r o g r e s o t é c n ic o ; e s t o q u ed a d e m o str a d o p o r e l h e c h o d e q u e e l c o m e r ­ c io m u n d ia l d e b i e n e s m a n u f a c t u r a d o s c o n m a ­ y o r c o n te n id o te c n o ló g ic o c r e c e m á s r á p id a m e n ­

Gérard Fichet*

te q u e e l d e o t r o s b ie n e s . A s im is m o , lo s r u b r o s d e c o m e r c io q u e c o n c e n tr a n e l e s fu e r z o t e c n o ló ­ g ic o a n iv e l m u n d ia l v a n m o d if ic á n d o s e d e m a ­ n e r a c o n tin u a (a u n q u e s ie m p r e d e n tr o d e l c o n ­

La contribución de la ciencia y la tecnología al desa­ rrollo es uno de los temas dominantes de fines del siglo XX. En el nuevo desarrollo industrial la investi­ gación y el avance tecnológico son medios indispen­ sables para asegurarse una mayor competitividad in­ ternacional, Esas actividades, a su vez, están estrechamente vinculadas con las políticas guberna­ mentales y las prioridades nacionales en estos campos. Si bien el grado de ejecución de esas políticas varía de un país a otro, todas ellas apuntan a acelerar las apli­ caciones comerciales de los avances científicos y tec­ nológicos. Los países industrializados y los llamados “tigres asiáticos” están apoyando su reestructuración industrial en cierto número de polos de competitividad o nichos manufactureros de alta densidad tecnológica, que les permitan eslabonamientos hacia adelante y ha­ cia atrás. Esta redistribución de ventajas tiende a tra­ ducirse en una marcada especialización a nivel de ra­ mas industriales. En el artículo se compara el desempeño industrial de países de tres regiones: la asiática, la mediterránea y la latinoamericana. Se señala que existe en América Latina una gran desarticulación entre su desempeño industrial y sus exportaciones manufactureras: el coe­ ficiente de producción exportada es muy inferior al de los países asiáticos y mediterráneos. Por otra parte el grado de dependencia externa medido por el coe­ ficiente de abastecimiento importado de la demanda interna manufacturera es también más comprimido en América Latina que en las otras dos regiones. Por lo tanto, a nivel global, la región está corriendo el riesgo de quedar rezagada con respecto a las otras dos en términos de competitividad internacional, y de he­ cho ya lo está en las esferas de la investigación y el avance tecnológico.

ju n to

de

b ie n e s

m e ta lm e c á n ic o s

y

q u ím ic o s ),

p r o b a n d o q u e la i n s e r c i ó n p e r d u r a b l e d e l o s p a í ­ se s e n lo s m e r c a d o s m u n d ia le s e s t á f u e r t e m e n t e c o n d ic io n a d a p o r su c a p a c id a d

d e a b so r b e r el

p r o g r e s o t é c n i c o y la i n n o v a c i ó n . L a s a lz a s d e lo s p r e c io s d e l p e t r ó le o c r u d o y d e su s d e r iv a d o s e n lo s a ñ o s s e t e n t a a g u d iz a r o n l o s d e s e q u i l i b r i o s d e la s b a l a n z a s c o m e r c i a l e s y d e p a g o s q u e y a e x p e r im e n t a b a n v a r io s p a ís e s , ta n to a lta m e n te d e s a r r o lla d o s c o m o e n d e s a r r o ­ llo . E s t o s h e c h o s , e n t r e o t r o s , lle v a r o n a lo s p a ís e s a p o n e r e n m a r c h a p r o c e s o s d e r e e s tr u c tu r a c ió n in d u s tr ia l e n c a m in a d o s a a u m e n t a r s u s in g r e s o s e n d iv is a s y s a t is f a c e r a sí s u s n e c e s id a d e s e n e r ­ g é tic a s y f in a n c ie r a s . E l f e n ó m e n o p r o d u j o u n p r o f u n d o t r a s t o r n o e n la s r e la c io n e s e c o n ó m ic a s in te r n a c io n a le s , q u e h a s ta e n t o n c e s s e h a b ía n b a ­ s a d o c a s i e x c l u s iv a m e n t e e n e l p r i n c ip io d e la s v e n ta ja s c o m p a r a tiv a s . L o s p a ís e s in d u s t r ia liz a ­ d o s e n g e n e r a l y a lg u n o s e n d e s a r r o llo e n p a r ­ tic u la r s e e n c a m in a r o n e n t o n c e s h a c ia u n a n u e v a fo r m a d e in s e r c ió n e n e l s is te m a p r o d u c tiv o m u n ­ d ia l q u e a c e n t u ó la c o m p e t e n c i a p o r lo s d i f e r e n ­ te s m e r c a d o s in t e r n a c io n a le s .

E sta s n u e v a s e s tr a te g ia s in d u s t r ia le s se a p o ­ y a n e n u n n ú m e r o lim ita d o d e p o lo s d e c o m p e ­ titiv id a d , b u s c a n d o c r e a r e n c a d e n a m i e n t o s p r o ­ d u c tiv o s h a c ia a d e la n t e y h a c ia a tr á s. S e d e s d ib u j a a s í la e s t r u c t u r a p r o d u c t i v a c u y a p r i n c ip a l m e t a e s f a v o r e c e r la s v e n t a s d e p o c o s p r o d u c t o s c o n a lto c o n t e n id o t e c n o ló g ic o y c o m p e tit iv o . E l m e r ­ c a d o in t e r n o , p o r su p a r te , s e a b r e a lo s b ie n e s p r o v e n ie n t e s d e l e x t e r io r , c u y a p r o d u c c ió n lo c a l n o e s o b je to d e u n a a y u d a e s p e c ia l p a r a e n tr a r

*Oficial de Asuntos Económicos de la División Conjunta CEPAi/oNuni de Ciencia y Tecnología

e n e l g r u p o f a v o r e c id o . D e e s t e m o d o , e n la a c ­ tu a lid a d se e stá p r o d u c ie n d o u n a m a r c a d a r e d is ­ t r ib u c ió n d e v e n ta ja s e n t r e p a ís e s in d u s t r ia liz a -

52

REVISTA DE LA CEPAL N" 4 3 /Abril de 1991

Grafico 1

A LG U N A S REGIONES EN DESARROLLO; INSERCION EN EL MUNDO, 1970-1985 PRODUCTO INTERNO BRUTO a / (Porc«nTaiedal toral mundial)

EXPORTACIONES DE MANUFACTURAS b / ( Por habi tonte )

POBLACION a / ( Porcentaje del total mundial)

IMPORTACIONES DE MANUFACTURAS b / (Por habitante)

o / Cn porc«ntGjw d«l total mundial b / S e c c io n o 5 o S, menor copítulo 6 8 , de la Clasificación Industrial Uniforme pora el Comercio Internocionol Informes estadísticos. Serie H Rev. 2, Nociones Unidas Nueva York, I976.

(CU CI),

COMPETITIVIDAD DE LA INDUSTRIA LATINOAMERICANA / G.Ficket

53

d o s y t a m b ié n e n d e s a r r o llo ( e n p a r tic u la r lo s d e

E n t r e 1 9 7 0 y 1 9 8 5 la im p o r t a n c ia r e la t iv a d e

in d u s t r ia liz a c ió n r e c ie n t e ) , lo q u e t ie n d e a t r a d u ­

A m é r ic a L a tin a e n e l m u n d o e r a m u y s u p e r io r

c ir s e e n u n a m a r c a d a e s p e c ia liz a c ió n a n iv e l d e

a la d e l o s p a ís e s a s iá t ic o s y d e lo s m e d i t e r r á n e o s ,

r a m a s in d u s t r ia le s . E sta e m e r g e n t e t e c n o in d u s -

ta n to e n p r o d u c to in te r n o b r u to c o m o e n p o b la ­

tr ia p r o m u e v e u n m o d e l o lib e r a l q u e d e s e m b o c a

c ió n . E n c a m b io , e n c o m e r c i o e x t e r i o r la r e g i ó n

m u y a m e n u d o e n u n a m a y o r tr a n s fe r e n c ia d e

la tin o a m e r ic a n a o c u p a b a e l ú lt im o lu g a r . S u s e x ­

t e c n o l o g í a y u n a m a y o r c o la b o r a c ió n c o n la s e m ­

p o r t a c io n e s d e m a n u f a c t u r a s p o r h a b ita n te c o n

p r e s a s tr a n s n a c io n a le s p r o d u c tiv a s y fin a n c ie r a s

r e s p e c to al p r o m e d io m u n d ia l c r e c ie r o n c o n s u ­

d e s t i n a d a s a m o d e r n i z a r la s e c o n o m í a s n a c i o n a ­

m a le n titu d , m ie n tr a s s e a c r e c e n ta b a s u d is p a r i­

le s .

d a d n o s o l a m e n t e c o n la r e g i ó n a s iá t ic a s i n o t a m ­ E ste e s, a g r a n d e s r a sg o s, e l m a r c o g e n e r a l

b i é n c o n la m e d i t e r r á n e a : lo s p a ís e s a s iá t ic o s m á s

e n e l c u a l e s t á n d e s e n v o l v i é n d o s e la s t e n d e n c i a s

q u e tr ip lic a r o n s u s v e n ta s e x t e r n a s p e r c á p ita , y

d e r e e s tr u c tu r a c ió n

in d u s tr ia l a n iv e l m u n d ia l

l o s m e d i t e r r á n e o s la s d u p l i c a r o n . E n c u a n t o a l a s

d e s d e m e d ia d o s d e lo s a ñ o s o c h e n t a . E se m o ­

im p o r t a c io n e s , m ie n t r a s la s d e lo s p a ís e s a s iá tic o s

m e n t o m a r c ó u n p u n t o d e i n f l e x i ó n e n la e v o l u ­

c r e c i e r o n c o n r e s p e c t o a l p r o m e d i o m u n d i a l , la s

c ió n e c o n ó m i c a y e n la i n s e r c i ó n e n e l m u n d o d e

c o m p r a s d e lo s p a ís e s d e A m é r ic a L a tin a y d e l

p a ís e s q u e c o n f o r m a n a lg u n a s r e g io n e s e n d e s a ­

M e d ite r r á n e o d is m in u y e r o n , s ie n d o e l d e t e r io r o

r r o llo ; lo s la t in o a m e r ic a n o s , lo s m e d it e r r á n e o s y

r e la tiv o m á s s e v e r o p a r a lo s p r im e r o s q u e p a r a

lo s a s iá tic o s .

l o s s e g u n d o s ( g r á f i c o 1 ).

I Grado de desarrollo industrial latinoamericano L a p r o d u c c ió n in d u s tr ia l y e l c o m e r c io e x te r io r d e lo s p a ís e s la t in o a m e r ic a n o s h a n p r e s e n t a d o m a r c a d a s d ife r e n c ia s c o n

lo s d e lo s p a ís e s in ­

d u s t r ia liz a d o s y lo s d e in d u s tr ia liz a c ió n r e c ie n ­

Cuadro 1 MUNDO: LUGAR QUE OCUPAN LOS PAISES DE GRAN TAMAÑO ECONOMICO EN LA INDUSTRIA Y LA EXPORTACION, 1985

te . E s e h e c h o s e h a d e s c r it o e n m u c h a s o b r a s . ^ P a r a fa c ilita r e l r a z o n a m ie n t o , e n se

m u e str a

e l v a lo r a g r e g a d o

el cu a d ro

1

e x p o r t a c io n e s d e m a n u fa c tu r a s d e a lg u n o s p a í­ s e s d e m a y o r t a m a ñ o e c o n ó m ic o , y s e in d ic a e l lu g a r e sta s

que

e llo s

ocupan

segú n

una

y o tr a

de

v a r ia b le s .

R e s a lt a la d e s a r t i c u la c i ó n

Pais

in d u s t r ia l y la s

q u e e x is t e e n t r e

a m b a s v a r ia b le s e n a lg u n o s p a ís e s d e A m é r ic a L a t in a . E n e f e c t o , si b i e n B r a s il o c u p a e l o c t a v o lu g a r e n e l m u n d o c o m o p o t e n c ia in d u s tr ia l (p r i­ m e r o d e s p u é s d e lo s s ie t e m a y o r e s p a ís e s in d u s -*

*Véase: Fernando Fajnzylber, Induslñalización en Amé­ rica Latina: de la “caja negra” al “casillero vacío”. Cuadernos de la CEPAL, N“ 60 {LCG.1534/Rev.l-P), Santiago de Chile, agosto de 1990. Publicación de las Naciones Unidas, N“ de venta: S.89.I1.C., y “Sobre la impostergable transformación productiva de América Latina”, Pensamiento iberoamericano, N" 16, Madrid, Instituto de Cooperación Iberoamericana (ici)/Comisión Económica para América Latina y el Caribe (CEPAC), julio-diciembre de 1989.

Estados Unidos Japón Alemania Francia Reino Unido Italia Canadá Brasil España India Australia Corea del Sur Países Bajos México Argentina Yugoslavia Hong Kong Singapur

Valor agregado industrial " “ 3" 1

2

40

5“ 6" 70

“ 9" 10“ 11“ 12“ 13“ 16“ 18“ 19“ 24“ 29“ 8

Exportaciones de manufacturas 3“ 1“ 2“ 4“ 6" 5“ 7“ 17“ 12“ 29“ 24“ 9“ 8“ 20“ 28“ 21“ 14“ 15“

Fuente; División Conjunta cepal/ onudi de Industria y Tec­ nología, sobre la base de Organización de las Naciones Unidas para el Desarrollo Industrial (ONudì). Handbook of Industrial Statistics, Viena, 1988.

54

REVISTA DE LA CEPAL N“ 43 t Abúl de 1991

t r i a l i z a d o s ) , e s s o l a m e n t e e l I?*" e n e x p o r t a c i ó n

E n I n d ia , p a ís q u e h a p a s a d o p o r u n p r o f u n ­

d e m a n u f a c t u r a s . E n A r g e n t i n a , la c o r r e l a c i ó n

d o p r o c e s o d e in d u s t r ia liz a c ió n , la a s im e t r ía a p a ­

e n t r e a m b a s v a r ia b le s e s p a r e c id a

(o c u p a n

lo s

r e c e a ú n m a y o r : o c u p a e l 10" l u g a r c o m o p o t e n ­

l u g a r e s 18" y 2 8 " r e s p e c t i v a m e n t e ) . E n M é x i c o ,

c ia i n d u s t r i a l y e l 2 9" c o m o p o t e n c i a e x p o r t a d o r a .

la r e l a c i ó n e n t r e p r o d u c c i ó n y e x p o r t a c i o n e s e s

E n c a m b io , e n S in g a p u r y C o r e a d e l S u r , p a r ­

m á s e q u i l ib r a d a . E n e f e c t o , m ie n t r a s la s e x p o r ­

t i c u la r m e n t e , la s it u a c ió n e s i n v e r s a , c o m o r e s u l ­

ta c io n e s m e x ic a n a s d e m a n u fa c tu r a s e q u iv a le n

ta d o d e u n a d e c id id a

al 7 5 % d e la s b r a s ile ñ a s , e l v a lo r a g r e g a d o in d u s ­

d e s a r r o llo in d u s tr ia l d e c ie r t o s s e c to r e s o r ie n t a ­

tr ia l d e M é x i c o e s s ó l o u n t e r c io d e l d e B r a s il.

d o s al e x te r io r .

p o lític a d e in c e n t iv o s al

II Avances de la industrialización latinoamericana E l a v a n c e in d u s t r ia l d e A m é r ic a L a tin a p u e d e

u n a c a íd a g e n e r a l , c o m o r e s u l t a d o d e la c r is is

m e d ir s e a n a liz a n d o e l c o m p o r ta m ie n to d e l c o e ­

e c o n ó m i c a q u e a g o b i ó a la r e g i ó n .

f i c i e n t e d e a b a s t e c i m i e n t o i m p o r t a d o d e la d e ­

E l g r a d o d e a v a n c e in d u s t r ia l v a r ía d e u n

m a n d a in te r n a . E n tr e

1970 y 1986, el c o m p o ­

p a ís a o t r o y e stá m u y r e la c io n a d o c o n fa c to r e s

n e n te

co n su m o

del

c o m o e l ta m a ñ o e c o n ó m ic o d e l m e r c a d o n a c io n a l

c o n j u n t o m a n u f a c t u r e r o v a r ió m u y p o c o , e s t a b i­

y la s p o lít ic a s e c o n ó m ic a s e i n d u s t r i a le s s e g u i d a s .

im p o r ta d o

del

liz á n d o s e e n to r n o a u n

a p a r e n te

12 a 13% . E l g r a d o d e

E n lo s p a ís e s g r a n d e s , lo s c o e f i c i e n t e s d e a b a s t e ­

d e p e n d e n c ia e x t e r n a f u e m u c h o m e n o r e n lo s

c i m i e n t o i m p o r t a d o d e la d e m a n d a i n t e r n a s o n

a lim e n t o s m a n u f a c t u r a d o s y e n lo s b ie n e s d e c o n ­

e n g e n e r a l m á s b a jo s q u e e n lo s p a ís e s d e ta m a ñ o

s u m o n o d u r a b le s (2 a 3% e n e l p r im e r c a so y 4

i n t e r m e d i o , y é s t o s a s u v e z s o n i n f e r i o r e s a lo s

a 5% e n e l s e g u n d o ) . E n c a m b io , a m e d id a q u e

d e lo s p a ís e s d e ta m a ñ o e c o n ó m ic o m e n o r . E n

a u m e n t a la c o m p l e j i d a d t e c n o ló g i c a d e lo s i n s u ­

A r g e n t in a y B r a s il e l c o m p o n e n t e i m p o r t a d o d e l

m o s o p r o d u c to s c o n s u m id o s , e l c o e fic ie n te d e

c o n su m o a p a r e n te d e to d o el se c to r m a n u fa c tu ­

d e p e n d e n c ia e x te r n a su b e : e n e l p e r ío d o se m o ­

r e r o fu e d e 6%

v ió e n t r e 14 y 16% p a r a lo s b ie n e s in t e r m e d io s ,

16% , d e s p u é s d e u n la r g o e s ta n c a m ie n to e n ca si

en

1986, y en

M é x ic o lle g ó a

e n ta n t o q u e f u e d e 2 6 a 2 8 % p a r a lo s p r o d u c t o s

10% . E n lo s p a ís e s d e t a m a ñ o e c o n ó m ic o m e d ia ­

m e ta lm e c á n ic o s .

n o , e l c o e f ic ie n t e d e a b a s te c im ie n to im p o r ta d o

L a s f lu c t u a c io n e s q u e h u b o a lo la r g o d e l

d e la d e m a n d a n a c i o n a l m a n u f a c t u r e r a v a r i ó d e

p e r io d o 1 9 7 0 - 1 9 8 6 f u e r o n m á s m a r c a d a s e n lo s

14% e n P e r ú a 2 5 % e n C h ile , s ie n d o e n C o lo m b ia

ú ltim o s d o s se c to r e s q u e e n a q u é llo s tr a d ic io n a ­

y V e n e z u e la d e 18% y 20 % r e s p e c tiv a m e n te . E n

le s . E n p r im e r lu g a r , e l in c r e m e n t o d e lo s p r e c io s

lo s p a ís e s d e t a m a ñ o e c o n ó m ic o m e n o r , lo s c o e ­

de

f ic ie n t e s f u e r o n a u n m á s e le v a d o s : 3 1 % e n C o s ta

lo s h id r o c a r b u r o s a f in e s d e

1 9 7 3 e le v ó el

c o e f ic ie n t e im p o r t a d o e n lo s b ie n e s in t e r m e d io s d e 1 2 . 8 % a 1 6 .8 % e n 1 9 7 4 , p a r a r e g r e s a r e n l o s

R ic a y 3 4 % e n E c u a d o r . E sto s c o e fic ie n te s ta m b ié n

v a r ia r o n

de

un

a ñ o s s ig u ie n t e s a u n n iv e l m á s b a jo . E n e l s e c to r

p a ís a o t r o p a r a u n m is m o s e c to r . E n lo s p a ís e s

m e t a l m e c á n ic o , la b o n a n z a f in a n c ie r a d e f i n e s

g r a n d e s e l c o e fic ie n te d e a b a s te c im ie n to im p o r ­

d e lo s a ñ o s s e t e n t a , a s í c o m o la s p o lít ic a s d e a p e r ­

t a d o d e la a c t i v i d a d m e t a l m e c á n i c a o s c i l ó e n t r e

tu r a d e m e r c a d o s , p r o d u je r o n h a sta 198 1 u n in ­

11 y 1 2 % e n B r a s i l y A r g e n t i n a r e s p e c t i v a m e n t e ,

c r e m e n t o d e la s im p o r t a c io n e s , p r in c ip a lm e n t e

c o n u n a t e n d e n c ia a d is m in u ir e n B r a s il y a e le ­

d e m a q u in a r ia n o e lé c tr ic a y v e h íc u lo s d e tr a n s ­

v a r s e e n A r g e n t in a . E n M é x ic o , la f u e r t e c o n ­

p o r t e , e n d e s m e d r o d e la p r o d u c c i ó n lo c a l. T a m ­

t r a c c ió n d e la p r o d u c c i ó n n a c i o n a l e n 1 9 8 6 p r o ­

b i é n s u b i e r o n la s i m p o r t a c i o n e s d e b i e n e s d e c o n ­

vocó

s u m o n o d u r a b le s . D e s p u é s d e

im p o r ta c io n e s d e b ie n e s d e c o n s u m o e in te r m e ­

1 9 8 1 s o b r e v in o

una

m arcada

r e d u c c ió n

de

la s

COMPETITIVIDAD DE LA INDUSTRIA LATINOAMERICANA / G.Fichet

'55

d i o s , y o t r a m a y o r e n la s c o m p r a s e x t e r n a s d e

t r ic o s , t r a n s f o r m a d o r e s y d is y u n t o r e s ) , y t r a n s f i­

m a q u in a r ia ; e l c o e f ic ie n t e p a s ó d e 2 9 % e n 1 9 8 5

r ie r o n p r o c e s o s d e p r o d u c c ió n a v a r io s ip á ís é s d e

a 50%

la r e g i ó n , e n p a r t i c u l a r B r a s i l y M é x i c o .

e l a ñ o s ig u ie n t e . L o s p a ís e s d e ta m a ñ o

in t e r m e d io t u v ie r o n p a r a lo s m is m o s p r o d u c t o s un

c o e f i c i e n t e q u e v a r ió e n t r e 4 0 %

y 43%

en

P o r ú ltim o , e n m a te r ia d e e q u ip o s d e tr a n s ­ p o r t e , v a l e la p e n a s e ñ a l a r l o s a v a n c e s e n p r o ­

P e r ú y e n C o lo m b ia y 6 8 % e n C h ile . L o s p a ís e s

d u c c i ó n y e x p o r t a c i ó n e x h i b i d o s e n la c p n s t f u c -

m á s p e q u e ñ o s , p o r su la d o , im p o r t a r o n e n e s e

c ió n

m is m o a ñ o a l r e d e d o r d e d o s t e r c io s d e s u d e ­

f e r r o v ia r io (lo s tr e s p a ís e s ) , e n la in d u s t r ia a e r o ­

naval

( B r a s i l ) , la f a b r i c a c i ó n

de

m ia t e r ia l

m a n d a in t e r n a . U n a s it u a c ió n s im ila r s e p r o d u j o

n á u t ic a ( A r g e n t in a y B r a s il) y e n la f a b r i é á t i ó n

e n la s a g r u p a c i o n e s d e b i e n e s i n t e r m e d i o s y d e

d e v e h í c u l o s a u t o m o t o r e s ( B r a s i l y M é x i c o ) ,.

b ie n e s d e c o n s u m o n o d u r a d e r o s , p e r o c o n v a ­

E n c o n c lu s ió n , lo s p r o c e s o s d e in d u s itfía liz a -

r ia c io n e s m e n o s m a r c a d a s q u e e n e l s e c to r m e -

c ió n q u e se d ie r o n e n B r a s il y V e n e z u e l a I p g r a r o n

t a l m e c á n i c o . E n e l c a s o d e lo s a lim e n t o s , la s d i ­

d i s m i n u i r m a r c a d a m e n t e la d e p e n d e n c i a e x t e r ­

fe r e n c ia s

lle g a r o n

a

ser

p r á c tic a m e n te

n u la s

e n t r e p a ís e s m e d ia n o s y p e q u e ñ o s .

n a d e a m b o s p a í s e s e n t é r m i n o s r e la tiv o s ? , s i e n d o la t e n d e n c i a a la r e d u c c i ó n m á s c o n s t a n t e e p B r a ­

E l g r a d o d iv e r s o d e lo s d is tin to s s e c tíir e s e s tá

s il q u e e n V e n e z u e l a . E n E c u a d o r s e p r o d u j o u n

l i g a d o a la n a t u r a le z a d e e ll o s y a l t a m a ñ o d e lo s

m o v im ie n t o s im ila r , p e r o a u n n iv e l r e la t iv a m e n ­

m e r c a d o s . U n e x a m e n m á s d e t a lla d o s e ñ a la q u e

te m á s a lto . E n C o lo m b ia , C o s t a R ic a , M é x ic o y

e n 1 9 8 6 e n B r a s il, p o r e j e m p lo , e l c o e f i c i e n t e d e

P e r ú , lo s c o e f ic ie n t e s n o m o s t r a r o n g r a n d e s f l u c ­

a b a s te c im ie n to

p r o d u c to s

t u a c io n e s e n lo s a ñ o s s e t e n t a ; q u e d a r o n m á s b ie n

t e x t i l e s f u e m u y p e q u e ñ o ( 0 .8 % ) , p e r o q u e p a r a

e s t á t i c o s , y a q u e l a s i m p o r t a c i o n e s c r e c i e r o n a la

l o s p r o d u c t o s p l á s t i c o s s u b i ó a 5 .5 %

y p a r a la

p a r c o n la d e m a n d a e x t e r n a . L a c r i s i s d e l o s . a ñ o s

m a q u in a r ia a 1 1 % . L a s it u a c ió n s e r e p it ió e n lo s

o c h e n ta p r o v o c ó u n a c o n tr a c c ió n m u y f u e r te d e

d e m á s p a ís e s . E n C o lo m b ia , p o r e j e m p lo , e l c o e ­

la s i m p o r t a c i o n e s e n C o s t a R i c a , m i e n t r a s q u e e n

fic ie n t e p a r a e l s e c to r te x til a lc a n z ó a m e n o s d e l

C o l o m b i a , M é x i c o y P e r ú la d e m a n d a i n t e r n a y

3% m ie n t r a s q u e p a r a lo s p r o d u c t o s p lá s tic o s fu e

la p r o d u c c i ó n c a y e r o n j u n t o c o n l a s c o m p r a s e x ­

d e 2 5 % y p a r a la m a q u i n a r i a e l é c t r i c a d e 3 9 % .

t e r n a s . E l a b a s t e c i m ie n t o i m p o r t a d o d e la d e ­

im p o r ta d o

para

lo s

L a p r o d u c c ió n d e b ie n e s d e c a p ita l e s tá m á s

m a n d a in te r n a e n A r g e n tin a y U r u g u a y ; flu c tu ó

a t r a s a d a e n p r o m e d i o q u e la d e b i e n e s d e c o n ­

d u r a n t e t o d o e l p e r ío d o , c o n c ie r ta t e n d e ñ c ia a

s u m o n o d u r a d e r o s . D e n t r o d e lo s b ie n e s d e c a ­

in c r e m e n t a r s e e n lo s b ie n e s d e c a p ita l. P o r ú lt i­

p it a l, la p r o d u c c i ó n d e m a q u in a r ia d e u s o e s p e ­

m o , e n C h i l e la p o l í t i c a d e l i b r e m e r c a d o p r o p i c i ó

c í f i c o e s t á m u c h o m e n o s a d e l a n t a d a q u e la d e

u n a m a r c a d a y c r e c ie n te d e p e n d e n c ia d e l a b a s­

u s o g e n e r a l, c o m o r e s u lta d o d e u n a d é b il c a p a ­

te c im ie n to im p o r ta d o d e b ie n e s m e ta lm e c á n ic o s ,

c id a d d e c r e a c ió n t e c n o ló g ic a y d e u n a p o lític a

y en

c i e n t í f i c a y t e c n o l ó g i c a l i m i t a d a p o r la f a l t a d e

d u rad eros.

recu rso s.

g r a d o m e n o r , d e b ie n e s d e c o n s u m o

no

A h o r a b ie n , u n a c o m p a r a c ió n d e lo s p a ís e s

C a b e d e s t a c a r , s in e m b a r g o , lo s l o g r o s d e lo s

la tin o a m e r ic a n o s , m e d it e r r á n e o s y a s iá tic o s e n t r e

t r e s p a í s e s m a y o r e s d e la r e g i ó n . E n m a q u in a r ia

1 9 7 0 y 1 9 8 5 , m u e s t r a v a r io s p u n t o s d e i n t e r é s

n o e lé c tr ic a , B r a s il a lc a n z ó u n n o t a b le g r a d o d e

(g r á fic o 2 ). E n e l s e c to r m a n u f a c t u r e r o ,, f u e r o n

a u t o s u f i c i e n c ia , y d e s a r r o lló c ie r ta c a p a c id a d d e

l o s p a í s e s l a t i n o a m e r i c a n o s l o s q u e l o g r a r o n la

d i s e ñ o in d u s t r ia l c o n m ir a s n o s o la m e n t e a a b a s ­

m a y o r r e d u c c ió n d e l c o e f ic ie n t e d e a b a s te c im ie n ­

te c e r e l m e r c a d o in te r n o , s in o ta m b ié n a e x p o r ­

to e x t e r n o d e l c o n s u m o a p a r e n t e , si b i e n c a b e

ta r . E n A r g e n t in a y M é x ic o e s ta c a p a c id a d

d e sta c a r q u e e n e so s

se

15 a ñ o s d ic h o c o e fic ie n te

l o g r ó , a u n q u e e n u n n i v e l m e n o r ; la c o y u n t u r a

e s t u v o c a si fijo e n

e c o n ó m i c a p o c o f a v o r a b le a la s in v e r s io n e s p u d o

ta m b ié n s e e s ta n c ó e l c o e f ic ie n t e d e l s e c to r m a ­

h a b e r s i d o la c a u s a d e u n a m e n o r d e p e n d e n c i a

n u f a c t u r e r o a lr e d e d o r d e l 4 0 % , c ifr a c a si c u a tr o

d e la s i m p o r t a c i o n e s e n e s t o s d o s p a í s e s .

12% . E n io s p a ís e s a s iá tic o s

v e c e s s u p e r i o r a la d e A m é r i c a L a t in a . E n c a m b io

E n e l r u b r o d e la m a q u i n a r i a e l é c t r i c a , l a s

lo s p a ís e s m e d it e r r á n e o s , q u e d is p o n ía n d e m á r ­

e m p r e s a s tr a n s n a c io n a le s d e s e m p e ñ a r o n u n p a ­

g e n e s p a r a lo g r a r u n m a y o r g r a d o d e in d u s t r ia ­

p e l im p o r t a n t e e n e l e s t a b le c im ie n t o d e fá b r ic a s

liz a c ió n a u t ó c t o n a , lo g r a r o n r e d u c ir s u c o e f i c i e n ­

d e m a q u in a r ia p e s a d a ( c o m o g e n e r a d o r e s e lé c ­

te e n c a si d o s t e r c io s d u r a n t e e l m is m o j ^ p s o . E n

REVISTA DE LA CEPAL N" 43 t Abnl de 1991

56

Gráfico 2 TR ES REGIONES: COEFICIENTE DE IMPORTACIONES MANUFACTURERAS R ES PEC T O DE L A DEMANDA INTERNA

1975

1970

C.

PAISES

1980

1965

I960

1985

ASIATICOS

70 60 50 ' 4 0 -( 3020 10

0

-

-

— 1----

1970 Atimcntos

1975 Bienes Durables

Bienes Intermedios

Fuente* División Conlunta CEPA L/O N U D I de Industrio y Tecnología

ProductosMetabneoónloos

Total

COMPETITIVIDAD DE LA INDUSTRIA LATINOAMERICANA / G.Ftchet

57

la s tr e s r e g i o n e s , e l s e c t o r m e n o s d e p e n d i e n t e d e

d e s ó lo 2 3 % . L o s p a ís e s m e d ite r r á n e o s , e n c a m ­

la s im p o r t a c io n e s f u e e l d e lo s a lim e n t o s , q u e

b io , r e d u j e r o n e l c o e f i c i e n t e d e a b a s t e c im ie n t o

h a b ía l le g a d o a c ifr a s m ín im a s e n A m é r ic a L a tin a

im p o r ta d o d e su s e c to r m e ta lm e c á n ic o e n m á s

{ a lr e d e d o r d e 2 .5 % ), y h a b ía b a ja d o e n e l p e r ío d o

d e 6 0 % . E n lo s b ie n e s in t e r m e d io s , ta n t o lo s p a í­

d e 7 a 4% e n lo s p a ís e s m e d it e r r á n e o s y d e 2 0 a

s e s la t in o a m e r ic a n o s c o m o lo s m e d it e r r á n e o s lo ­

14% e n lo s a s iá tic o s .

graron

E l s e c to r m e ta lm e c á n ic o , p o r su p a r te , f u e el

r e d u c ir

a c e n tu ó e n

ese

c o e fic ie n te ,

hecho

que

se

1 9 8 5 c o n la c r is is m u n d i a l . E n lo s

m á s d e p e n d i e n t e d e la s i m p o r t a c i o n e s e n la s tr e s

a s i á t i c o s , e n t a n t o , la s i m p o r t a c i o n e s n u e v a m e n t e

r e g io n e s : e n e s te r u b r o e l 6 5 %

d e la d e m a n d a

c r e c i e r o n c a s i a l m i s m o r it m o q u e la d e m a n d a

in t e r n a d e lo s p a ís e s a s iá tic o s s e s a tis fiz o c o n im ­

i n t e r n a , c o n l o c u a l la d e p e n d e n c i a e x t e r n a e n

p o r ta c io n e s , y e s ta p r o p o r c ió n s e m a n tu v o c a si

e l s e c to r , e n t é r m in o s r e la tiv o s , f u e c a si tr e s v e c e s

c o n s t a n t e d u r a n t e e l p e r ío d o . T e n d e n c i a s im ila r

m a y o r q u e e n lo s p a ís e s la t in o a m e r ic a n o s y lo s

e x h ib ió A m é r ic a L a tin a , p e r o a u n n iv e l m e n o r ,

m e d ite r r á n e o s .

III Comercio exterior e industrialización E l tip o tr a d ic io n a l d e c o m p le m e n t a c ió n in te r s e c ­

P o r s u p a r t e , la s r a m a s i n d u s t r i a le s c o n m u ­

t o r i a l c o r r e s p o n d e a l e s q u e m a c l á s i c o d e la d i v i ­

c h o c o n t e n id o te c n o ló g ic o a b s o r b e n u n a p o r c ió n

s ió n in t e r n a c io n a l d e l tr a b a jo e n e l c u a l lo s p a ís e s

c a d a v e z m á s s ig n ific a tiv a d e l c o m e r c io e x te r io r

p r o d u c t o r e s d e m a te r ia s p r im a s e s tr a té g ic a s y r e ­

d e e sta s r e g io n e s y p o r e n d e d e l c o m e r c io m u n ­

c u r s o s n a t u r a le s n o r e n o v a b le s in te r c a m b ia n é s ­

d ia l.

to s p o r b ie n e s d e c a p ita l y d e c o n s u m o . O tr o tip o

E n e f e c t o , si s e c o m p a r a n la s e s t r u c t u r a s e x ­

d e c o m p le m e n ta c ió n e s e l q u e se o b tie n e d e l in ­

p o r t a d o r a s e n la s t r e s r e g i o n e s s e o b s e r v a , a g r a n ­

t e r c a m b io r e c íp r o c o d e b ie n e s in d u s tr ia le s p r o ­

d e s r a s g o s , u n p a t r ó n s im ila r : e l r u b r o a l im e n t o s

d u c id o s lo c a lm e n te h a c ie n d o u s o in te n s iv o d e c a ­

c a y ó ( d is m in u y ó s u im p o r t a n c ia r e la tiv a e n a lr e ­

p ita l, y n o t a n t o d e m a n o d e o b r a .

d e d o r d e 50%

y se tr a n sfo r m ó e n e l se c to r in ­

E n lo s ú lt im o s a ñ o s h a n v e n id o u tiliz á n d o s e

d u s tr ia l d e m e n o r p e s o r e la tiv o p a r a lo s p a ís e s

v a r io s in d ic a d o r e s p a r a c a lific a r e l n iv e l d e d e ­

a s iá tic o s y m e d it e r r á n e o s , a u n q u e n o a sí p a r a

s a r r o llo in d u s t r ia l d e u n p a ís y p o r e n d e su g r a d o

A m é r ic a L a tin a ), y lo s s e c t o r e s m á s d in á m ic o s

d e in s e r c ió n e n e l c o m e r c io in te r n a c io n a l. E n tr e

c r e c i e r o n . E n e s t e ú l t i m o c a s o , la p a r t i c i p a c i ó n

e s o s in d ic a d o r e s e s tá n e l v a lo r d e su p r o d u c c ió n

d e lo s p r o d u c t o s q u ím ic o s y m e t a lm e c á n ic o s e n

y lo s c o m p o n e n t e s d e s u c o m e r c io e x t e r io r . L a s

la s e x p o r t a c i o n e s d e

d i f e r e n c i a s e n t r e v a r ia s r e g i o n e s e n d e s a r r o ll o s e

2 . 9 v e c e s y e n la s d e l o s p a í s e s a s i á t i c o s 2 . 6 v e c e s .

a c e n t ú a n c u a n d o s e u tiliz a c o m o

r e fe r e n c ia el

A m é r ic a

L a tin a a u m e n t ó

E n lo s p a ís e s m e d it e r r á n e o s e n c a m b io , e s a p a r ­

p e s o r e la t iv o d e a lg u n o s s e c to r e s q u e s e d e s ta c a n

tic ip a c ió n c r e c ió

p o r su e f e c t o d in á m ic o e n e l d e s a r r o llo m a n u ­

p o n ía n d e u n a b a se e x p o r ta d o r a im p o r ta n te e n

1 .3 v e c e s , y a q u e e n

1 9 7 0 d is ­

f a c tu r e r o , c o m o e l s e c to r q u ím ic o in d u s tr ia l, y e l

e s t o s r u b r o s , q u e d u p lic a b a c o n c r e c e s la d e la s

d e la m a q u in a r ia y lo s e q u i p o s d e t r a n s p o r t e .

o tr a s d o s r e g io n e s . E n

E sta s in d u s tr ia s m a d u r a s , q u e e n g e n e r a l h a c e n

d e p r o d u c t o s q u ím ic o s y m e t a lm e c á n ic o s d e lo s

u s o i n t e n s i v o d e c a p it a l, s o n la a n t e s a la d e u n a

p a ís e s a s iá tic o s y m e d it e r r á n e o s r e p r e s e n t a r o n e l

n u e v a fa s e d e in d u s t r ia liz a c ió n , c o n p r o d u c c io ­

43% d e l to ta l d e su s e x p o r ta c io n e s d e m a n u fa c ­

n e s q u e h a c e n u s o in te n s iv o d e r e c u r so s h u m a n o s

tu r a s y s e c o n s t it u y e r o n a sí e n e l p r in c ip a l r u b r o

c a lif ic a d o s y t ie n e n u n c o n t e n id o t e c n o ló g ic o m e ­

e x p o r t a d o r ; e n c a m b io , p a r a A m é r ic a L a tin a e s ­

d ia n o o a lto .

ta s v e n ta s n o s ig n ific a r o n

1 9 8 6 , la s e x p o r t a c i o n e s

m ás q u e el 32%

del

REVISTA DE LA CEPAL N“ 43 ! Abnl de 1991

58

to ta l r e s p e c tiv o , s ie n d o s ie m p r e e l se c to r d e p r o ­

la s t r e s a g r u p a c i o n e s d e p a í s e s f u e m e n o s d e s e ­

d u c t o s in t e r m e d io s e l m á s im p o r ta n te (3 7 % ), d e ­

q u ilib r a d a e n t r e s u s d iv e r s o s c o m p o n e n t e s q u e

b i d o s o b r e t o d o a la s v e n t a s d e c o b r e y d e p r o ­

l a d e la s e x p o r t a c i o n e s e i m p o r t a c i o n e s ; p e r o l o s

d u c to s s id e r ú r g ic o s .

c a m b i o s q u e s e d i e r o n e n c a d a u n a s i g u i e r o n la s te n d e n c ia s r e g is tr a d a s e n e l c o m e r c io e x te r io r .

E n c u a n t o a la c o m p o s i c ió n d e s u s i m p o r t a ­

S i n e m b a r g o , c a b e d e s t a c a r q u e la p a r t i c i p a ­

c io n e s m a n u f a c t u r e r a s , A m é r ic a L a tin a y lo s p a í­

c ió n r e la tiv a d e lo s s e c to r e s d in á m ic o s e n e l v a lo r

s e s m e d it e r r á n e o s e x h ib ie r o n u n c ie r to p a r e c id o :

b r u to d e p r o d u c c ió n f u e in fe r io r a su p a r tic ip a ­

lo s a lim e n t o s n o s ig n if ic a r o n m á s d e 6% d e l to ta l

c i ó n e n la s e x p o r t a c i o n e s . A s í , la p r o d u c c i ó n q u í ­

y lo s b ie n e s d e c o n s u m o n o d u r a b le s o s c ila r o n

m ic a y m e t a lm e c á n ic a d e lo s p a ís e s m e d it e r r á ­

e n t r e 6 y 10% . A s im is m o , lo s p r o d u c t o s in t e r m e ­

neos

d io s c o n s titu y e r o n a lr e d e d o r d e u n a se x ta p a r te .

r ep re se n tó

poco

m ás

del

34%

de

la

p r o d u c c ió n d e l s e c to r in d u s tr ia l, m ie n tr a s q u e E l s e c to r e s t r a t é g ic o f u e e l d e lo s b ie n e s q u í­

s u s v e n ta s e x t e r n a s a lc a n z a r o n a m á s d e l 4 3 %

m i c o s y m e c á n ic o s , c u y o p e s o r e la t iv o e n la s i m ­

d e l to ta l d e su s e x p o r ta c io n e s d e m a n u fa c tu r a s .

p o r t a c io n e s in d u s tr ia le s f u e a u n s u p e r io r al q u e

U n a s it u a c ió n s e m e j a n t e s e d io e n lo s p a ís e s a s iá ­

t u v o e n la s e x p o r t a c i o n e s : s u s c o m p r a s e n e l e x ­

tic o s , d o n d e lo s p o r c e n t a je s f u e r o n

t e r io r r e p r e s e n t a r o n u n 6 4 % d e la s i m p o r t a c i o ­

4 3 % , r e s p e c tiv a m e n te . E sta s d ife r e n c ia s fu e r o n

n e s m a n u f a c t u r e r a s ( p r o p o r c i ó n c a s i f ij a e n e l

a u m e n t a n d o c o n e l t ie m p o , y a q u e a p r in c ip io s

p e r ío d o

d e lo s a ñ o s s e t e n t a a m b a s p a r t ic ip a c io n e s p o r ­

1 9 7 0 - 1 9 8 6 ) p a r a lo s p a ís e s m e d it e r r á ­

de

lu e g o

36%

y

n e o s , y 7 4 % p a r a A m é r ic a L a tin a e n 1 9 8 6 . C o n

c e n tu a le s se a se m e ja b a n , s ie n d o

r e s p e c t o a lo s p a ís e s a s iá t ic o s , la s im p o r t a c i o n e s

m á s r á p id o e l c r e c i m i e n t o d e la s e x p o r t a c i o n e s

m ucho

d e p r o d u c t o s a lim e n t ic io s n o t u v ie r o n m á s im ­

q u e e l d e la p r o d u c c i ó n . E n A m é r i c a L a t in a s e

p o r t a n c ia r e la tiv a q u e e n lo s c a s o s a n t e r io r e s , y

p r o d u j o u n m o v im ie n t o s im ila r , p e r o lo s r e s u l­

t a m p o c o l a s d e p r o d u c t o s i n t e r m e d i o s ; p e r o la

ta d o s p a r e c e n in d ic a r q u e n o se a p r o v e c h ó to t a l­

p a r t ic ip a c ió n d e lo s b ie n e s d e c o n s u m o n o d u r a ­

m e n t e la d i n á m i c a d e m a n d a m u n d i a l d e e s t o s

d e r o s f u e r e la t iv a m e n t e m a y o r (u n a q u in ta p a r te

p r o d u c to s; e n e fe c to , e n

d e l to ta l). L a p r in c ip a l d if e r e n c ia , s in e m b a r g o ,

d e l v a lo r b r u t o d e la p r o d u c c i ó n q u ím ic a y m e ­

r e s id ió e n e l p e s o r e la tiv o d e lo s p r o d u c t o s d e

ta lm e c á n ic a e q u iv a lió al 2 9 % d e l d e la p r o d u c c ió n

lo s s e c t o r e s d in á m ic o s , in f e r io r al o b s e r v a d o e n

m a n u f a c t u r e r a , e n t a n t o q u e la p a r t ic ip a c ió n d e

A m é r ic a L a tin a y lo s p a ís e s m e d it e r r á n e o s , p e r o

e so s se c to r e s e n

c o n u n c r e c im ie n to s o s te n id o (d e s d e 5 2 a 58%

11 % . E n 1 9 8 6 a m b a s p a r t i c i p a c i o n e s s e i g u a l a r o n

d e l to ta l e n tr e

e n 3 2 % , s it u a c ió n s im ila r a la d e lo s p a ís e s m e ­

1 9 7 0 y 1 9 8 6 ). L a e str u c tu r a d e l

1 9 7 0 la p a r t ic ip a c ió n

la s e x p o r t a c i o n e s f u e s ó l o d e

d ite r r á n e o s e n 1 9 7 0 .

v a lo r b r u t o d e la p r o d u c c i ó n m a n u f a c t u r e r a e n

IV Especialización industrial sectorial L a s r e la c io n e s e s tr u c tu r a le s d e c o m p le m e n ta r ie -

le s d e e s p e c ia liz a c ió n i n d u s t r ia l s e c to r ia l.^ S i e l

dad pu ed en

m o s t r a r s e d i s t i n g u i e n d o e n t r e lo s

i n d i c a d o r d e la c o n t r i b u c i ó n d e u n s e c t o r e s p o ­

s e c t o r e s e n lo s c u a le s la s o p e r a c io n e s c o m e r c ia le s

s itiv o , su b a la n z a c o m e r c ia l s e r á m á s f a v o r a b le a

so n

e x c e d e n t a r ia s , y a q u é llo s e n lo s q u e n o lo

s o n . E l a n á lis is d e la c o n t r ib u c ió n d e c a d a s e c t o r a l s a ld o c o m e r c ia l m a n u f a c t u r e r o g lo b a l p e r m ite e la b o r a r p a r a c a d a u n o d e e llo s p e r f ile s s e c to r ia ­

^ Véase (CEl’ii), Centre d’études prospectives et d’infor­ mations internationales, Economie mondiale: la montée des ten­ sions, Paris, 1983.

COMPETITIVIDAD DE LA INDUSTRIA LATINOAMERICANA / G.Ftchet

59

la e v o l u c i ó n d e l c o n j u n t o d e lo q u e p e r m it ir ía

c o m e r c ia l m a n u fa c tu r e r o se r á in fe r io r a l p o r c e n ­

s u p o n e r s u p a r tic ip a c ió n p o r c e n tu a l e n e l in te r ­

ta je q u e r e p r e s e n t a s u p a r t ic ip a c ió n r e la tiv a e n

c a m b io to ta l d e b ie n e s : p o r lo t a n t o , e l a p o r t e d e

la s i m p o r t a c i o n e s o e x p o r t a c i o n e s i n d u s t r i a l e s

e s e s e c t o r a l s a l d o g l o b a l s e r á d i n á m i c o . S i, e n

g lo b a le s .

c a m b io , e l in d ic a d o r d e c o n tr ib u c ió n s e c to r ia l e s n e g a t iv o , e l a p o r t e r e a l d e e s e s e c to r a l b a la n c e

CONTk = 100x

í Xk - Mk )

ix+M )/2 -

L a e x p r e s ió n d e l in d ic a d o r d e c o n tr ib u c ió n

(c o n t ) es:

100 X

I

(X-M)

( Xk +Mk ) ^ X +M III

X +M ) / 2 11

s ie n d o k = s e c to r , X = e x p o r ta c io n e s y M = im ­

v o s se c to r e s b a s a d o s ta m b ié n e n r e c u r so s n a tu ­

p o r ta c io n e s

r a le s .

E l t é r m in o I r e la c io n a e l s a ld o c o m e r c ia l d e l

F u e r o n r e la t iv a m e n t e r e d u c id o s lo s s e c to r e s

s e c to r in d u s tr ia l k c o n e l in te r c a m b io g lo b a l p r o ­

p r o d u c to r e s d e b ie n e s d e c o n s u m o n o d u r a d e r o s

m e d io d e l p a ís e n p r o d u c t o s m a n u f a c t u r a d o s .

y de

El té r m in o

II r e la c io n a e l s a ld o c o m e r c ia l

p r o d u c to s in te r m e d io s q u e

c o n tr ib u c ió n

de

m a g n itu d .

h ic ie r o n

P o d r ía

una

c ita r s e ,

en

g lo b a l d e l s e c to r m a n u fa c tu r e r o c o n e l in te r c a m ­

C o s t a R ic a , lo s p r o d u c t o s f a b r i c a d o s a l a m p a r o

b io g lo b a l m e d i o d e b ie n e s m a n u f a c t u r a d o s .

d e l T r a ta d o d e I n te g r a c ió n E c o n ó m ic a d e l Is tm o

E l t é r m i n o I I I in d ic a la p a r t ic ip a c ió n d e l f l u ­

C e n t r o a m e r ic a n o ( f e r tiliz a n te s , fá r m a c o s y n e u ­

jo c o m e r c i a l d e l s e c t o r e n e l i n t e r c a m b i o g l o b a l

m á tic o s ). E l s e c to r p r o d u c t iv o d e C o lo m b ia , p o r

d e l p a ís .

su p a r te , f u e e l q u e m o s t r ó m a y o r d iv e r s if ic a c ió n e str u c tu r a l e n

1 . P a íse s la tin o a m e ric a n o s con exportaciones

basadas p r in c ip a lm e n te en su s recursos n a tu ra le s

e ste g r u p o d e

p a ís e s . E n

1986,

l o g r ó c o m p e n s a r e l d é f i c i t e n la p r o d u c c i ó n d e m a q u i n a r i a , a c e r o y e n la i n d u s t r i a q u í m i c a p e ­ s a d a g r a c ia s a u n d e s e m p e ñ o m u y f a v o r a b le d e c a s i t o d o s lo s d e m á s s e c to r e s ( e n p a r t ic u la r t e x ­

L a s e x p o r t a c io n e s d e b ie n e s c o n u n a lto c o n t e ­

t ile s , v e s t u a r io , c u e r o , im p r e n t a , c e r á m ic a , m a ­

n id o d e c a p ita l y t e c n o lo g ía f u e r o n m u y e x ig u a s

n u fa c tu r a s d iv e r s a s y , p o r s u p u e s t o , a lim e n to s

e n m u c h o s p a ís e s d e la r e g i ó n y , p o r lo t a n t o ,

p r o c e s a d o s y p r o d u c to s d e r iv a d o s d e l p e tr ó le o ).

lle v a r o n a u n d é f ic it c o n s id e r a b le e n e l in te r c a m ­

E l s e c to r m e ta lm e c á n ic o e x h ib ió im p o r ta n te s

b io d e e s to s p r o d u c to s . S u s e x c e d e n t e s e n r e c u r ­

d é f i c i t , y a q u e e n v a r i o s p a í s e s la a p e r t u r a d e l

s o s n a t u r a le s in d u s t r ia liz a d o s , p o r e l c o n tr a r io ,

m e r c a d o in te r n o p r o d u jo u n q u ie b r e d e l m o d e lo

c o n tr ib u y e r o n

d e i n d u s t r ia liz a c ió n v i g e n t e . E n g e n e r a l , la d e s a ­

en

a lg u n a m e d id a a m e jo r a r el

s a ld o c o m e r c ia l m a n u f a c t u r e r o g lo b a l.

p a r i c i ó n d e g r a n p a r t e d e l o s s u b s i d i o s y la l i b e -

L a e la b o r a c ió n d e c ie r to s p r o d u c to s a g r o p e ­

r a liz a c ió n a r a n c e la r ia d e j a r o n a l s e c t o r m e t a l m e ­

c u a r io s y m a r in o s t ie n e im p o r t a n c ia p r im o r d ia l

c á n i c o e x p u e s t o a la c o m p e t e n c i a e x t e r n a y , s i n

e n C o lo m b ia , C o s t a R ic a , E c u a d o r y C h ile . L a s

la p r o t e c c i ó n a c o s t u m b r a d a , s u a c t i v i d a d d e c r e ­

t r a n s fo r m a c io n e s d e m e ta le s n o fe r r o s o s y f e r r o ­

c ió . E n c a m b io , a v e c e s f u e r o n s u b s id ia d o s lo s

s o s e n C h i l e y V e n e z u e l a ; la p r o d u c c i ó n d e d e ­

p r o d u c t o s i n t e r m e d i o s n e c e s a r i o s p a r a la f a b r i­

r iv a d o s d e l

c a c ió n d e b ie n e s d e c o n s u m o n o d u r a d e r o s .

p e tr ó le o

en

C o lo m b ia , E c u a d o r y

V e n e z u e l a ; la e la b o r a c i ó n d e m a d e r a in d u s t r ia ­ l i z a d a e n C h i l e , C o s t a R i c a y E c u a d o r , y la p r o ­

2 . P aíses la tin o a m e ric a n o s con

d u c c i ó n d e p a p e l y c e lu lo s a e n C h ile , s o n a c tiv i­

exportaciones d iv ersific a d a s

d a d e s c u y o s in d ic a d o r e s d e c o n tr ib u c ió n a l s a ld o c o m e r c ia l, p o r s e r c la r a m e n t e p o s itiv o s , c o n f ir ­

L a in s e r c ió n a c tu a l d e A r g e n t in a , B r a s il y M é x ic o

m a n su d in a m is m o c o n r e s p e c t o a lo s d e m á s s e c ­

en

t o r e s in d u s t r ia le s n a c io n a le s . S in e m b a r g o , e s im ­

d e l e s q u e m a t r a d ic io n a l d e s c r it o e n lo s c a s o s a n ­

p o r t a n t e s e ñ a la r q u e lo s r e c u r s o s m e tá lic o s d e

t e r i o r e s . E n e s t o s t r e s p a í s e s , la i m p o r t a n c i a r e ­

el c o m e r c io in te r n a c io n a l e stá d e s lig á n d o s e

C h ile , lo s e n e r g é t ic o s d e V e n e z u e la y lo s a lim e n ­

l a t iv a d e l d é f i c i t e n p r o d u c t o s m e c á n i c o s t i e n d e

tic io s d e E c u a d o r , h a n id o p e r d ie n d o p o c o a p o c o

a r e d u c ir s e y lo s e x c e d e n t e s c o m e r c ia le s e n u n a

su p r e d o m in io c a si m o n o p ó lic o , e n fa v o r d e n u e ­

v a r ia d a g a m a d e r u b r o s m a n u f a c t u r a d o s p e r m i ­

REVISTA DE LA CEPAL N* 43 / Abril de 1991

60

t e n a s p i r a r a u n c i e r t o e q u i l i b r i o e n la b a l a n z a

3.

C o m p a ra ció n de los p erfile s sectoriales de

in d u s tr ia l c o r r ie n te (M é x ic o ) y a o b t e n e r u n f u e r ­

especialización in d u s tr ia l de los países

te s u p e r á v it ( B r a s il). P e s e a l c o n t e n i d o m a n u f a c ­

latin o a m erica n o s, m ed iterrá n eo s y asiáticos

t u r a d o d e la s e x p o r t a c i o n e s d e e s t o s t r e s p a ís e s , e l b a j o c o s t o d e s u m a n o d e o b r a y la i m p o r t a n c i a

L o s p e r f ile s s e c to r ia le s d e e s p e c ia liz a c ió n in d u s ­

d e su s m a n u fa c tu r a s b a sa d a s e n r ecu rso s n a tu ­

tr ia l r e g is t r a d o s p o r lo s p a ís e s m e d i t e r r á n e o s y

r a le s lo s h ic ie r o n c o m p a r t ir c ie r to s r a s g o s c o n lo s

a s iá tic o s t u v ie r o n u n c o m p o r t a m ie n t o d if e r e n t e

p a ís e s d e l g r u p o a n te r io r . S u in d u s tr ia liz a c ió n

a l d e la g r a n m a y o r í a d e l o s p a í s e s l a t i n o a m e r i ­

h iz o d is m in u ir su

lo s

c a n o s , ya q u e s u s p o lo s d e e s p e c ia liz a c ió n f u e r o n

p a ís e s in d u s tr ia liz a d o s a b a s te c e d o r e s d e b ie n e s

m á s d iv e r s if ic a d o s ( m e d id o s p o r tr e s d íg it o s d e

d e c a p it a l, e in t e n s if ic a r s u c a p a c id a d d e c o m p e t ir

la C l a s i f i c a c i ó n I n d u s t r i a l I n t e r n a c i o n a l U n i f o r ­

e n a lg u n o s se c to r e s (p o r e je m p lo , e n p r o d u c to s

m e d e t o d a s la s a c t iv id a d e s e c o n ó m ic a s (ta iu )).

te x tile s ,

c o m p le m e n ta r ie d a d

con

v e s t u a r io , c a lz a d o , b e b id a s , im p r e n t a ,

E n tr e 1 9 7 0 y 1 9 8 6 , a q u e llo s p a ís e s lo g r a r o n

a c e r o , c e r á m ic a ) .

r e d u c ir f u e r t e m e n t e la s v e n t a j a s c a s i m o n o p ó l i c a s d e u n o s p o c o s s e c to r e s : a lim e n t o s (F ilip in a s ,

B r a s il f u e e l p a ís la t in o a m e r ic a n o c o n m a y o r d iv e r s ific a c ió n p r o d u c tiv a . L a r e d u c c ió n d e l in ­

E sp a ñ a , T u r q u ía ) , m a d e r a y p r e n d a s d e v e s tir

d ic a d o r d e c o n t r ib u c ió n a l s a ld o c o r r ie n t e d e a li­

(C o r e a ) y m e ta le s n o fe r r o s o s (T a ila n d ia ). A c a m ­

m e n to s e n c a si 70% e n tr e 1 9 7 0 y 1 9 8 6 se c o m ­

b io s u r g ie r o n n u e v a s p r o d u c c io n e s d e b ie n e s d e

p en só

d iv e r s ific a c ió n

c o n s u m o n o d u r a d e r o s , c u y o d in a m is m o c o n tr i­

m a y o r h a c ia r u b r o s n u e v o s , c o m o p r o d u c t o s t e x ­

b u y ó a m e jo r a r e l s a ld o c o m e r c ia l m a n u f a c t u r e ­

p a r c ia lm e n te

por

una

t ile s , b e b id a s , c u e r o , c a u c h o , p lá s tic o s , a c e r o , p r o ­

r o . C a b e s e ñ a la r e n t r e e lla s la s d e p r o d u c t o s t e x ­

d u c to s m e tá lic o s y v e h íc u lo s a u to m o to r e s .

tile s ( T u r q u ía y Y u g o s la v ia ) , p r e n d a s d e v e s t ir ( T a ila n d ia , Y u g o s la v ia , T u r q u ía y F ilip in a s ), c a l­

E n M é x ic o , la c r is is e c o n ó m ic a d e io s a ñ o s

z a d o (C o r e a , Y u g o s la v ia y T a ila n d ia ) , m u e b le s

o c h e n t a p r o v o c ó u n r e o r d e n a m ie n t o in d u s tr ia l

(Y u g o s la v ia ) y m a n u f a c t u r a s d iv e r s a s ( T a ila n d ia ,

q u e t r a jo c o n s i g o u n f u e r t e c a m b io e n la s i n d u s ­

F i l i p i n a s y C o r e a ) . A l m i s m o t i e m p o s e r e d u j o la

t r ia s m e t a l m e c á n ic a s . E s ta s l o g r a r o n d is m in u ir

d e p e n d e n c ia e x te r n a d e m u c h a s ra m a s q u e d e ­

d e m a n e r a a p r e c ia b le su c o m p o n e n t e im p o r ta d o ,

m a n d a n b ie n e s in te r m e d io s y m e ta lm e c á n ic o s ,

lo q u e c o n t r ib u y ó a l m e jo r a m ie n t o d e l s a ld o c o ­

lo g r á n d o s e o b te n e r e n a lg u n o s c a so s u n a fr a n c a

m e r c ia l g lo b a l,

p r in c ip a lm e n te

en

m a q u in a r ia

m e jo r ía d e su a p o r t e a l s a ld o c o m e r c ia l g lo b a l.

e l é c t r i c a y v e h í c u l o s a u t o m o t o r e s . E n c a m b i o , la

A sí s u c e d ió c o n lo s p r o d u c t o s q u ím ic o s in d u s ­

c o n t r ib u c ió n n e t a d e l s e c to r a lim e n t o s p a s ó d e

tr ia le s ( E s p a ñ a y F ilip in a s ), lo s s i d e r ú r g ic o s (E s ­

u n s ig n o p o s it iv o e n d e c r e c im ie n t o a u n o f r a n ­

p a ñ a , T u r q u ía y F ilip in a s ), lo s e q u ip o s d e t r a n s ­

c a m e n t e n e g a t iv o , c o n v ir t ie n d o a l p a ís e n im p o r ­

p o r te

ta d o r n e t o d e a lim e n to s .

m a q u in a r ia e lé c t r ic a (F ilip in a s y E s p a ñ a ).

(C o r e a ,

Y u g o s la v ia

y

E sp añ a)

y

la

V Competitividad internacional E l i n c r e m e n t o d e la d e m a n d a m u n d i a l d e m a ­

1. P ro d u cc ió n y exportaciones

n u fa c tu r a s h a d a d o im p u ls o al c o m e r c io e x te r io r y a la p r o d u c c i ó n d e e lla s . L a m a g n i t u d d e l c r e ­

C o m o se s a b e , lo s p a ís e s a s iá t ic o s f u e r o n lo s

c i m i e n t o d e la s e x p o r t a c i o n e s e i m p o r t a c i o n e s d e

q u e e x h i b i e r o n e l c o m e r c io m á s d in á m ic o d e la s

p r o d u c to s m a n u fa c tu r a d o s se c o n s id e r a a h o r a

t r e s r e g i o n e s a n a l i z a d a s ( g r á f i c o 3 y g r á f i c o 1 ).

u n c la r o r e f le j o d e l d in a m is m o in d u s tr ia l y e c o ­

E n e f e c t o , e n 1 9 7 0 e s t o s p a í s e s e x p o r t a r o n p io c o

n ó m ic o d e l p a ís q u e lo s p r o d u c e y v e n d e .

m á s d e l 25%

d e su p r o d u c c ió n m a n u fa c tu r e r a

COMPETITIVIDAD DE LA INDUSTRIA LATINOAMERICANA / G .F ichet

61

Gráfico 3

TRES

REGIONES; COEFICIENTE DE EXPORTACIONES RESPECTO DE L A PRODUCCION A.

AUffltntot

AM ERICA LATINA

B I« n M O u ro b l«

BiaitM Intgrtiwdtok

F u « n t e i D lv iiiifn Conjunto C EP A L/ O N U D I do Induttria y Tocnolooro

R^oductM Mgtolimcilwicog

Total

62

global, y los esfuerzos emprendidos en los años siguientes permitieron incrementar constante y vigorosamente esa proporción hasta llegar a 39% en 1985. No puede decirse lo mismo de los países mediterráneos que, partiendo de un nivel de sólo 10.5%, lo incrementaron a poco menos de 13% en 16 años. Cabe señalar, sin embargo, que en 1970 los valores absolutos de las exportaciones de ambas regiones fueron muy similares; 4 590 millones para los países mediterráneos y 4 430 millones para los asiáticos. América Latina, por su parte, exhibió ese mismo año un porcentaje casi igual al de la región mediterránea (12.2%), mostrando un crecimiento relativo mayor que el de los países asiáticos (respectivamente 65% y 52%) durante el período 1970-1986 en sus ex­ portaciones de productos manufactureros. A nivel de subsectores, en América Latina sólo el conjunto de productos intermedios pre­ sentó un coeficiente de exportación/producción superior al del promedio manufacturero, pues los alimentos perdieron su importancia relativa a partir de 1983. Lfna vez más, en el desempeño de los bienes intermedios pesaron mucho los co­ rrespondientes a recursos naturales procesados, como los hidrocarburos (en los cuales las dos tan­ das de alzas de precios en los años setenta de­ sempeñaron un papel importante), los productos siderúrgicos y los metales no ferrosos. Los países mediterráneos y asiáticos, en cambio, mostraron la misma tendencia a diferentes niveles relativos. Los coeficientes de exportación/producción de los bienes de consumo no duraderos y de los metalmecánicos fueron bastante mayores que el promedio, al mismo tiempo que el de los alimen­ tos tendió a reducirse a niveles más bajos o a estancarse. Las exportaciones metalmecánicas asiáticas representaron el 58% de la producción (la cifra había sido de 30% en 1970); destacaron entre esas exportaciones las de maquinaria eléctrica (99% de la producción se exportó), maquinaria no eléctrica (64%) y equipos profesionales y cien­ tíficos (76%). También las ventas de bienes de consumo no duraderos fueron muy importantes en relación con su producción (59%); sin embar­ go, su crecimiento tuvo menos ímpetu que el de los productos metalmecánicos, pues ya en 1970 representaban el 47% de la producción (princi­ palmente prendas de vestir, calzado y artículos

REVISTA DE LA CEPAL N“ 43 ! A b r il de 1 9 9 1

manufacturados diversos). Estos altos porcenta­ jes son bastante excepcionales y subrayan que el crecimiento sostenido de la producción descansa fuertemente en la colocación de productos en los mercados externos. En los países mediterráneos, las exportacio­ nes de bienes de consumo no duraderos tendie­ ron a ocupar un lugar superior al de los metalmecánicos en los últimos años del período considerado, con un coeficiente exportación/pro­ ducción de 19% y 17% respectivamente. En el primer grupo destacaron las exportaciones de manufacturas diversas y de calzado, cuyos coefi­ cientes de exportación/producción alcanzaron a 45% y 37% respectivamente, seguidos por las prendas de vestir (28%); en los bienes metalme­ cánicos sobresalieron las ventas de maquinaria no eléctrica y de equipo profesional. En América Latina, los coeficientes de ex­ portación/producción más altos se dieron en los productos intermedios, situación que no cambió durante el período. Los derivados de los hidro­ carburos y los metales no ferrosos manufactura­ dos fueron los productos que imprimieron dina­ mismo no solamente al conjunto de bienes intermedios, sino también al total manufactura­ do. 2. Nivel de competüividad internacional El incremento de la producción destinado a su­ plir la creciente demanda externa trajo consigo un aumento de las importaciones. Los países bus­ caron compensar las limitaciones que estas com­ pras podían imponer a su crecimiento y a su balanza comercial corriente, a través de un gran esfuerzo exportador y el mejoramiento continuo de su nivel de competitividad. En el sector manufacturero en su conjunto, las tres regiones lograron progresos conside­ rables en los últimos años del período (gráfico 4). La competitividad de los países asiáticos y me­ diterráneos, medida por la razón entre las ex­ portaciones y las importaciones manufactureras, fue creciendo. América Latina, en cambio, exhi­ bió incrementos menores, con lo cual se acentuó la diferencia con las otras dos regiones que existía en 1970, cuando la competitividad latinoameri­ cana era menos de la mitad de la mediterránea y un tercio de la asiática. El incremento que expe-

COMPETITIVIDAD DE LA INDUSTRIA LATINOAMERICANA / G .F ichei

TRES

REGIONES

Grófico 4 EN DESARROLLO;

C O M P E T IT IV ID A D

N IV E L DE

63

3. Competitividad versus dependencia de las importaciones

IN T E R N A C IO N A L

a / 1 9 7 0 -1 9 8 5

De todo lo anterior se desprende que hay relación entre la magnitud de la demanda interna y el coeficiente de abastecimiento importado. Cuanto mayor sea el tamaño de un mercado, menor será este coeficiente. Así ocurre de hecho en cada una de las agrupaciones industriales estudiadas. A medida que aumenta el tamaño del mer­ cado nacional, la necesidad de importar se reduce en términos relativos. En efecto, las industrias pueden trabajar más competitivamente y con una mayor eficiencia si cuentan con esta demanda superior. En cambio, los países con mercados de tamaño menor tienen un coeficiente de abaste­ cimiento importado bastante más alto, pues no pueden fabricar una amplia gama de productos en las mismas condiciones de eficiencia que los de mercados mayores.

Fuín(í:Oivisidn Conjunto CEPAL/O NU O l de Industrio y Teenologío, o/Relación entre exportaciones e impor toe iones de Monutocturos (Secciones 5 Q 6, excepto el capitulo 6B, de lo Ciasiticooidn Uni­ forme poro el Comercio Internacional, Informes Estodi'sticos, Se­ rie M ftev, E Nociones Unidas, Nuevo York, 1975)

rimeritò la región latinoamericana entre 1980 y 1985 fue similar al de las otras dos regiones, pero tuvo entretelones diferentes. En efecto, para en­ frentar el pago de la deuda externa y evitar una mayor capacidad ociosa del parque industrial provocado por la caída de la demanda interna, se fomentó al máximo el desarrollo de las expor­ taciones, en tanto que las importaciones dismi­ nuyeron naturalmente como consecuencia de la recesión económica. Por lo tanto, la mejoría de la razón exportación/importación en América Latina reflejó más un resultado matemático que una mayor competitividad de los productos lati­ noamericanos en general. En lo que se refiere a los sectores dinámicos, el incremento de las exportaciones fue más no­ table en los rubros de la maquinaria no eléctrica y los equipos de transporte. Estos dos sectores también fueron muy competitivos en los países asiáticos, y en los países mediterráneos esa com­ petitividad ha sido siempre alta.

Los países escandinavos, los mediterráneos y los de industrialización reciente han buscado compensar las limitaciones que les impone el ta­ maño de sus respectivos mercados con una polí­ tica industrial dinámica y selectiva. Fomentan la producción de algunos bienes específicos dentro de cada sector, a la vez que importan las partes o productos del mismo sector que no pueden producir en condiciones competitivas, para que el bien final que se exporte pueda competir a nivel internacional en calidad y precio. Este es­ fuerzo por exportar se traduce tanto en un ele­ vado coeficiente de exportación como en un com­ ponente importado alto con respecto a la demanda. Sin embargo, este círculo virtuoso im­ portación-producción-exportación no ha tenido una difusión acelerada en los países latinoame­ ricanos; en ellos todavía el coeficiente de expor­ tación con respecto a la demanda es bajo y no refleja siempre la vitalidad que debiera darle el respaldo de su mercado para producir más com­ petitivamente, por lo menos en los países mayo­ res. Los coeficientes de abastecimiento importa­ do (M/D) y de esfuerzo exportador (X/D) de cada sector con respecto a los coeficientes medios del conjunto manufacturero pueden expresarse dis­ tinguiendo cuatro categorías en la estructura in­ dustrial nacional, con respecto a la demanda in­ terna: i) industrias subordinadas (con coeficiente

REVISTA DE LA CEPAL N" 43 / A b ril de 1 9 9 1

64

de abastecimiento importado superior al prome­ dio y coeficiente de esfuerzo exportador inferior al promedio); ii) industrias extravertidas {con coeficientes de abastecimiento importado y de esfuerzo exportador superiores a los promedios); iii) industrias autárquicas (con coeficientes de abastecimiento importado y de esfuerzo expor­ tador inferiores a los promedios), y iv) industrias exportadoras (con coeficientes de abastecimiento importado y de esfuerzo exportador superior al promedio) (gráfico 5)

Gráfico 5 COEFICIENTE DE ABASTECIMIENTO IMPORTADO Y ESFUERZO EXPORTADOR, POR CATEGORIAS DE INDUSTRIAS C o e fic ie n te de o b o e le c ím le n lo Im portado M / D

Industrias subordinados

Industrias extra vertidas

C o flid e n te medio M/D

Las industrias que se encuentran en la zona derecha inferior del gráfico producen bienes competitivos a nivel internacional (industrias ex­ portadoras). En cambio, la producción de las in­ dustrias ubicadas en e! área izquierda superior depende mucho de las importaciones para satis­ facer la demanda interna de este tipo de produc-

Industrias exportadoras

Industrlos autdrqulcos

E ltuTIO exportador X/t>

Cuadro 2 AMERICA LATINA: ESPECIALIZACION INDUSTRIAL SECTORIAL, 1985 Rev.2“

CIIU

311.2 322 323 324 342 331 341 353-4 361 362 369 371 372

321 323 390 351 352 353-4 355 352 371 372 381 382 383 384

1. I n d its tr ia s ex p o rta d o ra s Alimentos Prendas de vestir Productos de cuero Calzado Imprenta Madera y corcho Papel y productos Derivados del petróleo Cerámica Vidrio Prod, minerales no meiálic. Industrias básicas del fierro y del acero Industrias básicas no ferrosas 2. I n d u s tr ia s ex tra v e rtid a s Textiles Productos de cuero Manufacturas diversas Química industrial Otros prod, químicos Derivados del petróleo Caucho Vidrio Hierro y acero Metales no ferrosos I ndustrias metálicas Maquinaria no eléctrica Maquinaria eléctrica Equipo de transporte

Fuente: División Conjunta

Argen­ tina

Brasil

Colom­ bia

*

Costa Rica''

Chil e

Ecua­ dor*'

«

if

♦ if

* *

*

México

Venezueh



*

*

*

* >f

*

«

* *

* *

*

«

* * *

* *

«

*

* iff

♦ *

* *

*

*

*

* * ♦

♦ *

c e p a l / o n u d i de Industria y Tecnología. “ Clasificación Industrial Internacional Uniforme de todas las actividades económicas (Cliu), Informes estadísticos, serie M, N" 4, Rev. 2, Naciones Unidas, Nueva York, 1969.

1984

COMPETITIVIDAD DE LA INDUSTRIA LATINOAMERICANA / G .F icfiet

tos (industrias subordinadas). Las industrias ubi­ cadas en la zona superior derecha del gráfico cumplen un dinámico papel exportador, pero reqiíieren elevadas importaciones (industrias ex­ travertidas). Por último, las industrias ubicadas en la zona inferior izquierda se dedican a abas­ tecer la demanda interna, con bajos coeficientes de importación y exportación (industrias autárquicas). Los avances industriales que se dieron en América Latina a partir de 1970 desembocaron en una ordenación manuf acturera diferente que dio paso en 1986 a focos de especialización sec­ torial. Los sectores industriales que se muestran en el cuadro 2 exhibieron un coeficiente de ex­ portaciones con respecto a la demanda superior al promedio manufacturero nacional. Se utilizó el coeficiente de abastecimiento importado de la demanda para distinguir entre industrias expor­ tadoras e industrias extravertidas. En el primer caso, el esfuerzo exportador creó polos de competitividad en sectores que, apoyándose en ventajas comparativas naturales, elaboraron abundantes recursos nativos: alimen­ tos (de clima tropical o templado), acero, metales no ferrosos, derivados del petróleo, productos de cuero, madera y papel. A estos productos se agregaron algunos bienes de consumo no dura­

65

deros como calzado, cerámica, productos de im­ prenta y vidrio. De estos rubros, la gran mayoría contribuyó al saldo corriente con más de 2%; dicho en otras palabras, su aporte real al inter­ cambio fue superior en por lo menos 2% a su participación relativa en él, lo que viene a con­ firmar la competitividad internacional de estos sectores. Los productos de las industrias extravertidas también se exportan, pero a un costo mayor en términos de balanza comercial, ya que su com­ ponente importado es superior al del promedio industrial. A nivel de países destaca en estas ex­ portaciones Costa Rica, que se benefició con la instalación de varias empresas manufactureras al amparí) del Tratado de Integración Económica del Istmo Centroamericano, pero cuya produc­ ción y exportación dependen fuertemente de un complemento importado. A nivel de sectores so­ bresalen las manufacturas diversas, los productos químicos industriales, los metales no ferrosos (en Chile), el acero y las exportaciones de bienes metalmecánicos (en Brasil, Costa Rica y México). Las experiencias en materia de exportaciones que han venido teniendo estos sectores son va­ liosas y podrían ayudar a expandir en el futuro la competitividad de un número mayor de ramas industriales o de sus componentes.

Introducción

Europa 92 y la economía latinoamericana Miguel Izam * Este artículo analiza los ef ectos económicos que la Eu­ ropa de 1992 podría tener sobre los países de América Latina. Examina los principales factores que llevaron a la firma del Acta Unica Europea en 1986, como la pérdida de competitividad de las economías europeas, la lenta recuperación de la Comunidad Económica Europea (cke) luego de las dos crisis del petróleo, y e! rígido sistema político-institucional comunitario. También examina las vinculaciones económicas en­ tre América Latina y la Comunidad, concluyendo que en el largo plazo esa relación se ha debilitado. Por último, presenta los efectos económicos posi­ tivos y negativos que la Europa de 1992 podría tener sobre América Latina. Entre los primeros destaca la dinamización de las corrientes de comercio y la dismi­ nución de la tasa de interés internacional. Entre los segundos pone de relieve la eventual constitución de una especie de "fortaleza” europea, y la poca prioridad de América Latina en el esquema comunitario de pre­ ferencias económicas regionales. De todo lo anterior se deduce que América Latina podría verse más afectada que el resto del mundo si el efecto económico de la Europa de 1992 fuera ad­ verso para el espacio extracomunitario; y que si tales efectos fueran positivos, no se beneficiaría de ellos tanto como el resto del mundo. El artículo finaliza señalando algunas orientaciones para la acción lati­ noamericana.

'Economista de la División de Comercio Internacional y Desarrollo, de la c e p a l .

La Comunidad Económica Europea ( cf .e.) es con­ siderada el modelo más avanzado de integración económica regional. Seis Estados participaron en su fundación en 1957; Francia, Italia, la Repú­ blica Federal de Alemania, Bélgica, Holanda y Luxemburgo. Algunos años más tarde se incor­ poraron a ella otras seis naciones europeas; Di­ namarca, Gran Bretaña, Irlanda, Grecia, España y Portugal. Los objetivos generales que la c e e se propone son la expansión económica y la elevación del nivel de vida de su población, por un lado, y la paz y la unión política de los pueblos europeos, por otro. A un nivel más instrumental, la c e e se ha planteado desde su origen la creación de un mercado común, donde sea Ubre la circulación de personas, bienes, servicios y capitales. Esto aún no se ha logrado plenamente. A lo largo de su historia, la c e e ha enfrentado no sólo problemas originados en su seno, sino también otros desafíos derivados de la necesidad de adaptarse a las exigencias de los tiempos y a los rápidos cambios en diversos ámbitos del en­ torno mundial. Pero sin duda fue a mediados de los años ochenta cuando la c e e debió encarar el reto más importante desde su fundación. En ese momento la crisis se manifestaba en la conjunción de tres fenómenos: i) La lenta recuperación económica de la c e e luego de la primera y de la segunda crisis del petróleo. En ambas ocasiones, los indicadores económicos del desempeño comunitario pusie­ ron en evidencia que la incapacidad de respuesta del sistema económico tenía causas estructurales. Esta realidad se vio reforzada por la evidente imposibilidad del aparato productivo para absor­ ber el creciente desempleo, cuyas características también hacían pensar en la existencia de un problema estructural; ii) La pérdida de competitividad internacio­ nal de las economías europeas, particularmente frente a Estados Unidos, Japón y los países de industrialización reciente. De alguna manera eso reflejaba un cierto retraso tecnológico, que se manifestaba en una baja productividad y en la urgente necesidad de reestructurar su aparato productivo y modificar su débil inserción inter­ nacional; iii) El sistema político-institucional extrema­ damente rígido de la Comunidad. Era imperioso flexibilizarlo y reformularlo, para que respon-

68

diera tanto a las nuevas y dinámicas condiciones internacionales, como a las tensiones internas que se arrastraban largamente en el seno de la Co­ munidad y amenazaban con afectar su credibili­ dad dentro y fuera de ella. La toma de conciencia de esos elementos lle­ vó a que la cef, firmara en febrero de 1986 el Acta Unica Europea (a u e ). E s la opción que Giu­ lio Andreotti calificó como “escoger entre algo o nada”. Mediante el aue la Comunidad persigue los siguientes seis objetivos: la creación de un mercado sin fronteras, una mayor cohesión eco­ nómica y social, el surgimiento de una dimensión social europea, una política común de desarrollo científico y tecnológico, el fortalecimiento del Sis­ tema Monetario Europeo, y una acción coordi­ nada en materia de medio ambiente. El AUE tiene dos antecedentes claves previos. El primero de ellos es la determinación del costo de la “no Europa”. Con ese objetivo, la Comisión encargó en 1985 una investigación para cuantificar el costo que tenía para la Comunidad la inexistencia de un mercado único, por la man­ tención de las restricciones que afectaban al libre movimiento de todos los factores productivos en­ tre sus países miembros; este costo se estimó cer­ cano a los 224 mil millones de dólares. El segundo antecedente se remonta a junio de 1985, fecha en la que los Jefes de Estado y de Gobierno de la cee se comprometieron a crear el Mercado Unico Europeo ( m ué ), cuyas bases se plasmaron en el Libro Blanco. Dicho documento prevé un calendario para la adopción de alrede­ dor de 300 medidas tendientes a establecer la libre y plena circulación de los ciudadanos, los bienes, los servicios y los recursos financieros en­ tre los 12 países miembros de la Comunidad, en conformidad con los Tratados Constitutivos de las Comunidades Europeas, para lo cual se pre­ tende desmantelar progresivamente todas las de­

REVISTA DE LA CEPAL N“ 43 / A b n l de 1 9 9 1

nominadas fronteras físicas, técnicas y fiscales an­ tes del 31 de diciembre de 1992. Las llamadas fronteras físicas son las barreras y controles aduaneros y de inmigración, que si­ guen permanentemente el principio de la divi­ sión de la Comunidad en Estados nacionales. Co­ mo los puestos fronterizos representan costos adicionales por demoras, tramitaciones y forma­ lidades administrativas, no se busca solamente simplificar los procedimientos existentes, sino que suprimir los controles fronterizos internos de modo de hacer fluido el movimiento de los individuos y de los bienes entre países. Las llamadas fronteras o barreras técnicas son los obstáculos que surgen debido a la disparidad de las legislaciones nacionales, que afectan a la libre circulación de mercancías y de trabajadores y a la libre prestación de servicios, en particular financieros. Además de su desmantelamiento, se planea establecer un marco que favorezca la co­ laboración de las empresas, a fin de que éstas puedan beneficiarse de una producción a escala europea. Las llamadas barrerasfiscales son básicamente los problemas derivados de las diferentes tasas de impuesto al valor agregado que aplican los distintos países de la Comunidad, y sus efectos negativos sobre la competencia y el comercio co­ munitarios. Ciertamente que la puesta en marcha del Mercado Unico Europeo influirá profundamen­ te en las relaciones económicas internacionales. El presente artículo se limita a identificar y ana­ lizar los probables efectos económicos que la Eu­ ropa de 1992 tendrá sobre América Latina. Co­ mo paso previo, en la sección siguiente se examinan los principales elementos que han ca­ racterizado a las vinculaciones económicas entre esa región en desarrollo y la c e e .

EUROPA 92 Y LA ECONOMIA LATINOAMERICANA / M .I m m

69

I Las relaciones económicas entre América Latina y la Comunidad Económica Europea 1. La relación comercial entre América Latina y la cee La CEE es el socio más importante del comercio mundial. Su participación en las exportaciones mundiales subió de 34,8% en 1963 hasta cerca de 38% en 1988, año en que Alemania Federal se convirtió en el principal país exportador de bienes del mundo, con un 11.2% del valor total de las exportaciones internacionales. Paralelamente, el comercio intracomunitario de bienes ha sido creciente. En 1963 represen­ taba el 48% del intercambio total de la c e e , mien­ tras que hacia fines de los años ochenta alcanzaba a 60%. Se espera que con el Mercado Unico Eu­ ropeo de 1992 se estimulará esta tendencia (Co­ misión de las Comunidades Europeas, 1989a.). En cuanto al destino geográfico (excluido el comercio intracomunitario), alrededor de 60% de las exportaciones de bienes de la Comunidad se dirige a los países industrializados, cerca de 35% a los países en desarrollo y casi 6% a los países de Europa oriental.* Esta estructura, que se ha mantenido casi inalterada durante las dos últimas décadas, seguramente sufrirá modifica­ ciones importantes como consecuencia de los procesos de liberalizadón económica ya iniciados en Europa oriental. Al observar el origen geográfico de las im­ portaciones extrarregionales de bienes de la Co­ munidad, se ve que entre 1965 y 1986 la parti­ cipación de los países desarrollados aumentó de 51% a 56%, mientras que la de los países en desarrollo se redujo de 43% a 37%. Lo inverso ocurrió en el Japón, donde la participación de los países en desarrollo como abastecedores ex­ ternos aumentó de 40% a 51% en el mismo pe­ ríodo, en tanto que para Estados Unidos ésta se * Interesa destacar que la participación de los mercados de Europa oriental en las exportaciones de bienes de la Co­ munidad, que es cercana al 6%, supera ampliamente al 2% ya\l% que esos mercados representan para las exportaciones de japón y de Estados Unidos, respectivamente.

mantuvo en torno a 35%. Por su parte, los países de Europa oriental acrecentaron su participación en las importaciones de la Comunidad de 6% a 8% entre 1965 y 1986. Más en detalle, se aprecia que los principales participantes del comercio extracomunitario son los países de la Asociación Europea de Libre In­ tercambio ( a e l i ), a los que correspondió 24% de las exportaciones y 21% de las importaciones de bienes de la Comunidad en 1986. En segundo lugar se encontraba Estados Unidos, con 21% y 16%, respectivamente. Al respecto cabe anotar que en 1975 Estados Unidos superaba a la Aso­ ciación por tres puntos como abastecedor de bie­ nes de la CEE, y que en 1980 fue sobrepasado por la AELI en cinco puntos porcentuales. El comercio de bienes de la Comunidad con los países en desarrollo presenta también algunos elementos interesantes que vale la pena destacar. Tres regiones (América Latina, los países de in­ dustrialización reciente de Asia, y Africa)^ pro­ veen en conjunto un 14% de las importaciones extracomunitarias de bienes, participación que no sufrió variación alguna entre 1975 y 1986. De esas tres regiones, América Latina es la única que ha visto reducida su importancia como provee­ dor de la CEE, en tanto que Africa la ha mantenido y los PiR de Asia la han incrementado. A diferencia de lo anterior, el conjunto de estas tres regiones en desarrollo perdió impor­ tancia como mercado para las exportaciones ex­ tracomunitarias, al bajar su participación de 16% a 12% en esos mismos años. Los pir de Asia man­ tuvieron su participación, mientras que Africa y América Latina la disminuyeron, esta última re­ gión en mayor medida. America Latina fue enPara los fiaes de esta parte del estudio, América Latina incluye a los países de América del Sur, del Centro y también a las islas del Caribe; los países de industrialización reciente de Asia son Singapur, Taiwàn (Ch.), Filipinas, Corea del Sur, Hong Kong y Malasia. Africa incluye a todos los países ex­ cepto Sudàfrica, los países mediterráneos del norte de Africa y los miembros de la Organización de Países Exportadores de Petróleo (OPEP).

70

t o n c e s la ú n i c a d e e s ta s r e g i o n e s e n d e s a r r o l l o q u e p e r d i ó i m p o r t a n c i a p a r a la cee t a n t o e n la s i m p o r t a c i o n e s c o m o e n la s e x p o r t a c i o n e s e x t r a ­ c o m u n i t a r i a s d e b ie n e s .

Lo anterior ocurrió pese al incremento sig­ nificativo de los valores del comercio de bienes entre América Latina y la cee en los años setenta y ochenta. No obstante, ese crecimiento fue me­ nor que el de las importaciones y exportaciones totales de bienes de esas dos regiones, razón por la cual cada una de ellas ha perdido importancia relativa para la otra como proveedor y como com­ prador. Por lo tanto, en el largo plazo se ha de­ bilitado la relación comercial entre ambos grupos de países. En efecto, en 1970 la cee era el principal comprador de las exportaciones de la Asociación Latinoamericana de Integración ( aladi),^ cuyo mercado demandaba cerca de 33% de ellas. En segundo lugar se encontraba Estados Unidos, país que absorbía 28.4% de las mismas. En 1987 las exportaciones destinadas a ese país represen­ taban 33.4% de las exportaciones totales de bie­ nes de la ALADi, mientras que las dirigidas a la CEE no superaban el 20%. Por otro lado, más de un cuarto de las compras que la aladi realizó desde el exterior en 1970 era de origen comuni­ tario; en 1987, sólo algo más de 20% tenía esa procedencia. La pérdida de importancia relativa de la aeaDi en el intercambio comercial con la cee es tam­ bién notable. En 1965, la aladi absorbía 8.2% de las exportaciones extracomunitarias de la cee y proveía 10.5% de sus importaciones. En 1988, tales participaciones cayeron a 3.7% y 5.9% res­ pectivamente, lo cual muestra que esa región en desarrollo estaba virtualmente marginada del cir­ cuito europeo de las transacciones de visibles. Otros dos elementos que resumen la natura­ leza del intercambio de bienes entre América La­ tina y la CEE son, en primer término, la manten­ ción de un saldo comercial cada vez más favorable a esa región en desarrollo y, en segundo lugar, la persistencia de la llamada “asimetría de los intercambios” entre esas dos zonas. En efecto, ^ Por una necesidad de tipo estadístico, en la mayor parte de esta .sección se utilizaron las cifras para la a l a d i como representativas de América Latina, lo cual no altera las conclusiones del análisis.

REVISTA DE LA CEPAL N“ 43 / A b ril de 1 9 9 1

mientras las manufacturas constituyen 85% de las exportaciones comunitarias de bienes hacia América Latina, aún no superan el 20% de las ventas de bienes de esa región al mercado comu­ nitario. La baja participación de las manufacturas en las exportaciones latinoamericanas a la cee con­ trasta con la creciente proporción que tales pro­ ductos ocupan en las importaciones comunitarias de bienes (casi 60%). Esto indica que el esfuerzo exportador latinoamericano debería concentrar­ se en los productos manufacturados. 2. La deuda externa latinoamericana y la cee Cerca de 60% de la deuda externa latinoameri­ cana, que hacia fines de los años ochenta ascendía a 416 mil millones de dólares, ha sido contratada con el sistema bancario internacional. Los prin­ cipales países acreedores son once: ocho euro­ peos (el Reino Unido, Francia, la República Fe­ deral de Alemania, Suiza —que no es miembro de la CEE—, España, Italia, los Países Bajos y Bél­ gica), más Estados Unidos, Canadá y Japón. El saldo acreedor conjunto en América La­ tina de los bancos de esos ocho países europeos fue cercano a los 99 mil millones de dólares de 1987. Superó levemente al de los bancos esta­ dounidenses,^ y fue poco más de tres veces el de los bancos japoneses. Los bancos europeos han buscado reducir su vulnerabilidad crediticia en América Latina, ini­ ciando a partir de la crisis mexicana de 1982 la constitución progresiva de provisiones para pre­ caverse de situaciones de riesgo propias del país prestatario. Esta iniciativa fue seguida después por numerosos bancos estadounidenses. A dife­ rencia de estos últimos, la banca europea puede acogerse a reglamentaciones bancarias y fiscales favorables, las que incluso contemplan importan­ tes deducciones impositivas. Así, en 1989, los bancos europeos tenían reservas que fluctuaban entre 50% y 80% de sus compromisos con los países en desarrollo, mientras que las de los ban^ Lo cual contradice la afirmación comúnmente acepta­ da que indicaba lo contrario, idea que a su vez era avalada por el menor interés de la banca europea frente a la esta­ dounidense en la búsqueda de soluciones para el problema de la deuda.

EUROPA 92 Y LA ECONOMIA LATINOAMERICANA / M . h a m

eos estadounidenses oscilaban entre 30% y 70% de sus compromisos. En parte por tener mayores reservas, los ban­ cos europeos han dado un apoyo poco entusiasta al Plan Brady, y se muestran más reacios a hacer nuevos préstamos en momentos en que buscan reorientar sus créditos hacia los países desarro­ llados. A fines de 1986, cerca de 60% de los prés­ tamos internacionales europeos se habían conce­ dido a países industrializados, contra menos de 35% en el caso de los bancos estadounidenses (sELA, 1988). Con ello, los créditos de la banca europea en América Latina se han reducido a menos de 8%, aun cuando España y el Reino Unido todavía tienen compromisos relativamen­ te altos en esta región. Los gobiernos europeos sostienen que la res­ ponsabilidad directa en el asunto de la deuda es de la banca comercial, los países deudores y las propias instituciones multilaterales. Además, perciben su contribución al alivio del problema como indirecta, de preferencia a través de la re­ activación de sus economías y de sus importacio­ nes. No obstante, algunos países europeos, prin­ cipalmente Francia, el Reino Unido y Bélgica, han tenido un papel preponderante en las ini­ ciativas de las cumbres de Venecia (1987) y de Toronto (1988), en favor de buscar alivio a la deuda externa que recae sobre los países menos avanzados. Por su parte, la Comisión de la cf.e ha adop­ tado una actitud más flexible frente al problema de la deuda externa. Ha aceptado su naturaleza política, y en 1985 y 1986 se presentó como in­ terlocutor del Acuerdo de Cartagena (que agru­ pa a 11 países de América Latina), en un diálogo destinado a conseguir una aproximación global como base para recomendar iniciativas en el mar­ co de los foros especializados. Sin embargo, a pesar del apoyo del Parlamento Europeo, los in­ tentos de la Comisión por forjar una posición común europea y mantener un diálogo político con los países deudores de América Latina, se vieron frustrados por la falta de apoyo de sus Estados miembros y porque la Comisión carecía de competencia directa en esta área. La Comisión sólo tiene competencia indirec­ ta sobre esa materia al considerar las repercusio­ nes que el problema de la deuda genera en sus niveles de comercio. Al respecto, se ha estimado que la pérdida de más de un millón de empleos

71

en la cee se debe al descenso de las exportaciones europeas hacia los países en desarrollo endeuda­ dos, y que la mitad de ella puede atribuirse a la disminución de las importaciones de América La­ tina, causada por la aplicación de las políticas de ajuste en los países latinoamericanos ( ir e l a , 1987, p.21). En síntesis, la participación europea en la búsqueda de alivio a la deuda externa latinoa­ mericana ha sido poco significativa, y parece poco probable una corriente importante de préstamos voluntarios desde la Europa de 1992 hada Amé­ rica Latina. A su vez, la apertura de Europa del Este y los intereses políticos y económicos de la CEE en esa zona, permiten prever que ella será competidora de América Latina como receptora de recursos financieros. 3. La

CEE y

su inversión extranjera directa en América Latina

En los últimos años, las corrientes mundiales de inversión extranjera directa (ied) han aumentado de manera sustancial debido básicamente al me­ joramiento experimentado por la economía in­ ternacional. Sin embargo, ellas han continuado orientándose de preferencia hacia los países de­ sarrollados. Al examinar a los países receptores de las corrientes de ie d , se observa un aumento notable de la participación de los países desarrollados y una fuerte reducción de la correspondiente a los países en desarrollo ( c e t , 1989). Entre 1981 y 1983, los primeros recibieron en promedio un 72.5% de los montos totales, en tanto que en el período 1984-1987 se hicieron cargo de 78.8%; el incremento fue básicamente absorbido por Es­ tados Unidos, que ha llegado a captar cerca de 45% del valor mundial de esas corrientes. Por su parte, la importancia relativa de los países en desarrollo como receptores de la ied ha declinado desde un promedio anual de 27% en 1981-1983 a 21% en 1984-1987, lo cual obedece, entre otras razones, a que muchas de esas economías han enfrentado limitaciones de trascendencia.^ Un examen por regiones indica que Africa y Asia occidental mantuvieron en términos geCabe resaltar que sólo en 1987 el valor absoluto de las corrientes de inversión extranjera directa hacia los países en desarrollo alcanzó y sobrepasó el nivel logrado en 1981.

REVISTA DE LA CEPAL N” 43 / A b ril de 1 9 9 1

72

nerales su participación corno receptores de las corrientes de ie d en los años ochenta, en niveles de 3% y 1%, respectivamente. El Sudeste asiático vio declinar su participación relativa desde 11% en 1981-1983 a 9% en 1984-1987; lo mismo ocu­ rrió en América Latina y el Caribe, cuya impor­ tancia cayó desde 13% a 8% entre los dos perío­ dos señalados. Esta última región es la que más ha visto reducida su participación como recep­ tora de ie d ; en términos absolutos, el valor pro­ medio anual de esas corrientes de inversión des­ cendió desde 6 100 millones de dólares en 1981-1983 a 5 800 millones en 1984-1987. Entre los años 1967 y 1988, la importancia de la lED de origen comunitario en América La­ tina creció de 23% a 28%.^ Ese incremento es poco significativo si se le compara con el que experimentó la participación comunitaria en el valor mundial de la ied (de 40.2% en 1967 a 51.2% en 1987). Este rezago plantea la necesidad de analizar qué importancia relativa tendrá Amé­ rica Latina para la c:ee , a la luz del Mercado Unico Europeo de 1992 y de la apertura de Europa del Este.

tencia oficial a países en desarrollo “no asocia­ dos” a ella. Sólo en 1976 se comenzó a orientar esa ayuda, con carácter experimental, a los países en desarrollo de Asia y América Latina, los cuales reciben una parte no muy significativa del aporte comunitario total. En efecto, la contribución de la Comunidad a Asia y América Latina fue cer­ cana a los 4 500 millones de dólares en 19761988, de los cuales América Latina sólo captó 25%. Africa, por su parte, recibió más del 50% de la AOD, mientras que América del Sur sólo captó un 4.8% de ella. América Latina, por lo tanto, ha tenido ac­ ceso tardío a esos beneficios, y los valores que ha logrado captar son poco significativos, en com­ paración no sólo con las regiones en desarrollo que mantienen relaciones preferenciales con la CEE, sino también con aquéllas “no asociadas” a la Comunidad. Las razones que explican tal ac­ titud son, por una parte, que la c e e ve a América Latina como una región de desarrollo interme­ dio, y por otra, que los países latinoamericanos estarían dentro de un área de clara vinculación con los Estados Unidos.

4. La CEE y su asistencia oficial para el desarrollo de América Latina

5. Los acuerdos bilaterales y subregionales entre la cee y América Latina

En el ámbito de la cooperación financiera, la Co­ munidad en su conjunto es la principal fuente de asistencia oficial para el desarrollo ( a o d ); Es­ tados Unidos yJapón ocupan el segundo y tercer lugar, respectivamente. La participación comu­ nitaria en el total mundial de esa asistencia pasó de 32.7% en 1970-1971 a 35.3% en 1986-1987. Dejando de lado los aportes bilaterales que hacen los países miembros por su cuenta, la coo­ peración comunitaria para el desarrollo, cuyo origen se remonta al Tratado Constitutivo de la Comunidad, ha estado básicamente orientada a los países o regiones en desarrollo asociados a ella, con los cuales ha mantenido relaciones de privilegio: los países signatarios del Acuerdo de Lomé, y algunos otros ubicados en el Mediterrá­ neo meridional y oriental. De hecho, sólo 30 años después de su fun­ dación la Comunidad decidió extender su asis-

Los acuerdos de cooperación que existen entre la CEE y América Latina son de dos tipos. Por una parte, están aquellos que la Comunidad ha sus­ crito con diferentes subregiones de América La­ tina, a raíz del interés comunitario por establecer acuerdos con grupos de países considerados re­ lativamente afines. En la actualidad existen dos de estos acuerdos en vigencia, uno con el Pacto Andino y el otro con los países del Istmo Cen­ troamericano. Por otra parte, la c e e ha suscrito acuerdos individuales de cooperación con tres países latinoamericanos; Brasil, México y Uru­ guay. Todos los acuerdos mencionados son más bien convenios marcos que no contienen com­ promisos concretos, ni siquiera de colaboración tecnológica, sino que dan lugar al diálogo para estimular la cooperación económica. Estos acuerdos no satisfacen plenamente las expectativas latinoamericanas, ya que se han visto limitados por los reducidos instrumentos y re­ cursos de ios que dispone la Comunidad para .países no asociados a ella. En particular, los con-

®Datos obtenidos directamente de la Unidad Conjunta CEPAÚCentro de Empresas Transnacionales.

EUROPA 92 y LA ECONOMIA LATINOAMERICANA / M .Iz a m

venios suscritos con los países latinoamericanos no contienen protocolos financieros, a diferencia

73

de los acuerdos vigentes, por ejemplo, entre la cee y los países del Mediterráneo.

II Efectos económicos de la Europa de 1992 sobre América Latina 1. Beneficios potenciales del Mercado Unico Europeo para la cf.e Para obtener evaluaciones cuantitativas de los be­ neficios económicos que podrían derivarse del MUE, la Comisión de la cee encargó, entre otros, un estudio cuyos resultados se publicaron en 1988. Bajo la dirección general de Paolo Cecchini, antiguo funcionario de la Comisión, el estudio se resumió en un volumen conocido como el In­ forme Cecchini. Del análisis se deduce que la supresión de las fronteras físicas, técnicas y fiscales, mencionadas anteriormente, inducirá a los empresarios a re­ ducir tanto los precios como los costos de pro­ ducción, ya que se verán enfrentados a las pre­ siones de una competencia más amplia. A su vez, la caída de los precios estimulará la demanda y, por lo tanto, aumentará la producción, lo cual traerá consigo mayores reducciones de los costos debido a las economías de escala. También se esperan beneficios por el uso de nuevas estrate­ gias comerciales y por el mejoramiento de la efi­ ciencia de las empresas al introducir innovacio­ nes tecnológicas y nuevos procesos productivos, todo ello estimulado por la dinámica propia del mercado interno. En particular, el Informe Cecchini cuantificó básicamente los efectos de la disminución de obs­ táculos en los procedimientos aduaneros, en las compras gubernamentales y en los servicios fi­ nancieros. Estimó que las mayores utilidades pro­ vendrían de la liberalización de este último mer­ cado, ante lo cual se espera que los menores costos de los servicios financieros sean transferi­ dos a la economía en su conjunto; ello reduciría los precios y aumentaría la demanda y la pro­ ducción y, a su vez, el efecto favorable haría cre­

cer la inversión como respuesta al menor costo del crédito. Según el informe, lo anterior generaría un incremento de 4.5% del producto interno bruto, la creación de 1.8 millones de nuevos empleos y una reducción de 6.1% de los precios al consu­ midor. El balance del sector público mejoraría en el equivalente de 2.2% del producto interno bruto, dado que los ingresos tributarios se eleva­ rían por el aumento de éste, y que los gastos se reducirían por cuanto la mayor competencia del mercado haría bajar el precio de los bienes que compra el sector público. La mayor competitividad de las exportaciones elevaría el saldo de la cuenta corriente de la Comunidad con el resto del mundo (que en la actualidad está equilibrado en términos globales) en una cantidad equivalen­ te al 1% del producto interno bruto. Estos bene­ ficios se producirían por una sola vez y se obten­ drían a mediano plazo, cuatro o cinco años después de que se hubiese completado el pro­ grama de integración, es decir, alrededor del año 1997. De acuerdo con el Informe Cecchini, si los gobiernos de la cee adoptan políticas fiscales más expansionistas y gastan todo el incremento que registre el balance del sector público, el producto interno bruto a mediano plazo subiría de 4.5% a alrededor de 7%, el número de nuevos empleos sería cercano a los cinco millones, el presupuesto del sector público se mantendría en las condicio­ nes actuales, los precios caerían en cerca de 4.5% y el saldo de la cuenta corriente sería deficitario para la Comunidad, equivaliendo a 0.5% del pro­ ducto interno bruto. También se han dado argumentos que apun­ tan a los efectos positivos que la Europa de 1992 podría tener sobre la economía del resto del mun­ do. A continuación se consideran esos argumen­

REVISTA DE LA CEPAL N" 43 / A lm i de 1 9 9 1

74

tos, procediéndose más por la vía de la hipótesis que del análisis concreto, por tratarse de un tema que aún no se ha abordado pienamente y que no permite conclusiones categóricas. 2. El posible impacto económico favorable de la Europa de 1992 sobre el resto del mundo La Comunidad ha declarado que el Mercado Unico Europeo constituirá una iniciativa impor­ tante en la búsqueda de una mayor desregulación y liberalización del comercio internacional. Se­ gún su punto de vista, la Europa de 1992 no será una fortaleza económica, sino que una sociedad comercial. Tal planteamiento optimista supone que un acuerdo regional de libre intercambio puede ser una pieza clave para construir un sis­ tema de comercio internacional más amplio y multilateral. Un primer argumento señala que si la inte­ gración del mercado europeo produce el alto cre­ cimiento que se espera de las economías comu­ nitarias, el incremento correspondiente de los ingresos podría traducirse en un mayor nivel de importaciones, lo cual dinamizaría las corrientes del comercio internacional y elevaría la actividad económica en el resto del mundo, por ser la Co­ munidad la región desarrollada más abierta a los intercambios internacionales. Esta misma línea de análisis sostiene que las presiones proteccionistas en la Comunidad se re­ ducirían, tanto por el aumento que se espera del crecimiento económico, cercano al 7% en la op­ ción más favorable, como por la generación de 5 millones de nuevos empleos que tal crecimiento induciría. También esas presiones tenderían a disminuir porque las firmas europeas mejorarían su eficiencia al poder aprovechar las economías de escala. América Latina podría beneficiarse del ma­ yor nivel de importaciones de la cke sólo si la estructura de sus exportaciones responde a las necesidades reales del mercado europeo y si éstas pueden competir en términos de precios y de calidad tanto con el resto del mundo como con una producción europea más eficiente. Un elemento que refuerza el argumento de la reducción del proteccionismo comunitario frente a las importaciones provenientes del resto del mundo es de tipo institucional. Se espera que el voto calificado, instaurado por el auf ,, elimine

un importante factor en favor del proteccionis­ mo, a menudo exigido por las naciones, regiones o sectores más débiles frente a la competencia externa. También sería favorable una menor tasa de inflación, inducida por la integración del merca­ do comunitario. Debe recordarse que el Informe Cecchini contempla una reducción de los precios al consumidor, lo cual podría conducir a tasas de interés menores si bajaran las expectativas infla­ cionarias de los agentes económicos. La posible disminución de la tasa de interés internacional beneficiaría en particular a los países de América Latina, debido a su alto endeudamiento externo. Por otra parte, si la cf.f. redujera el precio de sus exportaciones, el resto del mundo se benefi­ ciaría tanto de condiciones comerciales más fa­ vorables en su intercambio con ella, como de las ganancias que se obtendrían por la vía de un entorno internacional más competitivo, en el cual Estados Unidos y Japón deberían responder re­ duciendo el precio de sus exportaciones para ha­ cer frente a los eventuales mejoramientos de la eficiencia productiva en la c e e . Otro efecto de la reestructuración del esque­ ma comunitario, provendría de la posibilidad de que, dentro de un plazo no determinado aún, la Comunidad lograra tener una moneda única con la cual realizar el conjunto de sus transacciones. Esto sería positivo por dos razones: la primera, que el número de monedas internacionales se reduciría, dado que en la práctica desaparecerían once de ellas; la segunda, que la unidad europea se convertiría en una tercera moneda de reserva (junto con el dólar y el yen), lo que facilitaría la coordinación de políticas macroeconómicas entre los principales países industrializados. Por otro lado, se supone que el m u é implicaría una reasignación del presupuesto de la c f f , lo que desviaría recursos financieros desde el rubro de gasto más importante, la Política Agrícola Co­ mún ( pa c ), hacia la investigación y el desarrollo y el apoyo a las regiones europeas que se vean más afectadas por el ajuste de sus economías ante las nuevas exigencias de una más intensa competitividad. Lo anterior, sumado a las presiones que en el seno del g a t t han ejercido numerosos países para que la cee acepte la liberalización del co­ mercio de los productos agrícolas, y a las voces que en Europa señalan la ineficiencia de mante­

EUROPA 92 Y LA ECONOMIA LATINOAMERICANA / M .J za m

ner una pac como la actual, hace pensar que será inevitable su modificación. De hecho, la c e e en­ tiende que la profundización de la reforma de esa política, iniciada en 1984, es un elemento que debe tenerse en cuenta para la consolidación del MUE.

La proyección internacional de este asunto es significativa. La liberalización de los mercados mundiales de productos agropecuarios y la eli­ minación de todo tipo de apoyo a su producción, lo que se espeta que suceda gradualmente, será un estímulo importante para aquellos países, par­ ticularmente en desarrollo, que tengan ciertas ventajas comparativas en la producción de tales bienes. 3. Evaluación crítica del Informe Cecchini Probablemente la crítica más importante que se hace al Informe Cecchini es que las proyecciones que hace de los beneficios económicos que la Co­ munidad obtendría al integrar sus mercados, es­ tán basadas sólo en los escenarios más favorables. A modo de ilustración, cabe señalar que, de acuerdo con una estimación (Peck, 1989, p. 21), las ganancias podrían llegar a ser de sólo 2% del producto interno bruto, en lugar de ubicarse en­ tre 4.3% y 6.4%, según el citado informe proyec­ taPor otra parte, el Informe Cecchini no se refiere en profundidad al ajuste económico que necesariamente se producirá en las naciones co­ munitarias, ni a su intensidad y duración, como tampoco a los efectos adversos que éste podría tener en materia de desempleo. En principio, determinadas empresas de algunos países de la CEE podrían experimentar ciertas pérdidas al quedar expuestas a una competencia más inten­ sa. De hecho, la mayor parte de los beneficios que se obtuviesen por la vía del aprovechamiento de las economías de escala, derivaría de una rees­ tructuración que haría desaparecer una fracción no despreciable de las empresas comunitarias. Según un estudio de Smith y Venables (1988), la cantidad de empresas declinaría en to­ das las ramas de la industria, excepto en dos, que son el cemento y la maquinaria de oficina. El caso extremo sería la industria del calzado, donde de­ saparecerían 207 délas 739 firmas comunitarias. Algunos países concentrarían gran parte de estos costos; por ejemplo, el Reino Unido perdería 46

75

de sus 65 empresas de calzado, 31 de sus 52 em­ presas productoras de alfombras, y una de sus tres plantas productoras de vehículos. Luego, es probable que en el corto plazo el problema del desempleo se haga más crítico, lo cual podría provocar importantes presiones so­ ciales y políticas que apuntarían a recuperar los niveles anteriores de protección o a exigir que los gobiernos absorbiesen los costos que la libe­ ración les ocasionaría- Esto se traduciría en ma­ yores gastos por subsidio a la cesantía, o en la aplicación de una política fiscal expansiva, lo que el sector público tendría que financiar por la vía del endeudamiento con el sector privado, pudiendo esto generar presiones hacia el alza de la tasa de interés. Por último, el éxito del proyecto comunitario dependerá de la voluntad política que los gobier­ nos manifiesten de aceptar un punto de vista que trascienda los intereses nacionales en determina­ das materias, situación que no será fácil de ma­ nejar ya que los beneficios del proceso de unifi­ cación no se repartirán equitativamente. 4. Una apreciación diferente de la Europa de 1992 Pese a que desde el punto de vista europeo el MUE es un gran movimiento de desregulación y liberalización económica, para algunos sectores del resto del mundo éste parecería más bien una fortaleza que impediría mejorar y profundizar las relaciones económicas con la c e e . De hecho, distintos grupos de intereses eco­ nómicos, en particular americanos y japoneses, temen que las restricciones intracomunitarias que se levanten sean transferidas al exterior- Para ellos, el MUE defendería su mercado frente a la competencia externa: el proceso de desregula­ ción provocaría desequilibrios internos que in­ crementarían el desempleo y producirían una mayor brecha entre las diferentes regiones de la CEE, lo que generaría problemas sociales y el re­ surgimiento de sentimientos nacionales o locales que se traducirían en un aumento del proteccio­ nismo comunitario. Conviene entonces preguntarse aquí qué ocurrirá a partir de 1992 con la protección que la CEE aplique a las importaciones provenientes del resto del mundo. La respuesta debería sepa­ rar al menos dos de los elementos que conforman

76

el concepto de proteccionismo. El primero es la tasa arancelaria común, respecto a la cual cabría indagar si los nuevos niveles corresponderían o no al promedio ponderado de los vigentes hoy en cada uno de los países. El segundo está cons­ tituido por las barreras no arancelarias, y acerca de ellas interesa conocer las normas y exigencias que impondría la í::ee en materia de requisitos de importación. En materia arancelaria surgen algunas in­ quietudes, porque cuando se creó la c e e los aran­ celes industriales externos se promediaron arit­ méticamente, en tanto que los aplicados al sector agrícola se elevaron en concordancia con la po­ lítica agrícola común. Cuando España ingresó a la CEE, sus aranceles industriales se redujeron pe­ ro su protección agrícola subió. Esas dos situa­ ciones provocaron intensas negociaciones dentro y fuera del c a t t . Y su resolución fue incierta, pese a que tal organismo establece que tanto en las uniones aduaneras como en las zonas de libre comercio, el nivel de protección para los países no miembros no debería ser mayor que el exis­ tente al momento en que éstas se conforman (g a t t , 1948, Art. xxiv). Otro elemento que avalaría la tesis de la for­ taleza sería el extraordinario crecimiento que ha experimentado el comercio intracomunitario. Tal intercambio creció desde 48% en 1963 hasta alcanzar cerca de 60% del comercio comunitario total en la actualidad. Sin embargo, al parecer este incremento, logrado en cierta medida a ex­ pensas del comercio extracomunitario, no se con­ sidera suficiente aún. Diversos estudios europeos plantean que las actuales importaciones extracomunitarias deberían ser parcialmente cubiertas por la propia c e e . En el plano de la protección no arancelaria, cabe señalar que la armonización de las normas comerciales en la c e e contiene un elemento po­ sitivo para el resto del mundo. Será más fácil y entrañará menores costos y riesgos relacionarse con cada uno de los países comunitarios a partir de un esquema único de normas y exigencias comerciales y económicas, en lugar de negociar en particular con cada una de las doce naciones que hoy componen ese esquema de integración. Sin embargo, esa armonización también ten­ drá algunos efectos negativos sobre ciertos países en desarrollo, ya que paulatinamente se irán su­ primiendo las preferencias comerciales que al­

REVISTA DE LA CEPAL N“ 43 / A b r il de 1 9 9 1

gunos países miembros de la Comunidad han otorgado a determinadas naciones en desarrollo. A partir de 1993 esas preferencias quedarán en­ marcadas en un esquema común, que será deci­ dido por la propia c e e . En relación con ese punto, conviene mencio­ nar que la Comunidad detentará mayor poder para perfeccionar su instrumental de medidas restrictivas de la importación, como ios acuerdos de reciprocidad, el mecanismo antidumping y el nuevo instrumento de política comercial;^ esas medidas han sido objeto de duras críticas desde el resto del mundo, y han sido calificadas de poco transparentes. Además, las preferencias de los consumidores europeos se inclinan cada vez más hacia productos de alta calidad, cuyas especifica­ ciones técnicas salvaguarden la salud y el medio ambiente. Eal actitud podría legitimar la aplica­ ción de normas comerciales más sofisticadas por parte de la Comisión. Así trataría de satisfacer las nuevas necesidades de los consumidores, los que son en definitiva el sostén político del esque­ ma de integración. Por su parte, los productores europeos des­ pliegan toda su influencia para conseguir que la Comisión adopte mayores medidas proteccionis­ tas. Una parte importante de los empresarios co­ munitarios ya está produciendo bienes que se ajustan a los nuevos estándares de calidad exigi­ dos por los consumidores europeos, con lo cual se encontrarían en ventaja relativa frente a la competencia externa. Por todo lo dicho cabe esperar una prolife­ ración y un cierto endurecimiento de las medidas no arancelarias, más que un alza indiscriminada de las tasas arancelarias, para proteger temporal y selectivamente ciertas industrias que tengan que adaptarse a una mayor competencia externa en el seno de la Comunidad, al menos en sectores claves como la electrónica y la industria de la información. En todo caso, las firmas norteamericanas y japonesas planean estar en el espacio comunita­ rio lo antes posible, como una forma estratégica de evadir conflictos que podrían presentarse con un eventual incremento del proteccionismo coTal instruineruo permite a los empresarios privados comunitarios recurrir directamente a la (^omisión para soli­ citar medidas de protección en contra de importaciones que harían uso de “prácticas comerciales desleales”.

EUROPA 92 Y LA ECONOMIA LATINOAMERICANA / M .lz a m

mereiai. Así, la c e e recibe una proporción cada vez mayor de la ied mundial (c e t , 1989). Entre 1981 y 1983 un 15% de la ied estadounidense tuvo por destino la c:e e , mientras que entre 1984 y 1987 la cifra se elevó a 55%. Entre esos años, el mismo indicador para Japón subió de 10% a 17%. 5. Importancia relativa de América Latina para la Comunidad Económica Europea a) La CEE y los países industrializados Dos fenómenos recientes han vuelto a co­ locar al continente europeo en el centro de la atención mundial. El primero de ellos es la profundización del esquema comunitario de inte­ gración, con la probable incorporación a él de los países que actualmente integran la a e u . El segundo fenómeno se relaciona con los procesos de reforma político-económica que se están re­ alizando en casi todos los países de Europa del Este, y con la redefinición de la articulación po­ lítico-económica entre esos países y la c e e . Lo anterior está indicando que Europa va en camino de modificar sustanciaimente el conjunto de sus relaciones políticas y económicas, proceso que sin duda tiene como principal protagonista a la CEE. La Comunidad cumple el rol de agluti­ nador de los distintos países del continente, con miras a materializar la antigua idea de una Eu­ ropa unificada. Por eso para la ce e es altamente prioritario su relacionamiento económico y po­ lítico tanto con los seis países que actualmente integran la a e li (Suiza, Austria, Suecia, Noruega, Finlandia e Islandia) como con las naciones si­ tuadas en Europa oriental. Gomo se señaló antes, los países de la aeli no solamente son los principales socios comer­ ciales de la c e e , sino que además han estado au­ mentando sostenidamente sus vínculos económi­ cos desde la creación de una zona de libre comercio entre ambas agrupaciones, en 1973. Más recientemente, enJunio de 1990, comenza­ ron negociaciones formales entre ambos bloques de países con el objeto de establecer un espacio económico común donde sea libre la circulación de bienes, servicios, trabajo y capital. Esto hace pensar que otros países de la a e u podrían soli­ citar su incorporación formal a la c e e , siguiendo el ejemplo de Austria, que formalizó esa situación

77

en 1989. Tal ampliación no provocaría grandes dificultades económicas, dado que los niveles de desarrollo de los países de la a e li son iguales o superiores al promedio comunitario. Al respecto, la posición de la cee por ahora es clara. Un alto funcionario de la Comisión se­ ñalaba en junio de 1990 que “la Comunidad ba elegido, entonces, la opción de la profundización antes que la de ampliarse: solamente después de 1992, una vez que se haya definido mejor a sí misma, dará comienzo a las negociaciones con los países europeos que hayan optado por la ad­ hesión. Entretanto, estamos en negociaciones con los países de la a e u para crear con ellos un espacio económico común”.^ Con respecto a los países de Europa oriental, los trascendentales cámbios políticos verificados en ellos recientemente se han reflejado también en la esfera de lo económico, ámbito en el cual las reformas están orientadas fundamentalmente al establecimiento de la propiedad privada en los medios de producción, y a la determinación de los precios a través del funcionamiento del mer­ cado. Aun cuando los países occidentales miran con cierta cautela las reformas aplicadas en Eu­ ropa del Este, puede afirmarse que en general han mostrado un marcado interés por esos pro­ cesos. l anto el Grupo de los Siete como la Or­ ganización para la Cooperación y el Desarrollo Económicos (o c d f ) han manifestado en diversas oportunidades la necesidad de promover los pro­ cesos de reformas económicas en Europa orien­ tal, con el objetivo de que tales países se integren plenamente a la economía mundial. No obstante la preocupación mostrada por esas dos entidades y la posibilidad de establecer directamente acuer­ dos que les permitan estrechar sus vínculos eco­ nómicos con los países de Europa del Este, ambas reconocen que la c e e posee para tales efectos un status de privilegio por lo específico de su rela­ ción con esos países. Como ilustración vale la pena señalar que en la Cumbre de los Siete, ce­ lebrada en julio de 1989 en París, se le encomen­ dó a la CEE la responsabilidad de coordinar la asistencia prestada por los 24 países de la o c d e a Cita extractada del discurso pronunciado por el señor Vittorino Allocco, Jefe de la Oficina de la Comisión en Chile, el 5 de junio de 1990, en la Universidad Católica de Chile.

78

Hungría y Polonia, para apoyar los esfuerzos de estos últimos por transformar sus economías. Aparte de los fondos y la ayuda financiera que los países occidentales más desarrollados pla­ nean otorgar a Europa oriental, el presupuesto de la Comunidad prevé créditos en favor de la reconstrucción económica de esa zona por un monto cercano a los 3 000 millones de dólares entre 1990 y 1992. Además, la Comunidad otor­ gó un crédito de ajuste estructural a Hungría por 1 000 millones de dólares, y a Polonia una ayuda alimentaria de 256 millones de dólares. Además, todos los países de Europa oriental que adopten las reformas económicas dirigidas hacia un funcionamiento de mercado, podrán beneficiarse de créditos provenientes del Banco Europeo de Reconstrucción y Desarrollo de la Europa del Este, cuya creación fue propuesta por la CEE, con un capital cercano a los 13 000 millones de dólares. La asistencia financiera señalada se ha com­ plementado con un conjunto de medidas de liberalización comercial, tendientes a reducir los aranceles y a eliminar las barreras no arancelarias que afecten a las importaciones de la c e e desde los países de Europa oriental. Además, determi­ nadas exportaciones de algunos países de esa zo­ na, como Hungría y Polonia, pudieron adscribir­ se al Sistema Generalizado de Preferencias de la CEE, beneficio que posteriormente fue otorgado también por otros países de la o c d k . De igual forma, luego de que Checoslovaquia, Bulgaria y Rumania obtuvieron de la cee el tratamiento de nación más favorecida, pudieron acceder al mis­ mo trato algunos otros países de la o c d e . Sin duda que lo anterior anticipa un estre­ chamiento de la relación comercial entre Europa occidental y oriental, la cual ya tiene un carácter más intenso que la vinculación entre esta última y el resto del mundo occidental. Cerca de 8% de las importaciones extracomunitarias procede de Europa del Este, porcentaje notablemente supe­ rior a la participación de esta región en las im­ portaciones de Estados Unidos (alrededor de 1%) y de Japón (cercana al 2%). Asimismo, cerca de 70% de las exportaciones de bienes que realiza Europa oriental a los países de la ot:DE tiene por destino a la c e e . La unificación de Alemania ciertamente im­ pulsará la profundizadón y el estrechamiento de

REVISTA DE LA CEP AL N“ 43 I A b n t de 1 9 9 1

los vínculos económicos y políticos entre la Eu­ ropa oriental y occidental. En ese contexto se inscribe el hecho de que Hungría desea ingresar como miembro de pleno derecho o miembro aso­ ciado a la CEE, Por otra parte, el Presidente de Checoslovaquia ha hablado de una unidad “cen­ troeuropea” de vínculos históricos, culturales, políticos y económicos. Al respecto, un alto funcionario de la Comi­ sión señaló “...estudiamos la posibilidad de trans­ formar los acuerdos de cooperación que nos li­ gaban a los países de Europa del Este, en verdaderos acuerdos de asociación, con órganos institucionales de concertación político-económi­ ca con ellos ... desafío que consiste en último término en reunir en torno al mismo ideal a la totalidad del Viejo Continente, para convertirlo en una vasta zona de diálogo de paz y libertad”. ^ Todo lo anterior indica que los países de Europa del Este son de trascendental interés para la CEE, y que competirán con América Latina por créditos, asistencia para el desarrollo, facilidades comerciales e inversiones extranjeras directas. Más allá del ámbito continental, y dentro del mundo industrializado, la Comunidad manifies­ ta un particular interés por la relación económica con los países no europeos de la ü c d e . Con ellos mantiene una estrecha vinculación en el área co­ mercial y financiera, y en materia de inversión extranjera directa, siendo Estados Unidos el principal socio económico de la Comunidad, den­ tro de un esquema en el cual Japón es también una pieza clave. b) La CEE y

los países en desarrollo

En el mundo en desarrollo, la c e e tiene alto interés en vincularse con los países del Medite­ rráneo; ha firmado acuerdos de asociación o de cooperación con doce de ellos en el marco de una política global cuyo objetivo es contribuir al desarrollo económico de esos países y favorecer los intercambios mutuos. En cuanto a los países del Mediterráneo Nor­ te, la CEE otorga franquicias aduaneras a la ma­ yoría de los productos industriales que le vende Yugoslavia, país que además ha obtenido prés­ tamos del Banco Europeo de Inversiones por ' Cita extractada del discurso pronunciado por el señor Vittorino Allocco, Jefe de la Oficina de la Comisión en Chile, el 5 de Junio de 1990, en la Universidad Católica de Chile.

EUROPA 92 Y LA ECONOMIA LATINOAMERICANA / M .I m m

una cifra superior a los 700 millones de dólares en los últimos cinco años. Por otra parte, la cee ha establecido acuerdos especiales con Turquía, Chipre y Malta, por los cuales las exportaciones industriales de esos países ingresan a la cee sin derechos de aduana ni limitación de volumen y, además, se hacen concesiones sobre diversos pro­ ductos agrícolas. Tanto Turquía como Chipre y Malta han presentado oficialmente a la ce e su solicitud de incorporación a ella. En el caso de los ocho países del Mediterrá­ neo Sur, con todos ellos la cee ha firmado acuer­ dos de cooperación comercial, industrial, técnica y financiera, en virtud de los cuales se establece el libre acceso de los productos industriales de esos países al mercado comunitario, concesiones puntuales para algunos productos agrícolas, y asistencia financiera por 2 000 millones de dóla­ res en el período 1986-1991. Debe destacarse la estrecha vinculación económica que tiene la cee con Marruecos, país que también ha solicitado su incorporación a ella. La (TE manifiesta asimismo un alto interés, tanto político como económico, por los países ára­ bes del Golfo Pérsico, el que se origina esencial­ mente en su dependencia energética de esa re­ gión del mundo. Concretamente, busca ampliar los acuerdos comerciales vigentes, para que éstos abarquen materias de colaboración comercial, de transferencia tecnológica, de incentivos a las in­ versiones, de desarrollo de la agricultura y otras relacionadas con la cooperación para el desarro­ llo. Luego están los 66 países de Africa, del Ca­ ribe y del Pacífico ( a c p ), adscritos al Acuerdo de Lomé. Se trata por lo general de ex colonias de países europeos, y con ellos la cee mantiene re­ laciones de privilegio. En el plano comercial, casi todas las exportaciones que los países Acr dirigen a la CEE pueden entrar en ésta libre de todo de­ recho de aduana; incluso, la Comunidad ha con­ cedido preferencias a productos que compiten con su propia agricultura (por ejemplo, el azú­ car). Como parte integral de ese Convenio existe un fondo denominado “Stabek”, que tiene por objetivo garantizar los ingresos de exportación de los productos básicos vendidos por los países ACPa la Comunidad. Otro sistema similar llamado “Sysmin” financia el mantenimiento y la repara­ ción de las instalaciones mineras, y la reconver­

79

s ió n e c o n ó m ic a , c u a n d o el p o te n c i a l m i n e r o d e lo s p a ís e s a cp s e v e g r a v e m e n t e a f e c t a d o p o r c i r ­ c u n s t a n c ia s im p r e v is ib le s .

Aparte de los elementos de apoyo señalados, la gama de instrumentos de cooperación que la Comunidad utiliza con los países a c p es numero­ sa. La cooperación financiera y técnica destinada a tales países ascendió a la suma de 10 mil millch nes de dólares entre 1985 y 1990 y se dirigió, entre otras, a las siguientes áreas: desarrollo rural y agrícola, industrialización, infraestructura eco­ nómica, desarrollo social, pequeña y mediana empresas, telecomunicaciones, puertos y conduc­ ción de agua. Tales acuerdos se renuevan cada cinco años, el último de los cuales, conocido como Lomé iv, se materializó en febrero de 1990 y regirá hasta el año 1995. El proceso de negociación que dio origen a tal acuerdo tuvo características que lo diferenciaron de los tres anteriores, ya que la demanda financiera original de los países acp su­ peraba en casi 53% al monto ofrecido por la Co­ munidad. Esos países estimaban que los efectos de sus procesos de ajuste estructural sobre el em­ pleo y el gasto público, más la caída del precio de algunas de sus más importantes materias pri­ mas de exportación y la carga de su deuda ex­ terna, deberían llevar a que la Comunidad re­ examinara su relación y cooperación con ellos, particularmente en materia financiera, pero tam­ bién en el ámbito comercial. Por último, cabe mencionar a los países en desarrollo de Asia no miembros del Acuerdo de Lomé, y a los países de América Latina. Desde la perspectiva comunitaria y debido a su bajo nivel de ingreso por habitante, la cee da prioridad a los primeros sobre los segundos, particu­ larmente en cuanto a asistencia y cooperación para el desarrollo. c) La CEEy América Latina Se ve así que América Latina no sólo se ha visto distanciada en su relación económica con la CEE, sino que no ha tenido prioridad en el esquema comunitario de preferencias económi­ cas regionales o geográficas. Esta realidad con­ trasta con el marcado estrechamiento de las re­ laciones políticas entre ambas regiones, así como también con la esperanza de un mayor acerca­ miento luego de la incorporación de España y Portugal a la Comunidad.

80

REVISTA DE LA CEPAL N“ 43 / A b r il de 1 9 9 1

Puesto que la c e e no asigna gran importancia económica a América Latina, es posible que ésta pueda verse más afectada que el resto del mundo si el efecto económico de la Europa de 1992 fuese negativo para el espacio extracomunitario. Del mismo modo, si tales efectos fueran positivos, América Latina no se beneficiaría de ellos tanto como el resto del mundo, desarrollado o en de­ sarrollo, occidental u oriental. Por lo tanto, para actuar frente al m u é Amé­ rica Latina debe entender que éste se inscribe en un contexto de profundas transformaciones del sistema económico internacional, y que el gran desafío que plantea deberá encararse con esfuer­ zos tanto nacionales como regionales. 6. Algunas orientaciones para la acción Todo indica que en el mediano plazo el proceso comunitario logrará mejorar sus parámetros de eficiencia en la producción, con respuestas en el mismo .sentido de los países indu.strializados y de lospiR. Es previsible, por lo tanto, que en el futuro las relaciones económicas internacionales sean cada vez más competitivas. El entorno plantea retos importantes, pero también ofrece poten­ cialidades que deben desarrollarse. A continua­ ción se esbozan algunos lincamientos generales para la tarea latinoamericana al respecto: i) Es imperativo lograr que la reinserción eco­ nómica internacional de América Latina respon­ da a las nuevas y dinámicas transformaciones de la estructura de la demanda mundial. Es vital desarrollar cambios profundos en el plano de la producción, tanto de bienes como de servicios, a fin de que ésta responda competitivamente a las exigencias internacionales actuales. Ello sólo será posible con una transformación productiva con equidad’** que busque elevar la productividad, mejorar la eficiencia de todos ios factores de pro­ ducción y acrecentar el valor agregado de sus exportaciones. ii) Es preciso retomar con aires renovados y sobre bases reales y sólidas el camino de la inte­ gración económica regional, tarea que debe ser abordada más allá de la búsqueda de un espacio La CEl’AL ha tratado ampliamente el tema de la trans­ formación productiva con equidad, que es una de sus prin­ cipales preocupaciones {véase Cei*al 1990a),

geográfico que facilite el camino para la expor­ tación a terceros mercados. La integración de América Latina también requiere orientarse ha­ cia la configuración de un esquema que haga posible la concertación regional, para mejorar la posición negociadora de la región tanto en los organismos financieros internacionales como frente a los grandes bloques de países que hoy actúan de manera conjunta. iii) En relación con la c e e , a través de su po­ sición negociadora América Latina debe procu­ rar que sus relaciones económicas con la Comu­ nidad se eleven hasta alcanzar niveles semejantes a los que existen en el plano político. Cabe señalar aquí que la base del argumento que la cee ha esgrimido durante décadas para justificar el bajo perfil de las relaciones económicas entre ambas regiones ha sido la “inexistencia de un interlo­ cutor válido que represente el punto de vista de América Latina”. Ciertamente que es responsa­ bilidad de esta región echar abajo ese argumento, y la única forma de hacerlo es a través de una sola voz, iv) Con respecto a los acuerdos bilaterales de cooperación económica entre la Comunidad y los países latinoamericanos, es preciso profundi­ zar los acuerdos existentes con Brasil, México y Uruguay, y a la vez es imperativo crear las con­ diciones para que se establezcan acuerdos simi­ lares con el mayor número posible de naciones de América Latina, con el fm de profundizar y mejorar los vínculos económicos entre ambas re­ giones en todos los ámbitos posibles. v) Es necesario buscar el establecimiento de empresas latinoamericanas en territorio comuni­ tario, como una manera de garantizar la coloca­ ción de bienes o servicios de la región en ese mercado. También podría evaluarse la posibili­ dad de materializar acuerdos conjuntos de pro­ ducción con empresas comunitarias en su terri­ torio, lo que permitiría que empresas latinoamericanas pudieran participar en las lici­ taciones del sector público europeo, en las cuales se exige un mínimo de contenido local en la pro­ ducción. vi) En el ámbito financiero, América Latina debe buscar canales de fmanciamiento distintos a los existentes por parte de la Comunidad, otor­ gando incentivos realistas y estables a la inversión

EUROPA 92 Y LA ECONOMIA LATINOAMERICANA / M .Iz a m

extranjera proveniente de diferentes países co­ munitarios. Vinculados a los proyectos de inver­

81

sión que se concreten podrán concurrir présta­ mos “voluntarios” adicionales.

Bibliografía CEPAI.(Comisión Económica para América Latina y el Caribe) (1989); El comportamiento de los bancos transnacionales y la crisis internacional de endeudamiento (i.c/G.1553/Rev.l-r), Estudios e iníormes de la cepaí., N" 76, Santiago de Chile, Publicación de las Naciones Unidas, N" de venta; S.89. n.G.12. - {199üa); Transformación productiva con equidad. La tarea prioritaria de América Latina y el Caribe en los años noventa (lc/g.1601- p ), Santiago de Chile, marzo. Publi­ cación de las Naciones Unidas, N"de venta: S.90, ii,G,6, ( 1990b) ; América Latina y el Caribe: opciones para reducir el peso de la deuda (i.c/G. 1605-P), Santiago de Chile, marzo. Publicación de las Naciones Unidas, N 'de venta; S,90, II.G.7. GET (Centro de las Naciones Unidas sobre las Empresas Transnacionales) (1989); 7/íe C7L’yíc/;fjríer, N" 27, Nue­ va York, segundo trimestre. Comisión de las Comunidades Europeas (1985); Etapas de Europa, Luxemburgo. ---------- (1986); Un viaje a través de Europa, Luxemburgo. _______ (1987a); European Economy, N" ,84, Bruselas, no­ viembre. ______ _ (1987b): Tratados constitutivos de las Comunidades Eu­ ropeas, edición abreviada, Luxemburgo. ------ -— (1988a): European Economy, N" 38, Bruselas, no­ viembre. ------ — (1988b): Boletín de las Comunidades Europeas, N" 10, 21" año, Luxemburgo, _______ (1988c): Boletín de las Comunidades Europeas, N" 7/8, 21" año, Luxemburgo. _____ _ (1988d): Boletín de las Comunidades Europeas, N" 9, 21" año,Luxemburgo, _______ (1988e); La realización del mercado interior: un espacio sin fronteras. Informe sobre la evolución de los trabajos exigidos en el artículo 8B del Tratado, Bruselas. _______ _ { \ 9 S 9 ' d ) : European Economy, N" 39, Bruselas, marzo. ___ ___(1989b): European Economy, N" 40, Bruselas, mayo, _______ (1989c): 'Trece años de cooperación al desarrollo con los P V D de Asia y de América Latina: datos y resultados de la experiencia Informe decenal, Bruselas. __ ^ (1989d): La aplicación de la ayuda financiera y técnica en favor de los países en vías de desarrollo de América Latina y Asia, Undécimo informe de la Comisión ai Consejo y al Parlamento Europeo, Bruselas, ___ (1989e): Boletín de las Comunidades Europeas, N" 6, 22" año, Luxemburgo. (1989f): Boletín de las Comunidades Europeas, N" 7/8, 22 " año, Luxemburgo. Dornbusch, Rudiger (1989): Europe 1992: macroeconomic implications, Brookings Papers on Economic Activity, N" 2, Washington, D.C., Brookings Institution. Fieleke, Norman (1989): Europa en 1992, Perspectivas econó­ micas, N" 69, Washington, D.C., Servicio Informativo y Cultural de los Estados Unidos, Embajada de los Estados Unidos de América, GATT (Acuerdo General sobre Aranceles Aduaneros y Co­ mercio) (1948): Ginebra.

Grabendorff, Wolf (1989): Las relaciones de la Comunidad Europea con América Latina; una política sin ilusiones. Integración Latinoamericana, N" 144, Buenos Aires, Ins­ tituto para la Integración de América LatÍna(lNTAL), abril. Harbek, Rudolf (1987); El impacto de la Comunidad Europea en las políticas exteriores de los países miembros, la formación de la política exterior: los países desari'olladosyAméiíca Latina, Buenos Aires, Programa de Estudios Conjuntos sobre las Relaciones Internacionales de América Latina (RlAl.), (irupo Editor Latinoamericano. Iglesias, Enrique (1987): Nuevas formas de cooperación entre la Comunidad Económica Europea y América Latina, Estudios internacionales, año xx, N" 79, Santiago de Chile, RIA L, julio-septiembre. Institutode Estudios Económicos (1988): Los efectos del Mer­ cado Unico Europeo, Revista del Instituto de Estudios Eco­ nómicos, N” 4, Madrid. IREI.A (Instituto de Relaciones Europeo-Latinoamericanas) (1987): Europa occidental y la deuda externa de América Latina, Dossier N" 11, Madrid, Junio, ______ (1989a); Relaciones entre la Comunidad Europea y América Latina: balance y perspectivas, documento de base, Madrid, mimeo. (1989b); América Latina v Europa en los 90: ¿hacia una nueva relación?, informe de conferencia N" 3, Ma­ drid. Julienne, Hubert (1987): Cooperación económica entre la Comu­ nidad Europea y América Latina: posibilidades y opciones, documento de trabajo N" 4, Madrid, iréi.a. Koopmann, G. y H. Scharrer (1989): ‘Fortress Europe’- an illusion or a real danger?. Intereconomics, voi.24, N” 5, Hamburgo, Verlag Weltarchiv GmbH, septiembre-oc­ tubre. OCDE (Organización de Cooperación y Desarrollo Económi­ cos) (1988): Development Co-operation, París. ____ _— {\9%9): Development Co-operation, París. Peck, Merton J, (1989): Industrial organization and the gains from Europe 1992, Brookings Papers on Economic Activity, N" 2, Washington, D.C., Brookings Institution. SEI.A(Sistema Económico Latinoamericano) ( 1988) : La situa­ ción económica de la Comunidad Europea (C E E ) y sus relaciones con América Latina y el Caribe (Sp/ci,/xiV.o/Di), N” 11, Caracas. ( 1989) : Documento del grupo latinoamericano en Bru­ selas: informe sobre las relaciones entre América Latina y la Comunidad Europea (período 1988-1989} (S1*/cl / xv.o /Dí), N” 12, Caracas, Smith, Alasdair y Anthony Venables (1988): An assessment based on a formal model of imperfect competition and economies of scale. Research on the “Cost of Non-Europe”. Basic Bindings, vol.2, Luxemburgo, Comisión de las Co­ munidades Europeas. Viñals, José (1988): El sistema monetario europeo. España y la política macroeconómica, documento de trabajo N" 8804, Madrid, Banco de España, Servicio de Estudios.

REVISTA DE LA CEPAL N" 43

La competitividad de las economías pequeñas de la región Rudolf Buitelaar* Juan Alberto Fuentes El presente artículo explora los cambios ocurridos entre 1978 y 1988 en las f uentes de competitividad para las exportaciones que los países pequeños dirigen a los países industrializados de economía de mercado. La crisis de los años ochenta tuvo un fuerte impacto sobre los países latinoamericanos y sus posibilidades de desarrollo quedaron supeditadas a sus modalidades de incorporación a los mercados internacionales. Se están registrando importantes transformaciones en esas modalidades que se traducen, por ejemplo, en el auge de las exportaciones no tradicionales. Al analizar el crecimiento de las ex ¡xtr tac iones a los países de la OODK entre 1978 y 1988 se advierte que la mayor parte de tal crecimiento corresponde a los productos naturales sin elaborar y a los que dependen de una mano de obra barata y no calificada. No obstante, para un número importante de renglones el aumento de las exportaciones se sustenta en una base más diversificada, que incluye la incorporación de ciencia y tecnología. Entre ellos figuran los productos que, con apro­ vechar los recursos naturales y una mano de obra barata, afirman su capacidad de competencia aplicando estrategias de comercialización basadas en la diferenciación de productos; además, han habido algunas exportaciones de manufacturas ligadas a los recursos naturales disponibles. E.ste artículo se propone aportar elementos de juicio al análisis de las condiciones concretas que deben enfrentar los países pequeños cuando quieren modificar su modo de incor­ poración a los mercados mundiales. Mientras que en los países grandes y medianos de la región hay un consenso bastante generalizado acerca de las bondades de las estrategias de de­ sarrollo orientadas hacia el exterior que giran en torno a la competitividad basada en el progreso técnico y en el perfec­ cionamiento de los recursos humanos, parece haber alguna controversia acerca de tas posibilidades de éxito de este tipo de estrategia para los países pequeños; en todo caso, el tema merece mayor estudio. El artículo llega a la siguiente conclu­ sión : hay experiencias que demuestran la existencia de razones de peso para apoyar el desarrollo de la competitividad y la sustentabiiidad de países pequeños de América Latina y el Caribe, mediante el aprovechamiento de sus ventajas compa­ rativas, y la aplicación de la ciencia y la tecnología a los .sectores cuya capacidad de competir se basa en recursos naturales sin elaborar o el uso de mano de obra barata o no calificada.

*Oficial de asuntos económicos de la División Conjunta CErALÍiNum de Industria y Tecnología. Oficial de asuntos económicos de la Oficina del Secre­ tario Ejecutivo de la ok.pal .

Introducción En la extensa bibliografía sobre el desarrollo de las naciones pequeñas suele emplearse el ingreso, la superficie geográfica y la población como prin­ cipales criterios para definirlas (Kuznets, 1960; Perkins y Syrquin, 1989). Las limitaciones que impone el tamaño al desarrollo se asocian co­ múnmente con la estrechez del mercado interno y la limitación de recursos, que presentan patro­ nes comunes en cuanto a coeficientes más eleva­ dos de comercio y menor diversificación de la oferta. Los datos econométricos apuntan a la po­ blación como factor de particular importancia entre los que determinan la estructura del co­ mercio y las modalidades de diver sificadón. Para los países en desarrollo, el tamaño se ha consi­ derado además, como una limitación importante de su margen de maniobra, es decir, de su posi­ bilidad de elegir entre distintas opciones de po­ lítica, lo que a su vez tiende a reforzar las res­ tricciones que imponen otras variables, como las divisiones étnicas, la ubicación geográfica, la es­ casa disponibilidad de recursos naturales, las ele­ vadas expectativas de consumo y la exigua base tecnológica (Seers, 1981). También preocupan crecientemente las limitaciones ecológicas que re­ sultan de la escasez de recursos en países peque­ ños densamente poblados (Foy y Daiy, 1989). En cambio, el tamaño aparentemente habría actua­ do como fuerte acicate para crear el denominado “corporativismo democrático”, que permite a los países pequeños de Europa occidental conjugar la estabilidad política, el desarrollo social y una economía abierta y competitiva para adaptarse a una economía internacional en acelerada trans­ formación (Katzenstein, 1985). En los países pequeños de América Latina y del Caribe la crisis del decenio de 1980 que sa­ cudió en general a la región parece haber esti­ mulado importantes procesos de transformación económica, que suponen una mayor exportación de productos no tradicionales, pese a los graves efectos negativos que tuvo. Como primer objeti­ vo, este trabajo se propone identificar algunas de las características básicas de ese proceso. En segundo lugar se tratará de demostrar que en estos países la capacidad de competencia de sus mayores exportaciones sigue basándose princi­ palmente en la dotación relativa de mano de obra no calificada y de recursos naturales, sujeta a limitaciones de orden tecnológico o ambiental. Un tercer objetivo fue el de explorar o analizar

REVISTA DE LA CEPAL N" 43 / A b r il de 1 9 9 1

84

tendencias, a fin de descubrir en qué forma se podría fomentar el desarrollo de nuevas fuentes de competitividad ya que, según la reciente pro­ posición de la CEPAL sobre transformación pro­ ductiva con equidad (c e p a l , 1990a), estarían im­ plicados no sólo los factores tradicionales de la producción —tierra y trabajo— sino también la absorción o el aprovechamiento paulatino del progreso técnico, tanto en la producción como en la comercialización. Inspirado en el trabajo germinal de Kuznets sobre las naciones pequeñas, el estudio establece (para 1988) un límite superior de 10 millones de habitantes para definir a los países latinoameri­ canos y del Caribe que son pequeños, con un límite inferior de un millón a fin de excluir a aquellas naciones que se consideran a veces como “microestados” y que reúnen otras condiciones que las diferencian de los países un poco más grandes. Luego de excluir a los países que pre­ sentan dificultades estadísticas (Cuba y Panamá), o en que casi no ha habido aumento de las ex­ portaciones (Nicaragua), se trazó la evolución de doce países latinoamericanos y del Caribe: cuatro del Caribe (1'rinidad y Tabago, Jamaica, Haití y la República Dominicana); cuatro de América Central (Guatemala, El Salvador, Honduras y Costa Rica); y cuatro de América del Sur (Ecua­ dor, Boiivia, Uruguay y Paraguay).

En este trabajo se analizan las tendencias re­ cientes fundamentales que parece seguir la par­ ticipación de los países pequeños en la economía internacional. Se ha tomado el comportamiento de sus exportaciones a la o c d e como indicador de su capacidad de competencia. Para comenzar, se describen las fuentes de competitividad en el plano nacional (véase la sección I a continuación), tomándose en cuenta la intensidad de empleo de la mano de obra no calificada y de los recursos naturales como factores de la producción. Luego (sección ii) se centra la atención en las fuentes de competitividad ai nivel industrial y se examina la creciente complejidad de nuevas fuentes, in­ cluso los procesos de progreso tecnológico y de aglomeración industrial. En el análisis se emplean las estadísticas de importación registradas en los países de la o c d e . l'ienen el inconveniente de no dar necesariamen­ te un cuadro completo de la capacidad de com­ petencia de un país. Sin embargo, por ser homo­ géneas y recientes, ofrecen una visión imparcial de la competitividad internacional, no distorsio­ nada por el efecto de las preferencias comerciales recíprocas de los países caribeños o latinoameri­ canos* . El análisis se basa en la comparación entre las estadísticas de importación para 1978 y para 1988 de los países de la o c d e .‘^

I Fuentes de competitividad en el plano nacional Se ha progresado considerablemente en el aná­ lisis conceptual de las fuentes de competitividad. Dosi y Soete (1988) señalan que las ventajas com­ paradas parecen ser más bien el resultado ex posi facto de la dinámica del aprendizaje específico de cada sector y de cada país y de las transforma­ ciones entre naciones y dentro de sectores en la capacidad de competencia de empresas y países. Según Poner (1990), la ventaja competitiva de una nación estaría determinada por un “diaman­ te” que representa la interacción dinámica entre los factores de la producción, la demanda inter­ na, la estructura del mercado y la estrategia de

la empresa, así como las industrias relacionadas y auxiliares.

Este método excluye toda consideración normativa de los efectos de las preferencias comerciales recíprocas, así co­ mo el argumento de industria incipiente basado en las posi­ bles exportaciones a mercados competitivos tras el acceso a mercados preferenciales. ^ Se trata de cifras cif, que no son comparables con las estadísticas de exportación fob de los propios países peque­ ños, También puede haber diferencias por asincronismo de registros (exportación o importación) y por el trato acordado a zonas francas de producción.

LA COMPETITIVIDAD DE LAS ECONOMIAS PEQUEÑAS / R .B u ite la a r y J .A .F u e n te s

Para los países caribeños y latinoamericanos pequeños, la principal fuente de nuevas expor­ taciones competitivas —a veces la única fuente— sería la disponibilidad relativa de factores de baja categoría, entre ellos en especial la mano de obra no calificada y los recursos naturales —restrin­ gidos en mayor grado por una menor superficie geográfica:'* Además, la relativa flaqueza de los demás determinantes de la competitivídad, per­ judicados a menudo por la pequeñez de estos países (sobre todo en lo que toca a la competencia, magnitud de la demanda interna y eficiencia de las industrias auxiliares), ha hecho descansar to­ do el peso de la competitividad únicamente en la disponibilidad relativa de los factores tradicio­ nales de la producción. Este fenómeno se rela­ ciona, por su parte, con la industrialización rela­ tivamente endeble en el pasado de los países pequeños de América Latina y el Caribe, que ha coartado sus posibilidades de progresar hacia la constitución de un “diamante” equilibrado. A fin de determinar, para los países peque­ ños de la región, la intensidad relativa de uso de los factores en las exportaciones que crecieron entre 1978 y 1988, se desglosó el total de las exportaciones que aumentaron durante este pe­ ríodo (x r) en las siguientes categorías; exporta­ ciones de productos primarios basados en recur­ sos naturales en bruto ( n r ), exportaciones de productos industriales de gran intensidad de uso de mano de obra ( x il ), exportaciones de produc­ tos industriales de gran contenido de productos naturales elaborados ( x in r ), y exportaciones de otros bienes industriales (xio).'* En primer lugar, se sumaron las exportaciones totales correspon­ dientes a las categorías cucj de tres dígitos (xr) que crecieron en este período (lo que representa las exportaciones adicionales (marginales)). Los resultados son heterogéneos, como pue­ de apreciarse en el cuadro 1; los aumentos rela­ tivos más altos se dan en la República Dominicana (170.1%) y en Costa Rica (110.0%), seguidos por Paraguay (105.8%) y Haití (101.0%). En una se­ gunda operación, se efectuó una distinción entre las exportaciones de bienes industriales (manu­ facturas y semimanufacturas) y las de productos ^ Incluso tierra muy fértil, como la vertiente del Pacífico en América Central, el clima favorable y las playas del Caribe, y los minerales. ^ Aritméticamente: XT= NR-t- xil.-l- XINR+ xio.

85

Cuadro 1 VALOR (MARGINAL) DE LAS EXPORTACIONES QUE CRECIERON ENTRE 1978 y 1988^ {Miles de dólares y porcentajes)

República Dominicana Costa Rica Paraguay Haití Ecuador Uruguay Honduras Jamaica Guatemala El Salvador Trinidad y Taba go Bolivia

Miles de dólares

% de 1978

1 207.4 784.8 320,5 271,0 923.7 338.0 418.4 337.6 264.4 86.9 291.0 42.1

170,1 110.0 105.8 101.0 77.4 75.1 68,2 44,9 31.2 18.7 17.4 13.0

Fuenteistadísticas elaboradas a base de comtraok (impor­ taciones de la OCDE). ■* El valor corresponde a la diferencia entre las exportacio­ nes de 1978 y de 1988. El porcentaje expresa la propor­ ción de este valor en las exportaciones de 1978. Se exclu­ yeron las exportaciones de oro de liolivia y Uruguay. Los renglones de exportación que registraron un aumento se definieron al nivel de tres dígitos de la t;uci.

primarios ( r n ), a la vez que se descomponían los primeros en tres categorías: los que muestran un uso relativamente intensivo de mano de obra no calificada (xii,), aquellos en que predominan los recursos naturales ( x in r ) y otros (xio). Presumi­ blemente estos últimos muestran una alta inten­ sidad de uso de capital y tecnología.'^ Los productos primarios corresponden por definición a las secciones ü, 1, 2 y 3 de la Clasificación Uniforme para el Comercio Internacional (c;l:ci), Revisión 2, y los productos industriales a las secciones 4 a 8, Las exportaciones de oro correspondientes a la minería se clasificaron en el primer grupo, pero se excluían si correspondían a venta de reservas del Banco Central. Los capítulos o grupos de uso intensivo de mano de obra no calificada se definen como aquellos que registraban salarios inferiores en un 10% al salario medio en los listados Unidos, aplicando las informaciones de Huíbauer (1970) sobre los salarios por hombre. Se consideró que los grupos de uso intensivo de mano de obra eran los 56, 61, 63, 65, 82, 83, 84, 85 y 89. Luego de excluirlos, los de uso intensivo de recursos naturales eran los que quedaban en las secciones 4,5 y 6, mientras que en la categoría “otros” estaban los remanentes de los grupos 7 y 8. Por la existencia de plantas maquiladoras de armaduría en los sectores de la ma­ quinaria y los equipos electrónicos, los grupos 74 y 77 se definieron también como de uso intensivo de mano de obra.

86

REVISTA DE LA CEPAL N" 43 / A b ril de 1 9 9 1

Cuadro 2 AUMENTO DE LAS EXPORTACIONES (1978-1988): INTENSIDAD DE USO DE LOS FACTORES-* {Porcentajes del valor exportado) Recursos naturales primarios Paraguay Bolivia Ecuador Jamaica República Dominicana El Salvador Haití Guatemala Honduras Costa Rica Uruguay Trinidad y Tabago

Productos industríales Mano de Recursos obra naturales

Otros

89.0 77.1 96.6 24.8

10.5 20.6 2.1 68.6

0.4 1,9 0.8 6.0

0.1 1.2 0.3 0.3

34.2 34,7 3.8 54.3 80.0 54,3 57.0

62.3 57.6 90.4 38.2 17.5 43.2 36.5

3.3 6.8 3.1 4.1 1.9 2.0 4.8

0.2 0.9 2.4 1.7 1.0 1.2 1.7

23.1

11.3

65.1

0.5

Fuente; Elaborado sobre la base de estadísticas c o m t r a d e . ^ Véase la nota a del cuadro 3. La nota 5 de pie de página indica el método de clasificación empleado.

La información presentada en el cuadro 2 confirma que el crecimiento de las exportaciones en las naciones pequeñas de América Latina y el Caribe con la importante excepción de Trinidad y Tabago, tuvo como principal puntal la expor­ tación de bienes industriales de uso intensivo de mano de obra y de productos basados en los re­ cursos naturales con escasa elaboración. Cuando es pequeña la población, surgen aparentemente diversos patrones, resultado de distintas combi­ naciones de emplazamiento geográfico, mano de obra barata y disponibilidad de recursos natura­ les, teniendo este último factor cierta relación con la densidad demográfica (salvo en los países petroleros de Trinidad y Tabago y Ecuador). En el cuadro 3 se indica la relación entre la proporción de exportaciones industriales de uso intensivo de mano de obra (xiL como porcentaje de x t ), densidad demográfica y distancia a los Estados Unidos (Miami) para diez pequeños paí­ ses de la región. Los resultados de una regresión múltiple —con un signo adecuado y significativo para el coeficiente de densidad y uno adecuado pero no significativo para la variable de distan­ cia— se observan en el mismo cuadro. Estos re­ sultados suponen que las exportaciones de ma­ nufacturas de uso intensivo de mano de obra

crecieron con rapidez mayor en los países de ma­ yor densidad demográfica, resultado que con­ cuerda con la teoría tradicional de las ventajas comparativas (Perkins y Syrquin, 1989). En general, los países pequeños de América del Sur, que tienen un territorio relativamente más grande (Paraguay, Bolivia y Ecuador) de­ penden en mayor grado de los productos natu­ rales sin elaborar. Los países más pequeños (Re­ pública Dominicana, Jamaica, Haití y El Salvador) aprovechan su cercanía al mercado es­ tadounidense y exportan mayor proporción de productos industriales de alto coeficiente de ma­ no de obra, en gran parte gracias a la expansión de actividades de maquila (cuadro 3). Los países pequeños relativamente menos desarrollados de Europa, como Irlanda y Portugal, que exportan productos de maquila que suponen el uso de una mano de obra de baja calificación, parecen estar en una situación semejante (Walsh, 1988). Trinidad y Tabago, Costa Rica, Guatemala y Honduras comparten las ventajas de un em­ plazamiento favorable y disponibilidad de re­ cursos naturales. Los países centroamericanos todavía exportan a los países de la ocde princi­ palmente productos industriales de uso intensivo de mano de obra no calificada y bienes que su-

LA COMPETITIVIDAD DE LAS ECONOMIAS PEQUEÑAS / R .B u ite la a r y J .A .F u e n te s

87

Cuadro 3 RELACION ENTRE EXPORTACIONES DE USO INTENSIVO DE MANO DE OBRA, DENSIDAD DEMOGRAFICA Y DISTANCIA^

Paraguay Bolivia Uruguay Guatemala El Salvador Costa Rica Honduras Jamaica Haití República Dominicana

% de exportaciones que hacen uso intensivo de mano de obra

Densidad de población (hab. por km^)

Distancia a Miami (millas)

10.5 20,6 36.5 38.2 57,6 43.2 17.5 68 90

104 66 179 824 3 034 566 443 2 294 2 653

5 144 3 975 5 468 1 226 1 362 1 400 1 518 702 856

62.3

1 411

1 018

Fuente: Cuadro 2, c e l a d e e informes anuales de líneas aéreas. Los siguientes son los resultados del ejercido de regresión, haciendo depender las exportaciones que hacen uso intensivo de mano de obra de la población y la distancia: Constante 29.4 Error estándar de Y (estimación) 14.7 R al cuadrado 0.74 Número de observaciones 10 Grados de libertad 7 Coefíciente(s) X Error estándar de coeficiente t Se refiere al porcentaje del total de exportaciones que aumentaron entre 1978 y 1988 (véase cuadro 2, segunda columna).

ponen una escasa elaboración de los recursos na­ turales de que disponen, aunque muchas son ex­ portaciones nuevas. Sólo T rinidad y T abago, gra­ cias a su petróleo y capitales ha desarrollado sectores industriales que acometen una mayor elaboración de los productos locales y que tam­ bién tienden a hacer uso intensivo de capitales.^ En cambio, Uruguay con un emplazamiento des­ favorable pero con un territorio más grande, ha progresado más en la integración de industrias Véase un análisis crítico de la industrialización basada en recursos naturales en Rotvmer (1979).

que acusan altos coeficientes tanto de mano de obra como de recursos naturales (con importan­ tes ramas de uso intensivo de mano de obra que forman parte del grupo 6 de la cuci). Tanto Tri­ nidad y Tabago, como Uruguay, y en menor gra­ do Costa Rica, Guatemala y Honduras, chocan contra importantes barreras no arancelarias en los mercados foráneos, sobre todo cuotas para los productos siderúrgicos, textiles y de cuero. Además, por depender principalmente de las ex­ portaciones de semimanufacturas, Trinidad y Tabago tiene ante sí mercados que han crecido mucho más lentamente que el de manufacturas.

88

REVISTA DE LA CEPAL N* 43 I A b ril de 1 9 9 1

II Fuentes de competitividad a nivel industrial En esta sección se examinarán más de cerca las fuentes de competitividad a nivel industrial, a fm de descubrir las posibilidades y opciones que se abren ante los países pequeños de la región para alcanzar fuentes superiores de competitividad. En el proceso de desarrollo, sobre todo en sus primeras etapas, Porter (1990) sugiere que las industrias con mayores posibilidades de éxito pa­ ra un país son aquellas que cuentan con un mer­ cado interno relativamente grande. Aunque el tema merece mayores investigaciones, los inten­ tos anteriores de los países latinoamericanos y caribeños por expandir la demanda interna apo­ yándose en la integración regional como base para la industrialización no parecen haber dado fruto más que en muy pocas industrias compe­ titivas. Las industrias de “acabado”, que depen­ dían estrechamente de la importación de mate­ rias primas, productos intermedios y tecnología, parecen haber estado demasiado ajenas a las con­ diciones de ios factores que configuran la capa­ cidad de competencia de esos países. Presumi­ blemente sólo cuando se produce una combinación de uso de un factor local relativa­ mente abundante (mano de obra o recursos na­ turales)junto con el aprovechamiento de un mer­ cado regional ampliado pueden desarrollarse ciertas industrias competitivas, como la de textiles de Guatemala y El Salvador y la cerámica en Uruguay. Por lo demás, al analizar la evolución de la competitividad a nivel industrial en los países pe­ queños de la región en general se tiene la impre­ sión de que el crecimiento de las exportaciones no puede explicarse por la competitividad, re­ forzada por la aplicación de la ciencia y la tecno­ logía, y que las industrias que aportan la mayor parte del crecimiento de las exportaciones no se relacionan en forma definida por vínculos verti­ cales u horizontales con otras industrias compe­ titivas o con servicios tecnológicos. Sin embargo, hay algunas excepciones notables y son más va­ riadas las fuentes de competitividad a nivel in­ dustrial que lo que cabría imaginarse dada la situación en su conjunto (cuadro 4 y gráfico 1). Específicamente, tiende a mostrar amplia varia­

ción el grado de dependencia de los factores bá­ sicos como fuente de competitividad, así como el progreso técnico alcanzado. a)

Las manufacturas de uso intensivo de mano de obra

El fenómeno más notorio en lo que toca a las importaciones de la desde los países la­ tinoamericanos pequeños es el aumento de las operaciones de maquila (cuadro 5) que se acogen a las disposiciones aduaneras de los Estados Uni­ dos que gravan sólo el valor agregado en el ex­ tranjero y no los insumos estadounidenses. En respuesta a un cuestionario de la ere (1988) funcionarios de las empresas estadouni­ denses que se acogían a las disposiciones sobre actividades de maquila en el extranjero (antes renglones 807.00 y 806.3 del arancel estadouni­ dense, ahora armonizados en los subgrupos 9802.00.60 y 9802.00.80) contestaron ejue ante la competencia de las importaciones, el estable­ cimiento de operaciones fabriles fuera de los Es­ tados Unidos se justificaba principalmente por las diferencias de costo de la mano de obra. Se consideraba en general que las disposiciones arancelarias eran de importancia secundaria, y que en tercer lugar figuraba la existencia de zo­ nas francas o el tratamiento de mercaderías en depósito que pudieran acordar los gobiernos ex­ tranjeros. El resultado confirma la conclusión de que la mayoría de las operaciones de maquila en los países latinoamericanos pequeños han buscado la disponibilidad de mano de obra barata como fuente principal de su competitividad. Habría que ver si las actividades maquiladoras contribu­ yen o no al establecimiento de la competitividad a largo plazo. La naturaleza del debate sobre este asunto ha evolucionado con el tiempo. En un comienzo se planteaba la interrogante del valor de estas actividades para el desarrollo nacional y se formularon varias críticas, muy conocidas, so­ bre la característica de enclave que tenían. Ac­ tualmente la discusión se centra en los mecanis­ mos que podrían mejorar la relación entre la o c d k

LA COMPETITIVIDAD DE LAS ECONOMIAS PEQUEÑAS / R .B u ite la a r y J .A .F uentes

89

Cuadro 4 PRINCIPALES EXPORTACIONES A LA ocde {Millones de dólares a valores corrientes de 1978 y 1988) 1978 El Salvador Café Crustáceos Prendas de vestir Partes de maq. eléctrica Azúcar Productos textiles Algodón Máquinas de oficina Otros

408.5 12.9 36.7

411.8 28.5 37.3

58.9 31.8 10.0 63.3 14.8 39.2

27.4 19.8 24,5 0.4 0.9 41.0

49.5 43.6

174.8 63.0

21.1 61.7 3.8 14,8 4.8 8.9

67.3 40.1 15.4 10.3 10.2 5.2

16.2 43.9

76.5

61.8 53.7 72.3 10,5

317.9 63.5 56.7 27.7

19.5 13.2 12.6

1.1 7.6 10.6

1.8

10.9

26.3 0.02 31.1

6.4 8.8 29.9

Haiti Prendas de vestir Manufacturas varias Partes de maq. eléctrica Café Productos textiles Aceites esenciales Manufacturas de cuero Cacao Minerales de metales comunes Otros Paraguay Soya Café Algodón Cuero curtido Cueros y pieles sin curtir Tabaco Pienso para animales Madera simplemente escuadrada Carne y preparados de carne Prendas de vestir Otros Guatemala Café Algodón Prendas de vestir Azúcar Frutas Flores Legumbres Carne Oleaginosas Moluscos Tabaco Petróleo crudo Otros

494.6 122.9 3.0 37.9 42.5 11.4 3.7 29.1 13.2 11.4 10.3 —

1978

1988

1988

Costa Rica Prendas de vestir Frutas Café Carne Flores y plantas Pescado y mariscos Partes de maq, elèe. Joyería Legumbres Cacao Otros

28.8 252.5 289.6 56.7 8.5 5.4 6.3 0,02 2.8 27.9 .35.0

260.3 531.3 292.6 61.4 58.8 49.0 39.0 17.5 13,4 6.5 141.3

Jamaica Bauxita Azúcar Prendas de vestir Frutas Bebidas alcohólicas Alcoholes Legumbres Café Tabaco Otros

577.5 69.4 8.3 30.6 22.3 0.05 3.4 4.8 6.8 28.4

.391.3 78.1 224.9 32.4 48.1 15.9 14.9 12.0 9.7 72.2



350.8 28.9 88.8 41.0 119.0 26.6 26,6 19.1 15.5 15.7 15.6 14.4 • ■•

Bolivia Minerales de metales 169.7 comunes Oro 0.06 92.4 Estaño Café 6.4 Minerales de metales preciosos 6.3 Manufact. madera 4.4 Petróleo crudo 9.9 Azúcar 9.7 Manufacturas de cuero 4.8 — Soya Madera simplemente escuadrada 6.7 29.1 Otros Trinidad y Tabago 779.7 Petróleo crudo Prod.petrol.ref. 742.9 Productos químicos inorgánicos 33.9 Azúcar 39.9 Fertilizantes 6.3 11.3 Bebidas alcohólicas Alcoholes 0.1 Barras de hierro Minerales de metales comunes 2.2 12.7 Cacao Otros 39,6

Fuente: Naciones Unidas, a base de datos

comtrade,

101.2 77.9 31.0 19.2 13.7 2.0 —

6.0 9.9 5.4

1978

1988

Honduras Frutas Café Pescado y mariscos Carne Prendas de vestir Miner, de met. com. Mad. simp, escuad. Algodón Manufact. de madera Tabaco Otros

206.9 222.2 17.0 39.0 3.3 30.0 24.8 14.3 4.9 12.1 39.1

433.8 1.56.8 102.9 23.4 63.6 18.8 18.8 0.2 10.3 14.5 76.1

República Dominicana Prendas de vestir Arrabio Azúcar Manufacturas de cuero Joyería Café Cacao Partes de maq. elèe. Oro Tabaco Frutas y legumbres Otros

48.0 76.6 128.8 5.1 0.1 136.3 90.0 13.2 5.1 48.4 31,1 126,8

550.0 235.4 102.1 82.5 78.8 76.3 74.8 73.1 95.5 65.8 64.3 272.8

Ecuador Frutas Pescado y mariscos Petróleo crudo Café Cacao Productos petroleros ref. Pienso para animales Chocolate Mad. simplem. escuad. Fibras textiles Prod, veget. en bruto Otros

234.8 44.4 276.4 290.2 142.8 65.4 12.0 75.0 11.6 6.8 1.4 33.3

523.3 513.1 330.8 160.6 114.4 88.0 40.4 16,2 15.4 11.2 9.1 73.0

11.6 20.3 415.5 203.6 117.8 30.4 36.0 30.3 60.1 43.7 17.8 3.7 68.0

Uruguay Prendas de vestir 109.1 Hilados y otros pr. text. 52.7 Carnes y prep. de carne 38.0 Lana 58.0 Arroz 32.5 Cuero curtido y manufacturas de cuero 56.1 Pescado fresco 16.2 Frutas 10.5 — Oro Calzado 30.8 Pienso para animales 12.5 Otros 63.6

138,6 92.0 100.8 62.1 .58.4 71,3 43.2 36.5 104.0 8.6 12.0 118.0

sobre estadísticas de importaciones de los países miembros de la ocüE.

REVISTA DE LA CEPAL N“ 43 / A b r il
90

Grdfico 1

COMPOSICION DE LAS

MAYORES EXPORTACIONES A LA OCDE

ECUADOR

BOLIVIA

Crustdceos

Minerales de metales preciosos

Otros Oleaginosos Pienso poro Onimotes Pescado fresco Petróleo crudo y refínodo

Frutos

Otros Cuero curtido Modero simplemente escuodrodo

PARAGUAY

JAMAICA

vesti

Otros Modera simplemente escuodrodo Cote Cuero curtido

REPUBLICA

Otros Bebidos alcohólicas

DOMINICANA

EL

Preñóos de vestir

Crustáceos

I Legumbres '— Alcoholes

S AL VADOR Partes de moquinaría eléctrica

Arrabio

Partes de maquinaria eléctrico Carne Otros Manufacturas vorios^

Momifacturas de cuero

Prendas de vestir Artículos de popel Oleaginosos

Otros

LA COMPETITIVIDAD DE LAS ECONOMIAS PEQUEÑAS / R .B m te la a r y ] .A .F u e n te s

91

Gráfico 1 (conclusion)

HAI TI

GUATEMALA

HONDURAS

COSTA

RI CA

Frutas

O tros Crustáceos Pescodo fresco

Prendas de vestir

URUGUAY Prendas de vestir Pescados

TRI NI DAD

Cuero curtido

Corne

Frutos

Arroz Otros Hilados

Y TABACO

REVISTA DE LA CEPAL N“ 43 / A b n l de 1 9 9 1

92

Cuadro 5 EXPORTACIONES A LOS ESTADOS UNIDOS DE PRODUCTOS ARMADOS EN EL EXTRANJERO {Porcentaje del total de las exportaciones a los Estados Unidos) Algunos exportadores

1983

1986

República Dominicana Costa Rica Haití Guatemala Honduras Jamaica

13.8 15.9 41.3 0.2 4.9 3.3

22.4 14.2 38.6 1.5 5.3 17.1

Fuente:Comisión Internacional de Comercio de los Estados U nidos ( t:T C ) , Annual report on the impact of the Caribbean Basin Recovery Act on United States industries and consuméis. Second report, septiembre de 1987 (apéndice A).

Costa Rica. En 1988 en la República Dominicana —el país con la mayor actividad maquiladora— el empleo generado por este sector superaba al que correspondía al resto del sector manufactu­ rero (exceptuada la rama azucarera), y los ingre­ sos de divisas eran mayores que los que rendían todas las demás exportaciones no tradicionales (PREALC, 1989). En otros países, incluso Honduras y Guatemala, y en mayor grado en Uruguay, la manufactura de uso intensivo de mano de obra tiende también a mostrar un alto coeficiente de uso de recursos naturales (productos de la ma­ dera, algodón, cuero curtido y lana) y se integra en mayor grado con el resto de la economía. b) Actividades de uso intensivo de recursos naturales

economía interna y las actividades de maquila para la exportación. El principal beneficio de las arm adurías para el desarrollo radica en su generación de empleos. Desde este punto de vista, no les quedan muchas otras posibilidades a los países con alto desem­ pleo, escasos recursos naturales y mercados in­ ternos pequeños. Además, la difusión de una "disciplina industrial” a una fuerza trabajadora creciente podría facilitar un proceso futuro de perfeccionam iento paulatino de su capacidad. En algunos países las tendencias recientes apuntan a la posibilidad de establecer operaciones de ma­ quila de uso intensivo de tecnología, que exigen una m ano de obra especializada, aunque también existe la posibilidad de establecer actividades con­ tam inantes (Sánchez, 1990). El informe de la e re m enciona posibles mecanismos de transferencia de tecnología, principalm ente gracias a la adqui­ sición de especialidades y disciplina por la fuerza trabajadora local y el aprendizaje de las tecnolo­ gías de proceso y de productos (e re, 1988). Tam ­ bién se aprecia el beneficio de las ventas locales a las firmas exportadoras nacionales, el estable­ cimiento de redes de subcontratación y el sumi­ nistro creciente de servicios a las zonas francas (oNUDi, 1988). Habría que evaluar hasta qué pun­ to estas vinculaciones son fruto de las políticas aplicadas.

No todas las exportaciones de manufacturas con alto coeficiente de mano de obra de los países considerados corresponden a operaciones de ma­ quila (cuadro 4). Estas tienden a tener mayor importancia relativa en el Caribe, El Salvador y

Los productos basados en el aprovechamien­ to de recursos tradicionales y nuevos, con escasa elaboración, tuvieron un buen desempeño en el período 1978-1988. Entre ellos figuran en lugar destacado las frutas y el pescado y los mariscos (cuadros 4 y 6). Las exportaciones de bananas alcanzaron precios relativamente altos al finalizar el decenio de 1980 y constituyen fuente impor­ tante de divisas para Ecuador, Honduras, Costa Rica, Panamá y Guatemala. Estas exportaciones pueden ser fuente de competitividad para indus­ trias tanto primarias como secundarias. En el au­ ge de la banana de fines de los años cincuenta, el Ecuador se convirtió en un productor de pri­ mer rango mundial de las bolsas plásticas que se emplean para proteger a la banana durante su período de crecimiento. También se ha estudiado frecuentemente la fabricación de compota de ba­ nanas como alimento infantil, aunque aparente­ mente no ha resultado ser un proyecto tan bien logrado. El desarrollo de la industria de cajas de cartón en Costa Rica obedece principalmente a la demanda derivada del empaque de la banana. Otras exportaciones fruteras dinámicas (cua­ dro 6) son las de ananás (o piña) y otras frutas tropicales, con un potencial para industrias pri­ marias y secundarias igual o hasta mayor (los jugos de frutas tropicales, por ejemplo). El aumento de las exportaciones de legum­ bres ofrece posibilidades semejantes; en cambio las exportaciones de plantas ornamentales, semi­ llas y flores hacen frente a distintas exigencias tecnológicas y de encadenamiento. Todas ellas

LA COMPETITIVIDAD DE LAS ECONOMIAS PEQUEÑAS / R.Buitelaar y J.A.Fuenies

C A lad ro 6

PRINCIPALES EXPORTACIONES DE FRUTAS Y HORTALIZAS A LOS ESTADOS UNIDOS (Millones de dólares) 1978

1988

ECUADOR 0573 Bananas 05 Total

124.2 125.1

232.3 238.4

COSTA RICA 0579 Fruta f'resta (ananá.s) Banana.s 0573 05 Total

104.7 11!

País y subgrupo t:uci

GUATEMALA 0545 Otras legumbres frescas 0546 Legumbres congeladas 0579 Fruta fresca (ananás) Bananas 0573 05 'Total HONDURAS 0579 Fruta fresca (ananás) Bananas 0573 05 REPUBLICA DOMINICANA Productos vegetales 0548 (caña azucarera) 0.565 Legumbres preparadas 0579 Fruta fresca (ananás) 05 Total HAITI 0579 05

Fruta fresca (ananás) Total

JAMAICA 0548 Productos vegetales (caña azucarera) 05 Total PANAMA 0579 Fruta fresca (ananás) Bananas 0573 05 7'oífl/ Fuente;



29.7 213.4 262.9

3.1 — 0.1 25.4 2S.8

10.9 12.1 9.9 83.4 121.3

6 119.9 129.3

17.1 239.4 264.5

0.4 4.5 1.2 29.1

6.4 12.7 8.5 54.3

0.9 1.2

6.3 6.7

0.4 1

6.4 10. 7

0.2 39.6 41.4

7.6 66.3 77.4

com 'I’RADE.

suponen la aplicación de la ciencia y la tecnología y el uso de nuevas técnicas de producción y comercialización> como ha ocurrido con la intro­ ducción de nuevas variedades que compiten con ventaja en los mercados de los países desarro­ llados. Las exportaciones de pescado y mariscos ofrecen un ejemplo de exportaciones sujetas a

93

restricciones por el lado de los recursos naturales, y así lo dem uestra el caso del cam arón en Ecuador y en varios países centroamericanos. Como re­ sultado del agotamiento de este recurso natural, es preciso desplegar un esfuerzo para dom inar las dificultades tecnológicas de la producción de larvas en condiciones artificiales a fin de m ante­ ner la ventaja competitiva de esta industria. El dominio de esta tecnología podría ser fuente po­ tencial de exportación de los servicios técnicos relacionados ( c e p a l , 1990b). c)

L os pro d u cto s de “n ic h o ”

Las estadísticas de exportación de algunos países pequeños de la región com prenden una serie de renglones dinámicos y competitivos que todavía representan una parte relativamente pe­ queña del total. Hay quienes los denom inan pro­ ductos de “nicho” (Katzenstein, 1985), Suele ex­ plicarse el auge de estas exportaciones por el proceso de diferenciación de productos y m er­ cados, la expansión de las industrias a todo el globo y la posibilidad relacionada de poder pro­ porcionar renglones que cuentan con un merca­ do mundial relativamente reducido, con baja elasticidad de precio y alta elasticidad de ingreso. La búsqueda de estos nichos se ha convertido, en realidad, en uno de los puntales de los esfuer­ zos de las empresas de los países desarrollados por competir en los mercados internacionales (Peters, 1988). Los países o las empresas grandes pueden no tener la flexibilidad necesaria para aprove­ char porciones muy pequeñas del m ercado, en tanto que las empresas o países pequeños pueden beneficiarse de la especialización en esos renglo­ nes. Además, ante la posibilidad de quejas por “lesión” en los mercados extranjeros, parecería buena estrategia m antener un volumen pequeño en el mercado para no amenazar al proveedor más grande, y centrar la atención más bien en la calidad que en los precios (Fudenberg y Tiróle, 1984). Es así como los productos de “nicho” que se basan en las características de los recursos na­ turales o de un país en particular, que pueden incluir im portantes diferencias de diseño o de productos, podrían aprovechar fuentes de competitividad por el lado tanto de la oferta como de la dem anda. Los países latinoamericanos y

94

caribeños pequeños ofrecen varios ejemplos de buenos productos de “nicho”. Una em presa uruguaya desarrolló una adap­ tación tecnológica sobre la base de recursos na­ turales locales. El uso de la leña permitió que esta em presa obtuviera colores especiales, y el acceso al m ercado argentino, gracias al sistema de integración, estimuló un proceso de aprendi­ zaje sobre comercialización y mercados extran­ jeros. Actualmente la empresa ofrece varios pro­ ductos competitivos en mercados muy exigentes (cEPAL, 1990c y H ernández, 1989). Un productor salvadoreño de artículos tex­ tiles (toallas) se encontró un nicho en los merca­ dos extranjeros al fabricar toallas de muy buena calidad con vistosos diseños típicos centroam eri­ canos.^ El café Blue M ountain de Jamaica, que se vende a un precio al m enudeo dos o tres veces más alto que el de otras variedades de arabica, es un caso de diferenciación de producto en que se destaca el país de origen así como la calidad de un producto tradicional. En Costa Rica, las exportaciones de Joyas, puertas y bastones fabricados con maderas duras tropicales han aprovechado la disponibilidad de esas m aderas finas, los diseños creados en estre­ cho contacto con los com pradores y el conoci­ miento de los mercados extranjeros. La exportación de botones de tagua del Ecua­ dor es otro caso de un nicho que aprovecha un recurso natural. El coco de la tagua (una palma) al secarse es tan duro que se le llama marfil ve­ getal. Un esfuerzo de investigación privado, casi de aficionado, que dem oró varios decenios e in­ cluyó el diseño de m aquinaria e investigación de m ercado, dio por resultado una industria, ahora floreciente, en que trabajan docenas de empresas y em plean a miles de obreros en la fabricación de botones para las casas de modas exclusivas de Italia y Francia.*^ El auge de las exportaciones de “nicho” su­ giere que ha habido una diversificación de las fuentes de la competitividad. Parecería explicar

^ Información basada en una visita a la empresa por uno de los autores, **Basado en la visita a empresas por uno de los autores. Los resultados de este estudio fueron publicados por ONUDl, Hacia una política industrial ecuatoriana (PPd/ r.24), Viena, junio de 1989,

REVISTA DE LA CEPAL N" 43 / Almi de 1991

esta evolución la combinación de las fuentes ba­ sadas en los factores de la producción con la di­ ferenciación de los productos y un esfuerzo es­ pecial de comercialización. d)

L a b ú squeda de en c a d en a m ie n to s de p ro d u cto s com petitivos

En vista de la débil dem anda interna, incapaz de actuar como fuente única de competitividad, la búsqueda de fuentes más refinadas y diversi­ ficadas acaso debería apoyarse más bien en el estímulo de la oferta que en la atracción de la demanda. Una solución prom etedora podría ser el establecimiento de cadenas eficientes de pro­ ducciones, que iniciándose con industrias com­ petitivas establecidas, perm itieran lograr una competitividad creciente y sostenible, sobre todo para los países pequeños, en tanto que la influen­ cia positiva de una mayor dem anda interna sobre la competitividad podría ser más im portante a niveles más altos de ingreso.^ Hopkinsy Wallenstein (1986), Gereffi y Korzeniewicz (1990) y Porter (1990) han analizado las cadenas de productos competitivos desde dis­ tintos puntos de vista. Para Hopkins y Wallens­ tein una cadena de productos es un concepto necesario para analizar la evolución histórica del capitalismo. Se refiere al sistema de procesos de producción y trabajo que resulta en un producto determ inado. Gereffi y Korzeniewicz amplían el concepto para abarcar no sólo los procesos de producción, sino de mercadeo, incluidos los ser­ vicios financieros y de comercio. Para Porter, las relaciones entre las industrias en aglomeraciones pueden fortalecer las fuentes de competitividad de las industrias que form an parte del conjunto. Las industrias no sólo están unidas verticalmente (relaciones de comprador/proveedor) como en la versión de Wallens­ tein y Gereffi, sino tam bién horizontalm ente, cuando com parten dientes, tecnologías y espe­ cialidades; por lo tanto, com parten procesos co­ munes de aprendizaje, tanto en la etapa de pro­ ducción como de mercadeo.

' Sin embargo, las exportaciones de productos típicos, por ejemplo a la población hispanoamericana de los Estados Unidos, podrían ser facilitadas por los mercados existentes en los países latinoamericanos.

LA COMPETITIVIDAD DE LAS ECONOMIAS PEQUEÑAS / R.Buitelaar y J.A.Fuentes

Pese al predom inio de las exportaciones ba­ sadas en el aprovechamiento de mano de obra no calificada o productos naturales sin elaborar, varios renglones de exportación estrecham ente relacionados entre sí ilustran el potencial de una estrategia de exportación basada en las cadenas competitivas para los países pequeños de la re­ gión. Este concepto, más bien que el de las aglo­ meraciones de Porter, se emplea en el análisis siguiente, ya que el estudio de los encadenam ien­ tos horizontales exige informaciones sobre indus­ trias específicas de estos países que no está dis­ ponible todavía. En Uruguay la cadena competitiva más im­ portante surge de la industria de confecciones laneras. El país es un gran exportador de lanas al m ercado m undial. Entre las exportaciones de lana y artículos laneros figuran la lana, los tops, las prendas de vestir y artículos conexos. La in­ dustria del vestuario ha llegado a un refinam ien­ to tal, que más de una docena de empresas en el Uruguay se han unido para crear servicios inte­ grados de diseño y producción computarizados. Emplean a sus propios diseñadores que operan en las capitales de la moda. La fuerza de la in­ dustria de las prendas de vestir se aprecia por el auge de la ropa de algodón, industria relacionada en form a más o menos definida con la industria lanera por tener clientes en común, aunque el país tiene que im portar la materia prima. En cambio, una cadena de producciones que parece estar perdiendo su ventaja competitiva entre las actividades de mayor valor agregado es la cadena carne-cuero curtido-prendas de vestircalzado, del Uruguay. La pérdida de competitividad en los eslabones de más alta productividad de esa cadena parece obedecer a la protección acordada a los productos nacionales, gracias a los reglamentos de importación para el cuero curti­ do. La calidad de los cueros nacionales no siem­ pre es hom ogénea y la interrupción de los sumi­

95

nistros hace perder clientes a las industrias que los usan como materia prima. Es interesante observar la diferente comple­ jidad de la cadena de producción de hidrocar­ buros-productos químicos en Ecuador y T rin i­ dad y Tabago. Mientras la crisis petrolera afectaba con mayor severidad a T rinidad y T a ­ bago, sus productos químicos de base petrolera prosperaban en los mercados internacionales. Pese a la disponibilidad de petróleo en Ecuador, en cambio, los esfuerzos por diversificar la pro­ ducción con productos químicos relacionados no han resultado fructuosos. En cambio, la cadena m adera-semimanufacturas de m adera-muebles, de H onduras parecería ofrecer otro ejemplo de reforzam iento de la competitividad gracias a una cadena de producciones. Estaría expedito el as­ censo hacia actividades de mayor valor agregado, con la advertencia de que todo nuevo grado de desarrollo exige con prem ura la administración racional de la base de recursos naturales. Un caso más claro de éxito es el de las ex­ portaciones textiles (sobre todo toallas) de G ua­ temala, que se basa en la integración vertical de la comercialización, el diseño, la producción textil y el cultivo algodonero. Este caso es un ejemplo de la integración de dos actividades que eran distintas: la una basada en una sustitución regio­ nal de importaciones y la otra en exportaciones tradicionales a los mercados de los países desa­ rrollados. La aplicación de sistemas integrales de control de plagas en el cultivo del algodón m ues­ tra en este caso también la posibilidad de resolver los problemas ambientales aplicando nuevos mé­ todos que perm iten aum entar tanto la competitividad como la sustentabilidad. En función del “diam ante” de Porter, el de­ sarrollo de las cadenas de competitividad signi­ fica que la diversificación de fuentes abarca no sólo las condiciones relativas a los factores, sino también eficientes industrias de apoyo.

96

REVISTA DE LA CEPAL N“ 43 / Abril de 1991

III Conclusiones Las estadísticas sobre las importaciones de los países de la o c d e en 1978 y 1988 desde una do­ cena de pequeños países de América Latina y el Caribe m uestran que la fuente prim aria y a veces única de competidvidad es la disponibilidad de mano de obra no calificada de bajo costo y de recursos naturales en bruto. La baja de precios de las exportaciones tradicionales de estos países los volvió muy vulnerables a los trastornos finan­ cieros del decenio de 1980. Las operaciones de maquila y las exportaciones de frutas y pescado y mariscos eran en muchos casos sus únicas op­ ciones para increm entar sus ingresos de divisas. Su transform ación productiva con equidad —como propone la c e p a l — se plantea como una tarea form idable del decenio de 1990 para las economías pequeñas de la región. El hecho de que sigan dependiendo de la disponibilidad de factores de baja categoría —como la mano de obra no calificada y los recursos naturales— su­ pone que para aum entar la capacidad de com­ petencia tendrán que basarse en esas fuentes ya existentes de ventajas comparativas. La solución de acom eter las operaciones de maquila que han resultado antieconómicas en los Estados Unidos por el elevado costo de la mano de obra segura­ m ente será de importancia principalmente por sus efectos generadores de empleo. Sus efectos sobre el aprendizaje y la adquisición de especia­ lidades quizá pudieran amplificarse aplicando program as especiales, al propio tiempo que se establecieran incentivos para lograr una mayor vinculación con el resto de la economía. Com binar actividades con altos coeficientes de m ano de obra y recursos naturales, aseguran­

do un acceso continuo a los mercados extranjeros (posiblemente con la concertación de acuerdos de libre comercio con los Estados Unidos, en par­ ticular) será una tarea im portante pero difícil que deberán cumplir los países pequeños de América Latina y el Caribe. Tam bién será preciso asegurar la aplicación de la ciencia y la tecnología a esos sectores o a actividades que se basan úni­ camente en el aprovechamiento de recursos na­ turales, tanto para m ejorar la competitividad co­ mo para crear condiciones de sustentación ambiental. Ante el éxito seductor de algunos pro­ ductos de “nicho”, cabe preguntarse cómo fo­ m entar este tipo de resultado, que —aparte una trayectoria pasada de innovación y creación ima­ ginativa, junto con un conocimiento completo de las condiciones del mercado en sectores muy es­ pecializados— exigirá una mayor innovación y capacidad de adaptación. Por último, el fortalecimiento de las aglome­ raciones nacionales como un mecanismo de estí­ mulo por el lado de la oferta a fin de perfeccionar las fuentes de la competitividad podría resultar una solución más práctica para lograr el desa­ rrollo en esta etapa que confiar exclusivamente en los mecanismos de atracción por el lado de la dem anda, gracias a un mayor mercado interno. Son muchas las derivaciones para los sistemas de integración. Su tarea principal parece radicar en la creación de mecanismos regionales de coope­ ración tecnológica, comercial y educativa, orien­ tados hacia el exterior, a fin de m ejorar las fuen­ tes de competitividad basadas en los factores de la producción que han moldeado la estructura de las exportaciones de los países en el pasado y que seguirán actuando en el futuro cercano. (Traducido del inglés)

LA COMPETITIVIDAD DE LAS ECONOMIAS PEQUEÑAS / R.Buüelaar y JA.Fuentes

97

Bibliografía CKPAL(C:onHsión Económica para América Latina y el Caribe) (199üa); Tramfoi-mación productiva con equidad. La tarea prioritaria del de.sarrollo de América Latina y el Caribe en los año.s noventa {l.(;/(;.16ül, ses.23/4), Santiago de Chile, 19 de marzo. Publicación de las Naciones Unidas, N" de venta: s,9Ü. _______ (1990b): Cultivo del camarón en Ecuador, 7V«mformación productiva con equidad. La tarea prioritaria del desarrollo de América Latina y el Caribe eít los años noventa (LCJ/G.16Ü1, SES.23/4), Santiago de (jhile, 19 de marzo, recuadro V.4, Publicación de las Naciones Unidas, N"de venta: s.90. ii.ci.6. (1990c): Cerámica de Uruguay, Transformación pro­ ductiva con equidad. La tarea prioritaria del desarrollo de América Latina y el Caribe en los años noventa (I.C/ci. 1601, ses.23/4), Santiago de Chile, 19 de marzo, recuadro V. 1. Publicación de las Naciones Unidas, N" de venta; S.90. ii .g.6. ci'c (Comisión Internacional de Comercio de los Estados Unidos) (1988): The Use and Economic Impact of TSUS Items 806.30 aìid 807.00, Washington, D.C., mayo. Demas, W,G. (1965): The Economics of Development in Small Cow7iinV5, with Special Reference to the Canbbean, Montreal, Me Gill University Press. Dosi, G. y L. Soete (1988): Technical change and internatio­ nal trade, G. Dosi, C. Freeman y otros (eds.), Technical Change and Economic Theory, Londres, Pinter Publishers. E'oy, G. y H. Daly (1989): Allocation, Distribution and Scale as Determinants of Environmental Degradation: Case Studies of Haiti, El Salvador and Costa Rica, Environmental Depart­ ment Working Paper, N'' 19, Washington, D.(i,, Banco Mundial, septiembre. Fundenberg, D. y J. Tiróle (1984): 'Fhe fat-cat effect, the puppy-dog ploy, and the lean and hungry look. The American Economic Review, voi, 74, N" 2, San Francisco, California, American Economic Association, mayo. Gereffi, G. y Miguel Korzeniewicz (1990): Commoclity chains and footwater exports in the semiperiphery, William Martin (ed.), Semiperipheral States in the World Economy, Westport, Greenwood Press. Hernández, J. (1989): Informe sobre la empresa de cerámicas Metzen y Senna, Montevideo, Oficina de la cepal, Di­ visión de Transporte y Comunicaciones, agosto, mimeo. Hopkins, Terence K, e Immanuel Wallenstein (1986): Com­ modity chains in the world economy prior to 1800, Review, voi. X, Binghamton, Nueva York, Fernand Brau­ del Center, Hufbauer, G.C. (1970): The impact of nationalcharacteristics and technology on the commodity composition of trade

in manufactured goods, R. Vernon (ed.): The Technology Factor in IntemationalTrade, Nueva York, nbf.r (National Bureau of Economic Research Inc.), Columbia Univer­ sity Press. Katzenstein, P.J. (1985): i’mii// State in World Markets. Industrial Policy in Europe, Londres, Cornell University Press. Kuznets, S. (1960): Economic growth of small nations, E. A.G. Robinson (ed.), Economic Consequences of the .Size of Na­ tions, Londres, Macmillan Publishing (!lo,, Inc.. Lewis, V.A. (ed.) (1976): Size, Self-determination and Interna­ tional Relations, Kingston, Instituto de Investigaciones Económicas y Sociales, Universidad de las Indias Occi­ dentales. ONUDl (Organización de las Naciones Unidas para el Desa­ rrollo Industrial) (1988): Export Processing Zones in Tran.sition. The Case of the Republic of Korea, Vierta, junio, _______(1989a): Toward Linking Export Proces.sing Zone Firms with the Domestic Economy: the Case of the Republic of the Philippine.s, Viena, junio. ______ (1989b):Hacia una política industrial ecuatoriana, Viena, junio. Perkins, D.W. y M. Syrquin (1989): Large countries: the in­ fluence of size, H. Chenery y T.N. Srinivasan (eds.), Handbook of Development Economics, vol. il, Amsterdam, Elsevier, Peters, T. (1988): Thriving on Chaos. A Handbook for a Mana­ gement Revolution, Nueva York, Alfred A. Knopf Inc.. Porter, M.E, (1990): The Competitive Advantage ofNations, N ueva York, The Free Press. PREAI.C(Programa Regional del Empleo para América Latina y el Caribe) (1989): El sistema integrado de producción en el sector textilero de la República Dominicana, Documento de trabajo N*' 334, Santiago de Chile, agosto, Rowmer, M. (1979): Resource-based industrialization in the developing countries; a survey, Journal of Development Economics, vol. 6, N” 2, junio. Sánchez, R.A. (1990): Health and environmental risks of the maquiladora in Mexicali, Natural Re.sources Journal, vol. 30, N" 1, Albuquerque, Nuevo México, University of New Mexico School of Law, primer trimestre. Seers, D. (1981): Development options: the strengths and weaknesses of dependency theories in explaining a go­ vernment’s room to manoeuvre, D. Seers (ed.). Depen­ dency Theory. A Critical Reassessment, Dover, Estados Uni­ dos, Frances Pinter (Publishers) Ltd. Walsh, V, (1988); Technology and the competitiveness of small countries: review, en C. Freeman y Bengt-Ake Lundvall (eds.). Small Countries Facing the Technological Revolution, Londres, Pinter Publishers.

REVISTA DE LA CEPAL N" 43

Transferencia de tecnología: el caso de la Fundación Chile Torben Huss* La reestructuración industrial y la incorporación de la tecnología moderna son indispensables para aumen­ tar la productividad y desarrollar la ct)mpetitividad internacional en las industrias de América Latina. Las empresas iransnacionales son la fuente princi­ pal de la tecnología industrial en el mundo, y la ma­ yoría de los países de América Latina seguirá depen­ diendo del acceso a esa tecnología extranjera para modernizar sus industrias. Para las empresas, el proceso de adquirir y asimilar tecnología extranjera es difícil y exige muchos recur­ sos, puesto que supone buscar la tecnología más ade­ cuada, negociar un acuerdo óptimo con el proveedor extranjero y adaptar la tecnología obtenida a las con­ diciones locales. Además la empresa receptora debe aprender a dominar esa tecnología con el fin de apro­ vechar al máximo los recursos del país y establecer una posición de competitividad internacional. En este artículo se analizan las formas en que la creación de empresas nacionales de servicios técnicos (llamadas también empresas de servicios de ingeniería) pueden mejorar y facilitar la transferencia de tecnología ex­ tranjera hacia los países de América Latina mediante la ayuda prestada a las empresas nacionales para que puedan realizar una mejor selección, adaptación y asi­ milación de la tecnología importada. Esto es lo que se pone de relieve en el presente estudio del caso de la Fundación Chile, innovadora empresa chilena de consultoría y servicios técnicos que muestra una forma de superar las barreras de la trans­ ferencia tecnológica.

*Experto asociado de la Unidad Conjunta cepauckí' sobre Empresas Transnadonales. El autor desea agradecer a Mi­ chael Mortimore, de la Unidad Conjunta, sus valiosos comen­ tarios sobre este artículo, así como a Pablo Herrera, de la Fundación Chile, por la información proporcionada.

Introducción La adquisición de capacidad tecnológica es un requisito básico para el crecimiento y el desarro­ llo sostenidos de los países de América Latina y el Caribe. El cambio tecnológico se ha acelerado en los últimos años, por lo que el ritm o del p ro ­ greso tecnológico se considera ahora de funda­ mental importancia para el comercio y la competitividad internacionales. No obstante, en la mayoría de los países de la región la dem anda de tecnología no puede ser satisfecha inmediatamente por la capacidad tec­ nológica nacional. Por consiguiente, estos países dependen de la transferencia y difusión de re­ cursos tecnológicos extranjeros para transform ar y m odernizar sus industrias. Para las empresas, el proceso de adquirir ca­ pacidad tecnológica en el extranjero (es decir, ir en busca de la tecnología más adecuada, negociar un acuerdo óptimo con el proveedor extranjero y luego asimilar la tecnología y adaptarla a las condiciones del país), resulta prolongado y exige muchos recursos, especialmente cuando la tec­ nología no está plenam ente incorporada en la maquinaria y los equipos que pueden com prarse hechos, o cuando es nueva y altam ente especia­ lizada. Desafortunadam ente, a los encargados de form ular las políticas en los países en desarrollo les cuesta resolver estos problemas. La tecnología no es un producto homogéneo. Los costos, be­ neficios potenciales y características técnicas de­ ben abordarse dentro del marco de casos espe­ cíficos. Hay pocas reglas o soluciones generales, pero la mayoría de los estudios parecen concor­ dar en que aquellos países en desarrollo que tie­ nen la capacidad para buscar y evaluar tecnología extranjera suelen estar generalm ente en situa­ ción de adquirir y aplicar los recursos técnicos que necesitan en condiciones satisfactorias.* Sin embargo, ¿cómo pueden los gobiernos de los países en desarrollo fortalecer esta capa­ cidad donde ella existe, o im plantarla donde to­ davía no existe? En este artículo se analiza la promoción y creación de empresas nacionales de consultores y servicios técnicos,y la forma en que ellas pueden m ejorar y facilitar la transferencia de tecnología

Para una visión de conjunto, véase Vernon, 1988.

REVISTA DE LA CEPAL N" 43 / Abril de 1991

lÜO

extranjera a los países en desarrollo ayudandí) a las industrias nacionales a realizar una mejor se­ lección, adaptación y asimilación de la tecnología importada.^ Asimismo, se sopesa en especial si las empresas de servicios técnicos que tí)man la form a de operaciones conjuntas entre compañías transnacionales y agentes nacionales tienen me­ jores posibilidades de extender y fortalecer su capacidad de prestar dichos servicios en los países en desarrollo. El artículo se inicia con un examen (en la sección I) del significado específico que se dará a las expresiones “tecnología” y “transferencia de tecnología”. Luego, se analizan diversas for­ mas de transf erencia de tecnología desde las em­ presas transnacionales hacia los países en desa­ rrollo, con el fin de entender por qué han ido cobrando cada vez mayor importancia aquellas formas en que el país receptor retiene la propie­ dad mayoritaria o total del proyecto de inversión o empresa. En seguida se examinan los requisitos y limitaciones a que la empresa receptora debe atenerse para asimilar, adaptar y difundir eficaz­ m ente la tecnología transferida. En la sección ii del artículo se describen las características de las empresas de servicios técni­ cos con el propósito de examinar la forma en que pueden ayudar a las empresas nacionales en el proceso de transf erencia tecnológica. También se analizan los factores limitativos que enfrentan las empresas nacionales de servidos técnicos en los países en desarrollo y se plantea la cuestión

de si las operaciones conjuntas con empresas transnacionales simplifican la difícil fase inicial y aportan las aptitudes tecnológicas necesarias. En la sección iii se presenta un estudio de caso con el fin de lograr una mayor com pene­ tración de la form a en que una em presa nacional de servicios técnicos, en operación conjunta con una empresa transnacional, puede crear esas ap­ titudes tecnológicas y facilitar la transferencia de tecnología a u n país en desarrollo. La ventaja de la metodología basada en casos prácticos es que perm ite analizar y com prender una situación compleja en la que hay una interrelación de m u­ chas variables. Las conclusiones a que se llegue pueden no tener una validez general, pero p re­ sentan una experiencia específica que puede constituir una valiosa fuente de aprendizaje. El caso elegido es la Fundación Chile. Se trata de una operación conjunta entre el Gobierno de Chile y la empresa transnacional n i con sede en los Estadí)s Unidos, y su objetivo es transferir a Chile aquellas tecnologías que puedan m ejorar la utilización de los recursos naturales del país y de su capacidad productiva y estimular la crea­ ción de nuevas empresas comerciales basadas en dichas tecnologías (Fundación Chile, 1986). El estudio de este caso se basa principalm ente en entrevistas al señor Pablo H errera, gerente de la Fundación Chile, y en material obtenido de in­ formes anuales y otras publicaciones de la Fun­ dación.

La tecnología y la transferencia de tecnología 1.

L a tecnología: d e fin ic ió n

Es im portante aclarar desde el comienzo el con­ cepto de tecnología usado en este estudio. A me­ nudo se entiende por tecnología la maquinaria Sin embargo, debe dejarse establecido desde el co­ mienzo que en este artículo se plantea que las empresas de servicios técnicos son una condición importante, pero no su­ ficiente, para cumplir las metas del desarrollo en cuanto a la transferencia de tecnología.

y otras formas de “componentes físicos”. Sin em ­ bargo, es más que eso. fiene que ver con los conocimientos necesarios para producir bienes o servicios específicos. Parte de estos conocimien­ tos están incorporados en las máquinas, pero la mayor parte lo está en forma de aptitudes h u ­ manas, métodos de gestión administrativa, tareas habituales y estructuras orgánicas. De este modo, Mansfield (1968, p.93) ha definido la tecnología como “el acervo de conocimientos (técnicos o de administración) que perm ite la adopción de nue-

TRANSFERENCIA DE TECNOLOGIA: LA FUNDACION CHILE / T.Hms

VOS productos o procesos”; la técnica difiere de la tecnología en que “la prim era es un método de producción en un momento dado que está definido por el equipo y el método de gestión administrativa que se usan, en tanto que la se­ gunda es la to ta lid a d de los conocimientos usados en la producción”. 2.

L a tra n sfe re n c ia de tecnología: d e fin ic ió n

La transferencia de tecnología se entiende mejor como el proceso de adquirir capacidad tecnoló­ gica desde el exterior. Contiene tres etapas: i) la transferencia de tecnologías existentes para pro­ ducir bienes y servicios específicos; ii) la asimila­ ción y dif usión de esas tecnologías en la economía receptora, y iii) el desarrollo de la capacidad na­ cional de innovación ( c f t , 1987). Por lo tanto, la transferencia de tecnología no se completa ad­ quiriendo conocimientos técnicos (información incorporada en planos o manuales operativos) o los medios de llevarla a cabo, como los bienes de capital. La transferencia de tecnología sólo se completa cuando el país receptor alcanza una com prensión cabal de la tecnología o ha adqui­ rido la capacidad tecnológica para usarla eficaz­ mente. Ello exige la capacidad de adaptar y mo­ dificar la tecnología a las condiciones del país y m ejorarla m ediante la innovación. La capacidad tecnológica se puede alcanzar mediante la for­ mación de capital hum ano, y está vinculada con la educación, la capacitación laboral, la experien­ cia y los esfuerzos específicos para^ entender, adaptar o m ejorar la tecnología o para crearla. 3.

D ife re n te s fo rm a s de tra n sfere n cia de tecn o lo g ía

Las empresas transnacionales son la f uente prin­ cipal de tecnología industrial en el m undo y los actores más im portantes en la transferencia in­ ternacional de tecnología. Las inversiones ex­ tranjeras directas han sido tradicionalmente la m odalidad principal por medio de la cual las em­ presas transnacionales han transferido tecnolo­ gía a los países en desarrollo, pues suponen la propiedad directa y continua de la tecnología. Según Caves (1982, cap. 1), es im portante para una em presa transnacional m antener el control de su tecnología porque se la considera

101

parte de los “activos intangibles” de las empresas; dichos activos (como los derechos de propiedad industrial, conocimientos técnicos no patentados, conocimientos de comercialización, etc.) dan a la empresa una ventaja competitiva sí)bre otras. Es­ to apunta a una transferencia limitada de tecno­ logía por la vía de las inversiones extranjeras di­ rectas, ya que las empresas transnacionales se resisten a com partir sus activos intangibles. La transferencia de tecnología se hace prin­ cipalmente a través del establecimiento de indus­ trias vinculadas al país receptor,o m ediante el envío a las empresas del país de personal capa­ citado en comisión de servicio. Sin embargo, des­ de fines del decenio de 1970, han cobrado im­ portancia otros mecanismos. Las empresas transnacionales intensifican su uso de operacio­ nes conjuntas y transacciones distintas de las con­ tribuciones al capital social, como las siguientes: i) acuerdos de licencia; ii) acuerdos de concesión; iii) contratos de administración; iv) contratos de comercialización; v) contratos de servidos técni­ cos; vi) contratos llave en mano, y vii) subcontra­ tos internacionales. Esta gama amplia de actividades em presaria­ les internacionales se enm arca en la expresión “nuevas formas de inversión”. Según Ornan (1989), estas nuevas formas de inversión tienen un denom inador común: una compañía extran­ jera proporciona activos (por ejemplo, equipos y tecnología) para un proyecto de inversión o em ­ presa en un país receptor, pero los intereses en el país receptor m antienen una participación mayoritaria o el control total del proyecto de inver­ sión o empresa. Varios factores han dado lugar al auge de las nuevas formas de inversión. La rápida expan­ sión de las empresas transnacionales a fines de los decenios de 1960 y 1970 aum entó la com pe­ tencia mundial entre los exportadores de tecno­ logía, lo que permitió a los gobiernos de los países en desarrollo prom ulgar leyes restrictivas que li­ mitaban el establecimiento de subsidiarias de las empresas transnacionales en propiedad absoluta. Muchos gobiernos vieron en las nuevas formas de inversión un modo de intensificar el control de la producción por el país receptor y de incre­ m entar la transferencia de tecnología. No obs­ tante, en la actualidad hay tendencia en la ma­ yoría de los países en desarrollo a liberalizar las políticas relativas a las inversiones extranjeras di­

102

rectas, con el fin de aum entar sus flujos. La dis­ m inución de los préstamos bancarios voluntarios y los agudos problemas de balanza de pagos a que se enfrentan muchos países han tenido como consecuencia una necesidad de inversiones que se sobrepone a las inquietudes que existían res­ pecto de la participación en el capital social. Ade­ más, y en forma muy generalizada, las inversio­ nes extranjeras directas se consideran la fuente más im portante de tecnología nueva y el camino principal de acceso a los mercados internaciona­ les de exportación, ambos recursos que se nece­ sitan con urgencia para increm entar la competitividad internacional. A pesar de este revés para los objetivos ori­ ginales de las políticas, hay indicios de que las nuevas form as de inversión seguirán cobrando im portancia en los países en desarrollo. En pri­ m er lugar, algunos de los más grandes y más industrializados ya han establecido una conside­ rable capacidad nacional de gestión adm inistra­ tiva, tecnología y producción de equipos y por lo tanto están en condiciones de adquirir y ne­ gociar activos específicos suministrados por pro­ veedores extranjeros. En segundo lugar, un gran núm ero de empresas transnacionales se han da­ do cuenta de que una participación minoritaria e incluso una posición de no participación en el capital social no significa necesariamente un con­ trol insuficiente de los activos intangibles (por ejemplo, la tecnología). De hecho, un núm ero creciente de empresas transnacionales com prue­ ban que pueden obtener atractivos ingresos de la venta de activos intangibles sin tener que fi­ nanciar los proyectos de inversión, lo que signi­ fica menos riesgos comerciales y políticos que las inversiones extranjeras directas. Así ocurre cuan­ do el socio en el país receptor está en condiciones de hacer una valiosa contribución, la tecnología es de eficacia com probada y estandarizada, o es de interés secundario en relación con las princi­ pales actividades en que participa la empresa transnacional (Dunning y Cantwell, 1986). Por otra parte, las empresas pequeñas y medianas con sede en los países de la Organización para la Cooperación y el Desarrollo Económicos (o c d e ) que no cuentan con los recursos para em prender una operación de inversión extranjera directa usan las nuevas formas de inversión como estra­ tegia para internacionalizar sus actividades y com petir con las principales empresas transna-

REVISTA DE LA CEPAL N“ 43 / Abril de 1991

donales y los que encabezan la participación en el mercado (Ornan, 1989). Cabe entonces preguntar si las nuevas for­ mas de inversión pueden tener como resultado una real transferencia de tecnología hacia las em ­ presas de los países en desarrollo y, de ser afir­ mativa la respuesta, qué capacidad de absorción de la tecnología tienen las empresas receptoras. Este aspecto se examinará en la sección siguiente. 4.

L a tra n sfere n cia de tecnología y el cam bio técnico en las em presas de los países en desarrollo

La característica predom inante de las empresas de los países en desarrollo ha sido el hecho de que se han m antenido en mayor o m enor grado como receptores pasivos de tecnología prove­ niente de las empresas transnacionales. Protegi­ das tras barreras comerciales, dichas empresas carecían de incentivos para em prender una ac­ tiva estrategia orientada a aum entar la produc­ tividad por medio de las innovaciones. La tecno­ logía se compraba a las empresas transnacionales porque era más rápido que crearla en el país, y los altos costos de la tecnología im portada se po­ dían traspasar a los consumidores. Los estudios iniciales del desarrollo tecnoló­ gico en el Tercer M undo se centraron más que nada en los problemas asociados con la transfe­ rencia de tecnología desde los países más ricos a los más pobres. Estos problemas se relacionaban principalmente con el costo y conveniencia de la tecnología transferida. Se planteaba que los paí­ ses receptores pagaban un precio demasiado alto debido a su débil posición de negociación frente a los proveedores. Las empresas nacionales ca­ recían de información acerca de otras opciones de producción y no conocían el verdadero valor de la tecnología, debido a las características es­ peciales del mercado del rubro. Como lo señaló Arrow (1971), la paradoja fundam ental de ese mercado era que el com prador no conocía el va­ lor de la tecnología hasta contar con la inform a­ ción, cuando en efecto ya la había adquirido sin costo. La tecnología misma se consideraba inade­ cuada a las condiciones y recursos del país en la mayoría de los casos y era usada a veces en form a ineficiente por los países receptores. Se suponía además implícitamente que la tecnología impor-

TRANSFERENCIA DE TECNOLOGIA: LA FUNDACION CHILE / T.Huss

tada inhibía y sustituía los esfuerzos nacionales de innovación en los países en desarrollo. A fines del decenio de 1970, los estudios de casos realizados en el plano empresarial apunta­ ban a una relación más dinámica en la que la transferencia de tecnología en determ inadas cir­ cunstancias podría estimular actividades innova­ doras realizadas por las empresas nacionales (Fransm an y King, 1987). Los estudios de casos sobre la form a en que las empresas asimilaban y adaptaban la tecnología im portada revelaron que el proceso de asimilación de la tecnología por la em presa receptora exigía a m enudo enfrentarse a problem as cuya solución no se podía obtener del proveedor de la tecnología. Estos problemas eran aún mayores cuando las condiciones preva­ lecientes en el país receptor diferían conside­ rablem ente de las que se daban en el país donde se había desarrollado la tecnología. En conse­ cuencia, la asimilación de tecnología suponía un proceso de cambio tecnológico que a veces tuvo como resultado la aparición de productos y pro­ cesos de producción que eran notoriam ente di­ ferentes de los de los países desarrollados.'^ Se señaló en los estudios de casos que el pro­ ceso de adquirir capacidad tecnológica es muy incierto y no deriva autom áticam ente de la simple experiencia de producción (aprendizaje por la práctica). No se puede esperar que el m ero hecho de em prender un tipo específico de producción dé origen a un proceso de aprendizaje y a la creación de la capacidad de m ejorar las formas de llevar a cabo dicha producción. En cierta me­ dida, el aprendizaje por la práctica es claramente una necesidad en muchas fases del desarrollo tecnológico. No obstante, no parece ser suficiente para m antener el progreso a través de todas las fases. Bell, en especial, ha hecho hincapié en que el aprendizaje por la práctica es sólo uno de tan­ tos mecanismos para aum entar la capacidad tec­ nológica.^ Igualm ente im portante para superar la dis^ B'sto en muchos casos originó una exportación de tec­ nología Sur -Sur (Dahlman y Sercovich, 1984). ^ Véase Martin Bell, “‘Learning’ and the acciimulation of industrial technological capacity in deveioping countries”, en Fransman y King 1987, pp. 187-209. Si el aprendizaje por la práctica fuese suficiente, conduciría al precepto, en materia de políticas, de que la protección de las empresas nacionales (industrias incipientes) es un recurso suficiente para intensificar el aprendizaje.

103

continuidad y, quizás, también para lograr una asimilación eficiente y global de la tecnología im­ portada es la inversión explícita en capital hu­ mano (capacitación del personal y contratación de asesores), que creará la capacidad de cambio y adaptación. El desarrollo de la capacidad de asimilar y adaptar con buen éxito la tecnología im portada (aum entando así la productividad) de­ pende de una activa estrategia de la empresa receptora orientada a adquirir tecnología. La es­ trategia óptima naturalm ente variará de un país a otro, de un sector a otro y de una em presa a otra, pero parece haber un alto grado de acuerdo en el sentido de que las estrategias para una activa transferencia de tecnología deben com prender los siguientes elementos y fases: evaluación de la tecnología; asimilación y adaptación de la tecno­ logía a las condiciones locales; difusión de la tec­ nología, e innovación. Ellos se analizan breve­ m ente en lo que resta de esta sección. a)

E v a lu a c ió n de la tecnología

En la mayoría de las industrias, una tecnolo­ gía única rara vez es la mejor para todas las cir­ cunstancias. La dotación nacional de los factores de la producción varía, al igual que la índole de los insumos intermedios. Por lo tanto, al elegir entre diversas tecnologías, las empresas recepto­ ras deben hallar la más a d e c u a d a , es decir, la que hace uso óptimo de los recursos disponibles.'^’ El prim er paso que se debe dar al evaluar y seleccionar una tecnología es determ inar las ne­ cesidades y condiciones del país. Esto es funda­ mental en los países en desarrollo, en los que las necesidades y condiciones son con frecuencia muy diferentes de las que existen en los países que suministran la mayor parte de la tecnología (Dahlman, Ross-Larson y Westphal, 1987). De­ term inar dichas necesidades y condiciones origi­ na beneficios que parecen bastante obvios y sin embargo muchos proyectos de inversión de los países en desarrollo no lo hacen; esto constituye un problema reiterativo que socava muchas in­ versiones en dichos países. Las limitaciones más habituales ocurren en los campos de la energía, el transporte, el capital, la mano de obra califi’ Esta es la definición de tecnología adecuada que usan Dahlman y Westphal (1983).

REVISTA DE LA CEPAL N“ 43 / Abril de 199!

104

cada y el suministro de materias primas y otros insumos intermedios, El segundo paso consiste en indagar acerca de las tecnologías asequibles en el mercado in­ ternacional. Para ese fm es necesario obtener am­ plia información sobre los diferentes proveedo­ res de tecnología, pero este procedimiento a m enudo se pasa por alto debido a los conside­ rables costos y a las aptitudes necesarias. Demás está decir que no hacerlo tiene consecuencias que a la larga resultan muy costosas. El tercer paso en la evaluación de las nuevas tecnologías estriba en una estimación de los be­ neficios y costos que van aparejados, usando p re­ cios que reflejen adecuadam ente las carencias re­ lativas {Dahlman y Westphal, 1983). Ello supone fundam entalm ente consideraciones económicas, pero también se podrían analizar los aspectos sociales y ambientales. El cuarto paso significa deciciir si la capacidad que se puede adquirir a través de la experiencia con diferentes tecnologías perm itirá a la ernpre.sa hacer mejoras e innovaciones en el futuro con el propósito de aum entar la productividad o des­ plazarse hacia nuevas actividades. Algunas tec­ nologías abren mayores posibilidades que otras. b)

la competitividad y desarrollo insuficiente de la capacidad tecnológica de innovar y superar las faltas de continuidad relacionadas con la produc­ ción. Las limitaciones a que se enfrentan las em­ presas durante esta im portante fase del proceso de transferencia tecnológica son, por regla ge­ neral, la falta de personal idóneo y la carencia de laboratorios adecuados e instalaciones para pruebas. Otro problema es que la adaptación de la tecnología puede ser un proceso muy largo y por ello costoso, puesto que la producción inicial con la nueva tecnología es baja. Muchas empresas no cuentan con los recursos económicos para in­ vertir tiempo suficiente en este proceso. c)

D ifu sió n de la tecnologia

Cuando la empresa ha alcanzado suficientes conocimientos de las posibilidades de la tecnolo­ gía y ha adquirido alguna experiencia en cuanto a su uso, la tecnología puede difundirse en mayor escala. Además, una difusión eficaz exige que se conozcan empresas de construcción idóneas y que se cuente con una capacidad administrativa pertinente, con suficiente aptitud para negociar con las autoridades locales y con recursos econó­ micos para adquirir un emplazamiento de pro­ ducción adecuado.

A sim ila c ió n y a d a p ta c ió n de la tecnología a las condiciones d el p a ís

Una vez que se haya hecho una adecuada estimación de las diferentes po.sibilidades tecno­ lógicas, idealmente hablando, la empresa debe avanzar hacia la fase de asimilación y adaptación de la tecnología seleccionada a las condiciones del m ercado nacional. A m enudo, las empresas experim entan con más de una tecnología antes de hacer su selección tecnológica final. El objetivo es entender la tecnología y “ajus­ tarla" a la situación local. El desafío es aprovechar las condiciones locales de oferta y dem anda para m ejorar la productividad y la competitividad in­ ternacional. Esta fase entrañará con toda proba­ bilidad innovaciones y modificaciones leves de la tecnología para aum entar la productividad, re­ ducir los costos, extender la capacidad o mejorar la calidad. Muchas empresas no logran una su­ ficiente comprensión y eficaz adaptación de la tecnología extranjera antes de iniciar la produc­ ción comercial en gran escala. Las consecuencias pueden ser una baja productividad, pérdida de

d)

In n o v a c ió n

(iomo se mencionó anteriorm ente, los es­ fuerzos por asimilar y adaptar la tecnología a las condiciones nacionales pueden generar innova­ ciones leves (invención de nuevos dispositivos, productos y procesos de producción o mejoras de la tecnología existente). Sería correcto hablar de un proceso de innovación ‘progresivo’ o ‘evo­ lutivo’, para distinguirlo de las innovaciones más radicales (Herbert-Copley, 1989, p. 10) Sin em ­ bargo, como lo revelan los estudios de casos antes mencionados (véase Fransman y King, 1987), el proceso de innovación (cambio técnico) no avan­ za a un ritmo constante o en dirección uniforme. Las innovaciones a m enudo serán el resultado de los esfuerzos por superar las limitaciones a la capacidad de producción de la empresa. 5.

O bservaciones fin a le s

Debe hacerse hincapié en que una transferencia de tecnología bien lograda depende habitual­

TRANSFERENCIA DE TECNOLOGIA: LA FUNDACION CHILE / T.Hms

m ente de la decisión y el esfuerzo conscientes de la em presa receptora para invertir tiempo y recursos hum anos y económicos en evaluar y poner a prueba la tecnología, capacitar al personal y contratar asistencia técnica. Aun así, el proceso es muy incierto y la tecnología adquirida no siem­ pre acrecienta la capacidad tecnológica de la em ­ presa. El problem a es que muchas empresas, espe­ cialmente en sus años de formación, carecen de

1Ü5

la experiencia y de los recursos financieros para llevar a cabo la necesaria evaluación, adaptación, difusión y modificaciones de la tecnología im por­ tada. En la siguiente sección se definen las carac­ terísticas de las empresas de servicios técnicos y los tipos de servicios que ofrecen, para ver cómo podrían brindar una solución a las barreras que se oponen a la transferencia de tecnología.

II Características de las empresas de servicios técnicos No hay una definición estricta de las empresas de servicios técnicos. Para nuestro propósito se ha elegido una definición sobre una base funcio­ nal y, por consiguiente, puede decirse que son organizaciones que recopilan, organizan, coordi­ nan y aplican conocimientos para fines de inver­ sión y producción. Se caracterizan por un enfo­ que flexible y multidisciplinario de esa actividad. Los servicios proporcionados para la form ula­ ción o ejecución de un proyecto de inversión pue­ den ser de índole técnica, económica, financiera, legal, ambiental o institucional. Según Roberts (197S, p. 11), las actividades de las em presas de servicios técnicos pueden de­ finirse como “el conjunto de métodí)s y estruc­ turas institucionales que perm iten que los cono­ cimientos pertinentes de carácter científico, técnico y económico puedan recopilarse y con­ vertirse en diseños e instrucciones para la reali­ zación de proyectos específicos”. Por lo tanto, el papel de estas empresas es m antenerse al día respecto de los avances científicos internacionales y acum ular conocimientos tecnológicos para el diseño y la ejecución de proyectos nacionales de inversión. El examen de dichas empresas que se hace a continuación define los límites de la gama de actividades que pueden describirse como ser­ vicios técnicos. 1.

T ip o s d e se rv ic io s o fre c id o s p o r las e m p re sa s d e se rv ic io s té cn ic o s

A.K. M alhotra (1980) ha resum ido los servicios

ofrecidos por estas empresas bajo los encabeza­ mientos de servicios de preinversión, servicios vinculados a los procesos y de tecnología, servi­ cios de ejecución de proyectos, servicios de ad­ quisiciones e inspección y, finalmente, servicios de funcionamiento y m antenim iento. Esta clasi­ ficación es útil porque reíleja las diferentes fases de un proyecto de inversión. El cuadro 1 se ha preparado de conform idad con ella (en ese cua­ dro “servicios de adquisiciones e inspección” se modificó y quedó como “servicios de inspección y control de calidad”). El objetivo del cuadro es describir el propósito de los servicios ofrecidos, el tipo de información que se necesita y la fuente de dicha información. Además, m uestra cómo estos servicios corresponden a las diferentes eta­ pas del proceso de transferencia de tecnología. a)

Servicios de p re in v e rsió n

La prim era etapa de un proyecto de inver­ sión exige estudios de factibilidad económica y tecnológica. Tam bién serán pertinentes a m enu­ do los estudios de los efectos sociales y las con­ secuencias ambientales. La realización de estos servicios precisa de un equipo interdisciplinario, que esté al tanto de la tecnología a que tiene acceso el proyecto, y tenga información sobre métodos de optimiza­ ción económica y la capacidad de llevar a cabo análisis de mercado y de productos. El resultado será por regla general un inform e que evaluará diferentes posibilidades de elección de tecnología

REVISTA DE LA CEPAL N" 43 / Abril de 1991

106

Cuadro 1 EMPRESAS DE SERVICIOS TECNICOS Servidos

Objetivos

d'ipos de infcrmación necesaria

Fuentes de información

Etapas del proceso de transferencia de tecnología

Servidfjs de prein versiún

Factibilidad tecnológica Factibilidad económica Fd’cctos sociales y ambientales

Información sobre los últimos adelantos tecnológicos Capacidad de diferenciar entre distintas técnicas Información sobre métodos de optimización económica; capacidad de llevar a cabo análisis de mercado y de productos Conocimientos legales, ecológicos, arquitectónicos, etc.

(átntratación de personal con conocimientos actualizados ('onsultores externos Experiencia previa Relaciones y colaboración con instituciones de investigación y aplicación de los resultados Flujo sistemático de información sobre los cambios ocurridos en la tecnología Información dada por ms provee do 1 es

Determinación de las necesidades, condiciones y limitaciones en el país Búscjueda de tecnología Evaluación de las diferentes posibilidades tecnológicas

Servicios en materia de procesos y de tecnología

Adquisición de conocimientos especial izados de procesos y tecnología de jrrotesos de fabricación

(ámocimiento de las tecnologías fundamentales en la materia Estudios de optimización

Ensayos de laboratorio Pruebas en plantas piloto Relaciones y colaboración con instituciones nacionales y extranjeras de investigación y aplicación de los resultados Aprendizaje por la investigación Personal básico y consultores externos Reuniones, seminarios, asociaciones académicas y profesionales Información dada por los proveedores Información obtenida de los clientes

Negociación con proveedores extranjeros de tecnología Asimilación y difusión de la tecnología Asimilación y adaptación de la tecnología a las condiciones del país Innovación Selección final de la tecnología para la producción en gran escala

Servicios de ejecución de proyectos

Adquisición de tecnología Eliminación de problemas y ejecución eficiente del proyecto

Experiencia profesional (bnocimiento de la tecnología pertinente para permitir la eliminación inmediata de atascamientos Conocimiento de las con­ diciones imperantes en el país en materia de suministros

l’ersonal básico y consultores externos (Contratación de personal capaz Historial de empleos anteriores Información dada por los proveedores Aprendizaje mediante la colaboración Información sobre el funcionamiento del sistema Aprendizaje por la práctica

Negociación con proveedores extranjeros de tecnología Asimilación y difusión de la tecnología

Servicios de inspección y control de la calidad

Mejoramiento y estandarización de la calidad del producto para satisfacer las exigencias de los mercados nacionales y de exportación

(amocimiento de las normas internacionales de calidad ÍJonocimiento de las tecnologías de control de la calidad y las tecnologías de manipulación y transporte (Conocimiento de los proveedores y sus especificaciones (Conocimiento de los equipos

información de ios clientes Reuniones, seminarios (Consultores externos Personal básico Emsayos de laboratorio

Aprendizaje por la práctica Innovación

Servicios de funcionamiento y mantenimiento

Búsqueda de fallas y eliminación de problemas relacionados con la producción

F.xperiencia profesional Conocimiento de la tecnología pertinente para permitir la eliminación inmediata de atascamientos

Información sobre el funcionamiento del sistema Aprendizaje por la práctica Adaptación de la tecnología I>arga experiencia, baja rotación del personal

Aprendizaje por la práctica Innovación

Fuente: Parte de la información en este cuadro se obtuvo de (Carliene Brenner y (Celik Kurdoglu, Ma.stering Technology Engineering Service Firms in Developing (Countries, nenr, 1988, y A.K. Malhotra (1980).

TRANSFERENCIA DE TECNOLOGIA: LA FUNDACION CHILE / T.Huss

y que tendrá también en cuenta aspectos finan­ cieros, económicos y sociales. El inform e consti­ tuye la base para una decisión en materia de inversiones, generalm ente en forma de recomen­ dación para poner a prueba opciones tecnológi­ cas específicas. En el proceso de transferencia de tecnología, esta fase corresponde a la evaluación inicial de la tecnología existente en el mercado. b)

S ervic io s en m a teria de procesos y de tecnología

Estos servicios com prenden el desarrollo de la capacidad de crear procesos de fabricación y la acumulación de conocimientos sobre los mé­ todos de producción, a través de la investigación y de ensayos de diferentes tecnologías en labo­ ratorios, plantas piloto, etc. Las empresas de ser­ vicios técnicos pueden efectuar directam ente es­ tas actividades, o bien buscar la colaboración de instituciones de investigación externas. En el pro­ ceso de transferencia de tecnología estos servicios están dirigidos a la asimilación y adaptación a las condiciones locales, culm inando en la selección final de la tecnología. c)

S ervicio s de ejecución de proyectos

Estos servicios hacen que el proyecto se trans­ form e de concepto o propuesta en una instala­ ción real. El propósito es adquirir tecnología para la producción en gran escala y ejecutar la pro­ puesta. Las tareas que ello supone son “los estu­ dios técnicos preliminares para la selección de equipos y materiales importantes, preparación de los documentos de licitación para los provee­ dores, estudios técnicos detallados, con inclusión del cálculo y los dibujos de fabricación, diseño y adjudicación de los contratos, servicios de fabri­ cación y supervfsión” (Malhotra, 1980, p. 14). Los servicios técnicos irán asociados estrecha­ m ente con la supervisión de la construcción. La ejecución del proyecto exige conside­ rables recursos humanos, capacidad administra­ tiva, conocimiento detallado de la tecnología y conocimiento de los proveedores de equipos. En el proceso de transferencia de tecnología estos servicios corresponden a la negociación con los proveedores de tecnología y la difusión de la tecnología.

d)

107

Servicios de inspección y control de la ca lid a d

El objetivo de estos servicios es m ejorar y estandarizar la calidad de la producción para sa­ tisfacer las necesidades tanto de los mercados de exportación como de los internos. Ello entraña la inspección de la fábrica, el ensayo de los pro­ ductos y el control de la calidad de conform idad con normas establecidas. Los servicios de inspec­ ción y control de la calidad exigen el conocimien­ to de los códigos de control pertinentes y las n o r­ mas establecidas, un conocimiento detallado de los equipos, los proveedores y sus especificacio­ nes, y la disponibilidad de inspectores experi­ mentados. Como parte de las actividades de con­ trol de la calidad, la em presa de servicios técnicos puede proporcionar servicios en m ateria de pro­ cesos y de tecnología si el producto no se atiene a las normas. e)

Servicios de fu n c io n a m ie n to y m a n te n im ie n to

Estos servicios tienen que ver con el funcio­ namiento eficaz de la instalación fabril y la eli­ minación de los problemas relacionados con la producción. Suponen la capacitación del perso­ nal, la localización de fallas, la adaptación de la tecnología, etc. La entrega de servicios de fun­ cionamiento y m antenim iento precisa experien­ cia, conocimiento de fábricas similares y apren­ dizaje por la práctica. Este breve resum en de los servicios ofrecidos por las empresas de servicios técnicos m uestra que estas compañías tienen la posibilidad de ayu­ dar a las empresas nacionales en todos los aspec­ tos de un proyecto de inversión e igualmente durante todas las fases del proceso de transfe­ rencia de tecnología. 2.

A p titu d e s tecnológicas y el a p re n d iza je en las em presas de servicios técnicos

Las empresas de servicios técnicos pueden desa­ rrollar la capacidad tecnológica en una o más de las cinco categorías de servicios indicadas. M u­ chas se especializarán sólo en ciertas áreas, pero es im portante recalcar que, en potencia, estas empresas pueden cubrir todos los aspectos de un proyecto de inversión. El desarrollo de la capacidad tecnológica por medio de las empresas de servicios técnicos de­ pende de cinco factores, a saber: i) la calidad de

108

REVISTA DE LA CEPAL N“ 43 / A b r il de 1 9 9 1

la nacional e internacional de instituciones de investigación y proveedores de tecnología. Esta red asegura la actualización de los conocimientos tecnológicos y el acceso a consultores externos (el gráfico 1 reseña los vínculos entre las em pre­ sas de servicios técnicos y el mercado nacional e internacional de tecnolí)gía, los que permiten recopilar información en las diferentes fuentes nacionales e internacionales de conocimientos científicos, técnicos y económicos y volcarla en proyectos específicos); ii) la experiencia lograda en proyectos anteriores; iii) la calidad de los recursos h u m a n o s y la capacidad de ampliar los conoci­ mientos del personal de servicios esenciales por medio de misiones, seminarios, program as de ca­ pacitación, etc.; iv) suficientes recursos económ icos para contratar personal idóneo en forma perm a­ nente o como consultores, emplazar laboratorios, instalaciones fabriles piloto, etc., y v) suficiente d e m a n d a de sus servidos. La ventaja de las empresas de servicios téc­ nicos con respecto a las compañías m anufactu­ reras es que pueden desarrollar con mayor ra­ pidez la capacidad tecnológica, porque pueden ser selectivas en su proceso de aprendizaje y por

la índole “no incorporada” de sus servicios.^’ El conocimiento en las empresas de servicios técni­ cos es “específico en función de las personas”, es decir, está estrecham ente relacionado con perso­ nal idóneo en un campo especializado. En con­ traste con ello, en las empresas m anufactureras el conocimiento es “específico en función de la em presa” y lo dicta el sistema de producción. Los conocimientos tienen que engarzarse en la me­ moria de la organización, en las tareas habituales, la m aquinaria y las copias heliográficas de los procesos, todo lo cual resulta lento y costoso. En lo que resta de esta sección se analizarán los be­ neficios específicos de las empresas de servicios técnicos del país para el avance industrial y la transferencia de tecnología en los países en de­ sarrollo y las razones por las que las empresas

’ El cambio tecnológico no incorporado es el cambio de la productividad por medio de la aplicación de información nueva a un capital social existente, en tanto que el cambio tecnológico incorporado es aquel que se asocia con las nuevas inversiones y la adopción de maquinaria y equipos nuevos o diferentes. Véase Moore (1983), p. 9,

Gráfico 1

EMPRESAS DE SERVICIOS

Ventas en él país

TECNICOS Y SUS VINCULACIONES

TRANSFERENCIA DE TECNOLOGIA: LA FUNDACION CHILE / 7 ,// m,v

com petentes de este tipo son tan escasas en dichos países. 3.

I.a s em presas de s e m c io s técnicos y los países en desarrollo

Las em presas de servicios técnicos pueden cum­ plir un papel decisivo en el desarrollo industrial. Su posición estratégica en el sistema económico vincula a los productores con los proveedores de tecnología y las instituciones de investigación y aplicación de los resultados de tal forma cjue pue­ den lograrse decisiones óptimas en materia de inversiones. En el ámbito del T ercer M undo, las empresas de servicios técnicos del país que sean competen­ tes y tengan un buen conocimiento de las condi­ ciones nacionales pueden ayudar a obtener las soluciones tecnológicas más adecuadas, combina­ ciones de inversión claram ente delineadas y una absorción ef icaz de la tecnología extranjera y los insumos de a.sesorías extranjeras (Aráoz, 1981, p. 11). El poder de negociación f rente a los pro­ veedores extranjeros de tecnología puede resul­ tar fortalecido, y es también probable que se pro­ duzca una reducción de los costos globales de los proyectos, ya que se puede usar una proporción mayor de insumos locales de m enor costo. H abrá así a largo plazo efectos socioeconó­ micos favorables que irán más allá de los límites de un proyecto específico. El mayor uso de in­ sumos locales crea una dem anda dentro del país de bienes de capital, componentes, tecnología y servicios. Los conocimientos se pueden difundir con mayor eficacia entre las empresas. El hecho de que las propias empresas de servicios técnicos ofrezcan una amplia gama de servicios para nu­ merosos usuarios y proveedores de tecnología las hace también especialmente pertinentes en el ámbito del T ercer M undo, pues aseguran la ple­ na utilización de los escasos recursos humanos idóneos. No obstante, la verdad es que en muchos países en desarrollo las empresas nacionales de servicios técnicos tienden a ser débiles, de modo que la dem anda está encauzada en medida im­ portante hacia las empresas extranjeras de esa especialización (CET, 1989, p. 19). Las razones que generalm ente se citan para explicar por qué se da preferencia a las empresas extranjeras de servicios técnicos en los países en desarrollo son las siguientes:

109

i) En comparación,las empresas nacionales de servicios técnicos tienen poca experiencia. Pa­ ra el inversionista del país hay un alto elemento de riesgo en la contratación de servicios en ellas, pues podrían resultar deficientes o ineficaces; por lo tanto, la mayor experiencia de las em pre­ sas extranjeras les perm ite com petir con ventaja. Las empresas del país quedan así atrapadas en un círculo vicioso: no se les adjudican contratos porque carecen de capacidad y de credenciales y, sin contratos, se ven impedidas de adquirir experiencia y crear una capacidad tecnológica mediante el aprendizaje por la práctica. ii) El proceso de aprendizaje y de estableci­ miento gradual de la capacidad tecníilógica es largo y costoso. Si la empresa de servicios técnicos del país tuviese un horizonte cronológico sufi­ cientemente largo, podría decidir com petir con­ tra compañías extranjeras ofreciendo precios más bajos y amplias garantías; ello supondría fuertes pérdidas a corto plazo, pero a medida que la empresa adquiriera experiencia mediante el aprendizaje por la práctica, conseguiría a la larga competir lucrativamente (Cooper, 1980, p. 8). El problema obvio al respecto es que pocas empresas de servicios técnicos en los países en desarrollo tienen una situación financiera lo su­ ficientemente sólida como para sufrir pérdidas durante la difícil fase inicial. iii) Para las empresas de servicios técnicos del país la falta de personal idóneo es con frecuencia un problema mayor que la falta de experiencia. Esto subraya la necesidad de contar con suficien­ tes recursos financieros para atraer a los extran­ jeros y capacitar al personal nacional. iv) Hay cierto grado de desconfianza en el sector privado con respecto a la capacidad que tiene el país de ofrecer servicios de consultores. Puede pasar mucho tiempo antes de que cambie esta actitud. v) Es difícil y exige muchos recursos estable­ cer una red internacional de instituciones de in­ vestigación y proveedores de tecnología. vi) La actitud de los organismos financieros y de desarrollo en ios países industrializados fa­ vorece el uso de las empresas de servicios técnicos establecidas en sus propios países. Como se mencionó anteriorm ente, hay fu er­ tes argum entos en favor de entes nacionales ca­ pacitados para desem peñarse como consultores y prestar servicios técnicos. Sin esta capacidad,

lio

REVISTA DE LA CEPAL N" 43 / Abril de 1991

las consecuencias son a veces la entrega de solu­ ciones tecnológicas inadecuadas, elevadas im por­ taciones de bienes de capital e insumos y una constante dependencia de los conocimientos es­ pecializados extranjeros. De este modo, muchos gobiernos de países en desarrollo han prom ul­ gado leyes que favorecen a las empresas de ser­ vicios técnicos nacionales y que les dan preferen­ cia adjudicándoles contratos (ckt, 1989). Por otra parte, una excesiva dependencia de los servicios técnicos que ofrezcan las empresas del país puede acarrear soluciones ineficaces y obrar como una barrera que impida el uso de una tecnología más productiva. Una política así puede recargar a di­ chas empresas con tareas que simplemente no son capaces de asumir. El hecho es que hay ventajas que pueden aportar las empresas transnacionales a las em­ presas de servicios técnicos como ram a de la actividad económica, lá e n e n fácil acceso a dife­ rentes fuentes de tecnología, y poseen conoci­ mientos, aptitudes, experiencia y contactos inter­ nacionales valiosos con lo que pueden ayudar a los países en desarrollo a lograr mejores resulta­ dos. El problem a que deben resolver las políticas gubernam entales es cómo equilibrar el uso de las empresas de servicios técnicos transnacionales con una promoción adecuada de las compañías nacionales. Se puede hacer, por ejemplo, otor­ gando créditos adecuados a estas últimas, y a las instituciones de investigación y a los fabricantes de equipos del país. Las empresas extranjeras deben usarse como complemento más que como

sustituto de las nacionales. Es preciso buscar me­ canismos de cooperación entre ambas con el fin de aprovechar al máximo las fuentes nacionales, utilizando a la vez las ventajas que ofrecen las empresas de consultores extranjeras para trans­ ferir tecnología y capacitar al personal nacional de los servicios de consultores. Una posible solu­ ción es crear empresas de servicios técnicos como operaciones conjuntas entre compañías transna­ cionales y agentes nacionales. De esta form a, la empresa nacional puede aprovechar la experien­ cia, conocimientos especializados, red m undial y prestigio de la empresa transnacional durante la difícil fase inicial. Las cuestiones que surgen aquí son muy semejantes a las que se han debatido en relación con la participación del capital extran­ jero en las empresas m anufactureras. Por consi­ guiente, las operaciones conjuntas pueden llevar aparejadas desventajas, como por ejemplo las so­ luciones impuestas por la empresa matriz, la re­ nuencia a capacitar adecuadam ente al personal nacional, y la dependencia de los insumos ex­ tranjeros sin hacer un esfuerzo deliberado por adaptar la tecnología a las condiciones locales. L.a sección siguiente se destinará al estudio de un caso concreto, el de la Fundación Chile, con el objeto de analizar em píricam ente cómo puede una empresa de servicios técnicos facilitar la transferencia de tecnología, y el efecto de una empresa transnacional en el establecimiento y funcionamiento de una empresa de servicios téc­ nicos conjunta, y en el desarrollo de su capacidad tecnológica.

III Estudio de un caso: la Fundación Chile 1.

O bjetivo

y

antecedentes

La Fundación Chile se creó en 1976 como ope­ ración conjunta entre la empresa transnacional ITT, con sede en los Estados Unidos, y el Gobierno de Chile. La Fundación Chile es una entidad pri­ vada sin fines de lucro cuyo objetivo es transferir a Chile las tecnologías que puedan m ejorar la utilización de los recursos naturales y la capaci­

dad productiva del país, y estimular la creación de nuevas empresas comerciales basadas en di­ chas tecnologías (Fundación Chile, 1986), El ori­ gen de la Fundación Chile se rem onta a la na­ cionalización de la Compañía de Teléfonos de Chile, subsidiaria de la n i , durante la presiden­ cia de Salvador Allende (1970-1973). Como no se pudo lograr un acuerdo sobre compensación, el Gobierno de Chile propuso dividir en partes

TRANSFERENCIA DE TECNOLOGIA: LA FUNDACION CHILE / T.Hvss

iguales la diferencia de 50 millones de dólares y crear la Fundación Chile como una actividad de m utuo beneficio, en la que ambas partes inver­ tirían un capital inicial de 25 millones de dólares para la operación conjunta. Los 50 millones se pusieron a disposición de la Fundación Chile de acuerdo con el siguiente plan: los prim eros tres años, 8 millones anuales; los siguientes seis años, 4 millones anuales, y el saldo de 2 millones de dólares se pagaría en 1985. El propósito era que la Fundación Chile llegara a autofinanciarse gra­ dualm ente m ediante la prestación de servicios al sector privado y la creación de empresas de pro­ ducción lucrativas que utilizasen tecnologías nue­ vas. 2.

La

¡IT

y e l establecim iento de la ca p a cid a d tecnológica

Después de su creación en 1976, la Fundación Chile se enfrentaba a los problemas característi­ cos de una em presa de servicios técnicos en su fase inicial. La Fundación no tenía experiencia, carecía de una capacidad tecnológica adecuada y no contaba con la confianza de los círculos em ­ presariales, sobre todo debido a su asociación con el sector público. En esta sección se intenta explicar, en forma general, cómo la Fundación, con la ayuda de la ITT, logró superar estas barreras que le impedían fom entar el desarrollo de la capacidad tecnoló­ gica y establecer su credibilidad. El análisis se centra en los elementos esenciales ya menciona­ dos en que se fundam enta la capacidad tecnoló­ gica de una em presa de servicios técnicos: recur­ sos hum anos, experiencia, una red mundial, laboratorios e instalaciones de pruebas. a)

R ecu rso s h u m a n o s

El personal inicial de la Fundación Chile con­ sistía en cinco expertos de la u t : un ejecutivo de investigación y aplicación de los resultados en m ateria de alimentos (el prim er director gene­ ral), un tecnòlogo en alimentos, un nulricionista, un ingeniero químico con experiencia en el De­ partam ento de Agricultura de los Estados Uni­ dos, y un especialista en telecomunicaciones de la m (Meissner, 1988, p. 12). Se contrató tam ­ bién a personal chileno idóneo y para fines de 1976 la Fundación contaba con 17 personas en

111

jornada completa. U na gran ventaja para la Fun­ dación ha sido la existencia en el país de personal técnico muy competente con experiencia inter­ nacional; en la actualidad los chilenos constituyen la gran mayoría del personal perm anente. Ya para 1990 el personal profesional había aum en­ tado a 90 funcionarios (excluido el personal de las subsidiarias). Los ingenieros com ponen el grupo más num eroso (cuadro 2).

Cuadro 2 PERSONAL PROFESIONAL DE LA FUNDACION CHILE, EXCLUIDAS SUS SUBSIDIARIAS, ABRIL DE 1990 Número Postgraduados No ingenieros Ingenieros (en agronomía, alimentos, pesca, silvicultura, productos químicos, tecnología industrial y administración de empresas) Subtotal Técnicos con grado universitario Total

21

38 59 31 90

Se decidió desde el comienzo que todas las actividades de la Fundación deberían pasar gra­ dualm ente a manos del personal chileno. La m ofrece program as de capacitación en la em presa con el fin de preparar a candidatos idóneos para los puestos administrativos más importantes (Meissner, 1988, p. 12). El aprendizaje por medio de la capacitación recibe generalm ente un alto grado de prioridad, y se lleva a cabo en form a perm anente el perfeccionamiento de la capaci­ dad técnica y administrativa del personal. De esta manera, durante 1987 los profesionales recibie­ ron un total de 4100 horas de capacitación, y 38 empleados de nivel administrativo realizaron mi­ siones a empresas en el extranjero y centros de tecnología que colaboran con la Fundación (Fun­ dación Chile, 1987). La Fundación estimula a su personal a asistir a conferencias y seminarios internacionales, para lograr más conocimientos y establecer contactos personales, y organiza seminarios en Chile, lo que es también una m anera de introducir nuevas ideas en los círculos empresariales chilenos y p ro ­ mover las actividades de la Fundación. Finalm en­

112

REVISTA DE LA CEPAL N“ 43 / Abril de 1991

te, la F u n d a c ió n h ace e x te n so u so d e co n su lto res e x te r n o s q u e p r o p o r c io n a n co n o cim ien to s y exp erien cia práctica q u e su p ro p io p erson a l n o p o ­

see. b)

E x p e rie n c ia

Los p ro y ec to s in iciales d e la F u n d a ció n esta ­ ban o r ie n ta d o s p rin cip a lm en te al m ejo ra m ien to d e la calid ad d e las fru tas y h ortalizas tratadas, o to r g a n d o asisten cia técn ica en m ateria d e sa n ea ­ m ie n to e h ig ie n e in d u stria les para las fábricas d e ela b o ra ció n d e a lim e n to s, y d a n d o a p o y o técn ico a la in d u stria d e aceite com estib le, co n in clu sió n d e m é to d o s para la re fin a c ió n d el aceite d e p es­ ca d o y para el m ejo ra m ien to d e la u tilización d e o tro s su b p r o d u c to s (F u n d a ció n C h ile, 1985). Es­ tas o p e r a c io n e s in iciales se caracterizaban p o r no te n e r o b jetivos b ien claros y p or la falta d e c o n ­ c e n tr a ció n e n los asp ecto s tecn o ló g ico s. La F u n d a c ió n tu vo d ificu lta d es para gan arse la co n fia n z a d e l sector p rivad o, y fu e ro n p ocos los p ro y ec to s q u e lleg a ro n m ás allá d e la etap a ex p lo r a to r ia . En vista d e esto s p rob lem a s, la F u n ­ d a ció n d e c id ió g a n a r ex p e r ie n c ia y d esarrollar su b ase te c n o ló g ic a in icia n d o p ro y ecto s e m p r e ­ sariales ella m ism a. La id ea era d eter m in a r q u é activ id a d es n u e v a s d e p ro d u c ció n p o d ría n b e n e ­ ficiarse co n las n u e v a s tec n o lo g ía s, para lu e g o a d q u irir y a d ap tar la tec n o lo g ía . U n a vez q u e se h u b iese asim ila d o la tec n o lo g ía la F u n d a ció n se haría ca rg o d e la p ro d u c ció n com ercia l y c o m e r ­ cialización d e los p ro d u c to s a través d e u n a su b ­ sid iaria. C u a n d o la su bsidiaria fu e se ren ta b le se la v en d ería , c o m p le tá n d o se d e esa m an era el p r o ­ c e so d e tra n sfe re n c ia d e tecn o lo g ía . A l d em o stra r al se cto r p riv a d o la viab ilid ad d e la tec n o lo g ía y las o p o r tu n id a d e s com erciales, a la F u n d a ció n le resu ltaría p o ste r io r m e n te m ás fácil v en d er sus serv icio s d e a sisten cia e n m ateria técn ica, a d m i­ n istrativa y d e com ercia liza ció n . D e esta fo rm a , la F u n d a c ió n h a esta b lecid o siete em p resa s su b ­ sid iarias, p r in c ip a lm e n te e n los secto res d e la a g ricu ltu ra y la p esca. U n p ro y ecto , S a lm o n es A n tartica, S .A ., ha co n clu id o e l ciclo d e tra n sfe­ ren cia d e te c n o lo g ía y se v en d ió e n 1988 al c o n ­ so r cio ja p o n é s N ip p o n S uisan K aisha p o r 21 m i­ llo n e s d e d ó la res. A raíz d e l b u e n é x ito lo g ra d o p o r S a lm o n es A n tartica, la ram a d e asistencia técn ica d e la F u n d a ció n co m e n z ó a p ro m o v er otras o p e r a c io n e s, p o n ie n d o la tec n o lo g ía a d is­

p o sició n d e las em p resa s in teresa d a s. E n la p r ó ­ x im a secció n d e este artícu lo se estu d ia e n d eta lle el p ro y ecto d e S a lm o n es A n tàrtica, co n el fin d e analizar la fo rm a e n q u e la F u n d a c ió n p la n tea la tra n sferen cia d e tec n o lo g ía , d esa rro lla su ca p a ­ cidad tec n o ló g ica y p resta asisten cia técn ica al sector p rivad o. c)

R e d m u n d ia l

La a sociación co n la i iT ha d a d o a cceso a un sistem a m u n d ia l d e co n su lto res y p ro v e e d o r e s d e tec n o lo g ía . Previa so licitu d , u n fu n c io n a r io d e en la ce d e la r n su m in istra a la F u n d a c ió n in fo r ­ m ación sob re p r o v e e d o r e s d e tec n o lo g ía , b ib lio ­ grafías, co n su lto res, etc. Se h a e sta b lec id o u n c o n ­ trato oficial d e asisten cia técn ica e n tr e la itt y la F u n d a ció n , m ed ia n te el cu al la F u n d a c ió n se c o m p r o m e te a i) re em b o lsa r a la rrr to d o s los costos d irecto s su fr a g a d o s e n el su m in istro d e in fo r m a c ió n técnica (co m o los viáticos d e l p e r s o ­ nal q u e p ro p o rcio n a asisten cia técn ica en el r e ­ cin to d e la F u n d a ció n ); ii) m a n te n e r la c o n f id e n ­ cialid ad d e lo s d a to s hasta q u e la itt a u to rice otra cosa, y iii) in fo r m a r a la itt d e cu a lq u ier in v en ció n , d esc u b rim ie n to o m ejora q u e p u e d a resu ltar d e la in v estig a ció n co n u n u so d e ca n ti­ d a d e s co n sid era b les d e in fo r m a c ió n técn ica d e la ITT. La riT es Ubre d e u sar d ich o s c o n o c im ie n ­ tos n u ev o s, re em b o lsa n d o a la F u n d a c ió n to d o s los gastos d ire cto s re la c io n a d o s co n el tra sp a so d e la in fo rm a ció n . d)

L aboratorios e in sta la cio n es de p ru e b a s

La F u n d a ció n ha d estin a d o recu rso s c u a n ­ tiosos al esta b lec im ien to d e lab o ra to rio s e in sta ­ la cio n es d e p ru eb a s, q u e h a n sid o a d em á s u n a fu e n te im p o rta n te d e co n o cim ien to s. Es d ifícil estim a r e x a c ta m e n te p o r q u é la F u n d a c ió n C h ile ha lo g r a d o crear u n a ca p acid a d tec n o ló g ica a ctu alizad a e n d ife r e n te s ca m p o s d e actividad . P re d e cib le m e n te, varios p ro y ec to s h an fa lla d o , p e r o e n térm in o s g e n e r a le s la o r g a n iz a ­ ció n ha sid o m u y e m p r e n d e d o r a ; la m a y o ría d e los p ro y ecto s h a n te n id o u n co n sid er a b le c o n te ­ n id o creativo y se ha lo g r a d o tra n sferir n u ev a s tecn o lo g ía s a C h ile. D e a c u e r d o co n la p ro p ia F u n d a ció n , se p u e d e n citar cin co ra z o n e s im p o r ­ tantes para ex p lic a r p o r q u é la e n tid a d ha c o n ­ se g u id o d esarrollar su ca p a cid a d tecn o ló g ica : i) La p rep a ra ció n y e x p e r ie n c ia d e l p erso n a l

TRANSFERENCIA DE TECNOLOGIA: LA FUNDACION CHILE / T.Hms

tra sla d a d o p o r la i t t a C h ile y d e los p ro fesio n a le s a q u e se re cu rr ió e n el p r o p io país.

113

p u e d e ju stifica r en fo rm a c o n v in c e n te a n te el d irecto r g en er a l o el d irecto rio .

v) La o rien ta c ió n d e la F u n d a c ió n es c o m e r ­ ii) L os a m p lio s recu rso s fin a n cier o s a d isp o ­ cial, d e m o d o q u e los p ro y ec to s q u e se e m p r e n ­ sición d e la F u n d a c ió n d u r a n te la eta p a inicial d an d e b e n ser ren ta b les. A ca u sa d e las circ u n s­ d e su ex iste n c ia . S e p u d o in vertir en recu rsos tancias esp e cia les rela cio n a d a s c o n su cr ea ció n , h u m a n o s y se co n tra tó a p erso n a l p e r m a n e n te la F u n d a c ió n c o m o en tid a d es u n a o rg a n iz a ció n a lta m e n te id ó n e o . Se h izo a m p lio u so d e c o n su l­ sin fin e s d e lu cro , p e r o los p ro y ec to s esp e c ífic o s to res, se a se g u r ó la a ctu alización p e r m a n e n te d e tie n e n q u e ser e c o n ó m ic a m e n te viables. D e esta las a p titu d e s d e l p erso n a l m er ced a la ca p acita­ fo rm a , se h ace ta m b ién u n e s fu e r z o im p o r ta n te ció n y cu rso s en el e x te r io r y se esta b leciero n p o r hallar em p re sa rio s para o p e r a c io n e s c o n ju n ­ la b o ra to rio s e in sta la cio n es p iloto. A d e m á s, esta tas d isp u esto s a a rriesg a r cap ital y a tra n sferir só lid a b ase fin a n ciera h izo p osib le ap licar u na n u ev a s tec n o lo g ía s a C h ile. a u d a z estr a te g ia em p re sa ria l y lograr la e x p e ­ rien cia n ecesaria. La F u n d a c ió n esta b leció u n d e p a r ta m e n to d e co m ercia liza ció n para fo rta lec er la ca p acid ad iii) El a cceso a la red m u n d ia l d e la n r, y la d el p erso n a l d e fo rm u la r y p o n e r e n práctica a y u d a d e la rrr e n las n e g o c ia c io n e s co n los p r o ­ estra teg ia s para la co m ercia liza ció n d e los p r o ­ v e e d o r e s d e te c n o lo g ía y el sector p rivad o en d u cto s y serv icio s q u e o fr e c e . S e h a n u sa d o m e ­ C h ile. ca n ism o s c o m o los cu rsillo s, se m in a rio s, p u b lica ­ c io n e s, visitas a la se d e y em p r e sa s d e la iv) L os p rin cip io s d e g e stió n a p lica d o s, q u e F u n d a c ió n y rela cio n es p úb licas co n los m ed io s se basan en g ra n m e d id a en el m é to d o d e casos d e d ifu sió n . para in v estig a c ió n y ap lica ció n d e resu lta d o s u sa ­ d o p o r la ITT. El p ilar fu n d a m e n ta l sob re el cual d esc a n sa d ic h o m é to d o es la g e stió n p o r o b jeti­ vos, b asad a e n los p rin cip io s b ásicos d e la fle x i­ b ilid ad y el co n tro l. E n la F u n d a c ió n , el sistem a se p o n e e n p rá c­ tica d e la sig u ie n te m an era: El p e r ío d o q u e tra n s­ cu rr e d e s d e la id ea o rig in a l d el p ro y ecto hasta su eje c u c ió n se acorta lo m ás p osib le. C u a n d o u n m ie m b r o d el p erso n a l recib e u n a so licitu d d e asisten cia técn ica o se p r o p o n e trabajar en u na id ea , se ela b o ra u n a p r o p u e sta d e p ro y ecto , q u e se p resen ta al d ire cto rio o al d e p a r ta m e n to d e fin a n za s y a d m in istra ció n . Si se ap ru eb a el p ro ­ y ec to , se au to riza u n p r e s u p u e sto d eta lla d o d e to d o s los re cu rso s n ece sa r io s. Se d a al fu n cio n a rio c o n sid e r a b le a u to n o m ía d u r a n te la ejecu ció n d el p r o y ec to , p e r o la g e s tió n p or ob jetivos en tra ñ a u n a estricta p la n ific a ció n y co n tro l p r e su p u e sta ­ rio. E n la F u n d a c ió n C h ile, cad a a d m in istra d o r d e u n p r o y e c to o d e u n caso d e b e p resen ta r un in fo r m e m e n su a l so b re la m arch a d e los trabajos y los re cu rso s u sa d o s en p erso n a l, viajes, c o n su l­ to re s, m ateriales, trabajos d e lab oratorio , m a q u i­ n aria, co m u n ic a c io n e s te le fó n ic a s o d e fax, se m i­ n arios y p artid as d iversas. El sistem a a p lica d o en la F u n d a c ió n C h ile d a cab id a a cierta flex ib ilid a d en el u so d e l p r e s u p u e sto a u to riza d o , si ello se

Se d e b e reiterar q u e la n r fu e d e im p o r ta n cia fu n d a m e n ta l p ara el d esa rro llo d e la ca p a cid a d te c n o ló g ica d e la F u n d a ció n C h ile. La e n tr e g a d e a m p lio s recu rso s fin a n cier o s, el tra sla d o d e p erso n a l d e la i t t d e sd e su se d e , la a d o p c ió n d e los m é to d o s d e g estió n d e la i t t y el a cc eso a la red m u n d ia l d e la i t t h icie ro n p o sib le u n rá p id o fo rta lec im ien to d e la ca p a cid a d tec n o ló g ica . El resu lta d o ha sid o la co n tra ta ció n y p e r m a n e n te cap a cita ció n d e p erso n a l c h ile n o id ó n e o , el u so d e co n su lto res, la co n stru cc ió n d e la b o ra to rio s e in.stalaciones d e p ru eb a s y, fin a lm e n te , la fo r m a ­ ció n d e la red n a cio n a l e in te rn a cio n a l d e la F u n ­ d a ció n p o r m e d io d e m isio n es y la o rg a n iz a ció n d e sem in a rio s e n C h ile. En la secció n sig u ie n te se an alizará e n d eta lle el p ro y ecto d e n o m in a d o S a lm o n es A n tartica, p a ­ ra m ostrar en d e ta lle la fo rm a e n q u e la F u n d a ­ ció n ha tra n sfe rid o tec n o lo g ía y fo rta lec id o la ca p a cid a d te c n o ló g ica en u n ca m p o esp e cífic o . El análisis se hará a través d e las d ife r e n te s eta p a s d el p ro ce so d e tra n sferen cia d e tecn o lo g ía : e s tu ­ d ios d e p rein v e rsió n (d e te rm in a ció n d e l p r o b le ­ ma); se lec ció n y a d a p ta ció n d e la te c n o lo g ía a las c o n d ic io n e s d el país (estu d io d e los p ro ce so s y d e la tec n o lo g ía ), y a sim ila ció n y d ifu sió n d e la tec n o lo g ía (ejecu ció n d el p ro y ecto ).

114

REVISTA DE LA CEPAL N" 43 / Abril de 1991

3.

S a lm o n e s A n tà r tic a : ejem plo de

u n a tra n sfe re n c ia efica z de tecnología

a)

F u n d a m e n to s (estudios de p re in v e rsió n )

C h ile es u n o d e los p aíses p esq u e ro s m ás im ­ p o r ta n te s d e l m u n d o , c o n u n a cap tu ra a n u a l d e a lr e d e d o r d e 5 m illo n es d e ton elad a s, p e r o la m a y o r p arte d e esa cap tu ra se tran sfo rm a en h arin a d e p esc a d o d e calid ad in fe r io r para la a lim e n ta c ió n d e a n im ales. C o m o co n se cu en cia d e ello , la F u n d a c ió n C h ile d ecid ió en u n a e t 4pa in icial e x p lo r a r las p o sib ilid a d es d e tran sferir tec­ n o lo g ía s re la c io n a d a s co n la in d u stria p esq u era p ara in c r e m e n ta r el g ra d o d e elab o ra ció n d e ios recu rso s m arítim o s, h a c ie n d o al se cto r m ás p r o ­ d u c tiv o y ren tab le. U n o d e los p rim er o s p ro y ecto s d e la F u n d a ­ ció n fu e e x p lo r a r la factibilid ad d e esta b lecer la p esca in d u stria l d e l sa lm ó n en C hile. El salm ón es u n o d e los p esca d o s m ás a p recia d o s en el m u n ­ d o y, p o r lo ta n to , p o d r ía ser u n a im p o rta n te fu e n te d e in g r e so s e n los m erca d o s d e e x p o r ta ­ ció n . Los p e c e s d e la fam ilia d el sa lm ó n n o so n n ativ o s d e l h e m isfe r io su r, p e r o e l clim a d el su r d e C h ile y su g e o g r a fía costera, co n fio rd o s, islas y b ah ías p ro teg id a s, so n m u y se m eja n tes a las c o n d ic io n e s q u e p r e d o m in a n en el h e m isfe r io n o r te , d o n d e viven los sa lm o n es y se r e p r o d u c e n n a tu ra lm en te. A d e m á s, las a gu as m er id io n a le s d e C h ile so n lim p ias, sin co n ta m in a ció n , claras, frescas y ricas e n o x íg e n o . O tro factor favorab le es q u e la tem p e ra tu r a d e l a gu a y las c o n d icio n es clim áticas so n m ás m o d e ra d a s q u e e n el h em is­ fe r io n o rte, d o n d e se d a n bajas tasas d e creci­ m ie n to d e los sa lm o n e s e n in v ier n o y so n rig u ­ rosas las c o n d ic io n e s d e vida. E n b rev e, C h ile p arecía el lu g a r id eal para el cu ltiv o d e l sa lm ó n a escala com ercia l. H abía d o s tec n o lo g ía s u tilizab les p ara la aclim atación d e l sa lm ó n e n las a gu as ch ilen as. La p rim era se c o n o c e c o m o tecnología de c u l­ tivo a m a r abierto (ocean ra n c h in g ). E n el h em isfer io

n o r te el sa lm ó n d eso v a e n a gu a d u lc e y pasa la p rim era p arte d e su vid a e n las co rrien tes o lagos d o n d e n ació. C u a n d o u n e sg u ín o m u r g ó n (sm olt), es d ecir, la cría d el sa lm ó n , alcanza u n a ñ o d e e d a d e m ig r a h acia e l o c é a n o , d o n d e crece y m a ­ d u ra. C u a n d o está listo para rep r o d u cirse su p o ­

d ero so in stin to lo im p u lsa a v o lv er a las a gu as d o n d e nació para a p arearse. Este circu ito se a p ro v ec h a e n la tec n o lo g ía d e cu ltiv o a m ar ab ierto. In icia lm e n te , se in cu b a n las ovas y se crían los sa lm o n es e n a g u a d u lc e hasta la etap a d e e sg u ín , bajo c o n d ic io n e s r e g u ­ ladas. P o ster io rm en te se lib era n los p e c e s para q u e m a d u re n e n u n a m b ie n te o c e á n ic o n atu ral. C u a n d o los a d u lto s re g re sa n a su lu g a r o rig in a l para su a p a rea m ie n to , se lo s cap tu ra. La tec n o lo g ía d e cu ltiv o a m ar a b ierto se usa e x te n sa m e n te e n la co sta o cc id en ta l d e C a n a d á y los E stad os U n id o s. En 1 9 80, el sa lm ó n ca p tu ­ ra d o en estas zon as lle g ó a u n total d e 4 0 0 0 0 0 to n elad as. En u n litoral d e 5 0 0 0 km , se p r o d u ­ je r o n c o m o p r o m e d io 8 0 to n e la d a s d e sa lm ó n p o r k iló m etro . Si la F u n d a c ió n C h ile p u d ie se a l­ can zar u n a p ro d u c ció n d e 4 0 to n e la d a s p o r ki­ ló m etro lin ea l, los 1 7 0 0 km d e “litoral d e sal­ m ó n ” p o d ría n p ro d u cir 6 8 0 0 0 to n e la d a s d e sa lm ó n d e cría a n u a lm en te. A u n p rec io d e 3 d ó ­ lares p o r k ilo g ra m o , resu ltaría u n a cifra d e m ás d e 2 0 0 m illo n es d e d ó la res a n u a les (M eissn er, 1 9 88, p. 21). N o o b sta n te, h ay tres p ro b lem a s rela cio n a d o s co n el cu ltiv o a m ar ab ierto: i) es lento; ii) es riesg o so , p o rq u e d e b e re g resa r d e 1 a 1.5% d e los sa lm o n es m a d u ro s só lo para p agar la cría d e los esg u in es, y iii) los sa lm o n es q u e re g re sa n so n d e p r o p ie d a d p ú b lica, d e m o d o q u e cu a lq u ier p erso n a co n u n a licen cia d e p esca p u e ­ d e cap tu rarlos. La se g u n d a te c n o lo g ía es el c u ltiv o e n j a u la s o sa lm o n ic u ltu ra . C o n siste e n la cría c o n tin u a d e l sa lm ó n e n recin to s d u r a n te to d o su ciclo d e vida, d e sd e las ovas hasta la reco g id a . Las o v a s se o b ­ tien en e n el ex te rio r , e n u n v iv ero d e l país o p or m e d io d e la fertiliza ció n artificial d e r e p r o d u c ­ to res p ro p io s. E sto ú ltim o e x ig e la fo rm a ció n y m a n ten im ien to d e p ece s re p r o d u c to r e s y la se­ lecció n g en ética . G u a n d o los sa lm o n e s re cién n a ­ cid o s lleg a n a la eta p a d e e s g u in e s y c o m ie n z a n a n ad ar se los tra n sfiere a u n a ja u la flo ta n te, d o n d e m a d u ra n . La tasa d e c r e c im ie n to d e p e n ­ d erá d e la e sp e c ie d e sa lm ó n cu ltiv a d a , la ce p a g en étic a , la ca n tid a d y ca lid a d d e l a lim e n to para p eces, el tip o d e ja u la y la “g e s tió n piscícola". D u r a n te los ú ltim o s 2 5 a ñ o s se h a lo g r a d o esta b lecer c o m o a ctividad co m ercia l via b le e n v a ­ rios p aíses d el m u n d o el cu ltiv o co m ercia l d el sa lm ó n e n ja u la s . E n 1 9 8 5 , N o r u e g a (a ctu a lm e n ­ te el p rin cip al p ro d u c to r ) c o g ió 2 5 0 0 0 to n e la d a s

TRANSFERENCIA DE TECNOLOGIA: LA FUNDACION CHILE / T.Hms

d e sa lm ó n cu ltivad o. J a p ó n y los E stad os U n id o s, p o r su p a rte, cu ltivaron a lr e d e d o r d e 7 0 0 0 to ­ n ela d a s (L in d b er g h , 1987). El cu ltivo e n j a u la s h a o b te n id o b u e n o s resu lta d o s m ás q u e n a d a p o r ­ q u e p erm ite ab astecer d e p esc a d o fresco e n é p o ­ cas d e l a ñ o e n q u e el sa lm ó n d e o c é a n o d e r e ­ c ie n te ca p tu ra es escaso o n o se co n sig u e. A d e m á s, los sa lm o n icu lto re s p u e d e n cu ltivar las e s p e c ie s m ás d e se a d a s y en gran m ed id a c o n fi­ g u ra r el p r o d u c to d e a c u e r d o co n el co lo r y c o n ­ te n id o d e grasa p refe rid o s. E n u n p rin cip io , la F u n d a c ió n C h ile e m p r e n ­ d ió el cu ltiv o a m ar a b ierto y lib eró sa lm o n es e n varios p u n to s d e la x R eg ió n d e C hile. S in e m ­ b a rg o , p o r r a z o n e s a ú n d e sc o n o c id a s, la tasa d e sa lm ó n q u e reg resa b a resu ltó m u y baja. Se d e c i­ d ió e n to n c e s cam b iar al cu ltivo e n ja u la s . Se c o n ­ sid e r ó a d em á s q u e había m ayores ventajas g e n e ­ rales y q u e el c o n te n id o te c n o ló g ic o era m ás estim u la n te. b)

Selección y a d a p ta c ió n de la tecnología (estud io de los procesos y de la tecnología)

En 1981, la F u n d a c ió n C hile d ecid ió llevar a cab o u n p ro y ec to p ilo to sob re el cu ltiv o d el sa lm ó n en ja u la s en a gu a d u lce, con el fin d e e stu d ia r la factib ilid ad técn ica y e c o n ó m ic a d el cu ltiv o d e l sa lm ó n e n C h ile. E n tre los p rob lem a s q u e h u b o q u e re so lv e r se hallab an los sig u ien tes: se lec ció n d e un d ise ñ o e sp e c ífic o para las ja u la s, se lec ció n d e la tec n o lo g ía , p ro d u c ció n d e a lim e n ­ tos p ara los p ece s, d e te r m in a c ió n y co n tro l d e las e n fe r m e d a d e s , e stu d io d e las co r rien te s, o c e a n o ­ g ra fía , se le c c ió n d el em p la za m ie n to y su m in istro d e las ovas d e salm ón . La p rim era m e d id a q u e se to m ó fu e la a d ­ q u isició n d e la tec n o lo g ía e in stalacio n es para p ro d u c ir ovas d e sa lm ó n y criar alev in es hasta q u e se co n v ir tiera n en e sg u in e s. Para g a n a r tiem p o , se p r o c e d ió a co m p ra r D o m se a , p e q u e ñ o viv ero d e p r o p ie d a d e sta d o u ­ n id e n s e situ a d o e n C u raco d e V élez en el su r d e C h ile. A llí se cu ltivaron crías d e sa lm ó n en ag u a d u lc e, q u e se lib era ro n c u a n d o alcan za ro n la eta ­ p a d e esg u in e s; la co m p a ñ ía p la n eó su re g re so a p lica n d o la te c n o lo g ía d el cu ltiv o a m ar abierto. B ajo la p r o p ie d a d d e la F u n d a ció n , se cam b ió el n o m b r e d e la co m p a ñ ía a S a lm o n es A ntàrtica, y se la u tilizó c o m o e m p la z a m ie n to d e u n plan pi­ lo to p ara el cu ltiv o e n jau las.

115

El p r ó x im o p aso co n sistió e n e le g ir u n siste­ m a d e p r o d u c c ió n y ad a p ta r la te c n o lo g ía a la situ ación ch ilen a . E n p rim er lu g a r, se e n v ió a m iem b ro s d e l p erso n a l e n m isio n e s in te r n a c io ­ n ales a visitar d ife r e n te s e x p lo ta c io n e s sa lm o n ícolas y asistir a se m in a rio s p ara esta b lecer c o n ­ tactos y buscar la tec n o lo g ía a d ecu a d a . H ab ía varias o p cio n es. La tec n o lo g ía d e cu ltiv o e n ja u la s m ás avan zad a y co n u so m ás in te n siv o d e capital se h a lló en N o r u e g a . Sin em b a rg o , era m u y c o s­ tosa y, a d em á s, los n o r u e g o s er a n r e n u e n te s a v en d er sus e q u ip o s y sus c o n o c im ie n to s esp e c ia ­ lizados a u n c o m p e tid o r en p o te n c ia . S e se le c c io ­ n a ro n ja u la s d e red co n stru id a s e n los E stad os U n id o s. Las r e d e s se c u e lg a n n o r m a lm e n te d e u n a estru ctu ra cu a d ra d a o re cta n g u la r so ste n id a p o r flo ta d o res. Los ta m a ñ o s varían d e u n o s p o co s m etros cú b ico s a 5 0 m etro s cú b ico s. Se co n tra tó a co n su lto res d e S eattle, E stad os U n id o s, para ayu dar e n lo q u e ten ía q u e ver c o n la a d a p ta ció n d el sistem a d e p ro d u c ció n a la situ a ció n ch ilen a . U n cam b io im p o r ta n te al r e sp e c to fu e el u so d e m a d era e n vez d e a cero para la co n stru cc ió n d e la estru ctu ra fu n d a m e n ta l, a p r o v e c h á n d o se así u n recu rso n atu ral q u e es a b u n d a n te y d e bajo co sto en C h ile. Para lo g ra r u n p ro d u c to d e b u e n a calid ad y co n altas tasas d e cr ec im ien to , se tu v o q u e p resta r a ten ció n esp ecia l a la a lim e n ta ció n d e la p o b la ­ ción d e p eces. El a lim e n to es el e le m e n to d e m ás alto co sto en la cría d e sa lm o n es e n ja u la s y r e ­ p resen ta hasta el 40% o m ás d e los co sto s totales hasta el m o m e n to en q u e se c o g e n io s p eces (L in d b erg h , 1987). Los c o m p o n e n te s p r e p o n d e ­ rantes d el a lim e n to co r rien te para sa lm o n es so n la harina d e p esca d o , el a ceite d e p esc a d o , los h idratos d e ca rb o n o , las v ita m in a s y los a g en tes a g lu tin a n tes (R o m er o , 19 8 8 ). D e b id o al a u m e n to d e la p ro d u c ció n d e la p iscicu ltu ra , ha cr ec id o la in d u stria d e a lim e n to s p ara a n im a les y se h an crea d o varios p ro ce so s d e fa b rica ció n d e a lim e n ­ tos para p eces q u e en tra ñ a n la m a n u fa c tu ra d e d ife r e n te s fo rm a s d e a lim e n to s y d ife r e n te s ta­ m a ñ o s d e las p artículas a lim en ta ria s. Si la cría d el sa lm ó n iba a ser p ro v ec h o sa para C h ile, era n ecesa rio q u e la F u n d a c ió n ela b o ra ra a lim e n to para p eces q u e h iciese u so d e los g r a n d e s v o lú ­ m en es d e h arin a d e p esc a d o y a ce ite d e p esc a d o d e bajo co sto e x iste n te s e n el p aís. P or m e d io d e e x p e r im e n to s co n d ife r e n te s m ezcla s d e a lim e n ­ tos en la p la n ta p ilo to d e la F u n d a c ió n , se e n c o n -

116

REVISTA DE LA CEPAL N" 43 / Abrit de 1991

tró u n a m ezcla q u e u saba ex c lu siv a m en te recu r­ sos n a cio n a les. El co lo r d e la carn e d el sa lm ó n es r e su lta d o d e la d ieta , d e m o d o q u e u n p ro b lem a e sp e cia l p ara la F u n d a c ió n d u r a n te la realización d e l p ro y ec to p ilo to fu e crear u n a lim e n to q u e p r o d u je se el atractivo co lo r ro sa d o d el filete d e sa im ó n . El p ro b lem a se resolvió m ezcla n d o el krill d e la A n tartica e n el a lim en to . D u r a n te la eje cu ció n d el p ro y ec to p ilo to se r e so lv ie r o n varios o tro s p rob lem a s, rela cio n a d o s co n las técn icas d e a lim e n ta ció n d e p eces, el c o n ­ trol d e las e n fe r m e d a d e s, los cam b ios d e las c o ­ rrien tes y la tem p e ra tu r a d el agu a, la m a n ip u la ­ ción d e las ovas y 1<ís a le v in es, la selecció n d e e s p e c ie s y el c o m p o r ta m ie n to d e los p eces e n las Jaulas. S e a d a p ta ro n y m o d ific a ro n las te c n o lo ­ gías re la cio n a d a s co n el cu ltivo en ja u la s p or m e d io d e e x p e r im e n to s (ap ren d izaje p o r la p ráctica), el u so d e co n su lto res n acio n a les e in ­ ter n a c io n a les (a p ren d iza je m ed ia n te co n tra ta cio ­ n es) y la ca p acitación d e l p erso n a l p e r m a n e n te en e x p lo ta c io n e s p iscícolas y cen tros d e te c n o lo ­ gía d e la p esca e n el ex te rio r . La F u n d a ció n tu vo u n p r o m e d io d e 10 m iem b ro s d el p erso n a l o c u ­ p a d o s en el p ro y ec to p iloto d e los salm o n es. c)

D ifu s ió n de la tecnología (ejecució n d e l proyecto)

E n 1983, el é x ito d el p ro y ecto p iloto estim u ló a la F u n d a c ió n a a m p lia r la p ro d u c ció n so stitu ­ tiva d e las im p o r ta c io n es d e ovas d e sa lm ó n e in iciar el cu ltiv o co m ercia l d e sa lm ó n e n ja u la s . D e b id o a la favo ra b le d e m a n d a d e sa lm ó n C o b o , se estim ó q u e la tasa d e ren tab ilid ad in tern a flu c ­ tuab a e n tr e 36% co n u n a p ro d u c ció n an u a l d e 100 to n e la d a s, y 33% co n u n a p ro d u c ció n an u al d e 6 0 0 to n e la d a s (M eissn er, 1988, p. 22). La F u n d a c ió n (S a lm o n es A ntartica) ad q u irió cu a tro n u e v o s e m p la za m ie n to s para ex p lo ta ció n p iscícola y se in ició u n p lan d e e x p a n sió n en gran escala en d ich o s lu g a res. A d e m á s, S alm o n es A n ­ tàrtica c o n stru y ó tres n u e v o s viveros, u n a n u eva fáb rica d e a lim e n to s y u n a planta en v a sa d o ra d el sa lm ó n . La p rim era p r o d u c c ió n com ercia l d e 2 0 0 to n e la d a s se p r o y ec tó para el p e r ío d o 1 9 8 6 -1 9 8 7 , co n u n in c r e m e n to a 4 0 0 to n e la d a s d e ahí en a d ela n te . Se esp e ra b a q u e las p érd id a s a cu m u la ­ d as lleg a ría n a u n m á x im o d e 1 m illón d e dólares e n 1985. El p rim er flu jo d e fo n d o s p o sitiv o d e a lr e d e d o r d e 100 0 0 0 d ólares se p ro y ectó para

1988, el q u e se co n so lid a ría e n 2 .5 m illo n es a n u a ­ les e n 1990 y en añ os su cesiv o s (M eissn er, 1 9 8 8 , p. 22). El cu ltivo co m ercia l e n j a u la s se lle v ó a cab o d e a cu er d o co n los ob jetivos d el p ro y ec to , y en 1988 se g en er a ro n u tilid a d es. Se c o m p le tó así el ciclo d e tra n sferen cia , y c u a n d o la F u n d a c ió n p u so en v en ta S a lm o n es A n tartica, ésta fu e c o m ­ prada p o r la N ip p o n S u isa n K aisha, co m p a ñ ía ja p o n e sa d e ela b o ra ció n d e p esca d o s y m ariscos co m estib les, p o r 21 m illo n es d e d ólares(L ich m a n n , 1989, p .7 2 ). d)

A sisten cia técnica

El p ro y ecto sa lm o n íco la d e la F u n d a c ió n , sin p r e c e d e n te s en el país, tu v o u n a im p o r ta n te a c o ­ gid a e n C hile. E n tre 19 8 3 y 19 8 5 se in icia ro n 24 n u ev a s ex p lo ta cio n e s sa lm o n íco la s y la p r o d u c ­ ción total d e sa lm ó n en C h ile a u m e n tó d e 9 4 to n e la d a s en 1983 a 1 144 to n e la d a s e n 1 9 8 6 , lle g a n d o a 4 2 0 8 to n e la d a s en 1988 (W u rm a n n , 1990, p .4 2 ). La ca p a cid a d tec n o ló g ica d e sa r r o ­ llada e n la F u n d a ció n fu e d e tal en v e r g a d u r a q u e ésta p u d o p ro p o rcio n a r asisten cia técn ica a m ás d e la m itad d e los n u e v o s p ro y ecto s. La F u n d a ­ ció n aú n elab ora p la n e s técn ico s para varías e m ­ presas y estim u la a otras a in teresa rse e n la p r o ­ d u c ció n d e sa lm ó n . E stos p ro y ecto s d e a sisten cia técnica p u e d e n resu m ir se d e la sig u ie n te m anera: i) asistencia e n los a sp ecto s técn ico s y fin a n ­ cieros, d iseñ o y p u esta e n m a rch a d e p ro y ecto s salm on ícolas; ii) asistencia en el d ise ñ o y co n stru cc ió n d e fábricas d e alim en tos; iii) asistencia e n el d ise ñ o y p u esta e n m arch a d e esta b lecim ien to s para el en v a se d e l salm ón ; iv) asistencia e n el co n tro l y p r e v e n c ió n d e e n fer m e d a d es; v) asistencia e n la fo r m u la c ió n d e n o rm a s d e calidad para el sa lm ó n ch ilen o ; vi) o rg a n iza ció n y p a tro cin io d e sem in a rio s para in fo rm a r al secto r p riv a d o y estim u la r la in v ersió n en la in d u stria (F u n d a c ió n C h ile, 1987b , p .2 0 7 ). e)

R eflex io n es fin a le s sobre el caso de la F u n d a c ió n C hile

El p ro y ecto S a lm o n es A n tàrtica es u n e je m ­ p lo m uy e lo c u e n te d e tra n sferen cia efic a z d e tee-

TRANSFERENCIA DE TECNOLOGIA: LA FUNDACION CHILE / T.Hms

n o lo g ía . M u estra c ó m o la F u n d a ció n C h ile p ri­ m e r o q u e to d o re c o n o c ió u n a p o sib le o p o r tu n i­ d ad co m ercia l: la ap lica ció n d e tec n o lo g ía r e d e n ­ te p ara e x p lo ta r la sa lm o n icu ltu r a e n C h ile. Se sig u ió u n a estra teg ia b ien d elib er a d a para b u s­ car la te c n o lo g ía m ás a d ecu a d a e in vertir el tie m p o y los recu rso s n ecesa rio s para asim ilarla y a d ap tarla a las c o n d ic io n e s d el país. E sto era d e im p o r ta n cia fu n d a m e n ta l, p u e s las ventajas co m p a ra tiv a s d e la sa lm o n icu ltu r a ch ile n a se m a ­ n ife sta r o n d u r a n te el p ro ce so d e a d ap ta ció n . Por e je m p lo , el u so d e recu rsos n a cio n a les a b u n d a n ­ tes y b aratos para la fab ricación d e a lim e n to para

117

p eces y la co n stru cc ió n d e las ja u la s h a n co n tri­ b u id o e n fo rm a sig n ifica tiv a a la co m p etitiv id a d d e l sa lm ó n c h ile n o . O tra e n se ñ a n z a im p o r ta n te re co g id a d el p ro y ec to S a lm o n es A n tà rtica es la factib ilid ad d e in v ertir en el d esa r ro llo d e la ca ­ p acid ad te c n o ló g ica y lu e g o v e n d e r los c o n o c i­ m ien to s esp e cia liza d o s (activos in ta n g ib les) a tercero s. U n a vez q u e la F u n d a c ió n h u b o d e sa ­ rrollad o la ca p a cid a d te c n o ló g ic a e n la sa lm o n i­ cu ltu ra y d ifu n d id o co n é x ito la te c n o lo g ía , la asisten cia técn ica o to rg a d a a n u e v o s p ro y ec to s se co n v irtió e n u n a f u e n te im p o r ta n te d e in g r e so y en u n a fo rm a d e a m p lia r las activ id a d es.

IV Conclusiones E n m u c h o s p aíses en d esa r ro llo se ha u sa d o e x ­ te n sa m e n te la te c n o lo g ía im p o r ta d a c o m o base p ara el e sta b lec im ien to d e n u ev a s in d u strias. La c o n c e sió n d e licen cias y otras form a s d e tra n sfe­ ren cia d e te c n o lo g ía h a n sa tisfec h o u n a d e m a n d a q u e n o se p u d o cu b rir in m e d ia ta m e n te p o r m e ­ d io d e la ca p a cid a d te c n o ló g ica e x iste n te en el país. E n el e s tu d io p r e se n te se ha recalcad o q u e si la a d q u isic ió n d e te c n o lo g ía extran jera ha d e im p u lsa r el cam b io te c n o ló g ic o y a u m e n ta r la p r o d u c tiv id a d d e la em p r e sa re ce p to ra , es n e c e ­ sario q u e ésta llev e a cabo u n a a c tiv a estra teg ia te c n o ló g ic a . E n p rim er lu gar, la em p re sa d eb e realizar u n a b ú sq u e d a d in á m ica d e otras fu e n te s d e te c n o lo g ía co n el fin d e localizar la m ás a d e ­ c u a d a y d ism in u ir la vu ln era b ilid a d q u e va a p a ­ rejada co n la ex cesiv a d e p e n d e n c ia d e unas p ocas fu e n te s o d e u n a sola. En s e g u n d o lu ga r, hay q u e in v ertir tie m p o y re cu rso s e n cap acita ció n y en ca m b io s in stitu cio n a le s con el fin d e asim ilar y ad a p ta r e fic a z m e n te la te c n o lo g ía a las c o n d ic io ­ n e s d e l país. E sto ú ltim o es fu n d a m e n ta l para crear ven tajas co m p arativas y lograr q u e la p r o ­ d u c c ió n p u e d a c o m p e tir in te rn a cio n a lm en te. En ter cer lu gar, a o b jeto d e im p lan tar la tec n o lo g ía p ara la p r o d u c c ió n en gran escala la em p re sa d e b e esta b le c e r co n ta cto s con p r o v e e d o r e s a d e ­ c u a d o s d e e q u ip o s y m ateriales, m ejorar la ca p a ­ cid a d d e g e s tió n y a u m e n ta r sus p rop ia s a p titu ­ d e s p ara n eg o cia r co n las a u to r id a d es d el país.

C o m o se m e n c io n ó e n la in tr o d u c c ió n , es m uy d ifícil para los e n c a r g a d o s d e fo r m u la r las p olíticas en los p aíses e n d esa r ro llo a y u d a r d ir e c ­ ta m en te a las em p re sa s n a cio n a les a cu m p lir to ­ d as las e x ig en cia s co n el fm d e tra n sfe rir efic a z­ m e n te la te c n o lo g ía ex tra n jera . La tarea d e los g o b ier n o s es, e n p rim er lu g a r, crea r u n a m b ie n te m a c r o e c o n ó m ic o q u e e stim u le a las e m p r e sa s d el país a aplicar u n a activa estra teg ia te c n o ló g ica . En este se n tid o , es b u e n o q u e las e m p r e sa s d el país esté n e x p u e sta s a cierto g ra d o d e c o m p e te n ­ cia fo rá n ea . Q u izás aú n m ás im p o r ta n te es q u e los g o b ier n o s a p o y e n la crea ció n d e u n a in fr a e s­ tru ctura cien tífica y te c n o ló g ica e n el país. El e s ­ fu e r z o te c n o ló g ic o d e las em p re sa s n a cio n a les d e ­ p e n d e so b re to d o d e la ex iste n c ia d e u n fo n d o co m ú n d e trab ajad ores ca p a cita d o s y téc n ic o s y d e cen tro s d e in v estig a c ió n y a p lica ció n d e los resu lta d o s fin a n cia d o s co n fo n d o s p ú b licos. En el c a m p o d e la a sisten cia d irecta a las e m ­ presas n a cio n a les q u e recib en te c n o lo g ía e x tr a n ­ jer a , se su g ie r e e n este a rtícu lo q u e u n a so lu ció n es la crea ció n d e la ca p a cid a d d e p resta r serv icio s técn ico s d e d ise ñ o y o tro s (em p r esa s d e serv icio s técn icos). Su e x p e r ie n c ia y p o sició n estra tég ica e n el sistem a e c o n ó m ic o v in cu la n a los p r o d u c ­ tores co n los p r o v e e d o r e s d e te c n o lo g ía y las in s­ titu cio n es d e in v estig a ció n y a p lica ció n d e los r e ­ su lta d o s para a se g u ra r q u e se to m e n d e c isio n e s ó p tim a s en m ateria d e in v er sio n es. La ex iste n c ia en el país d e em p re sa s d e serv icio s téc n ic o s q u e

118

se a n c o m p e te n te s y co n o z c a n las c o n d ic io n e s lo ­ ca les p u e d e ta m b ién a y u d a r a las co m p a ñ ía s a a b so rb er y a d ap tar la te c n o lo g ía extra n jera co n m a y o r efic ien cia . Sin em b a rg o , en n u m er o so s p aíses en d esa r ro llo hay p ocas d e estas em p resa s n a c io n a le s d e servicios técn ico s d e b id o a las c o n ­ sid er a b les b arreras q u e im p id e n su in g re so al m e r c a d o d e d ic h o s servicios. Ello se d e b e a q u e m u c h o s p aíses e n d esa r ro llo n o cu en ta n co n los r e cu rso s h u m a n o s p ara o fr e c e r servicio s técn icos, y co n tra ta r al p erso n a l m ás calificad o resu lta u n p r o c e so p r o lo n g a d o y co sto so . Es tam b ién co sto so y e x ig e m u c h o s recu rso s esta b lecer u n a útil red te c n o ló g ic a n a cio n a l e in tern a cio n a l. O tra b arre­ ra a q u e se e n fr e n ta n m u ch a s em p re sa s d e se r­ vicios téc n ic o s d e l T e r c e r M u n d o es la d ificu lta d d e lo g ra r la c o n fia n z a d el sector p rivad o y o b te­ n e r las cr e d e n c ia le s y e x p e r ie n c ia n ecesarias para p e r fe c c io n a r a ú n m ás su s a p titu d e s. U n a e m p r e ­ sa d e e se tip o fo rm a d a c o m o o p era c ió n co n ju n ta e n tr e u n a g e n te n a cio n a l (p o sib le m e n te el sector p ú b lico) y u n so c io tra n sn acion al q u e p o sea los c o n o c im ie n to s esp e cia liza d o s y la ex p e r ie n c ia n e ­ cesa rio s p o d r ía ser u n a so lu ció n para su p era r estas barreras. E n este e stu d io se ba ratifica d o esta id ea an a ­ liz a n d o lo s lo g r o s d e la F u n d a ció n C hile: o p e r a ­ c ió n co n ju n ta e n fo rm a d e em p re sa d e servicios téc n ic o s e n tr e la i t t y el G o b ier n o d e C hile. La F u n d a c ió n ha lle v a d o a cabo co n éx ito p ro y ecto s e n varios ca m p o s re la c io n a d o s con la asistencia técn ica, serv icio s d e in fo r m a c ió n y co n tro l d e la ca lid a d , y ha in icia d o tam b ién la p ro d u c ció n c o ­ m ercial e n gran escala a través d e su bsidiarias. Esta ú ltim a n o es u n a actividad q u e se asocie n o r m a lm e n te co n las em p re sa s d e servicios téc­ n ico s, p e r o h a p r o p o r c io n a d o u n a fo rm a d e o b ­ te n e r e x p e r ie n c ia y p r o m o v e r n u ev a s tecn o lo g ía s e n el se cto r p riv a d o d e C hile. El p rin cip io básico h a sid o r e c o n o c e r n u ev a s o p o r tu n id a d e s c o m e r ­ cia les q u e p o d r ía n b en eficia rse d e la tecn o lo g ía ex tra n jera , tra n sferir esa te c n o lo g ía d e sd e el e x ­ ter io r, a p r e n d e r a d o m in a rla , y fin a lm e n te d e ­ m ostrar su viab ilid ad e m p r e n d ie n d o la p r o d u c ­ ció n co m e rcia l e n gran escala. U n a vez q u e ésta se h a ce re n ta b le, la F u n d a c ió n estim u la al sector p riv a d o a u tilizar los m ism os m é to d o s d e p r o ­ d u c c ió n y su m in istra la asistencia técn ica n e c e sa ­ ria. La e x p e r ie n c ia d e la F u n d a c ió n ha c o n fir ­ m a d o q u e r in d e fru to s in vertir tie m p o y recu rso s e n a d a p ta r la te c n o lo g ía a d e c u a d a m e n te , p o rq u e

REVISTA DE LA CEPAL N“ 43 / Abril de 1991

d u r a n te esta d ecisiv a fa se d e l p r o c e so d e tra n s­ feren cia te c n o ló g ica se d esa rro lla n las ven tajas co m p arativas d el p ro y ecto . C o m o se m u estra en el e stu d io d e este caso, la i t t c u m p lió u n p a p el fu n d a m e n ta l e n la fo rm a ció n d e la ca p a cid a d tec n o ló g ica d e la F u n d a c ió n al traslad ar a C h ile a p erso n a l d e su o ficin a cen tra l, in tr o d u cir m é ­ to d o s d e g estió n a d m in istra tiv a , d a r a cceso a su red tec n o ló g ica m u n d ia l y, fin a lm e n te , cap acitar al p erso n a l n a cio n a l. La i t t a d em á s d io a la F u n ­ d a ció n la n ecesaria cred ib ilid a d y a p o y o en las n eg o cia cio n es co n tercero s. Se ha co n v er tid o en u n “o b jetiv o e x p líc ito d e p o lítica ” in d e p e n d iz a r g r a d u a lm e n te a la F u n ­ d a ció n d e la ITT y a h ora, 15 a ñ o s d e s p u é s d e su crea ció n , la F u n d a ció n d e p e n d e p r in cip a lm en te d e sus p ro p io s co n ta cto s y ca p a cid a d tecn o ló g ica . A p a rte d el a p o y o d e la i t t , o tro s fa cto re s im p o r ­ tan tes en el a p ro v ec h a m ie n to d e la ca p a cid a d tec n o ló g ica fu e r o n los a m p lio s recu rso s fin a n c ie ­ ros d e q u e se d isp u so d u r a n te la fa se d e p u e sta en m archa y la calid ad d e la fo rm a ció n a ca d ém ica d e los p ro fesio n a le s q u e se p o d ía n co n tra ta r en C hile. La cu estió n fin a l q u e d e b e a b o rd a rse es la valid ez g en er a l d e este e stu d io d e u n caso p rá c­ tico: es d ecir, si acaso el m ism o e sq u e m a se p u e d e aplicar en o tro s p aíses en d esa rro llo . Las circ u n s­ tancias esp e cia les q u e se d ie r o n para la cr ea c ió n d e la F u n d a ció n y el in terés d e la i t t e n m ejorar su rep u ta ció n en C h ile c o n v ie r te n a la F u n d a c ió n C h ile e n u n caso m u y esp ecia l y e x c e p c io n a l. P u e ­ d e ser d ifícil c o n v e n c e r a otras em p re sa s tra n s­ n a cio n a les d e q u e in v ierta n 25 m illo n e s d e d ó la ­ res e n u n a o p era c ió n co n ju n ta co n el o b jetivo d u d o sa m e n te ren ta b le d e tra n sferir te c n o lo g ía a u n país d el T e r c e r M u n d o . Sin em b a rg o , u n a en se ñ a n za ob via q u e se o b tie n e d e e s te estu d io es q u e u n g o b ie r n o d el T e r c e r M u n d o y u n a em p re sa transnacional/»wcden lle g a r a u n a c u e r d o m u tu a m en te b en eficio so . En este caso, los c o n o ­ cim ien to s esp e cia liza d o s, la e x p e r ie n c ia y los c o n ­ tactos p ro p o rcio n a d o s p o r u n a em p r e sa tra n sn a ­ cio n a l, j u n to co n la d isp o n ib ilid a d d e p erso n a l n acion al id ó n e o y u n a in v er sió n a la rg o p la zo e n el d esa rro llo d e la ca p a cid a d te c n o ló g ic a , tu v ie ­ ro n e fe c tiv a m e n te c o m o re su lta d o la tr a n sfe r e n ­ cia efica z d e tec n o lo g ía , así c o m o la cr ea c ió n d e p ro y ecto s em p resa ria les ren ta b les, (T r a d u c id o d e l in g lés)

TRANSFERENCIA DE TECNOLOGIA: LA FUNDACION CHILE / T.Hms

119

Bibliografía Aráoz, Alberto (comp.) (1981); Consulting and Engineering design in developing countries, Ottawa, Centro Internacio­ nal de Estudios del Desarrollo (International Develop­ ment Research Centre, ID R C ). Arrow, K. (1971 ); Essays in the Theory of Risk Bearing, Chicago, Markham. Caves, Richard E. (1982): Multinational Enterprises and Econo­ mic Analysis, Cambridge, Cambridge University Press. CET (Centro de las Naciones Unidas sobre las Empresas Transnacionales) (1987): Transnational Corporations and Technology Transfer: Effects and Policy Issues, Nueva York, Publicación de las Naciones Unidas, N" de venta: 87. II.A.4. _______ (1989): Transnational Corporations in the Construction and Design Engineering Industry, Nueva York, Naciones Unidas, Cooper, Charles (1980); Policy interventions for technologi­ cal innovation in developing countries, documento del personal del Banco Mundial {World Bank Staff Papers), N“ 441, Washington, D.C., Banco Mundial. Dahlman, Carl, Bruce Ross-Larson y Larry E. Westphal (1987): Managing technological development; lessons from the newly industrialized countries, documento del personal del Banco Mundial, {World Bank Staff Papers), N" 717, Washington, D.C., Banco Mundial. Dahlman, Carl y Francisco C.Sercovich (1984): Local deve­ lopment and exports of technology: The comparative advantages of Argentina, Brazil, India, the Republic of Corea and Mexico, documento del personal del Banco Mundial {World Bank Staff Papers) N" 667, Washington, D.C., Banco Mundial. Dahlman, Carl and Larry Westphal (1983): The transfer of technology. Factors in the acquisition of technology, en Finance and Development, voi. 20, N"4, Washington, D.C., Fondo Monetario Internacional ( f m i ). Dunning, John H. y John A. Cantwell (1986): The changing role of multinational enterprises in the international creation, transfer and diffusion of technology, docu­ mento presentado en la Conferencia sobre innovación y difusión de tecnología en Venecia. Fransman, Martin and Kenneth King (comp.) (1987): Techno­ logical Capability in the Third World, London, Macmillan. Fundación Chile (1985): Accomplishments 1976-1985. _______ (1986): Annual Report 1986, Santiago de Chile. _______ (1987): Annual Report 1987, Santiago de Chile. ______ (1987b): La industria del salmón en Chile; realidad y perspectivas, documento presentado al seminario “Perspectivas de la salmonicoltura en Chile”, organiza­ do por la Fundación Chile, Santiago de Chile, 12 a 19 de marzo. Herbert-Copley, Brent (1989): Technical change in Latin American manufacturing firms: review and synthesis, documento presentado a la Conferencia anual de la A.socÌación canadiense de estudios latinoamericanos y

del Caribe (Canadian Association of Latin American and Caribbean Studies, c a l a c s ), Ottawa. Katz, Jorge M. (comp.) (1987): Technology Generation in Latin American Manufacturing Industries, London, Macmillan. Lichmann, Kerry (1989); Chile’s salmon strategy. Seafood Bu­ siness, voi.8, N” 4. Lindbergh, John E. (1987): The economic potential for the commercial production of Atlantic and Pacific salmon in Chile, documento presentado al seminario “Perspec­ tivas de la Salmonicultura en Chile”, organizado por la Fundación Chile, Santiago de Chile, 17 a 19 de marzo. Malhotra, A.K, (1980): Consulting and Design Engineering Ca­ pabilities in Developing Countries in Sciences and Technology for Development, selección de trabajos para el principal informe comparativo del proyecto, STi’i, Ottawa, Centro internacional de estudios del desarrollo (International Development Research Centre, IDRC). Mansfield, E. {Ì96S): Economics of TechnologicalChange, Nueva York. Citado por François Chesnais, Science, Techno­ logy and Competitiveness, STI Review, N" 1, París, O r­ ganización para la Cooperación y el Desarrollo Econó­ micos (O C D E ). Meissner, Frank (1988): Technology Transfer in the Developing World: the Case of the Chile Foundation, Nueva York, Prae­ ger. Moore, Frederick T. (1983): Technological change and in­ dustrial development: issues and opportunities, docu­ mento del personal del Banco Mundial (World Bank StaffPapers), N“613, Washington, D.C. Banco Mundial Oman, Charles (1989): New forms of investment in develo­ ping country industries: mining, petrochemicals, auto­ mobiles, textiles, food. Development Centre Studies, Paris, Organización para la Cooperación y el Desarrollo Eco­ nómicos (OCDE). Roberts, John (1973): Engineering consultancy, industriali­ zation and development in science, technology and de­ velopment, in Charles Cooper (comp.). Science, Techno­ logy and Development, Londres, 1973, citado en Carliene Brenner and Celik Kurdoglu, Mastering technology: engineering services firms in developing countries, De­ velopment Centre Papers, Paris, Organización para la Coo­ peración y el Desarrollo Económicos ( o c d e ). Romero, Juan José (1988); Efectos de variantes de elabora­ ción sobre la calidad de alimentos para salmones, docu­ mento presentado al seminario “Técnicas de cultivo y manejo del Salmón: desarrollos recientes”, organizado por la Fundación Chile, Santiago de Chile, 19 a 21 de octubre. Vernon Raymond (1988): Key Factors in the application of Industrial Technology in Developing Countries, docu­ mento de trabajo del Instituto de Desarrollo Económico, Banco Mundial. Wurmann, Carlos (1990), Salmon farming in Chile: from reality to dreams?, International, N” 1, enerofebrero. in f o f is h

REVISTA DE LA CEPAL N" 43

Conversión de la deuda y conversión territorial Antonio D aher * La deuda externa de Chile tuvo su origen en distintos sectores económicos y sociales, y su distribución terri­ torial fue muy desigual. La conversión de dicha deuda externa ha involucrado una reasignación sectorial y regional de recursos que se ha traducido en una ver­ dadera conversión territorial. No hay una correspon­ dencia directa entre la geografía económica y social de la deuda, por una parte, y la de la conversión, por otra. En Cjhile, la apertura económica en general y la conversión de la deuda en particular han hecho posible una integración mayor, aunque heterogénea, de las regiones del país, a la vez que una más amplía inte­ gración a la economía internacional. Por otra parte la inversión extranjera directa y la capitalización de la deuda vía (Capítulo xix muestran diferencias impor­ tantes de adicionalidad o sustitución sectoriales, las que se traducen en un comportamiento regional disí­ mil en el interior del proceso global de conversión territorial.

Introducción E n el in icio d e los a ñ o s n o v en ta C h ile en ca ra b a u n a d e u d a ex te r n a d e 16 2 5 0 m illo n e s d e d ó la res. D e ésto s, u n 74% co r r e sp o n d ía al se cto r p ú b lico y el resto al secto r p riv a d o . S e g ú n in fo r m a c io n e s d el B a n co C en tral, e n 19 8 9 la d e u d a se r e d u jo e n 1 3 8 8 m illo n es d e d ó la res. A sí, d e sd e 1985 las r e d u cc io n es fu e r o n d e 8 9 6 7 m illo n es. U n m ec a n ism o im p o r ta n te p ara e ste r e su l­ tado fu e la c o n v er sió n d e la d e u d a ex te r n a . En g en era l, a u n q u e co n d ife r e n c ia s e n tr e p a íses, la co n v ersió n im p lica la c o m p r a — p o r re sid e n te s locales o in v ersio n ista s e x te r n o s— d e o b lig a c io ­ n es d e l país d e u d o r en m o n e d a ex tra n jera , co n u n a cierta tasa d e d e sc u e n to , y su r e d e n o m in a ­ ció n en m o n e d a local co n u n a tasa m e n o r . Si se trata d e in v ersio n ista s r e sid en te s, la o p e r a c ió n eq u iv a le a u n a rep a tria ció n d e ca p ita les. Se e x ­ tin g u e así la d e u d a orig in a l. L os f o n d o s o b te n id o s p u e d e n o rien ta r se a a d q u irir u n a p a rticip a ció n d e cap ital en u n a em p re sa local, a m p lia r los g a s­ tos d e in sta la cio n es y e q u ip o s e n e m p r e sa s e x is­ ten tes, e x tin g u ir o b lig a cio n e s p e n d ie n te s e n m o ­ n ed a local, o a cu a lq u ier o tro fin a u to r iza d o (L ah era, 1987). Estos m ec a n ism o s d e p r e p a g o a los b ancos a c r ee d o r es o p e r a n e s e n c ia lm e n te a través d e la u tiliza ció n d e los p a g a rés d e d e u d a ex te rn a , p u e sto s e n ven ta co n d e sc u e n to e n el m erca d o se cu n d a rio in te rn a cio n a l, y ta m b ién m ed ia n te la ca p ita liza ció n d irecta o c o n v e r sió n d e p résta m o s b an ca rio s e n cap ital a ccio n a rio (F fren ch -D a v is, 1989a). Las p rin cip a les vías para la c o n v e r sió n d e la d e u d a e n C h ile son las estip u la d a s e n los C a p í­ tu lo s XVIII y XIX d e l C o m p e n d io d e N o rm a s d e C am b ios In te rn a cio n a le s d el B a n co C en tra l d e C hile.

*Profesore Investigador del I nstituto de Estudios Urbanos de la Pontificia Universidad Católica de (íhile. Este artículo se basa en una ponencia presentada en el Seminario Taller de Di.scusión de Investigadores y Planifica­ dores del (iono Sur, patrocinado por el (dentro de Informa­ ciones y Estudios del Uruguay y la Sociedad Interamericana de Planificación (Montevideo, noviembre de 1990). El autor agradece la valiosa colaboración del Banco (ientral de (íhile, y la asistencia de Cristóbal Crisosto, de la Pontificia Universi­ dad C’atólica de Chile. La investigación fue patrocinada por el Fondo Nacional de Ciencia y Teconolgía de Chile,

La r e d u cc ió n a cu m u la d a d e la d e u d a e n tr e 1985 y 19 8 9 se d eb ió e n u n 35.1% a la a p lica ció n d el C a p ítu lo xix, y e n 28.2% a la d e l C a p ítu lo xviiL A m b o s ca p ítu lo s, sin e m b a r g o , h icie ro n u na co n trib u ció n total d e la d e u d a sim ilar a la d e los a ñ o s 1987 y 1988. El C a p ítu lo XVIII p erm ite a r e sid e n te s c h ile ­ n os co m p ra r (con d e sc u e n to ) d e u d a n a cio n a l en el ex te rio r , la q u e se co n v ie rte a m o n e d a local a p recio s lib re m en te n e g o c ia d o s e n tre el n u e v o a c r ee d o r (ch ilen o ) y el d e u d o r . L os re sid en te s ch ile n o s u san su s p ro p ia s d ivisas, las re to rn a n d e sd e el e x te r io r o las a d q u ie r e n e n el m er ca d o p aralelo. O b v ia m en te el d e u d o r lo ca l só lo rea li­ zará la tra n sa cció n si o b tie n e u n d e sc u e n to p o r

REVISTA DE LA CEP AL N" 43 / Abril de 1991

122

el prepago. La presión de la dem anda sobre el m ercado paralelo se regula por la licitación de cupos que hace el Banco Central, la que regula también la dem anda y el precio de los pagarés en el exterior. El Banco Central com parte el des­ cuento del m ercado secundario. El precio de re­ mate de los cupos ha generado importantes ga­ nancias a esta institución (Fontaine, 1988). El Capítulo XIX perm ite a personas naturales o jurídicas, chilenas o extranjeras, con residencia y domicilio en el exterior, realizar inversiones en Chile a través de la com pra y uso de títulos de la deuda externa. El Banco Central puede otor­ garles acceso al mercado de divisas para hacer remesas al exterior del capital y las utilidades que pueda generar la inversión. Los capitales sólo se pueden rem itir al exterior 10 años después de materializarse la inversión, y las utilidades no an­ tes de cuatro años, y a partir del quinto sólo en cuotas que no excedan el 25% de ellas. Las que se produzcan a contar del quinto año pueden enviarse al exterior libremente (Garcés, 1987).

Según antecedentes proporcionados por el Banco C entral, a enero de 1990 habían sido apro­ badas 332 operaciones vía Capítulo xix. De éstas, casi la mitad se originaba en cuatro países, los que sumaban casi el 70% de las inversiones: Es­ tados Unidos, 38.5; Reino Unido, 12.8; Nueva Zelandia, 11.6, y España, 6.6%. En contraste, dos importantes socios comerciales de C hile—Japón y Alemania— sólo aportaban 1.3 y 0.6% cada uno. Interesante fue, sin embargo, la participa­ ción de los países latinoamericanos, que en con­ ju n to contribuyeron con cerca de un 4%. Un análisis tipológico de los inversionistas perm ite verificar la participación preponderante de las empresas transnacionales y de los bancos y sociedades de inversión. En efecto, las prim eras bordean el 40% de los montos autorizados, m ien­ tras que los segundos superan en conjunto el 41%. En el extrem o opuesto, la participación de las empresas mineras, agrícolas y frutícolas y de las sociedades industriales no alcanza en total al 10% (cuadro 1),

Cuadro 1 CHILE: INVERSIONES VIA CAPITULO XIX AUTORIZADAS HASTA EL 30 DE JUNIO DE 1988, CLASIFICADAS POR TIPOS DE INVERSIONISTAS Operaciones autorizadas Tipo de inversionista Empresas transnacionales y sociedades vinculadas a grupos internacionales Bancos Sociedades de inversión ^ Empresas elaboradoras y comercializadoras de productos agrícolas y frutícolas Empresarios

Monto (dólares)

% del total

507 850 980 428 570 639 95 243 584

39.93 33.70

64 040 986 43 644 193

5.04 3.43

Ordenes religiosas, fundaciones de beneficencia y corporaciones de desarrollo Empresas mineras Sociedades industriales

39 863 818 35 900 006 24 091 039

3.10 2.82 1.90

Varios Organismos multilaterales

19 252 057 7 500 000

1.51 0.59

Empresas de servicios industriales y de ingeniería

5 820 340

0.46

7.49

Fuente: Departamento de Organismos Internacionales, Banco Central de Chile (Montoya, 1988).

“ Con patrimonio inferior a 50 millones de dólares y de objeto múltiple.

CONVERSION DE LA DEUDA Y CONVERSION TERRITORIAL / A.Daher

123

I Evolución sectorial La situación observada hasta mediados de 1988 adquiere mayor precisión ai desagregarse por sectores la cifra que aportan las empresas trans­ nacionales; tres cuartas partes de dicha cifra corresponden a sociedades de los rubros indus­ trial, forestal y pesquero, aunque continúa ex­ traordinariam ente bajo el rubro m inero (cua­ dro 2).

rritorial probable de tales inversiones. Un cálculo estimativo a partir de los cuadros 1 y 2 indicaría que poco más del 40% de ellas se localizaría en las regiones y en áreas rurales, mientras el resto se encontraría en Santiago Metropolitano.^ La estimación supone un destino urbano-m etropo­ litano para las actividades terciarias y una locali­ zación regional y/o rural para las primarias. En sectores como la industria, la energía o el trans­ El Capítulo XIX no estableció en principio li­ porte, la identidad sectorial-territorial es cierta­ mitaciones sectoriales ni tratam ientos diferentes m ente más compleja y probablem ente equívoca por sectores, y permitió adquirir empresas pú­ en términos tan globales. Con todo, se demos­ blicas o privadas (Lahera, 1987). trará más adelante que tanto la hipótesis inicial Si se planteara y aceptara provisionalmente la hipótesis de que el destino sectorial de las in­ versiones en Chile tendería a ser similar al de la ' Chile está dividido en doce regiones, más una Región especialidad sectorial de los inversionistas extran­ Metropolitana. Para los fines de este trabajo el término “re­ giones" se refiere sólo a las primeras. jeros, podría derivarse de ello la orientación te­

Cuadro 2 CHILE: EMPRESAS TRANSNACIONALES Y SOCIEDADES VINCULADAS A GRUPOS INTERNACIONALES, CLASIFICADAS SEGUN SUS ACTIVIDADES Operaciones

Sector o tipo de industria Sector industrial, forestal y pesquero Empresas comercializadoras y comercio en general Sector energía Informática, comunicaciones y transporte Minería Sector químico, farmoquímico y fotográfico Sector automotriz Artículos de tocador y accesorios Bebidas gaseosas Envases Ingeniería y construcción Total

autorizadas

Monto (dólares)

% del total

382 604 362

75.34

29 785 444 26 106 342

5,87 5,14

17 821 395 15 000 000

3,51 2.95

12 8 5 5 2 2 507

541 000 650 349 800 191 850

965 000 000 692 000 780 980

2.47 1.58 1.14 1.05 0.55 0.40 100.0

Fuente: Departamento de Organismos Internacionales, Banco Central de Chile (Montoya, 1988).

124

REVISTA DE LA CEPAL N" 43 / Abril de 1991

Cuadro 3 CHILE: PRINCIPALES OPERACIONES DE INVERSION AUTORIZADAS VIA CAPITULO XIX AL 15 DE MARZO DE 1989

Fecha

Millones de dólares

20.07.88

173.9

28.01.87

164.0

07.01.87

Inversionista extranjero

País de origen

Empresa local

Shell Overseas Invest. BV

Países Bajos

Cía. Forestal Shell Ltda.

Carter Holt Harvey y Co,

Islas Cook

Carter Holt Harvey Ltda, Chile

68.0

Security Pacific National Bank y otros

Estados Unidos

Security Pacific Chile y otros

20.07.88

64.9

Scott Worldwide Inc.

Estados Unidos

Scott Worldwide Chile y Cía. Ltda.

11,11.87

61.6

Fletcher Chai. Chilean Inc. Ltd.

Islas Caimán

Tasman Forestal S.A.

26.08,87

.59.3

Fletcher Chai, Chilean Inc. Ltd.

Islas Caimán

Tasman Forestal S.A.

02.12.87

59.0

Carter Holt Harvey

Islas Cook

Carter Holt Harvey Ltda. Chile

18.01.89

53.0

Santiago de Chile Hotel Co.

Panamá

Hotel Corporation of Chile S.A.

22.12.86

48,6

Banesto Banking Corp,

Estados Unidos

Cía. Industrial S.A.

08.01.86

46.3

B.T. (Pacific) Ltda. y otros

Estados Unidos

B.T, (Pacific) Ltd, y Cía. Ltda,

20.07.88

46.0

La Serena (Chile) Invest. Ltd.

Bahanias

Inv. La Serena Ltda.

09.12.87

30.0

Lao Minerals Inc.

Estados Unidos

Minera Lao Chile S.A.

27,01,88

26.3

Citi Fishing Inv, Chile Ltda. y otro

Bahamas

Inv. Citibosques Ltda. y otro.

09.11.88

25.0

Pacific 4'elephone Hold y otro

Estados Unidos

Inv, Telefónicas y otras Ltda.

12.05.89

23.3

Nippon Suisan Kaisha Ltd.

Japón

Inv. Dir. en Salmones Antàrtica

15.03.89

22.3

Spie Batignolles S.A.

Francia

Valle Nevado S.A.

23.11.88

21.2

Agroindustrial Development

Reino Unido

Agro Industrial Invest­ ment, Chile

13.07.88

20.1

Select Andean Holdings

Estados Unidos

Inv. Selecta Ltda,

21,09.88

20.0

Corp. Mapire Cía. Inti. De R.

España

Mapfre Chile S.A.

btotal

1 032.8

(49.88%)

19 operaciones

'al

2 070A

(100X)0%)

246 operaciones

Fuente: Elaboración propia basada en

l a 'i 'i n f i n a n c k

,

1989.

de esta especulación como sus implicaciones te­ rritoriales no se ajustan a la realidad. C orresponde, pues, revisar ios hechos, A oc­ tubre de 1986, más del 40% de las operaciones materializadas involucran a Asociaciones de Fon­

dos Previsionales (afp) y compañías de seguros, radicadas sobre todo en la metrópoli. Entre 1986 y 1987, de las 46 principales transferencias de propiedad vía Capítulo xix, 48.8% afecta a em ­ presas privadas, 19.5% a empresas públicas.

CONVERSION DE LA DEUDA Y CONVERSION TERRITORIAL / A.Daher

125

Cuadro 4 C:HILE: DISI RIBUCION PORCENTUAL SEC'I'ORIAL ACUMULADA DE LAS INVERSIONES VIA CAPITULO XIX Sectores

Agricultura Forestal Pesca Minería Productos primarios Ind u stria Servicios Otros Total Millones de dólares

A octubre de 1986

A mayo de 1987

A diciembre de 1987

A agosto de 1988

2.3 0.8

9.5 16.8 7.9 5.0

10.8 16.9 6.7 8.7

11.2 16.4 51.4 21.0 100.0

12.3 17.3 25.5 44.9 WO.O

39.2 15.2 22.8 22.8 100.0

188.3

483.6

9.54.4

j

3.9

1 9.2

5.8 1.5

A marzo de 1989

A diciembre de 1989

9.0

9.3 11,2 4.2 11.2

43.1 23.0 28.4 5.5 100.0

36.7 34.4 22.9 6.0 100.0

35.9 .37.9 20.2 6.1 100.0

1 226.1

2 008.9

3 069.4

1 27.7

J

Fuente: Primera columna: Latiera, 1987. Segunda columna: Errázuriz, 1987. Tercera columna; Elortegui, 1988. Cuarta columna: Montoya, 1988. Quinta columna: Latinfinance, 1989. Sexta columna: Banco Central de Chile. Servicios financieros, seguros y servicios a las empresas; servicios comunales, sociales y personales; otros servidos; y sector comercio. ’ I ransporte y comunicaciones; sector luz, agua, etc.; utilidad pública; y misceláneas: empresas multisectoriales o conglomerados. ^ Monto sobre valores “autorizados”.

1 7 . 4 % a la b a n c a , 8 .7 % a c o m p a ñ í a s d e s e g u r o s

1 9 d e u n t o t a l d e 2 4 6 ) r e p r e s e n t a b a n la m it a d

y f o n d o s m u tu o s , e ig u a l p o r c e n ta je a a s o c ia c io ­

d e lo s m o n t o s a u to r iz a d o s (c u a d r o 3 ).

n e s p r o v is io n a le s . E s t o q u ie r e d e c ir q u e 6 8 .3 %

E l a n á l i s i s d e la e v o l u c i ó n d e l d e s t i n o s e c t o r i a l

c o n c ie r n e a e m p r e s a s n o fin a n c ie r a s p ú b lic a s y

d e la s c o n v e r s i o n e s v í a C a p í t u l o x i x a r r o j a c o n ­

p r iv a d a s . E n 2 6 d e la s 4 6 o p e r a c i o n e s s e t r a n s ­

c lu s io n e s im p o r ta n te s , ta n to d e s d e u n a p e r s p e c ­

f i e r e e l 5 0 % o m á s d e la p r o p i e d a d ( E r r á z u r i z ,

tiv a e c o n ó m ic a c o m o d e la t e r r it o r ia l. A u n q u e

1 9 8 7 ).

la s c i f r a s c o r r e s p o n d i e n t e s a d i v e r s o s a ñ o s y f u e n ­

D e la s d ie z m a y o r e s o p e r a c io n e s d e c o n v e r ­ s i ó n v í a C a p í t u l o XIX a s e p t i e m b r e d e 1 9 8 8 , la s c in c o m á s im p o r ta n te s a p u n ta n al s e c to r fo r e s ta l o in d u s tr ia l-fo r e s ta l (u n a m ix ta c o n m in e r ía ), tr e s a la b a n c a , u n a a l a m i n e r í a y u n a a l s e c t o r p e s ­ q u e r o ( c e p a i Vc e t , 1 9 8 9 ) . L a c o n n o t a c i ó n r e g i o n a l e s c ie r t a m e n t e c la r a y m a y o r it a r ia , d a d o e l p r e ­ d o m i n i o d e l o s s e c t o r e s p r i m a r i o s y d e la i n d u s ­ tr ia a s o c ia d a a e llo s . E s o b v io q u e tr a s e s ta d e s c o n c e n t r a c i ó n g e o g r á f i c a d e la s i n v e r s i o n e s e s t á la o r i e n t a c i ó n a l o s m e r c a d o s e x t e r n o s , p u e s la s s ie t e o p e r a c io n e s n o b a n c a r ia s p e r t e n e c e n a l s e c ­ to r e x p o r t a d o r . L o s r e c u r s o s n a tu r a le s d e s p la z a n c o m o f a c t o r d e u b ic a c ió n a la s e x t e r n a l id a d e s y m e r c a d o s i n t e r n o s p r o p i o s d e la s á r e a s m e t r o p o ­ lita n a s . A m a r z o d e 1 9 8 9 , la s in v e r s io n e s a u t o r iz a d a s ig u a le s o s u p e r io r e s a 2 0 m illo n e s d e d ó la r e s (s ó lo

te s p r e s e n t a n d is tin ta a g r e g a c ió n , e n e s p e c ia l e n la c l a s i f i c a c i ó n

“O t r o s ” ( c u a d r o

4 ), e s

p o s ib le

i d e n t i f i c a r t e n d e n c i a s c l a r a s , la s q u e s e c o n f i r m a n c o n m a y o r p r e c is ió n a p a r tir d e 1 9 8 8 . L o s s e c to r e s p r im a r io s m u e s tr a n u n a p a r ti­ c ip a c ió n r e la tiv a c r e c ie n t e h a s t a a g o s t o d e 1 9 8 8 , c u a n d o a lc a n z a n a m á s d e l 4 3 % , p a r a d e c lin a r a c e r c a d e l 36% al té r m in o d e 1 9 8 9 . E ste c o m p o r ­ t a m i e n t o e s a n á l o g o e n la a g r ic u lt u r a y e n la a c ­ t iv id a d f o r e s ta l, y a lg o m á s e r r á t ic o e n e l s e c to r p e s q u e r o . E n la m i n e r í a , e n c a m b i o , s e e v i d e n c i a u n in c r e m e n to s o s te n id o , d e s d e v a lo r e s m ín im o s p r ó x i m o s a l 1 % e n l o s p r i m e r o s a ñ o s a u n 1 1 .2 % a fin e s d e

1 9 8 9 . D e b e d e s t a c a r s e , s in e m b a r g o ,

q u e e s t a c i f r a s i g u e s i e n d o b a j a d a d a la i m p o r ­ t a n c i a d e l s e c t o r e n e l p a í s , y c o n t r a s t a c o n la s m á s a l t a s d e la s a c t i v i d a d e s a g r í c o l a s y s i l v í c o l a s . L a e x p lic a c ió n a d e la n te .

d e e ste b e c h o

se p r e se n ta

m ás

126

REVISTA DE LA CEPAL N" 43 / Abril de 1991

Por Otra parte, es notable la creciente y muy significativa participación de la industria como destino de la conversión de deuda (cuadro 4). De cifras próximas al 16% en 1986-1987, este sector acumula casi un 38% al concluir los años ochenta, duplicando con creces su participación inicial y, lo que es más elocuente, destacándose como el principal sector de captación de las ca­ pitalizaciones. E n diciembre de 1989, el sector industrial supera por sí solo al conjunto de los sectores primarios.

En

fin ,

lo s

s e r v ic io s ,

que

in ic ia lm e n te

a t r a e n e l g r u e s o d e la s in v e r s io n e s , e n e s p e c ia l d e l s e c to r f in a n c ie r o , d e c lin a n c o n a ltib a jo s , p a ­ sa n d o d e m ás d el 50% e n y cerca d e 20% e n

198 6 a 28% en

1988

1 9 8 9 . E ste c o m p o r ta m ie n to

c ie r t a m e n t e c o n f i r m a la p a r t ic ip a c ió n

c r e c ie n ­

te , e n t é r m in o s a b s o lu t o s y r e la t iv o s , d e lo s s e c ­ to r e s p r o d u c tiv o s d e b ie n e s p r im a r io s y s e c u n ­ d a r io s q u e e n c o n j u n t o b o r d e a n la s t r e s c u a r ta s p a r t e s d e la s i n v e r s i o n e s a c u m u l a d a s a l t é r m i n o d e l d e c e n io .

II Conversión territorial L o a n t e r i o r i m p l i c a u n a f u e r t e t e n d e n c i a a la

s u s t it u t iv o , a n u la o m in im iz a la a t r a c c ió n d e la s

d e s c o n c e n t r a c ió n t e r r it o r ia l, c o n u n c la r o p r e d o ­

g r a n d e s c o n c e n tr a c io n e s d e m o g r á fic a s .

m i n i o d e l a s r e g i o n e s y á r e a s r u r a l e s s o b r e la

De

hecho,

la

p r o p o r c ió n

u r b a n o -r e g io n a l

c iu d a d c a p it a l, t r a d ic io n a lm e n t e c e n tr a lis ta . E sta

p r á c tic a m e n te s e in v ie r t e e n e l t r ie n io 1 9 8 6 - 1 9 8 9 .

a f i r m a c i ó n s e b a s a n o s ó l o e n la p a r t i c i p a c i ó n d e

M ie n tr a s e n

lo s s e c to r e s p r im a r io s , g e o g r á f ic a m e n t e o r ie n t a ­

p r e se n ta a lr e d e d o r d e tr es c u a r ta s p a r te s d e l to ­

d o s a lo s r e c u r s o s n a t u r a le s , s in o e s p e c ia lm e n t e

ta l, e n

e n la o r i e n t a c i ó n s im ila r d e l s e c t o r in d u s t r ia l d e

d e d o s t e r c i o s d e la s c a p i t a l i z a c i o n e s a c u m u l a d a s .

e x p o r ta c ió n q u e , a d ife r e n c ia d e l a n tig u o p a tr ó n

E n t é r m in o s a b s o lu to s , e s t o s ig n if ic a q u e m á s d e

1 9 8 6 e l d e s tin o m e tr o p o lita n o r e ­

1 9 8 9 la o r ie n t a c ió n r e g i o n a l e s a l m e n o s

Cuadro 5 CHILE: INVERSIONES EN LA INDUSTRIA MANUFACTURERA VIA CAPITULO XIX

Productos alimenticios Textil, cuero y calzado Madera y muebles Papel, imprenta, editorial Productos químicos, plásticos y farmacéuticos Loza, vidrio, minerales no metálicos Industrias metálicas básicas, productos metálicos, maquinaria Otras industrias manufactureras Industria manufacturera Otros TOTAL

Industria manufacturera (millones de dólares) Total (millones de dólares)

% al 01-08-1988

% al 31-12-1989

5.76 3.37 3.24 7.18 1.40 0.32

7.30 2.00 2.26 22.34 2.69 0.13

1.22 0.45 22.95 77.05 100.00 281,4 1 226J

0.64 0.22 37.86 62.14 100.00 1 162.0 3 069.4

Fuente; Primera columna: Banco Central de Chile (Montoya, 1988). Segunda columna: Banco Central de Chile,

CONVERSION DE LA DEUDA Y CONVERSION TERRITORIAL / A.Daher

2

0 0 0 m i l l o n e s d e d ó l a r e s v a n a la s r e g i o n e s e n

s ó lo tr e s a ñ o s.

127

n e c e s a r ia a n t e la c a r e n c ia d e i n f o r m a c i ó n r e la t iv a a la l o c a liz a c ió n d e la s in v e r s io n e s . P o r la m is m a

C a b e p r e g u n ta r s e e n t o n c e s si e s ta c o n v e r s ió n

r a z ó n , la s c o n c l u s i o n e s , a u n q u e r e l e v a n t e s , s i ­

d e la d e u d a n o e s u n a v e r d a d e r a c o n v e r s ió n g e o ­

g u e n s i e n d o d e m a s i a d o b u r d a s a l l i m i t a r s e a la

g r á fic a

d ic o t o m ía r e g io n a l- m e t r o p o lit a n a . M á s a ú n , tr a s

P r e c is a r la s c o n c lu s io n e s a n t e r io r e s im p lic a

e sta d u a lid a d p o d r ía n p a s a r in a d v e r t id a s im p o r ­

a n a l i z a r d e m a n e r a d e s a g r e g a d a e l s e c t o r d e la

t a n t e s d is p a r id a d e s e n t r e la s r e g i o n e s , d a d a la s

in d u s tr ia m a n u fa c tu r e r a q u e , c o m o se h a s e ñ a ­

h e te r o g e n e id a d e s

l a d o , lid e r a la s o p c i o n e s d e i n v e r s ió n v ía C a p ít u lo

v e n ta ja s c o m p a r a tiv a s .

XIX.

de

su s

recu rsos

n a tu r a le s

y

E l c u a d r o 6 , q u e m u e s t r a la d i s t r i b u c i ó n r e ­ E l c u a d r o 5 in d ic a q u e e n 1 9 8 8 c e r c a d e u n

g i o n a l d e la s i n v e r s io n e s v ía C a p ít u lo x i x a l L d e

t e r c io d e t o d a la in d u s t r i a m a n u f a c t u r e r a s e c o n ­

m a r z o d e 1 9 9 0 , p e r m itir á o b t e n e r c o n c lu s io n e s

c e n t r a e n e l r u b r o d e la f a b r ic a c ió n d e p a p e l. S i

m á s e s p e c íf ic a s s o b r e e l p r o c e s o d e d e s c o n c e n ­

a s u 7 . 1 8 % s e s u m a e l 3 . 2 4 % d e la i n d u s t r i a m a ­

t r a c ió n g e o g r á f i c a d e s c r it o . A la v e z h a r á p o s ib l e

d e r e r a , s e c o n c lu y e q u e c a s i la m it a d d e l t o t a l

v e r ific a r lo s

m a n u f a c t u r e r o s e r e la c io n a c o n e l s e c to r fo r e s ta l,

(lo s q u e s e o r ig in a n e n u n a d e r iv a c ió n t e r r it o r ia l

e l q u e e n C h ile t i e n e c la r a c o n n o t a c i ó n r e g io n a l.

d e la i n f o r m a c i ó n s e c t o r i a l d i s p o n i b l e p a r a l o s

P u e s b ie n , si s e s u p o n e q u e , a d e m á s d e lo s r u b r o s

a ñ o s a n te r io r e s ).

a n t e r io r e s , t a m b i é n la in d u s t r i a q u ím ic a y la d e

r e s u lta d o s

h ip o té tic o s

p la n te a d o s

E n p r im e r lu g a r , e l c u a d r o 6 d e s ta c a q u e el

a l i m e n t o s s e in s t a la n e n u n 5 0 % e n la s r e g i o n e s ,

7 2 .1 5 %

p u e d e c o n c lu ir s e q u e , s u p o n ie n d o p a r a t o d o s lo s

t i e n e p o r d e s t i n o la R e g i ó n M e t r o p o l it a n a , s in o

d e m á s r u b r o s u n a u b ic a c ió n u r b a n o - m e t r o p o li­

e l r e s to d e l p a ís . L a R e g ió n M e t r o p o lit a n a — m á s

t a n a , m á s d e l 6 0 % d e la in d u s t r i a m a n u f a c t u r e r a

la s i n v e r s i o n e s d e n o m i n a d a s H O e n e l c u a d r o —

c a p i t a li z a d a v ía C a p ít u lo x i x s e h a lla e n la s r e ­

a tr a e s ó lo

g io n e s .

f r e n t e a la i m p o r t a n c ia e c o n ó m i c a y d e m o g r á f i c a

d e la s i n v e r s io n e s v ía C a p ít u lo X I X n o

e l 2 7 .8 5 % , c ifr a

r e la tiv a m e n te b a ja

A l té r m in o d e 1 9 8 9 , e l se c to r m a n u fa c tu r e r o

d e e s ta z o n a , q u e c o n t ie n e 4 0 % d e la p o W a c ió n

e n su c o n j u n t o h a b ía in c r e m e n t a d o f u e r t e m e n t e

d e l p a ís y g e n e r a e l 4 0 % d e l p r o d u c t o n a c io n a l.

s u p a r t ic ip a c ió n r e la tiv a (c a si 1 5 p u n t o s p o r c e n ­

M á s s o r p r e n d e n t e a ú n e s e s a b a ja c a p t a c ió n

t u a l e s ) , e s p e c i a l m e n t e e n la s m i s m a s r a m a s i n ­

h a b id a c u e n t a d e q u e la R e g i ó n M e t r o p o l it a n a

d u s tr ia le s s e ñ a la d a s (p a p e l, a lim e n to s y p r o d u c ­

e s p a r t i c u l a r m e n t e r ic a e n r e c u r s o s n a t u r a l e s , y

t o s q u í m i c o s ) , a u n q u e l a h a b í a d i s m i n u i d o e n la

q u e s u s s e c to r e s d e e x p o r ta c ió n fr u tíc o la y m i­

r a m a m a d e r e r a . R e a liz a n d o n u e v a m e n t e e l c á l­

n e r o t ie n e n s ig n ific a c ió n n a c io n a l.

c u lo a n te r io r , s e c o n c lu y e q u e e sta v e z c e r c a d e l 80%

E n t r e la s d e m á s r e g i o n e s d e l p a ís s o b r e s a l e

d e la in d u s t r i a m a n u f a c t u r e r a f i n a n c ia d a

la v n i, d e l B í o - B ío , c o n c e r c a d e l 1 7 % d e la s i n ­

v ía C a p ít u lo x i x s e e s t a b le c e f u e r a d e la c a p it a l

v e r s io n e s v ía C a p ít u lo x i x e n e l p a ís , y e l e q u iv a ­

m e tr o p o lita n a .

le n te al 60%

d e d ic h a in v e r s ió n

en

la R e g i ó n

E sta c ifr a e s d e p a r tic u la r s ig n if ic a c ió n , m á s

M e t r o p o lit a n a . S i b ie n la v iii R e g ió n c o n s t it u y e

a llá d e s u s p o s ib l e s f l u c t u a c io n e s a la b a ja o al

la s e g u n d a c o n c e n t r a c i ó n d e m o g r á f i c a d e l p a í s

a lz a s e g ú n lo s s u p u e s t o s q u e s e a d o p t e n . L a s v a ­

y p o s e e u n a b a s e e c o n ó m ic a m u y d iv e r s if ic a d a ,

r ia c io n e s r e s u lt a n t e s n o a fe c ta r ía n e n c a s o a lg u n o

s u a lta c a p t a c ió n d e i n v e r s io n e s s e e x p l ic a f u n ­

e l o r d e n d e m a g n itu d d e e sta d e s c o n c e n tr a c ió n

d a m e n ta lm e n te p o r e l se c to r fo r e sta l y d e in d u s ­

g e o g r á f i c a d e la in d u s t r ia , u n s e c t o r h is t ó r ic a ­

t r ia s a f i n e s , r u b r o e n e l c u a l e s t a r e g i ó n e s l í d e r .

m e n t e i d e n t i f ic a d o c o n la u r b a n iz a c ió n y la m e t r o p o liz a c ió n .

P e r o s in d u d a s la ix R e g i ó n , d e la A r a u c a n ía , e s e l c a s o m á s e x t r a o r d in a r io ; p e s e a s u m e n o r

A s í, n o s ó lo lo s s e c to r e s p r im a r io s r e a s ig n a n

d in a m is m o e c o n ó m ic o e n e l c o n t e x to n a c io n a l,

g e o g r á f i c a m e n t e l o s r e c u r s o s ; t a m b i é n l o h a c e la

s u s a lta s c ifr a s d e e x t r e m a p o b r e z a , s u b a ja d i­

in d u s t r ia lig a d a a e llo s . E n c o n j u n t o q u ie b r a n e

v e r s id a d e c o n ó m ic a y su m e n o r m o d e r n iz a c ió n ,

i n c lu s o i n v i e r t e n la s t e n d e n c i a s a la c o n c e n t r a ­

la

c ió n t e r r ito r ia l.

s io n e s v ía C a p ít u lo x i x . U n a v e z m á s , tr a s e s t e

IX R e g i ó n c o n c e n t r a m á s d e l 1 4 % d e l a s i n v e r ­

H a s t a a q u í e l a n á lis is s e h a b a s a d o e n c ie r ta

a lto p o r c e n t a je e s t á e l s e c to r f o r e s t a l y la s in d u s ­

c o r r e s p o n d e n c ia o i d e n t id a d s e c to r ia l-te r r ito r ia l,

t r ia s a s o c ia d a s a é l. L a s r e g i o n e s v i ii y ix c a p t a n

REVISTA DE LA CEPAL N" 43 / Abril de 1991

128

Cuadro 6 CHILE: DISTRIBUCION DE LA INVERSION VIA CAPITULO XIX POR REGIONES AL P' DE MARZO DE 1990 Inversión (dólares)

Región

38 201 14 116 35 36 65 535 4.52 88 30 9 34 646 843 3 149

I II III IV V VI VII VIII IX X XI X ll HO^ h C’ RM‘ Total

694 729 318 629 903 949 792 052 786 721 000 346 153 441 106 626

% del lotal .592 272 138 963 855 729 011 374 633 960 000 886 569 143 825 949

N" de proyectos

1.23 6.40 0.45 3.70 1.14 1.17 2,09 16.99 14.38 2.82 0.95 0.30 1.08 20.52 26.77 100.0

% del total

1 4 3 6 8 15 12 8 7 18 19 18 23 52 138 332

0.30 1.20 0.90 1.81 2.41 4.52 3.61 2.41 2.11 5,42 5.72 5.42 6.93 15.66 41.57 100.0

Fuente: Elaborado por el Banco Central de Chile a solicitud del autor. ^ Se refiere a inversiones que directa o indirectamente se radicaron en empresas que, si bien operan a lo largo del país, realizan la mayoría de sus operaciones en la Región Metropolitana. Por ejemplo bancos, compañías de seguro, etc. Se refiere a inversiones en empresas que operan a lo largo del país, cuyas ventas e ingresos se generan principalmente fuera de la Región Metropolitana. Ejemplo: exportadoras de frutas, conglomerados diversificados como Copec, fiap, Indus, etc. Región Metropolitana.

e l e q u i v a l e n t e a i t o t a l s e c t o r i a l f o r e s t a l m á s la

tr e s m a y o r e s c o n c e n tr a c io n e s d e m o g r á fic a s n a ­

in d u s tr ia d e l p a p e l.

c i o n a l e s . A u n a s í s ó l o r e ú n e n e l 2 .3 % e n t r e a m ­

S u m a d a s la s r e g i o n e s d e l B í o - B í o y la A r a u c a n ia

se

lle g a

a ca si u n

t e r c io d e

b as.

la i n v e r s i ó n

U n a n á lis is p o r a g r e g a d o s m a c r o r r e g io n a le s

n a c i o n a l v í a C a p í t u l o x i x y s e s u p e r a a la p r o p i a

c o n a fin id a d e c o n ó m ic a y c o n t ig ü id a d g e o g r á f i­

R e g ió n M e tr o p o lita n a .

c a , p e r m i t e c o n c l u i r q u e d e s d e la i a l a i v R e g i ó n

C a s o s i n t e r m e d i o s s o n la ii R e g i ó n ( A n t o f a -

se lo c a liz a u n

1 1 .7 8 %

d e lo s v a lo r e s in v e r t id o s

g a s t a ) y la i v R e g i ó n ( C o q u i m b o ) , a m b a s m i n e r a s ,

v í a C a p í t u l o XIX, c i f r a c o i n c i d e n t e c o n

que

s e c t o r i a l d e la m i n e r í a , q u e e s l a a c t i v i d a d p r e f e ­

ab sorb en

un

to ta l s u p e r io r al

10%

d e la s

i n v e r s i o n e s v ía C a p ít u lo x i x e n e l p a ís . L a s o c h o r e g io n e s r e s ta n te s c a p ta n s ó lo a lr e ­

e l to ta l

r e n te e n e sta a g r u p a c ió n . L a s r e g io n e s v. M e tr o ­ p o lita n a y

V I,

q u e e n c o n j u n t o c o n f o r m a n la m a -

d e d o r d e l 10% d e l to ta l n a c io n a l. S i s e le s r e s ta

c r o r r e g ió n

c a p ita l,

e l a p o r t e d e la s r e g i o n e s v i i y x , d e r e l a t i v a i m ­

r e g i o n e s d e l á r e a f o r e s t a l ( d e la v ii a la x ) a b s o r ­

r e c ib e n

un

3 0 .1 6 % .

L as

p o r ta n c ia fo r e s ta l y a d e m á s p e s q u e r a e n e l ú ltim o

b e n e l 3 6 . 2 8 % , v a l o r s i m i l a r a l d e la s i l v i c u l t u r a

c a s o , s e t i e n e q u e la s s e i s r e g i o n e s q u e q u e d a n

e i n d u s t r i a s a f í n e s . P o r ú l t i m o , la s r e g i o n e s x i y

(i, 111, v , v i , XI y x i i ) s ó l o c a p t a n e l 5 . 2 4 % d e i t o t a l .

XII s ó l o c a p t a n e n c o n j u n t o e l 1 .2 5 % .

L la m a n la a t e n c i ó n la s c a p t a c io n e s p a r t ic u ­

D e b e te n e r s e p r e s e n te q u e e sta s p r o p o r c io ­

l a r m e n t e b a ja s d e la s r e g io n e s v y v i (V a lp a r a ís o

n e s n o c o n te m p la n e l im p o r ta n te q u in to n a c io n a l

y O ’H i g g i n s , r e s p e c t i v a m e n t e ) . A m b a s t i e n e n a l t a

d e o r ie n ta c ió n r e g io n a l n o e s p e c ific a d a (H 1 e n

i m p o r t a n c i a e n la f r u t i c u l t u r a y m i n e r í a d e e x ­

e l c u a d r o 6 ). L o s a n t e c e d e n t e s d e la s e m p r e s a s

p o r t a c i ó n , s i e n d o la p r i m e r a a d e m á s e l p r i n c i p a l

a g r u p a d a s e n e s ta c a t e g o r ía p e r m it e n e s tim a r c o ­

f r e n t e p o r t u a r i o d e l p a í s y t e n i e n d o u n a d e la s

m o m u y p r o b a b le q u e e l 2 0 % q u e le s c o r r e s p o n d e

CONVERSION DE LA DEUDA Y CONVERSION TERRITORIAL / A.Daher

129

v a y a a i n c r e m e n t a r lo s p o r c e n t a j e s d e la s r e g i o n e s

s i o n e s v ía C a p ít u lo x i x s e o b s e r v a u n a f u e r t e d e s ­

f o r e s t a l e s , e n p r i m e r l u g a r , y t a m b i é n d e la s r e ­

c o n c e n t r a c i ó n h a c i a la s r e g i o n e s e n d e t r i m e n t o

g io n e s a g r o e x p o r ta d o r a s , a p e sa r d e q u e e n e ste

d e l p o lo m e tr o p o lita n o , y u n a m a r c a d a h e t e r o ­

c a s o la s i n v e r s i o n e s s u e l e n s e r d e m u c h o m e n o r

g e n e i d a d e n t r e la s o t r a s r e g i o n e s d e l p a í s . A m b o s

c u a n tía .

f e n ó m e n o s e s t á n v i n c u l a d o s a la e s p e c ia l i z a c ió n

L a c o n c l u s i ó n g e n e r a l e s d o b le : e n la s i n v e r ­

s e c to r ia l d e d ic h a s in v e r s io n e s .

III Análisis de las inversiones efectuadas mediante la conversión de la deuda y en virtud del estatuto regular (Decreto Ley 6 0 0 ) C a b e p r e g u n t a r s e s i la e s p e c i a l i z a c i ó n d e s c r i t a e n

p o r s e c to r e s s e r á m u y in t e r e s a n t e y ú til p a r a e l

la s e c c i ó n a n t e r i o r e s e x c l u s i v a d e l a i n v e r s i ó n

e v e n t u a l a ju s te d e la s n o r m a s p e r t in e n t e s .

e x te r n a q u e lle g a p o r e l c a p ítu lo x ix o c o r r e s ­

C o m o s e a p r e c i a e n e l c u a d r o 7 , la i n v e r s i ó n

p o n d e a la c o n d u c t a g e n e r a l d e l c a p it a l e x t r a n ­

e x t e r n a d e c li n a f u e r t e m e n t e a l c o m i e n z o d e lo s

j e r o . E n o tr a s p a la b r a s ¿ h a y p r e f e r e n c ia s s e c to ­

a ñ o s o c h e n t a c o m o c o n s e c u e n c i a d e la c r i s i s . E l

r ia le s d is t in t a s e n la s i n v e r s io n e s f o r á n e a s s e g ú n

año

c u á l s e a e l e s t a t u t o l e g a l q u e la s a c o g e ?

d e l c u a l la t e n d e n c i a s e r e v i e r t e , i n c r e m e n t á n d o ­

L a p r e g u n t a e s p e r t i n e n t e p o r q u e s i la s c a ­

1 9 8 5 m a r c a u n p u n t o d e q u ie b r e a p a r tir

s e la i n v e r s i ó n p o r a m b a s v í a s . L a c o r r e s p o n d i e n ­

XIX m u e s t r a p o r c e n t a j e s s i m i l a r e s

p it a liz a c io n e s v ía c o n v e r s ió n d e la d e u d a (C a p í­

te a l C a p ítu lo

t u l o x i x ) n o v a n a lo s m is m o s s e c t o r e s q u e la s q u e

e n t r e 1 9 8 6 y 1 9 8 9 , q u e f lu c t ú a n e n t r e 5 3 .8 %

in g r e s a n a m p a r a d a s p o r e l e sta tu to g e n e r a l (D e ­

5 8 .8 % d e l t o t a l d e 5 0 6 4 m i l l o n e s d e d ó l a r e s i n ­

c r e t o L e y 6 0 0 ) , s u s d e s t in o s y e f e c t o s t e r r ito r ia le s

g r e s a d o s e n tr e 1 9 8 5 y 1 9 8 9 . S ie n d o e s ta p a r tic i­

s e r á n ta m b ié n d ife r e n te s .

p a c ió n c o n s id e r a b le , e s im p o r ta n te h a c e r h in c a ­

L a p r e g u n t a e s p e r t in e n t e a s im is m o , p o r q u e

y

p ié e n s u e s t a b ilid a d r e la tiv a .

a l C a p í t u l o XIX s e l e s u e l e o b j e t a r q u e l a s i n v e r ­

E n e l p e r ío d o 1 9 8 2 - 1 9 8 9 tr e s s e c to r e s c a p ta n

s i o n e s q u e a t r a e p u e d e n s e r s u s t i t u t i v a s d e la s

m á s d e l 9 5 % d e l t o t a l d e la s i n v e r s io n e s v ía D e ­

in v e r s io n e s e x t e r n a s q u e s e h a c e n e n v ir tu d d e l

c r e t o L e y 6 0 0 ( c u a d r o 8 ). S o b r e s a le e n p r im e r

D e c r e t o L e y 6 0 0 , e n l u g a r d e a d ic io n a le s a e lla .

l u g a r la m i n e r í a , c o n m á s d e l 4 0 % , a p e s a r d e s u

A u n q u e e l p u n t o s e h a p la n te a d o s ó lo e n té r m i­

ta sa d e m a te r ia liz a c ió n r e la t iv a m e n t e b a ja . E n s e ­

n o s c u a n t it a t iv o s y g lo b a l e s , c o n o c e r la r e s p u e s t a

g u n d o lu g a r s e h a lla e l s e c to r s e r v ic io s , c o n u n

Cuadro 7 CHILE: INVERSION EX'ERANJERA MATERIALIZADA EN 1982-1989 (Jaulones de dólares de cada año)

D.L. 600 Cap. X I X Total

1982

1983

1984

1985

1986

1987

1988

1989«

Total

384 384

183 183

160 160

138

184 214 398

497 707 1 204

787 886 1 673

667 952 1 619

3 000 2 791 5 791

170

Fuente: Departamento de Estudios, Sociedad de Fomento Fabril. “ Cifras hasta el 31 de octubre, provisorias. ^ Sólo segundo semestre: se inicia en Julio.

REVISTA DE LA CEPAL N“ 43 ! Abril de 1991

130

Cuadro 8 CHILE: DISTRIBUCION SECTORIAL DE LA INVERSION EXTRANJERA VIA D.L, 600, 1982-1989 Sector

1982

1985

1989“

Total 1982-1989

Servicios Industria Minería Agricultura Silvicultura Pesca Otros* Total Millones de dólares

.50.8 21.3 18.5 1.8

23.9 18.1 39.8 17.4

14.4 11.7 72.6 0.9

30.0 23.7 41,9 1.9 0.1 1.1 1.3 100.0 3 000

_ _

3.9 3.7 WO.O 384



0.7 —

100.0 138

0.0 0.4 100.0 667

Fuente: Departamento de Estudios. Sociedad de Fomento Fabril. ^

Hasta el 31 de octubre. Cifras provisorias. Construcción, transporte.

Cuadro 9 CHILE: DISTRIBUCION SECTORIAL DE LA INVERSION EXTRANJERA ACUMULADA ENTRE 1985 Y 1989, VIA DECRETO LEY 600 Y CAPITULO XIX {Millones de dólares) Sectores Servicios Industria Minería Agricultura Forestal Pesca (4tros Total

D.L. 600 “ 660 479 1 082 35 —

5 12 2 273

Cap, XIX ^

Total

% del total

619' 1 162 344 285 343 128 188 3 069

1 279 1 641 1 426 320 343 133 200 3 342

23.9 30.7 26.7 6,0 6.4 2.5 3.7 100.0

Fuente; Decreto Ley 600: Departamento de Estudios. Sociedad de Fomento Fabril. Capítulo xix: Banco Central de Chile. ^ Decreto Ley 600: enero de 1985 al 31 de octubre de 1989, ^ Capítulo xix; julio de 1985 al 31 de diciembre de 1989. ^ Sector financiero, seguros y servidos a las empresas (317.5 millones de dólares); servicios sociales, comunales y personales (90.8 millones de dólares) comercio (210.5 millones de dólares), Construcción, luz, agua, etc.; transporte y comunicaciones.

a l t o 3 0 % , y a c o n t i n u a c i ó n la i n d u s t r i a , c o n c e r c a

d e l 1 5 % e n 1 9 8 9 . E s t a t e n d e n c i a e s a n á l o g a a la

d e l 2 4 % . E l r e s to d e lo s s e c to r e s a p e n a s s u m a n

r e g is t r a d a p o r e l m i s m o s e c t o r e n la s i n v e r s io n e s

a lg o m á s d e l 4% .

v ía C a p ít u lo x i x ( c u a d r o 4 ) .

S o r p r e n d e e l e s c a s o 3 .1 % d e l a a g r i c u l t u r a ,

L a in d u s t r ia , e n c a m b io , c o n t r a r i a m e n t e a lo

s ilv ic u ltu r a y p e s c a e n su c o n j u n t o , a u n c u a n d o

o b s e r v a d o e n la c o n v e r s i ó n d e la d e u d a ( d o n d e

s o n s e c t o r e s m u y d i n á m i c o s y l í d e r e s e n la s e x ­

m á s q u e d u p lic a su p a r tic ip a c ió n , a lc a n z a n d o e l

p o r ta c io n e s .

p r im e r lu g a r s e c to r ia l), p r e s e n t a u n a t e n d e n c ia

Si

s e c o m p a r a la d i s t r i b u c i ó n s e c t o r i a l e n l o sa la b a j a e n l a s i n v e r s i o n e s e n v i r t u d d e l D e c r e t o

d i s t i n t o s a ñ o s , e s n o t o r i a la f u e r t e c a íd a d e lo s

L ey 6 0 0 , d is m in u y e n d o e n

1 9 8 9 c a s i a la m it a d

s e r v ic io s , d e s d e m á s d e la m it a d e n 1 9 8 2 a m e n o s

d e l p o r c e n ta je q u e e x h ib ía e n 1 9 8 2 , E s ta c o n d u c -

CONVERSION DE LA DEUDA Y CONVERSION TERRITORIAL ! A.Daher

131

ta i n v e r s a m e n t e p r o p o r c io n a l p o d r ía in d ic a r q u e ,

q u e e l C a p í t u l o x i x p o r s í s o l o r e g i o n a l i z a m á s la

p a r a e s t e s e c t o r , la s i n v e r s i o n e s v í a C a p í t u l o x i x

in v e r s ió n q u e e l D e c r e t o L e y 6 0 0 , e n p a r tic u la r

h a n s u s titu id o in v e r s io n e s a m p a r a d a s p o r e l e s ­

p o r la m a y o r p r e s e n c ia r e la t iv a d e lo s s e r v ic io s

ta tu to g e n e r a l.

e n e s te ú ltim o .

S i m i l a r c o n c l u s i ó n p u e d e f o r m u l a r s e p a r a la a g r ic u ltu r a , c u y a p a r tic ip a c ió n c r e c e f u e r t e m e n ­ te el a ñ o 1 9 8 5 (m á s d e l 17% ) p a r a c a e r a m e n o s d e l 1% e n 1 9 8 9 . E l s e c t o r p e s q u e r o t i e n e n u e v a ­ m e n t e u n a e v o lu c ió n a tip ic a . T an

e lo c u e n te c o m o

la n u l a p r e s e n c i a d e l

Con todo, entre 1985 y 1989 casi 700 millones de dólares anuales en promedio se destinaron fuera de la metrópoli, sólo por concepto de in­ versión externa. Ésta cifra supera con mucho, por cierto, a la del Fondo Nacional de Desarrollo Regional.

s e c t o r s ilv íc o la e n la s in v e r s io n e s v ía D e c r e t o L e y

E l c u a d r o 1 0 p e r m it e o b t e n e r c o n c lu s io n e s

6 0 0 e s la a l t a y c r e c i e n t e c i f r a d e la m i n e r í a . A q u í

i m p o r t a n t e s r e l a t i v a s a la a d i c i o n a l i d a d e n t r e l o s

u n a v e z m á s p a r e c ie r a o p e r a r la s u s t it u c ió n d e

in s t r u m e n t o s d e in v e r s ió n .

in v e r s io n e s e n t r e a m b a s n o r m a tiv a s . E n e f e c t o , s e r e c o r d a r á q u e e l s e c t o r f o r e s t a l e s d e a lta s ig ­ n if ic a c ió n e n e l C a p ít u lo x ix , m ie n tr a s q u e e l m i­ n e r o c a p ta u n p o r c e n ta je m e n o r , a u n q u e c r e ­ c ie n t e , e n d ic h o in s t r u m e n t o d e c o n v e r s ió n . D e s d e e l p u n t o d e v ista te r r ito r ia l ( e f e c t u a n ­

Cuadro 10 CHILE; ESPECIALIZACION SECTORIAL RELATIVA DE LAS INVERSIONES VIA DECRETO LEY 600 Y VIA CAPÍTULO XIX, 1985-1989 Sectores

D.L. 600

Cap. XIX

Total

48.4 70.8 24.1 89.1 100.0 96.2 94.0 57.5

100.0 100.0 100.0 100,0 100.0 100.0 100.0 ÍOO.O

d o ig u a l c á lc u lo a l r e a liz a d o r e s p e c t o d e l C a p ítu lo x ix ), e l D e c r e t o L e y 6 0 0 p r e s e n t a t a m b ié n u n a e v o lu c ió n c r e c ie n te m e n te d e sc o n c e n tr a d o r a . E n 1 9 8 2 , m e n o s d e l 4 0 % d e la i n v e r s i ó n d i r e c t a s e h a c e f u e r a d e l c e n t r o m e t r o p o l i t a n o . E n 1 9 8 5 la s i t u a c i ó n s e i n v i e r t e , p u e s la s r e g i o n e s c a p t a n c a s i u n 7 0 % , y fin a lm e n te , e n

1989, ab sorb en m ás

d e l 8 0 % . E n e s ta s c ifr a s e l s e c to r m in e r o d e s e m ­ p e ñ a u n p a p e l d e c is iv o .

Servidos Industria Minería Agricultura Forestal Pesca Otros Total

51.6 29.2 75.9 10.9 3.8 6.0 42.5

Fuente: Cuadro 9.

E l c u a d r o 9 m u e str a el c o m p o r ta m ie n to se c ­ t o r ia l d e la in v e r s ió n e x t r a n j e r a a c u m u la d a e n t r e 1 9 8 5 y 1 9 8 9 , y p e r m it e u n a n á lis is c o m p a r a d o

L a m in e r ía e s e l ú n ic o s e c to r n ítid a m e n te

( s e c t o r i a l y t e r r i t o r i a l ) e n t r e la s i n v e r s i o n e s v ía

p r e p o n d e r a n t e e n la s i n v e r s io n e s v ía D e c r e t o L e y

C a p í t u l o XIX y v í a D e c r e t o L e y 6 0 0 p a r a t o d o e l

6 0 0 . E n c a m b io , la s i n v e r s io n e s v ía C a p ít u lo x i x

p e r ío d o e n q u e a m b o s m e c a n is m o s c o e x is te n .

c u b r e n el 100% e n e l c a so d e l se c to r fo r e s ta l y

P u e d e o b s e r v a r s e e n e l c u a d r o 9 q u e tr e s

e x h ib e n p o r c e n ta je s m u y a lto s e n p e s c a , a g r ic u l­

s e c t o r e s (in d u s t r ia , m in e r ía y s e r v ic io s ) c o n c e n ­

tu r a , in d u s tr ia y o tr o s . E n s e r v ic io s s e o b s e r v a

t r a n m á s d e l 8 0 % d e la i n v e r s ió n e x t r a n j e r a e n

c ie r ta p a r id a d e n t r e a m b o s m e c a n is m o s , lo q u e

e l q u in q u e n io . D e b e r e s a lta r s e e l lid e r a z g o d e l

e s u n h e c h o in t e r e s a n t e d a d a la p a r t ic u la r id a d

s e c t o r i n d u s t r i a l e n e l c o n j u n t o d e la s a c t i v i d a d e s

d e l se c to r .

e c o n ó m ic a s . I g u a lm e n t e se c o n f ir m a , p e s e a lo s

E sta e s p e c ia liz a c ió n s e c to r ia l e s p o r c ie r t o u n

e s f u e r z o s d i v e r s i f í c a d o r e s , l a i m p o r t a n c i a d e la

a n t e c e d e n t e r e l e v a n t e t a n t o p a r a la p r o y e c c ió n

m in e r ía , q u e d e s t a c a e n s e g u n d o lu g a r . A u n q u e

t e n d e n c i a l d e la s i n v e r s io n e s e x t r a n j e r a s c o m o

lo s s e c t o r e s n e o e x p o r t a d o r e s (a g r íc o la , fo r e s t a l y

p a r a e l a j u s t e d e la s n o r m a s l e g a l e s p e r t in e n t e s .

p e s q u e r o ) s ó lo c a p ta n e n to ta l m e n o s d e l 15% ,

V a r ia d a s c r ític a s h a m e r e c i d o e l C a p ít u lo x i x

n o d e b e o l v i d a r s e q u e b u e n a p a r t e d e la c i f r a

e n e l á m b ito n a c io n a l. U n a r e c ie n t e m o d if ic a c ió n

in d u s t r ia l e s tá a s o c ia d a a e llo s .

a c o g e la s m á s i m p o r t a n t e s , p e r o s u c o n s e r v a c i ó n lo s

r a tific a s u v a lid e z c o m o in s t r u m e n t o d e c o n v e r ­

c in c o a ñ o s v a a la s r e g i o n e s e n u n p o r c e n t a j e d e

s i ó n d e la d e u d a p o r c a p i t a l e x t e r n o . L a s m o d i ­

6 0 a 6 6 % , s e g ú n s e a s ig n e e sa o r ie n t a c ió n g e o ­

fic a c io n e s , e n t o d o c a s o , n o r e s u lta r á n in d if e r e n ­

g r á f ic a a l 6 0 u 8 0 % d e la i n d u s t r ia . E s e v i d e n t e

te s e n t é r m in o s te r r ito r ia le s .

L a in v e r s ió n

e x tr a n je r a a c u m u la d a e n

132

REVISTA DE LA CEPAL N“ 43 / Abril de 1991

IV Conclusion C o m o c o n c lu s i ó n g e n e r a l , c a b e d e c ir q u e la c o n ­

p r o c e s o g lo b a l c o n s t it u y e s in d u d a u n q u ie b r e

v e r s i ó n d e la d e u d a h a s i g n i f i c a d o u n a v e r d a d e r a

s ig n if ic a t iv o e n la s t e n d e n c i a s t r a d i c i o n a l e s . D e

c o n v e r s i ó n t e r r i t o r i a l - A u n e n la h i p ó t e s i s d e n u l a

hecho,

i n v e r s i ó n n u e v a , l a c o n v e r s i ó n d e la d e u d a c o n ­

e n c u e n t r a n e n l a t r a n s f o r m a c i ó n g e n e r a l d e la

lle v a u n a f u e r t e r e a s ig n a d ó n s e c to r ia l y r e g io n a l

e c o n o m í a c h i l e n a . P e r o l a d e u d a ( q u e la u r g i ó

d e lo s r e c u r s o s .

im p e r io s a m e n te ) y s u u lte r io r c o n v e r s ió n c o n ­

A vadas

p esar d e e n tr e

la s g r a n d e s d i f e r e n c ia s o b s e r ­

la s d is t in ta s

r e g io n e s d e l p a ís, e l

la s

ca u sa s

ú ltim a s

de

e ste

c a m b io

se

tr ib u y e r o n a l a ju s te q u e d e t o n ó e s ta r e v o lu c ió n r e g io n a l.

Bibliografía Bulow, Jeremy y Kenneth Rogoff{1988): The buyback boon­ doggle: comments and discussion, William C, Brainard y George L. Perry (comps.), Brookings Papers on Economic Activity, N“ 2, Washington, D.C., The Brookings Insti­ tution. GET (Centro de las Naciones Unidas sobre las Empresas Transnacionales) (1988); Las empresas transnacionales en el desarrollo mundial: tendencias y perspectivas (s r/GTc/89), Nueva York. Publicación de las Naciones Unidas, N” de venta: S.88.ll,A,7. Daher, A. (1989); Ajuste económico y ajuste territorial en Chile, ponencia presentada al seminario internacional sobre las Consecuencias Regionales de la Reestructura­ ción de los Mercados Mundiales, Buenos Aires, Centro de Estudios Urbanos y Regionales (GKUR), Fundación F. Ebert. El Mercurio (1990); El Mercurio,Sección Bl, 3 de febrero, Santiago de Chile.. Elortegui, C. (1988): Endeudamiento externo y conversión de deu­ da en la economía chilena, Valparaíso, Chile, Ediciones Universitarias de Valparaíso. Errázuriz, E. (1987): Capitalización de la deuda externa y desna­ cionalización de la economía chilena, Documento de trabajo, N" 57, Santiago de Chile, Academia de Humanismo Cristiano, Programa de Economía del Trabajo (i’Er), agosto. Ffrench-Davis, R. (1989a): El conflicto entre la deuda y el creci­ miento en Chile: tendencias y perspectivas. Colección Estu­ dios CIEPLAN, N" 26, Santiago de Chile, Corporación de Investigaciones Económicas para Latinoamérica (CiEplan), junio. (1989b): Debt-equity swaps in Chile, Notas Técnicas CIEPIAN, N" 129, Santiago de Chile, cieplan, mayo. Fontaine, J. A. (1988); Los mecanismos de conversión de deu­ da en Chile, Estudios Públicos, N“ 30, Santiago de Chile, Centro de Estudios Públicos (CEP), segundo trimestre, Garcés, F, (1987): Comentarios sobre conversiones de deuda externa de Chile, Boletín Mensual, N" 710, voi, 60, San­ tiago de Chile, Banco Central de Chile, abril. GEMINES (Gestión de Empresas, Inversiones y Estudios)

(1987): de la coyuntura económica. Informe Gémines, N" 84, Santiago de Chile, septiembre. Hilton, A. (1987): Debt-equity swaps. Costs, benefits and prospects. Financial Times Business Information, Lon­ dres. Lahera, E. (1987); La conversión de la deuda externa vista desde América Latina, Revista de la cepal, N" 32 (i ,c /g.1473), Santiago de Chile, agosto. Latinfínance (1989): Latinfinance, N“ 8, Euromoney Publica­ tion. Massad,C, (1986); El alivio del peso déla deuda: experiencia histórica y necesidad presente. Revista de la cepal, N" 30 (LC/g.1441), Santiago de Chile, diciembre. Montoya, I. (1988): Disposiciones sobre conversión de deuda externa en Chile. Principales características y resultados, ponencia presentada en la xxv Reunión Anual de Téc­ nicos de Bancos Centrales del Continente Americano, Washington, D.C. Nair, G, y M. Frazies (1987): Conversión deuda-participación y privatización. Perspectivas Económicas, N" 60, Washing­ ton, D.C., Agencia de Informaciones de los Estados Uni­ dos (USIA). Reveco, J.M. (1988): Deuda externa y capitalización: análisis de la normativa de conversión. Documento de trabajo, N” 15, V anexo, Santiago de Chile, Programa Regional de Investigaciones Económicas y Sociales del Cono Sur (PRIES-Cono Sur). Roberts, D. y E. Remolona (1987): Debt-swaps: a technique in developing finance. Finance for Developing Countries, Nueva York, Grupo de los Treinta. Rubin S. (1987): Guide to debt-equity swaps. The Economist, Special Report, N" 1104, Londres, The Economist Pu­ blications, septiembre. Spieles, W. (1987): Indebtedness. Debt-equity swaps and the heavily indebted countries. Intereconomics, vol, 22, N" 3, Hamburgo, República Federal de Alemania, Verlag Weltarchiv GmbH, mayo-junio. Unidad Conjunta cei’AL-cet sobre Empresas Transnaciona­ les (1989): Debt-equity conversion program: guidelines for debtors, Santiago de Chile, documento de trabajo.

REVISTA DE LA CEPAL N” 43

E1 Estado y la pobreza en Costa Rica M a rvin Taylor-Dormond La filosofía del libre mercado está ejerciendo una fuer­ te influencia en el diseño de la política y la estrategia económicas de los países latinoamericanos, lo que pue­ de inducir a menoscabar la acción del Estado en favor de los grupos marginados, al confiarse equivocada­ mente a la mano invisible del mercado la tarea redis­ tributiva, Sin embargo, la noción de eficiencia económica excluye preocupaciones distributivas, de modo que es compatible con extrema desigualdad e injusticia, lo que justifica la acción estatal en esta materia. En la marcha hacia un uso más generalizado del mercado, la función del Estado en la reasignación del producto es vital, ya que el mercado es incapaz de atender las necesidades de los grupos marginados, por la simple razón de que éstos no poseen los votos necesarios para participar en la subasta mercantil. En el presente artículo se intenta contribuir al acer­ vo de conocimiento sobre el papel del Estado en ma­ teria de transferencias y atención a los pobres en Costa Rica. Se analiza el efecto directo del subsidio público provisto a través de ios programas de salud, educación, vivienda, alimentación, seguridad social, y agua y al­ cantarillado, sobre la incidencia e intensidad de la po­ breza en Costa Rica. Los resultados de la investigación muestran que la acción del Estado costarricense en este campo es significativa. El subsidio público social reduce la pobreza total de un 26% a un 10%, y hace que la brecha de pobreza global se contraiga en más de dos terceras partes. Con fundamento en esta evi­ dencia, es posible sostener que la provisión estatal de servicios básicos a la población no sólo ha permitido combatir el flagelo de la pobreza en el país sino que, además, es un elemento fundamental de la estabilidad social y el ejercicio de la democracia en Costa Rica.

’ Jefe de Estudios y Políticas del Banco Centroamericano de Integración Económica de Tegucigalpa, Honduras. El autor agradece los comentarios y sugerencias de A. Maslove, Juan Diego Trejos, W.I. Gillespie y A.R.). Ritter, así como el valioso apoyo de Pablo Sauman y Adrián Rodríguez en la preparación de versiones preliminares. Agradece igual­ mente a las señoras Teresa de Baca y Milenia de Quinonez por su empeño en el procesamiento final del manuscrito.

Introducción La fu erza co n q u e la filo so fía d e l lib re m er ca d o está in flu y e n d o e n el d ise ñ o d e la p o lítica e c o n ó ­ m ica d e los p aíses la tin o a m e ric a n o s p u e d e in d u ­ cir a m en o sca b a r la a cció n d e l E sta d o e n fa v o r d e los g ru p o s m a rg in a d o s, al co n fia r se e q u iv o ­ ca d a m en te a la m a n o in v isib le d e l m e r c a d o la tarea red istrib u tiva d e la m a n o visible d e l E stad o. A l re sp ec to , e n u n in fo r m e r e c ie n te d e l B a n ­ co M u n dial, j u n to co n so ste n e r q u e la p o b reza co n tin ú a sie n d o el m a y o r d e sa fío para la p olítica d e d esa rro llo se a rg u m en ta q u e la p o lítica fiscal es esen cia l p ara en fr e n ta r la ta rea d e co m b a tir la p o b reza y q u e el g a sto p ú b lico b ien d ise ñ a d o p u e d e m ejorar el a cceso d e los p o b r es a lo s se r­ vicios b ásicos p ara su ex iste n c ia e im p u lsa r el d esa rro llo d e lo s recu rso s h u m a n o s {B a n co M u n ­ d ial, 1 9 89, p. vi). M ás a ú n , en su ú lt im o /n /o m e sobre el desarrollo m u n d ia l el B a n co re a firm a esta p o sició n y la e x p lo r a co n m a y o r p r o fu n d id a d (B a n co M u n d ia l, 1 9 9 0 , p. 3). D e d ic a d o al tem a d e la p ob reza, el in fo r m e señ a la q u e p ara c o m ­ batirla co n é x ito es n ece sa r io atacarla d e s d e d o s fren tes, q u e se r e fu e r z a n m u tu a m en te: el fo m e n ­ to d e iniciativas q u e p r o m u e v a n el u so p r o d u c tiv o d e la m a n o d e ob ra d e los p ob res; y la p ro v isió n a este se g m e n to m a rg in a d o d e la p o b la c ió n d e servicios b ásicos, e n esp ecia l d e e d u c a c ió n , salu d y n u trició n . A sim ism o , e l B a n co a r g u m e n ta q u e u n e n fo q u e g lob al d el p ro b lem a d e la p o b r eza re q u iere u n p ro g ra m a b ien c o n c e b id o d e tra n s­ feren cia d e in g re so s así c o m o sistem a s d e s e g u ­ ridad social q u e c o m p le m e n te n las iniciativas en los d o s fre n tes señ a la d o s. A sí, co n tra r io al a b a n ­ d o n o d el e sfu e r z o estatal e n la sa tisfa cció n d e las n ece sid a d e s d e los g ru p o s m a rg in a d o s, re c o n o c e q u e éste es u n c a m p o e n e l cu al el se cto r p ú b lic o d e b e d e se m p e ñ a r u n p a p e l d in á m ico . Por o tro la d o , d e sd e el p u n to d e vista c o n ­ cep tu a l, la in tra n sferib le resp o n sa b ilid a d d e l E s­ ta d o e n la red istrib u ció n d e l p r o d u c to , es u n a m ateria cla ra m en te esta b lecid a e n la teo ría d e la e c o n o m ía pública. P ied ra a n g u la r e n este tem a es el clásico trabajo d e M u sg ra v e, q u ie n fu n d a ­ m en ta la fu n c ió n red istrib u tiv a d e l E stad o, se ñ a ­ la n d o q u e a m e n o s q u e el p a tr ó n d istrib u tiv o sea a cep ta d o c o m o ju s to (lejos d e ser el caso e n A m é ­ rica L atina), la d e m a n d a efe ctiv a re su lta n te d el m erca d o n o p u e d e a cep ta rse c o m o g u ía p ara el u so e fic ie n te d e los recu rso s (M u sg ra v e, 1 9 6 8 , p. 18). S o b re este m ism o p u n to , P reb isch se ñ a ló

REVISTA DE LA CEP AL N“ 43 / Abnl de 1991

134

q u e , n o o b sta n te la efic ien cia e c o n ó m ic a d el m er­ ca d o , su d e fic ie n c ia rad ica e n q u e la d em a n d a se g e n e r a e n u n a d istrib u ció n d ad a d e l in g re so , la cu a l está vin cu la d a a u n a estru ctu ra social e s p e ­ cífica, q u e es a lta m e n te d esig u a l y e x c lu y e a u na p arte c o n sid e r a b le d e la p o b la ció n d e los b e n e ­ ficios d e l d esa r ro llo . D e lo a n te rio r se d e d u c e q u e si b ien las ley es c o n d u c e n a so lu c io n e s racio­ n ales, los b e n e fic io s d e estas so lu cio n e s se res­ trin g en a u n p e q u e ñ o g r u p o p riv ileg ia d o y d ifí­ c ilm e n te so n racio n a les para la co lectiv id a d (P reb isch , 1981, p. 16).

n ecesa rio s para p articip ar e n la su basta m er ca n ­ til. A la lu z d e esta co n tro v ersia , e n el p r e se n te a rtícu lo se in ten ta co n trib u ir al a cerv o d e c o n o ­ cim ien to s so b re el p a p e l d e l E stad o e n m ateria d e tra n sferen cia s y a ten ció n a lo s p o b r es en C osta Rica. P a rtien d o d e l m arco m e to d o ló g ic o u tiliza d o en los estu d io s so b re el tem a rea liza d o s e n p a íses e n d esa rro llo (Selow sky, 1979; M eerm a n , 19 7 9 ), en el artícu lo se a n alizan los e fe c to s d e l su b sid io p ú b lico c o n c e d id o m e d ia n te lo s p ro g ra m a s so ­ ciales, e n la in cid en cia e in te n sid a d d e la p o b reza en C osta Rica. Los tem a s tratados se h an d iv id id o e n cu a tro seccio n es. En la p rim era , se p resen ta n las b ases m e to d o ló g ica s d e l estu d io ; en la s e g u n d a se e x a ­ m ina la d im e n sió n e in te n sid a d d e la p o b reza m ed id a s a n tes d e lo s b e n e fic io s d e los p ro g ra m a s sociales. En la tercera secció n se an aliza la m a g ­ n itu d y co m p o sició n d e l su b sid io p ú b lic o e n los p rog ra m a s sociales y su d istrib u ció n e n tr e los p o ­ bres y lo s n o p ob res. E n la cu arta secció n se p r o ­ p o rcio n a n las estim a c io n e s d e la p o b reza in clu id o el su b sid io . Las c o n c lu sio n e s d e l trabajo se re su ­ m en en la ú ltim a secció n .

E n sín tesis es a b su rd o n e g a r las b o n d a d e s d el m er ca d o en c u a n to a efic ien cia e n la a sig n a ció n d e los recu rsos. Sin em b a rg o , la n o ció n d e e fi­ cien cia e c o n ó m ic a es a m oral y e x c lu y e las p r e o ­ c u p a c io n e s d istrib u tivas, d e m o d o q u e es c o m p a ­ tible co n u n a e x tr e m a d esig u a ld a d e injusticia social. En c o n se c u e n c ia , en la m arch a hacia u n u so m ás g e n e r a liz a d o d e l m er ca d o , la fu n ció n d el E stad o e n la rea sig n a ció n d el p r o d u c to es vital, ya q u e el m e r c a d o es in cap az d e a ten d e r las n e c e sid a d e s d e los g ru p o s m a rg in a d o s, p o r la sim p le razón d e q u e ésto s n o p o se e n los votos

I El marco metodológico l . E l concepto de ingreso y las líneas de pobreza

U tiliz a n d o c o m o r e fe r e n c ia el in g r e so recib id o p o r las fam ilias, se co n stru y e e n este artícu lo un p erfil d e la p o b reza a b solu ta para el a ñ o 1983. C on este fin , p a r tie n d o d e la in fo r m a c ió n re co ­ p ila d a m e d ia n te u n trabajo m u estral e fe c tu a d o e n 1984 p o r el In stitu to d e In v estig a c io n e s en C ien cia s E c o n ó m ica s d e la U n iv ersid a d d e C osta Rica, se d e fin ie r o n d o s categ o ría s d e in g reso : a) el in g r e so an tes d e los b e n e fic io s d eriv a d o s d el g a sto p ú b lic o , y b) el in g r e so d e sp u é s d e esto s b e n e fic io s. La p rim era ca te g o ría c o m p r e n d e salarios m e n su a le s, b e n e fic io s (b alan ce d e activid ad es p erso n a le s), in g r e so s d e cap ital (in ter eses, d iv i­ d e n d o s , ren tas d e p r o p ie d a d e s, in c lu id o el in g r e ­

so estim a d o p o r vivir e n casa p ro p ia ), valor d e los in g reso s q u e re p r esen ta la p r o d u c c ió n d e sti­ n a d a al a u to c o n su m o , p e n sio n e s d el sistem a d e contribuyentes,^ in ca p a cid a d es (a sig n a cio n es d e d in e r o d u r a n te las a u sen cia s te m p o r a le s d el tra­ bajo d eb id o a e n fe r m e d a d ), tra n sfe re n c ia s n o r e ­ g u la res (p rem io s d e lo tería , reg a lo s, p ólizas d e se g u r o s, h eren cia s), e in g r e so s p r o v e n ie n te s d e otras fu e n te s (ayud a d e fam iliares, p o r eje m p lo ).

^ Este es un sistema regular de pensiones en el cual los trabajadores contribuyen o pagan sistemáticamente para re­ cibir una pensión cuando se retiran. Las personas mayores que no están cubiertas por este sistema pueden solicitar una pensión al sistema de no contribuyentes, el cual está finan­ ciado por el Estado. Por su naturaleza, las pensiones de este último sistema se incluyen como parte de los programas de asistencia del Estado,

EL ESTADO Y LA POBREZA EN COSTA RICA / M.Taylor-Dormond

C o n esta d e fin ic ió n se trata d e cu b rir to d o s los in g r e so s p r o d u c id o s p o r el esfu e r z o co lectiv o d e los m iem b r o s d e la fam ilia, y se e x c lu y e tod a a sisten cia p o r p arte d el E stado. La se g u n d a categ o ría d e in g re so in clu y e el valor d e los b e n e fic io s d eriv a d o s d e l gasto p ú b lico en las áreas so ciales. E v id e n te m e n te , co n esta se­ g u n d a d e fin ic ió n se g e n e r a u n in g re so m ayor, o p o r lo m e n o s ig u a l, q u e el o b te n id o co n la p ri­ m era. A u n q u e el in g r e so p or a d u lto eq u iv a len te es p r o b a b le m e n te el in d ica d o r d e re fere n c ia m ás e fic ie n te para m e d ir la p ob reza (T rejos, 1983, p p . 6 1 -6 2 ), d e b id o al tip o d e las lim ita cio n es d e esta variable, co r r e c ta m e n te señ alad as p o r M o­ h án , es r e c o m e n d a b le a d o p ta r el in g re so fam iliar p er cáp ita (M oh án , 1984, p. 5). A sí, co n tra rres­ ta n d o este p r o m e d io p er cáp ita con u n a lín ea d e p o b reza ta m b ién e sp e cific a d a p er cáp ita, las fa ­ m ilias se cla sifica ro n e n p o b res y n o p ob res. Para esta b lecer la lín ea d e p ob reza absoluta se u tilizó el e stu d io d e M ata y M u rillo sob re la can asta b ásica d e a lim e n to s e n C osta Rica, d e fi­ n id a c o m o “la ca n tid a d d e alim en to s co n su m id o s p or u n h o m b r e a d u lto costarricen se (m ayor d e 25 a ñ os, d e 65 k g d e p eso , su jeto a u n a actividad m o d e r a d a ), d e m o d o q u e su m e 2 9 0 0 calorías p o r d ía ” (M ata y M u rillo, 1980). El co sto d e la can asta básica se ca lcu ló utili­ za n d o los p recios d e los a lim e n to s o b te n id o s p or la D ire cc ió n G e n e ra l d e E stadística y C en so s d e C osta R ica para la co n stru cció n d el ín d ice d e p re­ cios al c o n su m id o r . E sto d io c o m o resu lta d o la estim a c ió n d e d o s lín eas d e p obreza; la p rim era, es la “lín ea d e e x tr em a p o b r eza ”, d e fin id a co m o el valor p er cáp ita d e la can asta básica fam iliar; la s e g u n d a lín ea estim a d a es la “lín ea d e p o b reza b ásica”. U b ica d a e n cim a d el p u n to d e co rte a n ­ terior, esta lín ea tom a e n co n sid er a ció n re n g lo ­ n e s n o alim en ticio s. D e a c u e r d o co n estas d o s d e fin ic io n e s, las fam ilias se clasificaron en: a) extrem a d a m en te pobres si su in g r e so p er cáp ita es m en o r q u e el costo m e n su a l p er cáp ita d e la canasta fam iliar básica ( l p e ) ; b) bá sica m en te pobres SI su in g re so p er cápita es ig u a l o m ayor q u e la l p e p e r o m en o r q u e el co sto p er cáp ita d e la “can asta d e n ece sid a d e s b ásicas” ( l p b ) ; y c) no pobres si su in g re so es igual o m a y o r q u e la l p b . Se estim a r o n las lín ea s d e p ob reza absoluta p ara las zo n a s u rb an a y rural d e C osta Rica. Para

135

la zo n a u rb an a se o b tu v o u n a lín ea d e p o b reza básica d e 1 5 1 8 co lo n e s y u n a lín ea d e p o b reza ex trem a d e 9 6 4 co lo n es; p ara la zo n a rural los valores resp ectiv o s fu e r o n d e 1 2 6 0 y 8 0 0 c o lo ­ nes. Por ú ltim o , se h an d ise ñ a d o varios ín d ices co n el p ro p ó sito d e m e d ir la in te n sid a d d e la pobreza.'^ El a d o p ta d o e n este artícu lo es la b re­ cha d e p ob reza, d e fin id a c o m o “la d ife r e n c ia e n ­ tre el in g re so d e la u n id a d fam iliar d e q u e se trate y el in g re so q u e se req u eriría p ara llevar a esa u n id a d hasta u n a lín ea d e p o b reza d e fin id a ” (B eck erm a n , 19 8 5 , p. 7). U n a ven taja d e las e s ­ tim a cio n es d e la b rech a d e p o b reza es q u e to m a n en cu en ta tan to el n ú m e r o d e fam ilias p o b res co m o la in ten sid a d d e su p o b reza. 2.

L o s efectos red istrib u tivo s del gasto p ú b lico

E n este artícu lo se utiliza la n o c ió n d e su b sid io em p lea d a p o r Selow sk y. S e g ú n este a u to r la p r o ­ visión d e u n b ien o serv icio in v o lu cra u n su b sid io sie m p re y cu a n d o el co sto d e l p r o d u c to sea m ayor q ue los gastos d irecto s e n q u e haya in cu rr id o la p o b la ció n q u e los recib e (Selow sky, 1 9 7 9 , p p . 1012). A sim ism o , se e m p le a n aq uí los re su lta d o s y p ro ce d im ien to s m eto d o ló g ic o s d e u n e s tu d io so ­ b re el gasto p ú b lico social e n C osta R ica, d e sa ­ rro lla d o e n el In stitu to d e In v estig a c io n e s en C ien cias E co n ó m ica s d e la U n iv e r sid a d d e C osta Rica, e n co n ju n to co n o tro s colegas.^ El secto r p ú b lico es cap az d e g e n e r a r su b si­ d io s m ed ia n te tres m eca n ism o s: a) el g a sto p ú ­ blico, b) las em p re sa s p úb licas y c) el co n tro l d e p recios. La m ayoría d e los casos a n a liza d o s en este trabajo c o r r e sp o n d e n a serv icio s su b sid ia d o s p o r m ed io d e l gasto p ú b lico . E ste tip o d e su b si­ d io s se p ro v ee n a través d e l p r e s u p u e sto d e l g o ­ b iern o , y su e fe c to red istrib u tiv o p u e d e a n aliza r­ se a la lu z d e tres e n fo q u e s a ltern a tiv o s (cepa l .

^ Para una exposición de mediciones alternativas puede consultarse Kakwani, 1980, cap. 15, * Dicho estudio fue parte de una investigación acerca del efecto redistributivo del gasto público social en cinco países latinoamericanos, efectuado con el finandamiento del BlD y la coordinación del Programa de Estudios Conjuntos de Integración Económica Latinoamericana (eciel). El Ins­ tituto de Investigaciones en Ciencias Económicas ha produ­ cido varios documentos de trabajo sobre el tema.

REVISTA DE LA CEPAL N" 43 / Abnl de 1991

136

1 9 8 1 , p. 2). E1 p rim er o , se basa e n la ev a lu a ció n d e l in g r e so g e n e r a d o p o r los fa cto res d e p r o d u c ­ ció n d e los b ie n e s y servicios p ro p o rcio n a d o s p o r el g o b ie r n o . El s e g u n d o e n fo q u e analiza el e fe c to d e las activ id a d es d e l se cto r p ú b lico e n la estr u c­ tura d e p r o d u c c ió n y e n la a sig n a ció n d e recu rso s y, p o ste r io r m e n te , el im p a cto d e esta tra n sfo r­ m a ció n so b re el in g r e so re cib id o p o r los factores d e p r o d u c c ió n . El ter cer e n fo q u e se cen tra en los b e n e fic io s d ire cto s p r o p o r c io n a d o s a a q u ello s q u e re cib e n los b ien es y servicios p úb licos. A sí, c o n el o b je to d e ev a lu a r el e fe c to red istrib u tiv o d e e sto s b e n e fic io s d e b e cu a n tifica rse su valor e n té r m in o s d e in g r e so . E n re la c ió n co n e s te ú ltim o e n fo q u e , u n m o ­ d o d e estim a r lo s b e n e fic io s es r e c u r r ie n d o a la valo ra ció n q u e les d é la u n id a d fam iliar. Sin e m ­ b a rg o , los p ro b lem a s d e m e d ic ió n q u e este m é ­ to d o d e “b e n e fic io r e c ib id o ” acarrea so n d ifíciles, p o r lo q u e c o n fr e c u e n c ia se re cu rr e al m é to d o su g e r id o p o r el e n f o q u e “c o sto in cu rr id o a favor d e ” (G illesp ie, 1980, p. 68). E n e s te a rtícu lo se c o n sid er a n lo s e fe c to s re d istr ib u tiv o s d ir e c to s d e l g a sto p ú b lico , d e m a n e r a q u e se e m p le a el e n fo q u e d e l b e n e fic io d ire cto , y se p r o c e d e a cu a n tifíca rlo vía p r e su ­ p u e sto , es d ecir, a b a se d e l e n fo q u e “co sto in c u ­ rrid o e n fa v o r d e ”. D e n tr o d e este co n te x to , el g a sto p ú b lic o se se p a r ó e n las categ o ría s d e c o n ­ su m o , ga sto s d e cap ital y tra n sferen cia s. El tra­ ta m ie n to d a d o a esto s ru b ros para p ro p ó sito s d is­ trib u tivos se en m a rc a d e n tr o d e la teo ría y la p ráctica c o n v e n c io n a le s d e las fin an zas públicas.^ 3.

L a selección de p r o b a m o s púb lico s y la estim a ció n d e l subsidio

L os p ro g ra m a s p ú b lico s aq u í a n alizad o s son los d e e d u c a c ió n , sa lu d , se g u r id a d social, n u trició n , v iv ie n d a y a b a ste cim ie n to d e a gu a y d e p u r a c ió n d e a g u a s n eg ra s. L os p ro g ra m a s d e ed u ca ció n ab arcan la e n se ñ a n z a p rep a ra to ria , prim aria y se cu n d a ria y la e d u c a c ió n su p e rio r . T a m b ié n se c o n sid e r a n la ed u c a c ió n para a d u lto s, la ed u c a ­ ció n e sp e cia l (im p e d id o s), la cap acitación técn ica y la e d u c a c ió n p o stse cu n d a ria . En cu a n to al su b ­ sid io c o r r e sp o n d ie n te a esto s p rogram a s, con si-

^ Para una discusión más detallada de estos aspectos véase Taylor, 1986, cap. i.

d e r a n d o q u e e n el caso d e la e d u c a c ió n los b e ­ n eficia rio s n o está n o b lig a d o s a e fe c tu a r u n p a g o d irecto p ara te n e r d e r e c h o al serv icio , e l m o n to d el su b sid io es ig u a l al g a sto e n q u e in cu rr e el E stad o al ed u ca r a lo s ciu d a d a n o s. La c u a n tific a ció n d e e s te su b sid io se h iz o u ti­ liza n d o el p r e su p u e sto d e las d iv ersa s in stitu c io ­ n es n a cio n a les re la cio n a d a s co n la e d u c a c ió n , lo cu al se c o m p le m e n tó c o n estim a c io n e s d e lo s g a s­ tos d e cap ital, q u e c o m p r e n d e n la d e p r e c ia c ió n d e los activos, y d e la g a n a n cia d e esta in v er sió n en su m ejo r alternativa. C o n el fin d e estim a r el su b sid io e n sa lu d , el p ro g ra m a se d iv id ió e n d o s clases: a) m ed icin a cu rativa y b) m ed icin a p rev en tiv a . A su vez, la m ed icin a cu rativa c o m p r e n d e lo s serv icio s d e h o sp ita liza ció n y d e co n su lta e x te r n a , m ien tr a s q u e la m ed icin a p rev en tiv a in clu y e la p r e v e n c ió n d irecta y la m ed icin a p rev e n tiv a g en er a l. El m é to d o d e estim a c ió n a p lica d o e n este ca­ so es b á sica m en te el m ism o u tiliza d o e n e l ca so d e la e d u ca ció n . A q u í ta m p o co e x iste u n p a g o d ire cto p o r el servicio, d e m a n era q u e el su b sid io es eq u iv a len te al g a sto total d e l E sta d o e n esto s p ro g ra m a s. Los d a to s para estim a r el su b sid io se o b tu ­ v ie ro n d el p r e s u p u e sto d e la Caja C o sta rricen se d e l S e g u r o S ocial (ccss) y d e la liq u id a c ió n fin a l d el p r e su p u e sto d e l M in isterio d e S a lu d . A sim is­ m o , el su b sid io d eriv a d o d el u so d e los activos se ca lcu ló estim a n d o el co sto d e o p o r tu n id a d d e la in v ersió n . En cu a n to a los p ro g ra m a s d e se g u r id a d so ­ cial, co n p ro p ó sito s an a lítico s se d iv id ie r o n en tres g ru p o s; a) lo s sistem as d e p e n sio n e s, in c lu i­ d o s los p la n es d e co n trib u c io n es al ig u a l q u e los q u e n o o p e r a n p o r este m ed io ; b) las a sig n a cio n e s en efe ctiv o , lo s su b sid io s al d e s e m p le o y otras tra n sferen cia s sim ilares, y c) e l b ien esta r social, q u e in clu y e los p ro g ra m a s d e b ien esta r in fa n til al igu al q u e los p ro g ra m a s p ara los im p e d id o s y para los an cia n o s. A l estim a r el su b sid io e n esto s tres ca m p o s se c o m p u tó ú n ic a m e n te el m o n to d e las tra n sferen cia s. Los c o m p o n e n te s d e l cap ital n o se tu v iero n en cu en ta , ya q u e co n stitu ía n u n p o rcen ta je in sig n ifica n te d el su b sid io g lo b a l. En los p ro g ra m a s d e n u tric ió n , p ara estim a r el su b sid io se d e fin ie r o n tres tip o s d e “p ro d u c to s fin a les” : a) el serv icio d e co m id a s (esco la r p r in ­ cip a lm e n te), b) las a sig n a cio n e s d e a lim e n to s, y c) o tro s p ro g ra m a s.

EL ESTADO Y LA POBREZA EN COSTA RICA / M.Taylor-Dormond

La e stim a c ió n d e l ga sto co r rien te en p r o g r a ­ m as d e n u tric ió n se b asó e n la liq u id a ció n final d e l p r e s u p u e sto d e las in stitu cio n e s q u e ejecu ta n d ic h o s p ro g ra m a s. Para valorar el costo d e l ca ­ pital se u tilizó u n in v en ta r io físico d e los cen tro s ed u c a tiv o s y el in v en ta r io d e activos d e otras in s­ titu cio n e s q u e p articip an en los p ro g ra m a s d e n u tric ió n . P ara estim ar e l su b sid io h ab itacion a l se o p tó p o r u n m é to d o d ife r e n te al a p lica d o en los casos a n te rio r es. E n este caso los su b sid ios se clasifica­ ron e n d o s categorías: a) d irectos, y b) im p lícitos e n las c o n d ic io n e s fin an cieras. Los su b sid io s d i­ rectos so n los o to r g a d o s a través d e la p resta ció n d e serv icio s g ra tu ito s, v iv ien d a s gratu itas o tran s­ fe r e n c ia s d e fo n d o s para p ro p ó sito s habitacionaies. E ste tip o d e p ro g ra m a s lo llevan a cabo el In stitu to M ixto d e A y u d a S ocial ( i m a s ) y el In s­ titu to N a cio n a l d e V iv ie n d a y U rb an ism o . L os su b sid io s im p lícito s co n siste n e n la c o n ­ ce sió n d e c o n d ic io n e s fin a n ciera s favo ra b les en los p résta m o s h a b itacion ales. La im p o rta n cia d e este tip o d e su b sid io s rad ica e n q u e el sistem a b an cario e n C osta Rica está n a cio n a liza d o , p o r lo q u e la in flu e n c ia e c o n ó m ic a d e l secto r p ú b lico a través d e l sistem a fin a n c ie r o es d e vital im p o r ­ tancia.'’ E n lo q u e se r e fie r e al m é to d o d e estim a ció n , el su b sid io d ir e c to es igu al al ga sto e n q u e in cu rre el E stad o al p r o v e e r v ivien d as y al o to rg a r tran s­ fer en cia s p ara e se fin; el su b sid io im p lícito, p or su p arte, es el re su lta n te d e m u ltip licar la d ife ­ ren cia e n tr e la tasa d e in te ré s n o m in a l cargada

^ Este estudio se concentra en la cartera de vivienda del sistema bancario nacional. También se consideran otras ins­ tituciones públicas que otorgan préstamos para vivienda, in­ cluidos el Banco Popular de Desarrollo Comunal, la Caja Costarricense del Seguro Social (ccss) y el Instituto Nacional de Seguros.

137

a los d e u d o r e s y el co sto e fe c tiv o d e los fo n d o s, p o r el m o n to d e la ca rtera d e v iv ien d a d e los a creed o res. El ú ltim o g r u p o d e p ro g ra m a s c o n sid e r a d o c o r r e sp o n d e al a b a stecim ien to d e a g u a y d e p u ­ ración d e a g u a s n eg ra s. El m é to d o d e estim a c ió n d el su b sid io sig u e los m ism o s p rin cip io s a n tes señ a la d o s. A sí, los gastos co r rien te s y d e capital se estim a ro n u tiliza n d o la in fo r m a c ió n d e l In sti­ tu to N a cio n a l d e A cu ed u c to s y A lca n ta rilla d o s, y los reg istro s d e d iversas m u n icip a lid a d es e n ­ cargad as d e p ro p o r c io n a r esto s serv icio s a sus c o m u n id a d e s. C o m o e n e l caso d el a g u a y el a lca n ta rilla d o los b en eficia rio s realizan u n p a g o d ire cto p o r el servicio {en co n tra sté co n los o tro s casos aquí an alizad os), el su b sid io se e stim ó d e d u c ie n d o el m o n to d e d ich o s p a g o s d e los g a sto s c o r rien te s y d e capital. 4. L a d istñ b u c ió n d el subsidio El su b sid io q u e recib e u n h o g a r al c o n su m ir u n b ien o serv icio es eq u iv a len te al su b sid io p o r u n i­ dad m u ltip lica d o p o r el n ú m e r o d e u n id a d e s q u e se h an co n su m id o . Por c o n sig u ie n te , e n los casos e n q u e era p er tin e n te , se esp e c ific a r o n la u n id a d d e co n su m o y su c o r r e sp o n d ie n te su b sid io m e d io para cada p ro g ra m a . E n lo s casos e n q u e se e sp e c ific ó u n a u n id a d d e c o n su m o , la a sig n a ció n d e l su b sid io se o b tu v o al m u ltip licar el n ú m e r o d e u n id a d e s co n su m id a s p o r fam ilia p o r su re sp ec tiv o co sto u n ita rio . E sto o cu rrió en ed u ca ció n , sa lu d , p e n sio n e s, a lg u n o s p ro g ra m a s n u tricio n a les, a g u a y d e p u r a c ió n d e a g u a s n eg ra s. En o tro s casos, se a p lica ro n p r o ­ c e d im ie n to s a d hoc d e a sig n a ció n , b asad os e n las características d e los p ro g ra m a s (T a y lo r , 1 9 8 6 , cap. II).

REVISTA DE LA CEPAL N" 43 / Abril de 1991

138

II La dimensión y características de la pobreza antes de los beneficios de los programas sociales i . E l a lc a n ce de la po b reza absoluta

La p r o p o r c ió n d e fam ilias costarricen ses p ob res e n 1983 ascen d ía a 26% (cu ad ro 1). En g en era l, la in cid en cia d e la p ob reza es m ayor e n las áreas ru rales, d o n d e u n 34% d e las fam ilias se ubica p or d eb a jo d e la lín ea d e p ob reza ab solu ta, en co m p a ra c ió n co n u n 19% q u e se registra en las zon as u rb anas. La p o b reza básica es la fo rm a d e p ob reza lig e r a m e n te m ás im p o r ta n te. En efe c to , u n 53% d e las fam ilias p o b res está p or en cim a d e la lín ea d e p ob reza e x tr em a (la lín ea d e costo d e la ca­ nasta básica) p ero su in g re so n o les p erm ite sa­ tisfacer e n te r a m e n te sus n ece sid a d e s n o a lim e n ­ ticias.C on esto, la in cid en cia d e la p ob reza básica p ara el país e n su totalid ad es d el 14% m ien tras q u e la in cid en cia d e la p ob reza e x tr em a se estim a en u n 12%. P u e sto d e otra fo rm a , u n 14% d e las fam ilias d el país (o u n 53% d e las fam ilias p ob res) son in ca p a ces d e satisfacer p or c o m p le to sus n ece si­ d a d e s básicas co n el in g r e so q u e g en er a n , p ero al m e n o s c u e n ta n co n recu rsos para satisfacer

sus n ece sid a d e s d e a lim e n ta ció n . P or o tro la d o , u n 12% d e l total d e fam ilias (o u n 47% d e las fam ilias p ob res) n o c u en ta ni siq u iera c o n re c u r ­ sos para a d q u irir la can asta básica. C u a n d o se ex a m in a n las zo n a s u rb a n a y rural p o r sep a ra d o , la p o b reza básica a ú n m u e str a m a ­ yor in cid en cia q u e la p o b reza ex tr em a . S in e m ­ b argo, la in cid en cia d e am bas fo rm a s d e p ob reza es sistem á tica m en te m a y o r en las áreas ru rales q u e en las ciu d a d e s, lo q u e q u e d a re a firm a d o p o r el p a tró n d e d istrib u ció n d e las fam ilias p o ­ bres: u n 60% d e ellas se en c u e n tr a e ñ las zo n a s rurales y tan só lo u n 40% e n las ciu d a d e s. Si se co m p a ra n los n iv ele s d e in g r e so , las fa ­ m ilias p o b res o b tie n e n u n in g r e so m e d io total d e 4 8 5 0 co lo n e s p o r m es (a p r o x im a d a m e n te 105 d ó la res) e n co n tra p o sició n co n el d e 17 0 2 7 c o ­ lo n es (a p r o x im a d a m en te 3 7 0 d ó la res) d e las fa ­ m ilias n o p o b res (cu a d ro 2). En otras palabras, el in g re so d e las fa m ilia s n o p o b res es, e n p r o ­ m ed io , m ás d e tres veces su p e r io r al d e las fa m i­ lias p o b res. Esta d isp a rid a d es u n p o c o m a y o r en las ciu d a d e s (cu atro a u n o ) q u e en las zo n a s ru ­ rales (m en o s d e tres v eces).

Cuadro 1 ESTIMACIONES DE LA POBREZA ABSOLUTA“ POR NIVEL DE POBREZA Y REGION {Porcentaje^ País

Indicador

Urbana

Rural

Proporción de familias pobres

25.7

(lOO.Ofc)

19.0

(100.0%)

33,5

(100.0%)

Pobreza básica Pobreza extrema

13.7 12.Ü

53.3 46.7

10,6 8,4

55.8 44.2

17,5 16,0

52.2 47.8

Distribución regional de las familias Todas las familias Todos los pobres Pobreza básica Pobreza extrema

lOÜ.O 100.0 100.0 100.0

.54,5 40.2 42.1 38.0

45,5 59.8 57.9 62.0

No pobres

100,0

69.5

40.5

Antes de la concesión de los subsidios en programas sociales.

EL ESTADO Y LA POBREZA EN COSTA RICA / M.Taylor-Dormond

139

Cuadro 2 INGRESO MENSUAL TOTAL Y PER CAPITA DE LAS FAMILIAS “ POR NIVEL DE POBREZA Y REGION (Co/oní’i)

Grupo de ingreso Ingreso mensual total de la familia Todos los pobres Pobreza básica Pobreza extrema No pobres Ingreso mensual per cápita por familia Todos los pobres Pobreza básica Pobreza extrema No pobres

País

Urbana

Rural

14 029

17 623

9 724

4 6 3 17

5 6 2 20

8.50 258 239 027

165 894 970 538

'4 639 5 796 3 404 12 322

3 743

4 871

3 393

875 1 147 565 4 736

962 1 272 569 5 785

817 1 056 562 3 198

Antes de la concesión de los subsidios en programas sociales

E n g e n e r a l, el in g re so es m ás alto e n las zonas u rb a n a s q u e e n las ru rales, c o n la e x c e p c ió n d el in g r e so total d e las fam ilias en situ ació n d e e x ­ tre m a p o b reza. P or tip o s d e p o b reza , las fam ilias q u e a fr o n ­ tan la p o b reza básica o b tie n e n u n in g re so m e n ­ su al m e d io d e 6 2 5 8 c o lo n e s (a p r o x im a d a m en te 135 d ó la re s), m ien tr a s q u e las q u e se e n cu en tra n e n situ a ció n d e p o b reza e x tr em a só lo g a n a n en p r o m e d io 3 2 3 9 co lo n e s (a p r o x im a d a m en te 7 0 d ó la re s) al m es. Las fu e r te s d isp a r id a d e s ex iste n te s en las z o ­ nas u rb an as se reflejan e n u n in g re so d e las fa ­ m ilias e n situ a ció n d e e x tr em a p ob reza d e só lo 2 9 7 0 c o lo n e s (64 d ó la re s al m es), esto es, m en o s d e l 15% d e l in g r e so g e n e r a d o p or las fam ilias u rb an as n o p o b res. D a d o q u e las fam ilias p ob res tie n d e n a ser m ás g ra n d es q u e las fam ilias n o p o b r es, la d ife r e n c ia d e in g re so en tr e los p o b res y los n o p o b res a u m e n ta aú n m ás c u a n d o se c o m ­ p aran los n iv ele s d e in g re so fam iliar p er cápita. E n e fe c to , el in g r e so m e d io p er cáp ita d e las fa ­ m ilias p o b res a sc ie n d e a 8 7 5 co lo n e s al m es (a p ro ­ x im a d a m e n te 19 d ó la res) m ien tras q u e el d e las fa m ilias n o p o b r es es eq u iv a len te a 4 7 3 6 co lo n e s (1 0 3 d ó la res). La d e sig u a ld a d ta n to u rb an a co m o rural ta m b ién se acen tú a . El in g re so p er cáp ita d e las fam ilias u rb an as n o p o b res es seis veces m ayor q u e e l o b te n id o p or las fam ilias p o b res, m ien tra s q u e el d e las fam ilias ru rales n o p ob res es casi cu a tro v eces su p e r io r al d e las fam ilias p ob res.

C on re sp ec to a las b rech as d e p o b reza , la d ife r e n c ia d e in g r e so to ta l m en su a l p o r fam ilia a scien d e a 3 3 3 2 co lo n e s (72 d ó la res) (cu a d ro 3). En las zo n a s u rb anas la d ife r e n c ia es su p e r io r al p r o m e d io (3 9 4 4 co lo n e s), m ien tra s q u e e n las áreas rurales a scien d e a 2 921 co lo n e s. La m ism a relación se p resen ta e n las estim a c io n e s p e r cá ­ pita. H ip o tética m en te, para elim in a r d e l to d o la b rech a d e p ob reza m ed ia n te la re d istr ib u c ió n d el in g re so , se req u eriría q u e las fam ilias n o p o b res tran sfirieran u n 7% d e su in g re so a las fam ilias p obres. C o n sid e ra n d o ú n ic a m e n te las ciu d a d e s, la tra n sferen cia re q u er id a sería d e l 5% , én ta n to q u e en las zon as ru rales éste alcan zaría h asta un

12% . Los resu lta d o s refleja d o s p o r la b rech a d e p o b reza r e fu e rza n las o b ser v a cio n es b asadas en el re c u e n to d e las fam ilias e n situ a ció n d e e x tr e ­ m a p ob reza. N o só lo es m a y o r la in cid en cia d e la p ob reza e n las áreas ru rales, sin o ta m b ién su in ten sid a d , m ed id a e n d éficit d e in g re so . A l o b servar se p a r a d a m e n te las b rech a s p or tip os d e p o b reza , se ap recia cu á n g ra v e es la si­ tu ación d e las fam ilias e x tr e m a d a m e n te p o b res. Para el país e n su co n ju n to , la b rech a d e e x tr e m a p o b reza p o r fam ilia es ig u a l a 4 9 0 8 c o lo n e s, en co n tra ste co n la d e 1 9 5 4 c o lo n e s c o r r e s p o n d ie n ­ te a las fam ilias e n situ a ció n d e p o b reza básica. Para su p rim ir la b rech a d e p o b reza e x tr e m a se requ eriría u n a tra n sferen cia d e los n o p o b res eq u iv a len te a u n 5% d e su in g r e so y para lograr

REVISTA DE LA CEPAL N“ 43 / Abùl de 1991

140

Cuadro 3 BRECHA DE POBREZA^ POR TIPO DE BRECHA Y REGION {Colones corrientes y porcentajes) País

Urbana

Rural

Brecha de pobreza global al mes Promedio por familia Promedio per cápita Global (millones de colones)“ Global/Ingreso de los no pobres (%)

3 332.0 498.0 439.2 6.7

3 944,0 356.0 208.9 4.5

2 921.0 443,0 230.3 12.1

Brecha de pobreza básica al mes Promedio por familia Promedio per cápita Global (millones de colones) Global/Ingreso de los no pobres (%)

1 934.0 220.0 137.4 2.1

2 214.0 247.0 65.6 1.4

1 764.0 204.0 71.8 3.8

4 908.0 800.0 301.8 4,6

6 138.0 949.0 143,3 3,1

4 156.0 698.0 158.5 8.3

Tipo de brecha

Brecha de pobreza extrema al mes^ Promedio por familia Promedio per cápita Global (millones de colones) ^ Global/Ingreso de los no pobres (%)

Antes de la concesión de los subsidios en programas sociales. Promedio por familia multiplicado por el número de familias en situación de pobreza, por nivel. Estimado con respecto a la línea de pobreza básica (línea que separa los pobres de los no pobres).

lo m ism o re sp ec to d e la b rech a d e p ob reza básica la tra n sfe re n c ia re q u er id a sería d e só lo 3%. V a le la p e n a señ a la r u n asp ecto im p o rta n te re la c io n a d o co n los n iv eles d e p ob reza. Se reco r­ d ará q u e el r e c u e n to d e fam ilias m ostró q u e la m ayoría d e los p o b res se en c u e n tr a n e n situ ación d e p o b reza básica. Sin em b a rg o , d e a cu er d o con la b rec h a d e p ob reza , la in ten sid a d d e la p o b reza su fr id a p or los e x tr e m a d a m e n te p o b res es m ás d e l d o b le d e la e x p e r im e n ta d a p or los q u e se

en cu en tra n e n situ a ció n d e p o b reza básica. Para los efe c to s d e la p o lítica social esta in fo r m a c ió n , es d e gran im p o rta n cia . C o m o se d e s p r e n d e d e las cifras d e la b rech a d e p o b r eza g lo b a l, re d u cir (o su p rim ir) la p o b reza e x tr e m a es a lta m e n te c o s­ to so (en térm in o s ec o n ó m ic o s), p e r o es claro q u e el g ra d o d e p o b reza su fr id o p o r los e x tr e m a d a ­ m e n te p o b res es tan in te n so q u e d e sc u id a r esta área p u e d e p o n e r e n p elig r o la esta b ilid a d d el país.

III Magnitud, composición y distribución del subsidio público en programas sociales 1.

L a m a g n itu d y com posición del subsidio p ú b lic o

El su b sid io glo b a l e n 1983 se calcu la e n 19 512 m illo n e s d e c o lo n e s, m o n to eq u iv a len te a u n 16%

d el p ro d u c to in te rn o b ru to d e l país e n el m ism o a ñ o . M ás d e d o s terceras p a rtes d e esta cifra g lo ­ bal co r r e sp o n d e n al su b sid io o to r g a d o e n e d u ­ cación (39% ) y e n cu id a d o d e la sa lu d (38% ), d o s áreas p rioritarias d e la p olítica social e n C osta

EL ESTADO Y LA POBREZA EN COSTA RICA / M.Taylor-Dormond

141

Cuadro 4 SUBSIDIO PUBLICO Y SU COMPOSICION POR PROGRAMAS Y REGION, 1983 ij^ülones de colones y porcentajes) Categoría del programa Total Educación Salud Alimentos y nutrición

Millones de colones País

Urbano

19 512 7 .565

11 493 4 916

7 386 1 039

3 421 384

463

Vivienda

1 262

243 1 133

Agua y depuración aguas negras

1 797

1 396

Seguridad social

Composición por programa

Rural

País

Urbano

8 019 2 .649

100.0 38.8

100.0 42.8

100.0 33.0

3 965 655 220

37.9 5.3 2.4

29.8 3.3 2.1

49.5

129

6,4

9.9

8.2 2,7 1.6

401

9.2

12.1

5.0

Rural

Composición por región País

Urbano

Rural

100.0 100.0 100.0 100.0

58.9 65.0 46.3 37.0

41.1 35.0

100,0 100.0

52.5 89.8

100.0

77.7

53.7 63.0 47.5 10.2 22.1

Fuente: Instituto de Investigaciones en Ciencias Económicas, Universidad de Costa Rica.

R ica. L e s ig u e n e n o r d e n d e im p o rta n cia los subd e en se ñ a n za secu n d a ria co n stitu y e u n a e x c e p ­ sid io s o to r g a d o s e n el su m in istr o d e a g u a y d e ­ ció n ya q u e m u c h o s d e esto s c o le g io s (co leg io s p u r a ció n d e a g u as n eg ra s y e n v iv ien d a , e n ta n to d e ed u ca ció n agrícola) están u b ica d o s e n á reas q u e u n 5% c o r r e sp o n d e a a lim e n ta ció n y n u tri­ rurales. ció n y ú n ic a m e n te u n 2% al su b sid io e n p r o g r a ­ El su b sid io fam iliar e n los p ro g ra m a s d e sa­ m as d e se g u r id a d social (cu a d ro 4). lu d co n siste en u n 90% e n gastos e n m ed icin a Si se o b serv a la d istrib u ció n r e g io n a l d el su bcurativa, ­ p rin cip a lm en te h o sp ita liza ció n . M ás d e sid io glob al, tres q u in ta s p artes se asig n a n a las la m itad d e este su b sid io lo re cib e n las fam ilias c iu d a d e s y el resto a las áreas rurales. E n p ar­ ru rales, d e m a n era q u e si se co n sid er a q u e só lo ticu lar, los p ro g ra m a s d e salu d y d e alim en ta ció n u n 46% d e las fam ilias v iv e e n zo n a s ru ra les, el y n u tr ic ió n b e n e fic ia n e n su m ayor p a rte a las su b sid io p o r fa m ilia q u e éstas re cib e n tie n d e a zo n a s ru ra les. A la in versa, los p rogra m a s d e vi­ ser m a y o r q u e el d e las fa m ilia s u rb a n a s. v ie n d a y d e a g u a y d e p u r a c ió n d e agu as n eg ra s El su b sid io e n los p ro g ra m a s d e a lim e n ta ció n so n b á sica m en te u rb a n o s. E n el caso d e la e d u ­ y n u tric ió n se o to rg a p r in c ip a lm e n te e n la fo rm a ca c ió n , d o s terceras p artes d e l su b sid io se a sig n a n d e servicio d e co m id a s (72% ), e n su m a y o ría a a las zo n a s u rb a n a s, lo cu al se d e b e fu n d a m e n ­ las escu ela s p rim arias. A d e m á s, cerca d e d o s ter­ ta lm e n te a la e lev a d a p r o p o r c ió n d e recu rso s ceras p artes d e los recu rso s g a sta d o s e n esta á rea a sig n a d a a la ed u c a c ió n su p e r io r en d ich as áreas. se a sig n a n a las áreas ru rales. E n c u a n to a la c o m p o sic ió n d e los su b sid ios El su b sid io e n p ro g ra m a s d e se g u r id a d so ­ p ú b lic o s p o r p ro g ra m a (cu a d ro 5), e n el área d e cial, c o m o ya se m e n c io n ó , es el m ás p e q u e ñ o . la e d u c a c ió n casi u n 60% d e l su b sid io c o r r e sp o n ­ C o n siste p rin cip a lm en te e n las p e n sio n e s d e l r é ­ d e a la e d u c a c ió n p rim aria y se cu n d a ria m ien tra s g im e n n o co n trib u tiv o (60% ) y los p ro g ra m a s d e q u e u n a tercera p arte la ab so rb e la ed u ca ció n se g u r id a d social (37% ). La d istrib u ció n d e los su p e r io r . Las fam ilias ru rales se b en eficia n d e gastos e n e l área d e la se g u r id a d so cia l fa v o re ce m a n e r a im p o r ta n te d e l su b sid io o to r g a d o a la le v e m e n te a las fa m ilia s u rb an as, p ero la m ayor p arte d e las p e n sio n e s d el r é g im e n n o contrilDue d u c a c ió n p rim aria (58% ), p ero el su b sid io q u e tivo la recib en fa m ilia s ru rales. E sto tie n d e a c o n ­ se d a a la e d u c a c ió n secu n d a ria y su p e r io r b e n e ­ trarrestar la m e n o r co b ertu ra d e ios sistem a s c o n ­ ficia p r in c ip a lm e n te a las fam ilias u rb anas. A l trib utivos e n las zo n a s ru rales q u e e n las c iu d a d e s. r e sp e c to , d e b e te n e r se e n cu en ta q u e u n a gran p r o p o r c ió n d e las in stitu cio n e s d e en se ñ a n za se­ El su b sid io en v iv ien d a es p r e d o m in a n te ­ cu n d a r ia y to d a s las u n iv e rsid a d es están u bicadas m e n te fin a n cier o y u rb an o: el 96% p r o v ie n e d e las m e n o r e s tasas d e in te ré s ca rg a d a s p o r el sise n las c iu d a d e s. El caso d e las escu ela s técnicas

142

REVISTA DE LA CEPAL N" 43 / Abril de 1991

Cuadro 5 SUBSIDIO PUBLICO ANUAL POR PROGRAMAS Y REIJION {Millones de colones v porcentajes) Categoría del programa Total

País

%

Urbano

%

Rural

%

19 512

100.0

11 493

100.0

8 019

100.0

Educación Preescolar Primaria y especial Secundaria Académica Técnica Superior Capacitación profesional

7 565 333 2 580 1 853 1 263 590 2 534 265

100.0 4.4 34.1 24.5 16.7 7.8 33.5 3.5

4 916 221 1 077 1 209 949 260 2 301 108

100,0 4.5 21.9 24.6 19.3 5.3 46.8 2.2

2 649 114 1 491 644 315 329 244 156

100.0 4.3 56.3 24.3 11.9 12.4 9.2 5.9

Salud Curativa Consulta Hospitalización

7 387 6 588 2 231 4 3.57

100.0 89.2 30.2 59.0

3 421 3 072 1 067 2 005

100,0 89.8 31.2 58.6

3 965 3 517 1 166 2 351

100.0 88.7 29.4 59.3

798 606 192

10.8 8.2 2.6

349 281 68

10.2 8.2 2.0

448 325 123

11.3 8.2 3.1

1 039 747 231 61

100.0 71.9 22.2 5.9

243 266 88 30

100.0 69,4 22.3 7.8

220 482 143 30

100.0 73.6 21,8 4,6

277

59.9

172 14

37.2 2.9

128 9

52.7 3,7

44 5

20.0 2.3

Vivienda Subsidio (financiado) implícito Subsidio directo

1 262

100.0

1 396

100.0

401

100,0

1 215 47

96.3 3.7

1 099 34

97.0 3,0

117 12

90.7 9.3

Agua y depósito de aguas Agua Depuración de aguas negras

1 797 1 619 178

100.0 90.1 9.9

1 396 1 199 197

100.0 85.9 14.1

401 401 —

100.0 100.0 —

Preventiva Directa (ieneral Alimentación y nutrición Servicios de comidas Asignaciones de alimentos Otros Seguridad social Pensiones del régimen contributivo Seguridad social (niños y ancianos) Asistencia directa

Fuente; Instituto de Investigaciones en Ciencias Económicas, Universidad de Costa Rica.

te m a b a n c a r io n a c io n a l y o tr a s in s titu c io n e s p ú ­

2 . L a d istrib u ció n d el subsidio

b lic a s a lo s p r é s t a m o s h a b it a d o n a le s ; e l 9 0 % d e

p o r n iv e l de pobreza

e s t e s u b s i d i o b e n e f i c i a a la s f a m i l i a s u r b a n a s . E s c la r o q u e e s ta p o lít ic a d e s u b s id io s f in a n c ie r o s e s

U n a te r c e r a p a r te d e lo s s u b s id io s p ú b lic o s e n

p o s ib l e p o r la e x is t e n c i a d e u n s is t e m a b a n c a r io

p r o g r a m a s s o c ia le s b e n e f i c i a a la s f a m ilia s p o b r e s

n a c io n a liz a d o . P o r o tr a p a r te , n o d e b e s o r p r e n ­

( c u a d r o 6 ) . D a d o q u e la p r o p o r c i ó n d e f a m i l i a s

d e r q u e e s t e s u b s id io s e c o n c e n t r e e n la s z o n a s

p o b r e s e s d e u n 2 6 % , e l s u b s id io q u e r e c ib e n e n

u r b a n a s , y a q u e la s n e c e s i d a d e s i m p u e s t a s p o r e l

p r o m e d io e s s u p e r io r a l d e lo s n o p o b r e s . E n

p r o c e s o d e u r b a n i z a c i ó n a l i g u a l q u e la m a y o r

e f e c t o , e l s u b s i d i o i n c r e m e n t a e l i n g r e s o d e la s

c a p a c i d a d d e p a g o d e la s f a m i l i a s u r b a n a s , t i e n ­

f a m ilia s p o b r e s e n 4 1 8 7 c o lo n e s p o r m e s e n c o m ­

d e n a f o r z a r a la s in s t it u c io n e s f in a n c ie r a s a q u e

p a r a c ió n c o n 3 6 2 5 c o lo n e s o t o r g a d o s a io s n o

a s ig n e n m á s r e c u r s o s a la s c iu d a d e s .

p o b r e s . E l s u b s id io g lo b a l m e d io a l m e s s e e s tim a

V LA POBREZA EN COSTA RICA t MTaylor-Dormond

143

Cuadro 6 ASIGNACION DEL SUBSIDIO PUBLICO ANUAL ENTRE POBRES Y NO POBRES, POR PROGRAMAS (polonés y porcentajes) Programa y grupo de ingreso

Todos los programas Todos los pobres Pobreza básica Pobreza extrema No pobres

Subsidio total (millones) 19 6 3 2 13

%

Subsidio medio por familia beneficiada

512 253 293 960 259

100.0 32.0 16.9 15.1 68.0

43 596

E^ducación Todos los pobres Pobreza básica Pobreza extrema No pobres

7 565 2 100 1 213 887 5 465

100.0 27.8 16.0 11.8 72.2

26 832

Salud Todos los pobres Pobreza básica Pobreza extrema No pobres

7 386 2 764 1 352 1 412 4 622

100.0 37.4 18.3 19,1 62.6

16 404

Alimentación y nutrición I odos los pobres Pobreza básica Pobreza extrema No pobres

1 039 584 266 318 455

100.0 56.2 25.6 30.6 43.8

Seguridad social Todos los pobres Pobreza básica Pobreza extrema No pobres

463 305 115 190 158

100.0 65.9 24.8 41.1 34.1

Vivienda Todos los pobres Pobreza básica Pobreza extrema No pobres

1 262 144 144

100.0 11.4 11,4

1 118

88.6

32 8.32

Agua y depuración de aguas Lodos lo pobres Pobreza básica Pobreza extrema No pobres

I 797 356 203 153 1 441

100.0 19.8 11.3 8.5 80.2

5 256







50 220 50 940 41 924 —

26 664 22 212 27 816 —

29 868 24 216 14 124 4 3.56 —

6 756 4 956 3 288

32 956 28 416 28 416 —

— ■

4 236 4 560 5 544

Fuente: Instituto de Investigaciones en Ciencias Económicas, Universidad de Costa Rica.

e n 3 6 3 3 c o lo n e s , y e s e q u iv a le n te a m á s d e u n a

M á s d e u n a c u a r ta p a r te d e l s u b s id io e n e d u ­

c u a r t a p a r t e d e l i n g r e s o f a m ilia r m e d i o d e l p a ís ,

c a c ió n la r e c ib e n lo s p o b r e s , r e s u l t a n d o m á s f a ­

D e n t r o d e la s fa m ilia s p o b r e s , e l s u b s id io se

v o r e c id o s lo s q u e s e e n c u e n t r a n e n s it u a c ió n d e

d is tr ib u y e e n p r o p o r c io n e s m u y u n ifo r m e s : 53%

p o b r e z a b á s ic a . P o r n iv e le s e d u c a c io n a le s , s e h a

p a r a l a s f a m i l i a s e n s i t u a c i ó n d e p o b r e z a b á s ic a

e s t i m a d o q u e u n 4 2 % d e l o s b e n e f i c i a d o s e n la

y 4 7 % p a r a la s q u e v iv ía n e n c o n d ic io n e s d e p o ­

e d u c a c ió n s u p e r io r p r o v ie n e n d e lo s d o s d e c ile s

b r e z a e x tr e m a . É sta s p a r tic ip a c io n e s so n e q u iv a ­

d e f a m ilia s m á s a d in e r a d a s ; lo c o n t r a r io s e o b ­

l e n t e s a l a s p r o p o r c i o n e s e n q u e s e d i s t r i b u y e la

s e r v a e n la e d u c a c ió n p r im a r ia . E n la e d u c a c i ó n

p o b r e z a to ta l e n t r e b á s ic a y e x t r e m a d e m o d o

s e c u n d a r ia , lo s b e n e f ic ia r io s s e c o n c e n t r a n p r in ­

q u e e l s u b s id io p r o m e d i o p o r f a m ilia d e a m b o s

c ip a lm e n t e e n lo s g r u p o s d e d a s e m e d ia ( T r e j o s

e s tr a to s p r á c tic a m e n te n o d ifie r e .

y E liz a ld e , 1 9 8 5 , p . 3 8 ).

REVISTA DE LA CEPAL N" 43 / Abrìl de 1991

144

E1 p o r c e n t a j e d e l o s g a s t o s e n s a l u d a s i g n a d o

L o s s u b s id io s e n v iv ie n d a , a g u a y d e p u r a c ió n

a l o s p o b r e s (3 7 % ) s o b r e p a s a la p r o p o r c ió n e s t i­

d e a g u a s se s itú a n e n e l e x t r e m o o p u e s to . E sto s

m a d a d e fa m ilia s p o b r e s , d e m a n e r a q u e e l s u b ­

p r o g r a m a s se h a n d is e ñ a d o b á s ic a m e n t e p a r a lo s

s id io e n s a lu d p o r fa m ilia p o b r e b e n e f ic ia d a r e ­

n o p o b r e s . L a s fa m ilia s p o b r e s o b t i e n e n s ó lo u n

s u lta e n p r o m e d io a p r o x im a d a m e n t e 5 0 % m a y o r

11% d e l s u b s id io e n v iv ie n d a y u n 2 0 % d e l s u b ­

q u e e l d e lo s n o p o b r e s .

s id io e n a g u a y d e p u r a c ió n d e a g u a s . P e o r a ú n ,

L o s s u b s id io s e n a lim e n t a c ió n y n u t r ic ió n y

n a d a d e l p r im e r s u b s id io y s ó lo u n 9% d e l ú ltim o ,

e n s e g u r id a d so c ia l e s tá n p r in c ip a lm e n te o r ie n ­

lle g a a lo s q u e s e e n c u e n t r a n e n s it u a c ió n d e p o ­

t a d o s h a c ia la s f a m ilia s d e b a jo s in g r e s o s . A p r o ­

b reza e x tr e m a .

x im a d a m e n t e d o s te r c e r a s p a r te s d e lo s g a s to s

D e t o d o s lo s p r o g r a m a s s o c ia le s a q u í e x a m i­

e n e s t o s r u b r o s b e n e f i c i a n a la s f a m ilia s p o b r e s ,

n a d o s e l d e v iv ie n d a a c a r r e a e l m a y o r s u b s id io

y a c tú a n c o m o p r o g r a m a s d e a p o y o al in g r e s o .

p o r f a m ilia b e n e f ic ia d a , d e m a n e r a q u e e l t a ­

S in e m b a r g o , d e b e t o m a r s e e n c u e n t a q u e e s to s

m a ñ o r e la t iv a m e n t e p e q u e ñ o d e e s t e p r o g r a m a

p r o g r a m a s c o n s t i t u y e n la s m e n o r e s c a t e g o r ía s d e

se d e b e n a tu r a lm e n te a l e s c a s o n ú m e r o d e b e ­

s u b s id io s a q u í e x a m in a d a s .

n e fic ia r io s .

IV La dimensión y características de la pobreza después de los beneficios de los programas sociales \ . E l su bsidio p ú b lico y el ingreso

lo s m is m o s g r u p o s d e f i n i d o s e n la s it u a c i ó n a n ­ t e r i o r a l b e n e f i c i o , c o n e l f i n d e a s e g u r a r q u e la s

P a r a v a lo r a r c o r r e c t a m e n t e e l e f e c t o d e l s u b s id io e n e l in g r e s o d e b e u tiliz a r s e e l m is m o g r u p o d e

c o m p a r a c io n e s d e in g r e s o se h a g a n so b r e b a s e s ' c o m p a tib le s .

c o n tr o l a n te s y d e s p u é s d e l b e n e fic io . E n o tr a s

L as e s tim a c io n e s a sí o b te n id a s se p r e s e n ta n

p a la b r a s , d e s p u é s d e in c o r p o r a d o e l s u b s id io d e ­

e n lo s c u a d r o s 7 y 8 . C o n s i d e r a n d o e l p a ís e n s u

b e n o b t e n e r s e lo s n u e v o s n iv e le s d e in g r e s o d e

to ta lid a d , e l s u b s id io in c r e m e n t a e l in g r e s o fa m i-

Cuadro 7 INGRESO MENSUAL DE LOS POBRES URBANOS EN LA SITUACION DE PREBENEFICIO Y DE LOS NO POBRES CON Y SIN EL SUBSIDIO PUBLICO {Colones y porcentajes) Grupo de ingreso

Ingreso familiar total al mes Todos los pobres Pobreza básica Pobreza extrema No pobres Ingreso familiar per cápita al mes Todos los pobres Pobreza básica Pobreza extrema No pobres

Promedio sin subsidio

Ingreso con subsidio

Cambio absoluto

Porcentajes

23.6

17 623

21 789

4 166

5 165 6 894 2 970 20 538

9 11 7 24

4 4 4 4

516 299 253 661

351 405 283 123

84.2 63.9 144.2 20.1

4 871

5 092

1 031

21.2

962 1 272 569 5 785

1 865 2 118 1 544 6 847

903 846 975 1 062

93.9 66.5 171.4 18.4

EL ESTADO Y LA POBREZA EN COSTA RICA / M .Taylor-Domiotid

145

Cuadro 8 INGRESO MENSUAL DE LOS POBRES RURALES EN LA SITUACION DE PREBENEFICIO Y DE LOS NO POBRES CON Y SIN EL SUBSIDIO PUBLICO {Colones y porcentajes) Promedio sin subsidio

tirupo de ingreso

Ingreso total familiar al mes Lodos los pobres Pobreza básica Pobreza extrema No pobres Ingreso familiar per cápita al mes Todos los pobres Pobreza básica Pobreza extrema No pobres

Ingreso con subsidio

Cambio absoluto

Porcentajes

30.8

9 724

12 717

2 993

4 639 5 796 3 404 12 322

8 715 9 899 7 451 14 761

4 4 4 2

2 393 817 1 056 562 3 198

076 103 047 439

87.9 70.8 118.9 19.8

3 049

656

27.4

1 630 1 919 1 322 3 774

813 863 760 576

99.5 81.7 135,2 18.0

l ia r m e n s u a l t o t a l e n m á s d e u n a c u a r t a p a r t e

e n t r e lo s p o b r e s , lo s n o p o b r e s m u e s t r a n d e s i­

(3 6 3 3 c o lo n e s ) , d a n t o e n t é r m in o s a b s o lu t o s c o ­

g u a ld a d e s m u y fu e r te s . D e e sto se d e s p r e n d e q u e

m o r e la tiv o s lo s p o b r e s s o n e l g r u p o m u c h i) m á s

e n la a s i g n a c i ó n g l o b a l d e l o s g a s t o s e n p r o g r a m a s

f a v o r e c id o : su in g r e s o fa m ilia r to ta l m e d io se in ­

s í)c ia le s n o s e e s t a b l e c e u n a d i s t i n c i ó n r e g i o n a l

c r e m e n ta e n 4 1 8 7 c o lo n e s e n c o m p a r a c ió n c o n

a p r e c ia b le e n e l c a s o d e la s f a m ilia s p o b r e s , p e r o

lo s 3 6 2 5 c o lo n e s e n q u e a u m e n t a e l d e lo s n o

sí e n e l d e la s n o p o b r e s .

p o b r e s. E sto s r e c u r so s r e p r e s e n ta n u n 86% d e l in g r e s o fa m ilia r o r ig in a lm e n t e o b t e n id o p o r lo s

2.

E stim a cio n es de la pobreza

p o b r e s y u n 18% d e l d e lo s n o p o b r e s . C o m o e r a d e e s p e r a r , e l m a y o r e f e c t o r e la t iv o lo e x p e r i ­

L o s e f e c t o s q u e p r o d u c e e n la p o b r e z a la p o lít ic a

m e n t a n lo s e x t r e m a d a m e n t e p o b r e s , c u y o i n g r e ­

d e s u b s id io s d e s c r it a s o n c o n s id e r a b le s (c u a d r o

so a u m e n t a a m á s d e l d o b le .

9 A ). D e s p u é s d e in c lu ir e l s u b s id io , t o d a s la s f a ­

E n c ifr a s p e r c a p ita , e n g e n e r a l e l e f e c t o r e ­

m ilia s s e r e c la s if ic a r o n d e a c u e r d o c o n lo s p a r á ­

la tiv o d e l s u b s id io e s m u y s im ila r al q u e p r o d u c e

m e tr o s d e p o b r e z a a b s o lu ta d e f i n i d o s a n t e r io r ­

e n e l in g r e s o to ta l, p e r o e n e l c a s o d e lo s p o b r e s

m e n te .

s e a c e n t ú a . M ie n tr a s q u e e l p r o m e d io g e n e r a l p e r c á p ita a u m e n t a e n

a p r o x im a d a m e n te u n a

c u a r ta p a r te y e l d e lo s n o p o b r e s e n u n 18 % , e l

C u a n d o se c o n s id e r a e l s u b s id io e n s u t o t a ­ lid a d la p r o p o r c ió n d e f a m ilia s p o b r e s e n e l p a ís d e c lin a d e u n 2 6 % a s ó lo u n 10% .

in g r e s o p e r c á p ita d e lo s p o b r e s se in c r e m e n t a

L a m a y o r r e d u c c i ó n t i e n e lu g a r e n la p o b r e z a

e n m á s d e u n a v e z y m e d ia . P o r o tr a p a r te , e n

e x t r e m a , c u y o n iv e l b a ja a u n 3 % . C o m o c o n s e ­

t é r m in o s a b s o lu t o s , e l s u b s id io f a m ilia r p e r c á p ita

c u e n c i a , la c o m p o s i c i ó n d e l a p o b r e z a g l o b a l t a m ­

c o r r e s p o n d i e n t e a lo s p o b r e s e s in f e r io r al p r o ­

b ié n c a m b ia . L a p o b r e z a b á s ic a , q u e r e p r e s e n t a b a

m e d io . E s te r e s u lt a d o se e x p lic a p o r e l m a y o r

el 53%

t a m a ñ o d e la s f a m ilia s p o b r e s e n c o m p a r a c ió n

7 0 % , c o r r e s p o n d i e n d o e l r e s t o a la p o b r e z a e x ­

c o n la s n o p o b r e s . A n iv e l r e g io n a l, e l in g r e s o

tr em a .

d e la s f a m ilia s p o b r e s a h o r a s e e le v a a

c o m p l e m e n t a r i o r e c ib id o p o r la s f a m ilia s u r b a ­

R e g i o n a l m e n t e , la i n c id e n c i a d e la p o b r e z a

n a s (4 1 6 6 c o lo n e s ) e s m u y s u p e r io r al r e c ib id o

d is m in u y e m á s e n la s z o n a s r u r a le s , d o n d e a h o r a

p o r la s f a m i l i a s r u r a l e s ( 2 9 9 3 c o l o n e s ) . E l m i s m o

se e s tim a q u e s ó lo u n

c o n t r a s t e s e m a n i f i e s t a si e s t e i n g r e s o s e m id e

p o b r e s . S i m i l a r m e n t e , e n e s t a s á r e a s la i m p o r ­

p e r c á p ita . E s im p o r t a n t e d e s ta c a r q u e m ie n tr a s

t a n c i a r e l a t i v a d e la p o b r e z a b á s i c a e s a h o r a s u ­

e s ta d is p a r id a d e n e l in g r e s o a d ic io n a l p r o p o r ­

p e r io r al p r o m e d io n a c io n a l.

c i o n a d o a la s f a m i l i a s r u r a l e s y u r b a n a s e s m e n o r

En

12%

la s c i u d a d e s , u n

8%

d e la s fa m ilia s s o n

de

la s f a m i l i a s s e

REVISTA DE LA CEPAL N" 43 / Abril de 1991

146

Cuadro 9 A ESTIMACIONES DE LA POBREZA ABSOLUTA ANTES Y DESPUES DEL SUBSIDIO PUBLICO POR NIVEL DE POBREZA Y REGION (Porcentajes) País

Proporción de familias pobres Pobreza básica Pobreza extrema Distribución regional de las familias Todas las familias Todos los pobres Pobreza básica Pobreza extrema No pobres

Urbana

Rural

Antes

Después

Antes

Después

Antes

Después

25.7 13.7 12.0

9.8 6.9 2.9

19.0 10.6 8.4

7.7 5.0 2,7

33,4 17.5 16.0

12.3 9.0 3.3

100.0 100.0 100.0 100.0 100.0

lÜÜ.O 100.0 100.0 100.0 100.0

54.4 40.2 42.1 38.0 59.5

54.5 42.9 40.2 49,3 55.8

45.5 59.8 57.9 62.0 40.5

45.5 57.1 59.8 50.7 44.2

r e g is t r a b a j o la l ín e a d e p o b r e z a , c o m p a r a d o c o n

d ir e c ta m e n te a l p r o p ó s ito d e m e jo r a r d e in m e ­

e l 19% o b t e n id o a l e x c lu ir s e e l s u b s id io . C e r c a

d ia t o e l c o n s u m o d e a lim e n t o s d e la s f a m ilia s e n

d e d o s t e r c e r a s p a r t e s d e e s ta s fa m ilia s e s t á n e n

e x t r e m a p o b r e z a . P o r lo t a n t o , a p e s a r d e q u e la

s i t u a c i ó n d e p o b r e z a b á s ic a .

in c lu s ió n d e l s u b s id io g lo b a l e le v a e l in g r e s o d e

C o n r e l a c i ó n a l a d i s t r i b u c i ó n r e g i o n a l d e la s

g r a n n ú m e r o d e f a m ilia s p o r e n c im a d e la lín e a

f a m ilia s , la p r o p o r c i ó n d e p o b r e s u r b a n o s a u -

d e p o b r e z a e x t r e m a , si d ic h a s fa m ilia s n o p u e d e n

m e n t a le v e m e n t e a l in c lu ir s e e l s u b s id io . E sto se

tr a n s a r lo s b e n e f ic io s r e c ib id o s d e l E s ta d o p o r

d e b e a l m a y o r p o r c e n t a je d e p o b r e s q u e v iv e n

d in e r o o a lim e n to s , p o d r ía p e n s a r s e q u e e n m u ­

la s c o n d i c i o n e s d e p o b r e z a e x t r e m a e n la s c iu d a ­

c h o s c a s o s la c o n d i c i ó n q u e o r i g i n a l m e n t e l a s c l a ­

d e s . E n e f e c t o , e n la s n u e v a s c i r c u n s t a n c i a s , la

s ific ó e n p o b r e z a e x t r e m a a ú n s ig u e s ie n d o v á li­

m it a d d e la s fa m ilia s q u e s u f r e n d e e x t r e m a p o ­

d a , e s d e c ir , q u e a ú n n o s o n c a p a c e s d e a d q u ir ir

b r e z a h a b i t a n e n la s c iu d a d e s e n c o m p a r a c i ó n

la c a n a s t a b á s i c a d e a l i m e n t o s .

c o n u n a te r c e r a p a r te q u e se r e g is tr ó o r ig in a l­ m e n te.

P a ra p r e c is a r e s te p u n t o s e e s tim ó , p o r u n a p a r te , e l in g r e s o fa m ilia r d e lo s e x t r e m a d a m e n t e

L a a p r e c i a b l e r e d u c c i ó n d e la po breza extrem a

p o b r e s , c o n s i d e r a n d o ú n i c a m e n t e la s t r a n s f e r e n ­

( c u a d r o 9 A ) d e b e in te r p r e ta r s e c o n p r e c a u c ió n .

c ia s e n e f e c t i v o y a l i m e n t o s y , p o r o t r a , e l i n g r e s o

C o m o s e r e c o r d a r á , la l í n e a d e p o b r e z a e s i g u a l

d e lo s q u e r e g is t r a n p o b r e z a b á s ic a ( in c lu id o s lo s

a l c o s t o d e la c a n a s t a b á s ic a , lo q u e s ig n i f i c a q u e

d e e x tr e m a p o b r e z a q u e h a y a n lo g r a d o su p e r a r

la s f a m ilia s u b ic a d a s d e b a j o d e e s t a lín e a n o g e ­

e sta c o n d ic ió n m e d ia n te tr a n s fe r e n c ia s e n e f e c ­

n e r a n in g r e s o s u f ic ie n t e p a r a s a tis fa c e r su s n e ­

tiv o y a lim e n to s ), t o m a n d o e n c u e n t a e l s u b s id io

c e s id a d e s d e n u t r ic ió n . L o q u e r e q u ie r e n , p o r lo

e n s u t o t a l i d a d . P o s t e r i o r m e n t e s e c a l c u l ó la i n ­

ta n to , e s m á s a lim e n to o d in e r o e x tr a p a r a c o m ­

c i d e n c i a d e la p o b r e z a r e s u l t a n t e d e e s t e a j u s t e

p r a r lo . S in e m b a r g o , la m a y o r ía d e lo s p r o g r a m a s

(c u a d r o 9 B ).

s o c ia le s a q u í a n a liz a d o s p r o p o r c io n a n in g r e s o e n

A l r e s t r i n g i r s e a l o s r u b r o s s e ñ a l a d o s , la p o ­

e s p e c ie : e d u c a c ió n , s a lu d , a g u a o v iv ie n d a , p o r

b r e z a to ta l s i e m p r e d i s m i n u y e e n la s m is m a s p r o ­

e j e m p lo . U n ic a m e n t e d o s c a te g o r ía s d e p r o g r a ­

p o r c io n e s a n t e r io r e s , v a le d e c ir , e n e l c o n j u n t o

m a s — s e g u r id a d s o c ia l y a lim e n t a c ió n y n u t r i­

d e l p a ís c a e a u n

c ió n — p r o p o r c io n a n d in e r o o a lim e n t o s a la s f a ­

8 % y e n e l á r e a r u r a l a u n 1 2 % . S i n e m b a r g o , la

m ilia s y s o n , s in e m b a r g o , lo s m á s p e q u e ñ o s . M á s

c o m p o s ic ió n

a ú n , si s e o b s e r v a d e t e n i d a m e n t e , d e n t r o d e e s t a s

c a m b i o r a d i c a l . E n e f e c t o , e n e s t e c a s o la p o b r e z a

c a t e g o r ía s , s ó l o e l s e r v ic io d e c o m id a s , la s a s i g ­

e x tr e m a n a c io n a l s e r e d u c e a u n 9% e n lu g a r d e l

n a c i o n e s d e a l im e n t o s y la s p e n s i o n e s d e l r é g i ­

3 % l o g r a d o c o n la t o t a l i d a d d e l s u b s i d i o , m i e n ­

m e n n o c o n tr ib u tiv o s o n r e n g lo n e s q u e sir v e n

t r a s e n la s á r e a s u r b a n a y r u r a l d i s m i n u y e a 6 %

de

10% , e n e l á rea u r b a n a a u n

e sta

pobreza

e x p e r im e n ta

un

EL ESTADO Y LA POBREZA EN COSTA RICA / M.Taylor-Donnond

147

Cuadro 9 B'* ESTIMACIONES DE LA POBREZA ABSOLUTA ANTES Y DESPUES DEL SUBSIDIO PUBLICO POR NIVEL DE POBREZA Y REGION (Porcentajes) País

Proporción de familias pobres Pobreza básica Pobreza extrema Distribución regional de las familias Todas las familias Todos los pobres Pobreza básica Pobreza extrema No pobres

Urbana

Rural

Antes

Después

Antes

Después

Antes

Después

25.7 13.7 12.0

9.8 0.7 9.1

19.0 10.6 8.4

7,7 1.3 6,4

33.4 17.5 16.0

12.3

100.0 100.0 100.0 100.0 100.0

100.0 100.0 100.0 100.0 100,0

54.4 40.2 42,1 38.0 59.5

.54.5 42.7 96.8 38.4 55.8

45.5 59,8 57.9 62.0 40.5

45.5 57,3 3.2 61.6 44.2

-

12.3

■‘En este caso, para estimar los efectos del subsidio en el ingreso de las familias en extrema pobreza se consideraron únicamente las transferencias en efectivo y alimentos; para las familias en situación de pobreza básica {incluidas aquéllas en extrema pobreza que hayan logrado superarla con transferencias en efectivo y alimentos) se tuvo en cuenta el subsidio en su totalidad.

y 12% r e s p e c t iv a m e n t e , e n lu g a r d e l 3% o b t e n id o

s o c ia l m u y b ie n d e f i n i d o s , e s d e c ir , c o n u n a d i ­

e n a m b a s á r e a s c o n e l s u b s id io g lo b a l. E n o tr a s

r e c c i ó n p r e c i s a . E s n e c e s a r i o r e c o n o c e r q u e la

p a l a b r a s , s e i s p u n t o s d e la r e d u c c i ó n d e la p o ­

s u p e r a c i ó n d e la c o n d i c ió n q u e c o n f i n a a la s f a ­

b r e z a e x t r e m a n a c io n a l r e g is tr a d a c o n e l s u b s id io

m i l i a s a la e x t r e m a p o b r e z a , e s r e q u i s i t o i n d i s ­

g lo b a l, s e d e b e n a r u b r o s q u e n o im p lic a n t r a n s ­

p e n s a b le p a r a lo g r a r q u e e lla s h a g a n u n u s o e f i ­

fe r e n c ia s e n e f e c t iv o o a lim e n to s , y q u e n o n e c e ­

c a z d e l r e s to d e lo s s e r v ic io s q u e p r o v e e e l E s ta d o .

s a r ia m e n te s o n

s u s c e p t ib le s d e tr a n s a r s e e n

el

m ercado.

E n el c u a d r o 10 se p r e se n ta el in g r e s o m e d io e s t i m a d o d e s p u é s d e r e o r d e n a r a la s f a m i l i a s d e

P o r o t r a p a r t e , la p o b r e z a b á s i c a e s la q u e

a c u e r d o c o n su n u e v o e sta tu s , a s ig n a n d o a to d a s

m a n i f i e s t a a h o r a u n a f u e r t e c a íd a . E n e l p a ís e n

e l s u b s i d i o g l o b a l .^ E n g e n e r a l , e l s u b s i d i o e l e v a

s u c o n j u n t o s e r e d u c e a u n 0 .7 % , e n t a n t o q u e

lo s n iv e le s d e i n g r e s o m e d i o d e t o d a s la s f a m ilia s ,

d e s a p a r e c e to ta lm e n te e n e l á r e a ru ra l y d is m i­

a e x c e p c i ó n d e la s u r b a n a s q u e v iv e n e n s i t u a c ió n

nuye a un

d e p o b r e z a b á s ic a . E s te m e j o r a m i e n t o i n d ic a q u e

1 % e n la s c i u d a d e s . E s t e r e s u l t a d o e s

n a tu r a l, y a q u e a l r e s tr in g ir s e e l c r ite r io d e s u ­

n o s ó l o la i n c i d e n c i a d e la p o b r e z a s e h a r e d u c i d o

p e r a c i ó n d e l a p o b r e z a e x t r e m a , m u c h a s d e la s

s in o ta m b ié n su in te n s id a d , lo c u a l s e h a r á m á s

f a m i l i a s q u e e n l o s c á l c u l o s a n t e r i o r e s p a s a b a n la

e v i d e n t e c u a n d o s e a n a l i c e la b r e c h a d e p o b r e z a .

l í n e a d e p o b r e z a e x t r e m a p e r o n o la d e p o b r e z a b á s ic a , s e q u e d a n a h o r a r e z a g a d a s e n la p o b r e z a e x t r e m a , d e m o d o q u e la p o b r e z a b á s i c a s e t o r n a m e n o s a b u n d a n te . E n c o n c lu s ió n , e l r e s u lt a d o p r in c ip a l d e l e j e r ­ c i c i o , e s d e c i r , l a d r á s t i c a r e d u c c i ó n d e la m a g ­ n i t u d d e la p o b r e z a g lo b a l p o r la v ía d e l s u m i ­ n i s t r o e s t a t a l d e s e r v i c i o s b á s i c o s a la p o b l a c i ó n c o s t a r r ic e n s e s e m a n t ie n e , a u n si e l c r ite r io d e s u p e r a c i ó n d e la p o b r e z a e x t r e m a e s e l a c c e s o a

L a d if e r e n c ia d e in g r e s o e n t r e lo s p o b r e s y lo s n o p o b r e s n o d e n o t a c a m b io s s ig n if ic a t iv o s al in t r o d u c ir s e e l s u b s id io . S in e m b a r g o , e n t r e lo s q u e v iv e n e n s itu a c io n e s d e p o b r e z a e x tr e m a y d e p o b r e z a b á s ic a , e s a d i f e r e n c i a d e c l i n a h a s t a c ie r to p u n t o , p r in c ip a lm e n t e p o r e l in c r e m e n t o d e l in g r e s o d e lo s p r im e r o s . Si

s e e x a m i n a la i n t e n s i d a d d e l a p o b r e z a , s e

o b s e r v a q u e a l in c lu ir s e e l s u b s id io d i s m i n u y e la

la s t r a n s f e r e n c ia s e n e f e c t iv o y a lim e n t o s . E l p u n ­ t o q u e d e b e r e s a l t a r s e e n la s e g u n d a e s t i m a c i ó n e s q u e p a r a c o m b a t ir la p o b r e z a e x t r e m a s e r e ­ q u ie r e n tr a n s fe r e n c ia s y p r o g r a m a s d e s e g u r id a d

" Todas las estimaciones que siguen utilizan la totalidad del subsidio, independientemente del grado de pobreza.

REVISTA DE LA CEP AL N” 43 / Abril de 1991

148

Cuadro 10 INGRESO MENSUAL TOTAL FAMILIAR Y PER CAPITA EN SITUACIONES DE PRE Y POST SUBSIDIO PUBLICO POR NIVEL DE POBREZA Y REGION (Colones) País

Ingreso mensual familiar total Todos los pobres Pobreza básiea Pobreza extrema No pobres

Urbana

Rural

Antes

Después

Antes

Después

14 029

17 662

17 623

21 789

4 850 6 258 3 239 17 027

5 497 6 263 3 720 18 982

5 165 6 894 2 970 20 538

5 6 3 23

3 743

4 604

4 871

875 1 147 565 4 736

982 1 137 624 4 997

962 1 272 569 4 785

Ingreso mensual per capita Todos los pobres Pobreza básica Pobreza extrema No pobres

440 598 248 157

Antes

Después

9 724

12 717

4 5 3 12

639 796 404 232

5 540 6 037 4 179 13 722

5 902

2 393

3 049

1 030 1 245 622 6 309

817 1 056 562 3 198

945 1 062 626 3 344

Cuadro 11 BRECHAS DE POBREZA ANTES Y DESPUES DEL SUBSIDIO PUBLICO, POR U P O DIBRECHA Y REGION {Colones eortientes y porcentajes) País

Urbana

Rural

Antes

Después

Antes

Después

Antes

Después

3 332 489 439,2 6.7

2 732 382 137.2 1.6

3 944 556 208.9 4,5

3 678 488 79.3 1.3

2 921 443 230.3 12.1

2 020 315 57.9 2.1

1 954 220 137.4 2.1

1 920 234 67.4 0.8

2 214 247 65.6 1.4

2 510 272 35.4 0.6

1 764 204 71.8 3.8

1 523 298 32.0 1.2

4 908 800 301.8 4.6

4 603 763 69,8 0,8

6 138 949 143.3 3.1

5 860 896 43,9 0,7

4 156 693 158.5 8,3

3 381 634 25.9 0.9

Brecha de pobreza global al mes Promedio por familia Promedio per capita (jlobal (millones de colones)“^ Global/Ingreso no pobres (%) Brecha de pobreza básica al mes Promedio por familia Promedio per cápita (áobal (millones de colones}’* Cdobal/Ingreso no pobres {%) Brecha de pobreza extrema al mes Promedio por familia Promedio per cápita Global (millones de colones)'* Global/Ingreso no pobres {%)

‘Promedio por familia multiplicado por el número de familias pobres por nivel.

b r e c h a d e p o b r e z a p o r f a m ilia , d e 3 3 3 2 c o lo n e s

e l s u b s id io a 1 3 7 m illo n e s c o n e l s u b s id io , e s d e c ir ,

a 2 732

se r e d u c e e n m á s d e d o s te r c io s .

c o lo n e s , y m e d id a

p e r c a p ita , d e 4 8 9

c o l o n e s a 3 8 2 c o l o n e s ( c u a d r o 1 1 ). L a r e d u c c i ó n

L a b r e c h a d e p o b r e z a g lo b a l e s s e n s ib le a lo s

d e la b r e c h a p o r f a m i l i a y p e r c a p i t a p u e d e n o

c a m b io s t a n t o e n e l in g r e s o m e d io d e lo s p o b r e s

r e s u lta r

c o m o e n e l n ú m e r o d e f a m ilia s p o b r e s , d e m a ­

m uy

im p r e s io n a n te ,

sin

em bargo,

el

m o n t o e n q u e d e c l i n a la b r e c h a g l o b a l e s c o n s i ­

n e r a q u e e l h e c h o d e q u e la r e d u c c i ó n r e l a t i v a

d e r a b l e . E s ta p a s a d e 4 3 9 m i ll o n e s d e c o lo n e s s in

d e la s b r e c h a s g l o b a l e s e s t i m a d a s s e a m a y o r q u e

EL ESTADO Y LA POBREZA EN COSTA RICA / M.Taylor-Dormond

149

la c a í d a d e s u s r e s p e c t i v a s b r e c h a s p o r f a m i l i a o

b r e z a b á s ic a . A s im i s m o , s u p o n i e n d o q u e la s b r e ­

p e r c a p it a , in d ic a q u e la r e d u c c i ó n d e l n ú m e r o

c h a s d e p o b r e z a r e g io n a le s f u e r a n a e lim in a r s e

d e fa m ilia s p o b r e s e s e l f a c to r m á s im p o r t a n t e

m e d ia n t e t r a n s f e r e n c ia s in t r a r r e g io n a le s d e lo s

d e l a d i s m i n u c i ó n d e la s b r e c h a s d e p o b r e z a g l o ­

n o p o b r e s , s e e s tim a q u e p a r a lo g r a r e s e o b je tiv o

b a le s . P o r o tr a p a r t e , r e p it ie n d o e l e j e r c ic io a n ­

b a s ta r ía c o n u n

te r io r , si s e

p r e t e n d i e r a e l i m i n a r la b r e c h a d e

z o n a s u r b a n a s y u n 2 % e n la s á r e a s r u r a l e s . E n

p o b r e z a n a c i o n a l m e d i a n t e t r a n s f e r e n c i a s d e lo s

e s t a s ú l t i m a s , la m a y í ) r p a r t e d e e s t o s r e c u r s o s

1% d e l i n g r e s o d e é s t o s e n l a s

n o p o b r e s , é s t o s te n d r ía n q u e c o n tr ib u ir c o n u n

s e r í a n n e c e s a r i o s p a r a c u lb r ir e l d é f i c i t d e p o b r e z a

2% d e s u in g r e s o ; e l m o n to r e s u lta n te te n d r ía

b á s i c a , m i e n t r a s q u e e n la s c i u d a d e s , s e r e q u e r i ­

q u e d i v i d i r s e e n p a r t e s i g u a l e s p a r a e l i m i n a r la

r ía n p r i n c ip a lm e n t e p a r a a t e n d e r la s n e c e s i d a d e s

b r e c h a ta n to d e p o b r e z a e x tr e m a c o m o d e p o ­

d e lo s e x t r e m a d a m e n t e p o b r e s .

Conclusiones L o s r e s u lta d o s o b t e n id o s e n e s te tr a b a jo p e r m i­

D e m o d o s i m i l a r , la c o n c e n t r a c i ó n d e l o s g a s ­

t e n a f i r m a r q u e e l s e c t o r p ú b l i c o e n C o s ta R ic a

t o s e n e d u c a c i ó n s u p e r i o r e n la s f a m i l i a s d e a l t o s

h a d e s e m p e ñ a d o u n p a p e l c r u c i a l e n la a t e n c i ó n

i n g r e s o s ; la c o n c e n t r a c i ó n d e l s u b s i d i o h a b i t a c i o -

d e lo s g r u p o s a q u e ja d o s d e p o b r e z a , a tr a v é s d e

n a l e n m a n o s d e lo s n o p o b r e s f r e n t e a la e x i s ­

lo s p r o g r a m a s s o c ia le s q u e a d m in is tr a . Y a s e a

t e n c i a d e u n a l t o d é f i c i t d e v i v i e n d a s ; y la g r a n

i m p l í c i t a o e x p l í c i t a m e n t e , h a e x i s t i d o e n la s o ­

d if e r e n c ia d e in g r e s o e n t r e lo s p o b r e s y lo s n o

c ie d a d

p o r la

p o b r e s, so n o tr o s a sp e c to s q u e r e q u ie r e n a te n ­

a sig n a d o s

c i ó n e s p e c i a l . A f o r t u n a d a m e n t e , la p a c i e n c i a d e

c o s ta r r ic e n s e g r a n p r e o c u p a c ió n

p o b la c ió n

m a r g in a d a .

L os

recu rso s

p o r e l E s ta d o a e s te g r u p o c o n t r ib u y e n a s a tis fa ­

q u e d i e r o n m u e s t r a l o s c o s t a r r i c e n s e s d u r a n t e la

c e r s u s n e c e s id a d e s f u n d a m e n t a le s , m e jo r a n su

g r a v e c r is is e c o n ó m ic a q u e s e d e s a t ó a c o m ie n z o s

c a p a c id a d d e g e n e r a c ió n d e in g r e s o s , in tr o d u c e n

d e lo s a ñ o s o c h e n t a , a l ig u a l q u e s u e n t u s ia s t a

u n a n o c i ó n d e j u s t ic i a s o c ia l y r e d u c e n la s p r e ­

r e s p u e s t a e n la s t r e s e le c c i o n e s n a c i o n a l e s p o s t e ­

s io n e s s o c ia le s . N u m e r o s o s e n s a y o s c ie n t íf ic o - s o ­

r i o r e s a la c r i s i s , h a n d e m o s t r a d o s u c o n f i a n z a

c i a l e s s e b a n d e d i c a d o a e x p l i c a r la c o n f o r m a c i ó n

e n q u e e s to s p r o b le m a s p u e d e n tr a ta r s e d e n tr o

y e s t a b i l i d a d d e la s o c i e d a d c o s t a r r i c e n s e , la q u e

d e l m a r c o d e l s is te m a p o lític o , s o c ia l y e c o n ó m ic o

s e b a s a e n p r in c ip io s d e c o e x is t e n c ia m á s a v a n ­

v i g e n t e e n e l p a ís .

z a d o s q u e lo s d e o t r a s s o c i e d a d e s d e la m is m a

E n a ñ o s r e c ie n t e s , e n f u n c i ó n d e la f i lo s o f ía

r e g ió n . E ste tr a b a jo h a m o s t r a d o q u e lo s e s f u e r ­

d e l lib r e m e r c a d o , s e h a d e s a t a d o u n a c a m p a ñ a

z o s r e a liz a d o s p o r la s o c i e d a d c o s t a r r ic e n s e p a r a

a g r e s iv a e n c o n t r a d e l s e c to r p ú b lic o . E sta p o s i ­

g a r a n tiz a r a s u s c iu d a d a n o s u n a d e c u a d o n iv e l

c ió n , s o s t e n id a c ie r t a m e n t e e n

d e e d u c a c ió n , d e s e r v ic io s d e s a lu d , a lim e n t a c ió n ,

c ie n c ia , p u e d e c o n d u c ir a u n d e s e n la c e e x t r e m o

a g u a y o t r o s s e r v ic io s b á s ic o s , s o n e le m e n t o s c o n ­

q u e a t e n t e c í)n tr a lo s p r i n c ip io s d e c o e x i s t e n c ia

c r e t o s q u e c o e x i s t e n c o n la p r á c t i c a d e la d e m o ­

q u e h a n d e s t a c a d o a la s o c i e d a d c o s t a r r i c e n s e e n

c r a c ia e n e s t e p a ís y p o r lo t a n t o c o n s t it u y e n p a r te

e l m u n d o e n d e s a r r o llo . P e r o a d e m á s d e e s t o , n o

e s e n c ia l d e s u s f u n d a m e n t o s m a te r ia le s .

d e b e o lv id a r s e , c o m o lo m u e s t r a la e x p e r i e n c i a

f a v o r d e la e f i ­

P e s e a lo a n t e r io r , lo s r e s u lt a d o s d e e s t e tr a ­

e x a m i n a d a p o r e l B a n c o M u n d i a l e n s u In fo r m e

b a jo r e v e la n t a m b ié n m e ta s in s a tis fe c h a s e n v a ­

sobre el desarrollo m u n d ia l d e 1 9 9 0 , q u e la i n v e r s i ó n

r ía s á r e a s . L a e x is t e n c i a d e f a m ilia s q u e e n f r e n t a n la p o b r e z a e x t r e m a e s u n a d e e lla s . L a s e s t a d í s ­ t i c a s m u e s t r a n u n a r e d u c c i ó n d e la i n c i d e n c i a d e la p o b r e z a e x t r e m a g r a c i a s a l a a c c i ó n d e l E s t a d o ,

y e l g a s t o p ú b lic o e n lo s c a m p o s q u e s e h a n a n a ­ liz a d o e n e s t e tr a b a jo , s o n in d is p e n s a b le s p a r a g a r a n t i z a r u n a u m e n t o d e la e f i c i e n c i a m e d i a n t e e l m e j o r a m i e n t o d e la p r o d u c t i v i d a d d e l tr a b a jo .

p e r o d e t r á s d e l a s c i f r a s e s t á la r e a l i d a d d e m i l e s

I n n e g a b le m e n te , e l p a p e l d e l E sta d o c o sta ­

d e c o s t a r r ic e n s e s q u e n o lo g r a n s a tis fa c e r p le n a ­

r r i c e n s e d e b e r e d e f i n i r s e e n b u s c a d e la e f i c i e n c i a

m e n t e s u s n e c e s id a d e s d e a lim e n ta c ió n .

e c o n ó m ic a . S in e m b a r g o , d a d a s la s c ir c u n s t a n c ia s

REVISTA DE LA CEPAL N” 43 / Abril de 1991

150

d e c a m b io d e l p e n s a m ie n to

s o c ia l p o r la s q u e

q u e la a c u m u l a c i ó n d e p r u e b a s c o m o l a p r e s e n ­

a t r a v e s a m o s , s o n a c o n s e j a b l e s la r e f l e x i ó n y la

t a d a e n e s t e a r t íc u lo , c o n t r ib u y a a la e la b o r a c ió n

p r u d e n c i a e n la i n t r o d u c c ió n d e m o d i f i c a c i o n e s

d e u n e n f o q u e s e n s a t o r e s p e c t o a la s r e s p o n s a ­

a la e s t r u c t u r a e c o n ó m ic o - s o c ia l . C o n f ia m o s e n

b ilid a d e s f u t u r a s d e l E s t a d o e n C o s t a R ic a .

Bibliografía Banco Mundial (1989): Informe sobre el desarrollo mundial 1988, Nueva York, Oxford University Press, junio. _______ {1990): Informe sobre el desarrollo mundial 1990, N Lle­ va York, Oxford University Press, Junio, Beckerman, W. (1985): Poverty and the Impact of Income Main­ tenance Programmes : Case Studies of Australia, Belgium, Norway and Great Britain, (Ünebra, Oficina Internacional del Trabajo (on ), CEPAL (Comisión Económica para América Latina y el (jaribe) (1981): La Política fiscal como instrumento para modificar la distribución del ingreso. Una aproximación metodológica, México,D.F. Gillespie, W. (1980): The Redistribution of Income in Canada, Ottawa, Cage Publishing Limited. Kakwani, N. (1980): Income, Inequality and Poverty; Methods of Estimation and Policy Applications, Nueva York, Oxford University Press. Mata L. y S. Murillo (1980): Canasta básica de los costarricenses, Revista Médica, San José de Co.sta Rica, Hospital Na­ cional de los Niños. Meerman, ] .(1979); Public Expenditure in Malasya. Who Benefits andWhy, A World Bank Research Publication, Londres, Oxford University Press.

Mohan, Rakesh (1984): An Anatomy of the Distribution of Urban income. A Tale of two Cities in Colombia, Documento de trabajo del personal del Banco Mundial, N" 650, Was­ hington, D.C., Banco Mundial. Musgrave, R.A. (1968): Teoría de la hacienda pública, Madrid, McGraw Hill Book Co. Prebisch, R. (1981); Capitalismo periférico. Crisis y transfoimiación, México, D.F., Fondo de Cultura Económica. Selowsky, M, (1979); Who Benefits from Government Expenditu­ re? A Ca.se Study of Colombia, A World Bank Research Publication, Nueva York, Oxford University Press. Taylor, M. (1986); Poverty and Public Expenditure on Social Programs, tesis de maestría, Ottawa, Carleton University. I'rejos, J.D. (1983); La distribución del ingreso de las familias costarricenses: algunas características en 1977, San José de Costa Rica, Instituto de Investigaciones en Ciencias Eco­ nómicas, Universidad de Costa Rica. Trejos, J.D. y E. Elizalde (1985): Costa Rica; la distribución del ingreso y el acceso a los programas de carácter social. Docu­ mento de trabajo, N" 90, San José de Costa Rica, Insti­ tuto de Investigaciones en Ciencias Económicas.

I

REVISTA DE LA CEPAL N” 43

Prebisch y las relaciones agricultura-industria

El marco conceptual: desarrollo y países no desarrollados E n s u p r i m e r a c o n f e r e n c i a d e e s t e c i c l o ‘P r e b i s c h d e f in ió a lo s p a ís e s n o d e s a r r o lla d o s c o m o a q u e ­ llo s q u e r e u n ía n la s s i g u i e n t e s c a r a c te r ís tic a s :

Carlos Cattaneo*

i) u n a e l e v a d a p r o p o r c i ó n d e s u p o b l a c i ó n a c t i v a l a b o r a b a e n la a g r i c u l t u r a y d e m á s r a m a s d e la p r o d u c c i ó n p r im a r ia , lo q u e c o n s t i t u í a p a r a

Este artículo muestra una de las facetas menos cono­ cidas de la vasta y fructífera trayectoria de Raúl Pre­ bisch en la economía latinoamericana: la labor que llevó a cabo en los albores de los años cincuenta en materia de capacitación en planes y proyectos de de­ sarrollo agrícola, cuando esta actividad apenas se ini­ ciaba en los países de la región, al menos en forma orgánica y sistemática. El presente análisis del pensamiento de Prebísch se basa fundamentalmente en el ciclo de cinco confe­ rencias que dictó en octubre de 1951, en un curso organizado por el Centro Latinoamericano de Capa­ citación en Planes y Proyectos Agropecuarios y Mate­ rias Conexas. Estas disertaciones tienen el gran mérito de mostrarnos concepciones básicas del pensamiento de Prebisch (como su concepción integradora del pro­ ceso de desarrollo económico de la región) analizadas desde la perspectiva de lo agrario, ya que sus palabras estaban dirigidas a un público compuesto mayoritariamente por profesionales, principalmente con fun­ ciones públicas, vinculados al sector.

P r e b i s c h la c a r a c t e r í s t i c a f u n d a m e n t a l ; i i) e s a p o b l a c i ó n e m p l e a d a e n l a s a c t i v i d a d e s p r im a r ia s tr a b a ja b a c o n u n a t é c n ic a p r im itiv a , i n f e r i o r a la d e l o s p a í s e s d e s a r r o l l a d o s , y iii) l a t a s a d e c r e c i m i e n t o d e s u p o b l a c i ó n e r a e le v a d a . P r e b is c h e s ta b le c ía u n a r e la c ió n e n t r e lo s d o s p r im e r o s a s p e c to s , a l p o s tu la r q u e u n a g r a n p r o ­ p o r c i ó n d e la p o b l a c i ó n a c t i v a s e e n c o n t r a b a o c u ­ p a d a e n a c t iv id a d e s p r im a r ia s d e b i d o a q u e la té c n ic a u tiliz a d a e r a p r im itiv a . T a m b i é n d e s t a c a ­ b a q u e a m b a s c a r a c te r ís tic a s n o e r a n in c o m p a t i­ b le s c o n u n a lto g r a d o d e d e s a r r o llo d e c ie r ta s a c t i v i d a d e s p r i m a r i a s , c o m o l a s d e s t i n a d a s a la e x p o r t a c ió n , d a d o e l e s p e c ia l in t e r é s e n e lla s d e lo s p a ís e s d e s a r r o lla d o s . E s to s h a b ía n c o n t r ib u id o d e m a n e r a d e s t a c a d a a p r o p a g a r la t é c n ic a h a c ia d ic h a s a c tiv id a d e s , y a q u e e lla s le s b r in d a b a n a li­ m e n t o s y m a te r ia s p r im a s p a r a s u p r o p io d e s a ­ r r o llo . E n la s p r o d u c c i o n e s d i r ig i d a s c a s i e x c l u ­ s i v a m e n t e a l m e r c a d o i n t e r n o la s i t u a c i ó n

era

d i f e r e n t e , a u n q u e c a d a p a ís p r e s e n t a b a c a r a c t e ­ r ís tic a s p a r t ic u la r e s d e r iv a d a s d e s u s r e c u r s o s n a ­ tu r a le s , c lim a y o t r o s a s p e c t o s . P a s a n d o lu e g o a l a n á lis is d e lo q u e c o n s titu ía un

p r o c e s o d e d e s a r r o llo , lo d e f in ía c o m o

g r a d u a l p r o p a g a c ió n

d e la t é c n ic a

“la

p r o d u c tiv a

m o d e r n a a la p r o d u c c i ó n p r i m a r i a y a t o d a s l a s o t r a s r a m a s d e la e c o n o m í a p a r a ir a u m e n t a n d o la p r o d u c t i v i d a d y p o r l o t a n t o a c r e c e n t a n d o e l

’Ingeniero Agrónomo, investigador de la Fundación Raúl Prebisch. Este trabajo se realizó en el marco de la investigación “La obra de Raúl Prebisch en el área de la economía agraria", que se lleva a cabo en la Fundación Raúl Prebisch. F.l autor agra­ dece al personal de la División Agrícola (Conjunta ckpaiA ao la colaboración brindada y, en lóvma especial, al señor Jesús González Montero, cuyos testimonios fueron de fundamental importancia.

in g r e s o p e r c á p it a d e la p o b l a c i ó n .” ( C o n f e r e n c i a N ” 1, p . 4 .) L a s c o n s e c u e n c ia s d e e s t e p r o c e s o

’ Raúl Prebisch, “Problemas del desarrollo económico en América Latina”, Conferencia N" 1, Centro Latinoame­ ricano de Capacitación en Piane.s y Proyectos Agropecuarios y Materias Conexas, Santiago de Chile, 23 de octubre de 1951, mimeo.

REVISTA DE LA CEPAL N" 43 / Abril de 1991

152

e r a n l a s m i s m a s o b s e r v a d a s e n la t o t a l i d a d d e l o s

q u e to d a v ía , y c o n s u f ic ie n t e h o lg u r a , lo s p a ís e s

p a ís e s c e n t r a l e s ; u n a r e d u c c i ó n g r a d u a l d e la p r o ­

la t in o a m e r ic a n o s

p o r c i ó n d e la p o b l a c i ó n a c tiv a q u e tr a b a ja b a e n

g u a y ) s e e n c o n t r a b a n e n la p r im e r a s i t u a c i ó n d e s ­

la p r o d u c c i ó n p r i m a r i a ( a u n q u e P r e b i s c h d e s t a ­

c r ita .

(in c lu id o s

A r g e n tin a

y

U ru­

c a b a q u e e s te f e n ó m e n o se p r o d u c ía ta m b ié n e n

E n s ín te s is , e l p a s o d e u n a c o n d ic ió n a o tr a

l a p r o d u c c i ó n i n d u s t r i a l , p u e s p a r t e d e la p o b l a ­

e s ta b a d a d o p o r la g e n e r a c ió n d e in c r e m e n t o s

c ió n o c u p a d a e n d ic h a s a c tiv id a d e s p a s a b a a l s e c ­

d e p r o d u c t i v i d a d e n c a d a s e c t o r y la e x i s t e n c i a

to r d e lo s s e r v ic io s ). L a r e d u c c ió n in d ic a d a d e r i­

d e d e s p la z a m ie n t o s a l in t e r io r d e lo s m is m o s . P a ­

vaba



r a a v a la r e s ta s a f ir m a c io n e s , P r e b is c h p r e s e n t a b a

r e g i s t r a b a e n la a c t i v i d a d e c o n ó m i c a , d e b i d o a la

e n s u d is e r t a c ió n la s c if r a s c o r r e s p o n d i e n t e s a lo s

p r o p a g a c i ó n d e l a t é c n i c a . E l la h a c í a q u e s e n e ­

d is tin to s c a so s a n a liz a d o s . M o str a b a c ó m o e n E s­

del

a u m e n to

de

p r o d u c tiv id a d

que

c e s i t a r a n m e n o s t r a b a j a d o r e s p a r a p r o d u c i r la

t a d o s U n i d o s l a p o b l a c i ó n a c t i v a e m p l e a d a e n la

m is m a c a n t id a d d e b ie n e s ( t a n t o a g r íc o la s c o m o

a g r ic u lt u r a h a b ía d e s c e n d i d o d e 7 2 .5 % e n 1 8 2 0

in d u s t r ia le s ) . E l p r o c e s o a d q u ir ía c a r a c te r ís tic a s

a 2 1 .1 %

d i f e r e n t e s s e g ú n s e tr a ta s e d e u n p a ís n o d e s a ­

p o b la c ió n d e la a g r ic u lt u r a a la in d u s t r i a y , p r i n ­

r r o lla d o o u n p a ís d e s a r r o lla d o : m ie n tr a s q u e e n

c ip a lm e n t e , a lo s s e r v ic io s ; la p o b l a c i ó n e n la i n ­

l o s p r i m e r o s la p o b l a c i ó n a c t i v a d e s p l a z a d a p o r

d u s t r i a p a s ó d e 1 2 .1 % e n 1 8 2 0 a 3 0 % e n

e l i n c r e m e n t o d e la p r o d u c t i v i d a d s e m o v ía e n t r e

m ie n tr a s q u e e n lo s s e r v ic io s s u b ió d e

lo s d i s t i n t o s s e c t o r e s d e la e c o n o m ía , e n lo s s e ­

4 8 . 8 % e n t r e e s o s m i s m o s a ñ o s .^ T a m b i é n s u b r a ­

g u n d o s d ic h o s d e s p la z a m ie n to s e r a n in tr a s e c to -

y a b a lo s c a s o s d e N u e v a Z e la n d ia y D in a m a r c a ,

r ia le s .

q u e p re se n ta b a n

E v id e n te m e n te , u n a d e f in ic ió n d e e sta s c a ­

en

1 9 4 0 , h a b ié n d o s e tr a n s fe r id o d ic h a

1940,

1 5 .4 %

a

h a c ia m e d ia d o s d e e s t e s ig lo

v a l o r e s s i m i l a r e s a l o s d e E s t a d o s U n i d o s . “*

r a c te r ís tic a s p la n t e a b a d u d a s a c e r c a d e lo s lím ite s

E n s e g u id a , P r e b is c h a n a liz a b a la s c a u s a s q u e

p r e c is o s p a r a c o n s id e r a r a u n p a ís d e s a r r o lla d o

o p e r a b a n e n e l d e s c e n s o d e la p o b l a c i ó n e m p l e a ­

o s u b d e s a r r o lla d o . A ú n e n A m é r ic a L a tin a , e n

d a e n la s a c t iv id a d e s p r im a r ia s a m e d i d a q u e s e

e s e e n t o n c e s , p a ís e s c o m o A r g e n tin a y U r u g u a y

i n t r o d u c í a la t é c n i c a e n e l l a s . D e s t a c a b a f u n d a ­

p r e s e n t a b a n v a lo r e s s im ila r e s a lo s d e p a ís e s c o ­

m e n t a l m e n t e d o s f a c t o r e s : i) l o s c a m b i o s q u e e l

m o E s t a d o s U n id o s o C a n a d á e n c u a n t o a lo s

i n c r e m e n t o d e i n g r e s o s i b a p r o v o c a n d o e n la d e ­

p o r c e n t a j e s d e s u p o b la c ió n a c tiv a o c u p a d a e n

m a n d a d e la p o b la c ió n , v in c u la d o s a l b a jo v a lo r

a c t iv id a d e s p r im a r ia s e in d u s tr ia le s . E sta s itu a ­

d e la e la s t ic i d a d - i n g r e s o q u e p r e s e n t a n

c ió n ta m b ié n s e p r e s e n ta b a e n o tr o s p a ís e s q u e ,

m e n t o s ( l e y d e E n g e l ) , y i i) l a s m o d i f i c a c i o n e s

a b a s e d e u n a a p r e c ia c ió n

lo s a li­

m u y s u p e r fic ia l, se

c o n s id e r a b a n “a g r a r io s ” , c o m o A u s tr a lia , N u e v a Z e la n d ia y D in a m a r c a . P o r lo ta n to , s e p r e g u n ­ t a b a P r e b i s c h : ¿ h a b í a t e r m i n a d o y a a l lí e l p r o c e s o d e d e s a r r o llo ? E v id e n t e m e n t e q u e n o . H a b ía e n e s o s p a í s e s (y é s t e e r a u n p u n t o d e f u n d a m e n t a l im p o r t a n c ia e n su a n á lis is ) u n m a r g e n s u f ic ie n ­ t e m e n t e a m p l i o p a r a m e j o r a r la p r o d u c t iv id a d e n la a g r ic u l t u r a y t r a s p a s a r la p o b la c ió n a c tiv a “e x c e d e n t e ” a la in d u s t r ia o a lo s s e r v ic io s . P r e ­ b is c h p o s tu la b a q u e c u a n d o e s e tr a s p a s o d e p o ­ b la c ió n s e d a b a e n t r e s e c to r e s , se e s ta b a a ú n e n un

p a ís

no

d e s a r r o lla d o ;

m ie n tr a s q u e

tr a n s fe r e n c ia se p r o d u c ía e n r ia l , s e e s t a b a e n

un

si e sa

fo r m a in tr a se c to -

p a ís d e s a r r o lla d o .^ D e

a l lí

^ “Un país ya ha dejado de ser no desarrollado cuando la agricultura y otras rama,s de la producción primaria ya no pueden dar gente en cantidades apreciables a la industria y otras actividade.s,” (Conferencia N“ 1, p. 5.)

^ Prebisch decía que el desplazamieiuo de la población preferentemente de la agricultura a los servicios y no a la industria se debía a una característica propia del desarrollo económico, que requería una mayor cantidad de servicios (comercio, transporte, el Estado, etc.) a medida que se acen­ tuaba el proceso, Pero advertía también acerca de un aspecto que se presentaba en los países no desarrollados; la existencia de una importante gama de servicios con productividades muy bajas. (Conferencia N" 1, p.fi.) Más adelante, en la se­ gunda conferencia que pronunció en este curso, señalaría este hecho como un factor adicional que, a través de la presión a la baja que ejercía sobre los salarios y que se trasladaba a los precios, tendía at deterioro de los términos del intercam­ bio en contra de los países productores de bienes primarios. (Conferencia N“ 2, p. 6.). Nueva Zelandia tenía en 1945 el 23% de su población activa en la agricultura, el .30.6% en la industria y el 46.2% en los servicios. En el caso de Dinamarca, las cifras para 1940 indicaban los siguientes valores: 29, 32,6 y 38.5% para la agricultura, la industria y los servidos, respectivamente. (Conferencia N" 1, p. 7.).

PREBISCH Y LAS RELACIONES AGRICULTURA-INDUSTRIA / C. Cnttaiu'í

q u e la t é c n i c a t r a í a a p a r e j a d a s e n l a u t i l i z a c i ó n

153

p o r o t r a s e r ie d e c a r a c t e r ís t ic a s ( e n t r e la s q u e

d e lo s a lim e n t o s y m a te r ia s p r im a s ( m e n o r p r o ­

P r e b i.s c h d e s t a c a b a l a s d e t i p o c u l t u r a l ) q u e la

p o r c ió n d e lo s m is m o s e n e l p r o d u c t o fin a l, s u s ­

i m p o s i b i l i t a b a n e n la p r á c t i c a . P r e b i s c h s e ñ a l a b a

t it u c ió n d e m a te r ia s p r im a s n a tu r a le s p o r s in t é ­

q u e , p o r e l c o n tr a r io , e l p r o c e s o s e h a b ía d a d o a

tic a s y m a y o r e f ic ie n c ia e n s u u tiliz a c ió n a tr a v é s

la i n v e r s a : la p o b l a c i ó n d e s p l a z a d a d e la p r o d u c ­

d e u n a p r o v e c h a m ie n t o in te g r a l d e lo s s u b p r o ­

c ió n p r im a r ia p o r e l p r o g r e s o t é c n ic o .n o s e h a b ía

d u cto s).

d ir ig id o h a c ia lo s c e n t r o s in d u s t r ía le s , s in o q u e

A la c o n s i d e r a c i ó n d e e s t o s e l e m e n t o s , q u e

la s m á q u i n a s d e d i c h o s c e n t r o s h a b í a n t e n d i d o a

P r e b is c h d e s c r ib ió e n fo r m a s u m a m e n te d e ta lla ­

v e n i r h a c i a d o n d e e s t a b a “ la g e n t e d e s p l a z a d a

d a , s e a g r e g a b a la d e o t r o m u y im p o r t a n t e e n s u

p o r e l p r o g r e s o t é c n ic o , o s e a q u e e s t e p r o c e s o

a n á l i s i s : e l h e c h o d e q u e e n la d e m a n d a i n d u s ­

r e v i s t e l o s c a r a c t e r e s d e la i n d u s t r i a l i z a c i ó n d e la

t r i a l , la p r o p o r c i ó n d e m a t e r i a s p r i m a s n o c r e c í a

p e r if e r ia c o m o c o n d ic ió n e s e n c ia lís ir n a d e l p r o ­

c o n la m i s m a r a p i d e z q u e e l v a l o r d e l p r o d u c t o .

g r e s o d e la t é c n i c a a g r í c o l a . ” ( C o n f e r e n c i a N " 1,

D e a l lí q u e “ c o n f o r m e a u m e n t a la t é c n i c a p r o ­

p p . 9 - 1 0 .) E s m á s , e l a n á lis is d e P r e b is c h lle g a b a

d u c t i v a y a '’ n o p u e d e s e g u i r e n

la p r o d u c c i ó n

a l g r a d o d e c u e s t i o n a r la n e c e s i d a d d e e x t e n d e r

p r im a r ia la m is m a c a n t i d a d d e g e n t e q u e s e e m ­

la t é c n i c a a la a g r i c u l t u r a s i n o s e p r o d u c í a a l

p le a b a

a n te s

p r o p o r c io n a lm e n te ,

porque

lo s

m is m o t ie m p o u n p r o c e s o d e in d u s t r ia liz a c ió n

c a m b io s d e d e m a n d a y lo s c a m b io s d e tip o d e

e n l o s p a í s e s d e la r e g i ó n : “ ... c a r e c e r í a d e s e n t i d o

p r o d u c c i ó n v a n d a n d o a la d e m a n d a r e l a t i v a d e

e n g r a n p a r t e la e x t e n s i ó n d e la t é c n i c a a la p r o ­

p r o d u c t o s p r im a r io s u n p a p e l p r o g r e s iv a m e n te

d u c c i ó n p r im a r ia , p u e s t o q u e si la g e n t e a s í d e s ­

m e n o s im p o r ta n te e n el c o n ju n to d e d e m a n d a

p la z a d a n o p u e d e e m ig r a r y si n o le e s d a d o t r a e r

d e la c o l e c t i v i d a d . E n e s a f o r m a , e s u n

hecho

m a q u in a r ia p a r a in d u s t r ia liz a r s e , ¿ q u e h a r á e s a

f a t a l la d i s m i n u c i ó n d e la p o b l a c i ó n e m p l e a d a e n

g e n te ? ¿ Q u e s e n t id o t e n d r ía e l p r o g r e s o t é c n ic o

la p r o d u c c i ó n p r i m a r i a c o n f o r m e a v a n z a la t é c ­

d e la a g r i c u l t u r a si la g e n t e a s í d e s p l a z a d a p o r

n i c a p r o d u c t i v a . ” ( C o n f e r e n c i a N " 1, p p . 8 - 9 .)

e s e p r o g r e s o té c n ic o n o p u d ie r a e m p le a r s e e n

D e a q u í d e r iv a b a P r e b is c h u n o d e lo s a r g u ­ m e n t o s m á s i m p o r t a n t e s p a r a d e f e n d e r la n e c e ­

o t r a s a c t i v i d a d e s p r o d u c t i v a s ? T e n d r í a u n .s e n t i ­ d o m u y l i m i t a d o . ” ( C o n f e r e n c i a N ” 1, p . 1 0 .)

s i d a d d e i n d u s t r i a l i z a r l o s p a í s e s d e la r e g i ó n , a l

D e a l lí q u e , p a r a P r e b i s c h , la i n d u s t r i a l i z a ­

p r e g u n t a r s e d ó n d e c r e c e r í a la i n d u s t r i a p a r a a b ­

c i ó n d e la p e r i f e r i a n o s e p l a n t e a r a e n t é r m i n o s

so rb er esa

p r im a r ía d e s p la z a d a . N o

d e u n a e le c c ió n , s in o d e u n a n e c e s id a d , d e u n a

e x i s t í a ( d e s d e s u p e r s p e c t i v a d e a n á l i s i s ) la a l t e r ­

im p o s ic ió n d e l m is m o p r o c e s o d e c r e c im ie n to , al

p o b la c ió n

n a tiv a d e lo c a liz a r la a ú n m á s e n lo s p a ís e s d e s a ­

m a n ife s ta r q u e : “Y a n o se n o s p la n te a e l p r o b le ­

r r o l l a d o s , y a q u e e n la p r á c t i c a n o s e d a b a u n a

m a d e si s e h a d e h a c e r i n d u s t r i a o n o s e h a d e

c o n d i c i ó n e s e n c ia l p a r a q u e e lla f u e r a fa c tib le :

h a c e r in d u s tr ia c u a n d o u n p a ís se d e s a r r o lla . P a ­

la m o v i l i d a d d e l f a c t o r h u m a n o , t a n t o p o r la s

r e c e r ía fa ta l q u e p o r e l p r o p io im p e r io d e l p r o -

r e s tr ic c io n e s q u e d ic h o s p a ís e s im p o n ía n , c o m o

g r e s í) t é c n ic o t e n d r á q u e h a c e r s e in d u s t r ia p a r a a b s o r b e r la g e n t e q u e la a g r i c u l t u r a y l a p r o d u c ­

En el original dice; “... la técnica productiva y no puede seguir

c ió n p r im a r ia n o p u e d e a b s o r b e r ...” ( C o n f e r e n ­ c ia N'* 1, p . 9 .)

REVISTA DE LA CEPAL N“ 43 / Abril de 1991

154

II La relación entre la agricultura y la industria en el marco de un proceso de desarrollo E n l a s e g u n d a c o n f e r e n c i a d e l c u r s o ,® P r e b i s c h

a u m e n t a r á . D e a q u í d e r iv a b a u n a p r im e r a c o n ­

a b o r d ó e l t e m a d e la s r e l a c i o n e s e n t r e l a a g r i c u l ­

c lu s ió n : si n o h a c r e c id o e l in g r e s o m e d io p e r

t u r a y lo s r e s t a n t e s s e c t o r e s d e la e c o n o m ía e n e l

c á p ita , e s d a b le p e n s a r q u e e l e s t a n c a m ie n to d e l

p r o c e s o d e d e s a r r o llo . L o h iz o in ic ia lm e n t e a tr a ­

c o n s u m o d e a lim e n to s s e d e b e a fa c to r e s g e n e ­

v é s d e p r e g u n t a s d ir ig id a s a s u s a l u m n o s , la s c u a ­

r a l e s ajenos a la p r o d u c c i ó n a g r a r i a .

le s a c t u a r o n c o m o e le m e n t o m o tiv a d o r . L a s in ­ te rr o g a n te s q u e

p la n te a b a e r a n

la s s i g u i e n t e s :

; P o r q u é la a g r ic u lt u r a d e a l g u n o s p a ís e s s e h a d e s a r r o ll a d o c o n r e la t iv a le n t it u d s i s e la c o m p a r a c o n la i n d u s t r ia ? ¿ P o r q u é m ie n t r a s h a y e n g e ­ n e r a l p r o s p e r i d a d e n l a i n d u s t r i a n o l a h a y e n la a g r ic u lt u r a ? ¿ P o r q u é e n a l g u n o s p a ís e s la a g r i­ c u ltu r a tr a d ic io n a l p a r a e l c o n s u m o in te r n o h a c r e c id o le n t a m e n t e m ie n tr a s q u e o tr o s p r o d u c to s n u e v o s e n e l c o n s u m o in t e r n o o c ie r t o s a r tíc u lo s d e e x p o r t a c ió n h a n c r e c id o r á p id a m e n te ?

P a ra d e m o s t r a r e s ta a s e v e r a c ió n , e s ta b le c ía u n a h i p ó t e s i s , e n la c u a l a is la b a la v a r ia b le r e la t iv a al c o m e r c io e x te r io r , s u p o n ié n d o la c o n s ta n te , y c i r c u n s c r i b í a s u a n á l i s i s a s ó l o d o s s e c t o r e s : la a g r ic u lt u r a y la in d u s t r ia . T a m b i é n s u p o n í a q u e n o e x i s t í a n l i m i t a c i o n e s p a r a l a m o v i l i d a d d e la m a n o d e o b r a d e u n o a o tr o s e c to r p r o d u c tiv o . A s í, p o s t u la b a q u e la f a lt a d e c o r r e s p o n d e n c i a e n t r e e l a u m e n t o d e la i n d u s t r ia y d e la a g r ic u l ­ t u r a s e d e b í a a d o s t i p o s d e f a c t o r e s : i) l o s r e l a t i v o s

a la d em a n d a á e p r o d u c t o s a g r o p e c u a r io s , a lim e n ­ Si b ie n n o e r a su p r o p ó s it o lle g a r a c o n c lu ­ t o s y m a t e r i a s p r i m a s , y ü ) l o s r e l a t i v o s a la p r o ­ s io n e s d e f in it iv a s q u e r e s o lv ie r a n e s to s c o m p le jo s d u cc ió n agrícola y a l g r a d o e n q u e é s t a r e s p o n d e a s u n t o s , P r e b is c h in te n ta b a e x p o n e r lo q u e él a l o s e s t í m u l o s d e la i n d u s t r i a y d e o t r o s s e c t o r e s . l l a m ó u n “ m é t o d o d e a n á l i s i s ” , t e n d i e n t e a ir D e n t r o d e e s t e g r u p o , h a c ía h in c a p ié e n p r im e r s e p a r a n d o y e v a lu a n d o a d e c u a d a m e n t e lo s d is ­ lu g a r e n t o d o lo r e la t iv o a l p r o g r e s o t é c n ic o e n t i n t o s e l e m e n t o s q u e c o n f l u í a n e n la s r e l a c i o n e s la a g r ic u lt u r a , a b o r d a n d o e n ú l t i m o lu g a r e l t e m a in t e r s e c t o r i a l e s . E s t im a b a q u e la f a lt a d e u n d i a g ­ d e la t e n e n c i a d e l a t i e r r a . n ó s t ic o a d e c u a d o y o b j e t iv o d e la s it u a c ió n p o r c a r e c e r s e d e u n e s t r ic t o m é t o d o d e a n á lis is d e lo s p r o b le m a s , c o n s titu ía u n d é fic it fu n d a m e n ta l q u e d e b ía s u p e r a r s e . R e t o m a n d o e l h i l o d e la c o n f e r e n c i a a n t e r io r , P r e b is c h p a r t ió d e l s i g u i e n t e c o n c e p t o : la s p r o ­ p o r c io n e s d e a lim e n to s y d e p r o d u c to s in d u s tr ia ­ le s q u e in t e r v ie n e n e n e l c o n s u m o d e p e n d e n d e l n iv e l d e i n g r e s o y d e la s p r e f e r e n c i a s d e lo s c o n ­ s u m id o r e s . D e m a n e r a p u e s q u e si e l n iv e l d e in g r e s o s p e r m a n e c e c o n s t a n t e e n u n p a ís y s o la ­ m e n t e a u m e n t a la p o b l a c i ó n , a u n c u a n d o e l c o n ­ s u m o p e r c á p ita d e a lim e n to s s e a m u y b a jo e n r e l a c i ó n c o n la d i e t a i d e a l o c o n lo s r e c u r s o s p o ­ t e n c ia le s d e l p a ís , e l c o n s u m o d e a lim e n t o s n o

E sta s e c u e n c ia m o s tr a b a e l o r d e n d e p r e la c ió n q u e P r e b is c h o t o r g a b a a lo s f a c t o r e s lim it a n ­ te s d e l d e s a r r o ll o a g r o p e c u a r i o , y la s e c u e n c ia q u e r e c o m e n d a b a p a r a u n e s tu d io a d e c u a d o d e l te m a . E n s ín te s is , su p la n te a m ie n t o o b e d e c ía al s ig u ie n te e s q u e m a : e n p r im e r lu g a r , d e b ía e s t u ­ d ia r s e la d e m a n d a d e p r o d u c t o s a g r o p e c u a r i o s ; si n o se e n c o n t r a b a n p o r e s e la d o la s lim it a c io n e s , e l a n á lis is d e b ía h a c e r s e d e s d e la p e r s p e c t i v a d e la o f e r t a , a v e r i g u a n d o si e x is t ía o n o p r o g r e s o té c n ic o e n

la a g r i c u l t u r a ; e n c a s o d e q u e é s t e

e x is t ie s e , d e b ía in d a g a r s e e n lo s fa c to r e s e s t r u c ­ t u r a l e s , e n t r e l o s c u a l e s la t e n e n c i a d e l a t i e r r a e r a u n o d e lo s m á s im p o r t a n t e s .

A p a r tir d e a llí, P r e b is c h e n t r a b a e n e l a n á lis is

®Raúl Prebisch, “Problemas del desarrollo económico en América Latina”, Conferencia N" 2, Centro Latinoame­ ricano de Capacitación en Planes y Proyectos Agropecuarios y Materias Conexas, Santiago de Chile, 24 de octubre de 1951, mimeo.

d e d ife r e n te s c a so s, q u e m o str a b a n c ó m o ju g a b a n e s t o s f a c t o r e s e n la s d i s t i n t a s s i t u a c i o n e s , p a r a v e r ific a r e l c u m p lim ie n t o d e s u

h ip ó te s is . L o s

e le m e n to s q u e te n ía e n c u e n ta e ra n :

PREBISCH Y LAS RELACIONES AGRICULTURA-INDUSTRIA / C.Cattaneo

a)

L a absorción de mano de obra por parte de la industria.

155

g r e s o t é c n ic o e n e l s e c t o r in d u s tr ia l^ . E n e s t a s c ir c u n s t a n c ia s n o s e g e n e r a b a e s t í m u l o p a r a la

A l r e s p e c to , s e p o s tu la b a n tr e s s itu a c io n e s ;

p r o d u c c i ó n a g r a r i a , y a q u e si e l d e s a r r o l l o d e la p r o d u c c ió n in d u s tr ia l e r a le n t o , y s o la m e n te se

i) l a i n d u s t r i a n o a l c a n z a b a a a b s o r b e r s i q u i e ­ r a e l c r e c i m i e n t o v e g e t a t i v o d e la p o b la c ió n ; ii) la i n d u s t r i a a b s o r b í a s ó l o l a m a n o d e o b r a p r o d u c id a

p o r e l c r e c i m i e n t o v e g e t a t i v o d e la

d e p o b l a c i ó n a c t i v a , e l d e s a r r o l l o d e la a g r i c u l t u r a te n d r ía q u e s e r ta m b ié n le n to . P r e b is c h se p r e ­ g u n ta b a ; “¿ P o r q u é h a b r ía d e s e r e n o tr a fo r m a ? ¿ Q u é i m p u l s o p o d r í a t e n e r la a g r i c u l t u r a e n e s t a

p o b la c ió n ; y iii) l a i n d u s t r i a a b s o r b í a l a m a n o d e o b r a p r o ­ d u c i d a p o r e l c r e c i m i e n t o v e g e t a t i v o d e la p o b l a ­ c i ó n y a d e m á s la m a n o d e o b r a s o b r a n t e d e l s e c t o r p r im a r io .

b)

o p e r a b a m e d i a n t e la a b s o r c i ó n d e l i n c r e m e n t o

h ip ó te s is

para

d e s a r r o lla r s e

m ás

r á p id a m e n te

q u e la i n d u s t r i a ? ¿ Q u é i m p u l s o t e n d r í a e l e m ­ p r e s a r io a g r íc o la p a r a a u m e n t a r s u p r o d u c c ió n m á s a llá d e lo q u e in d ic a n e l g r a d o y la in t e n s i d a d d e la d e m a n d a q u e v i e n e d e la i n d u s t r i a ? ” ( C o n ­ f e r e n c ia N" 2 , p . 4 .)

L a ausencia o existencia de progreso técnico en la industria L a c o m b in a c ió n

de

to d o s e sto s

A l a n a liz a r e s to s c a s o s , P r e b is c h d e s c a r ta b a la p o s i b i l i d a d d e q u e p u d i e r a p r o d u c i r s e u n d e ­ e le m e n to s

s a r r o l l o “a u t ó n o m o ” d e la a g r i c u l t u r a , i n d e p e n ­

( c u a d r o 1) g e n e r a b a s e is s it u a c io n e s d i f e r e n t e s ,

d i e n t e d e l d e la i n d u s t r i a , d a d a s l a s l i m i t a c i o n e s

la s c u a l e s t e n í a n d i s í m i le s e f e c t o s s o b r e e l d e s a ­

q u e é s t e t e n d r ía . S o s te n ía ; “ p a s a n d o c ie r t o s lím i­

r r o l l o d e l a a g r i c u l t u r a . D e la s s e i s s i t u a c i o n e s

t e s e s t r e c h o s , n o e s c o n c e b i b l e n i q u e la i n d u s t r i a

q u e s e p r e s e n t a b a n , s ó lo e n tr e s h a b ía e s t ím u lo s

s e d e s a r r o l l e m á s r á p i d a m e n t e q u e la a g r i c u l t u r a ,

p a r a la a g r i c u l t u r a ( c a s o s 3 , 5 y 6 ) . E n l a s s i t u a ­

n i q u e la a g r i c u l t u r a s e d e s a r r o l l e m á s r á p i d a -

c io n e s r e s ta n t e s (c a s o s 1 ,2 y 4 ) n o h a b ía a b s o r c ió n d e la m a n o d e o b r a o r ig i n a d a p o r e l c r e c i m i e n t o v e g e t a t i v o d e la p o b l a c i ó n , o s e a b s o r b í a d i c h o c r e c i m i e n t o p e r o s in q u e s e d ie r a a la v e z p r o ­

y

En realidad, en el caso 4 se generaba un estímulo, pero éste era de muy escasa magnitud,

Cuadro 1 EFECTOS SOBRE LA AGRICULTURA DE LAS RELACIONES ENTRE LA ABSORCION DE MANO DE OBRA Y LA EXISTENCIA DE PROGRESO TECNICO EN LA INDUSTRIA Absorción de mano de Pro- \ o b r a por la greso NÚndustria técnico en la industria

No se absorbe el crecimiento vegetativo de la población

Se absorbe el crecimiento Se absorbe solamente el crecimien­ vegetativo y mano de obra del sec­ to vegetativo tor primario

No existe

Caso 1 Estancamiento de la agricultura/desocupación

Caso 2 Lento crecimiento de la agricultura

Caso 3 Demanda de alimentos es estímulo para la agricultura —> incorporación de tecnología (mecánica y otras)

Existe

Caso 4 Muy escaso estímulo para la agricultura

Caso 5 Demanda de alimentos es estímulo para la agricultura —> incorporación de tecnología (no mecánica)

Caso 6 Gran demanda de alimentos —> fuerte estímulo para la agricultura —> incorporación de tecnología (mecánica y otras)

Fuente: Elaboración propia, sobre la base de R. Prebisch, “Problemas del desarrollo...”, Conferencia N" 2, op.cit

REVISTA DE LA CEPAL N“ 43 / Abril de 1991

156

m e n t e q u e la i n d u s t r i a . E x i s t e u n a e s t r e c h a i n ­

b le m a s m á s s e r io s p a r a la r e g i ó n e n e s t a m a t e r ia :

te r d e p e n d e n c ia e n tr e a m b a s p r o d u c c io n e s q u e

la s i n s u f i c i e n c i a s e x i s t e n t e s e n l a g e n e r a c i ó n y

i m p id e a u n a d e e lla s d e s a r r o lla r s e m á s r á p id a ­

d i f u s i ó n d e la t e c n o l o g í a a g r o p e c u a r i a . P r e b i s c h

m e n t e q u e l a o t r a . ” ( C o n f e r e n c i a N ” 2 , p . 8 .)

p o n ía c o m o e j e m p lo e l c a s o d e lo s E s ta d o s U n i­

E n lo s c a s o s 3 , 5 y 6 , e n lo s c u a le s sí se p r o ­

d o s , p a ís e n e l c u a l e l p a p e l d e l E s t a d o , a tr a v é s

d u c í a u n e s t í m u l o p a r a e l d e s a r r o l l o d e la a g r i ­

d e la in v e s t ig a c ió n a g r o p e c u a r ia r e a liz a d a e n e s ­

la n d -

c u ltu r a , se d a b a n ta m b ié n d ife r e n te s s itu a c io n e s .

ta c io n e s

E l c a s o 6 e r a e l q u e o f r e c ía la s c o n d i c io n e s i d e a le s

gra n tco lleg es, y o t r a s i n s t i t u c i o n e s , h a b í a s i d o f u n ­

p a r a e l d e s a r r o llo a g r íc o la . L a in d u s tr ia , a l e x ­

d a m e n t a l. A llí, a f ir m a b a , e l d e s e n v o l v i m ie n t o d e

p a n d i r s e , a tr a ía g e n t e d e la a g r ic u lt u r a m e d i a n t e

la t é c n i c a a g r í c o l a h a b í a s i d o “ e l r e s u l t a d o d e u n

e l p a g o d e s a la r io s m á s e le v a d o s , c a u s a n d o a sí

p r o c e s o d e s o c ia liz a c ió n d e la i n v e s t i g a c i ó n t e c ­

u n d e s p l a z a m i e n t o d e p o b la c ió n . S i a e s t o s e le

n o ló g ic a ” . S o s t e n ía q u e “s o la m e n t e e n e s c a s a m e ­

a g r e g a b a e l i n c r e m e n t o d e la p r o d u c t iv id a d q u e

d i d a ” h a b ía s id o r e s u l t a d o “d e la a c c ió n i n d iv i ­

s e v e r i f i c a r í a e n l a i n d u s t r i a c o n la i n t r o d u c c i ó n

d u a l d e l e m p r e s a r io

d e l p r o g r e s o t é c n i c o , e l e s t í m u l o a la a g r i c u l t u r a

p r o m o v e r u n a in n o v a c ió n t é c n ic a ” , y a q u e , a d i­

e x p e r im e n ta le s ,

que

u n iv e r s id a d e s ,

in v ie r te

recu rso s en

l l e g a b a a s u m á x i m o . P r e b i s c h d e c í a : “c u a n t o m á s

f e r e n c ia d e lo q u e s u c e d e e n la in d u s t r i a , “n o e s

a m p l i o e s e l c r e c i m i e n t o d e la in d u s t r ia , t a n t o

d a d o a l e m p r e s a r io a g r íc o la d is p o n e r p o r lo g e ­

m a y o r e s e l r e q u e r im ie n t o d e m a te r ia s p r im a s y

n e r a l d e lo s r e c u r s o s in g e n t e s q u e s e n e c e s it a n

d e a lim e n t o s d e e sa p o b la c ió n in d u s tr ia l q u e n o

p a r a la i n v e s t i g a c i ó n t e c n o l ó g i c a y p a r a s u d i f u ­

s o la m e n te h a a u m e n ta d o e n n ú m e r o s in o ta m ­

s i ó n ” . A l c o m p a r a r la s it u a c ió n d e lo s E s t a d o s

b ié n e n i n g r e s o p e r c á p it a ” . ( C o n f e r e n c ia N" 2 ,

U n i d o s c o n la d e l o s p a í s e s l a t i n o a m e r i c a n o s , “ e n

p . 6 . ) E n e l c a s o 5 , e l d e a b s o r c i ó n s ó l o d e la

d o n d e lo s g o b ie r n o s e s t á n g a s t a n d o u n a p a r te

m a n o d e o b r a p r o d u c id a p o r e l c r e c im ie n to v e ­

e x ig u a d e lo s r e c u r s o s e n la i n v e s t i g a c i ó n t e c n o ­

g e t a t i v o , c o n p r o g r e s o t é c n i c o e n la i n d u s t r i a , y

l ó g i c a y e n la d i f u s i ó n a g r í c o l a ” , d e c í a P r e b i s c h ,

e n e l c a s o 3 , d e a b s o r c ió n d e m a n o d e o b r a d e

“ n o s e x p lic a m o s p o r q u é , e n m u c h o s c a s o s , n o

l a a g r i c u l t u r a s i n p r o g r e s o t é c n i c o e n la i n d u s t r i a ,

o b s t a n t e h a b e r e s a e x c i t a c i ó n d e l a d e m a n d a , la

ta m b ié n s e d a b a n c o n d ic io n e s d e e s tím u lo p a ra

a g r ic u ltu r a h a r e s p o n d id o e n f o r m a ta n p r e c a ­

la a g r i c u l t u r a , s i b i e n d e m e n o r g r a d o q u e e n e l

r i a ” ; d e a l lí q u e “ a u n c u a n d o h a y a f a c t o r e s p o ­ d e r o s o s q u e i m p u l s e n a la a g r i c u l t u r a , é s t a n o

c a so 6. U n a v e z e f e c t u a d o e s t e a n á lis is , P r e b is c h p u ­

r e s p o n d e r á m ie n tr a s s im u ltá n e a m e n te n o se lle ­

d o d e f in ir c o n c la r id a d a q u e lla s s itu a c io n e s e n

v e a c a b o u n a a c c ió n in te n s a e n m a te r ia t e c n o ló ­

q u e e l d e f i c i e n t e c r e c i m i e n t o d e la a g r ic u lt u r a s e

g i c a . ” ( C o n f e r e n c i a N “ 2 , p . 9 .)

d e b ía a f a c t o r e s a j e n o s a e lla . E n la s s it u a c io n e s

E n t é r m i n o s t e ó r i c o s , la a u s e n c i a d e p r o g r e s o

r e s ta n t e s , c a b r ía p r e g u n t a r s e c u á le s e r a n lo s o b s ­

t e c n o l ó g i c o e n la a g r i c u l t u r a s e t r a d u c í a e n u n

t á c u lo s c o n q u e la p r o d u c c i ó n a g r a r ia t r o p e z a b a

e s t a n c a m i e n t o d e la m i s m a . P e r o n o t o d o q u e d a ­

o q u e l e i m p e d í a n r e a c c i o n a r a l e s t í m u l o d e la

b a r e s u e lt o c o n la in c o r p o r a c i ó n d e la t é c n ic a , y a

in d u s t r ia . A t r a v é s d e e s t e m é t o d o d e a n á lis is ,

q u e e lla p o d í a s e r i n a d e c u a d a p a r a la s d iv e r s a s

P r e b is c h f u e a c o t a n d o y d e f i n i e n d o la s s it u a c io ­

s itu a c io n e s q u e s e p r e s e n ta b a n .

n e s c o n m ir a s a lle g a r al d ia g n ó s t ic o m á s a d e c u a ­

R e s p e c to al c a so 5 , p o r e je m p lo , P r e b is c h s o s ­ te n ía q u e e n é l e r a c o n v e n ie n t e in tr o d u c ir té c n i­

d o e n ca d a ca so . R e s p e c t o a l o s t r e s c a s o s “ f a v o r a b l e s ” a la

c a s q u e i n c r e m e n t a r a n la p r o d u c c i ó n p o r h e c t á ­

a g r ic u ltu r a , P r e b is c h s o s te n ía q u e te n d r ía n q u e

r e a , s in a f e c t a r a la m a n o d e o b r a ; e n u n c a s o

e s tu d ia r s e e n

e llo s lo s d is t in to s e le m e n t o s q u e

c o m o é s t e u n a t e c n o lo g ía m e c á n ic a s e r ía c o n t r a ­

g r a v it a b a n e n la p r o d u c c i ó n a g r a r ia , c o n e l p r o ­

p r o d u c e n t e . A r g u m e n t a b a e l r e s p e c t o : “ ¿ ...q u é

p ó s it o d e d e s c u b r ir lo s f a c t o r e s “in t e r n o s ” q u e

s ig n ific a d o te n d r ía e l d is m in u ir , e l e c o n o m iz a r

lim it a b a n s u d e s a r r o ll o . S e p r e g u n t a b a si h a b ía

m a n o d e o b r a e n la a g r ic u lt u r a s i la in d u s t r i a n o

tie r r a

y

tie n e fu e r z a d in á m ic a s u fic ie n te p a r a a b s o r b e r

a c r e c e n t a r d e e s t a m a n e r a la p r o d u c c i ó n a g r íc o ­

e s a m a n o d e o b r a ? S e r ía c a m b ia r u n t ip o d e d e ­

la , y s i h a b í a o n o p r o g r e s o t é c n i c o e n l a a g r i c u l ­

s o c u p a c i ó n d i s i m u la d a , d a d o p o r la e s c a s a p r o ­

tu r a .

d u c tiv id a d

d is p o n ib le

para

e x ten d e r

lo s c u ltiv o s

S e d e t e n ía lu e g o a a n a liz a r u n o d e lo s p r o ­

q u e a n t e s t e n í a la a g r ic u lt u r a , p o r

o tr o s tip o s d e d e s o c u p a c ió n , d e g e n t e q u e e s tá

PREBISCH Y LAS RELACIONES AGRICULTURA-INDUSTRIA / f i C(Maneo

al borde de los campí)s sin tener nada que hacer o que se concentra parasitariamente en las ciu­ dades,” {Conferencia N" 2, p. 12.) Esta situación contrastaba con la que se re­ gistraba en el caso 3, en el cual podría haberse llegado a dar (lo que tendría que verificat se con más precisión en una situación real) condiciones favorables para la introducción de una tecnología ahorradora de mano de obra, como la mecani­ zación. Luego de evaluar el tema tecnológico, Prebisch hacía hincapié en el régimen de tenencia de la tierra como un obstáculo al desarrollo de la agricultura. Pero no antes de llegar a este pun­ to del análisis, cuando ya se hayan considerado las limitaciones por el lado de la demanda de productos agrícolas, y las limitaciones tecnológi­ cas, por el lado de la oferta. Sostenía: “Si la agri­ cultura de un país ha tenido una demanda favo­ rable de parte de la industria y de otros sectores, si ha tenido a su disposición formas de progreso técnico que una acción previsora del Estado ha puesto a su disposición, si ha tenido también, ya sea por iniciativa privada o por acción del Estado, los recursos necesarios para capitalizar en la me­ dida suficiente, para implantar esos nuevos pro­ cedimientos técnicos; y si a pesar de eso, la agri­ cultura no se ha desenvuelto, vamos a indagar si no hay en el régimen de tenencia de la tierra un factor negativo.” Explicaba las razones económi­ cas —ligadas a la apropiación de la renta— por las cuales un propietario rural podía dejar su tierra produciendo con escasa eficiencia, sin que esto lo perjudicara seriamente, y achacaba la falta de respuesta a los estímulos de este tipo de pro­

157

ductor a que “con el mero incremento de la renta del .suelo, dada la magnitud de su tenencia, dis­ pone de los recursos suficientes para llevar una existencia más o menos cómoda, sin las compli­ caciones y contrariedades que todo proceso de asimilación de la técnica trae consigo.” (Confe­ rencia N" 2, pp, 10 y 11.) Hacia el final de la conferencia Prebisch vol­ vía a acentuar la necesidad de reconocer la íntima relación existente entre el desarrollo de la agri­ cultura y el de la industria, y de obrar en conse­ cuencia, sin sostener absurdas posiciones secto­ riales que contemplaran el crecimiento de uno de estos sectores en desmedro del otro. Y termi­ naba diciendo: “existe una interdependencia muy marcada, muy estrecha, entre la agricultura, la industria y los distintos sectores de la actividad de un país, y (...) para hacer nuestro diagnóstico de los males de la agricultura (...) no tendremos que basarnos solamente en el estudio aislado de cada uno de esos sectores y de las posibilidades potenciales de demanda que un individuo pueda tener independientemente de su ingreso, sino que tendremos que considerar el conjunto de la economía. (...) No es concebible por lo tanto que una línea se aparte sensiblemente de la otra, por­ que se producirían fenómenos de desequilibrio cuya manifestación inmediata es el deterioro de los términos del intercambio entre los dos secto­ res. Y no es concebible tampí)co un progreso técnico muy avanzado en una línea que no vaya acompañada de un progreso técnico en la otra, por cuanto se producirían fenómenos de desa­ juste de serias consecuencias.” (Conferencia N" 2, pp. 11-13.)

158

REVISTA DE LA CEPAL N” 43 / Abnl de 1991

III La agricultura y el deterioro de los términos del intercambio En esta tercera conferencia,^ Prebisch retomaba la argumentación de su disertación anterior, manteniendo sólo una de las relaciones con que había trabajado: la referida a la existencia de demanda de alimentos por parte de los países desarrollados. En cambio, no era posible consi­ derar aquí como válido el supuesto referido a la movilidad de la mano de obra, por cuanto en la práctica ésta no se daba en la relación entre los países desarrollados y los no desarrollados, tanto por razones de orden natural o social, como por las “barreras artificiales” («c) que interponían los primeros. Este hecho marcaba una diferencia fundamental con el análisis efectuado antes al interior de la economía de un país, siendo por lo tanto un elemento clave en la explicación del deterioro de los términos del intercambio. No sólo no existía movilidad de la mano de obra desde los países no desarrollados a los países de­ sarrollados (la que, de acuerdo con los postulados teóricos de los clásicos, debería producirse con la introducción de innovaciones técnicas en las formas de producción de éstos) sino que, sostenía Prebisch, el único caso de gran movimiento de mano de obra en el ámbito internacional se había producido en un sentido contrario al necesario para que el sobrante de fuerza laboral de los países no desarrollados pudiera hallar empleo en los países industriales. Ese movimiento había tenido lugar en la segunda mitad del siglo XIX, cuando hubo grandes migraciones desde los paí­ ses europeos —especialmente los mediterrá­ neos— hacia los Estados Unidos, Australia y Sudamérica, principalmente. Puesto que los procesos de transferencia de fuerza laboral hacia los países desarrollados no se daban, el exceso virtual de mano de obra (aquel que el progreso técnico pudiera ocasionar en la

^ Raúl Prebisch, “Problem as del desarrollo económ ico en A m érica L atina”, C onferencia N" 3, C en tro L atinoam e­ ricano de C'.apacitación en Planes y Proyectos A gropecuarios y M aterias C onexas, Santiago de Chile, 25 de octubre de 1951, mimeo.

producción primaria) tendería a mantener o de­ primir el nivel de los salarios en los países no desarrollados, lo que se traduciría en una baja de los precios de sus productos. En los países desarrollados, en cambio, sucedería el fenómeno inverso: allí, el progreso técnico, en vez de con­ tribuir a bajar los precios de los productos indus­ triales en virtud del descenso de costo operado, tendería a elevar los salarios.^ En síntesis, los países desarrollados traducían la baja real del costo de producción debida al progreso técnico en alzas de salarios, y mante­ nían, por lo tanto el nivel de los precios de sus productos. En cambio, en los países no desarro­ llados, la falta de avance industrial generaba la situación inversa (cuadro 2). C u ad ro 2 E F E C T O DEL SO B R A N T E DE M A NO DE OBRA D E B ID O A LA IN C O R PO R A C IO N DEL PRO G RESO T E C N IC O

En los países desarrollados: A u m en tan los salarios El precio de los productos no baja Se in co rp o ra pro g reso técnico Se re tien e n los frutos del p ro g reso técnico

En los países no desarrollados: Se m antiene o se d e p rim e el nivel de los salarios El precio de los p ro d u cto s prim arios desciende No se retien en los frutos del progreso técnico

Prebisch afirmaba al respecto: “El progreso técnico, al crear un sobrante de mano de obra, exige que esa mano de obra sea absorbida por la industria. Y solamente si esa mano de obra es vigorosamente absorbida por la industria, se po­ drá evitar que el fruto del progreso técnico se transmita al resto del mundo en forma de baja de precios. De allí la importancia fundamental Véase una detallada explicación de este proceso, en A rm ando di Filippo, “El d e te rio ro de los térm inos de in te r­ cam bio, trein ta y cinco años d esp u és”, en Pensamiento Iheroamertcano, N" 11, M adrid, e n ero-junio de 1987, pp.365-369.

PREBISCH Y LAS RELACIONES AGRICULTURA-INDUSTRIA / C.Cattaneo

que tiene el desarrollo de la industria y de otras actividades para ir absorbiendo el sobrante de gente que el progreso técnico provoca en la pro­ ducción primaria.” (Conferencia N" 3, p. 5.) A partir de esta argumentación, señalaba la “inutilidad” de que se difundiera el progreso téc­ nico en la agricultura si no había un proceso paralelo de desarrollo industrial: “¿Qué sucede­ ría, me permito preguntar a ustedes, si parale­ lamente a ese descenso de la población no hu­ biera una fuerza dinámica en la industria y en otras actividades que absorba esa población, que dé medios de vida y que impida que esa población gravite en el campo de la agricultura tendiendo a mantener bajo el nivel de salarios? ¿Qué valdría a un país que está trabajando en su agricultura con técnica primitiva, si ese país incorpora pro­ cedimientos modernos que desalojan mano de obra de ella pero que hacen gravitar esa misma mano de obra sobre el nivel de salarios rurales?”. (Conferencia N" 3, p. 6.) Vinculando ambos temas, el de las relaciones intersectoriales y el del deterioro de los términos del intercambio, decía que “toda la economía ob­ tenida por la disminución del costo de produc­ ción se traduciría en una baja internacional de precios y el fruto del progreso técnico así intro­ ducido en la agricultura en lugar de permitir subir el nivel de salarios internamente, obligaría a ese país por la presión de una mayor produc­ ción a bajar los precios y ese fruto del progreso técnico en lugar de quedar dentro del país, se trasladaría al exterior.” (Ihid) Profundizaba luego en el análisis de su teoría del deterioro de los términos del intercambio, aunque en forma cauta, tratando de limitar la magnitud de sus formulaciones, al aseverar: “(...) yo no estoy estableciendo en este momento nin­ guna teoría general en cuanto a los términos del intercambio, sino explicando un mecanismo sen­ cillo, simple, sin el cual no sería posible compren­ der el problema de los términos del intercambio (...) No he formulado ley inmanente de ninguna naturaleza, sino que simplemente he llamado la atención sobre un fenómeno que ha ocurrido en un período determinado de tiempo bajo el influjo de ciertas fuerzas.” (Conferencia N" 3, pp. 6-7.) Al señalar los factores que intervenían en los movimientos de los precios que se registraban entre los países productores de alimentos y ma­ terias primas, destacaba:

159

a) En los países desarrollados: i) la intensidad del crecimiento de la industria (efecto menor que proporcional sobre la deman­ da de alimentos y materias primas); ii) las trabas impuestas a la entrada de mate­ rias primas y alimentos provenientes de los países no desarrollados. b) En los países no desarrollados: i) el ritmo de crecimiento de la población; ii) la intensidad del progreso técnico operado en la producción primaria;** iii) la cantidad de tierra disponible; iv) el grado de absorción de la mano de obra sobrante, por la industria y otras actividades. La existencia de distintas relaciones entre los precios de los productos primarios y los de los productos industriales se explicaba por la com­ binación de estos elementos, que generaba una gama de situaciones muy diversas. La teoría de Prebisch, en relación al comportamiento de estos factores, tendía a explicar por qué se producían esas relaciones en detrimento de los productos primarios. Con el fin de demostrar esa teiiría, ponía como ejemplo en primer término el caso contrario, es decir, uno en el cual los términos de intercambio mejoraban para un país produc­ tor de dichos bienes. Para que ello ocurriera, debía darse alguna de estas situaciones: a) que haya crecido la demanda del bien por parte de los países centrales; b) que no haya habido una gran cantidad de tierras disponibles para la pro­ ducción de ese bien, o c) que la mano de obra desplazada por la producción de ese bien merced a la incorporación de la técnica haya encontrado empleo fácilmente en la industria, con mayores salarios. Prebisch sostenía: “Hay entonces una serie de factores favorables ... para mantener el valor de ese artículo en virtud de una demanda activa y lograr que el progreso técnico implantado en esa rama de la producción diera lugar a un alza de salarios. ¿Por qué razón? Porque la mano de ' Este tem a, q u e constituye u n a de las principales p reo ­ cupaciones de Prebisch d u ra n te su e tap a al fre n te de la UNC I AD (1964-1969), fue tra ta d o con d e te n im ien to en la si­ guiente conferencia del curso que estam os analizando. **A m bos factores influían c onsiderablem ente en el tipo de ocupación y el nivel de los salarios.

160

obra conforme va surgiendo un sobrante, es ab­ sorbida a salarios más altos por la industria, y al ser absorbida a salarios más altos tiende también a crecer la remuneración de la mano de obra en la agricultura, o sea, que la implantación del pro­ greso técnico no ha traído consigo el manteni­ miento del nivel de salarios sino su elevación. Y se concibe entonces que el precio de ese artículo haya permanecido estable mientras el progreso técnico se desarrollaba.” (Conferencia N" 3, pp. 9-10.) En esta hipótesis, los términos del inter­ cambio del producto con los de los países indus­ triales habrían permanecido constantes. La otra situación, en la cual existiría una me­ jora en los términos del intercambio a favor de los productos primarios, se daría cuando hubiera sido necesario recurrir a nuevas tierras de menor productividad para satisfacer la demanda del bien. En ese caso, argumentaba Prebisch, se pro­ duciría un incremento en la renta del suelo, que se traduciría en un aumento del precio del pro­ ducto, con el consiguiente efecto favorable sobre los términos del intercambio. El análisis de lo sucedido en la agricultura argentina dio a Prebisch un argumento adicional en abono de su tesis. En los años veinte se inició en ese país un proceso de mecanización de las labores agrícolas, motivado por el “alto” costo de la mano de obra. Prebisch estimaba que este pro­ ceso tal vez se extendió mas allá de lo conveniente en términos económicos, ya que en un período breve se registró una oferta de mano de obra que no era demandada ni por la agricultura, que se había mecanizado en parte, ni por la industria, que era por ese entonces incipiente. En conse­ cuencia, los salarios no crecieron, y esa mano de obra desalojada se transformó en un incentivo para extender la producción, contribuyendo a que se diera, como resultado final, un estado de sobreproducción en ciertos cereales (como el tri­ go) en el mundo. Prebisch remataba así el análisis de este caso: “Es un caso típico de cómo el pro­

REVISTA DE LA CEPAL N“ 43 / Abril de 1991

greso técnico tiende a trasladar sus frutos a los países compradores de productos primarios en lugar de quedar en el país productor. Condición esencial para que esto ocurra es un alto grado de ab~ sorción de la mano de obra excedente. Si la escasa absorción de sobrante de población en la indus­ tria va unida a una abundancia de tierras que se abren por la extensión de los medios de trans­ porte, se conjugan allí dos factores desfavorables desde el punto de vista de los precios. El uno impide el alza de salarios y el otro hace bajar aún más el costo de producción al incorporarse al cultivo de tierras de mejor rendimiento. Enton­ ces, sus efectos sobre el nivel de precios interna­ cionales serían tanto más intensos cuanto menor sea la absorción de la mano de obra de la industria y cuanto mayor sea la apertura de nuevas tie­ rras.” (Conferencia N" 3, p. 13.) Prebisch concluía esta parte de su alocución precisando sus ideas en relación al tema, dada la situación más corriente (caída de los precios y deterioro en los términos del intercambio) que se registraba para los productos de los países la­ tinoamericanos: “Es probable que esa caída sea el resultado de que mientras el fruto del progreso técnico de los países industriales ha quedado en esos países mediante el consabido fenómeno de alza en el nivel de los salarios, en los de produc­ ción primaria, dado el gran incremento de po­ blación y la lenta industrialización, no me costaba mucho decir si los términos del intercambio se han deteriorado, es posible que todos esos facto­ res hayan contribuido a trasladar el fruto del progreso técnico en los países de producción pri­ maria a los países industriales, mediante una baja relativa de precios. (íic).” (Conferencia N“ 3, p. 14.) Pero también aclaraba que su comprobación absoluta sólo podría realizarse cuando se estu­ diaran las variaciones de precios artículo por ar­ tículo, para visualizar cómo los factores inheren­ tes a los países desarrollados y a los países no desarrollados habían actuado en cada caso.

PREBISCH Y LAS RELACIONES AGRICULTURA-INDUSTRIA / C.Cattamo

161

IV Agricultura, industria y comercio internacional En esta cuarta conferencia,*^ Prebisch iniciaba su razonamiento preguntándose si a los países no desarrollados les convenía o no la industria­ lización. Si se tomaran en cuenta los argumentos de la teoría clásica, la respuesta sería un rotundo no. Bajo su lógica, estos países deberían dedicarse a producir más y mejores bienes primarios para luego intercambiarlos por las manufacturas de los centros. ¿Por qué? Porque las industrias que se instalaran en un país no desarrollado no po­ drían competir, por razones de productividad, con otras similares ya instaladas en los centros, a menos que se instrumentara cierto tipo de pro­ tección. Cabría preguntarse entonces: ¿Por qué emplear la mano de obra en “industrias artifi­ ciales” cuyo costo de producción es superior al de los grandes centros industriales, exigiendo así protección aduanera? ¿Por qué en lugar de em­ plear esa mano de obra en la producción indus­ trial no se emplea en acrecentar la producción agraria y en aumentar en esa forma las exporta­ ciones? (Conferencia N" 4, p. 3.) Como ya se sabe, las opiniones de Prebisch al respecto no coincidían con las tesis clásicas. Esto lo ratificaba al sostener que “aun cuando la productividad de la mano de obra así empleada en una industria sea muy inferior a la mano de obra empleada en la misma industria en un cen­ tro industrial avanzado, el establecimiento de esa industria es conveniente si da empleo a una mano de obra que de otro modo no se emplearía, y que ha sido desalojada por el progreso técnico de la producción primaria. En la medida en que esta mano de obra contribuya con un incremento neto de la producción de bienes que el país requiere, habrá un incremento neto del ingreso del país.” (Conferencia N" 4, p. 4.) Es más, razonaba Pre­ bisch, “debido al progreso técnico no es necesario disponer de más gente en la producción primaria y en cambio se requiere más para satisfacer la '^ R a ú l Prebisch, “Problem a del desarrollo económ ico en A m érica L atina”, C onferencia N" 4, C en tro L atinoam e­ ricano d e C apacitación en Planes y Proyectos A gropecuarios y M aterias Cjonexas, Santiago de Chile, 23 de octubre de

\95\,mimeo.

demanda industrial y de servicios. Si eso es así, no se concibe en plena lógica que los países no desarrollados que tienen una alta proporción de población activa en la producción primaria, con­ tinúen, nú obstante el progreso técnico, mante­ niendo esa alta proporción y mandando los pro­ ductos agrarios que no pueden consumir al exterior.” Y concluía afirmando: “El solo plan­ teamiento de esta hipótesis nos muestra el absur­ do de pretender concebir que, conforme se in­ troduce el progreso técnico, se mantenga la proporción de población activa en la producción primaria.” Interesa destacar aquí, no obstante, que la postura de Prebisch en este tema no era absolu­ tamente categórica. La exponía con una elevada dosis de pragmatismo, al reconocer que la pre­ gunta que habría que plantearse era: “¿qué con­ viene más, emplear esa gente utilizando el capital disponible de una colectividad en la producción industrial o emplearla en aumentar la produc­ ción primaria y exportar mayor cantidad de pro­ ductos?”. (Conferencia N“ 5, p. 5.) Su respuesta era que dicha disyuntiva tendría que sopesarse en función de sus resultados.*^ Así, decía Prebisch, tal vez en un país peque­ ño cuya producción no influya en el mercado mundial, pudiera convenir incrementar las ex­ portaciones, volcando mayores recursos hacia la producción agrícola y no hacia el proceso de in­ dustrialización. Esto, siempre y cuando un au­ mento de la producción exportable no se tradu­ jera en una baja de precios tal que impidiese incrementar el ingreso obtenido. Es decir, habría que observar el efecto sobre los precios, y su mag­ nitud, para poder dar la respuesta adecuada. En este caso, concluía Prebisch, convendría intensi­ ficar las exportaciones sin privilegiar el desarro­ llo industrial. Pero luego, al analizar situaciones más genei:t ‘No podem os a te n d e r solam ente el in crem en to físico de producción que re su lta rá del em pleo de la m ano d e obra sobrante p or el pro g reso técnico y p o r el crecim iento de la población. T en em o s que ver el resultado económ ico.” (C on­ ferencia N" 4, p,6.)

162

rales, abordaba el tema desde una perspectiva más amplia y hacía una afirmación clave; antes de decidirse por una u otra alternativa, había que analizar detenidamente la situación en cada uno de los países latinoamericanos. Y concluía que en “cualquier incremento de la producción más allá de lo que requiere el crecimiento de la demanda —excepto en el caso de algunos productos que están especialmente afectados en forma favora­ ble por el progreso técnico— ocurre una baja de precios, muchas veces muy intensa en función de la elasticidad de su demanda.” (Conferencia N" 4, p. 6.) Como se observa, Prebisch no descartaba la posibilidad “teórica” de aprovechar el sobrante de fuerza de trabajo para lograr incrementos en la producción primaria. Pero adoptaba una acti­ tud objetiva, al preguntarse si toda esa produc­ ción podía colocarse en los mercados exteriores sin afectar en demasía su precio. La realidad del comercio mundial de entonces le indicaba que esto no era posible, de modo que aunque la op­ ción existiese en teoría, en la práctica no quedaba otra alternativa que industrializarse. Para demos­ trar sus aseveraciones en tal sentido incluso efec­ tuó un pequeño ejercicio numérico. Pero teniendo en cuenta que en la concep­ ción prebischiana el subdesarrollo era una etapa que se podía superar, cabía pensar en un cambio en esta materia cuando los países no desarro­ llados hubieran alcanzado el “rango” correspon­ diente a los desarrollados. En ese caso, cuando la estructura de la población de los primeros se aproximase a la de los segundos, el hecho de seguir absorbiendo mano de obra agrícola para pasarla a la industria empezaría a traducirse en costos cada vez más elevados. Al llegar a este punto, argumentaba Prebisch, el país tenía que observar atentamente la aplicación de sus recur­ sos productivos a las distintas actividades; el pro­ blema del comercio internacional se planteaba, entonces, en los viejos términos clásicos. “Pero antes de eso, mientras haya un sobrante de mano de obra que no pueda ser absorbido económi­ camente por el incremento de la producción ex­ portable, a ese país le convendrá extraer esa ma-

Prebisch hacía m ucho hincapié en la elasticidadingreso d e la d e m a n d a de los bienes prim arios, que po d ría c o n trib u ir a qu e éstos se p ro d u je ra n en exceso.

REVISTA DE LA CEPAL N" 43 ! Ahùl de Í991

no de obra de la producción primaria y pasarla a la producción industrial, aunque esa produc­ ción industrial tenga costos más altos que los del mercado internacional.” (Conferencia N” 4, p. 9.) Esto revela claramente que, en 1951, Pre­ bisch no renegaba en forma total de los postula­ dos de la economía clásica, pero que los conside­ raba válidos o aptos para explicar determinadas situaciones y no otras, como las referidas a los países no desarrollados. Sólo una vez que se al­ canzara la transformación de éstos en desarro­ llados, los mecanismos descritos por los clásicos en esta materia funcionarían cabalmente. Antes de ese punto, del que América Latina estaba lejos, la aplicación de dichos postulados sólo tendería a agravar la situación económica y social. Prebisch hacía hincapié en la importancia de diferenciar claramente entre las dos etapas seña­ ladas del desarrollo de un país para poder de­ terminar objetivamente la política más adecuada. Al respecto deslizaba una crítica al Informe de la Misión Currie para Colombia*^ por haber sos­ tenido que la instalación de una industria side­ rúrgica convenía a ese país sólo si el costo de producción era inferior o igual al costo del pro­ ducto importado. Para Prebisch, “el concepto teórico que lleva a hacer esa apreciación se basa en premisas distintas de las que surgen de la rea­ lidad de estos países que tienen un potencial hu­ mano disponible.” (Conferencia N'’ 4, p. 10.) E insistía en uno de sus temas centrales: la necesi­ dad de incorporar el progreso técnico tanto en la agricultura como en la industria. ¿Por qué? Porque ese sobrante de mano de obra disponible no era real; era potencial, era virtual, era aquel que se produciría cuando se aplicara el progreso técnico a la producción primaria. Pero Prebisch también recomendaba actuar con cautela en este terreno. No era posible “sa­ crificar” a la agricultura en favor de la industria. Tal vez teniendo presente la situación de Argen­ tina, en ese período, reflexionaba: “Hemos visto muchos casos en la América Latina, y casos re“Bases de un P ro g ram a de Fom ento p a ra Colom bia. Info rm e de u n a misión dirigida p o r L auchlín C u rrie y au.spiciada p or el B anco Internacional d e R econstrucción y Fo­ m ento en colaboración con el G obierno de C olom bia”, Bo­ gotá, Im p re n ta del B anco de la R epública, septiem bre de 1950.

PREBISCH Y LAS RELACIONES AGRICULTURA-INDUSTRIA / C. Cattaneo

cientes de mucha importancia, en que se ha sus­ traído mano de obra de la producción primaria sin haberle dado los medios para aplicar el pro­ greso técnico que volvería sobrante esa mano de obra. Se le ha tomado mano de obra, sin que haya un sobrante real sino virtual. Pudo haber sobrado si se hubiera mecanizado, por ejemplo, la agricultura; o se hubieran aumentado los ren­ dimientos de tal modo que en una menor super­ ficie se pudo haber cultivado lo que se requería para el consumo interno y para la exportación. El país que incurriera en el error de sustraer prematuramente factores de la producción ex­ portable para darlos a la industria, estaría incu­ rriendo en un quebranto económico que podrá ser o no transitorio, según las medidas que tome ese país para introducir en la agricultura o en la producción primaria el progreso técnico que per­ mita a la producción volver a crecer.” (Confe­ rencia N" 4, p. 11.) Y volviendo a manifestar su postura prag­ mática acerca del tema, argumentaba: “Yo no me sitúo en términos absolutos sino en términos muy relativos. Este sobrante de población tiene que existir y no existirá si el desarrollo industrial no se ha ido realizando paralelamente a la tecnificación de la agricultura. De lo contrario la in­ dustria oprime a la agricultura. Le crea proble­ mas serios sin darle una solución oportuna.” Y recomendaba: “en lugar de corregir un desequi­ librio de tal naturaleza es a toda luz evidente que convendría prevenirlo, es decir, que convendría promover el desarrollo industrial en la medida en que absorbiera la gente que va sacando el progreso técnico de la agricultura y nada más. Pongo algún acento en este aspecto del problema para prevenirles a tiempo acerca de los peligros de la generalización de una fórmula de esa na­ turaleza.” {Ibid.) Ya en un plano más teórico, analizaba más adelante los cambios que traía implícitos el pro­ ceso de industrialización. E incursionaba (recor­ dar que estamos hablando de un curso dictado en 1951) en un tema de bastante actualidad: el de los subsidios a las actividades primarias que aplican países desarrollados. ¿Por qué dichos paí­ ses necesitaban subsidiar? Esta era la explicación ofrecida por Prebisch: “la industrialización va ha­ ciendo subir el nivel de salarios o por lo menos va trasladando gente que está trabajando en un

163

nivel de salarios bajos en la producción primaria a la industria, donde el nivel de salarios es más alto. En ese sentido aumenta el promedio de sa­ larios de la colectividad. Si hay una gran movili­ dad de mano de obra en un país, este fenómeno de traspaso de gente de un nivel bajo a un nivel más alto va haciendo subir gradualmente el pro­ medio. Por lo tanto hay incremento de salarios en las ocupaciones mal remuneradas, tanto en la agricultura como en el servicio doméstico, caso típico de absorción de gente por actividades más productivas. Bien, si eso es así, si los salarios suben por ese proceso de contaminación, de nivelación que hemos visto, y hay actividades de exporta­ ción, cuya técnica no ha podido mejorar en la medida suficiente para que esta actividad pueda pagar los mayores salarios, ¿qué va a ocurrir? Esta actividad no podrá seguir compitiendo en el mercado internacional.” (Conferencia N" 4, p. 12.) De allí que resultara necesario subsidiar para aproximar los salarios en todas las ramas pro­ ductivas y no perder competitividad por el au­ mento de los precios derivado de este proceso. El subsidio, en consecuencia, tenía dos causas: i) la tendencia a la homogeneización de los salarios, y ii) las desigualdades en el progreso técnico de los distintos sectores y ramas de la economía. Prebisch ponía como ejemplo el caso esta­ dounidense: “¿Por qué rr.uu (...) ha tenido que proteger, no obstante su enorme eficiencia en ciertas líneas de la producción, no la [actividad] agropecuaria solamente sino ciertas industrias de la competencia extranjera? También por el mis­ mo fenómeno, porque tal vez en esas industrias la productividad no haya progresado tanto como en las otras o como en otros países. O tal vez porque en otros países competidores el nivel de los salarios, debido al menor incremento de la productividad, ha subido menos que en los ek .u u . Entonces, para compensar esa diferencia de sa­ larios se han visto llevados a la protección.” (Con­ ferencia N" 4, p. 12.) Y al comparar ese ejemplo con el de los países latinoamericanos, sostenía: “Si ello es así en los EE.uu, esforcémonos en ver claramente el proble­ ma en países de mucho menores recursos y po­ tencialidad, sin sorprendernos de la necesidad de protección en países que tienen una densidad de capital tan baja como son los nuestros.” (Con­ ferencia N"4, pp. 13-14.) Y agregaba: “Nuestros

REVISTA DE LA CEPAL N" 43 / Abril de 1991

164

países son países de escaso capital. El término medio de capital por hombre dista mucho del nivel de los países industriales. ¿Cómo es posible entonces, si la productividad es función de la cantidad de capital por hombre, que países que están en una etapa todavía atrasada de su desa­ rrollo económico adquieran bruscamente la pro­ ductividad de los países industriales, si no tienen el capital necesario para hacerlo? (...) Si no po­ demos adquirir igual productividad, ¿cómo es posible sostener que pueda desarrollarse una in­ dustria para absorber el sobrante de mano de obra de la producción primaria sin protección aduanera? Ahora, la protección se justificará en diversa medida, según las industrias, pero me parece evidente que, dada la diferencia de pro­ ductividad, no podría establecerse un gran nú­ mero de industrias necesarias para absorber la mano de obra y elevar el coeficiente total de pro­

ductividad sin la protección.” (Conferencia N" 4, pp. 13-14.) Ahora bien, Prebisch —y lo destacaría prin­ cipalmente en muchos de sus trabajos posterio­ res— no fue nunca partidario de una protec­ ción indiscriminada. El se refería en esta conferencia a “la protección necesaria para compensar diferencias de productividad. Entre esto y defender la protección en masa y exage­ rada, hay una diferencia muy grande.” (Confe­ rencia N" 4,p. 15.) ¿Habría alguna solución para evitar la im­ plantación de los subsidios? Sí, había una, pero Prebisch la descartaba de plano: era la reducción de los salarios, que traería aparejado, como él mismo lo había expuesto en conferencias ante­ riores, el deterioro de los términos del intercam­ bio, con su secuela de perjuicios para los países de la región.

V Un programa y una política de desarrollo En e.sta quinta conferencia,’^Prebisch destacó en primer lugar la neutralidad que debían tener los planes de desarrollo económico, con el objeto de despojarlos de toda posible calificación de tipo ideológico. Para Prebisch, un programa era un mecanismo que podía adoptarse y ser utilizado en el marco de distintas políticas globales, ya sea aquéllas más marcadamente “intervencionistas”, o las que se basaban en la libre iniciativa privada. El imperativo de adoptar un programa se debía a la necesidad de prevenir. Recordando seguramente su propia experiencia en la Argen­ tina de los años treinta, destacaba que en los paí­ ses latinoamericanos, durante la segunda guerra mundial y en la inmediata postguerra, “la im­ provisación debido al imperio de circunstancias nuevas y muchas veces impredecibles”, había traído consigo una serie de desajustes y desequiR aúl Prebisch, “Los problem as del desarrollo econó­ mico en A m érica L atina”, C onferencia N" .5, O n t r o L atinoa­ m ericano d e C apacitación en Planes y Proyectos A gropecua­ rios y M aterias C onexas, Santiago de Chile, 29 de octubre d e 1951 , mimeo.

librios que estaban “trabando el desenvolvimien­ to regular y ordenado de nuestras economías”. Esos desajustes eran externos e internos, y el de­ sequilibrio era una consecuencia dinámica del propio proceso de crecimiento. Las exportacio­ nes de los países latinoamericanos, excepto las de Venezuela y alguna otra, no crecían en la medida necesaria para permitir a un país en cre­ cimiento satisfacer todas las necesidades de im­ portación conexas. No obstante, sostenía Pre­ bisch, “el que exista en buena parte de los casos esta tendencia persistente al desequilibrio no quiere decir en modo alguno que el desequilibrio sea una consecuencia fatal del crecimiento”. A su juicio, la existencia del mismo se debía a la forma en que se había dado el proceso de desa­ rrollo en los países de la región, “sin someterse a programa de ninguna naturaleza”. De allí que, en su concepción, establecer un programa cons­ tituía un acto de previsión, “un acto elemental para tomar a tiempo medidas que conducen a trastornos y desajustes cuando se improvisan, co­ mo lo demuestra la experiencia.”. (Conferencia N” 5, pp. 4-5.)

PREBISCH Y LAS RELACIONES AGRICULTURA-INDUSTRIA / C.Cattaneo

Subrayaba Prebisch más adelante que el pro­ grama no especificaba cómo habría de operar el Estado para hacer frente a los requerimientos, ‘‘No sustentamos opinión sobre eso”, acotaba, si­ no sobre ‘‘la necesidad de que se tomen algunas medidas, ya sea por un conducto u otro, para resolver ese problema.” (Conferencia N" 5, p. 5.) Para brindar una idea clara de este aspecto, alu­ día una vez más (sin nombrarla directamente) a la Argentina. “Hay países”, decía, “donde se ha querido llevar muy lejos el impulso industrial. Como consecuencia de ello, ese país ha necesita­ do, en forma creciente, de materias primas y bie­ nes de capital, por un lado. Por otro lado, se ha descuidado la agricultura, se han realizado gran­ des inversiones en la industria y en obras públi­ cas, y no se ha tenido en cuenta que los bienes de capital y las materias primas se podrían con­ seguir, principalmente, mediante las exportacio­ nes. Pero se omitió este aspecto y no se le brin­ daron a la agricultura ni los incentivos ni las maquinarias suficientes para mantener y desa­ rrollar el volumen de su producción”. “En esta forma”, proseguía, “llega un momento en que ese país no puede seguir avanzando industrial­ mente porque no tiene los medios para seguir adelante. No tiene medios exteriores, porque ha descuidado su agricultura, no dándole incentivos ni medios de capitalización que le permitan pro­ ducir lo mismo o más que antes con menos gen­ te”. Y remataba: “Vean ustedes otro caso en que la falta de un programa que considere atenta­ mente los distintos aspectos de la economía ha llevado a un país a un atolladero, con graves perjuicios para el desarrollo de su economía.” (Conferencia N‘' 5, pp. 6-7.) Más adelante, Prebisch indicaba cómo se de­ bía partir de un adecuado diagnóstico para con­ cebir un programa de desarrollo económico. A partir de allí, y habiendo identificado los proble­ mas claves, debería buscarse la forma de resol­ verlos, a través de los medios técnicos y los re­ cursos financieros de que se dispusiera para efectuar las inversiones requeridas*^. Se debería *^“E.sa tarea d e cotejo, de confrontación de ideas, esa nece.sidad d e te n e r u n o rd e n de prelación no ha sido satis­ fecha. H em os ido in d ividualm ente a b o rd a n d o cada uno de nosotros distinto.s aspectos de u n problem a, según nuestra pro p ia e xperiencia p a rticu la r p ero sin n in g u n a visión de con­ ju n to ,” {(conferencia N" 5, p.8.)

165

confeccionar entonces un listado de prioridades para la asignación eficiente y eficaz de esos re­ cursos y medios. La falta en América Latina de ese “listado y orden de prelación”, que sólo podía brindar la programación, se constituía, en con­ secuencia, en una de las limitaciones más impor­ tantes para el proceso de desarrollo.*^ Luego de razonar así, Prebisch señalaba cuál debería ser el papel de la agricultura dentro de un programa. En primer lugar, se preguntaba: “Ante todo, ¿es posible o aconsejable hacer un programa agrícola sin tener en cuenta los linca­ mientos de un programa económico general? Creo que sería un profundo error. Podrá resol­ verse tal o cual problema parcial de la agricultura, pero si se trata de estimular la agricultura en su conjunto y de hacerla responder a ciertos obje­ tivos, sostengo que esos objetivos de un programa agrícola no podrían trazarse independientemen­ te de los objetivos de un programa económico general. ¿Por qué? Podrían llegar a ser incom­ patibles porque ciertos objetivos agrícolas depen­ den del cumplimiento de otros objetivos genera­ les de la economía.” Más aún, continuaba argumentado, “en los planes agrícolas vemos con frecuencia el propósito de alentar ciertas pro­ ducciones para sustituir importaciones. ¿Pero es posible determinar la conveniencia de hacer esa sustitución en la agricultura, sin saber si hay otras .sustituciones más económicas, más convenientes para el país en la industria?” (Conferencia N" 5, p. 11.) Al respecto mencionaba el ejemplo de México, país al cual, estimaba, le había resultado conveniente incrementar sus exportaciones de productos primarios para costear sus necesidades de importaciones. Por último, Prebisch alertaba sobre ciertos aspectos que le inquietaban relativos a la forma en que se iba desenvolviendo el proceso de de­ sarrollo en los países de la región, a algunas con­ tradicciones en materia de políticas y a formas de consumo suntuario que consideraba incom­ patibles con el desarrollo, ante lo cual hacía hin­ capié en la importancia del papel que debería '**“Yo no creo que podam os ex h ib ir m uchos ejem plos de países de A m érica L atina qu e hayan logrado hasta a hora po r el esfuerzo sistem ático de sus econom istas responsables, hacer ese cu ad ro indispensable com o p u n to de p a rtid a de un p ro g ram a .” {Conferencia N" 5, p.9.)

166

desempeñar el sistema fiscal en esta materia. Al respecto, coincidía con el Informe de la Misión Currie acerca de gravar la tierra de acuerdo con su capacidad productiva, a fin de que “aquella

REVISTA DE LA CEPAL N" 43 / AbHl de 1991

tierra de alta productividad que esté mal cultiva­ da pague un impuesto” que lleve a su venta o a que se la cultive mucho mejor. (Conferencia N" 5, p. 15.)

Celso Furtado; Doctor Honoris Causa Wilson Cano * Esta ceremonia de otorgamiento del título de Doctor Honoris Causa al profesor Celso Furtado es, ante todo, un acto de justicia. Hoy rendimos homenaje a un ciudadano ejemplar, maestro de todos nosotros. Nacido y criado en el sufrido nordeste brasileño, Celso Furtado conoció desde joven lo que es la vida del hombre en esta región tan subdesarrollada. Con tenacidad, a la edad de 24 años, perfeccionó sus estudios de derecho en Río de Janeiro y cuatro años más tarde llevó a feliz término la ardua tarea de obtener el doctorado en Economía en París, ciudad donde concebiría las raíces de la economía política del sub­ desarrollo. Por el hecho de vivir en una sociedad europea pudo comparar el desarrollo con la miseria que conocía, y comenzar a percibir mejor los obstáculos políticos, económicos y sociales que se interponían en el tránsito hacia el desarrollo económico y social. A los 29 años ingresó como economista a la Comisión Económica para América Latina en la que asumió el importante puesto de Director de la División de Desarrollo Económico. Allí, junto con Noyola, Ahumada, Sunkel y más tarde con Aníbal Pinto, bajo el liderazgo del tan recordado Prebisch, tuvo una participación decisiva en la formulación de las ideas básicas de la escuela del pensamiento económico de la c e p a l . Pudo, así, consolidar sus conocimientos teóricos y prácticos sobre el proceso histórico del subdesarrollo económico. A partir de entonces Furtado asume la condición de uno de los principales teóricos del subdesarrollo y de gran investigador de la historia económica de América Latina, en especial de Brasil. Su carácter íntegro, su sentido de responsabilidad para combatir la miseria, su formación humanista y su sentido de hombre público lo llevaron a asumir altos puestos públicos, entre los cuales no podemos dejar de mencionar los siguientes: - Presidente (1953-1955) del Grupo de Estudios c e p a i Vb n d e , que aportó los elementos esenciales para el famoso Plano de Metas de Juscelino Kubitscheck; - Director (1958-1959) del Banco Nacional de Desenvolvimento Econòmico ( b n d e ); - Fundador y primer Superintendente (1960-1964) de la Superintendencia do Desen­ volvimento Econòmico do Nordeste (s u d e n e ); ’ - Ministro de Planificación del gobierno de Joáo Goulart (1962-1963). La violencia del golpe militar de abril de 1964, que lo privó de sus derechos políticos, lo apartó abruptamente de la gestión pública nacional durante muchos años. Con el retorno de la democracia regresó para asumir los cargos de: - Embajador de Brasil ante la Comunidad Económica Europea (1985-1986); - Ministro de Cultura (1986-1988) del gobierno de Sarney. Su vida académica no ha sido menos brillante, tanto en la Universidad de Yale y de Columbia (Estados Unidos), como las de Cambridge (Reino Unido) o la Sorbonne (Francia). Como escritor, su extensa obra publicada consta de innumerables artículos (difundidos en Brasil y en el extranjero) y nada menos que de 27 libros, 10 de los cuales fueron traducidos a varios idiomas. Cabe mencionar, entre otros, sus escritos clásicos Formación económica del Brasil y Desarrollo y subdesarrollo, aparecidos entre 1959 y 1961, y adoptados como libros de texto en casi todos los cursos de economía y ciencias sociales del país, y sus publicaciones más recientes La fantasía organizada (1985) y A Fantasia Desfeita (1989), reflejo esta última de su frustración ante la crisis económica y política del país. * E conom ista brasileño, p ro feso r titu lar d e econom ía brasileña y c o o rd in a d o r de la C om isión de Investigación del In stitu to d e Econom ía d e la U niversidad de C am pinas ( u n i c a m p ), Alocución p ro n u n c ia d a el 21 de agosto de 1990 con m otivo de la cerem onia en que el ho m en ajead o recibió el título d e D octor H onoris Causa de la U niversidad de C am pinas.

168

REVISTA DE LA CEPAL N“ 43 / Abril de 1991

Su obra maestra, Formación económica del Brasil* constituyó el primer trabajo analítico sobre nuestra historia económica, y ha sido objeto incluso de varios ensayos conmemorativos al cumplir sus tres décadas de existencia. El hecho de que haya sido traducida al inglés, francés, italiano, español, japonés, alemán y polaco, es testimonio de su calidad y del interés que ha despertado su lectura. Al respecto, hay un hecho curioso que el autor revela en La fantasía organizada, sobre el susto que sufrió a fines de los años cincuenta al saber que se habían extraviado los originales de ese libro magistral. Buscándolos en Brasil, los encontró en un depósito de la oficina de correos, donde se hallaban retenidos como material sospechoso ... El libro titulado Desarrollo y subdesarrollo, uno de sus más destacados, que constituye una referencia obligada en la bibliografía sobre lá teoría del desarrollo económico, ha sido traducido también al inglés, francés, español y persa. Faltarían páginas y tiempo para poder dar una imagen más acabada de la obra de Furtado y de sus principales contribuciones al pensamiento económico. Parte de lo que aquí se expone lo extraje del reciente ensayo del propio autor (Entre inconformismo e reformismo) y parte, del contacto que tuve y que tengo con varias de sus obras. Huelga recordar que Furtado es uno de los primeros constructores de la teoría del desarrollo económico. Entre sus múltiples aportes en este campo me permito destacar algunos sucintamente. Fue el precursor que promovió en nuestro medio el entendimiento de lo que significa el proceso de industrialización en su sentido amplio, es decir, un proceso que involucra la trans­ formación general de la sociedad —y no sólo se restringe a las actividades propiamente industriales— tanto en sus aspectos productivos y técnicos como en las esferas políticas, sociales y culturales. Su rescate del concepto de excedente social lo hizo entender el desarrollo económico no como un proceso de expansión cuantitativa de la economía, sino sobre todo como un proceso de transformación cualitativa de la sociedad, de desarrollo de las llamadas fuerzas produc­ tivas. Quisiera recordar también sus comentarios críticos sobre las conferencias del profesor R. Nurkse dictadas en Brasil en 1951, cuando ese autor se refería a las limitaciones del tamaño del mercado para hacer un mayor uso del capital, y concluía que el progreso económico no era un acontecimiento espontáneo o automático y que el estancamiento automático era asimilable al “flujo circular” de Schumpeter. En 1954, y también más tarde en su obra Desarrollo y subdesarrollo, Furtado criticaría con contundencia a Schumpeter, demostrando, entre otras cosas, la falsa universalidad de su teoría según la cual el empresario sería un fenómeno de todas las organizaciones sociales, desde la socialista a la tribal, lo que implica aislar al empresario del mundo en que vive. Por último, demostró que, pese a la importancia de la teoría de las innovaciones de Schumpeter, el entendimiento del avance de la técnica exige una explicación del proceso de acumulación de capital, es decir, una explicación histórica. Sus reflexiones teórico-históricas fundamentales, formuladas en especial en la década de 1950, condujeron a Furtado y sus principales colegas de la c e pa l en esos años, a cimentar las bases dél estructuralismo cepalino, retomando la tradición analítica del pensamiento mar­ xista, mediante el examen de las estructuras sociales y, por ende, el uso de parámetros no económicos en los análisis macroeconómicos. La estructura agraria, la estructura social, la estructura distributiva, la teoría de la dependencia, el enfoque estructuralista de la inflación, fueron los principales frutos teóricos, económicos y sociales del pensamiento cepalino, en el que Furtado tuvo una presencia decisiva. *V éanse los artículos conm em orativos d e los 30 años de publicación d e esta obra, de G uido M antega y R icardo Bielschowsky, en Revista de Economía Política, vol. 9, N “ 4, octubre-diciem bre de 1989.

CELSO FURTADO: DOCTOR HONORIS CAUSA / W.Cano

La síntesis que acabo de hacer de sus principales reflexiones permite extraer tres grandes conclusiones sobre el proceso de desarrollo económico latinoamericano, que siguen abso­ lutamente vigentes: i) La necesidad de abandonar el criterio de las ventajas comparativas estáticas como fundamento de la inserción en la división internacional del trabajo; ii) La necesidad de implantar la planificación; y iii) La necesidad de fortalecer la sociedad civil. El rotundo fracaso de las tentativas de reimplantar la economía liberal en América Latina al concluir la segunda guerra mundial, ratificó ampliamente la primera aserción. La situación caótica a que llegaron la mayor parte de los Estados latinoamericanos, confirmó con creces la segunda y las trayectorias autoritarias de los últimos 30 años avalaron la tercera. Sus profundos conocimientos de historia económica y su preocupación por la historia y el destino de América Latina lo llevaron a entender muy pronto que el proceso de desarrollo capitalista forjó a partir de la maduración de la primera revolución industrial una cierta división internacional del trabajo que dio origen a la llamada periferia subdesarrollada, con el objetivo claro de apropiarse de parte del excedente generado en ella, lo que a su vez causó en el seno de la misma una apropiación concentrada, antisocial y antidemocrática de otra parte del mismo. Luchador incansable por el desarrollo económico de la periferia tuvo, sin embargo, que reconocer con pesar la casi imposibilidad de generalizar —a todos los estratos de la población de los países subdesarrollados— los patrones de ingreso y consumo observados en los países desarrollados. Llegó a esa conclusión mientras criticaba las catastróficas previsiones hechas por el Club de Roma contenidas en The Limits to Growth, publicado en 1972. Esa reflexión se encuentra en su obra clásica El desarrollo económico: un mito, de 1974. En cuanto a la industrialización de Brasil, también fue un precursor en entenderla como un proceso a partir de la recuperación de la “crisis del 29”, distinguiéndola del período anterior que denominó de “industrialización inducida por el sector exportador”. En lo que toca a la primera fase del proceso de industrialización brasileña (la industria­ lización restringida) cabe recordar algunas otras contribuciones de Eurtado: i) Su interpretación clásica y pionera de la “política keynesiana”, adoptada por Vargas antes de que el propio Keynes hubiera concebido sus políticas anticíclicas, en que muestra los mecanismos de la política económica para defender el nivel de ingreso y empleo entre 1930 y 1933. La estructura de ese análisis sigue en pie hasta hoy pese a la escasa base empírica utilizada entonces. Las tentativas ideológicas para desvirtuarlo, desplegadas du­ rante su exilio, no prosperaron pues los diversos trabajos de otros economistas reafirmaron el carácter pionero, el acierto y la validez del análisis de Eurtado. ii) Con su competencia y su esfuerzo teórico consiguió sistematizar mejor que Roberto Simonsen la argumentación teórica y política a favor de la industrialización brasileña, des­ virtuando de una vez por todas las viejas y desgastadas argumentaciones de las corrientes más conservadoras del país en la década de 1950, cuyo principal representante y opositor de Roberto Simonsen —Eugenio Gudin— tuvo la osadía ideológica de afirmar, en su O caso das Na^Óes Subdesenvolvidas, que el desarrollo económico (y por tanto, la industrialización) era función del clima, algo propio de un país no tropical ... Con todo, los méritos de Eurtado no sólo deben reflejar las dimensiones parciales de su productiva vida. Hay que representarla en forma integral como su familiaridad con la historia, su enfoque interdisciplinario, el rigor de su análisis económico, su comprensión teórica ecléctica y sus compromisos con la política. Empero, hay que reflejar sobre todo la dimensión humanista de Eurtado y su constante búsqueda de la verdad. Cabe recordar además su antiguo y permanente compromiso con la democracia, palabra por lo demás muy presente en todos sus textos y discursos. Por último, permítame—profesor Celso Eurtado— llamarlo maestro, palabra que para

169

170

REVISTA DE LA CEPAL N" 43 / Abril de 1991

nosotros reviste más contenido que forma, y que entendemos que es la cualidad de quien consigue enseñar, de quien forma discípulos. Ojalá puedan nuestros economistas más jóvenes aprovechar sus enseñanzas. Para que comprendan mejor la problemática de nuestras sociedades heterogéneas; para que tengan la humildad de saber qué poco saben sobre el camino recorrido; para que se curen de la indigestión de los últimos 10 años de monetarismo, deuda, déficit y coyuntura; para que no sufran la recaída neoestructuralista y neoschumpeteriana. Para recordar, por último, en todo momento que las expresiones “inversión, propensión, demanda, son definiciones abstractas”, y que la economía es una ciencia social constituida por hombres. (Traducido del portugués.)

Orientaciones para los colaboradores de la Revista de la cepal

La Dirección de la Revista tiene interés permanente en estimular la publicación de artículos que analicen el desarrollo económico y social de América Latina y el Caribe. Con este propósito en mente y con el objeto de facilitar la presentación, consideración y publicación de los trabajos, ha preparado la información y orien­ taciones siguientes que pueden servir de guía a los futuros colaboradores. —El envío de un artículo supone el compromiso por parte del autor de no someterlo simultáneamente a la consideración de otras publicaciones periódicas. —Los trabajos deben enviarse en su original español, portugués o inglés, y serán traducidos al idioma que corresponda por los servicios de la c e p a l . —La extensión de los trabajos no deberá exceder de 33 páginas {me­ canografiadas a doble espacio en formato carta), pero también se considerarán artículos más breves. Es conveniente enviar un original y una copia. También es recomendable el envío de diskettes, si los hubiere ( ib m o compatible, programa WordPerfect). —Toda colaboración deberá venir precedida de una hoja en la que aparezca claramente, además del título del trabajo, el nombre del autor, su afiliación institucional y su dirección. Se solicita, además, acompañar una presentación breve {no más de 250 palabras) del artículo, en que se sinteticen sus propósitos y conclusiones principales. —Las notas deberán limitarse a las estrictamente necesarias y se encarece revisar cuidadosamente las referencias bibliográficas y las citas textuales, ya que son de responsabilidad del autor. Se recomienda, asimismo, restringir el número de cuadros y gráficos al indispensable y evitar su redundancia con el texto. —Recomendación especial merece la bibliografía. Se solicita coñsignar con exactitud en cada caso, toda la información necesaria {nombre del o los autores, título completo incluido subtítulo cuando corresponda, editor, ciudad, mes y año de publicación y si se trata de una serie, indicar el título y el número del volumen o la parte correspondientes, etc.). —La Dirección de la Revista se reserva el derecho de encargar la revisión y los cambios editoriales que requieran los artículos. —Los autores recibirán un ejemplar de cortesía de la Revista en que aparezca su artículo más 30 separatas del mismo, tanto en español como en inglés, al tiempo de la aparición de la publicación en uno u otro idioma.

Libros de la C E P A L 1 Manual de proyectos de desarrollo económico, 1958, 5" ed. 1980, 264 pp, 1 Manual on economic development projects, 1958, 2" ed. 1972, 242 pp. 2 América Latina en eì umbral de los años ochenta, 1979, r ed 1980, 203 pp, 3 Agua, desarrollo y medio ambiente en A mérica Latina, 1980, 443 pp. 4 Los bancos transnacionales y el financiamiento

Publicaciones de la CEPAL COMISION ECONOMICA PARA AMERICA LATINA Y £L CARIBE Casilla 1 73-0 Santiago de Chile

externo de América Latina. La experiencia del Perú,

1980, 265 pp. 4

PUBLICACIONES PERIODICAS 5

Revista de la C E P A L

Transnational banks and the externa! finance of Latin America: the experience of Peru, 1985, 342 pp. La dimensión ambienta! en los estilos de desarrollo de América Latina, por Osvaldo Sunkel, 1981, T ed.

1984, 136 pp. La Revista se inició en 1976 como parte del Programa de

Publicaciones de la Comisión Econòmica para América Latina y el Caribe, con el propòsito de contribuir al examen de los problemas del desarrollo socioeconómico de la región. Las opiniones expresadas en los artículos firmados, incluidas las colaboraciones de los funcionarios de la Secretaria, son las de los autores y, por lo tanto, no reflejan necesariamente los puntos de vista de la Organización. La Revista de la CEPAL se publica en español e inglés tres veces por año. Los precios de subscripción anual vigentes para 1991 son de US$16 para la versión en español y de US$18 para la versión en inglés. El precio por ejemplar suelto es de US$10 para ambas versiones.

Estudio Económico de Economic Survey of Latin América Latina y el Caribe America and the Caribbean 1980, 1981, 1982, 1982 1983, 1983, 1984, 1384, 1985, 1986, 1987, 1988,

voL voi voi voi. voi voi.

1 II 1 II

/ //

664 863 693 199 694 179 702 233 672 734 692 741

pp. pp pp. pp. PP pp. pp. pp. pp. pp. PP pp.

1980, 1981. 1982, 1982, 1983, 1983, 1984. 1984. 1985, 1986. 1987. 1988,

voi. voi voi voi. voi. voL

1 II 1 II 1 U

629 837 658 186 686 166 685 216 660 729 685 637

pp. pp. pp. pp. pp. pp. pp. pp. pp. pp. PP pp.

{También bay ejemplares de años anteriores)

6 6

7 8

vols. I y II, 1983, 720 pp. 9 10 11 11

Anuario Estadístico de América Latina y el Caribe/

La mujer en el sector popular urbano. América Latina y el Caribe, 1984, 349 pp. A vanees en la interpretación ambiental del desarrollo agrícola de América Latina, 1985, 236 pp. El decenio de la m ujer en e l escenario latinoamericano, 1986, 216 pp, The decade for women in Latin America and the Caribbean: background and prospects, 1988,

215 pp. 12 12

13 14 15 15

16

América Latina: sistema monetario internacional y financiamiento externo, 1986, 416 pp. Latín America: international monetary system and external financing, 1986, 405 pp, Raúl Prebisch: Un aporte a! estudio de su pensamiento, 1987, 146 pp, Cooperativismo latinoamericano: antecedentes y perspectivas. 1989, 371 pp. CEPAL, 4 0 años (1948-1988), 1988, 85 pp. ECLAC 4 0 Years (1948-1988), 1989, 83 pp, América Latina en la economia mundial, 1988,

321 pp. 17 18

Statistica! Yearbook for Latra America and the Caribbean

La mujer y el desarrollo: guia para la planificación de programas y proyectos, 1984, 115 pp. Women and development: guidelines for programme and project planning, 1982, 3" ed. 1984, 123 pp, Africa y América Latina: perspectivas de la cooperación interregional, 1983, 286 pp. Sobrevivencia campesina en ecosistemas de altura,

19 20

Gestión para et desarrollo de cuencas de aba montaña en la zona andina, 1988, 187 pp. Políticas macroeconómicas y brecha externa: América Latina en los años ochenta, 1989, 201 pp, CEPAL, Bibliografia, 1948-1988, 1989, 648 pp. Desarrollo agrícola y participación campesina, 1989,

404 pp, 21 1980, iRtst, 1381 1983, 1984, 1985,

617 pp. 727 u r pp. (1982/1983) 749 pp. 761 pp. 792 pp.

1986, 1987, 1988, 1983,

782 714 782 770

(También hay ejemplares de años anteriores)

pp, pp, pp. pp.

22 23

Planificación y gestión del desarrollo en áreas de expansión de la frontera agropecuaria en América Latina, 1989, 113 pp, Transformación ocupacional y crisis social en América Latina, 1989, 243 pp. La crisis urbana en América Latina y el Caribe: reflexiones sobre alternativas de solución, 1990,

197 pp.

PUBLICACIONES RECIENTES DE LA CEPAL

25

Transformación

productiva

con

equidad,

173

1990,

17

185 pp. 25

Changing production pattorns with socia! equity,

26

América Latina y ei Caribe: opciones para reducir e! peso de ia deuda, 1990, 118 pp. Latin America and the Caribbean: options to reduce the debt bv>-*‘ 1390, 1 1C pp

1990, 177 pp,

26

18

In te rn a tio n a l developm ent s tra te g y and establishment o f a new international economic order, 1977, 3" ed. 1985, 59 pp, Rakes históricas de las estructuras distributivas de América Latina, por A. di Filippo, 1977, 2" ed. 1983,

64 pp, 19

por C. Massad y R. Zahier, 1977, 2" ed. 1986, 66 pp. $ / n United States — Latín American trade and financial Dos estudios sobre endeudamiento externo,

relations:

SERIES MONOGRAFICAS

some

policy

recommendations.

5, Weintraub, 1977, 44 pp. 20

Tendencias y proyecciones a largo plazo del desarrollo económico de América Latina, 1978,

21

2 5 años en la agricultura de América Latina: rasgos principales 1950-1375, 1978, 2" ed. 1983, 124 pp. Notas sobre la familia como unidad socioeconómica, por Carlos A. Borsotti, 1978, T ed. 1984, 60 pp. La organización de la información para la evaluación del desarrollo, por Juan Sourrouille, 1978, 2" ed.

Cuadernos de la C E P A L

3" ed. 1985, 134 pp. 1 América Latina:

2

ei nuevo escenario regional y m undial/Latin America: the new regional and world setting, (bilingüe), 1975, 2" ed. 1985, 103 pp, Las evoluciones regionales de la estrategia internacional de! desarrollo, 1975, 2" ed. 1984,

22 23

73 pp.

1984, 61 pp. 3 4

strategy. 1975, 2" ed. 1985, 82 pp. Desarrollo humano, cambio social y crecimiento en América Latina, 1975, 2" ed. 1984, 103 pp. Relaciones comerciales, crisis monetaria e integración económica en América Latina, 1975,

24

Contabilidad nacional a precios constantes en América Latina, 1978, 2" ed. 1983, 60 pp. s /n Energy in Latín America: The Historical Record,

J. Mullen, 1978, 66 pp, 25

Ecuador: desafíos y logros de la política económica en la fase de expansión petrolera. 1979, 2" ed. 1984,

26

Las transformaciones rurales en América Latina: ¿desarrollo social o marginadón?, 1979, 2" ed,

27

La dimensión de la pobreza en América Latina,

85 pp. 5 6

Síntesis de ia segunda evaluación regional de la estrategia internacional de!desarrollo, 1975, 72 pp. Dinero de valor constante. Concepto, problemas y experiencias, por Jorge Rose, 1975, 2“ ed. 1984,

43 pp. 7

La coyuntura internacional y et sector externo,

153 pp.

1984, 160 pp.

1975,

2" ed. 1983, 106 pp.

28

Organización institucional para el control y manejo de la deuda externa. El caso chileno, por Rodolfo

29

31

La política monetaria y et ajuste de la balanza de pagos: tres estudios, 1979, 2" ed. 1984, 61 pp. Monetary policy and balance of payments adjustment: three studies, 1979, 60 pp. América Latina: las evaluaciones regionales de la estrategia internacional del desarrollo en los años setenta, 1979, 2“ ed. 1982, 237 pp. Educación, imágenes y estilos de desarrollo, por

32

Movimientos internacionales de capitales,

8

La industrialización latinoamericana en los años setenta, 1975, 2" ed. 1984, 116 pp. 9 Dos estudios sobre inflación 1972-1374. La inflación en los países centrales. América Latina y la inflación importada, 1975, 2" ed. 1984, 57 pp, s /n Canada aadthe foreign firm, O.PoWocK 1976,43 pp. 10 Reactivación del mercado común centroamericano,

Hoffman. 1979, 35 pp.

29

30

1976, 2" ed. 1984, 149 pp. 11

Integración y cooperación entre países en desarrollo en ei ámbito agrícola, por Germánico Salgado, 1976,

2“ ed, 1985, 62 pp. 12

Temas del nuevo orden económico internacional,

6. Rama, 1979, 2" ed. 1982, 72 pp.

1976, 2" ed. 1984, 85 pp. 13

En torno a las ideas de la CEPAL: desarrollo, industrialización y comercio exterior, 1977, 2" ed.

14

En torno a las ideas de la CEPAL: problemas de la industrialización en América Latina, 1977, 2“ ed.

15

Los recursos hidráulicos de América Latina. Informe regional, 1977, 2" ed. 1984, 75 pp. The water resources of Latín America. Regional report 1977, T ed. 1985, 79 pp. Desarrollo y cambio social en América Latina, 1977,

33

Informe sobre las inversiones directas extranjeras en América Latina, por A. E. Calcagno, 1980, 2" ed.

34

Las fluctuaciones de la industria manufacturera argentina, 1950-1978. por D. Heymann, 1980, 2“ ed. 1984, 234 pp. Perspectivas de reajuste industrial: la Comunidad Económica Europea y los países en desarrollo, por

1982, 114 pp.

1984, 46 pp.

16

35

B. Evers, G. de Groot yW. Wagenmans, 1980,2" ed. 1984, 69 pp, 36

2" ed. 1984, 59 pp. 17

E s tra te g ia in te rn a c io n a l de d e s a rro llo y establecimiento de un nuevo orden económico internacional. 1977, 3" ed. 1984, 61 pp.

por R, H.

Arriazu, 1979, 2" ed. 1984, 90 pp.

1985, 57 pp.

15

por

Oscar Altimir, 1979, 2" ed. 1983, 89 pp.

37

Un análisis sobre la posibilidad de evaluar la solvencia crediticia de tos países en desarrollo, por A. Saieh, 1980, 2“ ed. 1984, 82 pp. Hacia los censos latinoamericanos de los años ochenta, 1981, 146 pp.

174

REVISTA DE LA CEP AL N" 43 / Abril de 1991

s/n The economìe relations of Latin America with Europe, 1980, 2“ ed. 1983, 156 pp. 38 Desarrollo regional argentino: la agricultura, por J, Martin, 1981 T ed. 1984, 111 pp. 39 Estratificación y movilidad ocupaclonal en América Latina, por C, Filgueira y C, Geneletti, 1981, 2" ed.

1985, 162 pp. 40 40

41

Programa de acción regional para América Latina en los años ochenta. 1981, 2“ ed, 1984, 62 pp. Regional programme of action for Latín America in the 1980s, 1981, 2" ed. 1984, 57 pp. f / desarrollo de América Latina y sus repercusiones en la educación. Alfabetismo y escolaridad básica, América Latina y la economia mundial del café,

43

E! ciclo ganadero y la economia argentina,

44

Las encuestas de hogares en América Latina,

58 58

The evolution of the Latín American Economy in 1986, 1988, 95 pp.

59

Protectionism: regional negotiation and defence strategies, 1988, 261 pp Industrialización en América Latina: de la "caja negra" al "casillero vacio", por F. Fajnzylber, 1989, 2“ ed. 1990, 176 pp.

60

Industrialization in Latín America: from the "Black Box" to the “Empty Box", F. Fajnzylber, 1990,

1983,

61

Hacia un desarrollo sostenido en América Latina y e! Caribe: restricciones y requisitos, 1989, 94 pp.

1983,

51

Towards sustained development in Latin America and the Caribbean: restrictions and requisites, 1989,

62

La evolución de la economía de América Latina en 1987, 1989, 87 pp.

52

The evolution of the Latín American economy in 1987, 1989, 84 pp. Elementos para el diseño de políticas industriales y tecnológicas en América Latina, 1990, 172 pp. La industria de transporte reguiar internacional y la competitividad del comercio exterior de los países de América Latina y el Caribe, 1989, 132 pp.

1982,

172 pp.

95 pp. 160 pp. 122 pp. 45

Las cuentas nacionales en América Latina y el Caribe,

1983,100 pp. 45

46

National accounts in Latín America and the Caribbean, 1983, 97 pp. Demanda de equipos para generación, transmisión y transformación eléctrica en América Latina, 1983,

193 pp. 47

48 49

La economía de América Latina en 1982; evolución genera!, politica cambiaria y renegociación de la deuda externa, 1984, 104 pp. Políticas de ajuste y renegociación de la deuda externa en América Latina. 1984, 102 pp. La economia de América Latina y el Caribe en 1983: evolución genera!, crisis y procesos de ajuste, 1985,

95 pp. 49

50 51 51

52

The economy of Latin America and the Caribbean in 1983: main trends, the impact of the crisis and the adjustment processes, 1985, 93 pp. La CEPAL, encarnación de una esperanza de América Latina, por Hernán Santa Cruz, 1985, 77 pp. Hacia nuevas modalidades de cooperación económica entre América Latina y el Japón, 1986, 233 pp. Towards new forms of economic co-operation between Latin America and Japan, 1987, 245 pp. Los conceptos básicos del transporte marítimo y la situación de la actividad en América Latina, 1986,

112 pp, 52

Basic concepts of maritime transport and itspresant status in Latin America and the Caribbean, 1987,

53

Encuestas de ingresos y gastos. Conceptos y métodos en la experiencia latinoamericana. 1986, 128 pp. Crisis económica y políticas de ajuste, estabilización y crecimiento, 1986, 123 pp. The economic crisis: Policies for adjustment, stabilization and growth, 1986, 125 pp. E! desarrollo de América Latina y et Caribe: escollos, requisitos y opciones, 1987, 184 pp. Latín American and Caribbean development: obstacles, requirements and options. 1987, 184 pp. Los bancos transnacionales y e l endeudamiento externo en la Argentina. 1987, 112 pp.

114 pp,

54 54

55 55

56

Et proceso de desarrollo de la pequeña y mediana empresa y su papel en el sistema industrial: el caso de Italia, 1988, 112 pp. La evolución de la economía de América Latina en 1986, 1988, 99 pp.

50

1982, 246 pp, 42

57

93 pp.

63 64

S4

The international common-carrier transportation industry and the competitiveness of the foreign trade of the countries of Latin America and the Caribbean.

65

Structural Changes in Ports and the Competitiveness of Latin American and Caribbean Foreign Trade,

1989, 116 pp.

1990, 126 pp.

Cuadernos Estadísticos de la C E P A L 1 América Latina: relación de precios dei intercambio, 1976, r ed. 1984, 66 pp. 2 Indicadores del desarrollo económico y socia! en América Latina, 1976, 2“ ed. 1984, 179 pp. 3 Series históricas del crecimiento de América Latina, 1978, 2" ed. 1984, 206 pp. 4 Estadísticas sobre la estructura del gasto de consumo de los hogares según finalidad del gasto, por grupos de ingreso. 1978,110 pp. (Agotado, reemplazadopor

Nfl 8) 5 El balance de pagos de América Latina, 1950-1977, 1979, 2" ed. 1984, 164 pp. 6 Distribución regional del producto interno bruto sectorial en los países de América Latina, 1981, 2" ed. 1985, 68 pp. 7 Tabias de insumo-producto en América Latina, 1983, 383 pp. 8 Estructura del gasto de consumo de los hogares según finalidad del gasto, por grupos de ingreso, 1984, 146 pp.

PUBLICACIONES RECIENTES DE LA CEPAL

9 Origen y destino dei comercio exterior de los poises

10

de la Asociación Latinoamericana de Integración y dei Mercado Común Centromerícano, 1985, 546 pp. América Latina: balance de pagos. 1950-1984,

1986, 357 pp. 11

El comercio exterior de bienes de capital en América Latina, 1986, 288 pp,

12

América Latina: Indices de comercio exterior, 19701984, 1987, 355 pp. América Latina: comercio exterior según la clasificación industrial internacional uniforme de todas las actividades económicas, 1987, Voi. I,

13

175

16

17 18

19

2" ed. 1983, 173 pp. 13

20

675 pp; Voi. II, 675 pp. 14

La distribución d e l ingreso en Colombia. A nte ce d e nte s e sta d ístico s y ca ra cte rística s socioeconómicas de los receptores. 1988, 156 pp.

Estudios e Informes de la C E P A L 1 Nicaragua: el impacto de la mutación política, 1981, 2" ed. 1982, 126 pp. 2 Perú 1968-1977: ta política económica en un proceso de cambio global. 1981, 2" ed. 1982, 166 pp. 3 La industrialUación de América Latina y la cooperación internacional, 1981, 170 pp. (Agotado, no será reimpreso.) 4 Estilos de desarrollo, modernización y medio ambiente en la agricultura latinoamericana, 1981, 4" ed. 1984, 130 pp, 5 El desarrollo de América Latina en los años ochenta, 1981, 2" ed. 1982, 153 pp. 5 Latin American developmant in the 1980s 1981, 2" ed. 1982, 134 pp. 6 6

7

Proyecciones del desarrollo latinoamericano en los años ochenta. 1981, 3" ed. 1985, 96 pp. Latín American development projections for the 1380s 1982, 2" ed. 1983, 89 pp. Las relaciones económicas externas de América Latina en los años ochenta, 1981, 2" ed, 1982,

21

22 23

9

24

1983, 236 pp. Agua potable y saneamiento ambienta! en América Latina. 1381-1990/Drinking water supply and sanitation in Latín America, 1981-1930 (bilingüe),

26

Los bancos transnacionates, el estado y el endeudamiento externo en Bolivia, 1983, 282 pp. Política económica y procesos de desarrollo. La experiencia argentina entre 1976 y 1981, 1983,

1983, 140 pp.

27

157 pp. 28 29

30

100 pp.

32

31

1981, 2“ ed, 1985, 101 pp.

33

11

Estilos de desarrollo de la industria manufacturera y medio ambiente en América Latina, 1982, 2" ed,

34

1984, 178 pp.

175 pp. 14

El sector externo: indicadores y análisis de sus fluctuaciones. El caso argentino, 1982, 2"ed. 1985,

216 pp. 15

Ingeniería y consultaría en Brasil y el Grupo Andino,

16

Cinco estudios sobre la situación de ta mujer en América Latina. 1982, 2“ ed. 1985, 178 pp.

1982, 320 pp.

Industrialización

en

Centroamérica,

1960-1980.

1983, 168 pp,

Dinàmica del subempleo en América Latina. PfíEALC,

13

Estilos de desarrollo, energía y medio ambiente: un estudio de caso exploratorio, 1983, 129 pp. Empresas transnacionates en ta industria de alimentos. El caso argentino: cereales y carne, 1983,

93 pp,

Integración y cooperación regionales en los años ochenta, 1982, T ed. 1982, 174 pp. Estrategias de desarrollo sectorial para los años ochenta: industria y agricultura, 1981, 2" ed. 1985,

Relaciones económicas de América Latina con ios países miembros del "Consejo de Asistencia Mutua Económica", 1982, 154 pp. Campesinado y desarrollo agrícola en Bolivia, 1982,

Establecimiento de empresas de reparación y mantenimiento de contenedores en América Latina y et Caribe, 1983, 314 pp, Establishing container repair and maintenance enterprises in Latín America and the Caribbean,

25

10

12

Measurement of employment and income in rural areas, 1983, 184 pp. Efectos macroeconómicos de cambios en las barreras a! comercio y a! movimiento de capitales: un modelo de simulación, 1982, 68 pp. La empresa pública en la economía: la experiencia argentina, 1982, 2“ ed. 1985, 134 pp. Las empresas transnacionales en la economía de Chile, 1374-1980, 1983, 178 pp La gestión y ta informática en tas empresas ferroviarias de América Latina y España, 1983,

195 pp, 24

180 pp. 8

Five studies on the situation of women in Latin America, 1983, 2" ed. 1984, 188 pp. Cuentas nacionales y producto materia! en América Latina. 1982, 129 pp. Et financiamiento de tas exportaciones en América Latina, 1983, 212 pp. Medición dei empleo y de los ingresos rurales, 1982,

35

36

Dos estudios sobre empresas transnacionates en Brasi!, 1983, 141 pp. La crisis económica internacional y su repercusión en América Latina. 1983, 81 pp. La agricultura campesina en sus relaciones con la industria, 1984, 120 pp. Cooperación económica entre Brasil y e l Grupo Andino: e! caso de los minerales y metales no ferrosos, 1983, 148 pp. La agricultura campesina y el mercado de alimentos: la dependencia externa y sus efectos en una economía abierta. 1984, 201 pp. El. capital extranjero en la economía peruana, 1984,

178 pp. 37 38 39

Dos estudios sobre politica arancelaria, 1984, 96 pp. Estabilización y Uberalizadón económica en el Cono Sur, 1984, 193 pp. La agricultura campesina y e l mercado de alimentos: et caso de Haití y e l de ta República Dominicana,

1984, 255 pp.

REVISTA DE LA CEPAL N" 43 / Abril de 1991

m

40 41

42

La industria siderùrgica latinoamericana; tendencias y potencia!, 1984, 280 pp. La presencia de las empresas transnacionales en la economia ecuatoriana, 1984, 77 pp. Precios, salarios y empleo en la Argentina: estadisticas económicas de corto pla^a, 1984,

65

66

67

378 pp. 43

El desarrollo de la seguridad soda! en América Latina,

68

1985, 348 pp. 44

Market structure, firm size and Brazilian exports,

69

1985, 104 pp. 45 46 47

La planificación dei transporte en países de América Latina, 1985, 247 pp. La crisis en América Latina: su evaluación y perspectivas, 1985, 119 pp, La juventud en América Latina y el Caribe. 1985,

69

70 70

181 pp. 48

Desarrollo de los recursos mineros de América Latina,

71

1985, 145 pp. 48

49

Development of the mining resources of Latin America, 1989, 160 pp. Las relaciones económicas internacionales de América Latina y ta cooperación regional 1985, América Latina y la economia mundial de! algodón,

51

Comercio y cooperación entre países de América Latina y paisas miembros del CAME, 1985, 90 pp. Trade relations between Brazil and the United States, 1985, 148 pp. Los recursos hidricos de América Latina y e !Caribe y su aprovechamiento, 1985, 138 pp. The water resources of Latin America and the Caribbean and their utilization, 1985, 135 pp. La pobreza en América Latina: dimensiones y políticas. 1985, 155 pp, Políticas de promoción de exportaciones en algunos paises de América Latina, 1985, 207 pp. Las empresas transnacionales en la Argentina, 1986,

1985, 122 pp.

53 53

54 55 56

73

222 pp 57 58 59

60 61 62 63 63

Et desarrollo fruticota y foresta! en Chite y sus derivaciones sociales. 1986, 227 pp. E! cultivo del algodón y la soya en e!Paraguay y sus derivaciones sociales, 1986, 141 pp. Expansión del cultivo de la caña de azúcar y de la ganadería en el nordeste del Brasil: un examen del pape! de la politica pública y de sus derivaciones económicas y sociales, 1986, 164 pp. Las empresas transnacionales en el desarrollo colombiano, 1986, 212 pp, Las empresas transnacionales en la economía del Paraguay, 1987, 115 pp. Problemas de la industria latinoamericana en la fase critica, 1986, 113 pp. Relaciones económicas internacionales y cooperación regional de A mérica Latina y el Caribe, 1987,272 pp. International economic relations and regional cooperation in Latin America and the Caribbean, 1987,

267 pp 64

Tres ensayos estabilización.

72

73

224 pp. 50

52

72

sobre

inflación

1986, 201 pp.

y

politicas

de

74 75

La industria farmacéutica y farmoguimica; desarrollo histórico y posibilidades futuras. Argentioa, Brasil y México, 1987, 177 pp. Dos estudios sobre América Latina y el Caribe y la economía internaciona! 1987, 125 pp. Reestructuración de ta industria automotriz mundial y perspectivas para América Latina, 1987, 232 pp. Cooperación la tin o a m e rica na en se rvicio s: antecedentes y perspectivas, 1988, 155 pp, Desarrollo y transformación: estrategia para superar la pobreza, 1988, 114 pp. Development and change: strategies for vanquishing poverty, 1988, 114 pp. La evolución económica del Japón y su impacto en América Latina, 1988, 88 pp. The economic evolution of Japan and its impact on Latin America. 1990, 79 pp. La gestión de los recursos hidricos en América Latina y et Caribe, 1989, 256 pp. La evolución del problema de la deuda externa en América Latina y el Caribe, 1988, 77 pp. The evolution of the external debt problem in Latin America and the Caribbean, 1988, 69 pp. Agricultura, comercio exterior y cooperación internaciona! 1988, 83 pp. Agriculture, external trade and international co~ operation. 1989, 79 pp. Reestructuración industrial y cambio tecnológico: consecuencias para América Latina, 1989, 105 pp. Et medio ambiente corno factor de desarrollo, 1989,

123 pp. 76

Et comportamiento de tos bancos transnadonaies y la crisis internacional de endeudamiento, 1989,

76

Transnational bank behaviour and the international debt crisis. 1989, 198 pp. Los recursos hidricos de América Latina y del Caribe: planificación, desastres naturales y contaminación,

214 pp,

77

1990, 266 pp, 77

The water resources of Latin America and the Caribbean - Planning hazards and pollution, 1990,

78

La apertura financiera en Chite y el comportamiento de los bancos transnacionales, 1990, 132 pp

252 pp,

Serie INFOPLAN: Temas Especiales del Desarrollo 1 Resúmenes de documentos sobre deuda externa, 1986, 324 pp. 2 Resúmenes de documentos sobre cooperación entre países en desarrollo, 1986, 189 pp. 3 Resúmenes de documentos sobre recursos hidricos, 1987, 290 pp. 4 Resúmenes de documentos sobre planificación y medio ambiente. 1987, 111 pp, 5 Resúmenes de documentos sobre integración económica en América Latina y el Caribe, 1987, 273 pp. 6 Resúmenes de documentos sobre cooperación entre paises en desarrollo, II parte, 1988, 146 pp.

EL TRIMESTRE E C O N O M IC O COMITÉ DICTAMINADOR: Carlos Sazdrosch P.. José Casar, Jorge Hierro, Indar Ruprah, Luda Segovia, Aarón Tbrnelt, Rodolfo de la Torre, Kurt Unger. CONSEJO EDITORIAL: Edmar L, Sacha, Enrique Cárdenas, José Slanoo, Gerardo Bueno, Héaor L. Oiéguez, Arturo Fernández, Ricardo Ffrench-Oavis, Enrique Ftorescano, Roberto Frenkel, Ricardo Hausmann. Albert O. Hirschman, David Ibarra, Francisco Lopes, Guillermo Matdonado, José Antonio Ocarrpo, Luis Angel Rojo Duque, Gert Rosenlhal, Fernando Rosenzweig (Presidente). Francisco Sagasll, Jaime José Serra, Jesús Silva Herzog Flores, Osvaldo Sunkel, Carlos Tello. Ernesto Zedillo. Director; Carlos Bazdresch P. Subdirector; Rodolfo de la Torre Secretarlo de Redacción: Guillermo Escalante A.

Voi. LVII (4)

Núm. 228

México, Octubre-Diciembre de 1990

SUMARIO ARTICULOS: M ichael G avin

Política co m e rcia l y b a la nza c o m e rc ia l: E l a rg u m e n to de lo s s u b ­ sidios a la exp o rta ció n

F e rn a n d o Navajas y A lb e rto Porto

La tarifa en do s p a rte s c u a s i óp tim a. E fic ie n c ia , e q u id a d y financ ia m ie n to

M iguel K iguel y N issan Liviatan

A lgunas im p lic a d o n e s de b s ju e g o s de política pa ra las econom ías de a lta in fla c ió n

Aarón Tornen y Andrés Vetasco

Fuga d e c a p ita le s y ju e g o s distrib u tivo s

G e ra rd o M arcelo M arti

A rg e n tin a : La c ris is d e 1890. E n d e u d a m ie n to e x te rn o y c ra c k fin a n c ie ro

F ernando Soifs S oberón

La p o lítca c o m e rd a l d e la g a n d e rfa bo vin a en M é xico

G o n za lo C astañeda

C onsecuencias m a c ro e c o n ó m ic a s d e l a u g e e n lo s m e rc a d o s fina nciero s d e M é xico d u ra n te 1986-1987

NOTAS Y COM ENTARIOS: Rodolfo de la Torre

En bu sca de un a p e rs p e c tiv a e co nóm ica g e n e ra l: C onve rsació n con Ja g d is h B hagw ati.

R ESEÑ A S BIBLIOGRÁFICAS: R oberto Reyes M azzoni;

Masahiko Aoki. La estructura de la econom ía jap o n e sa

DOCUM ENTO S;

E cología y la eco nom ía m u n d ia l (Miguel de la Madrid Hurtado). H om enaje a don R odrigo G óm ez en el X X aniversario de s u falledm ie n to (Miguel Mancera) Precio de suscripción por un arto, 1991 La suscripción en México cuesta. $75,000.00

Personal: Universidades, bibliotecas e Instituciones:

España. Centro y Sudamérica (dólares) $25.00

Resto del mundo (dólares) $35.00

$35.00

$ 100.00

Fondo de Cultura Económica - Av, de ia Universidad 975 Apartado Postal 44975, México, D, F.

NUE\A SOCEDM)

CUADERNOS DE ECONOMIA N" 81

SEPTIEMBRE-OCTUBRE 1990

N " 109

Agosto 1990

Introducción Alberto Valdés

Director: Alberto Koschützke

1. Sobre la relación entre pobreza y desnutrición: un enfoque con­ ceptual a nivel del hogar,

Jefe de Redacción; Sergio Chejfec

Maurice Schiff y Alberto Valdés

COYUNTURA; Rolando Araya M onga. Costa Rica an­ te un nuevo reto. Bruce M . Baglay / Juan G. Tokatllan. Colombia, el dilema de la droga. ANALISIS: Roberto Q uim a rles . Brasil vuelve al banqui­ llo: la ecopollttca de la destrucción en la Amazonia. Yves Pedrazzlni/M agaly Sánchez. Nuevas legitimida­ des sociales y violencia urbana en Caracas. Jorge Ro­ dríguez Beruff. La cuestión militaren Puerto Rico, ¿sir­ ve el plebiscito? M ichael Dauderatádt. 1992 o el aban­ dono europeo del Tercer Mundo. POSICIONES; Retos y desafíos del sindicalismo para el ano 2000 Conclusiones de la Conferencia Interna­ cional CIOSl.ORIT, CISL, OIT. Comisión Andina de Ju­ ristas. Narcotráfico. Realidades y Alternativas. TEMA CENTRAL: Elvio Q andolfo. Montevideo sexual. Una reflexión a píe. M aría Ladt Londofío. Sexualidad femenina como práctica de la libertad. Carlos Mona!váis. Control y Condón. La revolución sexual mexica­ na. M ichel M affesoll. La prostitución como fo rm a de socialidad. Sandra Ltdid C. Sida, empuje conservador e indiferencia. N ésto r Perlongher. Avatares de los mu­ chachos de la noche. Marlene Sandoval V. Prostitución infantil. Inhalación y miedo. Tam ara Canralho. Hippie de ayer, Yuppie de hoy. Disciplinamiento sexual y ca­ non corporal. M abel Bellucci. Anarquismo, sexualidad y emancipación femenina. Argentina alrededor del 900. DOSSIER: Rodeos a la sexualidad. SUSC R IPC IO N ES

ANUAL

(Incluido flete aéreo)

(6 núms.)

América Latina Resto del Mundo Venezuela

US$ 30 US$ 50 Bs. 500

B IENA L (12 núm s.)

US$ 50 US$ 90 Bs. 900

PAGOS: Cheque en dólares a nombre de NUEVA SO ­ CIEDAD. Dirección: Apartado 61.712 - Chacao-Caracas 1060-A. Venezuela. Rogamos no efectuar transferen­ cias bancarías para cancelar suscripciones.

2.

Pobreza y Desnutrición: ¿cuán estrecha es la relación? Harold Alderman

3. Elementos para una Estrategia de Ataque a la Desnutrición. Aristides Torche

4. ElFinanciamiento de Sistemas de Salud: AltemativasyDilemas. Tarsicio Castañeda 5.

Programas nutricionales en el Brasil: algunas lecciones de la' experiencia. Philip Musgrove

6. Impacto Nutricional de Subsidios de Alimentos para Familias de Bajos Ingresos: El Caso del PROAB en Brasil. Yoni Sampaio 7.

Análisis de la participación en el programa de alimentación complementaria en Chile: leche cereal para preescolares. Eugenia Muchnik e Isabel Vial

8. Enfoque de riesgo en la predicción del crecimiento insatisfactorio del menor de un año, en los programas sociales. F. Mardones, G. Jones, M. Díaz 9.

Cultivo de hortalizas (no tradicionales) para exportación entre pequeños agricultores en Guatemala. Impacto sobre su ingreso familiar y seguridad alimentaria. Joachim von Braun, Maarten D.C. Immick Precio suscripción anual(incluye envío aéreo) (Cuatrimestral), 1990

Instituciones Chile $ 4.000 América Latina US$ 36 Europa y USA U S | 42

Números sueltos o atrasados Chile $ 1.200 Extranjero US$ 12

Enviar pedidos de suscripción y cheque o giro (libre de comisiones y gastos bancarios) a la orden de:

Instituto de Economía, Pontificia Universidad Católica de Chile Oficina de Publicaciones Casilla 274-V, Correo 21 Santiago de Chile

REALIDAD ECONOMICA INSTITUTO ARGENTINO PARA EL DESARROLLO ECONOMICO (lADE) N® 96

SUMARIO

Septiembre-Octubre 1990

Coyuntura

Impacto de las políticas de ajuste, Miguel Teubal. México y la Argentina

Modernización capitalista y reforma del Estado, Mabel Thwaites Rey - Andrea López. Comunidad Económica Europea y Estados Unidos

Apoyo estatal al sector agropecuario y negociaciones en el GATT, Elizabeth Pirker. Educación I

Educación popular, Paulo Freire. Educación II

La Historia y la Geografía en la Escuela Media, nuevos enfoques. María E. Alonso - Silvia Gojman - Beatriz Lukez Liliana Trigo - Adriana Villa. Debates

Agotamiento, crisis y reestructuración del régimen de acumulación soviético, Ricardo Graziano. Mercado I

¿Retorno al capitalismo? La cuestión del mercado en la Unión Soviética, Oscar E. Camota. Mercado II

El mercado y el consumidor, Francisco Cholvis. Mercado III

Liberalismo y economía, John Kenneth Galbraith. lADE

Hipólito Yrigoyen 1116, piso 4°, 1086 Buenos Aires. Tei. 38-7380/9337.

Desarrollo Económico

ARGENTINA

ISSN 0046-001X

Revista de Ciencias Sociales

Voi. 30

julio-setiennbre 1990

N° 118

DANIEL AZPIAZU, EDUARDO BASUALDO y HUGO NOCHTEFF; Los límites de las políticas industriales en un período de reestructuración regresiva; el caso de la informática en la Argentina. JORGE KATZ y DANIEL MADEIRA: Mortalidad infantil y el funcionamiento de los mercados de atención neonatal. Un examen del caso argentino. BENJAMIN HOPENHAYN y PABLO CARLOS ROJO: Comercio internacional y ajuste. AIDA QUINTAR; Flexibilidad laboral. ¿Requerimiento de las nuevas tecnologías o fragmentación del movimiento obrero? THOMAS SCHEETZ: El costo laboral de la seguridad externa e interna: los casos de la Argentina, Chile, Paraguay y Perú, 1969-1988. CARLOS M. VILAS: Especulaciones sobre una sorpresa: las elecciones en Nicaragua. Notas y Comentarios - Reseñas Bibliográficas

DESARROLLO ECO NÓ M ICO — Revista de Ciencias Sociales— es una publicación trimestral editada por el Instituto de

Desarrollo Económico y Social (IDES). Suscripción anual: R. Argentina, A340.000; Países limítrofes, US$44; Resto de América, US$ 48; Europa, Asia, África y Oceania, US$ 52. Ejemplar simple: US$ 12 (recargos por envíos vía aérea). Pedidos, correspondencia, etcétera, a: INSTITUTO DE DESARROLLO ECONÓMICO Y SOCIAL A ráoz 2638 / 1425 Buenos Aires / República Argentina

D e n u e v o e n csp»n<

Revista Internacional de Ciencias Sociales UNESCO -,-"r

Cuhüro . ' .

.'1 \

yecOTômËi^l#i

.■■' S' ■' ■■

de los espiaos iq^iios

C l iH II . .■■■>'■Í.

Revista Internacional de Ciencias Sociales. De aparición trimestral. Cada número presenta una sección temática que ofrece los grandes temas de investigación tratados por los mejores especialistas internacionales. Una lectura imprescindible para informarse de las tendencias actuales de las ciencias sociales, más allá de las fronteras lingüísticas o nacionales.

NUMEROS DE 1991 Núm. 127 El estudio de los conflictos internacionales Núm. 128 Transiciones a la democracia Núm. 129 Cuestiones fundamentales de la democracia Núm. 130 Cambios en el medio ambiente planetario

''‘l*

Edita: Centre UNESCO de Catalunya HOJA Dii SUBSCRIPCIÓN Enviar la subscripción y el pa¡^o a:

CENTRE UNESCO DE CATALUNYA. Mallorca, 285 - BARCELONA 08037 (ESPAÑA) TEL. 207 17 16 ; 1Sírvase- subscribirme a la «REVISTA INTERNACIONAL DE CIENCIAS SOCIALES« Países industrializados

Precios para 1991

□ U

Países en desarrollo □ □

3.ÛOO ptas. 27 $

ejemplar(es) del nútn4ro(s)

□ Sírvase enviarme Precio de cada ejemplar

5.000 pías. 45 $

[ 1 1.500 ptas, n

15 $

Nombre y apellidos^ Dirección_______ _ Ciudad

País.

Fedi.a _

Firma

Adjunto

□ cheque □ giro internacional

J

Integración Latinoamericana REVISTA MENSUAL DEL INTAL •

Octubre-Noviembre 1990, Año 15,

161-162

Director: E d u a rd o A, Z alduendo. • Comité Editorial Asesor; E udes B ezerra Galváo, C onstanza De la C uesta, G uillerm o O n d a ris, Eliana P reb isth , E ugenio O. V alenciano. • Edición-Coordinación: C lara G inzburg,

• Editorial: • Europa 1992: ideas y modelos de integración. • Estudios: • Europa y América Latina:

relaciones entre bloques comerciales en el decenio de 1990, por Alfredo Fuentes Hernández y María Clara Rueda. • La construcción del mercado único europeo, por Carlos A. Barrera. • Relaciones entre la Comunidad Económica Europea y el Grupo Andino, por Roberto Junguito Bonnet. • Cooperación e integración regionales en Europa: lecciones que se deben aprender, por F.J. van Hoek. • Integración económica y política regional: la experiencia española en materia de políticas espaciales ante la ampliación comunitaria, por José R. García Menéndez. •México: desafíos de la integración económica (oportuni­ dades al Norte, compromisos al Sur), por Jesús Puente Leyva. • Comentarios: • Propuesta institucio­ nal para la Cuenca del Plata, por Guillermo Del Bosco. • Información; América Latina: • ALADI • SELA • Grupo Andino • Mercado Común Centroamericano • Organismos • Asociaciones • Países • Noticias breves. • A ctividades del INTAL • Docum entación • XVI Reunión Ordinaria del Consejo Latinoamericano del SELA. Discurso del embajador Carlos Pérez del Castillo, Secreta­ rio Permanente del SELA, en la inauguración de la XVI Reunión Ordinaria del Consejo Latinoamericano, en su etapa técnica. Discurso del licenciado Luis Echeverría, ex Presidente de México, en la etapa ministerial de la XVI Reunión Ordinaria del Consejo Latinoamericano. Discurso del Excelentísimo señor Presidente de Venezuela, Carlos Andrés Pérez, en la etapa ministerial de la XVI Reunión Ordinaria del Consejo Latinoamericano. Informe Final de la XVI Reunión Ordinaria del Consejo Latinoamericano; Decisión 300. • Declaración Conjunta Brasil-Bolivia. • Declaración Conjunta Argentina-Chile. • Bases generales para la suscripción de un Acuerdo de Complementación Económica entre la República Argentina y la República de Chile. • Estadísticas: • Estadísticas comparadas de Europa y América Latina. Suscripción anual (11 n ú m ero s al año)

A rgentina*

A m érica Latina

Estados Llnidos y E u ro p a

Instituciones y particu lares E.studiantes N ú m ero s sueltos

US$ 24 US$ 16 US$ 2,40

US$ 30 US$ 20 US$ 3

US$ 35 US$ 25 US$ 3,50

*Pagadero en Australes al tipo de cambio oficial. Los interesados d e b e rá n re m itir cheque o giro (libre de com isiones y gastos bancarios) a la o rd e n del In stituto p a ra la In teg ració n de A m érica L atina. Casilla de C o rreo 39, Sucursal l (1401), B uenos A ires, A rgentina. Las tarifas incluyen los gastos d e envío p o r c o rreo aéreo,

\JCJI JhW* fl^ ' ■fWl (biat

^ '

•~*^ ^

lirLiCJt ^ iJ™-Jl i* ^-»r jr frrN r-*' ¡-“»^

^ j'

mn^ttK^ai^iiw iiftum « M ftftiiif« ttm ftaiD » tttt« )« i« « . M i4attH « m a« u n « H i* iK ji< )« » u « « !i. HOW TO OBTAIN UNITED NATIONS PUBLICATIONS United Nations publications may be obtained Irom bookstores and distributors throughout the world Consult your bookstore or write to: United Nations, Sales Section, New York or Geneva. COMMENT SE PROCURER LES PUBLICATIONS DES NATIONS UNIES Les publications des Nations Unies sont en vente dans les librairies et les agences dépositaues du monde entier. Intormer-vous auprès de votre libraire ou adressez-vous à : Nations Unies, Section des ventes, New York ou Genève.

K A K n O / i y M H T h H 3 a A H H R O P F A H H 3 A U H H O B 'l iK /lH H E H H b l X HAILHH H a n B H K ir O p rK K H a a u K H OO-iteAHHeHHktx M a u n fl m o ik h o K yn H T k ■ K H H X H k ix it n r f t 3HHAX K n re K T C T k K x b o b c c x p b A o h b x m h p a . H a b o a m t c cnp xB K H oO m 3ABMKIIX b n a u ie M k h h m h o m M ara aK H e h / ih rtH uiK Te n o a n p e c y : O p rx H H s a u H n CXi'^«AHH«M Bkix H b i i h A, C e xttH H n o npOABMie k 3 a * h m A. H b io - H o p K m a h >KeH«BB.

COMO CONSEGUIR PUBLICACIONES DE LAS NACIONES UNIDAS Las publicaciones de las Naciones Unidas están en venta en librerías y casas distribuidoras en todas partes del mundo. Consulte a su librero o diríjase a: Naciones Unidas, Sección de Ventas, Nueva York o Ginebra.

Las publicaciones de la C om isión Económ ica para Am érica Latina y ei Caribe (cepal) y ias del Instituto Latinoam ericano y del C aribe de Planificación Económica y Social (ILPES) se pueden adquirir a los distribuidores locales o directam ente a través de: Publicaciones de las N aciones U nidas Sección de Ventas — D C-2-866 N ueva York, N Y, 10017 Estados U nidos de A m érica

Publicaciones de las N aciones Unidas Sección de Ventas Palais des Nations 1211 Ginebra 10, Suiza

U nidad de Distribución

CEPAL — Casilla 179-D Santiago de Chile

Loading...

Revista de la CEPAL no.43 PDF - CEPAL - Repositorio

Revista de la CEPAL Secretario Ejecutivo G ert R o sen th a l Secretario Ejecutivo Adjunto C a r lo s M a s s a d Director de la Revista A n íb a l...

12MB Sizes 2 Downloads 12 Views

Recommend Documents

sa la cepal - Repositorio CEPAL
Pazos. Javier. JR. Ramos. Joseph R. JRA. Rey Alvarez. Julián. JRM. Messy. Jean Roger. JRi. Rivero. Josefina. JRo. Rose.

sa la cepal - Repositorio CEPAL
La colección Sala CEPAL tuvo sus orígenes entre los años 1986 y 1989, con el inicio de la Serie Escritos ..... Cavatl

CEPAL Review - CEPAL - Repositorio
Sep 15, 2008 - The CEPAL Review was founded in 1976, along with the corresponding Spanish version, Revista de la CEPAL,

CEPAL Review 88 - Repositorio CEPAL
REYNALDO BAJRAJ. Deputy Director. United Nations. ECONOMIC. COMMISSION FOR. LATIN AMERICA. AND. THE CARIBBEAN. C E P A L

planindex - CEPAL Repositorio
R E S U M E N E S. D E. D O C U M E N T O S. S O B R E. P L A N I F I C A C I O N. Voi. 2, N°1, Julio 1981. N A C I O N

comercio internacional - CEPAL - Repositorio
Ex-post Evaluation of the employment effects of a Preferential. Trade Agreement: methodological issues, illustrated with

CEP HL - Repositorio CEPAL
l a. f u e r t e. d i s t o r s i ó n. c a m b i a r i a. a n t e r i o r , la s. i n c e r t i d u m b r e s. s o b r

Untitled - CEPAL - Repositorio
Feb 4, 2011 - Nacional del Cobre de Chile (CODELCO), the state-owned copper mining and production company, ...... bonds

Panorama social - Repositorio CEPAL
como la carga impositiva y el consecuente presupuesto público general y específicamente social definen ..... Santiago

celac 2025 - Repositorio CEPAL
Aug 2, 2016 - 69. Map V.3. Centres of origin of cultivated plants proposed by Nikolai Vavilov in 1935 . ...... [online]